Questões de Concurso
Comentadas sobre termos essenciais da oração: sujeito e predicado em português
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Algumas pessoas, de fato, funcionam como um imã para os mosquitos e suas mordidas.
O predicado da oração é a expressão:
Você será o único no piquenique.
Assinale a opção CORRETA quanto à análise sintática.
Nessa frase os termos sublinhados exercem, respectivamente, as seguintes funções sintáticas:
COLUNA I.
A- Sujeito. B- Sujeito indeterminado. C- Oração sem sujeito. D- Sujeito simples. E- Sujeito composto. F- Sujeito oculto/elíptico.
COLUNA II.
1- Pode ocorrer com o verbo na 3ª pessoa do plural, com o verbo na 3ª pessoa do singular + se. 2- Apresenta um único núcleo. 3- Identificável pela desinência verbal, ou pelo contexto. 4- Apresenta dois, ou mais núcleos. 5- Aparece com verbo impessoal. Principais verbos impessoais (verbos que não admitem sujeito): haver, {significando existir, ou acontecer e na indicação de tempo}; fazer, {indicando tempo decorrido, ou a decorrer}. 6- É o termo da oração com o qual o verbo concorda em pessoa (1ª, 2ª, 3ª) e número (singular e plural).
( ) Na frase: “As gemas amarelas escorriam” um artigo e um adjetivo têm função sintática de adjunto adnominal. ( ) Nas três vezes em que a partícula “se” aparece na última frase do texto ela não exerce função sintática alguma, pois trata-se de partícula expletiva. ( ) O verbo “parecer” na terceira frase do texto tem sujeito oracional. ( ) A palavra “periclitantes” é adjetivo e exerce a função sintática de predicativo do sujeito. ( ) Nas duas primeiras vezes em que aparece no texto, a palavra “que” é pronome relativo.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Leia o texto abaixo para responder à próxima questão:
Eu nasci há dez mil anos atrás
Eu nasci há dez mil anos atrás
e não tem nada nesse mundo que eu não saiba de mais
Eu vi Cristo ser crucificado
O amor nascer e ser assassinado
Eu vi as bruxas pegando fogo para pagarem seus pecados,
Eu vi,
Eu vi Moisés cruzar o mar vermelho
Vi Maomé cair na terra de joelhos
Eu vi Pedro negar Cristo por três vezes diante do espelho
Eu vi,
Eu vi as velas se acenderem para o Papa
Vi Babilônia ser riscada do mapa
Vi conde Drácula sugando o sangue novo
e se escondendo atrás da capa
Eu vi,
Eu vi a arca de Noé cruzar os mares
Vi Salomão cantar seus salmos pelos ares
Eu vi Zumbi fugir com os negros para floresta
pro quilombo dos palmares
Eu vi,
Eu vi o sangue que corria da montanha
quando Hitler chamou toda a Alemanha
Vi o soldado que sonhava com a amada numa cama de campanha
Eu li,
Eu li os símbolos sagrados de Umbanda
Eu fui criança para poder dançar ciranda
E, quando todos paraguejavam contra o frio,
eu fiz a cama na varanda
Eu tava junto com os macacos na caverna
Eu bebi vinho com as mulheres na taverna
E quando a pedra despencou da ribanceira
Eu também quebrei a perna
Eu também,
Eu fui testemunha do amor de Rapunzel
Eu vi a estrela de Davi brilhar no céu
E pra aquele que provar que eu estou mentindo
eu tiro o meu chapéu
Raul Seixas
Eu vi Moisés cruzar o mar vermelho Vi Maomé cair na terra de joelhos
No primeiro verso o sujeito apresenta-se como sujeito simples, sendo esta função desempenhada pelo pronome pessoal “Eu”. No segundo verso, apesar de ficar subentendido também tratar-se da mesma pessoa que está relatando, qual o sujeito gramatical do verbo naquele contexto?
Leia o texto abaixo para responder à próxima questão:
Eu nasci há dez mil anos atrás
Eu nasci há dez mil anos atrás
e não tem nada nesse mundo que eu não saiba de mais
Eu vi Cristo ser crucificado
O amor nascer e ser assassinado
Eu vi as bruxas pegando fogo para pagarem seus pecados,
Eu vi,
Eu vi Moisés cruzar o mar vermelho
Vi Maomé cair na terra de joelhos
Eu vi Pedro negar Cristo por três vezes diante do espelho
Eu vi,
Eu vi as velas se acenderem para o Papa
Vi Babilônia ser riscada do mapa
Vi conde Drácula sugando o sangue novo
e se escondendo atrás da capa
Eu vi,
Eu vi a arca de Noé cruzar os mares
Vi Salomão cantar seus salmos pelos ares
Eu vi Zumbi fugir com os negros para floresta
pro quilombo dos palmares
Eu vi,
Eu vi o sangue que corria da montanha
quando Hitler chamou toda a Alemanha
Vi o soldado que sonhava com a amada numa cama de campanha
Eu li,
Eu li os símbolos sagrados de Umbanda
Eu fui criança para poder dançar ciranda
E, quando todos paraguejavam contra o frio,
eu fiz a cama na varanda
Eu tava junto com os macacos na caverna
Eu bebi vinho com as mulheres na taverna
E quando a pedra despencou da ribanceira
Eu também quebrei a perna
Eu também,
Eu fui testemunha do amor de Rapunzel
Eu vi a estrela de Davi brilhar no céu
E pra aquele que provar que eu estou mentindo
eu tiro o meu chapéu
Raul Seixas
Eu nasci há dez mil anos atrás
Alternativas:
Texto CG2A1-I
Direito e justiça são conceitos que se entrelaçam, a tal ponto de serem considerados uma só coisa pela consciência social. Fala-se no direito com o sentido de justiça, e vice-versa. Sabe-se, entretanto, que nem sempre eles andam juntos. Nem tudo o que é direito é justo e nem tudo o que é justo é direito. Isso acontece porque a ideia de justiça engloba valores inerentes ao ser humano, transcendentais, como a liberdade, a igualdade, a fraternidade, a dignidade, a equidade, a honestidade, a moralidade, a segurança, enfim, tudo aquilo que vem sendo chamado de direito natural desde a Antiguidade. O direito, por seu turno, é uma invenção humana, um fenômeno histórico e cultural concebido como técnica para a pacificação social e a realização da justiça.
Em suma, enquanto a justiça é um sistema aberto de valores, em constante mutação, o direito é um conjunto de princípios e regras destinado a realizá-la. E nem sempre o direito alcança esse desiderato, quer por não ter acompanhado as transformações sociais, quer pela incapacidade daqueles que o conceberam, quer, ainda, por falta de disposição política para implementá-lo, tornando-se, por isso, um direito injusto.
É possível dizer que a justiça está para o direito como o horizonte está para cada um de nós. Quanto mais caminhamos em direção ao horizonte — dez passos, cem passos, mil passos —, mais ele se afasta de nós, na mesma proporção. Nem por isso o horizonte deixa de ser importante, porque é ele que nos permite caminhar. De maneira análoga, o direito, na permanente busca da justiça, está sempre caminhando, em constante evolução.
Nesse compasso, a finalidade da justiça é a transformação social, a construção de uma sociedade justa, livre, solidária e fraterna, sem preconceitos, sem pobreza e sem desigualdades sociais. A criação de um direito justo, com efetivo poder transformador da sociedade, entretanto, não é obra apenas do legislador, mas também, e principalmente, de todos os operadores do direito, de sorte que, se ainda não temos uma sociedade justa, é porque temos falhado nessa sagrada missão de bem interpretar e aplicar o direito.
Sergio Cavalieri Filho. Direito, justiça e sociedade.
In: Revista da EMERJ, v. 5, n.º 8, 2002, p. 58-60 (com adaptações).
Texto CG2A1-I
Direito e justiça são conceitos que se entrelaçam, a tal ponto de serem considerados uma só coisa pela consciência social. Fala-se no direito com o sentido de justiça, e vice-versa. Sabe-se, entretanto, que nem sempre eles andam juntos. Nem tudo o que é direito é justo e nem tudo o que é justo é direito. Isso acontece porque a ideia de justiça engloba valores inerentes ao ser humano, transcendentais, como a liberdade, a igualdade, a fraternidade, a dignidade, a equidade, a honestidade, a moralidade, a segurança, enfim, tudo aquilo que vem sendo chamado de direito natural desde a Antiguidade. O direito, por seu turno, é uma invenção humana, um fenômeno histórico e cultural concebido como técnica para a pacificação social e a realização da justiça.
Em suma, enquanto a justiça é um sistema aberto de valores, em constante mutação, o direito é um conjunto de princípios e regras destinado a realizá-la. E nem sempre o direito alcança esse desiderato, quer por não ter acompanhado as transformações sociais, quer pela incapacidade daqueles que o conceberam, quer, ainda, por falta de disposição política para implementá-lo, tornando-se, por isso, um direito injusto.
É possível dizer que a justiça está para o direito como o horizonte está para cada um de nós. Quanto mais caminhamos em direção ao horizonte — dez passos, cem passos, mil passos —, mais ele se afasta de nós, na mesma proporção. Nem por isso o horizonte deixa de ser importante, porque é ele que nos permite caminhar. De maneira análoga, o direito, na permanente busca da justiça, está sempre caminhando, em constante evolução.
Nesse compasso, a finalidade da justiça é a transformação social, a construção de uma sociedade justa, livre, solidária e fraterna, sem preconceitos, sem pobreza e sem desigualdades sociais. A criação de um direito justo, com efetivo poder transformador da sociedade, entretanto, não é obra apenas do legislador, mas também, e principalmente, de todos os operadores do direito, de sorte que, se ainda não temos uma sociedade justa, é porque temos falhado nessa sagrada missão de bem interpretar e aplicar o direito.
Sergio Cavalieri Filho. Direito, justiça e sociedade.
In: Revista da EMERJ, v. 5, n.º 8, 2002, p. 58-60 (com adaptações).
No que se refere aos aspectos linguísticos e às ideias do texto, julgue o item.
Na linha 2, a forma verbal “encanta” (linha 2) concorda
com “nos”, que é seu sujeito sintático.
Texto I
Sobre coisas que acontecem
(Martha Medeiros)
Quando abri os olhos pela manhã, não podia imaginar que seria o dia que mudaria a minha vida.
Que seria o dia que conheceria o homem que me fez cometer um crime. O dia que eu me enxergaria no espelho pela última vez. O dia que descobriria que estava grávida. O dia que encontraria um envelope lacrado, com uma carta remetida a mim 20 anos antes.
(Que dia foi esse? Quem está falando?)
É apenas um exercício de criação. Iniciei a crônica com uma frase fictícia e demonstrei os desdobramentos que ela poderia ter. Uma vez escolhido o caminho a seguir, uma história começa a ser contada, que pode ser longa ou curta, verdadeira ou fantasiosa. Bem-vindo ao mundo encantado da escrita.
Convém que a primeira frase seja cintilante. A partir dela, o leitor será fisgado ou não. Exemplo clássico: “Todas as famílias felizes se parecem; cada família infeliz é infeliz à sua maneira”, início do romance Anna Karenina, de Tolstói. Arrebatador. Uma vez aberta a janela do pensamento, a mágica acontece: o leitor é puxado para um local em que nunca esteve, é deslocado para um universo que poderá até ser hostil, mas certamente fascinante, pois novo. Talvez não se identifique com nada, mas será desafiado a enfrentar sua repulsa ou entusiasmo. Não estará mais em estado neutro. A neutralidade é um desperdício de vida, uma sonolência contínua.
A crônica tem o mesmo dever: o de jogar uma isca para o leitor e atraí-lo para o texto. Gênero híbrido (literário/jornalístico), encontrou no Brasil a sua pátria. Somos a terra de Rubem Braga e Antônio Maria, para citar apenas dois gênios entre tantos que fizeram da leitura de jornal um hábito não só informativo, mas prazeroso e provocador. Se eu fosse citar todos os colegas que admiro, teria que me estender por meia dúzia de páginas, mas só tenho essa.
A crônica é um gênero livre por excelência. Pode ser nostálgica, confessional, lunática, poética. Pode dar dicas, polemizar, elogiar, criticar. Pode ser partidária ou sentimental, divertida ou perturbadora, à toa ou filosofal – é caleidoscópica, tal qual nosso cotidiano. Ao abrirmos os olhos pela manhã, nem imaginamos que uma miudeza qualquer poderá nos salvar da mesmice, nos oferecer um outro olhar, mas assim é. Todos nós vivemos, por escrito ou não, uma crônica diária. Hoje, antes de adormecer, você já estará um pouco transformado.
(Revista ELA, O Globo, 24/07/2022)
Uma organização de trabalho é uma entidade holística, um sistema integrado que se baseia na interação dos indivíduos que dela fazem parte. O desempenho de cada um afeta toda a empresa. Por isso é tão importante para o sucesso da organização que os funcionários não apenas tenham o melhor desempenho possível, mas também ajudem os outros a fazer o mesmo.
No contexto da inteligência emocional, isso significa ajudar os demais a controlar as emoções, a se comunicar eficazmente, a solucionar seus problemas, resolver conflitos e permanecer motivados.
Usar a inteligência emocional no ambiente de trabalho é um processo que exige tempo e bastante prática. Temos que aprender certas técnicas; em muitos casos, precisaremos aprender a fazer de outro modo certas coisas que temos feito de determinada maneira há muitos anos (como lidar com a raiva, por exemplo). Precisamos estar cônscios das muitas atividades subconscientes, tais como comportamentos que possam comunicar uma impressão incorreta.
Não é preciso dizer que ajudar outra pessoa a agir e reagir de modo emocionalmente inteligente é ainda mais difícil, por diversas razões: você está lidando com uma pessoa a quem conhece menos do que a si mesmo; uma pessoa que pode não ter tido a oportunidade de aprender a usar a inteligência emocional. Além disso, há, nessa situação, uma dinâmica adicional: o relacionamento de vocês.
Embora seja algo extremamente complicado, ajudar as pessoas a se ajudarem é uma das práticas mais gratificantes da inteligência emocional: ajudar uma pessoa a aprender, crescer, ser mais produtiva e desenvolver um relacionamento baseado na confiança e na lealdade – duas qualidades essenciais no mundo profissional.
(Fonte: PROEDU - adaptado.)
O excerto contextualiza a questãao. Leia-o atentamente.
Gore Vidal dividiu a humanidade entre os que amam Roma e os que a detestam. Fidel Castro, mais prático, dividiu a espécie humana entre aqueles que fumam charuto com anel ou sem anel. Esqueceu os que não fumam charuto. Na opinião dele, quem não fumava charuto não merecia pertencer à humana espécie. Adotando o radicalismo de Gore Vidal e de Fidel Castro, prefiro dividir homens e mulheres entre aqueles que têm medo do vento e aqueles não o temem.
(CONY, Carlos Heitor. Eu e a brisa. In: PINTO, Manuel da Costa (Org.).
Crônica brasileira contemporânea. São Paulo: Moderna, 2008. p. 34.
Adaptado.)
Do ponto de vista da coesão textual, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) Em “[...] prefiro dividir homens e mulheres [...]”, o sintagma sujeito não está oculto, já que se trata do narrador do texto.
( ) Em “na opinião dele [...]”, há um elemento de coesão responsável por substituir um referente expresso anteriormente; assim como ocorre em “[...] não o temem”.
( ) Em “Fidel Castro, mais prático, dividiu a espécie humana [...]”, o sintagma sujeito está explícito; diferentemente, em “Esqueceu os que não fumam charuto.”, o sintagma sujeito está implícito, mas é o mesmo da oração anterior.
( ) Em “[...] não merecia pertencer à humana espécie.”, se a ordem das palavras no sintagma “à humana espécie” fosse alterada, não haveria o acento grave, indicativo de crase; logo, a reconstrução correta do sintagma seria “a espécie humana”.
A sequência correta está em
O vocábulo sublinhado no trecho acima exerce a função sintática de:
