Questões de Concurso
Comentadas sobre termos essenciais da oração: sujeito e predicado em português
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Julgue o item que se segue.
O predicado pode ser definido, em linhas gerais, como
tudo o que resta de uma oração após a separação do
sujeito; ou ainda, caso a oração seja formada por um
verbo impessoal e não tenha sujeito (por exemplo,
quando é utilizado um verbo que denota um fenômeno da
natureza), considera-se que o predicado é toda a oração.
Julgue o item que se segue.
O sujeito faz parte da sintaxe e pode ser definido como o
termo da oração com o qual o verbo concorda. Na oração
“Frutas são boas para a saúde”, o verbo “ser” concorda
com “frutas”. Por isso, dizemos que esse termo é o
sujeito da oração.
Leia o texto para responder à questão.
Qual o tamanho da nossa desigualdade salarial?
Mesmo nas empresas preocupadas com a equidade salarial entre gêneros, as mulheres não alcançam os níveis mais altos da hierarquia corporativa
Fernanda Abilel | 21 de dezembro de 2023
O tema da equidade salarial entre gêneros TEM/TÊM ganhado cada vez mais força e destaque em todo o mundo. Aqui no Brasil, a Lei nº 14.611/2023 vem trazendo ainda mais luz ao tema, uma vez que determina mecanismos de transparência salarial e de critérios remuneratórios a serem reportados semestralmente pelas empresas com 100 ou mais empregados, prevendo aumento nas penalizações em caso de irregularidades.
No dia 23/11/2023, FOI DIVULGADO/FORAM DIVULGADAS novas informações sobre os dados a serem disponibilizados nestes reportes, que INCLUI/INCLUEM verbas remuneratórias fixas e variáveis, além do código do CBO (Classificação Brasileira de Ocupações), que será a base para as comparações. É sabido que este código é bastante restritivo e acaba por concentrar funções de naturezas distintas dentro das empresas, mas é importante separar as categorizações entre áreas de linha (diretamente responsáveis por geração de resultado), de suporte e de perfil híbrido para evitar comparações incoerentes.
Ao longo do ano, acompanhamos publicações relativas a um relatório do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) que aponta diferenças salariais entre homens e mulheres na casa de 22%. Essa é uma diferença média nos ganhos que ACABA/ACABAM unificando perfis muito distintos de funções, sendo importante estratificar esses números para clarificar as origens desta desigualdade.
Analisando um extrato do mercado
Apesar de saber que existem muitas realidades distintas entre as empresas de todo o país e de já ter participado de diversas discussões sobre o viés na gestão salarial de homens e mulheres, em meus 20 anos na área de remuneração, eu vi mais buscas por isonomia de tratativas do que descaso com relação ao tema. Por isso considero esta análise detalhada de extrema importância.
[...]
Apesar de ser apenas uma pequena amostra do mercado (e sim, sabemos que algumas empresas estão longe desta realidade), os resultados foram ao encontro das minhas estimativas quando segmentados entre os 3 perfis de categorias acima definidos.
Média salarial, a grande quebra de paradigma
Mulheres ganham, em média, 6% abaixo da remuneração dos homens em áreas de linha e em áreas híbridas, e 5% abaixo nas áreas de apoio.
No nível executivo, as mulheres ficaram com remuneração média 2% acima dos homens nas áreas de linha, 6% abaixo nas áreas de perfil híbrido e 1% acima nas áreas de apoio. Mais uma vez, reforço que este é um recorte de empresas preocupadas com este tema o suficiente para se utilizarem de um sistema de gestão de cargos e remuneração, mas não deixa de ser uma realidade.
No nível gerencial, mulheres ficaram com remuneração 12% abaixo dos homens nas áreas de linha, 5% acima nas áreas híbridas e 6% abaixo nas áreas de apoio. Quando descemos para cargos de contribuição individual, esta diferença se reduz ainda mais.
Onde estão as mulheres?
Neste quesito não há surpresa alguma nem para mim e nem para vocês. Mesmo neste extrato de empresas preocupadas com equidade salarial, as mulheres não alcançam os níveis mais altos das hierarquias. O ________ poderia ser debatido aqui à exaustão, mas o que os números frios nos dizem é que
• temos 43% de mulheres em áreas de linha, 54% de mulheres em áreas de perfil híbrido e 69% de mulheres em áreas de apoio. Aqui já temos uma gradação clara de mulheres figurando com mais ênfase em áreas cuja remuneração é naturalmente menor, ________ estão mais distantes da geração de resultados.
