🎯 Saiba o que estudar

Avançado com Treinador a partir de R$ 0,76/dia

Questões de Concurso Comentadas sobre substantivos em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 3.314 questões

Q762566 Português

Texto para a questão a seguir.

Formação 

Têm sido propostos vários mecanismos para explicar a formação da Lua, a qual ocorreu há 4,527 bilhões de anos e entre 30 e 50 milhões de anos após a origem do Sistema Solar. Uma pesquisa recente propõe uma idade ligeiramente mais jovem, entre 4,4 e 4,45 bilhões de anos. Entre os mecanismos propostos estão a fissão da Lua a partir da crosta terrestre através de força centrífuga (o que exigiria uma imensa força de rotação da Terra), a captura gravitacional de uma lua pré-formada (o que exigiria uma improvável atmosfera alargada da Terra capaz de dissipar a energia da passagem da Lua) e a formação simultânea da Terra e da Lua no disco de acreção primordial (que não explica o esgotamento de ferro metálico na Lua). Estas hipóteses também não conseguem explicar o elevado momento angular do sistema Terra-Lua.

A hipótese que hoje em dia prevalece é a de que o sistema Terra-Lua se formou em resultado de um gigantesco impacto, durante qual um corpo do tamanho de Marte, denominado Theia, colidiu com a recém-formada protoTerra, projetando material para a sua órbita que se aglutinou até formar a Lua. Dezoito meses antes de uma conferência sobre a possível origem da Lua em outubro de 1984, Bill Hartmann, Roger Phillips e Jeff Taylor desafiaram os colegas cientistas ao dizer: “Vocês têm 18 meses. Voltem para os dados da Apollo, voltem para os computadores, façam o que tiverem que fazer, mas decidam-se. Não venham para a conferência a menos que tenham algo a dizer sobre o nascimento da Lua”. Na conferência de 1984 em Kona, no Havaí, a hipótese do grande impacto emergiu como a mais popular. “Antes da conferência havia partidários das três teorias ‘tradicionais’, além de algumas pessoas que estavam começando a considerar o impacto gigante como uma possibilidade séria e havia um enorme grupo apático que achava que o debate jamais seria resolvido. Posteriormente, havia essencialmente apenas dois grupos: os defensores do grande impacto e os agnósticos”.

Pensa-se que os impactos gigantes tenham sido comuns nos primórdios do Sistema Solar. As simulações em computador do modelo do grande impacto são consistentes com as medições do momento angular do sistema Terra-Lua e com o pequeno tamanho do núcleo lunar. Estas simulações mostram também que a maior parte da Lua tem origem no corpo que embateu, e não na proto-Terra. No entanto, há testes mais recentes que sugerem que a maior parte da Lua se formou a partir da Terra, e não do impacto. 

Os meteoritos mostram que os outros corpos do Sistema Solar interior, como Marte e Vesta, têm composições isotópicas de oxigênio e tungstênio muito diferentes das encontradas na Terra, enquanto a Terra e a Lua têm composições isotópicas praticamente idênticas. A mistura de material vaporizado entre a Terra e a Lua em formação após o impacto poderia ter equilibrado as suas composições isotópicas, embora isto ainda seja debatido.

(Disponível em https://pt.wikipedia.org/wiki/Lua. Acesso em 29 out. 2016.)

Assinale a alternativa em que não há um substantivo composto.
Alternativas
Q760695 Português
Há um substantivo epiceno na frase da opção
Alternativas
Q760144 Português
No texto aparece o substantivo “Choro” (linha 24). Na distinção entre o substantivo “choro” e o verbo “choro”, os sons representados pela letra o da sílaba tônica constituem
Alternativas
Q758210 Português

Texto para responder à questão.


    Persuasão é coisa de político, marqueteiro e vendedor, gente com uma habilidade natural para seduzir, certo? Errado. Novos estudos revelam que a habilidade de convencer está impregnada em cada ser humano e teria, inclusive, contribuído para a evolução do nosso raciocínio. Mesmo que existam pessoas com o dom da lábia, técnicas de influência amparadas na ciência podem ser aprendidas por qualquer um. É o que afirma o Ph.D. em psicologia social Robert Cialdini, um dos maiores especialistas na área. [...]

    Nossa mente evoluiu para argumentar e persuadir os outros, sustentam artigos recém-publicados pelos renomados cientistas cognitivos Hugo Mercier e Dan Sperber, do Centro Nacional de Pesquisa Científica da França. Eles analisaram diversos estudos que mostram como o pensamento coletivo resolve melhor que o individual uma ampla gama de questões. [...]

    Basta uma rápida reflexão para perceber o quanto essa necessidade de persuadir está presente em nosso dia a dia. Ela dá as caras ao pedir passagem no trânsito, pleitear aumento ao chefe ou quando queremos demover a namorada de assistir àquela comédia romântica no cinema (ou o namorado de ver um filme de ação). Ser bem-sucedido ou não nessas tarefas, mostram experimentos de psicologia social, não depende apenas de bons argumentos. Requer saber usar os chamados atalhos mentais, atitudes que, mesmo sem ter uma relação com a ideia que você tenta passar, fazem ela ser aceita com mais facilidade.

    A investigação desses atalhos começa com os estudos do psicólogo e Prêmio Nobel Daniel Kahneman, que descreveu o mecanismo rápido de tomada de decisões do cérebro. Kahneman demonstrou que nosso pensamento segue padrões baseados na experiência. Quando percebemos, por exemplo, que produtos caros normalmente têm qualidade superior, fazemos uma associação automática na nossa mente. Depois disso, todas as vezes que olharmos para um produto caro, a tendência será pensar que ele é melhor, mesmo que nada mais indique isso. Esse tipo de pré-conceito mental entra em cena várias vezes durante uma argumentação. Se dissermos que a ideia que estamos passando é amparada por um Prêmio Nobel (como acabamos de fazer), aumentam as chances de você se mostrar mais receptivo a ela, mesmo que seja um absurdo – o que, vamos deixar claro, não é o caso aqui.

    Esses pensamentos intuitivos foram batizados de Sistema 1 (ou associativo) e, embora não pareçam, são benéficos. Eles economizam energia e tempo cerebral. Imagine o caos se a gente fosse parar para pensar com calma a cada pequena decisão. O contraponto é o Sistema 2 (ou analítico), usado quando precisamos meditar por um tempo antes de agir. As estratégias de persuasão operam principalmente em cima do Sistema 1, tentando capturar o interlocutor sem que ele reflita demais sobre o assunto, e se valem do fato de que uma parte da nossa maneira de pensar não se guia apenas pela racionalidade.

    Um dos indícios disso é que a probabilidade de absorver ou não as mensagens de um interlocutor depende bastante de elementos que nada têm a ver com o que a pessoa diz. O psicólogo Albert Mehrabian, professor da Universidade da Califórnia, estabeleceu, depois de anos de pesquisas, uma regra clássica para mensurar como as mensagens são retidas. Segundo ele, 7% da chance de ter o discurso registrado se deve às palavras escolhidas, 38% às variações na entonação da voz e no ritmo da fala e 55% ao aspecto visual – gestos e expressões do rosto. “O que toca o outro é o comportamento não-verbal. Ele é útil para criar um canal de empatia, sem o qual fica muito difícil convencer alguém”, diz a fonoaudióloga Cida Coelho, doutora em psicologia social e professora do Centro Universitário Monte Serrat, em Santos.

(SPONCIATO, Diogo. Revista Galileu, São Paulo, Globo, nº 257, dez. 2012. Com adaptações.)

Palavras morfologicamente iguais quanto à classe de palavras a que pertencem podem exercer diferentes funções sintáticas de acordo com as relações estabelecidas na oração. Dentre os substantivos destacados, apenas um se distingue dos outros quanto à função sintática, indicado em:
Alternativas
Q755463 Português

Dadas as sentenças:

1. Ninguém duvida de que você terá êxito em sua viagem.

2. Ninguém tem dúvida de que a palestra será um sucesso.

Os termos sublinhados acima pertencem a qual classe gramatical, respectivamente:

Alternativas
Q753902 Português
Quanto à sua estrutura e formação, os substantivos podem ser classificados em simples ou compostos e primitivos ou derivados. Com base nisso, em relação à classificação dos substantivos abaixo, numerar a 2ª coluna de acordo com a 1ª e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA: (1) Substantivo composto. (2) Substantivo primitivo. (3) Substantivo derivado. (  ) Passatempo. (  ) Escada. (  ) Pianista.
Alternativas
Q753830 Português
Os tripulantes a bordo da Estação Espacial Internacional terão um prato muito especial no último jantar: alface vermelha. Pode ser que você coma isso todos os dias no almoço, mas essa será a primeira vez que astronautas irão comer verduras cultivadas no espaço.
Segundo a Nasa, as alfaces vermelhas foram colhidas um mês depois de plantadas. Mas o experimento é bem mais complexo do que plantar algumas sementes e comê-las após elas crescerem. Como não existe terra na Estação Espacial, os astronautas precisam usar um sistema de agricultura artificial, chamado Veggie.
A tecnologia usa “_____________” pré-fabricados de sementes, colocados sob luzes vermelhas e azuis emitidas por lâmpadas LED. O sistema produz vegetais desde 2014, mas as plantas precisaram ser trazidas de volta a Terra para serem analisadas. A Nasa precisava ter certeza de que os vegetais poderiam ser ingeridos, já que o ambiente da Estação poderia transferir resíduos contaminantes para as plantas.
Agora que a Nasa autorizou o consumo das verduras, os astronautas precisam apenas limpar os vegetais com um líquido especial, que retira eventuais impurezas do alimento. Ainda assim, os tripulantes da Estação Espacial precisam guardar metade do que está no prato para análise em terra.
Além de servir como fonte de nutrientes para longas viagens, as plantações espaciais também podem trazer benefícios para a saúde mental dos astronautas. A Nasa afirma estar monitorando os efeitos desse novo tipo de alimentação no organismo dos tripulantes da Estação Espacial, como preparação para a futura missão até Marte da agência espacial americana.
http://planetasustentavel.abril.com.br/noticias/... - adaptado 
Assinalar a alternativa que apresenta uma palavra masculina:
Alternativas
Q753296 Português
Um Substantivo Coletivo é aquele que mesmo estando no singular, designa um conjunto de seres da mesma espécie. Diante desta informação relacione as colunas abaixo.
Substantivo coletivo  I. Cáfila  II. Ramalhete  III. Vara  IV. Rebanho 
Conjunto de seres da mesma espécie  ( ). De porcos  ( ). De camelos  ( ). De ovelhas  ( ). De flores
A sequencia correta na segunda coluna, de cima para baixo é: 
Alternativas
Q750291 Português
INSTRUÇÃO: A questão deve ser respondida com base no texto 1. Leia-o atentamente, antes de responder a questão.

TEXTO 1
Resíduos sólidos urbanos
Atores envolvidos devem investir na educação
RODRIGO COELHO*

  [1º§] Nos últimos 140 anos, a população brasileira sofreu um relevante crescimento, com aumento aproximado em 20 vezes no número de habitantes entre 1872 e 2010, data de realização do mais recente Censo. Tais padrões de crescimento e desenvolvimento desencadearam a necessidade de se preservar e de adotar políticas sustentáveis de desenvolvimento.
  [2º§] A política de gestão de coleta e de disposição de resíduos sólidos é um dos maiores desafios nos Planos de Gestão das grandes metrópoles. O que fazer com o lixo gerado após o consumo? O que fazer com o eletrodoméstico velho após a compra de um novo? 
  [3º§] Dados apontam que, no ano de 2013, o estado de São Paulo gerou 59.291 toneladas/dia de resíduos sólidos urbanos. No município de São Paulo, de acordo com dados fornecidos pela prefeitura, a cidade gera, em média, 20 mil toneladas de resíduos por dia. 
 [4º§] Atualmente, cerca de 50% dos resíduos urbanos têm destinação inadequada em razão de não serem atendidos por coleta seletiva. Grande parte dos rejeitos ainda é depositada irregularmente em áreas vulgarmente conhecidas como lixões, exemplos concretos de passivos ambientais. As discussões das crises ambientais deixaram de ser assuntos coadjuvantes em qualquer pauta de governo e da sociedade. Atitudes realizadas durante séculos vêm impactando negativamente em toda a biodiversidade do planeta, acelerando alterações climáticas e degradando o meio ambiente e a qualidade de vida da população.
  [5º§] Diante deste cenário, torna-se iminente a necessidade de gestões efetivas dos resíduos, prevendo mudanças drásticas nos padrões de destinação, mudanças nos processos de descarte e criação de diretrizes para a retomada daqueles resíduos aptos para ingressar novamente em processos produtivos. Evitando, então, a geração de novos resíduos, diminuindo aqueles já existentes, evitando impactos ambientais por contaminação de solo e de corpos d’água, gerando renda e promovendo a manutenção da qualidade de vida da população.
  [6º§] Na última década, o programa da Organização das Nações Unidas para o meio ambiente apresentou um relatório relacionado aos níveis atuais de consumo, apontando que já excedemos a capacidade de restauração da biosfera em 40%, considerando o consumo de alimentos, recursos naturais e energia. Esses dados indicam a iminente necessidade de uma mudança comportamental, dando atenção às ações relacionadas à reciclagem, reuso de materiais, diminuição no consumo de recursos não renováveis, bem como a implementação de tecnologias limpas. 
  [7º§] Para a participação consciente e mobilizada da população, os demais atores envolvidos – setores público e privado – devem investir na educação. É por meio de educação ambiental que o indivíduo adquire instrumentos e conhecimentos suficientes para compreender todas as interações do meio ambiente, atribuindo a esse contexto todas as suas variantes.

*Bacharel em Ciências Biológicas pela UMC Universidade.
Fonte: jornal Estado de Minas, 16 mai. 2016 – Caderno Opinião. 

Considere o trecho, a seguir, retirado do 4º parágrafo:

Atitudes realizadas durante séculos vêm impactando negativamente em toda a biodiversidade do planeta, acelerando alterações climáticas e degradando o meio ambiente e a qualidade de vida da população.

As palavras negritadas/grifadas recebem classificação morfológica, respectivamente, de

Alternativas
Q750082 Português
O feminino da palavra “genro” é:
Alternativas
Q745934 Português
São palavras femininas, exceto?
Alternativas
Q741499 Português
Todos os substantivos abaixo podem ser considerados abstratos, EXCETO:
Alternativas
Q740944 Português

Longe dos olhos, longe da consciência


   Alguns anos atrás os jornais noticiaram, com destaque, que a praça da Sé estava voltando a ser um aprazível ponto turístico de São Paulo.

  A providência higienizadora do nosso marco zero consistiu na retirada dos menores que por lá perambulavam. Com a saneadora medida, a praça estava salva, voltava a ser nossa. A sua crônica sujeira não mais incomodava. Os menores estavam fora, pouco importava a permanência dos marreteiros, pregadores da Bíblia, comedores de faca e fogo, ciganos, repentistas e os saudáveis churrasquinhos e pastéis. Até os trombadões permaneceram. Aliás, é compreensível; é bem mais fácil remover as crianças do que deter os trombadões.

  Anteriormente, competente e sensível autoridade levou dezenas de menores para fora das fronteiras de nosso Estado. A operação expurgo foi também bastante noticiada.

  No Rio de Janeiro a providência teve caráter definitivo. As crianças foram mortas na Candelária.

   Em Belo Horizonte, também há algum tempo, uma operação militar foi montada para retirar das ruas cerca de 500 crianças. A imprensa exibiu fotos de crianças de até quatro anos, várias com chupetas na boca, sendo colocadas em camburões pelos amáveis e carinhosos soldados da milícia mineira, que souberam respeitar as crianças, deixando-as com suas chupetas.

  Riscar as crianças dos mapas urbanos já não está mais nos planos dos zelosos defensores das nossas urbes e da nossa incolumidade física. Viram ser essa uma missão inócua. Retiradas daqui ou dali, passam a habitar lá ou acolá. Saem da praça da Sé, vão para a praça Ramos ou para as praças da zona Leste, Oeste, Norte ou Sul. Saem de uma capital e vão para outra, de um extremo ao outro do país.

  Ironias à parte, cuidar dos menores para evitar o abandono, para suprir as suas carências e para protegê-los da violência que os atinge é obrigação humanitária de todos nós. E, para quem não tem a solidariedade como móvel de sua conduta, que aja ao menos impulsionado pelo egoísmo em nome da autopreservação.

  No entanto novamente se assiste ao retumbante coral repressivo, que entoa a surrada, falsa e enganosa solução da cadeia para os que já cometeram infrações e, para os demais, esperar que as cometam, para irem fazer companhia aos outros.

  A verdade é que sempre quisemos distância das nossas crianças carentes. Longe dos olhos, longe da consciência. A sociedade só se preocupa com os menores porque eles estão assaltando. Estivessem quietos, amargando inertes as suas carências, continuariam esquecidos e excluídos.

  Esse problema, reduzido à fórmula simplista de solução - diminuição da idade -, bem mostra como a questão criminal no país é tratada de forma leviana, demagógica e irresponsável. Colocam-se nas penitenciárias ou nas delegacias os maiores de 16 anos e ponto final. Tudo resolvido.

  A indagação pertinente é por que diminuir a responsabilidade penal só para 16 anos. Há crianças com dez ou oito anos assaltando? Vamos encarcerá-las. Melhor, nascituros também poderiam ser isolados. Dependendo das condições em que irão viver, poderão estar fadados a nos agredir futuramente. Não será melhor criá-los longe dos centros urbanos, isolá-los em rincões distantes para que não nos ponham em risco?

  Parece estar na hora - tardia, diga-se de passagem - de encararmos com honestidade e com olhos de ver a questão do crime no país, especialmente do menor infrator e do menor carente. Chega de demagogia e de hipocrisia. Vamos cuidar da criança e do adolescente. Aliás, não só do carente e do abandonado, mas também daqueles poucos bem nascidos, pois também estavam cometendo crimes. Destes esperamos que os pais acordem e imponham regras e limites, deem menos liberdade, facilidades e dinheiro e mais educação, respeito pelo próximo e conhecimento da trágica realidade do país.

  Em relação aos outros, esperamos que a sociedade e o Estado, em vez de os porem na cadeia, eduquem-nos, deem-lhes afeto e os ajudem a adquirir autoestima, única maneira de os proteger do crime de abandono.

OLIVEIRA, Antônio Cláudio Mariz de. Longe dos olhos, longe da consciência. Folha de S. Paulo, São Paulo, 11 ago. 2004. Brasil, Opinião, p. A3.

Sobre os elementos destacados do fragmento “A providência higienizadora do nosso marco zero consistiu na retirada dos menores que por lá perambulavam.", leia as afirmativas.
I. A palavra HIGIENIZADORA é um substantivo derivado, feminino, singular. II. QUE é um pronome substantivo relativo. III. CONSISTIU é um verbo significativo, transitivo indireto.
Está correto apenas o que se afirma em:
Alternativas
Q738781 Português

Texto

                                                        A mentirosa liberdade

    Comecei a escrever um novo livro, sobre os mitos e mentiras que nossa cultura expõe em prateleiras enfeitadas, para que a gente enfie esse material na cabeça e, pior, na alma - como se fosse algodão-doce colorido. Com ele chegam os medos que tudo isso nos inspira: medo de não estar bem enquadrados, medo de não ser valorizados pela turma, medo de não ser suficientemente ricos, magros, musculosos, de não participar da melhor balada, de um clube mais chique, de não ter feito a viagem certa nem possuir a tecnologia de ponta no celular. Medo de não ser livres.

    Na verdade, estamos presos numa rede de falsas liberdades. Nunca se falou tanto em liberdade, e poucas vezes fomos tão pressionados por exigências absurdas, que constituem o que chamo a síndrome do “ter de”. Fala-se em liberdade de escolha, mas somos conduzidos pela propaganda como gado para o matadouro, e as opções são tantas que não conseguimos escolher com calma. Medicados como somos (a pressão, a gordura, a fadiga, a insônia, o sono, a depressão e a euforia, a solidão e o medo tratados a remédio), [...] a alegria, de tanta tensão, nos escapa. [...]

    Parece que do começo ao fim passamos a vida sendo cobrados: O que você vai ser? O que vai estudar? Como? Fracassou em mais um vestibular? [...] Treze anos e ainda não ficou? [...] Já precisa trabalhar? Que chatice! E depois: Quarenta anos ganhando tão pouco e trabalhando tanto? E não tem aquele carro? Nunca esteve naquele resort?

    Talvez a gente possa escapar dessas cobranças sendo mais natural, cumprindo deveres reais, curtindo a vida sem se atordoar. Nadar contra toda essa correnteza. Ter opiniões próprias, amadurecer ajuda. Combater a ânsia por coisas que nem queremos, ignorar ofertas no fundo desinteressantes, como roupas ridículas e viagens sem graça, isso ajuda. Descobrir o que queremos e podemos é um aprendizado, mas leva algum tempo: não é preciso escalar o Himalaia social nem ser uma linda mulher nem um homem poderoso. É possível estar contente e ter projetos bem depois dos 40 anos, sem um iate, físico perfeito e grande fortuna. Sem cumprir tantas obrigações fúteis e inúteis, como nos ordenam os mitos e mentiras de uma sociedade insegura, desorientada, em crise. Liberdade não vem de correr atrás de “deveres” impostos de fora, mas de construir a nossa existência, para a qual, com todo esse esforço e desgaste, sobra tão pouco tempo. Não temos de correr angustiados atrás de modelos que nada têm a ver conosco, máscaras, ilusões e melancolia para aguentar a vida, sem liberdade para descobrir o que a gente gostaria mesmo de ter feito.

(LUFT, Lya. Veja, 25/03/09, adaptado)

No primeiro parágrafo do texto, a autora lista uma série de “medos”. Todos os termos indicados abaixo estão regidos por esse substantivo, EXCETO:
Alternativas
Q735427 Português
Com base no que se afirma nos itens a seguir, assinale a alternativa onde todos os substantivos estão de acordo com a norma-padrão da língua.
I - Pluralizam-se as palavras variáveis e não se pluralizam as invariáveis que compõem o substantivo composto. II - O plural dos substantivos simples se faz pelo acréscimo da desinência “s”. III - Nos substantivos compostos formados por palavras repetidas ou onomatopeias, pluraliza-se o segundo elemento. IV - Nos nomes dos dias da semana pluralizam-se os dois elementos.
Alternativas
Q734988 Português
Leia o texto abaixo e responda à questão.

Os jovens da geração Millennial não se interessam mais por automóveis da mesma forma que as gerações anteriores. A partir dessa constatação, a mesa formada por Lara e Malu, e mediada por Alexandre Caldini, presidente da editora Abril, discutiu os novos hábitos de um consumidor que já não faz questão de ter um carro ao completar 18 anos. “O jovem hoje está muito mais ligado ao ser do que ao ter”, disse Lara. Malu citou uma pesquisa com jovens mostrando que 71% deles comprariam um carro da Apple ou do Google. “O consumidor hoje está muito mais propenso a experimentar novas marcas. Para conquistá-lo, não basta apenas um bom produto – é preciso criar uma relação de identidade, sensação e experiência,” afirmou.

(Quatro Rodas, outubro de 2015.)
Em relação aos recursos linguísticos do texto, analise as afirmativas.
I - Alguns adjetivos têm seu sentido alterado se colocados antes do substantivo, é o caso de novos hábitos e novas marcas. II - Em Para conquistá-lo, o pronome remete ao sentido do termo produto, ambos em perfeita concordância: singular e masculino. III - A palavra que nos trechos discutiu os novos hábitos de um consumidor que já não faz questão de ter um carro e citou uma pesquisa com jovens mostrando que 71% deles comprariam um carro exerce diferentes funções, pronome relativo no primeiro e conjunção integrante no segundo. IV - Os termos sensação e relação fazem o plural de igual forma, mas diferentemente dos termos capitão e guardião.
Está correto o que se afirma em
Alternativas
Q734978 Português
Leia trecho da entrevista com César Camacho, matemático peruano do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa), sobre a falta de excelência acadêmica no Brasil, e responda à questão.

As universidades brasileiras federais padecem do mesmo mal de outras instituições latino-americanas: estão todas engessadas por regras que impedem a busca pelos mais talentosos. Os concursos públicos recrutam gente que terá sua vaga garantida até a sua aposentadoria, à revelia dos resultados obtidos ao longo do trabalho. Essas pessoas não podem ser dispensadas. O sistema em vigor ainda restringe a prova a quem fala português, uma limitação grave. Se você pode abrir seu leque de escolhas ao mundo inteiro, por que estabelecer uma norma que deixa de fora tantos estrangeiros?
Os países de maior sucesso acadêmico caçam as mentes mais brilhantes independentemente de fronteiras geográficas e vão longe. Esses são alguns dos nós na cartilha de gestão das universidades que refreiam o progresso da pesquisa no país.

(Veja, 28 de outubro de 2015. Adaptado.)
Sobre aspectos da linguagem e da construção do texto, analise as afirmativas.
I - A palavra mal está empregada no texto como adjetivo e sua forma no plural é males. II - Em Esses são alguns dos nós na cartilha de gestão das universidades, o termo nós apresenta sentido de obstáculo, dificuldade. III - Em Os concursos públicos recrutam gente que terá sua vaga garantida até a sua aposentadoria, à revelia dos resultados obtidos ao longo do trabalho., os pronomes que e sua funcionam como elementos coesivos e retomam o sentido do mesmo termo anterior. IV - Os substantivos busca e escolhas são formados a partir do infinitivo dos verbos buscar e escolher, daí serem denominados deverbais.
Estão corretas as afirmativas
Alternativas
Q727686 Português
Assinalar a alternativa que apresenta uma palavra masculina singular:
Alternativas
Q725706 Português
    Secretário

  Conheci Secretário há quatro anos. Araras e Itaipava já mostravam sinais de saturação, com engarrafamentos e preços nada convidativos, enquanto a pequena cidade, localizada em uma estrada sinuosa a 8 quilômetros da BR 040, mantinha ares de roça.
   Ao contrário de Petrópolis e Teresópolis, descobertas antes da consciência ecológica, Secretário se desenvolvia com a presença forte do Ibama, coibindo desmatamentos e autuando as propriedades que não se enquadravam na lei. Os próprios moradores pareciam entender os riscos de a região ter se tornado o novo destino na serra e se empenhavam na preservação dos rios e florestas.
   De lá para cá, o comércio local refinou-se, a terra valorizou-se, mas Secretário continua agreste.
   Uma semana atrás, voltando para o calor do Rio, li na coluna de Ancelmo Gois uma nota sobre o projeto de um condomínio de 140 apartamentos ao lado de um campo de golfe em Secretário.
   Dias antes, por acaso, eu havia visto um programa sobre o impacto dos gramados de golfe no meio ambiente. Para manter as longas extensões de grama fofa e compacta, é necessário acrescentar ao solo caminhões de aditivos químicos. Apesar de verdes, os campos nada teriam de naturais.
  Foi nisso que pensei ao ler a notícia. Nisso e nos prédios de três andares espalhados pelas pradarias. Será mesmo essa a vocação de Secretário? Abrigar um mega empreendimento tão artificial quanto a Disney? É difícil prever.
   No nosso antigo sítio de Teresópolis - uma propriedade modesta comprada por meus pais nos anos 50 -, o entorno do vilarejo de Venda Nova se dividia entre as aldeias de agricultores de agrião, couve e feijão e as casas futuristas dos turistas de fim de semana, com piscinas em forma de ameba.
  O tempo optou pelo agronegócio familiar, e os escombros das construções modernosas se transformaram em vestígios de uma civilização perdida no meio das hortas.
   Em Secretário, as grandes fazendas de gado e a distância da BR preservaram os pastos, matas e rios. Eu fui parar lá a conselho de amigos, faço parte da invasão que ameaça mudar o caráter de Secretário.
  Entendo as razões do capital. Não há por que dar as costas aos dividendos da terra. Os latifúndios tendem a se dividir entre os membros das próprias famílias e o destino que cada um dará ao seu quinhão.
   Ouvi opiniões favoráveis ao golfe e críticas ferozes de gente que nasceu ali. Um grupo acredita que o esporte de elite atrairá dinheiro, o outro acredita que Secretário entrará na era dos resorts, dos condomínios de apartamentos, e perderá seu encanto.
  Seja qual for o lado, é sempre bom lembrar do que ocorreu em Búzios, onde a Praia da Ferradura foi transformada no paraíso dos jet skis e dos banana boats. E não esquecer da brutal favelização de Angra, Petrópolis e Teresópolis.
   Araras soube se preservar. Itaipava menos, é impossível sair da cidade nos horários de pico. Secretário tem a oportunidade de crescer com planejamento e bom-senso.
   Seria bom poder contar com os dois.
(TORRES, Fernanda. Veja Rio,14 fev. 2014.)
Assinale a opção cujo substantivo apresenta sufixo que denota diminutivo.
Alternativas
Respostas
2781: B
2782: E
2783: A
2784: D
2785: C
2786: E
2787: B
2788: A
2789: A
2790: D
2791: C
2792: C
2793: C
2794: E
2795: D
2796: A
2797: D
2798: B
2799: A
2800: B