Questões de Concurso
Comentadas sobre termos integrantes da oração: objeto direto, objeto indireto, complemento nominal, agente da passiva em português
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Tudo o que vem do povo tem uma lógica, uma razão, uma função. Ele nada faz sem motivo, e o que produz está geralmente ligado ao comportamento do grupo ou a uma norma social ou de cunho psíquico e religioso, um traço que vem de tempos longínquos, lá do fundo de nossas raízes, perdidas na noite dos tempos, quando estávamos em formação. Pastoril, Quilombo, Reisado, Coco-de-Roda, literatura de cordel, festas, tradições, superstições, contos, mitos, lendas não aparecem por acaso. São elementos da memória popular, que engloba sentimentos e reações diante da história e das transformações.
Quais as origens do folclore alagoano, quais os componentes culturais que o forjaram? Théo Brandão, com a autoridade de quem estudou a vida inteira e deixou uma obra irrepreensível sobre o assunto, diz que são muitas as contribuições na formatação do nosso folclore. E que não é fácil nem simples demarcar a que grupo pertence uma de suas variantes ou estabelecer com precisão a fronteira de determinada manifestação folclórica. Afirma que há dúvidas em alguns casos e em outros é inteiramente impossível chegar a uma conclusão única e definitiva. Cita como exemplo concreto dessas incertezas o caso da dança existente em várias unidades nordestinas, que aparece ora como Coco, ora como Pagode, ora como Samba.
Instituto Arnon de Mello. Alagoas popular: folguedos e
danças de nossa gente. Maceió: IAM, 2013, p. 24 (com adaptações).
Julgue o item seguinte, referentes às ideias, aos sentidos e às construções linguísticas do texto apresentado.
Em “Ele nada faz sem motivo”, o termo “sem motivo”
exerce a função de complemento da forma verbal “faz”.
Leia o texto para responder a questão.
Projeto quer dar mais visibilidade às cientistas brasileiras A Open Box da Ciência destaca o trabalho de 250 pesquisadoras de cinco áreas de pesquisa
Por Juliana Morales
A plataforma online Open Box da Ciência foi lançada na última quarta-feira (12). É uma iniciativa da organização Gênero e Número, apoiada pelo Instituto Serrapilheira. Seu objetivo é visibilizar o trabalho da mulher da dentro da ciência a partir de histórias e dados.
Combinando jornalismo de dados e design interativo, foi criada, então, uma cartografia com 250 pesquisadoras. São 50 protagonistas em cinco grandes áreas: Ciências Biológicas, Ciências Sociais Aplicadas, Ciências Exatas e da Terra, Engenharia e Ciências da Saúde. Para cada pesquisadora mapeada, é possível ter acesso a um artigo relevante da sua produção científica. Além de conhecer o rosto e a história delas em reportagens.
O levantamento foi feito com dados do Censo da Educação Superior com informações de outras bases de dados oficiais, como a Plataforma Lattes, levando em consideração o número de artigos científicos publicados, prêmios recebidos, eventos organizados pelas cientistas e se estão engajadas em divulgação científica.
A partir da análise desses dados, foram criados conteúdos, que também estão disponíveis na plataforma, mostrando o cenário brasileiro de desigualdade na área de pesquisa. Por exemplo: as mulheres representam 46% das docentes de Ensino Superior, mas apenas 23% delas são pretas e pardas. Apenas 15% de todas as mulheres que pesquisam e também são docentes no Ensino Superior do Brasil têm acesso à bolsa de apoio à pesquisa.
Disponível em https://guiadoestudante.abril.com.br/universidades/projeto-quer-darmais-visibilidade-as-cientistas-brasileiras/
Texto para a questão

(João Carlos Ribeiro Jr. Le monde diplomatique. 25 de maio de 2021)
A oração sublinhada no período acima exerce função sintática de
Observe a tirinha a seguir e julgue os itens:

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/cartum/cartunsdiarios/#10/2/2021 . Acesso em: 20/04/2021
I. A preposição “de” (em “falando de política”) tem o valor semântico nocional (em específico, de assunto).
II. No último quadrinho, em relação às regras ortográficas atuais com o Novo Acordo Ortográfico, há um desvio.
III. O termo “uma coisa estranha” – objeto direto na oração em que figura – desempenha papel catafórico em relação ao termo “enjôo”, que aparece no segundo quadrinho.
Está(ão) CORRETA(s) a(s) afirmativa(s):
Poluição visual: entenda seus impactos
Poluição visual é o excesso de elementos visuais criados pelo homem que são espalhados, geralmente, em grandes cidades e que promovem certo desconforto visual e espacial. Esse tipo de poluição pode ser causado por anúncios, propagandas, placas, postes, fios elétricos, lixo, torres de telefone, entre outros.
A poluição visual, que atua junto com a poluição luminosa, está muito presente nos grandes centros urbanos por conta da enorme quantidade de anúncios publicitários e sua não harmonia com o ambiente, desviando exageradamente a atenção dos habitantes.
Além dos danos estéticos, este tipo de poluição pode ser perigoso para motoristas e outras pessoas. Um prédio feito de vidro pode refletir a luz do sol, criando uma poluição visual que obstrui a visão de quem guia veículos nas vias. Também os anúncios publicitários situados perto de malhas viárias podem distrair os motoristas enquanto dirigem, causando acidentes.
Problemas como estresse e desconforto visual também estão relacionados com a poluição visual. Um estudo recente da Universidade A&M, do Texas, nos EUA, demonstrou como a poluição visual está relacionada a esses problemas. Depois de ter realizado situações estressantes, as pessoas estudadas utilizaram dois tipos de avenidas: uma em direção ao interior com poucos ou nenhum anúncio publicitário e a outra cheia de anúncios e demais elementos que são causas de poluição visual. Os níveis de estresse diminuíram rapidamente nos indivíduos que utilizaram o primeiro tipo de avenida, enquanto permaneceu alta naqueles que utilizaram o segundo tipo.
Outros danos negativos do excesso de anúncios publicitários são o incentivo ao consumo, que pode gerar problemas, como obesidade, tabagismo, alcoolismo e o aumento de geração de resíduos (seja por conta do anúncio em si ou do descarte dos produtos oferecidos pela publicidade). [...]
Aqui no Brasil é fácil perceber o impacto da poluição visual em épocas de eleições. Além do estresse e do incômodo gerados pela propaganda eleitoral, o peso ambiental da distribuição de panfletos com o número dos candidatos (o famoso “santinho”) é imenso. [...]
Para inibir ou controlar esse tipo de poluição, uma possibilidade é criação de leis regulamentando o uso de anúncios publicitários, que são os principais causadores desse tipo de dano. Em São Paulo e em algumas outras cidades, houve a implantação de regulamentações, que ordenam a paisagem do município e visam equilibrar os elementos que compõem a paisagem urbana, restringindo a publicidade externa como outdoors, faixas, cartazes e totens.
(Poluição visual: entenda seus impactos. Texto adaptado.
Disponível em: https://www.ecycle.com.br/2738-poluicao-visual.
Acesso em: 20/01/2019.)
Epidemia homicida
Os últimos números de violência contra a mulher
deixam claro que a sociedade brasileira sofre de uma séria
enfermidade. Há algo muito errado acontecendo com os
homens, e atos sexistas, em que eles se impõem pela força,
estão sendo cometidos em proporções alarmantes. Uma
epidemia de agressões e de assassinatos passionais acomete
o país. Dados do Mapa da Desigualdade Social 2019
divulgados terça-feira 5, pela Rede Nossa São Paulo, uma
ONG que acolhe vítimas, mostram que os casos de
feminicídio na capital paulista aumentaram 167% no ano
passado. [...]
“A maior parte dos casos de feminicídio ocorre depois
da ruptura de um relacionamento, quando a mulher termina
uma relação abusiva. Os homens não aceitam a nova
situação e matam”, diz a psicóloga Vanessa Molina, porta-
-voz da Associação Fala Mulher, que oferece assistência e
proteção para vítimas de violência doméstica e atendeu oito
mil mulheres em 2018. “Os abusos começam antes da
violência física, com manifestações de ciúmes, xingamentos
e com o afastamento da mulher de familiares e amigos. É
como se o homem achasse que a mulher pertence a ele, que
não se conforma com a perda do controle sobre sua
‘posse’”. Para Vanessa há uma necessidade urgente de
mudar a cultura machista que está por trás dos crimes de
ódio, que acontecem em famílias de todas as classes sociais
e, frequentemente, são cometidos dentro de casa, no lugar
em que a mulher deveria se sentir mais segura. [...]
Apesar do endurecimento das leis que penalizam esse
tipo de violência, a epidemia de crimes passionais não
arrefece. A Lei Maria da Penha, que estabelece cinco formas
de agressão machista (física, psicológica, moral, patrimonial
e sexual) e a Lei do Feminicídio, que caracterizou o homicídio
de gênero, deram proteção legal para as mulheres,
aumentaram o rigor da pena para agressores e assassinos,
mas não inibiram os atos extremos.
Na semana passada, em mais uma demonstração de
que a sociedade tenta reagir à doença social, o Senado
aprovou em primeiro e segundo turno Proposta de Emenda
Constitucional (PEC) que modifica o inciso 42 do artigo 5º da
Constituição e torna inafiançável e imprescritível o crime de
feminicídio. A PEC segue agora para a Câmara e tornará a
cadeia inevitável para os assassinos de mulheres. O que se
vê, porém, é que o feminicida, na maioria dos casos, não
está preocupado com as consequências de seu ato. Age
enlouquecidamente e acha que está com a razão. O ódio e o
desejo de vingança são maiores do que o medo da pena. Ele
mata a mulher no meio da rua ou em lugares públicos e
depois foge ou se suicida. No fim de semana, quando as
famílias se reúnem, há uma incidência maior desses crimes.
[...]
É preciso reeducar a sociedade, é um processo
evolutivo, afirma Larissa Schmillevitch, gerente do Mapa do
Acolhimento, ONG que cuida de mulheres ameaçadas e
agredidas. “Outra questão é achar que a violência contra a
mulher é algo privado em que ninguém se mete. A sociedade
precisa entender que se trata de algo público, que pode ser
evitado.” O Mapa do Acolhimento é uma rede de solidariedade coordenada pela ONG Nossas, um laboratório de
ativismo feminista. Para Larissa, o aumento das denúncias
tem relação direta com o crescimento da violência, e
também com o fato das mulheres terem mais acesso às
informações e estarem menos caladas e conseguindo identificar com clareza as situações abusivas de seu relacionamento. Isso permite que se tomem medidas para impedir
atitudes violentas de maridos e namorados transtornados.
A medida principal que as ativistas dos direitos da
mulher defendem para conter a onda de feminicídios é a
prevenção. Segundo ela, esse crime pode ser inibido com
uma atuação assistencial no início do ciclo da violência,
quando começam os abusos. Mas mulheres que denunciam
seus algozes precocemente se expõem a um risco maior e
necessitam de proteção. “A lei é muito boa, mas precisa ser
aplicada de forma adequada”, afirma Larissa. “A gente
enfrenta problemas nas delegacias da mulher por falta de
profissionais qualificados e percebe um sucateamento nos
serviços públicos de atendimento”.
(VILARDAGA, Vicente; OLIVEIRA, Caroline. Epidemia homicida. Texto adaptado. Disponível em: https://istoe.com.br/epidemia-homicida/. Acesso em: 20/01/2020.)
A CANETA TINTEIRO
Íamos pra escola carregando na mala o mata-borrão.
Mata o quê?
Mata-borrão. Era um pedaço de papel bem poroso que a gente usava pra limpar a tinta que vazava da caneta tinteiro.
Caneta que vazava? Como assim?
É, vazava, soltava tinta. A gente tinha que carregar também, além da caneta, um potinho de vidro cheio de tinta preta ou azul, para encher a carga da caneta. Era uma trabalheira danada!
E mesmo com todo cuidado a caneta vazava, estragava o estojo de couro, comprado a duras penas, sujava a blusa, deixava aquela mancha envergonhada no branco imaculado da blusa do uniforme.
Estojo de couro, uniforme! Puxa, vó, que irado! Mas por que você não comprava uma BIC? Ia simplificar sua vida.
Ia, se ela existisse, como tudo mais que existe hoje e a gente nem sequer imaginava!
Fonte:
http://viveragora.com.br/cronicas-rapidas/
O texto a seguir deverá ser utilizado para responder à questãao. Leia-o atentamente.
De tempos em tempos a humanidade passa por situações que funcionam como marcos disruptivos e, certamente, a pandemia do novo coronavírus é um deles. Essa crise sanitária sem precedentes tem funcionado como um catalisador e vem para acelerar e consolidar tendências como o trabalho remoto e a educação a distância. Neste aspecto, certas mudanças contábeis que já estavam em curso agora se antecipam e se tornam mais claras, tendo em vista que o segmento é a linha de frente das transformações sofridas pelo empreendedorismo.
(Disponível em: https://www.robertodiasduarte.com.br/tendencias-da-contabilidade-no-mundo-pos-covid-19/. Fragmento.)
Acerca de alguns aspectos linguísticos observados no texto, leia as afirmativas a seguir.
I. A expressão “educação a distância” dispensa o uso do acento grave, indicador de crase por se tratar de uma locução verbal de modo.
II. A substituição de “tendo em vista que” por “já que” manteria o sentido do trecho sem que houvesse prejuízo para a correção gramatical.
III. O acréscimo de vírgula antecedendo a expressão “pelo empreendedorismo” permitiria o destaque do agente da passiva, mantendo a correção gramatical.
IV. O termo destacado no fragmento anterior introduz oração subordinada adjetiva, referenciando substantivo da oração principal e estabelecendo a coesão entre as orações.
Está correto o que se afirma apenas em
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Cão ciclista fica eufórico ao sair de casa para fazer trilhas de bicicleta com o tutor
Katraka, um cachorro da raça pinscher, não consegue ouvir a palavra "pedalar" sem ficar completamente tomado por uma enorme euforia. Conhecido como um cão ciclista, ele acompanha o frentista Sandro Farias, de 41 anos, em trilhas de bicicleta em São Carlos, no interior de São Paulo.
A presença do cachorro nas aventuras do tutor chama a atenção por onde quer que Sandro passe. Não é incomum, inclusive, que crianças e adultos peçam para tirar fotos ao lado de Katraka, que tem 1 ano e 9 meses e já ganhou até perfil em rede social.
(...)
Desde 2019, o pinscher é a alegria da casa. Além de Sandro, sua esposa, Kátia Farias, também é bastante apegada ao animal, tratado como membro da família. Katraka chegou ao lar quando tinha apenas dois meses de idade e, desde então, vive cercado de cuidados e afeto. O carinho da família é também uma retribuição ao amor que o cachorro oferece ao casal, tendo inclusive ajudado Kátia a superar uma depressão.
(...)
Adaptado.
https://anda.jor.br/2021/08/17/cao-ciclista-fica-euforico-ao-sair-de-casa-para-fazer-t rilhas-de-bicicleta-com-o-tutor/
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Pit bull fica todo feliz ao descobrir que foi adotado em abrigo
POR GABRIEL PIETRO, AGOSTO 17, 2021
Faz sete anos que o pit bull Meaty foi resgatado das ruas de Central Valley, na Califórnia (EUA), por voluntários de um abrigo. Antes um cachorro muito traumatizado, Meaty foi se curando aos poucos, permitindo que os cuidadores cuidassem dele.
Hoje, é certo que esse sorridente cachorro encontrou o amor, especialmente após ser acolhido por uma família adotiva.
Levou dois anos para Meaty ser adotado, mas o grande dia chegou: no verão de 2016, a americana Lisa Reilly levou-o para casa após se apaixonar por uma foto do pittie divulgada pelo abrigo nas redes sociais.
O acolhimento não poderia ter vindo em melhor hora: Lisa estava entristecida por ter perdido um da mesma raça, três meses antes, e encontrou motivos para sorrir em Meaty.
Lisa lembra como se fosse ontem do primeiro encontro que teve com o pit bull: era uma tarde ensolarada quando ela chegou no abrigo para conhecê-lo e o encontrou esparramado sob o sol escaldante. Aquela cena conquistou seu coração!
"(O abrigo) Fresno Bully Rescue fez um ótimo trabalho cuidando de Meaty desde a primeira vez que o vi até que fui capaz de trazê-lo para casa", disse a tutora ao portal The Dodo.
Meaty recebeu um lar cheio de irmãos caninos: dois pit bulls resgatados, Punky e Ricardo Tubbs, bem como os bassês Bitty e Dappe.
Família completa!
Adaptado. https://razoesparaacreditar.com/pit-bull-feliz-descobrir-adocao-abrigo/
No último período do texto, a oração “que a nominação de seu desaparecimento seja uma operação de resistência” exerce a função de complemento da forma verbal “acredita”, cujo sujeito é indeterminado, conforme comprova o emprego da partícula “se”.
Para responder à questão, leia atentamente o texto a seguir:
Apelo
Com os dias, Senhora, o leite primeira vez coalhou. A notícia de sua perda veio aos poucos: a pilha de jornais ali no chão, ninguém os guardou debaixo da escada.