• no nível executivo, encontramos somente 5% de mulheres nas áreas de linha (somente uma CEO na amostra analisada). E esse é o número que mais perturba e que melhor explica a diferença média na remuneração.
• já nas áreas híbridas, elas representaram 60% e nas áreas de apoio, 44%.
• no nível gerencial, temos 44% de mulheres nas áreas de linha, 27% nas áreas híbridas e 48% nas áreas de apoio.
Para combater a desigualdade salarial de gênero, temos ainda muito que caminhar…
Não é só uma questão de homens e mulheres
Outro elemento essencial dentro do tema de equidade e inclusão diz respeito à cor. Apesar de ouvirmos muito sobre iniciativas nesta direção, este parece ser um tema em que se avançou muito pouco.
Na amostra de empresas que estudamos, temos a seguinte segmentação (terminologias de classificação utilizadas pelo IBGE):
• 64% das pessoas se declararam brancas, 31% pretas ou pardas e 5%, amarelas ou indígenas.
• No nível executivo, 90% das pessoas são brancas e 10% pretas ou pardas.
• No nível gerencial, 81% das pessoas são brancas, 19% pretas ou pardas e 1% amarelas ou indígenas.
Estes números são uma tristeza… mas não são uma surpresa.
Eu só gostaria de fechar esta análise reforçando mais uma vez que esta amostra, como qualquer outro recorte, é somente um extrato que permite uma análise segmentada do mercado. Não tenho a pretensão de ditar uma nova e revolucionária “verdade absoluta” sobre equidade salarial, mas quero dizer que é necessário mergulhar mais fundo nos números para que seja possível endereçar os problemas reais de cada organização.
Fernanda Abilel é professora na FGV e sócia-fundadora da How2Pay, consultoria focada no desenho de estratégias de remuneração.
ABILEL, Fernanda. Qual o tamanho da nossa desigualdade salarial? Forbes Brasil, 21 de dezembro de 2023. Colunas. Disponível em: https://forbes.com.br/carreira/2023/12/fernanda-abilel-qual-o-tamanho-da-nossadesigualdade-salarial/. Acesso em: 23 dez. 2023. Adaptado.
INSTRUÇÃO: Leia o texto I para responder à questão.
TEXTO I
Minha cachorra não sabe o que fizemos com o planeta
Giovana Madalosso
Eu e a minha cachorra costumamos sair para o nosso passeio noturno. Eu sei de quais canteiros ela mais gosta, que plantas prefere cheirar, por qual portão do prédio prefere voltar. Ela também me conhece. Caramba! A gente sabe que possivelmente esquecerei o controle remoto, que teremos que voltar pra pegar, que nessa hora direi algum palavrão em voz alta e, em algum momento, darei uma olhada no celular.
Ontem foi uma dessas noites em que saímos juntas. Quente demais para o mês de junho, eu usando uma blusa fina quando deveria estar de casaco. O que me fez pensar na crise climática. Segundo a ONU, os próximos cinco anos serão os mais quentes já registrados, com 98% de chance de que as temperaturas globais atinjam níveis recordes – e não, isso não é só devido ao El Niño.
Enquanto penso nisso, minha cachorra cheira o mato que cresce entre os paralelepípedos ao nosso redor, retardando ao máximo a sua volta para o apartamento. Puxo suavemente a sua coleira. É hora de ir.
Caminhamos em direção ao portão pelo qual ela prefere passar. Apalpo os meus diversos bolsos em busca do controle remoto. Trocamos um olhar, quem sabe até um sorriso maroto, o meu em forma de dentes, o dela em forma de rabo que abana, marcando uma possível consciência mútua do quanto sou atrapalhada, do quanto sempre demoramos para sair e para entrar.
De repente, me ocorre que ela sabe muito mais do que imagino. Talvez até perceba que o planeta está mudando, que há algo de estranho no ar mais quente e poluído.
Finalmente encontro o controle e entramos pelo portão, costuradas pelos nossos passos e pela certeza de que, conscientes ou não das mudanças ambientais, seguiremos juntas, seguiremos todos juntos, dividindo o mesmo presente, o mesmo futuro e o mesmo espaço – este planeta chamado Terra, para o qual ainda não descobriram um substituto.
FOLHA DE S.PAULO, 25 jun. 2023 (adaptado).
“[...] nessa hora direi algum palavrão em voz alta e, em algum momento, darei uma olhada no celular.”
Sobre o período, as expressões citadas e a função sintática transcritos no trecho, analise as afirmativas a seguir.
I. “em algum momento” indica uma circunstância de finalidade.
II. O período é composto por subordinação e possui três orações.
III. O sujeito da primeira oração está subentendido na pessoa do verbo.
IV. “algum palavrão” é o objeto direto, pois não está regido de preposição.
Estão corretas as afirmativas
“Dizem que, em relação a um fato, há a minha versão, a sua versão e a verdade.”
Quanto ao sujeito da oração em destaque, pode-se dizer:
Texto CB1A1-III
Toda língua satisfaz à necessidade humana de comunicação. Embora muitas pessoas do mundo de hoje sejam tentadas a gastar mais tempo em mídias sociais do que talvez deveriam, é o impulso das trocas linguísticas que as está levando a essa situação. Não importa o quão ocupadas algumas pessoas estejam, é difícil não participarem de alguma conversa na tela à sua frente, para opinar sobre assuntos dos quais elas sabem pouco e se importam menos ainda. Seja por meio de conversas informais, da absorção de informações vindas da televisão, da discussão de jogos ou da leitura/escrita de romances, falar e escrever conecta os humanos, de modo ainda mais íntimo, em uma comunidade.
Daniel Everett. Linguagem: a história da maior invenção da humanidade. Tradução de Mauricio Resende. São Paulo: Editora Contexto, Belo Horizonte: Gutenberg, 2019, p. 12-13 (com adaptações).
Julgue o item a seguir, relativos a aspectos linguísticos do texto CB1A1-III.
As orações “o quão ocupadas algumas pessoas estejam” e
“não participarem de alguma conversa na tela à sua frente”,
no terceiro período, são ambas orações que exercem a função
de sujeito.


I. O verbo “tem” concorda com o sujeito “a neve”.
II. O núcleo do sujeito selecionado pela locução verbal “tem reduzido” é “temperatutas”.
III. O núcleo do sujeito selecionado pelo verbo derreter é “neve”.
IV. O sujeito selecionado pelo verbo “derreter” é “alto das montanhas”.
V. O sujeito selecionado pela locução verbal “tem reduzido” é “a alta das temperaturas”.
Está correto o que se afirma apenas em
I. Pizza e lasanha são minhas comidas preferidas. II. Alex foi ao cinema ontem. III. Reclamam sobre tudo.
Em relação aos aspectos linguísticos do texto apresentado anteriormente, julgue o próximo item.
O sujeito da oração apresentada no primeiro período do texto
é “a atenção das autoridades de gestão territorial”.
Marque a alternativa correta que identifica o sujeito da frase abaixo
“Dengoso, põe mais queijo na lasanha.”
I-Saíram às pressas sem nos dizer nada.( Sujeito oculto- predicado nominal) II-Chegamos cedo.(Sujeito desinencial- predicado verbal) III- Carmem não se pronunciou em nada na reunião do conselho. (Sujeito simples- predicado verbal) IV-Choveu bastante hoje. (Sujeito inexistente-predicado verbo-nominal) V-O governo e a igreja têm opiniões divergentes quanto à legalização do aborto. (Sujeito composto-predicado verbal)
Estão corretas as afirmativas:
“A frente fria chegou com tudo e, diante do clima em baixas temperaturas, é necessária uma atenção maior com as famílias carentes.”
O sujeito da primeira oração desse período é:
I. Em: “Atualmente, o município tem como atividades econômicas principais o comércio, a prestação de serviços, a agricultura familiar e a agropecuária”, o artigo “a” está substantivando o termo “prestação”, em um processo de derivação imprópria.
II. Em: “Portanto, esses escritores procuraram destacar a presença indígena no passado local como um elemento singular da história palmeirense”, os termos destacados, “singular” e “da história palmeirense”, têm a função de adjetivar o termo “elemento”.
Marque a alternativa correta: