Questões de Concurso Comentadas sobre termos essenciais da oração: sujeito e predicado em português

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Q1251973 Português

Texto para o item.

Internet: <www.paho.org> (com adaptações).

No que se refere ao texto e a seus aspectos linguísticos, julgue o item.


Na oração “há poucas opções promissoras de pesquisa em etapa de desenvolvimento para uso clínico” (linhas 9 e 10), o sujeito está posposto ao verbo.

Alternativas
Q1250596 Português
O predicado da frase “Joaquim fez os trabalhos apreensivo.”, é corretamente classificado como:
Alternativas
Q1247934 Português

Leia o texto para responder a questão.


   A advogada que deixou a carreira para virar professora e emocionou as redes ao ganhar chá de bebê dos alunos Por Vinícius Lemos


    Na tarde do dia 27 de novembro, a professora Natália Garcia Leão, de 33 anos, encontrou os alunos da sua turma reunidos em uma sala. Grávida de cinco meses, ela se emocionou ao descobrir que as crianças haviam preparado um chá de bebê em sua homenagem.

    Para a docente, a surpresa representou a certeza de que fez a coisa certa ao trocar a advocacia pelas salas de aula do ensino fundamental.

    A carreira como advogada estava consolidada quando ela percebeu que precisava repensar o futuro. "Eu não era uma pessoa feliz e isso me deixava angustiada. Sempre ia trabalhar desmotivada", diz.

    Aos 28 anos, ela visitou a escola particular onde estudou do maternal ao ensino médio, em Rondonópolis, Mato Grosso - cidade em que nasceu e onde mora até hoje - e se redescobriu. "Quando entrei no setor da educação infantil, as crianças estavam sentadas em círculos. Fiquei olhando para elas e pensei: 'quero muito trabalhar aqui'", relata à BBC News Brasil.

    Meses depois, ela ingressou no curso de pedagogia. Hoje, formada e trabalhando na escola, está realizada. "Parece que tirei um peso das costas depois que descobri que o Direito não era para mim. Agora me vejo como professora de ensino fundamental", declara.

    Para completar a felicidade, descobriu, em meados deste ano, que está grávida do primeiro filho. O chá de bebê surpresa, no fim do mês passado, é considerado pela professora como um dos momentos mais importantes que viveu durante o ainda curto período na nova carreira. "Foi uma emoção sem tamanho", comenta.

    De advogada a professora

   No fim do ensino médio, Natália decidiu cursar Direito. "Nunca foi o meu sonho, mas era um dos poucos cursos que havia em Rondonópolis e não queria ir para outra cidade", explica.

    Na metade do curso, descobriu que não gostava da área. "Mas concluí a faculdade, porque era particular e meu pai já havia investido dinheiro", conta. Logo que concluiu Direito, aos 22 anos, fez exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). "Não acreditava que fosse passar. Mas fui aprovada. Então, não tive outra opção e segui na área."

    Quando tinha pouco mais de cinco anos como advogada, Natália se sentiu ainda mais desmotivada e buscou alternativas para a carreira. A docente voltou a estudar para se preparar para concursos. "Foi o período mais longo da minha vida, porque não queria fazer aquilo, mas não tinha outra opção", revela.

    Certa vez, quando Natália ainda se dedicava aos concursos, uma prima dela, que passou a infância em Rondonópolis e havia se mudado para Uberlândia (MG), foi visitar a família na cidade mato-grossense. A parente quis ir ao lugar em que elas estudaram na infância e Natália a acompanhou. "Fiquei feliz em poder visitar a escola. Sempre guardei muitas boas lembranças de lá", comenta Natália.

    Para a advogada, o momento mais especial da visita à escola foi ver as crianças reunidas. "Senti uma energia diferente. Sempre gostei muito de crianças, mas não tinha noção de que gostava tanto assim."

    Em seguida, Natália conversou com a diretora da unidade de ensino. "Disse a ela que me deu muita vontade de trabalhar na escola. Ela estranhou, porque sabia que eu era advogada, mas me aconselhou a cursar Pedagogia para trabalhar ali." Dias depois, ela fez vestibular para uma universidade particular de Rondonópolis e no semestre seguinte começou o curso.

    A carreira como docente

    No início do curso, Natália, na época com 28 anos, temia não se adaptar. "Foi muito assustador, porque foi uma mudança radical", comenta. Mesmo com a insegurança, ela relata que tinha a certeza de que estava em um bom caminho. "Estava certa de que valeria a pena."

    Nos primeiros meses da faculdade, começou a ser chamada para trabalhar como auxiliar de professora na escola em que estudou quando era mais nova.

    "Quando alguma auxiliar faltava, me ligavam para ser a substituta. Sempre que me chamavam, eu ia muito feliz para trabalhar com as crianças. Fiquei encantada, porque era algo completamente diferente pra mim", diz.

    Cerca de um ano depois de ingressar na universidade, Natália foi contratada como auxiliar na escola em que estudou. No início deste ano, após concluir o curso de Pedagogia em 2017, a unidade de ensino contratou Natália como professora.

    Ela tornou-se responsável pela turma do segundo ano do ensino fundamental. Os 22 alunos têm entre sete e oito anos.

    O chá de bebê

    A professora comenta que teve uma boa relação com a turma desde o primeiro dia de aula. Em razão disso, pouco depois de descobrir a primeira gestação, contou aos estudantes sobre o fato. "Depois, sempre levava os ultrassons para que eles pudessem ver", diz.

    Casada há três anos, Natália e o marido queriam ter filhos desde o início do relacionamento. Ela não engravidou antes porque queria concluir o curso de Pedagogia. "Neste ano, começamos a planejar certinho. Está sendo muito desafiador. É um amor muito diferente."

    Segundo a professora, as crianças passaram a ser mais cuidadosas com ela depois que souberam da gestação. "Eles não me deixavam abaixar. Se caía algo no chão, eles mesmos pegavam. Além disso, pararam de levar doces para mim e começaram a levar somente frutas, porque falavam que eu só poderia comer coisas saudáveis."

    Para homenagear a docente, em um dos últimos dias de aula, as mães das crianças se uniram, por meio de um grupo de WhatsApp, e organizaram um chá de bebê surpresa. Uma das responsáveis por organizar a homenagem, a zootecnista Mirelli Forgiarini, mãe de um dos alunos, comenta que o evento foi organizado com ajuda da escola.

    "Os alunos sempre levam lanches individuais para comer no recreio e pedem para que os professores guardem. Nesse dia, para disfarçarmos, dissemos para a Natália que eles levariam salgadinhos, como se fosse um lanche coletivo de despedida, e por isso as coisas ficariam guardadas na secretaria", comenta Mirelli.

    A professora conta que não desconfiava da festa surpresa dos alunos. "Quando soube do lanche coletivo, já estava a caminho da escola e fiquei preocupada, porque não havia me organizado para levar nada", comenta Natália.

    No intervalo da aula, a coordenadora da escola chamou a professora e os alunos. Ao chegar à sala onde havia sido preparada a surpresa, a professora não conteve a emoção. "Comecei a chorar quando vi que era um chá de bebê. Me emocionei ainda mais quando as crianças colocaram as mãos em direção à minha barriga e começaram a fazer uma oração."

    Em seguida, os pequenos deram os presentes para Natália. Eles também entregaram desenhos em homenagem a ela e ao filho. As mães dos alunos acompanharam a comemoração por meio do WhatsApp. "A coordenadora nos enviou as fotos de tudo o que estava acontecendo", conta Mirelli.

    A homenagem para a professora foi um dos últimos eventos do ano letivo da turma. Em 2019, Natália não deve continuar como professora fixa de nenhuma turma, em razão da licença-maternidade, que deverá começar em março.

    Mesmo não sendo mais a professora dos alunos que a homenagearam, ela pretende continuar com a relação de proximidade com os pequenos. "Irei encontrá-los sempre, porque estaremos na mesma escola. Eles me fizeram prometer que vou levar meu filho para que possam conhecer. Queriam que eu o levasse no dia do nascimento, mas expliquei que não poderá ser tão rápido assim."

    Para Natália, a surpresa das crianças trouxe a certeza de que estava certa ao mudar de carreira. Ela mantém a inscrição na OAB, "por pura precaução", como define, mas não quer voltar a advogar. "Não me vejo mais como advogada. Nunca foi a minha área. Tanto é que não consigo mais usar ternos, nem roupas sociais."

    Como professora, a remuneração é menor. O fato, porém, não a desestimula. "Eu ganhava mais, mas era infeliz. Para o meu futuro, me vejo continuando como professora de crianças. Estou muito feliz assim. Há dificuldades, como a falta de valorização da nossa profissão, mas nada disso me faz querer desistir."

Disponível em https://www.bbc.com/portuguese/salasocial-46595161

  

Analise: “A homenagem para a professora foi um dos últimos eventos do ano letivo da turma.” E assinale a alternativa que apresenta o núcleo do sujeito.
Alternativas
Q1247898 Português

Leia o texto para responder a questão.


#Trashtag Challenge: o desafio online que está levando

internautas a recolherem lixo em locais públicos

  

    Não é sempre que uma hashtag viraliza para além das redes sociais.

    Mas um desafio online que estimula participantes a recolher lixo de locais públicos tem levado dezenas de milhares de pessoas a fazer exatamente isso.

    No chamado "Trashtag Challenge" - algo como hashtag "Desafio do Lixo", em português - os participantes escolhem um lugar poluído, limpam esse local e postam fotos mostrando o antes e o depois.

    A iniciativa tem ajudado a mudar o cenário em praias, parques e estradas e também a conscientizar sobre a quantidade de lixo plástico que produzimos.

    Como surgiu o Trashtag Challenge

    O Trashtag Challenge não é um desafio novo. Foi criado em 2015 pela fabricante de produtos de camping UCO Gear, como parte de uma campanha para proteger áreas silvestres.

    Mas foi com um post publicado na semana passada no Facebook, voltado a "adolescentes entediados", que aparentemente a ideia ganhou novo fôlego e a hashtag acabou viralizando.

    "Aqui está um novo #desafio para vocês, adolescentes entediados. Tire uma foto de uma área que precise de alguma limpeza ou manutenção, depois tire uma foto mostrando o que fez em relação a isso e poste a imagem. Aqui estão as pessoas fazendo isso #BasuraChallenge #trashtag Challenge, junte-se à causa. #BasuraChallengeAZ", diz a postagem.

    Nas redes sociais, imagens de ações realizadas por participantes começaram então a se espalhar.

    "Eu não tenho foto de antes e depois, mas aqui estão imagens com a minha família apanhando lixo na marginal da rodovia, sempre que paramos para descansar", postou uma usuária do Twitter, da Argélia, com a hashtag do desafio.

    Na Índia, outros usuários usaram o Instagram para mostrar que também estão participando. Mais de 25 mil postagens apareceram na rede social com a hashtag #trashtag - variações incluíam #trashtagchallenge e #trashchallenge.

    Em espanhol, ela foi traduzida como #BasuraChallenge.

    "Aqui estamos.. Com uma pequena contribuição para o meio ambiente... Nós tentamos recolher parte do plástico que a população local jogou em Laldhori, Junagadh, uma das áreas mais bonitas de Girnar (na Índia)", disse um dos que aderiram.

    "É nosso humilde dever manter o MEIO AMBIENTE LIMPO E VERDE e LIVRE do lixo de PLÁSTICO e de outros tipos de LIXO, para que a próxima geração possa desfrutar da beleza original de GIRNAR".

    Este outro grupo em Novosibirsk, na Rússia, disse ter enchido 223 sacolas com lixo, das quais 75% seriam enviadas para reciclagem.

    Usuários no Brasil também comentaram o assunto, elogiando o desafio como "um que realmente vale à pena".

    Há quem tenha aderido à iniciativa, como esta internauta de Curitiba: “O que que o Brasil tá esperando pra se juntar ao desafio da #trashtag? Vamo galera!!”

   E este outro do México, que partiu para a ação: "Hoje completamos o primeiro dia em que nos propusemos a limpar um terreno baldio bem grande, em que colônias vizinhas se acostumaram a jogar lixo e entulho. Anexo o pequeno primeiro avanço. Aceita-se ajuda para os próximos dias de limpeza. #basurachallenge", postou ele.

    E quais serão os rumos dessa história?

    "Tirar o plástico do meio ambiente é importante", disse Mark Butler, diretor de políticas do Centro Canadense de Ação Ecológica (EAC, da sigla em inglês), ao jornal Star de Halifax.

    "Mas nós precisamos fazer mais do que apenas ir atrás de quem está jogando esse lixo e mais do que limpar essas áreas. Nós precisamos fechar a torneira do plástico", disse ele, se referindo à produção desse tipo de resíduo e acrescentando que espera que a campanha leve a mudanças fundamentais sobre plásticos descartáveis, por exemplo.

"Existe a hierarquia dos resíduos, que é recusar, reduzir, reutilizar, reciclar. Se nós não fizermos isso, tudo o que vai nos restar é ficar recolhendo o lixo sem parar."

Disponível em https://www.bbc.com/portuguese/salasocial-47540113

Analise: “Tirar o plástico do meio ambiente é importante” e assinale a alternativa que apresenta o tipo de sujeito presente nesta oração.
Alternativas
Q1247447 Português
Atenção: Para responder a questão, considere o texto abaixo.

    A comunicação pode ser entendida como o compartilhamento de um significado entre dois ou mais indivíduos e, na maioria dos casos, não ocorre espontaneamente, sem qualquer objetivo. Ela é iniciada por alguém que visa alcançar um determinado resultado.
    No processo de comunicação intercultural, ao comunicador compete conhecer tanto a sua cultura quanto a cultura de seu receptor. Do ponto de vista teórico, tais recomendações não se distanciam muito do esquema elementar desenvolvido pelo professor Wilbur Schramm, nos primórdios dos estudos da comunicação. Ao transmissor competia codificar uma ideia e gerar um sinal − ou mensagem − através de um meio, de modo que o receptor pudesse decodificá-lo e absorver o seu significado. Esse processo desenrolava-se sobre um cenário, ou contexto, e dizia-se que cabia ao transmissor dimensionar a mensagem no nível de percepção e entendimento do receptor.
     São comuns, entretanto, as situações em que, em lugar de assumir esperadas posições de competência na comunicação intercultural, vemos transmissores emitindo mensagens que não são compreendidas pelos seus receptores, impossibilitando-os de produzir significados próprios e transformando-os em meros repetidores do que ouvem − numa clara relação de dominação. Os exemplos seriam muitos; para lembrar apenas um, no campo da comunicação empresarial, podemos mencionar o grande número de empresas internacionais que utiliza, no Brasil, slogans ou lemas publicitários em inglês − sem tradução − a despeito do fato de que não mais do que dez por cento da população seja fluente nesse idioma.

(Adaptado de: PENTEADO, José Roberto Whitaker. “A comunicação intercultural: nem Eco nem Narciso”. In: SANTOS, Juana Elbein dos
(org.). Criatividade: Âmago das diversidades culturais − A estética do sagrado. Salvador, Sociedade de Estudo das Culturas e da Cultura
Negra no Brasil, 2010, p. 204-205) 
A análise correta de um trecho do texto está em:
Alternativas
Q1246231 Português
Leia o texto para responder a questão.

Por que a Ásia e Europa são continentes diferentes se ficam na mesma massa de terra?
Pedro Gomes, via Instagram

    Porque essa divisão é muito mais cultural do que geográfica: a fronteira entre Ásia e Europa corresponde, grosso modo, à fronteira entre Ocidente e Oriente. Por volta de 500 a.C., geógrafos gregos pioneiros como Anaximandro e Hecateu de Mileto já desenhavam uma mapa-múndi em forma de pizza, com três fatias de terra de tamanho parecido: Ásia, Europa e Líbia – o norte da África. Nessa concepção, os mares Egeu, Negro e Cáspio eram a fronteira entre Ásia e Europa. Afinal, o mundo grego girava em torno do mediterrâneo. E ali há corpos d’água separando claramente o Leste do Oeste. Essa distinção grega pegou. E ficou. Uma das explicações para os nomes Europa e Ásia, diga-se, é que eles derivam das palavras que indicavam “Leste” e “Oeste” em acádio (falado na região onde hoje fica a Turquia) – asu e erebu.
Disponível em Revista Superinteressante – Edição 398 – Janeiro 2019 - Sessão Oráculo. Editora Abril.
Assinale a alternativa que apresenta um sujeito composto.
Alternativas
Q1242809 Português
Desafios no caminho de uma escola para todos

    Escolhi o termo desafio como parte do título porque seu significado etimológico indica bem o que quero comentar. Ele vem do latim disfidare ou renunciar à própria fé (dis = afastamento e fides = fé). Na prática, significa aceitar concorrer novamente, mesmo imaginando-se vencedor. Isso acontece, por exemplo, quando se promulgam leis, aceitando-se os obstáculos de sua aplicação. Penso ser esse o caso ao assumirmos que a escola é para todos, quando historicamente ela se destinava à elite de alunos que aprendia e se comportava conforme suas exigências, isto é, quando era para poucos. As políticas públicas, mesmo se pretensamente resolveram o acesso à Educação, não sanaram duas questões primordiais: a aprendizagem e a convivência. Faço uma reflexão sobre alguns desafios para que a escola de hoje cumpra esses propósitos.
    Um dos maiores parece ser o de adaptar o currículo do Ensino Fundamental para período integral. Essa mudança supõe rever a quantidade de conteúdos a aprender, criar contraturnos, usar tutorias, diminuir a relação entre o número de alunos e o professor, investir nas séries iniciais, melhorar as condições de trabalho docente. Essas são apenas algumas estratégias entre tantas experimentadas no enfrentamento de um grande problema: a defasagem idade-série.
    Ao abrir-se para os “mais fracos”, quando antes era privilégio dos “mais fortes”, a escola deve compartilhar com a família a complexidade da Educação das crianças e dos jovens. Compartilhar significa cooperar fazendo a parte que lhe cabe, sabendo que as outras partes sempre serão da família e de outros agentes sociais ou culturais.
    Em uma sociedade orientada por descobertas científicas, reconhecer a importância da tecnologia se torna uma necessidade básica. Mas para não virar refém, as questões o quê, quanto, quando, como e por quê?, relacionadas ao uso de tablet, celular ou computador na sala de aula, são essenciais. Sem negar aos estudantes o uso de seu produto mais complexo e querido, não se pode esquecer que eles precisam do contato direto com a experiência por meio de um professor, suas transmissões, as tarefas propostas por ele e seus modos de ser e de agir.
    Observo que os jovens precisam também ser preparados para uma sociedade global, mas, igualmente, para uma vida cada vez mais individual, isto é, gerida por escolhas, valores e responsabilidades assumidas por cada um, ainda que seus efeitos possam alcançar a todos e ao planeta. Penso que a escola ainda não aprendeu a ensinar seus alunos a serem-si-mesmos!
    Que ela revise seus hábitos – deixe de ser lugar de homogeneidade e competição, transformando-se em uma escola da diversidade e da cooperação. Que reconheça que as diferenças permitem a abertura para uma pluralidade de valores, costumes, formas de aprendizagem e desenvolvimento. Antes, Educação correspondia ao que o educador transmitia aos educandos (educação = educador). Hoje, trata-se de aprender, o que se aplica tanto a alunos quanto a professores.
    É difícil mudar o olhar, comprometendo-se a trabalhar o melhor de cada aluno, professor e gestor dentro de suas possibilidades e necessidades. Para isso, temos de assumir que todos estão na escola – só falta aprenderem; e todos estão juntos – só falta saberem conviver.
(Lino de Macedo. Revista Nova Escola. Fevereiro de 2016. 
Com adaptações.)
Levando em consideração que o ser de quem se informa algo denomina-se sujeito, assinale a afirmativa transcrita do texto que evidencia sujeito simples.
Alternativas
Q1242556 Português

Resiliência na escola traz desafios (mas também muitas possibilidades)

Ana Carolina C D'Agostini

07 de Fevereiro de 2019


    Segundo definição da Sociedade Norte-Americana de Psicologia, a resiliência é definida como a capacidade psicológica de se adaptar às circunstâncias estressantes e se recuperar de eventos adversos. Na Física, resiliência é compreendida como a propriedade de um corpo de recuperar a sua forma original, após sofrer algum choque ou deformação. A palavra deriva do latim resilio, que significa saltar para trás, reduzir-se e afastar-se.

    Os primeiros estudos sobre resiliência foram conduzidos há mais de 40 anos e enfatizaram a influência da genética nesse traço de personalidade, alegando que o indivíduo nasceria com ou sem essa característica. Embora o papel da genética deva ser considerado, pesquisas mais recentes indicam que a resiliência – em crianças e adultos – pode ser aprendida, e a escola é um espaço privilegiado para isso. Atualmente, defende-se que a resiliência resulta de uma conjunção de fatores genéticos, pessoais e ambientais. Norman Garmezy, norte-americano pioneiro na pesquisa sobre resiliência e desenvolvimento cerebral, defendeu que a resiliência em crianças que vivem em contexto de vulnerabilidade e adversidade ocorre de maneira mais próspera quando elas podem contar com um adulto com quem mantenham uma relação de proximidade e confiança. Além disso, em um estudo sobre o desenvolvimento da resiliência desde a infância até a adolescência conduzido por mais de dez anos em uma comunidade urbana, pesquisadores concluíram que os fatores que mais influenciam o quanto um indivíduo se torna resiliente são, principalmente, a existência de relacionamentos positivos, o desafio intelectual e o bom desempenho acadêmico. Esses resultados reforçam a importância de se concentrar nos processos que promovem e facilitam a resiliência e iluminam o papel dos educadores como potenciais adultos de referência nesse processo. 

    Viktor Frankl, autor do livro Em busca de sentido, narra a sua experiência como sobrevivente de um campo de concentração. Para ele, o principal elemento que permite a um ser humano buscar significado é eleger um propósito e criar metas concretas para si mesmo que vão além do sofrimento momentâneo. Ao construir uma ponte para o futuro, o indivíduo pode encontrar a direção para um cenário que lhe pareça possível e aliviar a sensação de que o presente é tão avassalador que não pode ser administrado. Ainda que ser criativo diante das adversidades possa ser muito desafiador, é importante construir o hábito de ser inventivo, fazer uso dos recursos disponíveis de formas inexploradas e visualizar possibilidades que muitas vezes não estão claras no início.

    Há uma ideia geral de que é responsabilidade de cada um administrar as próprias emoções. Considerando que a escola é um espaço propício para o aprendizado, troca entre pares e desenvolvimento pessoal, seria interessante que diretores, coordenadores pedagógicos e outros gestores incentivassem os professores a desenvolver a resiliência como uma das habilidades socioemocionais. Isso pode ser feito priorizando essa habilidade como parte do treinamento de professores e explorando seu desenvolvimento em reuniões pedagógicas. Se os professores precisam se adaptar às mudanças trazidas pelo advento da tecnologia e se manter emocionalmente equilibrados para lidar com os desafios da profissão, a base desse processo deve se fundamentar nos aspectos emocionais e de bem-estar dentro do ambiente profissional.

Disponível em:<https//novaescola.org.br/conteudo/15537/resiliencia-na-escola-traz-desafios-mas-tambem-muitas-possibilidades> . Acesso em: 25 fev. 2019.

Informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir e assinale a alternativa com a sequência correta.


( ) Em “Os primeiros estudos sobre resiliência foram conduzidos há mais de 40 anos”, ao substituir o verbo ‘há’ por ‘fazem’, seria mantida a correção do período.

( ) Em “[...] a resiliência em crianças [...] ocorre de maneira mais próspera quando elas podem contar com um adulto com quem mantenham uma relação de proximidade.”, a preposição em destaque poderia ser retirada da oração, pois já foi utilizada após a locução “podem contar”.

( ) Em “Esses resultados reforçam a importância de se concentrar nos processos que promovem e facilitam a resiliência [...]”, o verbo “concentrar” está no singular para indicar a indeterminação do sujeito, abrangendo o seu sentido, ao não explicitar e especificar o sujeito dessa ação verbal.

Alternativas
Q1241884 Português
Quando não há indeterminação do sujeito, em qual dos casos abaixo, foi feito o emprego CORRETO do pronome se para formação do tempo verbal presente do indicativo, ao invés de voz passiva sintética?
Alternativas
Q1241026 Português
Leia o texto para responder as questões.

PSG aceita liberar Neymar por dinheiro mais dois jogadores do Barcelona, mas pede no mínimo €100 mi De acordo com "L'Équipe", condição foi discutida na reunião de terça-feira, em Paris, mas ainda não houve acordo porque clube catalão não possui essa quantia nos cofres

    Na reunião (sem acordo) entre representantes de Barcelona e Paris Saint-Germain que se deu na última terçafeira, em Paris, o clube francês informou que aceitaria liberar Neymar por no mínimo €100 milhões (R$ 452 milhões) mais dois jogadores do Barça. As informações são do jornal "L'Équipe".
    De acordo com o diário francês, o PSG pede essa quantia mínima para poder fechar uma contratação de peso ainda nessa janela - Donnarumma, do Milan, e Dybala, do Juventus, são dois alvos, por exemplo. No entanto, não houve acordo no encontro, porque o Barça, apertado, principalmente após as contratações de Griezmann (€120 milhões) e De Jong (€75 milhões a princípio), não tem esse dinheiro.
    Além disso, o Paris Saint-Germain impôs a condição de escolher a dedo os jogadores que seriam incluídos na negociação. Agradam ao diretor Leonardo nomes como o de Philippe Coutinho, de 27 anos, de Nelso Semedo, 25, e de Dembélé, 22. Por outro lado, o volante croata Rakitic, bastante especulado nessa troca, estaria descartado porque o clube contratou dois meio-campistas nessa janela: Idrissa Gueye (ex-Everton) e Ander Herrera (ex-Manchester United).
    É por isso que a negociação entre Paris Saint-Germain e Barcelona segue emperrada.
    Enquanto isso, Neymar treina sozinho no Paris SaintGermain, como aconteceu nesta última quarta-feira. O craque brasileiro não jogou as partidas oficiais da equipe: vitória por 2 a 1 sobre o Rennes na decisão da Supercopa da França, e vitória por 3 a 0 sobre o Nimes na abertura do Campeonato Francês.

Disponível em https://globoesporte.globo.com/futebol/futebol-internacional/futebolfrances/noticia/psg-aceita-liberar-neymar-por-dinheiro-dois-jogadores-do-barcelona-maspede-no-minimo-euro100-mi.ghtml 
Analise: “o Barça, apertado, principalmente após as contratações de Griezmann (€120 milhões) e De Jong (€75 milhões a princípio), não tem esse dinheiro.” E assinale o núcleo do sujeito dessa oração.
Alternativas
Q1240007 Português
A cidade caminhava devagar
Henrique Fendrich

    Então você que é o Henrique? Ah, mas é uma criança ainda. Meu filho fala muito de você, ele lê o que você escreve. Mas sente-se! Você gosta de ouvir sobre essas coisas de antigamente, não é? Caso raro, menino. A gente já não tem mais com quem falar, a não ser com os outros velhos. Só que os velhos vão morrendo, e com eles vão morrendo as histórias que eles tinham para contar. Olha, do meu tempo já são poucos por aqui. Da minha família mesmo, eu sou o último, não tenho mais irmão, cunhado, nada. Só na semana passada eu fui a dois enterros. Um foi o do velho Bubi. Esse você não deve ter conhecido. Era alfaiate, foi casado com uma prima minha. E a gente vai a esses enterros e fica pensando que dali a pouco pode ser a nossa vez. Mas faz parte, não é? É assim que a vida funciona e a gente só pode aceitar. 
    Agora, muita coisa mudou também. A cidade já é outra, nem se compara com a da minha época. As coisas caminhavam mais devagar naquele tempo. Hoje é essa correria toda, ninguém mais consegue sossegar. Mudou muita coisa, muitos costumes que a gente tinha foram ficando para trás. Olha, é preciso que se diga também que havia mais respeito. Eu vejo pelos meus próprios netos, quanta diferença no jeito que eles tratam os pais deles! Se deixar, são eles que governam a casa. Consegue ver aquele quadro ali na parede? Papai e mamãe… Eu ainda tinha que pedir bênção a eles. A gente fazia as refeições juntos todos os dias, e sempre no mesmo horário. Hoje é cada um para um lado, uma coisa estranha, sabe? Parece que as coisas mudam e a gente não se adapta. E vai a gente tentar falar algo… Ninguém ouve, olham para você como se tivessem muita pena da sua velhice.
    Aqui para cima tem um colégio. Cinco horas da tarde, eles saem em bando. A gente até evita estar na rua nesse horário. Por que você pensa que eles se preocupam com a gente? Só falta eles nos derrubarem, de tão rápido que eles andam. As calçadas são estreitas e, se a gente encontrar uma turma caminhando na nossa direção, quem você acha que precisa descer, eles ou nós, os velhos? É a gente… Nem parece que um dia eles também vão ficar velhos como a gente. A verdade é que as pessoas estão se afastando, não estão se importando mais umas com as outras. Nem os vizinhos a gente conhece mais. Faz mais de um mês que chegou vizinho novo na casa que era do Seu Erico e até agora a gente não sabe quem é que foi morar lá. A Isolda veio com umas histórias de a gente ir lá fazer amizade, mas eu falei para ela que essa gente vive em outro mundo, outros valores, e é capaz até de pensarem mal da gente se a gente for lá.
    Mas você deve achar que eu só sei reclamar, não é? Tem coisa boa também, claro que tem. Hoje as pessoas já não sofrem como na nossa época. Ali faltava tudo, a gente não tinha nem igreja para ir no domingo, imagine só. O padre aparecia uma vez a cada dois meses e olhe lá. E viajar para o centro? Só de carroça, e não tinha asfalto, não tinha nada. Se chovia, a estrada virava um lamaçal e a gente tinha que voltar. Isso mudou, hoje está melhor. Hoje tem todas essas tecnologias aí, é mais fácil tratar doença também. Olha, se eu vivesse no tempo do meu pai, acho que não teria chegado tão longe assim, porque ali não tinha os remédios que eles precisavam, né? Só que também tem essa questão da segurança, que hoje a gente não tem quase nenhuma. A gente tem até medo que alguém entre aqui em casa. São dois velhos, o que a gente vai poder fazer contra o ladrão?
    Mas vamos sentar e tomar um café, a Isolda já preparou. Tem cuque, lá da festa da igreja. Se você viesse ontem, teria encontrado meu filho, ele quem trouxe. Depois quero te mostrar o álbum de fotos do papai. Está meio gasto, as fotos estão amarelas… Mas é normal, né? São coisas de outro tempo. Do tempo em que a cidade caminhava mais devagar.

Adaptado de: <http://www.aescotilha.com.br/cronicas/henrique-fendrich/a-cidade-caminhava-devagar>  . Acesso em: 28 jun. 2019.

Em “Olha, é preciso que se diga também que havia mais respeito.”, o verbo haver
Alternativas
Ano: 2019 Banca: CONSULPLAN Órgão: Prefeitura de Pitangueiras - SP
Q1237775 Português
Todo filho é pai da morte de seu pai    Há uma quebra na história familiar onde as idades se acumulam e se sobrepõem e a ordem natural não tem sentido: é quando o filho se torna pai de seu pai. É quando o pai envelhece e começa a trotear como se estivesse dentro de uma névoa. Lento, devagar, impreciso. É quando aquele pai que segurava com força nossa mão já não tem como se levantar sozinho.  É quando aquele pai, outrora firme e intransponível, enfraquece de vez e demora o dobro da respiração para sair de seu lugar. É quando aquele pai, que antigamente mandava e ordenava, hoje só suspira, só geme, só procura onde é a porta e onde é a janela – tudo é corredor, tudo é longe.
É quando aquele pai, antes disposto e trabalhador, fracassa ao tirar sua própria roupa e não lembrará de seus remédios. 
E nós, como filhos, não faremos outra coisa senão trocar de papel e aceitar que somos responsáveis por aquela vida. Aquela vida que nos gerou depende de nossa vida para morrer em paz.
Todo filho é pai da morte de seu pai. 
Ou, quem sabe, a velhice do pai e da mãe seja curiosamente nossa última gravidez. Nosso último ensinamento. Fase para devolver os cuidados que nos foram confiados ao longo de décadas, de retribuir o amor com a amizade da escolta.
E assim como mudamos a casa para atender nossos bebês, tapando tomadas e colocando cercadinhos, vamos alterar a rotina dos móveis para criar os nossos pais. 
Uma das primeiras transformações acontece no banheiro. 
Seremos pais de nossos pais na hora de pôr uma barra no box do chuveiro. A barra é emblemática.  A barra é simbólica. A barra é inaugurar um cotovelo das águas.  Porque o chuveiro, simples e refrescante, agora é um temporal para os pés idosos de nossos protetores. Não podemos abandoná-los em nenhum momento, inventaremos nossos braços nas paredes.  A casa de quem cuida dos pais tem braços dos filhos pelas paredes. Nossos braços estarão espalhados, sob a forma de corrimões.  Pois envelhecer é andar de mãos dadas com os objetos, envelhecer é subir escada mesmo sem degraus. 
Seremos estranhos em nossa residência. Observaremos cada detalhe com pavor e desconhecimento, com dúvida e preocupação. Seremos arquitetos, decoradores, engenheiros frustrados. Como não previmos que os pais adoecem e precisariam da gente? 
Nos arrependeremos dos sofás, das estátuas e do acesso caracol, nos arrependeremos de cada obstáculo e tapete. E feliz do filho que é pai de seu pai antes da morte, e triste do filho que aparece somente no enterro e não se despede um pouco por dia.  Meu amigo José Klein acompanhou o pai até seus derradeiros minutos.  No hospital, a enfermeira fazia a manobra da cama para a maca, buscando repor os lençóis, quando Zé gritou de sua cadeira:  — Deixa que eu ajudo.  Reuniu suas forças e pegou pela primeira vez seu pai no colo. 
Colocou o rosto de seu pai contra seu peito.  Ajeitou em seus ombros o pai consumido pelo câncer: pequeno, enrugado, frágil, tremendo.  Ficou segurando um bom tempo, um tempo equivalente à sua infância, um tempo equivalente à sua adolescência, um bom tempo, um tempo interminável.  Embalou o pai de um lado para o outro.  Aninhou o pai.  Acalmou o pai.  E apenas dizia, sussurrado:  — Estou aqui, estou aqui, pai!  O que um pai quer apenas ouvir no fim de sua vida é que seu filho está ali.  
(Autor desconhecido. Disponível em: http://www.contioutra.com/todo-filho-e-pai-da-morte-de-seu-pai/. Dezembro de 2016.) 

Considerando que sujeito é o termo da oração que funciona como suporte de uma afirmação feita pelo predicado, assinale a afirmativa transcrita do texto que evidencia sujeito elíptico. 
Alternativas
Ano: 2019 Banca: SEDUC-PA Órgão: Prefeitura de São Francisco - SE
Q1235116 Português
Analise as frases abaixo, e marque a sequência correta quanto a classificação dos predicados 
1. João é competente. 
2. Luísa comprou uma casa em São Francisco.  3. Saímos contentes. 
Alternativas
Ano: 2019 Banca: FURB Órgão: Prefeitura de Timbó - SC
Q1234615 Português
Uma ocorrência ________________ __________________ o Corpo de Bombeiros em Blumenau, na tarde dessa quinta-feira (28). Uma família levou um susto após um pitbull subir em um barranco próximo à casa, no bairro Itoupava Central, e ir parar dentro do forro do imóvel. [...] Disponível em: https://ndonline.com.br/noticias/pitbull-voador-assusta-familia-em-blumenau/. Acesso em: 29/mar/2019. [adaptado]
O trecho destacado em “Uma família levou um susto...” exerce a função de:
Alternativas
Ano: 2019 Banca: FURB Órgão: Prefeitura de Timbó - SC
Q1227169 Português
Estão _______________ a partir desta segunda-feira (20) as inscrições para o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja). A prova é gratuita e destinada a pessoas em busca de certificados de Ensino Fundamental e Ensino Médio que não tiveram a oportunidade de concluir a formação no tempo padrão. O exame será aplicado em 25 de agosto, em 610 cidades brasileiras. Em Santa Catarina, as provas ocorrem em 27 municípios. [...] O prazo para realizar a inscrição e solicitar atendimento especializado se encerra em 31 de maio. [...]        Disponível em: https://www.nsctotal.com.br/noticias/encceja-2019-inscricoes-comecam-nesta-segunda-feira Acesso em: 20/maio/2019.         O sujeito da oração “Em Santa Catarina, as provas ocorrem em 27 municípios.” é:
Alternativas
Q1220748 Português
Com a premissa de que todo o poder emana do povo prevista na Constituição Federal de 1988, a nação brasileira enquadra-se na categoria de Estado  Democrático de Direito. Suas principais características são soberania popular; da democracia representativa e participativa; um Estado Constitucional, ou seja, que possui uma constituição que emanou da vontade do povo; e um sistema de garantia dos direitos humanos.
Como o nome sugere, a principal ideia da categoria é a democracia. Esse conceito está explícito e explicado no primeiro artigo da Constituição  Federal de 1988. Está na Carta Magna: “Todo o poder emana do povo (isso significa que vivemos em uma República), que o exerce por meio de representantes eleitos (esses são os termos de uma democracia indireta, por meio das eleições de vereadores, prefeitos, governadores, deputados, senadores e presidentes) ou diretamente, nos termos desta Constituição (este trecho estabelece que, no Brasil, também funciona a democracia direta, em que o povo é o responsável direto pela tomada de decisões)”.
Conceitos
Para entender o conceito, é necessário compreender o que significa “democrático”, segundo o professor e mestre em direito constitucional Edgard  Leite. Ele explica que essa palavra por si só concentra todo o significado da expressão. É justamente por isso que um Estado de Direito é totalmente diferente do Estado Democrático de Direito.
“Resumidamente, no Estado Democrático de Direito, as leis são criadas pelo povo e para o povo,respeitando-se a dignidade da pessoa humana”, afirmou Leite.
Já o Estado de Direito é pautado por leis criadas e cumpridas pelo próprio Estado. Um exemplo,segundo o professor, é o Código Penal Brasileiro, um  decreto-lei de 1940.
“Isso ocorre em uma ditadura militar, por exemplo, quando o governante dispõe de instrumentos como o decreto-lei, por meio do qual ele governa ainda que sem a aprovação do Congresso Nacional.”
Origem do conceito
A ideia de democracia surgiu na Grécia antiga junto ao conceito de cidadão ativo. “Foi quando surgiu a democracia direta. O cidadão ativo ateniense era aquele que poderia exercer poderes políticos. Naquela época, eram apenas homens livres com posses, que se reuniam em praça pública e decidiam os rumos da cidade-estado”, explicou o especialista.
<http://www2.planalto.gov.br/mandatomicheltemer/acompanhe-planalto/noticias/2018/10/entenda-o-que-e-o-estado-democratico-de-direito> Acessado em: 13 de mar. de 2019 - com adaptações)
A respeito da estrutura morfossintática da primeira frase do texto: “Com a premissa de que todo o poder emana do povo prevista na Constituição Federal de 1988, a nação brasileira enquadra-se na categoria de Estado Democrático de Direito.”, é CORRETO afirmar somente que:
Alternativas
Q1219252 Português
Leia o texto para responder a questão.

O caso da menina morta por mãe e padrasto após fazer xixi na cama que chocou o México
Por Ana Gabriela Rojas da BBC News Mundo no México

Irritados porque foram acordados com o choro da menina de 4 anos, a mãe e o padrasto a espancaram até a morte.

O corpo de Lupita foi abandonado na avenida Bordo de Xochiaca, em Nezahualcóyotl, no México. Ela foi encontrada enrolada em um cobertor, vestida apenas com uma camiseta verde e meias vermelhas. O caso da menina de "meias vermelhas", como ficou conhecido na imprensa local, chocou o país em março de 2017.
Nesta semana, a mãe da criança, Yadira N., e o namorado dela, Pablo N., foram condenados a 88 anos de prisão por feminicídio. A sentença, de acordo com os jornais locais, diz que o casal "foi considerado culpado pela morte da menina de 4 anos", cujo corpo apresentava sinais de abuso, "várias lesões e não foi reivindicado por ninguém". O juiz também ordenou que a menina fosse registrada como Guadalupe Medina Pichardo, uma vez que aos 4 anos não tinha certidão de nascimento. Era chamada apenas de Lupita pela família. Além disso, seus três irmãos receberão bolsas de estudo para que possam continuar estudando.
O trabalho da ativista de direitos humanos Frida Guerrera foi essencial para desvendar o crime. Ao saber do ocorrido, ela se empenhou em identificar a vítima, que já havia sido sepultada, uma vez que o corpo não havia sido reivindicado por ninguém. Meses depois, o corpo de Lupita foi identificado por suas tias Marina e Luz María, informou o site mexicano Animal Político. Yadira e Pablo foram presos em 24 de dezembro de 2017.
De acordo com o Animal Político, nas primeiras declarações, ambos disseram que repreenderam a menina por fazer xixi na cama sem antes dizer a eles que precisava ir ao banheiro e porque continuava chorando, e teria sido Pablo quem a espancou até a morte. A Promotoria mexicana afirma ainda que ele estuprou a menina. 'Meias vermelhas', você representa as crianças mexicanas com quem ninguém se importa, nem seus próprios pais, tampouco o governo ou a sociedade, que seguem te usando para satisfazer seu instinto de poder e maldade", escreveu Frida Guerrera em seu blog após a sentença.
Marina Pichardo, uma das tias da menina por parte de mãe, também atuou para manter o caso aberto. "É uma sentença boa, mas não repara o que eles fizeram", diz Marina à BBC News Mundo, serviço em espanhol da BBC. "Fizeram justiça. Mas dói muito que minha irmã não tenha sabido defender a filha do parceiro, que era um homem muito violento", acrescenta. Ela conta que quando Lupita tinha 4 meses, sua mãe foi presa por roubo. Naquela época, Marina cuidou da sobrinha. Mas quando Yadira saiu da prisão, a garota voltou para a casa da mãe. "Eu disse que, se ela não conseguisse lidar com a menina, para deixá-la comigo e que ela poderia visitá-la. Mas ela me disse que iria mudar, que se comportaria direito, e a levou." Outras famílias também se ofereceram para cuidar da garota, mas ela não permitiu. "Ele merece essa condenação. Ela também por não dizer nada, por não nos pedir ajuda", avalia Marina.
O rosto e a voz de Lupita ficaram conhecidos em todo o país por causa de um vídeo gravado em dezembro de 2016, que foi divulgado após sua morte. Nas imagens, ela aparece chegando sozinha na casa de estranhos e diz a eles que não comeu.
Disponível em https://www.bbc.com/portuguese/internacional-49605368
Analise: “O trabalho da ativista de direitos humanos Frida Guerrera foi essencial para desvendar o crime.” Qual o núcleo do sujeito desta oração?
Alternativas
Q1219250 Português
Leia o texto para responder a questão.

O caso da menina morta por mãe e padrasto após fazer xixi na cama que chocou o México
Por Ana Gabriela Rojas da BBC News Mundo no México

Irritados porque foram acordados com o choro da menina de 4 anos, a mãe e o padrasto a espancaram até a morte.

O corpo de Lupita foi abandonado na avenida Bordo de Xochiaca, em Nezahualcóyotl, no México. Ela foi encontrada enrolada em um cobertor, vestida apenas com uma camiseta verde e meias vermelhas. O caso da menina de "meias vermelhas", como ficou conhecido na imprensa local, chocou o país em março de 2017.
Nesta semana, a mãe da criança, Yadira N., e o namorado dela, Pablo N., foram condenados a 88 anos de prisão por feminicídio. A sentença, de acordo com os jornais locais, diz que o casal "foi considerado culpado pela morte da menina de 4 anos", cujo corpo apresentava sinais de abuso, "várias lesões e não foi reivindicado por ninguém". O juiz também ordenou que a menina fosse registrada como Guadalupe Medina Pichardo, uma vez que aos 4 anos não tinha certidão de nascimento. Era chamada apenas de Lupita pela família. Além disso, seus três irmãos receberão bolsas de estudo para que possam continuar estudando.
O trabalho da ativista de direitos humanos Frida Guerrera foi essencial para desvendar o crime. Ao saber do ocorrido, ela se empenhou em identificar a vítima, que já havia sido sepultada, uma vez que o corpo não havia sido reivindicado por ninguém. Meses depois, o corpo de Lupita foi identificado por suas tias Marina e Luz María, informou o site mexicano Animal Político. Yadira e Pablo foram presos em 24 de dezembro de 2017.
De acordo com o Animal Político, nas primeiras declarações, ambos disseram que repreenderam a menina por fazer xixi na cama sem antes dizer a eles que precisava ir ao banheiro e porque continuava chorando, e teria sido Pablo quem a espancou até a morte. A Promotoria mexicana afirma ainda que ele estuprou a menina. 'Meias vermelhas', você representa as crianças mexicanas com quem ninguém se importa, nem seus próprios pais, tampouco o governo ou a sociedade, que seguem te usando para satisfazer seu instinto de poder e maldade", escreveu Frida Guerrera em seu blog após a sentença.
Marina Pichardo, uma das tias da menina por parte de mãe, também atuou para manter o caso aberto. "É uma sentença boa, mas não repara o que eles fizeram", diz Marina à BBC News Mundo, serviço em espanhol da BBC. "Fizeram justiça. Mas dói muito que minha irmã não tenha sabido defender a filha do parceiro, que era um homem muito violento", acrescenta. Ela conta que quando Lupita tinha 4 meses, sua mãe foi presa por roubo. Naquela época, Marina cuidou da sobrinha. Mas quando Yadira saiu da prisão, a garota voltou para a casa da mãe. "Eu disse que, se ela não conseguisse lidar com a menina, para deixá-la comigo e que ela poderia visitá-la. Mas ela me disse que iria mudar, que se comportaria direito, e a levou." Outras famílias também se ofereceram para cuidar da garota, mas ela não permitiu. "Ele merece essa condenação. Ela também por não dizer nada, por não nos pedir ajuda", avalia Marina.
O rosto e a voz de Lupita ficaram conhecidos em todo o país por causa de um vídeo gravado em dezembro de 2016, que foi divulgado após sua morte. Nas imagens, ela aparece chegando sozinha na casa de estranhos e diz a eles que não comeu.
Disponível em https://www.bbc.com/portuguese/internacional-49605368
Analise: “O rosto e a voz de Lupita ficaram conhecidos em todo o país por causa de um vídeo gravado em dezembro de 2016” e assinale qual o tipo de sujeito presente nesta oração.
Alternativas
Q1219218 Português
Leia o texto para responder a questão.

É bom saber antes de viajar para a Suíça
escrito por Fernanda

A Suíça é um dos países mais belos da Europa. É um país famoso por seus alpes, relógios, queijos, chocolates e belos lagos. Embora seja muito tranquilo e seguro viajar para a Suíça é bom saber algumas coisas para ter uma viagem tranquila e sem transtornos.
Idioma
A Suíça tem 4 idiomas oficiais: alemão (na verdade o franco-alemão), italiano, francês e romanche (este falado por uma minoria). Visitei só a parte alemã e embora o inglês não seja uma língua oficial no país não tive problemas e falei em inglês nos hotéis, restaurantes e atrações.
Visto de Turismo para a Suíça
Brasileiros não precisam de visto de turismo para viagens com duração de até 90 dias.
Seguro Viagem Obrigatório
A Suíça faz parte do Tratado de Schengen e exige um seguro viagem obrigatório com cobertura mínima de € 30.000 que garanta assistência médica por doença ou acidente. Os cartões de crédito Platinum ou categoria superior oferecem esse seguro gratuitamente caso a passagem tenha sido comprada com o cartão. Caso você não possua um cartão dessa categoria, pode contratar um particular. Já precisei utilizar algumas vezes e nunca tive problemas. Sempre fui bem atendida e encaminhada para hospitais bons.
Vacinas
Nenhuma vacina é exigida para viajar para a Suíça.
Moeda
A moeda oficial da Suíça é o franco suíço.
Qual moeda levar?
Acabei levando franco suíço mesmo (comprei no Brasil). O interessante é que a cotação do franco suíço é mais próxima do dólar do que do euro. Tanto é que sobraram alguns francos suíços e acabei trocando por dólar, pois a cotação era praticamente de 1 para 1. Dá para olhar a cotação nesse site https://www.ubs.com/global/en/quotes.html.
Vale lembrar que os bancos e Western Union (onde troquei um pouco de franco que sobrou por dólar) cobram uma taxa entre 4 a 5 francos para fazer a conversão.
Quanto se gasta em uma viagem para a Suíça?
A Suíça é cara. Isso é um fato. Além da hospedagem, o maior peso no bolso do turista é com a alimentação. Um almoço fica na faixa dos CHF 25 a 35 por pessoa em um restaurante. Uma opção para fugir desses preços é comer nos supermercados. As redes de mercado Migros e Coop oferecem opções de lanches e comida (alguns supermercados têm restaurantes) a preços mais amigáveis.
Beba água gratuitamente na Suíça
Há muitas fontes de água potável espalhadas pelas cidades da Suíça. Vale a pena carregar uma garrafa de água vazia na bolsa e/ou mochila e ir abastecendo ao longo do dia. A água é geladinha e uma delícia.
Wi-fi grátis
A dificuldade não é encontrar wi-fi grátis e de qualidade na Suíça, a dificuldade é se conectar na rede já que para fazer o primeiro acesso os lugares costumam enviar um sms para o seu celular. Ou seja, se você não está com o roaming ligado, o sms não chega e você não consegue conectar. Os únicos lugares que eu conseguia conectar sem problemas e que seguiam o fluxo normal de “escolher uma rede e digitar uma senha” eram os hotéis.
Acabei comprando um chip pré-pago lá mesmo na Suíça. Paguei CHF 19,9 já com um plano de internet para 7 dias.
Transporte na Suíça
A melhor maneira de se locomover na Suíça é de trem. A malha ferroviária é realmente impecável, os trens são confortáveis e rápidos. Se a intenção é se locomover bastante durante os dias da viagem, não tenha dúvidas e compre o Swiss Travel Pass. Em um primeiro momento os valores assustam, mas compensa muito e é uma ótima economia, até porque inclui não só o transporte ilimitado nos trens, como a uso gratuito do transporte público na maioria das cidades, passeios de barco e descontos em muitas atrações.
Dica: baixe o app da SBB/CFF para poder ver os horários dos trens.
Alugar carro também é uma opção dependendo da quantidade de pessoas que farão a viagem. Pode ficar mais barato do que os passes de trem.
É seguro viajar para a Suíça?
A Suíça é um dos países mais seguros que já conheci. Não tive nenhum tipo de problema. Obviamente é sempre bom tomar cuidado com seus pertences pessoais e não dar bobeira, mas é um país super seguro.
Hospedagem na Suíça
O padrão de hospedagem na Suíça é ótimo tanto para hostels como para hotéis. Para quem quer economizar a dica é se hospedar em um hostel (albergue). Passei na frente de um em Interlaken e fiquei impressionada com a estrutura.
Em relação aos hotéis dá para encontrar hotéis com preços bons (para o padrão Suíça obviamente). Em Zurique, os valores dos hotéis reduzem consideravelmente durante os finais de semana, então fica a dica: programe sua viagem para Zurique durante um fim de semana.
Adaptado de https://www.precisoviajar.com/viajar-para-a-suica/
Analise: “O padrão de hospedagem na Suíça é ótimo tanto para hostels como para hotéis” e assinale qual o núcleo do sujeito desta oração.
Alternativas
Q1218810 Português


Yuval Noah Harari. 21 lições para o século 21. Trad. Paulo Geiger. 1.ª ed.

São Paulo: Companhia das Letras, 2018, p. 138-41 (com adaptações).

A respeito das propriedades linguísticas do texto 9A2-I, julgue o item subsecutivo.


A vírgula empregada na linha 23 separa orações coordenadas cujos sujeitos são distintos.

Alternativas
Respostas
2001: E
2002: D
2003: C
2004: A
2005: B
2006: D
2007: D
2008: D
2009: B
2010: B
2011: A
2012: C
2013: E
2014: C
2015: D
2016: B
2017: C
2018: B
2019: B
2020: C