Questões de Concurso
Comentadas sobre termos integrantes da oração: objeto direto, objeto indireto, complemento nominal, agente da passiva em português
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Haja fígado para o perigoso mercado dos suplementos
A Anvisa, órgão responsável por regulamentar e controlar a qualidade de produtos que afetam a saúde humana, liberou em março de 2026 um texto alertando contra o uso excessivo de medicamentos e suplementos contendo cúrcuma, também conhecida como açafrão-daterra. O alerta é resultado de investigações internacionais que identificaram casos graves (embora raros) de danos ao fígado associados ao uso desses produtos.
A cúrcuma é um gênero de mais de 100 espécies de plantas cujas raízes são comumente usadas como tempero. Suas propriedades dão cor e sabor aos pratos e a tornam muito popular, sobretudo na culinária oriental. Além disso, a quantidade da molécula mais ativa na planta, a curcumina, não passa de 2% nas raízes e de 10% no tempero em pó comercial. Adicionada em pequenas quantidades na comida, é praticamente impossível ingerir quantidades perigosas da especiaria na alimentação.
As doses tóxicas podem ser atingidas somente na forma concentrada, vendida em suplementos e medicamentos fitoterápicos – derivados de plantas que possuem efeito comprovado para alguma doença (no caso da cúrcuma, a artrite) e que também contêm adjuvantes que podem aumentar a absorção da curcumina.
Mesmo que se repita muito por aí (incorretamente) que produtos naturais não têm efeitos colaterais, não é nada surpreendente que um extrato de plantas seja tóxico para os humanos. A vasta maioria das plantas na Terra não é comestível, apresentando graus variados de toxicidade.
Assim como cúrcuma demais pode lesar seu fígado, cafeína demais pode levar a parada cardíaca, a carambola é tóxica para pessoas com lesões renais, e a ingestão excessiva de lichias pode alterar o metabolismo de açúcar e lipídios (o que causa um número preocupante de mortes em crianças asiáticas). O fato de um produto ou insumo ser natural ou derivado de uma planta não remove qualquer molécula da realidade de que tudo possui uma quantidade tóxica.
Fonte: Nexo Jornal. Adaptado.
A próxima questão deve ser respondida tendo por base a fábula a seguir.
A raposa e as uvas
Uma raposa passou embaixo de um pé carregado com lindas uvas. Ficou com muita vontade de comer aquelas uvas. Deu muitos saltos, tentou subir na parreira, mas não conseguiu. Depois de muito tentar foi-se embora, dizendo com prepotência:
– Eu nem estou ligando para as uvas. Elas estão verdes, mesmo...
(Adaptado de: https://www.culturagenial.com/historias-infantiscurtas-comentadas/)
Considere o trecho a seguir:
“Ficou com muita vontade de comer aquelas uvas”.
Na frase acima, a palavra sublinhada exerce a função de:
Para responder à questão, leia o texto abaixo.
Brasil cria centro para pesquisar novos insumos farmacêuticos a partir da biodiversidade
O Brasil lançou na primeira semana de julho um centro de pesquisa dedicado a desenvolver Insumos Farmacêuticos Ativos (lFAs) a partir da biodiversidade brasileira, na tentativa de reduzir, no longo prazo, a dependência do país de matérias-primas importadas para fabricar medicamentos. Apesar do anúncio, ainda não há previsão de quando as pesquisas poderão resultar em novos medicamentos ou qual será o impacto concreto na redução da dependência brasileira de IFAs importados.
Segundo os responsáveis pela iniciativa, os quatro primeiros anos serão dedicados às etapas iniciais de desenvolvimento das moléculas, antes dos testes em seres humanos e da fase de produção industrial, que dependerá de parcerias com empresas.
O Centro de Competência em IFA a partir da Biodiversidade Brasileira (CC-IFABR) será instalado no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas (SP), com R$ 60 milhões da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) e do Ministério da Saúde. A proposta é identificar, em plantas, animais e microrganismos brasileiros, moléculas com potencial para virar medicamento.
O problema que o centro tenta resolver é conhecido do setor: hoje, mais de 90% dos IFAs usados pela indústria farmacêutica brasileira são importados — e, em alguns segmentos, essa dependência chega a 95%, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Insumos Farmacêuticos (Abiquifi). Embora grande parte dos remédios vendidos no país seja fabricada aqui, é o IFA — a substância responsável pelo efeito terapêutico — que costuma vir de fora.
Nos próximos quatro anos, o CC-IFABR não vai desenvolver medicamentos completos nem produzir remédios para o Sistema Único de Saúde (SUS). O trabalho ficará concentrado nas etapas iniciais da pesquisa: identificar moléculas da biodiversidade brasileira com potencial terapêutico, aperfeiçoá-las e realizar os estudos pré-clínicos necessários para comprovar segurança e eficácia — a fase que antecede os testes em seres humanos. As duas primeiras áreas de pesquisa serão tratamentos contra o câncer, com foco em imunoterapia, e terapias para infecções emergentes.
Segundo Daniela Trivella, coordenadora do CC-IFABR no CNPEM, dois projetos já estão em andamento: um investiga uma molécula obtida de uma planta da Caatinga com potencial para estimular o sistema imunológico contra tumores; o outro busca desenvolver, a partir de um microrganismo, uma molécula para o tratamento da sepse — infecção generalizada que pode levar à falência de órgãos.
Depois dessa fase, ainda será preciso realizar testes em seres humanos, obter aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e desenvolver processos capazes de fabricar esses medicamentos em escala industrial.
Segundo Alvaro Prata, presidente da Embrapii, o objetivo do centro é atuar nas etapas anteriores ao desenvolvimento industrial, preparando moléculas e processos até um estágio em que possam ser assumidos pela indústria farmacêutica. Por isso, ainda não há estimativa de quando as pesquisas poderão resultar em produtos disponíveis no mercado nem qual será o impacto concreto na redução da dependência brasileira de IFAs importados.
Fonte: https://gl.globo.com/saude/noticia/2026/01/03/brasil-cria-centro-para-produzir-insumos-farmaceuticos-e-reduzir-dependencia-do-exterior-projeto-nao-tem-prazo-nem-meta-definidos.ghtml (adaptado)
Erasmo Carlos / Roberto Carlos
De que vale o céu azul
e o sol sempre a brilhar
Se você não vem
E eu estou a lhe esperar
Só tenho você
No meu pensamento
E a sua ausência
É todo o meu tormento
[...]
Disponível em: https://www.letras.mus.br/erasmo-carlos/775170/. Acesso em: 18 mai. 2026
No verso “Se você não vem e eu estou a lhe esperar”, quanto ao pronome oblíquo “lhe”, dadas as afirmativas,
I. A colocação do pronome oblíquo antes do infinitivo (a lhe esperar) é aceitável, mas a ênclise ao infinitivo (a esperar-lhe) é mais comum.
II. Embora o uso do pronome oblíquo “lhe” tenha sido empregado de forma coloquial e literária, sabe-se que o verbo “esperar” é transitivo direto (quem espera, espera alguém/algo). Assim, esse uso infringe a norma gramatical.
III. Segundo a regra de colocação pronominal nas locuções verbais, o pronome oblíquo também poderá aparecer depois do verbo no infinitivo (ênclise), resultando em “estou a esperar-te” ou “estou a esperá-lo”.
verifica-se que está/ão correta/s
Seu cérebro não fica sem espaço – ele fica sem atenção. Entenda por que duas pessoas podem viver o mesmo momento e se lembrar dele de maneiras muito diferentes.
Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/nosso-cerebro-pode-ficar-superlotado-de-memorias/. Acesso em: 4 mai. 2026.
A respeito do título: “Nosso cérebro pode ficar superlotado de memórias”, assinale a alternativa correta.
"Dinheiro não lhe emprestei."
Assinale a alternativa CORRETA quanto à análise sintática dos termos da oração.
Analise os verbos destacados nas frases abaixo e identifique corretamente sua classificação quanto à regência verbal.
I. “Os alunos assistiram à palestra sobre inteligência artificial.”
II. “A diretora permaneceu tranquila durante a reunião.”
III. “O pesquisador analisou os documentos cuidadosamente.”
IV. “Os convidados chegaram atrasados ao evento.”
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Álcool aumenta risco de demência mesmo em pequenas doses, revela pesquisa
Um estudo publicado recentemente no periódico BMJ desafia a ideia de que doses moderadas de álcool poderiam proteger o cérebro. Ao combinar dados observacionais com análise genética de mais de 559 mil pessoas, os pesquisadores encontraram uma relação linear entre maior propensão ao alcoolismo e maior risco da doença — sem evidência de um nível seguro de consumo.
Após avaliar dados de dois grandes bancos de dados — o Million Veteran Program, dos Estados Unidos, e o Biobanco do Reino Unido —, os autores reuniram informações dos participantes com idades entre 56 e 72 anos. Diferentemente de estudos anteriores, baseados apenas em observação, o trabalho incorporou uma análise genética para investigar a predisposição tanto ao alcoolismo quanto à demência.
Os resultados indicam uma associação linear: quanto maior for a propensão ao consumo problemático de álcool, maior o risco de demência. Na prática, um aumento de duas vezes no risco de alcoolismo esteve ligado a uma elevação de 16% na probabilidade da doença neurodegenerativa. Esse achado contrasta com pesquisas anteriores que apontavam uma curva em “U”, na qual tanto abstêmios quanto grandes consumidores apresentariam maior risco, enquanto níveis moderados estariam associados a um possível efeito protetor.
“Sabe-se que o álcool é tóxico ao sistema nervoso central”, pontua o neurologista Augusto Penalva de Oliveira, do Einstein Hospital Israelita. E o estudo reforça o papel da vulnerabilidade individual. “Quem tinha tendência à bebida e à demência teve esse risco amplificado ao beber”, observa. No entanto, há ressalvas quanto à metodologia, como a falta de diversidade genética da amostra.
De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), não existe nível de ingestão alcoólica completamente seguro. A substância está associada a mais de 200 doenças, e o risco varia conforme fatores como quantidade ingerida, frequência, idade, sexo, condições de saúde e contexto de consumo.
Fonte: CNN Brasil. Adaptado.
Diferentemente de estudos anteriores, [...] o trabalho incorporou uma análise genética para investigar a predisposição tanto ao alcoolismo quanto à demência. (2º parágrafo).
Assinalar a alternativa que apresenta CORRETAMENTE os nomes dos termos da oração sublinhados no trecho abaixo.
“Consequentemente, a pesquisa sobre o papiro encontra-se em fase preliminar, explicou Adiego, havendo ainda questões importantes a serem respondidas”. (4º parágrafo).
"O documento serve de instrumento para que estados, municípios e sociedade civil conheçam e implantem os novos normativos de gestão cultural aprovados desde 2023".
Com base na regência verbal do trecho extraído da Agencia Brasil, analise as afirmativas a seguir:
I. O verbo "servir" atua como intransitivo, apresentando apenas adjuntos adverbiais de instrumento e finalidade.
II. O verbo "implantar" atua como transitivo direto, sendo que essa mesma transitividade é compartilhada pelo verbo "conhecer", igualmente transitivo direto no trecho, o que confirma que ambos os verbos pertencem à mesma categoria de transitividade e regem seus complementos sem preposição.
III. A transitividade do verbo "conhecer" no trecho é a mesma observada na frase: "À presença do juiz, o réu conheceu seus crimes".
IV. O verbo "servir" pode atuar como intransitivo, como na frase: "Fora contratada para servir e o fazia muito bem".
Assinale a alternativa que apresenta as proposições corretas.
Assinale a alternativa que apresenta a reescrita correta do segmento 'ninguém foi localizado' para o futuro do pretérito do indicativo na voz passiva, mantendo a mesma estrutura sintática e o mesmo sentido do trecho original.
Considerando a regência verbal, marque com V as afirmativas verdadeiras ou com F as falsas.
(__)O verbo 'dialogar' classifica-se como transitivo indireto, uma vez que seu complemento é obrigatoriamente introduzido por preposição. No trecho em análise, o verbo apresenta dois complementos indiretos explícitos, 'sobre o enfrentamento' e 'às violências', sendo o segundo introduzido pela preposição 'a' contraída com o artigo definido feminino plural 'as', o que justifica o emprego da crase em 'às violências'.
(__)O verbo 'dialogar' atua como transitivo indireto, uma vez que seu complemento é obrigatoriamente introduzido por preposição, sem a qual o sentido do verbo permanece incompleto. Em outros contextos, o mesmo verbo admite a preposição 'com' para introduzir o complemento que indica o interlocutor, configurando, em ambos os casos, construções igualmente corretas do ponto de vista da norma culta, com distinção semântica determinada pela escolha da preposição.
(__)O verbo 'afirmar' classifica-se como transitivo direto, exigindo complemento sem preposição. No período em análise, o objeto direto é representado por uma oração reduzida de infinitivo, 'ter dificuldades para dialogar sobre o enfrentamento às violências', denominada oração subordinada substantiva objetiva direta reduzida de infinitivo, que poderia ser substituída, sem prejuízo gramatical, pela forma desenvolvida 'que têm dificuldades para dialogar sobre o enfrentamento às violências'.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo.