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Questões de Concurso Comentadas sobre termos essenciais da oração: sujeito e predicado em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 3.353 questões

Q2420298 Português

Relativamente à conversão da voz ativa na passiva, afirma-se o seguinte:


I. O objeto direto da voz ativa será o sujeito da voz passiva; o sujeito da ativa passará a ser o agente da passiva e o verbo ativo assumirá a forma passiva, conservando o mesmo tempo.

II. Quando o sujeito da voz ativa for indeterminado, não haverá complemento agente da passiva.

III. Todos os verbos utilizados na voz ativa podem ser convertidos para a voz passiva.


Quais estão corretas?

Alternativas
Q2419667 Português

Instrução: As questões de números 01 a 05 referem-se ao texto abaixo.


A História dos Cassinos


Por Adil Content

as

01 __ No século 19, Monte Carlo tornou-se um centro de entretenimento. Eram tantos visitantes,

02 de diversos lugares, utilizando moedas diferentes, que foi preciso criar o sistema de fichas.

03 Inicialmente feitas de marfim, elas surgiram na China no início do século 18 e passaram a ser

04 importadas.

05 __Mas os jogadores podiam comprar os mesmos modelos na rua e levá-los escondidos para

06 dentro dos cassinos, o que obrigou os proprietários das casas a criar métodos cada vez mais

07 sofisticados para identificar as peças.

08 __Nos Estados Unidos, os nativos haviam inventado seus próprios jogos. Entre os

09 colonizadores, a primeira cidade a assumir o papel de capital dos cassinos foi Nova Orleans.

10 Apenas na década de 40 do século 20 é que Las Vegas se consolidou.

11 __Ali, com o Hotel Flamingo, inaugurado em 1946, estabeleceu-se a estética conhecida ainda

12 hoje, com os salões amplos e a falta de janelas – há quem diga que é para o jogador perder a

13 noção de tempo, mas os proprietários dos locais costumam alegar que a luminosidade do sol

14 prejudica visualizar as cartas e as telas das máquinas caça-níqueis.

15 __No Brasil, tanto os cassinos quanto a prática de jogos são proibidos. Os brasileiros

16 puderam jogar desde a declaração da Independência, em 1822, até 1917, quando a prática foi

17 proibida durante o governo do presidente Venceslau Brás. Novamente autorizada pelo presidente

18 Getúlio Vargas em 1934, voltaria a ser proibida pelo decreto-lei 9.215, de 30 de abril de 1946.

19 No mesmo dia, foi jogada no Hotel Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, a última partida de

20 roleta autorizada. Na época, o setor abrigava 40 000 pessoas no país.

21 __Desde então, para jogar em cassinos, os brasileiros precisam procurar países vizinhos,

22 como a Argentina, o Paraguai e o Uruguai, ou navios de cruzeiro, que levam os passageiros para

23 águas internacionais. Sites hospedados em servidores estrangeiros também são autorizados a

24 atuar, assim como a prática de pôquer é permitida.

25 __Existem diferentes projetos de lei solicitando a legalização dos jogos no Brasil. E, em 2018,

26 o então presidente Michel Temer sancionou a Lei nº 13.756, que autoriza as apostas esportivas.


(Disponível em: https://super.abril.com.br/historia/voce-conhece-os-jogos-que-acompanham-a-

humanidade-ha-milhares-de-anos/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Analise as seguintes assertivas em relação à concordância de orações do texto:


I. Na linha 08, em “os nativos haviam inventado seus próprios jogos”, o verbo “haver” encontra-se flexionado por estar operando como verbo auxiliar de um tempo composto.

II. Na linha 12, em “há quem diga”, o verbo “haver” é impessoal.

III. Na linha 15, em “tanto os cassinos quanto a prática de jogos são proibidos”, a forma verbal “são” concorda com o núcleo do sujeito “jogos”.


Quais estão corretas?

Alternativas
Q2413240 Português

Considere o seguinte texto para responder às questões 05 a 10:


Se existe uma arte que surpreende qualquer pessoa, é a dos peritos. Eles conseguem desvendar muitos mistérios e descobrem segredos inimagináveis, guardados a sete chaves, como crimes hediondos e evidências escondidas. Esses profissionais têm conquistado cada vez mais fãs nas telinhas, graças às séries de ficção que exibem o trabalho minucioso que a função exige, materializado nas técnicas forense — que desvenda as pistas deixadas nas cenas de crime - e criminal - que encontra provas, mediante a análise científica de vestígios. [...]

Na série Criminal Minds (“Mentes criminosas”), por exemplo, enquanto detetives comuns estudam as evidências de um crime, dois agentes do FBI da Unidade de Análise Comportamental em Quântico reunem suas especialidades singulares para analisar o crime de dentro para fora e desvendar o crime. Sem examinar as evidências no laboratório, eles investigam o comportamento dos criminosos nas cenas dos crimes, bem como onde eles vivem ou trabalham, para descobrir como eles pensam.


Fonte: ÂNGELIS, Rebeca. Criminal ou forense? 5 séries para você se inspirar em ser perito. Disponível em: https://www.ung.br/noticias/criminal-ou-forense5-series-para-voce-se-inspirar-em-ser-perito. [com adaptações].

Considerando as relações sintáticas estabelecidas no 1º parágrafo do texto, assinale a única alternativa em que o pronome relativo “que” NÃO exerce a função de sujeito.

Alternativas
Q2413007 Português

Após a leitura do texto 2 a seguir, responda às questões de 06 a 09.


Texto 2


'ANJO BOM DA BAHIA'


Nascida em Salvador, Irmã Dulce, que ficou conhecida como "anjo bom da Bahia", teve uma trajetória de fé e obstinação na qual enfrentou as rígidas regras de enclausuramento da igreja para prestar assistência a comunidades pobres da cidade, trabalho que realizou até a morte.

Ela ingressou na vida religiosa como noviça na Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição, em São Cristóvão (SE).

Em Salvador, passou a se dedicar a ações sociais. Em 1959, ocupou um galinheiro ao lado do Convento Santo Antônio e improvisou uma enfermaria para cuidar de doentes. Foi o embrião das Obras Sociais Irmã Dulce, que atualmente atende uma média de 3,5 milhões de pessoas por ano.


Fonte: https://br.noticias.yahoo.com/

Ainda com base no texto 2, atribua (V) para as assertivas verdadeiras ou (F) para as assertivas falsas:


( ) De forma coerente com o tipo textual do texto, é possível afirmar que, predominantemente, os verbos estão conjugados no pretérito perfeito.

( ) Na oração “que atualmente atende uma média de 3,5 milhões de pessoas por ano”, o correto seria conjugar o verbo “atender” no pretérito imperfeito, para a construção do sentido do texto com base na norma padrão.

( ) Considerando apenas a oração “Em Salvador, passou a se dedicar a ações sociais.”, é possível afirmar que se trata de um sujeito oculto.


Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA de preenchimento dos parênteses.

Alternativas
Q2412956 Português

Leia o texto 02 para responder às questões de 9 a 11.


Texto 02 – As milhas caminhadas


Não se chega aonde se deseja sem sacrifício, não se alcança o que se acha distante sem caminhar, não se encontra a realização de todos os sonhos, sem antes buscar compreender que tudo requer luta.

O homem fraco amputa as pernas nas primeiras milhas, por não entender que a arte maior de encontrar o que quer é buscar a distância, a verdadeira certeza de que tudo que deseja requer um pouco de esperança.

Muitos desistem, muitos se sentam à beira do caminho, muitos se perdem por estradas sem prumo ou rumo e devido à sua incerteza de buscar o que projetou, se curva na dúvida e permanece de joelhos [...]

O melhor amigo do homem é a perseverança, pois o desânimo em momento algum permite que surja a árvore da luminosidade e fé. Sempre haverá momentos que alguém mostre a sua revolta em decorrência das desigualdades existentes, porém esta imagem não fará com que este possa enxergar o caminho da verdade e da justiça [...].


HOLANDA, Rafael Rodrigues. Nossos Caminhos. Campina Grande: Impressos Adilson. 2016, p.51.

No enunciado “Sempre haverá momentos que alguém mostre a sua revolta, em decorrência das desigualdades existentes, porém esta imagem não fará com que este possa enxergar o caminho da verdade e da justiça”.


Analise as proposições a seguir e marque a alternativa adequada.


I- Na construção linguística “Sempre haverá momentos”, o verbo é impessoal e, como tal, a oração não tem sujeito.

II- O termo “porém” é um conector que estabelece, ao mesmo tempo, uma relação de contradição e concessão.

III- A construção linguística “o caminho da verdade e da justiça” funciona sintaticamente como objeto direto.


É CORRETO afirmar apenas:

Alternativas
Q2412949 Português

Leia o texto 01 para responder às questões de 1 a 7.


Texto 01 – A chave do Coração


Dizem que o primeiro sintoma da velhice é quando chegam as saudades. Se assim é, eu já nasci velho. As doces lembranças de coisas e pessoas que passaram, perto ou longe, sempre me cutucaram a alma. Sensível e místico, tenho a saudade como uma força interior que me dá o sentido mais perfeito da amizade. Amo os momentos, da mesma forma que amo as pessoas que quero amar. E, nem por isso, vou esconder que tenho aversão a alguns instantes e a algumas pessoas que jamais quis amar ou querer.

Mergulhado em um mundo de tantas disparidades, de tantas cores, de tantas caras e corações, não me vejo obrigado a querer bem a tudo que me passa pela frente. Não sou nenhum coletor de lixo a recolher tudo que vai encontrando pelo caminho. Ódio, no seu sentido mais amplo, acho que não o tenho. Aversão, sim, pois já se disse que a porta do coração só pode ser aberta pelo lado de dentro. Então, quem tem a chave sou eu [...].

Não posso mudar o mundo, nem as pessoas. Nem preciso. O meu mundo está feito. Sem ser ostra. Fico, apenas, com os meus sentimentos. E sei como são puros, na medida da pureza que cabe dentro de um ser humano.


MARACAJÁ, Robério. Cerca de Varas. Campina Grande: Latus, 2014, p. 51.

Marque a alternativa, cujas palavras no contexto são atributos do sujeito.

Alternativas
Q2412948 Português

Leia o texto 01 para responder às questões de 1 a 7.


Texto 01 – A chave do Coração


Dizem que o primeiro sintoma da velhice é quando chegam as saudades. Se assim é, eu já nasci velho. As doces lembranças de coisas e pessoas que passaram, perto ou longe, sempre me cutucaram a alma. Sensível e místico, tenho a saudade como uma força interior que me dá o sentido mais perfeito da amizade. Amo os momentos, da mesma forma que amo as pessoas que quero amar. E, nem por isso, vou esconder que tenho aversão a alguns instantes e a algumas pessoas que jamais quis amar ou querer.

Mergulhado em um mundo de tantas disparidades, de tantas cores, de tantas caras e corações, não me vejo obrigado a querer bem a tudo que me passa pela frente. Não sou nenhum coletor de lixo a recolher tudo que vai encontrando pelo caminho. Ódio, no seu sentido mais amplo, acho que não o tenho. Aversão, sim, pois já se disse que a porta do coração só pode ser aberta pelo lado de dentro. Então, quem tem a chave sou eu [...].

Não posso mudar o mundo, nem as pessoas. Nem preciso. O meu mundo está feito. Sem ser ostra. Fico, apenas, com os meus sentimentos. E sei como são puros, na medida da pureza que cabe dentro de um ser humano.


MARACAJÁ, Robério. Cerca de Varas. Campina Grande: Latus, 2014, p. 51.

Em relação ao enunciado “Dizem que o primeiro sintoma da velhice é quando chegam as saudades”, analise as proposições a seguir e marque a alternativa adequada:


I- A oração principal é formada por um verbo que indetermina o sujeito.

II- A construção linguística “as saudades” complementa o sentido da flexão verbal “chegam”.

III- “As Saudades” funciona sintaticamente como objeto indireto.


É CORRETO afirmar apenas:

Alternativas
Q2412619 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto a seguir para responder às questões que a ele se referem.


Como manter a calma?


1------ Na incerteza e no perigo, estar ansioso ou “morrendo de medo” é perfeitamente normal e assumir essa

condição traz calma, ponto básico para um melhor enfrentamento. Administrar os sentimentos é muito mais produtivo

do que negá-los. Eu senti um pouco de pânico nas 24 horas de espera do resultado do teste do Covid? Claro que

senti. E estava cheia de razão. Nos últimos três dias antes da viagem, tive dor de cabeça. E vinha a dúvida: estresse

5 dos preparativos ou eu havia contraído o vírus? Estava preocupada, mas encarei a preocupação como normal. E

aqui alerto: esse bordão repetido à exaustão de que “tudo vai ficar bem” pode ser muito mais penoso do que falar

sobre o que nos apavora.

------- Se na vida normal o excesso de positivismo pode ser frustrante, nos cenários “anormais”, é um desastre.

Fernando Pessoa já denunciava esse desconforto com o “Poema em Linha Reta”: “nunca conheci quem tivesse

10 levado porrada/ todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo”. Assumir o que sentimos nos alivia e liberta.

E esse bem é estendido ao outro que ao ouvir a nossa confissão se sente acompanhado. Saber que o outro

compreende/compartilha o nosso sofrimento traz conexão, afinidade, empatia.



Disponível em: https://vidasimples.co/colunistas/como-manter-a-calma/. Acesso em: 18 set. 2020. Adaptado.

Sobre a organização sintática do texto, assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas
Q2412322 Português

Apelidos: dupla identidade.


Os apelidos são uma maneira poderosa de botar as pessoas nos seus devidos lugares. Essa frase é da escritora Doris Lessing e chamou minha atenção porque diz justamente o contrário do que eu sempre pensei de apelidos. Sempre achei que fossem um carinho, um atalho para a intimidade ou ao menos um meio mais rápido de chamar alguém: em vez de João Carlos, Joca; em vez de Maria Aparecida, Cida; em vez de Adalberto, Beto. Nenhuma má intenção.

O que Doris Lessing quis lembrar é que apelidos nem sempre são afetuosos. A maioria dos apelidos nascem na infância e são dados por outras crianças que, como todos sabem, de anjo só têm a cara. Crianças adoram pegar no pé das outras, e aí que começa o batismo de fogo.

Uma banana-split todo dia na hora do recreio, Gordo. Vai ser Gordo o resto da vida, mesmo que venha a ser jóquei, faquir, homem elástico: vai morrer Gordo.

Se for loiro, é Xuxa. Se a voz for engraçada, é Fanho. Se não for filho único, é Mano, Mana, Maninha. Irmãos de quem, eu conheço?

Fui colega de um cara bárbaro que se chamava Antônio, mas se alguém o chamasse assim, ele nem levantava os olhos. É o Verde. Uma mãe e um pai colocam um nome lindo no filho e não pega.

FHC, PC, ACM, agora é a mania transformar pessoas em siglas. Sorvetão era o apelido de uma paquita chamada Andrea: Sorvetão! E Caetano Veloso inova mais uma vez, registrando seus filhos como Zeca e Tom, que jamais serão apelidados.

Muita gente, secretamente, detesta a própria alcunha, mas são obrigados a resignar-se, sob o risco de perder a identidade. Qual é o nome de Bussunda, do Tiririca, do Chitãozinho e Xororó? Anônimos Cláudios, Ricardos e Fernandos. Nomes que só existem em cartório.

Apelido gruda, cola, vira marca registrada. Tem negro que é Alemão, tem grandão que é Fininho, tem careca que é Cabeleira, tem ateu que é Cristo, tem moreno que é Ruivo, tem albino que é Tição. Apelido não tem lógica. Tem história.

Doris Lessing, quando criança, tinha um apelido para sua segunda personalidade: chamava a si mesmo de Tigger. Doris era o nome para consumo externo, para denominar a menina boazinha que aparentava ser. Tigger era o que ela era em segredo: sarcástica, atrevida, extrovertida. Com esse depoimento, Doris Lessing mostrou a verdadeira utilidade dos apelidos em vez daquela coisa antipática de “colocar as pessoas em seus devidos lugares”. O bom do apelido é que ele nos dá permissão para sermos vários: Afonso Henrique combina com gravata, mas que tem mais a ver com bermuda. Está aí uma maneira sutil de legalizar o nosso outro eu, o que ficou sem registro.

Fonte: MEDEIROS, Martha. Trem Bala, fev, 1998, p. 49,50.


Identifique a alternativa com o mesmo tipo de sujeitos de: “Fui colega de um cara bárbaro (...)":

Alternativas
Q2410908 Português

Leia o trecho a seguir da música "Eduardo e Mônica" da banda Legião Urbana:


Eduardo e Mônica um dia se encontraram sem querer


E conversaram muito mesmo pra tentar se conhecer Um carinha do cursinho do Eduardo que disse Tem uma festa legal, e a gente quer se divertir


<http://www.legiaourbana.com.br/dois.html > Acesso em 26.10.2021.


Existem na língua portuguesa diferentes casos em que é correto o uso da vírgula antes do "e". Escolha a alternativa que melhor disserta sobre o emprego da vírgula no último verso:

Alternativas
Q2170920 Português
TEXTO 01

O Padeiro

Levanto cedo, faço minhas abluções, ponho a chaleira no fogo para fazer café e abro a porta do apartamento - mas não encontro o pão costumeiro. No mesmo instante me lembro de ter lido alguma coisa nos jornais da véspera sobre a "greve do pão dormido". De resto não é bem uma greve, é um lock-out, greve dos patrões, que suspenderam o trabalho noturno; acham que obrigando o povo a tomar seu café da manhã com pão dormido conseguirão não sei bem o que do governo.

Está bem. Tomo o meu café com pão dormido, que não é tão ruim assim. E enquanto tomo café vou me lembrando de um homem modesto que conheci antigamente. Quando vinha deixar o pão à porta do apartamento ele apertava a campainha, mas, para não incomodar os moradores, avisava gritando:

- Não é ninguém, é o padeiro!

Interroguei-o uma vez: como tivera a ideia de gritar aquilo?

"Então você não é ninguém?"

Ele abriu um sorriso largo. Explicou que aprendera aquilo de ouvido. Muitas vezes lhe acontecera bater a campainha de uma casa e ser atendido por uma empregada ou outra pessoa qualquer, e ouvir uma voz que vinha lá de dentro perguntando quem era; e ouvir a pessoa que o atendera dizer para dentro: "não é ninguém, não, senhora, é o padeiro". Assim ficara sabendo que não era ninguém...

Ele me contou isso sem mágoa nenhuma, e se despediu ainda sorrindo. Eu não quis detê-lo para explicar que estava falando com um colega, ainda que menos importante. Naquele tempo eu também, como os padeiros, fazia o trabalho noturno. Era pela madrugada que deixava a redação de jornal, quase sempre depois de uma passagem pela oficina - e muitas vezes saía já levando na mão um dos primeiros exemplares rodados, o jornal ainda quentinho da máquina, como pão saído do forno.

Ah, eu era rapaz, eu era rapaz naquele tempo! E às vezes me julgava importante porque no jornal que levava para casa, além de reportagens ou notas que eu escrevera sem assinar, ia uma crônica ou artigo com o meu nome. O jornal e o pão estariam bem cedinho na porta de cada lar; e dentro do meu coração eu recebi a lição de humildade daquele homem entre todos útil e entre todos alegre; "não é ninguém, é o padeiro!" E assobiava pelas escadas.


Rubem Braga. Para gostar de ler. São Paulo: Ática, 1989, p. 63-64.
"Levanto cedo, faço minhas abluções, ponho a chaleira no fogo para fazer café e abro a porta do apartamento.". Assinale a alternativa CORRETA a respeito do trecho:
Alternativas
Q2106460 Português
O grupo de amigos que se reunia, após o almoço, no Clube Rio Branco, de Cachoeira do Sul, falava em doenças. Todo um corso de males desfilava. Até que alguém comentou que um parente seu estava por morrer, de diabete.

O então vereador Geny Trindade, despachado e falastrão, comentou que diabete era com ele mesmo:

– Tirei carta de doutor cuidando de diabético. Minha santa avó – que Deus a levou – tinha tanto açúcar no sangue, que eu e meus irmãos colocávamos arandelas de lã de pelego nos pés da cama da velha…

– Pra que, Geny?

– Pras formigas não comerem a pobre da velha que, mal comparando, era uma rapadura que falava.

RILLO, Apparicio Silva. Rapa de Tacho: causos gauchescos. Porto Alegre: Editora Tchê, s.d.
Sobre o texto, é correto afirmar que:
Alternativas
Q2096048 Português

O texto seguinte servirá de base para responder a questão.


O TEMPO NÃO ESPERA NINGUÉM

Quando será que a vida vai ser boa?

Quanto tempo perdido esperando à toa?

Quando eu pagar as contas

Ou aquele trabalho, enfim, rolar

Será que vai melhorar?

Não existe um trilho, um mapa

Que nos leve pra esse lugar

Sentido, verdades, destinos

Por que e aonde a gente quer chegar?

A felicidade está no caminho

Aproveite todos os momentos que você tem 

Ainda mais se tiver alegrias pra compartilhar com alguém

O tempo não espera ninguém

(...)


Michel Telo / Teofilo Telo (Adaptado)

Sobre os versos "Não existe um trilho um mapa QUE NOS LEVE PRA ESSE LUGAR ", a oração destacada é classificada sintaticamente como:
Alternativas
Q2095531 Português
Leia o texto.

A língua é instituição social, e como tal é instrumento da sociedade, o mais rico e complexo dos instrumentos humanos. Todavia, mesmo enquanto mero caráter instrumental, pode prescindir do critério de correção? Todo instrumento implica um uso correto ou incorreto, eficaz ou ineficaz. O erro é inerente à condição humana e será descartável em matéria tão delicada e sutil como a linguagem? A experiência quotidiana ensina que todo falante a cada passo comete erros (orações mal formadas, ambiguidades às vezes cômicas, etc.) e se corrige a si próprio. A correção é inerente a todo ato de comunicação.

Angel Rosenblat
Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q2094657 Português
Leia o texto.
Fragmento de uma crônica de Eça de Queirós.


Há em Portugal quatro partidos: o Partido Histórico, o Regenerador, o Reformista e o Constituinte. Há ainda outros, mas anônimos, conhecidos apenas de algumas famílias. Os quatro partidos oficiais, com jornal e porta para a rua, vivem num perpétuo antagonismo, irreconciliáveis, latindo ardentemente uns contra os outros de dentro de seus artigos de fundo. Tem-se tentado uma pacificação, uma união. Impossível! Eles só possuem de comum a lama do Chiado que todos pisam e a Arcada que a todos cobre. Quais são as irritadas divergências e princípio que os separam?

— Vejamos:

O Partido Regenerador é constitucional, monárquico, intimamente monárquico, e lembra a seus jornais a necessidade da economia.

O Partido Histórico é constitucional, imensamente monárquico e prova irrefutavelmente a urgência da economia.

O Partido Constituinte é constitucional, monárquico e dá subida atenção à economia.

O Partido Reformista é monárquico, é constitucional e doidinho pela economia!

1. Todos os quatro são católicos.
2. Todos os quatro são centralizadores.
3. Todos os quatro têm o mesmo afeto à ordem.
4. Todos os quatro querem o progresso, e citam a Bélgica.
5. Todos os quatro estimam a liberdade.

Quais são então as desinteligências? – Profundas! Assim, por exemplo, a ideia de liberdade entendem-na de diversos modos.

O Partido Histórico diz gravemente que é necessário respeitar as liberdades públicas. O Partido Regenerador nega, nega numa divergência absoluta, provando com abundância de argumentos que o que se deve respeitar são - as públicas liberdades.

A conflagração é manifesta!
Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ).
( ) Em “A desavença política apalpava-lhe a consciência”, temos a presença de dois objetos para o verbo “apalpar”. Ambos são diretamente ligados a ele.
( ) Em “O presidente do partido, naquele momento mostrou-se avesso à ideia”, temos um sujeito simples e o uso correto da vírgula.
( ) Em “Os partidos anônimos esperam a sua vez”, há, pelo menos, dois adjuntos adnominais.
( ) Em “Em Portugal, meu jovem, as eleições são sérias”, há um vocativo, um adjunto adverbial e um predicado nominal.
( ) Em “Naquele dia, porém, ocorreu em uma praça pública apenas discursos inflamados de discórdia”, as vírgulas separam conjunção deslocada e há um erro de concordância verbal.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Alternativas
Q2094454 Português
Consequências do crescimento desordenado

O crescimento rápido de algumas cidades é resultado da incapacidade de criação de empregos na zona rural, em cidades pequenas e médias, o que acaba forçando o deslocamento das pessoas para as cidades que polarizam a economia de cada país. Acrescenta-se a isso o fato de que a maioria dos países subdesenvolvidos, com raras exceções, apresenta altas taxas de natalidade, formando desta forma o quadro que explica o rápido crescimento das metrópoles no mundo subdesenvolvido.

A incapacidade de absorver tamanha quantidade de migrantes aumenta o número de pessoas desempregadas. Muitos desses desempregados são permanentes e, para poder sobreviver, acabam se refugiando no subemprego, que é toda forma de trabalho remunerado ou prestação de serviços que funcionam à margem da economia formal, compondo a economia informal. 

A economia informal não aparece nos levantamentos oficiais de um país, pois não há nenhum tipo de registro e não recolhe nenhum tipo de imposto. Em consequência, os rendimentos, de modo geral, são muito baixos. Esses trabalhadores, juntamente com os da economia formal, mas com baixos salários, não têm, em geral, condições de comprar ou alugar uma moradia digna para viver. Dessa forma, aumentam as submoradias: favelas, cortiços, pessoas abrigadas embaixo de pontes e viadutos, ou vivendo ao relento. Essa é a face mais aparente do crescimento desordenado das cidades.


Disponível em: https://www.sogeografia.com.br/Conteudos/ GeografiaHumana/Urbanizacao/urbanizacao1.php>. Acesso em: 15 out. 2021. [Adaptado].
Analise o texto abaixo:
“A incapacidade de absorver tamanha quantidade de migrantes aumenta o número de pessoas desempregadas.”
Sobre essa frase, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q2086126 Português

INSTRUÇÃO: A questão diz respeito ao TEXTO 1. Leia-o atentamente para respondê-las.


TEXTO 1

China torce por Brasil no vôlei para terminar em 1º no quadro de medalhas


    O vôlei feminino do Brasil pode decidir o vencedor do quadro de medalhas dos Jogos Olímpicos de Tóquio. A China chega ao último dia de competição com 38 medalhas de ouro, apenas duas a mais que os Estados Unidos. Por isso, uma vitória brasileira sobre as norte-americanas na decisão do vôlei pode fazer a diferença na contagem final. 
     [...]
    A China tenta ser primeira colocada em uma edição das Olimpíadas pela segunda vez na história. Os asiáticos só ficaram no topo do quadro de medalhas quando organizaram os Jogos, em Pequim-2008. O Brasil ocupa a 12ª colocação, com sete medalhas de ouro, quatro de prata e oito de bronze. Como disputa ainda duas finais (o vôlei e Bia Ferreira, no boxe), o país já garantiu um número recorde de 21 medalhas.

NÓBREGA, Gaspar. China torce por Brasil no vôlei para terminar em 1º no quadro de medalhas. Disponível em: https://www.uol.com.br/esporte/olimpiadas/ultimas-noticias/2021/08/07/china-torcepor-brasil-no-volei-para-terminar-em-1-no-quadro-de-medalhas.htm Acesso em: 07 ago. 2021.
Assinale a alternativa em que o tipo de sujeito oracional está corretamente analisado.
Alternativas
Q2038766 Português
Sobre a análise sintática da oração e do período, analise o período a seguir para responder à questão:

“Anunciou-se que o novo pacote do governo entrará em vigor amanhã.”
O trecho “[...] que o novo pacote do governo entrará em vigor amanhã.” exerce função sintática de:
Alternativas
Q2015514 Português
Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q2011217 Português
Leia o texto abaixo para responder a próxima questão.

O vírus da linguagem

Sérgio Rodrigues

     O escritor argentino Jorge Luis Borges, que não era muito simpático à etimologia, apontou a inutilidade de saber que a palavra cálculo veio do latim “calculus”, pedrinha, em referência aos pedregulhos que se usavam antigamente para fazer contas.
     Tal conhecimento, argumentou o genial autor de “A Biblioteca de Babel”, não nos permite “dominar os arcanos da álgebra”. Verdade: ninguém aprende a calcular estudando etimologia.
     O que Borges não disse é que o estudo da história das palavras abre janelas para como a linguagem funciona, como produz seus sentidos, que de outro modo permaneceriam trancadas. É pouco?
     Exemplo: a história de “calculus” não ensina ninguém a fazer contas, mas a do vírus ilustra muito bem o mecanismo infeccioso que opera dentro dos —e entre os— idiomas.
     O latim clássico “virus”, empregado por Cícero e Virgílio, é a origem óbvia da palavra sob a qual se abriga a apavorante covid-19. Ao mesmo tempo, é uma pista falsa.
     Cícero e Virgílio não faziam ideia da existência de um troço chamado vírus. Este só seria descoberto no século 19, quando o avanço das ciências e da tecnologia já tinha tornado moda recorrer a elementos gregos e latinos para cunhar novas expressões para novos fatos.
     No caso, nem foi preciso cunhar, bastou buscar no latim uma palavra pronta, sonora. Seus sentidos originais, todos vizinhos da sujeira, ajudavam: sumo, sêmen, veneno, poção, beberagem, linguagem vil.
     Contudo, a não ser pelo código genético rastreável em palavras como visgo, viscoso e virulento, fazia séculos que o “virus” latino hibernava. Foi como metáfora venenosa que, já às portas do século 20, saiu do frigorífico clássico para voltar ao quentinho das línguas.
     Em 1898, o microbiologista holandês Martinus Beijerink decidiu batizar assim certo grupo de agentes infecciosos invisíveis aos microscópios de então, com o qual o francês Louis Pasteur tinha esbarrado primeiro ao estudar a raiva.
     O vírus nasceu na linguagem científica, mas era altamente contagioso. Acabou se tornando epidêmico no vocabulário comum de diversas línguas.
     Quando a gripe espanhola varreu o mundo, em 1918, a humanidade já sabia nomear a coisa. “A linguagem é um vírus”, cantou Laurie Anderson.
     É claro que saber de tudo isso não nos protege da epidemia que bate às portas do país quando ele está mais frágil, menos funcional, menos inteligente. Borges tem razão em parte.
     Ainda não foi descoberto, no entanto, um tema em que a ignorância seja preferível ao conhecimento. Já se disse que nomear bem um problema é o primeiro passo para resolvê-lo.
     O vírus da palavra penetrou no vocabulário da computação em 1972, como nome de programas maliciosos que se infiltram num sistema para, reproduzindo-se, colonizá-lo e infectar outros.
     No século 21, com o mundo integrado em rede, deu até num verbo novo, viralizar. Foi a primeira vez que um membro da família ganhou sentido positivo, invejável: fazer sucesso na internet, ser replicado em larga escala nas redes sociais.
     Mesmo essa acepção, como vimos, tinha seu lado escuro, parente de um uso metafórico bastante popular que a palavra carrega há décadas. No século passado, tornou-se possível falar em “vírus do fascismo”, por exemplo. Ou “vírus da burrice”.
     Antigamente, quando se ignorava tudo sobre os vírus, uma receita comum que as pessoas usavam para se proteger do risco de contrair as doenças provocadas por eles era rezar. Está valendo.

Disponível em:
<https://www1.folha.uol.com.br/colunas/sergiorodrigues/2020/03/o-virus-da-linguagem.shtml>.
 Acesso em 12 mar. 2020
Assinale a alternativa em que, no trecho utilizado, o agente da ação verbal destacada não se encontra expresso nem pode ser recuperado pelo contexto.
Alternativas
Respostas
1621: C
1622: C
1623: A
1624: B
1625: E
1626: A
1627: C
1628: D
1629: B
1630: D
1631: C
1632: D
1633: B
1634: A
1635: E
1636: D
1637: D
1638: E
1639: E
1640: D