Questões de Concurso
Comentadas sobre termos essenciais da oração: sujeito e predicado em português
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“Saber interpretar um texto, a partir do contexto de produção em que ele está inserido, é fundamental para a experiência cotidiana do leitor”.
“Ele” é considerado na morfologia (01) . Na sintaxe, “Ele” se refere ao (02) Já na linguística textual “Ele” se refere a (03) :
Assinale a alternativa que preencha correta e respectivamente as lacunas.
Para as ciências sociais, cultura é uma rede de compartilhamento de símbolos, significados e valores de um grupo ou sociedade.
(Disponível em: https://www.significados.com.br/cultura/. Adaptado.)
Assinale a opção CORRETA:
Utilize o texto abaixo para responder a questão.
Texto I
Os caminhões chegaram às sete e meia e todas as famílias que restavam na favela havia muito tempo já estavam de pé. Era difícil continuar na cama. Desde os bons tempos, as mulheres levantavam bem cedo para a lavagem das roupas, para o apanho da água, para o preparo das pobres marmitas. Os homens também. Uns saíam para o trabalho. Outros, em busca do primeiro gole de cachaça no balcão do armazém de sô Ladislau, [...]. As crianças maiores acordavam cedo também, trazendo nos olhos e no estômago a desesperada expectativa. Será que hoje tem pão? Os menores, os nenéns brigando com a vida, dando socos no ar exigindo o peito da mãe ou a mamadeira completada com mais água sempre.
(Conceição Evaristo, Becos da Memória, p.168)
Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2022/01/eua-exibem-poderoso-submarino-nuclear-em-porto-no-meio-do-pacifico.shtml. Adaptado.
Assinale a alternativa CORRETA:
Contaram-me que na rua onde mora (ou morava) um conhecido e antipático general de nosso Exército morava (ou mora), também um sueco cujos filhos passavam o dia jogando futebol com bola de meia. Ora, às vezes acontecia cair a bola no carro do general e um dia o general acabou perdendo a paciência, pediu ao delegado do bairro para dar um jeito nos filhos do sueco.
O delegado resolveu passar uma chamada no homem, e intimou-o a comparecer à delegacia.
O sueco era tímido, meio descuidado no vestir e pelo aspecto não parecia ser um importante industrial, dono de grande fábrica de papel (ou coisa parecida), que realmente ele era. Obedecendo a ordem recebida, compareceu em companhia da mulher à delegacia e ouviu calado tudo o que o delegado tinha a dizer-lhe. O delegado tinha a dizer-lhe o seguinte:
- O senhor pensa que só porque o deixaram morar neste país pode logo ir fazendo o que quer? Nunca ouviu falar numa coisa chamada AUTORIDADES CONSTITUÍDAS? Não sabe que tem de conhecer as leis do país? Não sabe que existe uma coisa chamada EXÉRCITO BRASILEIRO que o senhor tem de respeitar? Que negócio é este? Então é ir chegando assim sem mais nem menos e fazendo o que bem entende, como se isso aqui fosse casa da sogra? Eu ensino o senhor a cumprir a lei, ali no duro: dura lex! Seus filhos são uns moleques e outra vez que eu souber que andaram incomodando o general, vai tudo em cana. Morou? Sei como tratar gringos feito o senhor.
Tudo isso com voz pausada, reclinado para trás, sob o olhar de aprovação do escrivão a um canto. O sueco pediu (com delicadeza) licença para se retirar. Foi então que a mulher do sueco interveio:
- Era tudo que o senhor tinha a dizer a meu marido?
O delegado apenas olhou-a espantado com o atrevimento.
- Pois então fique sabendo que eu também sei tratar tipos como o senhor. Meu marido não e gringo nem meus filhos são moleques. Se por acaso incomodaram o general ele que viesse falar comigo, pois o senhor também está nos incomodando. E fique sabendo que sou brasileira, sou prima de um major do Exército, sobrinha de um coronel, E FILHA DE UM GENERAL! Morou? Estarrecido, o delegado só teve forças para engolir em seco e balbuciar humildemente:
- Da ativa, minha senhora?
E ante a confirmação, voltou-se para o escrivão, erguendo os braços desalentado:
- Da ativa, Motinha! Sai dessa…
Fernando Sabino
Texto CG1A1-I
Na ótica da saúde pública, pode-se conceituar a política de redução de danos como um conjunto de estratégias que visam minimizar os danos causados pelo uso de diferentes drogas, sem necessariamente exigir a abstinência de seu uso. Vale dizer, enquanto não for possível ou desejável a abstinência, outros agravos à saúde podem ser evitados, como, por exemplo, as doenças infectocontagiosas transmissíveis por via sanguínea, tais quais as hepatites e HIV/AIDS.
Na concepção da política de redução de danos, tem-se como pressuposto o fator histórico-cultural do uso de psicotrópicos — uma vez que o uso dessas substâncias é parte indissociável da própria história da humanidade, a pretensão de um mundo livre de drogas não passa de uma quimera. Dentro dessa perspectiva, contemplam-se ações voltadas para as drogas lícitas e ilícitas, e suas intervenções não são de natureza estritamente públicas, delas participando, também, organizações não governamentais e necessariamente, com especial ênfase, o próprio cidadão que usa drogas.
Maurides de Melo Ribeiro. Drogas e redução de danos.
São Paulo: Editora Saraiva, 2013, p. 45-46 (com adaptações)
Considerando os sentidos e os aspectos linguísticos do texto CG1A1-I, julgue o item a seguir.
No último período do segundo parágrafo, o termo “ações
voltadas para as drogas lícitas e ilícitas” constitui o sujeito da
forma verbal “contemplam”.
O IMPACTO DA TECNOLOGIA EM NOSSAS VIDAS
Vivemos o ápice da influência tecnológica no mundo e não tem como negar. Estamos conectados o tempo todo, seja pelo celular ou computador. O impacto da tecnologia em nossas vidas é extremamente visível. Mas, isso é algo bom ou ruim?
A tecnologia facilita muito a nossa rotina e é um ótimo entretenimento. Com apenas uns cliques, compartilhamos coisas pessoais, entramos em contato com aquele parente distante, descobrimos uma nova música e assistimos a vários episódios de determinada série, mesmo off-line.
Conseguimos armazenar milhares de músicas na palma de nossas mãos, temos televisões com a maior definição de imagem existente, guardamos todos os tipos de fotos e documentos pessoais na nuvem e podemos acessá-los a qualquer hora e em qualquer lugar.
Há alguns anos, não tínhamos o hábito de olhar o celular assim que acordávamos, ou passar a noite inteira em claro vagando pelas redes sociais. Hoje em dia, se uma tragédia acontecer há milhares de quilômetros de distância de onde estamos, sabemos instantaneamente. A tecnologia modificou completamente nosso cotidiano, trazendo muitos benefícios e alguns malefícios também.
O lado ruim é que estamos tão ligados nas nossas vidas on-line, que esquecemos de manter o contato off-line. Não prestamos mais atenção no mundo a nossa volta, não conversamos mais pessoalmente.
Por recebermos tantas informações o tempo todo, tornamo-nos mais desatentos. Parece que não podemos ficar sem encontrar coisas novas, é um pecado deixar o celular de lado, ficamos dependentes dessa conexão.
Outros pontos ruins são os problemas de visão que foram desenvolvidos nos últimos anos por ficar muito tempo vendo a tela do celular e os problemas de audição por ouvir coisas muito altas no fone de ouvido.
A obesidade também é um fator que vem encadeando essas mudanças de hábito. As pessoas ficam a maior parte de seu tempo sentadas, por conta da comodidade de comprar on-line, não precisam mais ir até a loja, nem sair para pedir o almoço, pois existem vários aplicativos para isso.
Segundo a OMS, o sedentarismo está presente em 23% dos adultos; já nos mais jovens, esse índice é de 81%. Consequência direta do uso de videogames, celulares e computadores.
É importante ter um planejamento de quantas horas por dia você vai dedicar à tecnologia, para não perder o foco e a produtividade. Apesar de ser algo incrível, ela também pode trazer consequências sérias e permanentes a nossa saúde. Como todas as outras coisas, ela deve ser apreciada com moderação.
Disponível em: https://www.madeinweb.com.br/o-impacto-da-tecnologia-em-nossas -vidas/Adaptado
"Outros pontos ruins são os problemas de visão que foram desenvolvidos nos últimos anos por ficar muito tempo vendo a tela do celular e os problemas de audição por ouvir coisas muito altas no fone de ouvido".
