Questões de Concurso
Comentadas sobre termos essenciais da oração: sujeito e predicado em português
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Leia a tirinha abaixo e analise as afirmativas a seu respeito.

I- O autor da tirinha mostra a importância da leitura no enriquecimento do acervo cognitivo, fazendo-nos entender que não adianta comprar livros sem o objetivo de lê-los;
II-O pronome “ele”, no segundo quadrinho da tirinha, faz referência aos livros;
III- Na oração “nos deixam mais sábios”, temos apenas um predicado verbal;
IV- Na oração “você já leu eles?”, temos um sujeito simples e um predicado verbal.
Após análise das afirmativas, conclui-se que estão corretas:
Leia a crônica abaixo e responda da questão.
Prioridades
Lya Luft
Muito do que gastamos (e nos desgastamos)
nesse consumismo feroz podia ser negociado com a
gente mesmo: uma hora de alegria em troca daquele
sapato. Uma tarde de amor em troca da prestação
do carro do ano; um fim de semana em família em
lugar daquele trabalho extra que está me matando e
ainda por cima detesto.
Não sei se sou otimista demais, ou fora da
realidade. Mas, à medida que fui gostando mais
do meu jeans, camiseta e mocassins, me agitando
menos, querendo ter menos, fui ficando mais
tranquila e mais divertida. Sapato e roupa simbolizam
bem mais do que isso que são: representam uma
escolha de vida, uma postura interior.
Nunca fui modelo de nada, graças a Deus.
Mas amadurecer me obrigou a fazer muita faxina
nos armários da alma e na bolsa também. Resistir a
certas tentações é burrice; mas fugir de outras pode
ser crescimento, e muito mais alegria.
Cada um que examine o baú de suas
prioridades, e faça a arrumação que quiser ou puder.
Que seja para aliviar a vida, o coração e o
pensamento – não para inventar de acumular ali
mais alguns compromissos estéreis e mortais.
O verbo for
Vestibular de verdade era no meu tempo. Já estou chegando, ou já cheguei, à altura da vida em que tudo de bom era no meu tempo; meu e dos outros coroas. Acho inadmissível e mesmo chocante (no sentido antigo) um coroa não ser reacionário. Somos uma força histórica de grande valor. Se não agíssemos com o vigor necessário – evidentemente o condizente com a nossa condição provecta –, tudo sairia fora de controle, mais do que já está. O vestibular, é claro, jamais voltará ao que era outrora e talvez até desapareça, mas julgo necessário falar do antigo às novas gerações e lembrá-lo às minhas coevas (ao dicionário outra vez; domingo, dia de exercício).
O vestibular de Direito a que me submeti, na velha Faculdade de Direito da Bahia, tinha só quatro matérias: português, latim, francês ou inglês e sociologia, sendo que esta não constava dos currículos do curso secundário e a gente tinha que se virar por fora. Nada de cruzinhas, múltipla escolha ou matérias que não interessassem diretamente à carreira. Tudo escrito tão ruybarbosianamente quanto possível, com citações decoradas, preferivelmente. Os textos em latim eram As Catilinárias ou a Eneida, dos quais até hoje sei o comecinho.
Havia provas escritas e orais. A escrita já dava nervosismo, da oral muitos nunca se recuperaram inteiramente, pela vida afora. Tirava-se o ponto (sorteava-se o assunto) e partia-se para o martírio, insuperável por qualquer esporte radical desta juventude de hoje. A oral de latim era particularmente espetacular, porque se juntava uma multidão, para assistir à performance do saudoso mestre de Direito Romano Evandro Baltazar de Silveira. Franzino, sempre de colete e olhar vulpino (dicionário, dicionário), o mestre não perdoava.
– Traduza aí quousque tandem, Catilina, patientia nostra – dizia ele ao entanguido vestibulando.
– “Catilina, quanta paciência tens?” – retrucava o infeliz.
Era o bastante para o mestre se levantar, pôr as mãos sobre o estômago, olhar para a plateia como quem pede solidariedade e dar uma carreirinha em direção à portada sala.
– Ai, minha barriga! – exclamava ele. – Deus, oh Deus, que fiz eu para ouvir tamanha asnice? Que pecados cometi, que ofensas Vos dirigi? Salvai essa alma de alimária. Senhor meu Pai!
Pode-se imaginar o resto do exame. Um amigo meu, que por sinal passou, chegou a enfiar, sem sentir, as unhas nas palmas das mãos, quando o mestre sentiu duas dores de barriga seguidas, na sua prova oral. Comigo, a coisa foi um pouco melhor, eu falava um latinzinho e ele me deu seis, nota do mais alto coturno em seu elenco.
O maior público das provas orais era o que já tinha ouvido falar alguma coisa do candidato e vinha vê-lo “dar um show”. Eu dei de português e inglês. O de português até que foi moleza, em certo sentido. O professor José Lima, de pé e tomando um cafezinho, me dirigiu as seguintes palavras aladas:
– Dou-lhe dez, se o senhor me disser qual é o sujeito da primeira oração do Hino Nacional!
– As margens plácidas – respondi instantaneamente e o mestre quase deixa cair a xícara.
– Por que não é indeterminado, “ouviram, etc.”?
– Porque o “as” de “as margens plácidas” não é craseado. Quem ouviu foram as margens plácidas. É uma anástrofe, entre as muitas que existem no hino. “Nem tem quem te adora a própria morte”: sujeito “quem te adora”. Se pusermos na ordem direta...
– Chega! – berrou ele. – Dez! Vá para a glória! A Bahia será sempre a Bahia!
Quis o irônico destino, uns anos mais tarde, que eu fosse professor da Escola de Administração da Universidade Federal da Bahia e me designassem para a banca de português, com prova oral e tudo. Eu tinha fama de professor carrasco, que até hoje considero injustíssima, e ficava muito incomodado com aqueles rapazes e moças pálidos e trêmulos diante de mi. Uma bela vez, chegou um sem o menor sinal de nervosismo, muito elegante, paletó, gravata e abotoaduras vistosas. A prova oral era bestíssima. Mandava-se o candidato ler umas dez linhas em voz alta (sim, porque alguns não sabiam ler) e depois se perguntava o que queria dizer uma palavra trivial ou outra, qual era o plural de outra e assim por diante. Esse mal sabia ler, mas não perdia a pose. Não acertou a responder nada. Então, eu, carrasco fictício, peguei no texto uma frase em que a palavra “for” tanto podia ser do verbo “ser” quanto do verbo “ir”. Pronto, pensei. Se ele distinguir qual é o verbo, considero-o um gênio, dou quatro, ele passa e seja o que Deus quiser.
– Esse “for” aí, que verbo é esse?
Ele considerou a frase longamente, como se eu estivesse pedindo que resolvesse a quadratura do circula, depois ajeitou as abotoaduras e me encarou sorridente.
– Verbo for.
– Verbo o quê?
– Verbo for.
– Conjugue aí o presente do indicativo desse verbo.
– Eu fonho, tu fões, ele fõe – recitou ele, impávido. – Nós fomos, vós fondes, eles fõem.
Não, dessa vez ele não passou. Mas, se perseverou, deve ter acabado passando e hoje há de estar num posto qualquer do Ministério da Administração ou na equipe econômica, ou ainda aposentado como marajá, ou as três coisas. Vestibular, no meu tempo, era muito mais divertido do que hoje e, nos dias que correm, devidamente diplomado, ele deve estar fondo para quebrar. Fões tu? Com quase toda a certeza, não. Eu tampouco fonho. Mas ele fõe.
(João Ubaldo Ribeiro. O Globo. Em: 13/09/1998.)
( ) Na voz passiva, o particípio concorda em gênero e número com o sujeito, como os adjetivos.
( ) Quando o núcleo do sujeito é um coletivo numérico, pode-se, em geral, efetuar a concordância com o substantivo que o acompanha.
( ) Referindo-se a dois ou mais substantivos de gêneros diferentes, o particípio concordará no masculino plural.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
(1) Sujeito
(2) Objeto direto
( ) Uma delas contava para a amiga os seus sofrimentos.
( ) Contou-me uma amiga...
( ) Parafraseio o Alberto Caeiro...
( ) Certo estava Lichtenberg...
A sequência CORRETA, de cima para baixo, é:
Relacione as frases abaixo com seu respectivo sujeito.
Coluna 1 Frase
1. Vive-se muito bem em Santa Catarina.
2. Choveu a semana toda em Curitiba.
3. Estamos satisfeitos com o resultado da reforma.
Coluna 2 Sujeito
( ) sujeito oculto
( ) sujeito inexistente
( ) sujeito indeterminado
Assinale a alternativa que indica a sequência correta,
de cima para baixo.
Há quem diga que um dia os robôs irão dominar o mundo, já outros duvidam completamente dessa afirmação. Se isso vai ou não acontecer, não se sabe, mas o debate surgiu com força em 2023 — em boa medida, impulsionado por uma plataforma de inteligência artificial, o ChatGPT (chat generative pre-trained transformer).
No final de 2022, o ChatGPT foi disponibilizado ao público e logo se popularizou. Na prática, ele responde a perguntas em poucos segundos. Mas essa não é bem a novidade — haja vista a Siri, da Apple, e a Alexa, da Amazon. O que chama a atenção no ChatGPT é a capacidade de responder a questões mais complexas e específicas em linguagem mais fluida, como em uma conversa.
A tecnologia logo chamou a atenção dos profissionais de ensino, que começaram a se questionar sobre o impacto da ferramenta nas salas de aula e sobre o seu potencial para ajudar alunos e professores, caso seja integrada à prática pedagógica.
Internet: <https://novaescola.org.br/> (com adaptações).
Julgue o item a seguir, relativos a aspectos linguísticos do texto precedente.
No último parágrafo, o sujeito da forma verbal “começaram”
é o sintagma “profissionais de ensino”.
Sobre a classificação do sujeito, relacione a Coluna I com a Coluna II e marque a alternativa correta.
Coluna I.
A- Sujeito simples.
B- Sujeito composto.
C- Sujeito oculto, implícito, desinencial ou elíptico.
D- Sujeito inexistente.
Coluna II.
1- Trabalhamos até tarde.
2- Alice, Amanda e Aurora são irmãs.
3- É noite.
4- Iara fez uma prova hoje.
A violência contra a mulher no Brasil tem apresentado aumentos significativos nas últimas décadas. De acordo com o Mapa da Violência de 2012, o número de mortes por essa causa aumentou em 230% no período de 1980 a 2010. Além da física, o balanço de 2014 relatou cerca de 48% de outros tipos de violência contra a mulher, dentre esses a psicológica. Nesse âmbito, pode-se analisar que essa problemática persiste por ter raízes históricas e ideológicas.
Amanda Carvalho Maia Castro – ENEM 2015. Disponível em: https://g1.globo.com/educacao/noticia/leia-redacoes-do-enem-2015-que-tiraram-nota-maxima.ghtml.
I. “no Brasil” e “nas últimas décadas” são adjuntos adverbiais de lugar e tempo, respectivamente.
II. No 3º período do texto, “o balanço de 2014” é sujeito da forma verbal relatou.
III. “raízes históricas e ideológicas” exerce a função de complemento nominal.
Texto CG1A1-II
Sociedades contemporâneas produzem ciência. Mas sociedades remotas também a produziam, ainda que não o fizessem com os mesmos ferramentais metodológicos de observação e experimentação desenvolvidos e apurados nos séculos posteriores. Nosso conceito mais amplo de ciência pressupõe a tentativa de explicar e entender racionalmente a natureza. Assim como o progresso científico molda e é moldado pelas ideias compartilhadas entre as pessoas no tempo, o mesmo ocorre com a arte, que necessariamente captura, reflete e confronta a sua contemporaneidade. Contudo, embora arte e ciência tenham caminhado juntas no decorrer da história da civilização humana, a literatura que hoje conhecemos como ficção científica corresponde a uma ramificação literária moderna. Talvez seja injusto classificá-la como um gênero, sob o risco de reduzir a ampla extensão de sua capacidade de mesclar diversos territórios, temas e estilos. Em um complexo amálgama de romance, ciência, profecia e especulação, há nessas obras um componente de cientificismo que se tornou explícito na ficção científica em um recorte mais recente da história humana, quando autores, deliberada e conscientemente, incorporaram modelos racionais de explicação em narrativas que, por serem ficcionais, poderiam até se valer de um salvo-conduto que as libertaria dos compromissos técnicos e morais da razão, mas não o fizeram.
Luiz Aloysio Rangel. História e ficção científica: locomotivas, androides e outras viagens do metaverso.
São Paulo: Editora Contexto, 2023, p. 10 (com adaptações).
Julgue o item subsequente, em relação às estruturas linguísticas do texto CG1A1-II.
No quarto período do texto, o termo “o progresso científico”
assume duas funções sintáticas distintas: sujeito da forma
verbal “molda” e complemento do particípio “moldado”.
Texto CG1A1-I
A expressão “inteligência artificial” é muito popular, tanto na literatura técnica quanto no imaginário popular. A sociedade se espanta com os prometidos ganhos em bem-estar e produtividade e se apavora com perspectivas apocalípticas relacionadas à inteligência artificial. Em muitos casos, o que se observa é a confusão entre inteligência artificial e toda e qualquer atividade que envolve aparelhos digitais. Muitas inovações recentes creditadas à inteligência artificial decorrem simplesmente da automatização de tarefas cotidianas ou do uso de tecnologias dominadas há algum tempo.
É preciso filtrar um pouco os excessos e procurar se ater aos pontos que caracterizam mais fortemente as inteligências artificiais, mesmo que tenhamos uma definição vaga de inteligência artificial. Um agente inteligente, de forma geral, deve ser capaz de representar conhecimento e incerteza; de raciocinar; de tomar decisões; de aprender com experiências e instruções; de se comunicar e interagir com pares e com o mundo. Embora alguém possa imaginar cérebros biológicos artificiais, hoje toda a ação em inteligência artificial está centrada em computadores digitais construídos a partir de silício.
Fabio G. Cozman e Hugo Neri. O que, afinal, é inteligência artificial?
In: Fabio G. Cozman, Guilherme Ary Plonski e Hugo Neri (orgs).
Inteligência artificial: avanços e tendências.
São Paulo: Instituto de Estudos Avançados, 2021, p. 22-23 (com adaptações).
Com base nas ideias do texto CG1A1-I, julgue o item a seguir.
Na oração que inicia o texto — “A expressão ‘inteligência
artificial’ é muito popular” —, o núcleo do sujeito é
‘inteligência artificial’, que transmite a ideia principal da
citada afirmação.
Leia a sinopse a seguir e responda à questão.
O Alquimista
O Alquimista é um best-seller do escritor brasileiro Paulo Coelho, publicado originalmente em 1988, em português. Sinopse:
O alquimista segue a jornada de um pastor andaluz chamado
Santiago. Acreditando em um sonho recorrente de ser profético,
ele decide viajar para uma adivinha Romani em uma cidade
próxima para descobrir seu significado. A mulher interpreta o
sonho como uma profecia dizendo ao menino que há um tesouro
nas pirâmides no Egito.
No início de sua jornada, ele encontra um velho rei, cujo nome era Melquisedeque, que lhe diz para vender suas ovelhas para viajar para o Egito e introduz a ideia de uma Lenda Pessoal. Sua Lenda Pessoal é o que você sempre quis realizar. Todos, quando são jovens, sabem o que é a sua "Lenda Pessoal". Ele acrescenta que "quando você quer algo, todo o universo conspira para ajudá-lo a alcançá-lo". Este é o tema central do livro.
Ao longo do caminho, o menino encontra um inglês que veio em busca de um Alquimista e continua suas viagens com ele. Eles viajam pelo Saara e durante sua viagem, Santiago se encontra e se apaixona por uma bela mulher árabe chamada Fátima, que reside com seu clã perto de um oásis. Ele pede a Fátima para se casar com ele, mas ela diz que só vai casar com ele depois que ele completar sua jornada e encontrar seus tesouros. Ele fica perplexo com isso, mas depois descobre que o verdadeiro amor não vai parar nem implorar para sacrificar a sua Lenda Pessoal, e se isso acontecer, não é amor verdadeiro.
O menino então encontra um alquimista que também o ensina
sobre Lendas Pessoais. Ele diz que as pessoas querem encontrar
apenas o tesouro de suas Lendas Pessoais, mas não a própria
Lenda Pessoal. O menino se sente inseguro sobre si mesmo
enquanto escuta os ensinamentos do alquimista. O alquimista
afirma: "Aqueles que não entenderem suas Lendas Pessoais não
conseguirão compreender seus ensinamentos". É também
afirmado que o tesouro é mais digno do que o ouro. O tema
principal recorre através do romance, "Quando uma pessoa
realmente deseja alguma coisa, todo o universo conspira para
ajudar essa pessoa a realizar seu sonho".
https://pt.wikipedia.org/wiki/O Alquimista
“[...] quando você quer algo, todo o universo conspira para ajudá-lo a alcançá-lo.” 2º§
Os pronomes destacados nessa frase exercem a função sintática de:

