Questões de Concurso
Comentadas sobre termos integrantes da oração: objeto direto, objeto indireto, complemento nominal, agente da passiva em português
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O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 21 a 26.
O que está por trás da genialidade em crianças
Você certamente já conheceu — na própria família, na vizinhança ou em programas de televisão — crianças que têm habilidades extraordinárias e surpreendentes para a idade delas.
Algumas são excelentes em Matemática, outras nasceram com uma aptidão excepcional para tocar um instrumento musical.
Há também aquelas que superam todas as expectativas num esporte ou fazem desenhos com a habilidade de um mestre das belas artes.
Mas quais são os fatores que influenciam na formação de um "pequeno gênio"? E será que é possível estimular a inteligência — ou ao menos determinadas capacidades — desde cedo?
Para encontrar respostas a essas e outras perguntas, a BBC News Brasil conversou com a médica Magda Lahorgue Nunes, professora titular de Neurologia da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS) e pesquisadora do Instituto do Cérebro (InsCer), em Porto Alegre.
A especialista, que também coordena o Departamento de Neurologia da Sociedade Brasileira de Pediatria, aponta que o conceito de genialidade infantil passou por uma série de transformações nos últimos anos — e hoje há mais maneiras de entender e avaliar a inteligência nos primeiros anos de vida.
Ela também alerta para o risco de determinados dons e habilidades se tornarem um peso, caso a criança passe a ser reconhecida e cobrada em excesso por eles.
Nunes lembra que, durante muitas décadas, o teste de QI (quociente de inteligência) era a principal — senão a única — maneira de medir a capacidade cognitiva de alguém.
Vale destacar aqui que o QI é uma espécie de prova que avalia uma série de habilidades. Ela é aplicada em centenas ou milhares de indivíduos de diferentes faixas etárias. A partir daí, é possível definir um resultado médio para cada idade e destacar aqueles que fogem da curva — ou seja, se saem melhor ou pior no teste.
"Mais recentemente, começamos a observar a genialidade em indivíduos que possuem habilidades criativas e inovadoras, que são fora do comum", diz ela.
"O teste de QI segue como uma das ferramentas, mas a definição dessa genialidade ficou mais ampla e um tanto mais ambígua.
" Mas de onde vem e como surge essa inteligência fora do comum?
As evidências científicas mais recentes apontam que há uma série de fatores que, juntos, explicam esses casos, segundo a neuropediatra.
"Evidentemente, deve existir alguma base genética para isso, embora ainda não tenhamos encontrado genes específicos relacionados a essa questão", pontua ela.
"Em segundo lugar, precisamos levar em conta o ambiente em que a criança é criada, que tem um impacto direto nas questões comportamentais e cognitivas dela", complementa a neuropediatra.
Em termos práticos, se o indivíduo recebe desde cedo estímulos intelectuais adequados à idade, isso ajuda a estimular o cérebro e determinadas capacidades.
"Um ambiente favorável não é necessariamente lotado de brinquedos caros. O mais importante é crescer em uma casa onde essa criança é estimulada, cuidada e amada", ensina Nunes.
Um estudo feito por instituições finlandesas, suecas, austríacas, espanholas e alemãs publicado em 2022 tentou explicar quais eram os determinantes de uma performance cognitiva avançada de crianças e adolescentes.
Os autores concluem que um mix de atividades traz benefícios em termos de inteligência, especialmente quando elas são desafiadoras do ponto de vista cognitivo.
"A leitura está positivamente associada ao desempenho cognitivo, independentemente da idade, e deve ser promovida", destacam eles.
Ainda na seara dos fatores externos, não dá para ignorar o impacto da boa alimentação e da prática de atividade física. Estudos sugerem que ambos influenciam no desenvolvimento cognitivo em qualquer faixa etária.
Por fim, há também o papel do reforço positivo. Pais que observam nos filhos uma certa aptidão para a música ou o futebol, por exemplo, tendem a presenteá-los com instrumentos ou bolas de futebol e prestam mais atenção em como essas habilidades se desenvolvem.
Mas existe alguma área do cérebro que está super desenvolvida nesses pequenos gênios?
Nunes aponta que, durante muito tempo, acreditava-se que a inteligência acima da média estava relacionada ao nível de maturação de uma região da massa cinzenta chamada córtex pré-frontal, que fica na região próxima à testa.
"Mas, hoje em dia, graças aos estudos com ressonância magnética funcional e outras técnicas, sabemos que esse local relacionado à inteligência é muito mais amplo", explica a médica.
"Na verdade, não se trata de um lugar específico. O mais relevante aqui é a rede de neurônios e como essas células se conectam e interagem entre si", complementa ela.
Uma das pesquisas a detalhar esses aspectos foi publicada em 2014 por especialistas do Centro Basco de Cognição, Cérebro e Linguagem, na Espanha, e das universidades da Califórnia em Berkeley e Davis, nos Estados Unidos.
"As melhoras nas funções cognitivas superiores desde a infância até a idade adulta refletem a integração de sistemas cerebrais complexos e amplamente distribuídos", escrevem os cientistas.
Ou seja, a forma como os neurônios — responsáveis por transmitir impulsos nervosos relacionados ao raciocínio e à memória, entre outras funções — "conversam" e criam conexões fortes parece ser determinante por aqui.
Aliás, a formação de uma rede neuronal sólida desde a infância é algo importante por toda a vida, segundo pesquisadores — e pode até retardar o aparecimento dos sinais de demência na velhice.
Nunes acrescenta que, durante a nossa formação, existe uma janela valiosa, em que os estímulos cognitivos trazem impactos ainda mais profundos.
"Essa plasticidade cerebral está no seu máximo de ação até os três anos de idade", aponta ela.
Nesse contexto, o termo plasticidade se refere justamente a essa capacidade das células nervosas de se modificarem e firmarem conexões fortes por meio do aprendizado e dos estímulos externos.
Nunes destaca os trabalhos do economista americano James Heckman. Ele defende a ideia de que investir na primeira infância, nesses primeiros anos de vida, é a principal estratégia para formar cidadãos com mais habilidades e capacidades.
"E isso tem um fundamento na neurociência, porque estamos falando do período de maior habilidade cerebral", diz ela.
"Portanto, se o indivíduo receber esse apoio inicial, fica mais fácil para ele ter um melhor desempenho e uma maior qualidade de vida lá na frente."
E, para alguém que já possui naturalmente uma inteligência fora do comum ou uma habilidade específica excepcional, esses estímulos podem representar o salto necessário para alcançar um certo status de genialidade numa determinada área do conhecimento.
"Por outro lado, a pessoa pode até possuir uma determinada habilidade, mas, se ela cresce num ambiente desfavorável, ela não a desenvolve", observa Nunes.
Vale ponderar aqui que, por mais que os três primeiros anos de vida representem de fato essa janela valiosa, exercitar o cérebro em qualquer faixa etária é fundamental para manter a memória e o raciocínio afiados.
Nunes alerta que, a depender de como a inteligência fora da curva da criança é vista pelos mais velhos, ela pode se tornar uma fonte de aflição para os mais jovens.
"É positivo que os pais reconheçam as habilidades dos filhos e a estimulem", pontua ela.
"Mas a criança não pode se tornar apenas aquela habilidade. Podemos estar diante de um gênio da Matemática, mas ele ainda é uma criança. "
Isso acontece quando o menino ou a menina são apenas reconhecidos pelo dom que possuem, e não podem mais fazer outra coisa ou são até desencorajados a explorar outras áreas do conhecimento.
"Nesse momento, aquilo deixa de ser algo que a criança gosta, se alegra em fazer, para virar um fardo", destaca a neuropediatra.
"A função dos pais aqui é buscar um equilíbrio e nunca jogar em cima de crianças pequenas responsabilidades ou expectativas tão grandes", conclui ela.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/czdlv50445po
Leia com atenção a afirmativa abaixo:
Thiago convidou seus amigos para sua festa de despedida.
Qual é a função sintática dos termos destacados?
Em períodos simples, como em "O vento agitava as árvores violentamente", a análise morfossintática revela que cada palavra desempenha um papel sintático específico, onde "vento" é o sujeito, "agitava" é o verbo, "as árvores" é o objeto direto, e "violentamente" é o advérbio de modo.
No período "É necessário que todos participem da reunião", a oração "que todos participem da reunião" é uma oração subordinada substantiva completiva nominal que completa o sentido do adjetivo "necessário" na oração principal.
Com base no trecho a seguir, analisar os itens.
Séculos mais tarde, estudiosos notaram “imprecisões históricas”, refizeram cálculos e determinaram que Jesus não nasceu entre os anos 1 a.C. e 1 d.C., mas possivelmente três anos antes da chamada era de Cristo.
I. “imprecisões históricas” exerce a função de objeto direto.
II. “de Cristo” exerce a função de predicativo do sujeito.
III. “Séculos mais tarde” exerce a função de aposto.
Está CORRETO o que se afirma:
Analise as proposições que seguem, considerando as falas expostas nos quadrinhos.
I. Transpondo para a voz ativa a frase “Borboletas são atraídas pelo cheiro das flores” (1º quadrinho), obtém-se a forma verbal “atraem”.
II. A locução verbal, presente na fala (1º quadrinho), assume a forma de voz passiva sintética.
III. Em: “Ai minha língua”, o pronome possessivo apresenta idêntica função sintática que o termo grifado em: “O incenso de rosas”.
IV. Em: “O incenso de rosas'', a expressão em destaque é classificada sintaticamente como complemento nominal.
Das afirmativas, verifica-se que está/ão correta/s apenas
Pesquisador brasileiro pode ter encontrado novo planeta no Sistema Solar
Os dois astrônomos, o brasileiro Patryk Sofia Lykawka, que hoje é professor na Universidade Kindai, no Japão, e Takashi Ito, do Observatório Astronômico Nacional do Japão, dizem que o planeta estaria localizado depois de Netuno, em uma região chamada de Cinturão de Kuiper.
"Prevemos a existência de um planeta similar à Terra e alguns outros objetos transnetúnicos (TNO, na sigla em inglês) em órbitas peculiares nos limites do Sistema Solar", escreveram os cientistas no trabalho publicado na revista The Astronomical Journal.
Os pesquisadores estudam o Cinturão de Kuiper, uma área localizada a cerca de 30 unidades astronômicas (a unidade astronômica equivale aproximadamente à distância da Terra ao Sol, cerca de 150 milhões de quilômetros ou 8 minutos-luz) depois de Netuno, que abriga rochas geladas e planetas anões, como Plutão, Quaoar, Orcus e Makemake.
O suposto novo planeta seria de 1,5 a três vezes maior do que a Terra, bem maior que os planetas-anões localizados no Cinturão — mesmo Plutão, que já foi classificado como planeta no passado, tem apenas 18% do tamanho da Terra.
Antes que a existência de um novo planeta seja confirmada, os cientistas precisam encontrá-lo. Para isso, eles seguem estudando os objetos do Cinturão de Kuiper em busca de perturbações em suas órbitas que indiquem a presença de algum outro planeta maior.
"Baseados em extensas simulações do Sistema Solar externo, incluindo um hipotético planeta com massas semelhantes à da Terra (testei também várias órbitas para o planeta), obtive resultados que poderiam explicar as propriedades orbitais das populações do Cinturão de Kuiper distante. Isso sugere um papel vital desempenhado pelo planeta na formação do Cinturão de Kuiper", explicou Patryk, em entrevista à Unisinos — Universidade do Rio Grande do Sul na qual ele se formou em física e em matemática antes de se mudar para o Japão.
Para prosseguir com a pesquisa, Patryk pretende realizar novas simulações e aprimorar os resultados. "Assim, a massa e a órbita do planeta hipotético poderiam ser ainda mais refinadas", disse ele.
Retirado de: PINOTTI, Fernanda. Pesquisador brasileiro pode ter encontrado novo planeta no Sistema Solar. CNN Brasil. Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/
Um estudo que foi publicado no final do ano passado.
Podemos afirmar que o trecho em destaque desempenha a função sintática de:
I. Tenho confiança em você. II. Todos confiam em você.
Analisando sintaticamente os termos das frases, a opção que faz uma análise correta é:
SONETO DE FIDELIDADE
São Paulo, 1946
De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
SONETO DE FIDELIDADE
São Paulo, 1946
De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
A lição do jardineiro
Um dia, o executivo de uma grande empresa contratou, pelo telefone, um jardineiro autônomo para fazer a manutenção do seu jardim.
Chegando em casa, o executivo viu que estava contratando um garoto de apenas 15 ou 16 anos de idade. Contudo, como já estava contratado, ele pediu para que o garoto executasse o serviço.
Quando terminou, o garoto solicitou ao dono da casa permissão para utilizar o telefone e o executivo não pôde deixar de ouvir a conversa.
O garoto ligou para uma mulher e perguntou: "A senhora está precisando de um jardineiro?"
"Não. Eu já tenho um", foi a resposta.
"Mas, além de aparar a grama, frisou o garoto, eu também tiro o lixo."
"Nada demais, retrucou a senhora, do outro lado da linha. O meu jardineiro também faz isso."
O garoto insistiu: "eu limpo e lubrifico todas as ferramentas no final do serviço."
"O meu jardineiro também, tornou a falar a senhora."
"Eu faço a programação de atendimento, o mais rápido possível."
"Bom, o meu jardineiro também me atende prontamente. Nunca me deixa esperando. Nunca se atrasa."
Numa última tentativa, o menino arriscou: "o meu preço é um dos melhores."
"Não", disse firme a voz ao telefone. "Muito obrigada! O preço do meu jardineiro também é muito bom."
Desligado o telefone, o executivo disse ao jardineiro: "Meu rapaz, você perdeu um cliente."
"Claro que não", respondeu rápido. "Eu sou o jardineiro dela. Embora sabendo da excelência do meu trabalho, fiz isso apenas para medir o quanto ela estava satisfeita comigo."
Em se falando do jardim das afeições, quantos de nós teríamos a coragem de fazer a pesquisa deste jardineiro?
E, se fizéssemos, qual seria o resultado? Será que alcançaríamos o grau de satisfação da cliente do pequeno jardineiro?
Será que temos, sempre em tempo oportuno e preciso, aparado as arestas dos azedumes e dos pequenos mal-entendidos?
Estamos permitindo que se acumule o lixo das mágoas e da indiferença nos canteiros onde deveriam se concentrar as flores da afeição mais pura?
Temos lubrificado, diariamente, as ferramentas da gentileza, da simpatia entre os nossos amores, atendendo as suas necessidades e carências, com presteza?
E, por fim, qual tem sido o nosso preço? Temos usado chantagem ou, como o jardineiro sábio, cuidamos das mudinhas das afeições com carinho e as deixamos florescer, sem sufocá-las?
É preciso compreender que é necessária a compreensão para com os outros.
O amor floresce nos pequenos detalhes, a felicidade também. Como gotas de chuva que umedecem o solo ou como o sol abundante que se faz generoso, distribuindo seu calor.
A gentileza, e a simpatia, e o respeito são detalhes de suma importância para que a florescência do amor seja plena e frutifique em felicidade.
Narrativa popular - Fonte: http://www.reflexao.com.br/imprimir.php?id=231 - Adaptado
Paris 2024: França cogita tirar abertura do Rio Sena por risco de atentado.
A Agência de Inteligência Francesa (DGSI) pediu mudanças no esquema de abertura dos Jogos Olímpicos em Paris. Segundo a rádio francesa Europe 1, a sugestão foi realizada durante reunião com o ministro do Interior, Gérald Darmanin, nessa quinta-feira (28).
Após o atentado em Moscou, na Rússia, as autoridades francesas elevaram nível máximo de alerta de segurança. Segundo informações do veículo francês, manter o desfile dos atletas no rio Sena seria muito arriscado. Para evitar um novo ataque, o DGSI teria sugerido pensar em um “Plano B” para a cerimônia.
As autoridades francesas teriam constatado uma movimentação “fora do normal” entre suspeitos. O temor da agência seriam ações de “terrorismo em massa”, com a utilização de carros-bombas, que podem ser acionados à distância.
A atuação dos chamados “Lobos Solitários”, terroristas que decidem por atacar sozinhos, também é preocupação. Em dezembro de 2023, um ataque nesses moldes matou um homem e deixou outros dois feridos no centro de Paris.
Em entrevista na última semana, Gérald Darmanin, garantiu que o país está pronto para garantir segurança durante os Jogos Olímpicos de Paris. “A França ‘está particularmente ameaçada’, principalmente durante estes eventos extraordinários que serão os Jogos Olímpicos”, afirmou Darmanin durante uma visita a Roubaix, no norte do país.
A abertura dos Jogos Olímpicos, prevista para o dia 26 de julho, já foi modificada por questões de segurança. A cerimônia terá metade dos espectadores inicialmente planejados.
O esquema de segurança conta com 45
mil policiais e militares. Segundo dados do
governo francês, 18 mil soldados franceses foram
mobilizados para os 19 dias de competição, além
de cerca de 35.000 policiais e militares. De
acordo com o Ministério das Forças Armadas da
França, haverá reforço de países estrangeiros.
“Várias nações vão enviar reforços em setores
críticos, como cães farejadores”, informou o
Ministério.
Fonte: Paris 2024: França cogita tirar abertura do Rio Sena por risco de atentado | CNN Brasil
Leia o texto abaixo para responder à questão.
Declaração Universal dos Direitos Humanos
SELTON MELLO: EU ME LEMBRO
Selton Mello celebra quatro décadas de carreira com o lançamento da biografia Eu Me Lembro cercado por memórias da família, dos amigos e da sua arte. A trajetória é narrada em primeira pessoa, em resposta a uma série de perguntas feitas por um time de 40 estrelas da TV, teatro, cinema e literatura, como Fernanda Montenegro, Lázaro Ramos, Zuenir Ventura, Marjorie Estiano, Jeferson Tenório e Fábio Assunção. Lançamento da Jambô Editora, o livro conta com três cadernos de fotografias, que retratam momentos distintos da vida do ator e somam mais de 70 fotos – um bônus à experiência de leitura.
Ao longo dos capítulos, Selton descortina os principais personagens que interpretou, dublou e dirigiu, revela bastidores de gravações, as técnicas usadas para compor seus trabalhos e detalha experiências inesquecíveis, como dirigir o ator Paulo José já debilitado pelo Parkinson no antológico filme O Palhaço. As perguntas dos convidados abrem caminho para a intimidade que ele não costuma compartilhar publicamente. Exemplo disso são as passagens sobre a relação do ator com a mãe, Selva, acometida pelo Alzheimer, e a comunicação mais espiritual mantida pelos dois desde o agravamento da doença. Esse vínculo funciona como a premissa do livro, pois lembrar, hoje, é essencial para manter as memórias da infância no interior de Minas Gerais, ou nos corredores da TV dos anos 1980.
"Eu perdi a minha referência mais importante. Desde então, o meu exercício foi continuar fazendo pra ela, mesmo sabendo que ela não vai ver. Ela está aqui e não está. Então agora a minha mãe está dentro de mim."
Com um texto sensível e poético, Selton dá voz aos desafios encarados ainda no começo da carreira, quando enfrentou o ostracismo após um sucesso meteórico e duvidou do próprio talento. Fala, também, sobre como cada um dos entrevistadores para o livro marcou sua trajetória. A biografia diverte, ensina e comove. Um mergulho profundo na alma de um dos maiores atores brasileiros de todos os tempos.
[...]
Para além de declarar seu amor à vida e à arte, ele se inspira em um grande sucesso ao dar o tom à narrativa. Em Sessão de Terapia, série que dirige e atua, onde dúvidas e angústias são compartilhadas, o expectador se identifica com a busca por respostas. No livro, o autor analisa, com humor refinado e muita ternura, as etapas da carreira e os percalços de forma lúcida e terapêutica, abordando questões delicadas, como transtorno de imagem e depressão. Ele deixa o leitor à vontade para buscar nas entrelinhas um pouco mais sobre sua essência.
[...]