No trecho destacado, pode-se afirmar que o:
O IMPACTO DA TECNOLOGIA EM NOSSAS VIDAS
Vivemos o ápice da influência tecnológica no mundo e não tem como negar. Estamos conectados o tempo todo, seja pelo celular ou computador. O impacto da tecnologia em nossas vidas é extremamente visível. Mas, isso é algo bom ou ruim?
A tecnologia facilita muito a nossa rotina e é um ótimo entretenimento. Com apenas uns cliques, compartilhamos coisas pessoais, entramos em contato com aquele parente distante, descobrimos uma nova música e assistimos a vários episódios de determinada série, mesmo off-line.
Conseguimos armazenar milhares de músicas na palma de nossas mãos, temos televisões com a maior definição de imagem existente, guardamos todos os tipos de fotos e documentos pessoais na nuvem e podemos acessá-los a qualquer hora e em qualquer lugar.
Há alguns anos, não tínhamos o hábito de olhar o celular assim que acordávamos, ou passar a noite inteira em claro vagando pelas redes sociais. Hoje em dia, se uma tragédia acontecer há milhares de quilômetros de distância de onde estamos, sabemos instantaneamente. A tecnologia modificou completamente nosso cotidiano, trazendo muitos benefícios e alguns malefícios também.
O lado ruim é que estamos tão ligados nas nossas vidas on-line, que esquecemos de manter o contato off-line. Não prestamos mais atenção no mundo a nossa volta, não conversamos mais pessoalmente.
Por recebermos tantas informações o tempo todo, tornamo-nos mais desatentos. Parece que não podemos ficar sem encontrar coisas novas, é um pecado deixar o celular de lado, ficamos dependentes dessa conexão.
Outros pontos ruins são os problemas de visão que foram desenvolvidos nos últimos anos por ficar muito tempo vendo a tela do celular e os problemas de audição por ouvir coisas muito altas no fone de ouvido.
A obesidade também é um fator que vem encadeando essas mudanças de hábito. As pessoas ficam a maior parte de seu tempo sentadas, por conta da comodidade de comprar on-line, não precisam mais ir até a loja, nem sair para pedir o almoço, pois existem vários aplicativos para isso.
Segundo a OMS, o sedentarismo está presente em 23% dos adultos; já nos mais jovens, esse índice é de 81%. Consequência direta do uso de videogames, celulares e computadores.
É importante ter um planejamento de quantas horas por dia você vai dedicar à tecnologia, para não perder o foco e a produtividade. Apesar de ser algo incrível, ela também pode trazer consequências sérias e permanentes a nossa saúde. Como todas as outras coisas, ela deve ser apreciada com moderação.
Disponível em: https://www.madeinweb.com.br/o-impacto-da-tecnologia-em-nossas -vidas/Adaptado
O texto seguinte servirá de base para responder questão a seguir.
Sócrates e a fofoca
Na Grécia antiga, Sócrates era um mestre reconhecido por sua sabedoria. Certo dia, o grande filósofo se encontrou com um conhecido que lhe disse:
- Sócrates, sabe o que acabo de ouvir sobre um de seus alunos?
- Um momento, respondeu Sócrates. Antes de me dizer, gostaria de que você passasse por um pequeno teste. Chama-se "Teste dos 3 filtros".
- Três filtros?
- Sim, continuou Sócrates. Antes de me contar o que quer que seja sobre meu aluno, é bom pensar um pouco e filtrar o que vais me dizer. O primeiro filtro é o da Verdade. Estás completamente seguro de que o que me vai dizer é verdade?
- Bem... Acabo de saber...
- Então, sem saber se é verdade, ainda assim quer me contar? Vamos ao segundo filtro, que é o da Bondade. Quer me contar algo de bom sobre meu aluno?
- Não, pelo contrário. - Então, interrompeu Sócrates, queres me contar algo de ruim sobre ele, que não sabes se é verdade! Ora veja! Ainda podes passar no teste, pois ainda resta o terceiro filtro, que é o da Utilidade. O que queres me contar vai ser útil para mim?
- Acho que não muito.
- Portanto, concluiu Sócrates, se o que você quer me contar pode não ser verdade, não ser bom e pode não ser útil, então para que contar?
Esse episódio demonstra a grandeza de Sócrates e porque era tão estimado.
https://www.contandohistorias.com.br/html/contandohistorias.html
O texto seguinte servirá de base para responder questão a seguir.
Sócrates e a fofoca
Na Grécia antiga, Sócrates era um mestre reconhecido por sua sabedoria. Certo dia, o grande filósofo se encontrou com um conhecido que lhe disse:
- Sócrates, sabe o que acabo de ouvir sobre um de seus alunos?
- Um momento, respondeu Sócrates. Antes de me dizer, gostaria de que você passasse por um pequeno teste. Chama-se "Teste dos 3 filtros".
- Três filtros?
- Sim, continuou Sócrates. Antes de me contar o que quer que seja sobre meu aluno, é bom pensar um pouco e filtrar o que vais me dizer. O primeiro filtro é o da Verdade. Estás completamente seguro de que o que me vai dizer é verdade?
- Bem... Acabo de saber...
- Então, sem saber se é verdade, ainda assim quer me contar? Vamos ao segundo filtro, que é o da Bondade. Quer me contar algo de bom sobre meu aluno?
- Não, pelo contrário. - Então, interrompeu Sócrates, queres me contar algo de ruim sobre ele, que não sabes se é verdade! Ora veja! Ainda podes passar no teste, pois ainda resta o terceiro filtro, que é o da Utilidade. O que queres me contar vai ser útil para mim?
- Acho que não muito.
- Portanto, concluiu Sócrates, se o que você quer me contar pode não ser verdade, não ser bom e pode não ser útil, então para que contar?
Esse episódio demonstra a grandeza de Sócrates e porque era tão estimado.
https://www.contandohistorias.com.br/html/contandohistorias.html
Qual a classificação do sujeito da segunda oração do Período: "Esse episódio demonstra a grandeza de Sócrates e porque era tão estimado"?
O pronome “que”, em “que causam” (último período do texto), exerce a função de sujeito da oração em que ocorre e retoma o termo “as empresas”.
Aquela bola
Na volta do jogo, o pai dirigindo o carro, a mãe ao seu lado, o garoto no banco de trás, ninguém dizia nada. Finalmente o pai não se aguentou e falou:
- Você não podia ter perdido aquela bola, Rogério.
- Luiz Otávio… – começou a dizer a mãe, mas o pai continuou:
- Foi a bola do jogo. Você não dividiu, perdeu a bola e eles fizeram o gol.
- Deixa o menino, Luiz Otávio.
- Não. Deixa o menino não. Ele tem que aprender que, numa bola dividida como aquela, se entra pra rachar. O outro, o loirinho, que é do mesmo tamanho dele, dividiu, ficou com a bola, fez o passe para o gol e eles ganharam o jogo.
- O loirinho se chama Rubem. É o melhor amigo dele.
- Não interessa, Margarete. Nessas horas não tem amigo. Em bola dividida, não existe amigo.
- E se ele machucasse o Rubem?
- E se machucasse? O Rubem teve medo de machucá-lo? Não teve. Entrou mais decidido do que ele na bola, ficou com ela e eles ganharam o jogo.
- Você está dizendo para o seu filho que é mais importante ficar com a bola do que não machucar um amigo?
- Estou dizendo que em bola dividida ganha quem entra com mais decisão. Amigo ou não.
- Vale rachar a canela de um amigo pra ficar com a bola?
- Vale entrar com firmeza, só isso. Pé de ferro. Doa a quem doer.
- É apenas futebol, Luiz Otávio.
- Aí é que você se engana. Não é apenas futebol. É a vida. Ele tem que aprender que na vida dele haverão várias ocasiões em que ele terá que dividir a bola pra rachar e….
- Haverá – disse Rogério, no banco de trás.
- O quê?
- Acho que não é “haverão”. É “haverá”. O verbo haver não…
- Ah, agora estão corrigindo meu português. Muito bem! Eu não sou apenas o pai insensível, que quer ver o filho quebrando pernas pra vencer na vida. Também não sei gramática.
- Luiz Otávio…
- Pois fiquem sabendo que o que se aprende na vida é muito mais importante do que o que se aprende na escola. Está me ouvindo, Rogério? Um dia você ainda vai agradecer ao seu pai por ter lhe ensinado que na vida vence quem entra nas divididas pra valer.
- Como você, Luiz Otávio?
- O quê?
- Você dividiu muitas bolas pra subir na vida, Luiz Otávio? Não parece, porque não subiu.
- Ora, Margarete…
- Conta pro Rogério em quantas divididas você entrou na sua vida. Conta por que o Simão acabou chefe da sua seção enquanto você continuou onde estava. Conta!
- Margarete…
- Conta!
- Eu estava falando em tese…
Luís Fernando Veríssimo
Analise o excerto:
“Choveu muito no domingo”.
O sujeito da oração acima pode ser classificado como:
Ouviram do Ipiranga as margens plácidas
De um povo heroico o brado retumbante
E o sol da liberdade, em raios fúlgidos
Brilhou no céu da pátria nesse instante
Se o penhor dessa igualdade
Conseguimos conquistar com braço forte
Em teu seio, ó liberdade
Desafia o nosso peito a própria morte!
Ó Pátria amada
Idolatrada
Salve! Salve!
Brasil, um sonho intenso, um raio vívido
De amor e de esperança à terra desce
Se em teu formoso céu, risonho e límpido
A imagem do Cruzeiro resplandece
Gigante pela própria natureza
És belo, és forte, impávido colosso
E o teu futuro espelha essa grandeza
Terra adorada
Entre outras mil
És tu, Brasil
Ó Pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil
Pátria amada
Brasil!
O hino nacional brasileiro em sua primeira estrofe descreve a cena em que se deu a independência do Brasil de Portugal, fato que ficou conhecido como o “grito do Ipiranga”. Nesta estrofe, qual é o sujeito da forma verbal “ouviram”?
Ouviram do Ipiranga as margens plácidas
De um povo heroico o brado retumbante
Leia o texto de Luís Fernando Veríssimo.
Foi numa festa de família, dessas de fim de ano. Já que o bisavô estava morre não morre, decidiram tirar uma fotografia de toda a família reunida, talvez pela última vez.
A bisa e o bisa sentados, filhos, filhas, noras, genros e netos em volta, bisnetos na frente, esparramados pelo chão. Castelo, o dono da câmara, comandou a pose, depois tirou o olho do visor e ofereceu a câmara a quem ia tirar a fotografia. Mas quem ia tirar a fotografia? – Tira você mesmo, ué. – Ah, é? E eu não saio na foto?
O Castelo era o genro mais velho. O primeiro genro. O que sustentava os velhos. Tinha que estar na fotografia. – Tiro eu - disse o marido da Bitinha. – Você fica aqui - comandou a Bitinha. Havia uma certa resistência ao marido da Bitinha na família. A Bitinha, orgulhosa, insistia para que o marido reagisse. “Não deixa eles te humilharem, Mário Cesar”, dizia sempre. O Mário Cesar ficou firme onde estava, do lado da mulher.
A própria Bitinha fez a sugestão maldosa: – Acho que quem deve tirar é o Dudu… O Dudu era o filho mais novo de Andradina, uma das noras, casada com o Luiz Olavo. Havia a suspeita, nunca claramente anunciada, de que não fosse filho do Luiz Olavo. O Dudu se prontificou a tirar a fotografia, mas a Andradina segurou o filho. – Só faltava essa, o Dudu não sai.
E agora? – Pô, Castelo. Você disse que essa câmara só faltava falar. E não tem nem timer!
O Castelo impávido. Tinham ciúmes dele. Porque ele tinha um Santana do ano. Porque comprara a câmara num duty free da Europa. Aliás, o apelido dele entre os outros era “Dutifri”, mas ele não sabia.
– Revezamento - sugeriu alguém. – Cada genro bate uma foto em que ele não aparece, e… A ideia foi sepultada em protestos. Tinha que ser toda a família reunida em volta da bisa. Foi quando o próprio bisa se ergueu, caminhou decididamente até o Castelo e arrancou a câmara da sua mão. – Dá aqui. – Mas seu Domício… – Vai pra lá e fica quieto. – Papai, o senhor tem que sair na foto. Senão não tem sentido! – Eu fico implícito - disse o velho, já com o olho no visor. E antes que houvesse mais protestos, acionou a câmara, tirou a foto e foi dormir
Instrução: A questão refere-se ao texto 1, abaixo.
