🎯 Saiba o que estudar

Avançado com Treinador a partir de R$ 0,76/dia

Questões de Concurso Comentadas sobre substantivos em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 3.314 questões

Q1151544 Português

Leia o texto a seguir para responder a questão.


A vida sem celular

        O inevitável aconteceu: perdi meu celular. Estava no bolso da calça. Voltei do Rio de Janeiro, peguei um táxi no aeroporto. Deve ter caído no banco e não percebi. Tentei ligar para o meu próprio número. Deu caixa postal. Provavelmente eu o desliguei no embarque e esqueci de ativá-lo novamente. Meu quarto parece uma trincheira de guerra de tanto procurá-lo. Agora me rendo: sou um homem sem celular.

        O primeiro sentimento é de pânico. Como vou falar com meus amigos? Como vão me encontrar? Estou desconectado do mundo. Nunca botei minha agenda em um programa de computador, para simplesmente recarregá-la em um novo aparelho. Será árduo garimpar os números da família, amigos, contatos profissionais. E se alguém me ligar com um assunto importante? A insegurança é total. Reflito. Podem me achar pelo telefone fixo. Meus amigos me encontrarão, pois são meus amigos. Eu os buscarei, é óbvio. Então por que tanto terror?

        Há alguns anos - nem tantos assim - ninguém tinha celular. A implantação demorou por aqui, em relação a outros países. E a vida seguia. Se alguém precisasse falar comigo, deixava recado. Depois eu chamava de volta. Se estivesse aguardando um trabalho, por exemplo, eu ficava esperto. Ligava perguntando se havia novidades. Muitas coisas demoravam para acontecer. Mas as pessoas contavam com essa demora. Não era realmente ruim.

        Saía tranquilo, sem o risco de que me encontrassem a qualquer momento, por qualquer bobagem. A maior parte das pessoas vê urgência onde absolutamente não há. Ligam afobadas para fazer uma pergunta qualquer. Se não chamo de volta, até se ofendem.

        — Eu estava no cinema, depois fui jantar, bater papo.

        — É... Mas podia ter ligado!

        Como dizer que podia, mas não queria?

        Vejo motoristas de táxi tentando se desvencilhar de um telefonema.

        — Agora não posso falar, estou dirigindo.

        — Só mais uma coisinha...

        Fico apavorado no banco enquanto ele faz curvas e curvas, uma única mão no volante. Muita gente não consegue desligar mesmo quando se explica ser impossível falar. Dá um nervoso!

        A maioria dos chefes sente-se no direito de ligar para o subordinado a qualquer hora. Noites, fins de semana, tudo submergiu numa contínua atividade profissional. No relacionamento pessoal ocorre o mesmo.

        — Onde você está? Estou ouvindo uma farra aí atrás.

        — Vendo televisão! É um comercial de cerveja!

Um amigo se recusa a ter celular.

         — Fico mais livre.

        Às vezes um colega de trabalho reclama:

         — Precisava falar com você, mas não te achei.

         — Não era para achar mesmo.

         Há quem desfrute o melhor. Conheço uma representante de vendas que trabalha na praia durante o verão. Enquanto torra ao sol, compra, vende, negocia. Mas, às vezes, quando está para fechar o negócio mais importante do mês, o aparelho fica fora de área. Ela quase enlouquece!

         Pois é. O celular costuma ficar fora de área nos momentos mais terríveis. Parece de propósito! Como em um recente acidente automobilístico que me aconteceu. Eu estava bem, mas precisava falar com a seguradora. O carro em uma rua movimentada. E o celular mudo! Quase pirei! E quando descarrega no melhor de um papo, ou, pior, no meio da briga, dando a impressão de que desliguei na cara?

          Na minha infância, não tinha nem telefone em casa. Agora não suporto a ideia de passar um dia desconectado. É incrível como o mundo moderno cria necessidades. Viver conectado virou vício. Talvez o dia a dia fosse mais calmo sem celular. Mas vou correndo comprar um novo!

                              CARRASCO, Walcyr. A vida sem celular. Veja São Paulo. Adaptado

São características do título do texto, EXCETO:
Alternativas
Q1147224 Português

Línguas Que Não Sabemos Que Sabíamos* - Mia Couto


       Num conto que nunca cheguei a publicar acontece o seguinte: uma mulher, em fase terminal de doença, pede ao marido que lhe conte uma história para apaziguar as insuportáveis dores. 

    Mal ele inicia a narração, ela o faz parar: — Não, assim não. Eu quero que me fale numa língua desconhecida.

     — Desconhecida? — pergunta ele. 

     — Uma língua que não exista. Que eu preciso tanto de não compreender nada!

      O marido se interroga: como se pode saber falar uma língua que não existe? Começa por balbuciar umas palavras estranhas e sente-se ridículo como se a si mesmo desse provas da incapacidade de ser humano.

       Aos poucos, porém, vai ganhando mais à vontade nesse idioma sem regra. E ele já não sabe se fala, se canta, se reza. Quando se detém, repara que a mulher está adormecida, e mora em seu rosto o mais tranquilo sorriso. Mais tarde, ela lhe confessa: aqueles murmúrios lhe trouxeram lembranças de antes de ter memória. E lhe deram o conforto desse mesmo sono que nos liga ao que havia antes de estarmos vivos.

     Na nossa infância, todos nós experimentamos este primeiro idioma, o idioma do caos, todos nós usufruímos do momento divino em que a nossa vida podia ser todas as vidas e o mundo ainda esperava por um destino. James Joyce chamava de “caosmologia” a esta relação com o mundo informe e caótico. Essa relação, meus amigos, é aquilo que faz mover a escrita, qualquer que seja o continente, qualquer que seja a nação, a língua ou o gênero literário.

       Eu creio que todos nós, poetas e ficcionistas, não deixamos nunca de perseguir esse caos seminal. Todos nós aspiramos regressar a essa condição em que estivemos tão fora de um idioma que todas as línguas eram nossas. Dito de outro modo, todos nós somos impossíveis tradutores de sonhos. Na verdade, os sonhos falam em nós o que nenhuma palavra sabe dizer.

       O nosso fito, como produtores de sonhos, é aceder a essa outra língua que não é falável, essa língua cega em que todas as coisas podem ter todos os nomes. O que a mulher doente pedia é aquilo que todos nós queremos: anular o tempo e fazer adormecer a morte.

     Talvez se esperasse que, vindo de África, eu usasse desta tribuna para lamentar, acusar os outros e isentar de culpas aqueles que me são próximos. Mas eu prefiro falar de algo em que todos somos ao mesmo tempo vítimas e culpados. Prefiro falar do modo como o mesmo processo que empobreceu o meu continente está, afinal, castrando a nossa condição comum e universal de criadores de histórias. 

       Num congresso que celebra o valor da palavra, o tema da minha intervenção é o modo como critérios hoje dominantes desvalorizam palavra e pensamento em nome do lucro fácil imediato. Falo de razões comerciais que se fecham a outras culturas, outras línguas, outras lógicas. A palavra de hoje é cada vez mais aquela que se despiu da dimensão poética e que não carrega nenhuma utopia sobre um mundo diferente. O que fez a espécie humana sobreviver não foi apenas a inteligência, mas a nossa capacidade de produzir diversidade. Essa diversidade está sendo negada nos dias de hoje por um sistema que escolhe apenas por razões de lucro e facilidade de sucesso. 

       Os africanos voltaram a ser os “outros”, os que vendem pouco e os que compram ainda menos. Os autores africanos que não escrevem em inglês (e em especial os que escrevem em língua portuguesa) moram na periferia da periferia, lá onde a palavra tem de lutar para não ser silêncio. 


Caros amigos:


       As línguas servem para comunicar. Mas elas não apenas “servem”. Elas transcendem essa dimensão funcional. Às vezes, as línguas fazem-nos ser. Outras, como no caso do homem que adormecia em história a sua mulher, elas fazem-nos deixar de ser. Nascemos e morremos naquilo que falamos, estamos condenados à linguagem mesmo depois de perdermos o corpo. Mesmo os que nunca nasceram, mesmo esses existem em nós como desejo de palavra e como saudade de um silêncio. Vivemos dominados por uma percepção redutora e utilitária que converte os idiomas num assunto técnico da competência dos linguistas. Contudo, as línguas que sabemos — e mesmo as que não sabemos que sabíamos — são múltiplas e nem sempre capturáveis pela lógica racionalista que domina o nosso consciente. Existe algo que escapa à norma e aos códigos. Essa dimensão esquiva é aquela que a mim, enquanto escritor, mais me fascina. O que me move é a vocação divina da palavra, que não apenas nomeia mas que inventa e produz encantamento. Estamos todos amarrados aos códigos coletivos com que comunicamos na vida quotidiana. Mas quem escreve quer dizer coisas que estão para além da vida quotidiana. Nunca o nosso mundo teve ao seu dispor tanta comunicação. E nunca foi tão dramática a nossa solidão. Nunca houve tanta estrada. E nunca nos visitamos tão pouco.

       Sou biólogo e viajo muito pela savana do meu país. Nessas regiões encontro gente que não sabe ler livros. Mas que sabe ler o seu mundo. Nesse universo de outros saberes, sou eu o analfabeto. sei ler sinais da terra, das árvores e dos bichos. Não sei ler nuvens, nem o prenúncio das chuvas. Não sei falar com os mortos, perdi contacto com os antepassados que nos concedem o sentido da eternidade. Nessas visitas que faço à savana, vou aprendendo sensibilidades que me ajudam a sair de mim e a afastar-me das minhas certezas. Nesse território, eu não tenho apenas sonhos. Eu sou sonhável.

        Moçambique é um extenso país, tão extenso quanto recente. Existem mais de 25 línguas distintas. Desde o ano da Independência, alcançada em 1975, o português é a língua oficial. Há trinta anos apenas, uma minoria absoluta falava essa língua ironicamente tomada de empréstimo do colonizador para negar o passado colonial. Há trinta anos, quase nenhum moçambicano tinha o português como língua materna. Agora, mais de 12% dos moçambicanos têm o português como seu primeiro idioma. E a grande maioria entende e fala português inculcando na norma portuguesa as marcas das culturas de raiz africana. Esta tendência de mudança coloca em confronto mundos que não são apenas linguisticamente distintos. Os idiomas existem enquanto parte de universos culturais mais vastos. Há quem lute para manter vivos idiomas que estão em risco de extinção. Essa luta é absolutamente meritória e recorda a nossa batalha como biólogos para salvar do desaparecimento espécies de animais e plantas. Mas as línguas salvam-se se a cultura em que se inserem se mantiver dinâmica. Do mesmo modo, as espécies biológicas apenas se salvam se os seus hábitat e os processos naturais forem preservados.

       As culturas sobrevivem enquanto se mantiverem produtivas, enquanto forem sujeito de mudança e elas próprias dialogarem e se mestiçarem com outras culturas. As línguas e as culturas fazem como as criaturas: trocam genes e inventam simbioses como resposta aos desafios do tempo e do ambiente. Em Moçambique vivemos um período em que encontros e desencontros se estão estreando num caldeirão de efervescências e paradoxos. Nem sempre as palavras servem de ponte na tradução desses mundos diversos. Por exemplo, conceitos que nos parecem universais como Natureza, Cultura e Sociedade são de difícil correspondência. Muitas vezes não há palavras nas línguas locais para exprimir esses conceitos. Outras vezes é o inverso: não existem nas línguas europeias expressões que traduzam valores e categorias das culturas moçambicanas. (...) 

* Intervenção na Conferência Internacional de Literatura WALTIC, Estocolmo, junho de 2008. 

A inversão das palavras destacadas implica também mudança de classe gramatical em:


I- o mais tranquilo sorriso/ o sorriso mais tranquilo

II- impossíveis tradutores de sonho/ tradutores de sonhos impossíveis

III- Os autores africanos/ Os africanos autores.


Está correta a alternativa:

Alternativas
Q1146252 Português

INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão.

Bruxas não existem

Quando eu era garoto, acreditava em bruxas, mulheres malvadas que passavam o tempo todo maquinando coisas perversas. Os meus amigos também acreditavam nisso. A prova para nós era uma mulher muito velha, uma solteirona que morava numa casinha caindo aos pedaços no fim de nossa rua.

Seu nome era Ana Custódio, mas nós só a chamávamos de "bruxa".

Era muito feia, ela; gorda, enorme, os cabelos pareciam palha, o nariz era comprido, ela tinha uma enorme verruga no queixo. E estava sempre falando sozinha. Nunca tínhamos entrado na casa, mas tínhamos a certeza de que, se fizéssemos isso, nós a encontraríamos preparando venenos num grande caldeirão.

Nossa diversão predileta era incomodá-la. Volta e meia invadíamos o pequeno pátio para dali roubar frutas e quando, por acaso, a velha saía à rua para fazer compras no pequeno armazém ali perto, corríamos atrás dela gritando "bruxa, bruxa!".

Um dia encontramos, no meio da rua, um bode morto. A quem pertencera esse animal nós não sabíamos, mas logo descobrimos o que fazer com ele: jogá-lo na casa da bruxa. O que seria fácil. Ao contrário do que sempre acontecia, naquela manhã, e talvez por esquecimento, ela deixara aberta a janela da frente. Sob comando do João Pedro, que era o nosso líder, levantamos o bicho, que era grande e pesava bastante, e com muito esforço nós o levamos até a janela. Tentamos empurrá-lo para dentro, mas aí os chifres ficaram presos na cortina.

— Vamos logo – gritava o João Pedro –, antes que a bruxa apareça. E ela apareceu. No momento exato em que, finalmente, conseguíamos introduzir o bode pela janela, a porta se abriu e ali estava ela, a bruxa, empunhando um cabo de vassoura. Rindo, saímos correndo. Eu, gordinho, era o último.

E então aconteceu. De repente, enfiei o pé num buraco e caí. De imediato senti uma dor terrível na perna e não tive dúvida: estava quebrada. Gemendo, tentei me levantar, mas não consegui. E a bruxa, caminhando com dificuldade, mas com o cabo de vassoura na mão, aproximava-se. Àquela altura a turma estava longe, ninguém poderia me ajudar. E a mulher sem dúvida descarregaria em mim sua fúria.

Em um momento, ela estava junto a mim, transtornada de raiva. Mas aí viu a minha perna, e instantaneamente mudou. Agachou-se junto a mim e começou a examiná-la com uma habilidade surpreendente.

— Está quebrada – disse por fim. — Mas podemos dar um jeito. Não se preocupe, sei fazer isso. Fui enfermeira muitos anos, trabalhei em hospital. Confie em mim.

Dividiu o cabo de vassoura em três pedaços e com eles, e com seu cinto de pano, improvisou uma tala, imobilizando-me a perna. A dor diminuiu muito e, amparado nela, fui até minha casa. “Chame uma ambulância”, disse a mulher à minha mãe. Sorriu.

Tudo ficou bem. Levaram-me para o hospital, o médico engessou minha perna e em poucas semanas eu estava recuperado. Desde então, deixei de acreditar em bruxas. E tornei-me grande amigo de uma senhora que morava em minha rua, uma senhora muito boa que se chamava Ana Custódio.

SCLIAR, M. Disponível em: <www.novaescola.org.br/conteudo/7562/bruxas-nao-existem>. Acesso em: 21 nov. 2019. 

Assinale a alternativa em que a palavra destacada está corretamente classificada entre parênteses.
Alternativas
Q1140985 Português

      Educação financeira chega ao ensino infantil e fundamental em 2020

           Oferta está prevista na Base Nacional Comum Curricular (BNCC)


      Antonia, auxiliar de escritório, todos os dias compra uma balinha ou um chocolate, no ponto de ônibus, na volta do trabalho, que custa R$ 0,50. "Eu não dava importância para aquele gasto. Imagina, R$ 0,50 não é nada! Mas eu nunca consegui economizar um centavo”. Fazendo as contas, esses centavos viram R$ 11 em um mês e R$ 132 em um ano.

      São situações como essa, retirada de livro didático disponível online, que ensinam estudantes de escolas em várias partes do país a terem consciência dos próprios gastos e a ajudar a família a lidar com as finanças. A chamada educação financeira, cuja oferta hoje depende da estrutura de cada rede de ensino passa a ser direito de todos os brasileiros, previsto na chamada Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

      “É uma grande oportunidade, uma grande conquista para a comunidade escolar do país”, diz a superintendente da Associação de Educação Financeira do Brasil (AEF-Brasil), Claudia Forte. “A educação financeira busca a modificação do comportamento das pessoas, desde pequeninas, quando ensina a escovar os dentes e fechar a torneira para poupar água e economizar. Isso é preceito de educação financeira”.

      A BNCC é um documento que prevê o mínimo que deve ser ensinado nas escolas, desde a educação infantil até o ensino médio. Educação financeira deve, pela BNCC, ser abordada de forma transversal pelas escolas, ou seja, nas várias aulas e projetos. Parecer do Conselho Nacional de Educação (CNE), homologado pelo Ministério da Educação (MEC), prevê que as redes de ensino adequem os currículos da educação infantil e fundamental, incluindo esta e outras competências no ensino, até 2020.

      A educação financeira nas escolas traz resultados, de acordo com a AEF-Brasil. Pesquisa feita em parceria com Serasa Consumidor e Serasa Experian, este ano, mostra que um a cada três estudantes afirmou ter aprendido a importância de poupar dinheiro depois de participar de projetos de educação financeira. Outros 24% passaram a conversar com os pais sobre educação financeira e 21% aprenderam mais sobre como usar melhor o dinheiro.

Desafios

      Levar a educação financeira para todas as escolas envolve, no entanto, uma série de desafios, que vão desde a formação de professores, a oferta de material didático adequado e mesmo a garantia de tempo para que os professores se dediquem ao preparo das aulas.

      De acordo com o presidente da União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Luiz Miguel Garcia, os municípios, que são os responsáveis pela maior parte das matrículas públicas no ensino infantil e fundamental, focarão, em 2020, na formação dos docentes, para que eles possam levar para as salas de aula não apenas educação financeira, mas outras competências previstas na BNCC.

      “Tivemos um grande foco na construção dos currículos e, agora, neste ano, [em 2020], entramos no processo de formação. Educação financeira, inclusão, educação socioemocional, todos esses elementos vão chegar de fato na sala de aula a partir da discussão que fizermos agora”, diz. Segundo ele, a implementação será concomitante à formação, já em 2020.

      De acordo com Garcia, não há um levantamento de quantos municípios já contam com esse ensino. “Não existe uma orientação geral com relação a isso. São iniciativas locais. Não tenho como quantificar, mas não é algo absolutamente novo”, diz.

Ensinar a escolher

      A educação financeira é pauta no Brasil antes mesmo da BNCC. Em 2010 foi instituída, por exemplo, a Estratégia Nacional de Educação Financeira (Enef), com o objetivo de promover ações de educação financeira no Brasil. Na página Vida e Dinheiro, da entidade, estão disponíveis livros didáticos que podem ser baixados gratuitamente e outros materiais informativos para jovens e para adultos.

      As ações da Enef são coordenadas pela AEF-Brasil. Claudia explica que a AEF-Brasil foi convocada pelo Ministério da Educação (MEC) para disponibilizar materiais e cursos para preparar os professores e, com isso, viabilizar a implementação da educação financeira nas escolas.

      As avaliações mostram que o Brasil ainda precisa avançar. No Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) 2015, o Brasil ficou em último lugar em um ranking de 15 países em competência financeira. O Pisa oferece avaliação em competência financeira de forma optativa aos países integrantes do programa. O resultado da última avaliação dessa competência, aplicada em 2018, ainda não foi divulgado.

      Os resultados disponíveis mostram que a maioria dos estudantes brasileiros obteve desempenho abaixo do adequado e não conseguem, por exemplo, tomar decisões em contextos que são relevantes para eles, reconhecer o valor de uma simples despesa ou interpretar documentos financeiros cotidianos.

Disponível em: <http://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2019-12/educacao-financeira-chega-ao-ensino-infantil-e-fundamental-em2020>. Acesso em: 13 fev. 2020. Fragmento.

“As avaliações mostram que o Brasil ainda precisa avançar.”


As duas palavras em destaque pertencem, respectivamente às classes gramaticais:

Alternativas
Q1140723 Português

                   Atualize-se sobre o Coronavírus: Quais são os sintomas?

                       Existe tratamento? O que as autoridades têm feito?

                             Fonte: Dr. David Uip - Infectologista | CRM: 25876 | 30 de janeiro de 2020


      Os coronavírus são a causa de 5 a 10 por centro das infecções do trato respiratório alto adquiridas na comunidade e também tem papel importante quanto à gravidade das manifestações clínicas em crianças e adultos.

      Um novo tipo de coronavírus (nCoV-2019), detectado inicialmente na cidade de Wuhan, província de Hubei, na China, é responsável pela morte de mais de 50 pessoas e já atinge diversos países: Arábia Saudita, Austrália, EUA, Coreia do Sul, França, Japão, Macau, Malásia, Nepal, Singapura, Tailândia, Taiwan e Vietnã. Ainda não há casos confirmados no Brasil.

      No passado, outros coronavírus causaram síndromes de repercussão na saúde pública. Em 2002 - Síndrome Respiratória Aguda (SARS) e em 2012 - Síndrome Respiratória do Oriente Medio (MERS).

      O quadro clínico caracteriza-se por febre, tosse e dificuldade de respirar, sintomas esses comuns a várias outras viroses, daí a dificuldade de se estabelecer o diagnóstico diferencial.

      O período de incubação do vírus é de até 14 dias.

      A transmissão inicial provável foi o contato de seres humanos com frutos do mar e animais vivos vendidos em um mercado público na província de Hubei. Embora já se conheça, o potencial de transmissão inter-humanos ainda se encontra em investigação.

      São considerados casos suspeitos os pacientes com sintomas da doença e que tenham viajado para área de transmissão ativa do vírus (províncias de Hubei e a província de Guangdong) nos últimos 14 dias do início da manifestação clínica.

      A confirmação do diagnóstico é feita por exames sofisticados de biologia molecular realizados em laboratórios especializados.

      Não existe tratamento específico e tampouco vacina preventiva. São utilizados medicamentos sintomáticos e os casos mais graves devem ser encaminhados aos serviços de saúde.

      A taxa de mortalidade ainda não é conhecida.

      A prevenção é feita através de medidas de higiene habitual: evitar aglomerações e contato próximo com pessoas com infecções respiratórias agudas; lavar frequentemente as mãos antes e depois das refeições e, especialmente, após contato direto com doentes; evitar a transmissão através da tosse e do espirro praticando a “etiqueta da tosse”, ou seja, usar lenços de papel descartáveis para cobrir o nariz e a boca lavando as mãos logo em seguida.

      Até o momento, não há restrições para viagens internacionais.

Disponível em:<https://www.hospitalsiriolibanes.org.br/sua-saude/Paginas/coronavirus.asp>. Acesso em: 11 de fev. de 2020.

“O período de incubação do vírus é de até 14 dias.”

Nesse fragmento, é um substantivo masculino de dois números, a palavra:

Alternativas
Ano: 2020 Banca: FUNDEP (Gestão de Concursos) Órgão: Prefeitura de Barão de Cocais - MG Provas: FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2020 - Prefeitura de Barão de Cocais - MG - Assistente Social - CRAS/CREAS | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2020 - Prefeitura de Barão de Cocais - MG - Técnico de Cadastro Único | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2020 - Prefeitura de Barão de Cocais - MG - Terapeuta Ocupacional | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2020 - Prefeitura de Barão de Cocais - MG - Pedagogo | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2020 - Prefeitura de Barão de Cocais - MG - Advogado - Procuradoria do Município | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2020 - Prefeitura de Barão de Cocais - MG - Advogado - CRAS/CREAS | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2020 - Prefeitura de Barão de Cocais - MG - Analista de Políticas Públicas | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2020 - Prefeitura de Barão de Cocais - MG - Coordenador - CRAS/CREAS | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2020 - Prefeitura de Barão de Cocais - MG - Psicólogo - CRAS/CREAS | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2020 - Prefeitura de Barão de Cocais - MG - Enfermeiro ESF | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2020 - Prefeitura de Barão de Cocais - MG - Professor - MAP I | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2020 - Prefeitura de Barão de Cocais - MG - Dentista - ESF/NASF | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2020 - Prefeitura de Barão de Cocais - MG - Professor de Sala de Recursos Multifuncionais | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2020 - Prefeitura de Barão de Cocais - MG - Professor de Educação Física - ESF/NASF | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2020 - Prefeitura de Barão de Cocais - MG - Médico Especialista Psiquiatra | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2020 - Prefeitura de Barão de Cocais - MG - Farmacêutico | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2020 - Prefeitura de Barão de Cocais - MG - Médico - ESF/NASF | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2020 - Prefeitura de Barão de Cocais - MG - Psicólogo ESF/NASF | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2020 - Prefeitura de Barão de Cocais - MG - Assistente Social - ESF/NASF | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2020 - Prefeitura de Barão de Cocais - MG - Professor Map II- Edução Física | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2020 - Prefeitura de Barão de Cocais - MG - Professor Map II - Artes | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2020 - Prefeitura de Barão de Cocais - MG - Fisioterapeuta | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2020 - Prefeitura de Barão de Cocais - MG - Engenheiro Civil | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2020 - Prefeitura de Barão de Cocais - MG - Arquiteto |
Q1138542 Português
INSTRUÇÃO: Leia o texto IV a seguir para responder à questão .

TEXTO IV

“Causou-me certa irritação ler um folheto, no consultório do meu médico, alertando sobre o perigo de parar de tomar comprimidos de antibiótico antes do tempo prescrito. Não há nada de errado no aviso em si, mas a justificativa apresentada preocupou-me. O folheto explica que as bactérias são ‘espertas’ e ‘aprendem’ a lidar com antibióticos. Presumivelmente os autores acharam que o fenômeno da resistência aos antibióticos seria mais fácil de entender se eles o chamassem de aprendizado em vez de seleção natural. Mas falar em esperteza e aprendizado para bactérias é confundir o público, e sobretudo não ajuda o paciente a compreender por que ele deve seguir a instrução de continuar tomando comprimidos até o fim. […] Se entre as bactérias houver variação genética que as torne mais suscetíveis ao antibiótico do que outras, uma dose intermediária será sob medida para uma seleção benéfica aos genes que favorecem a resistência.” 

Disponível em: <encurtador.com.br/dCKMP >.
Acesso em: 16 nov. 2019 [Fragmento adaptado].

Releia este trecho. “Mas falar em esperteza e aprendizado para bactérias é confundir o público, e sobretudo não ajuda o paciente a compreender por que ele deve seguir a instrução de continuar tomando comprimidos até o fim.”

Considere as afirmativas a seguir a respeito do termo destacado.


I. Trata-se, nesse contexto, de um advérbio, que por definição gramatical é invariável.

II. Pode ser, em alguns contextos, um substantivo, ou grafado separadamente (sobre tudo), em outros.

III. Pode ser substituído pela palavra “mormente”, sem alteração do sentido da frase.


Estão corretas as afirmativas

Alternativas
Ano: 2020 Banca: Quadrix Órgão: CRMV-AM Prova: Quadrix - 2020 - CRMV-AM - Serviços Gerais |
Q1137684 Português

Com relação a aspectos linguísticos e gramaticais do texto, julgue o item.


Em “No mundo aquático” (linha 13), há dois substantivos: “mundo” e “aquático”.

Alternativas
Ano: 2020 Banca: FGV Órgão: TJ-RS Prova: FGV - 2020 - TJ-RS - Oficial de Justiça |
Q1134366 Português
Observe a frase a seguir.
É importante aprender muitas coisas / É importante o aprendizado de muitas coisas.
O mesmo processo de substituição de um verbo por um substantivo correspondente foi feito de forma adequada em:
Alternativas
Ano: 2020 Banca: FGV Órgão: TJ-RS Prova: FGV - 2020 - TJ-RS - Oficial de Justiça |
Q1134354 Português
Atribuições do oficial de justiça: “Cumprir mandados judiciais; preparar salas com livros e materiais necessários ao funcionamento das sessões de julgamento; buscar, na Secretaria e nos Gabinetes, os processos de cada Relator, separando-os e ordenando-os, colhendo assinaturas, quando for o caso; atender e dar informações aos advogados, partes e estagiários presentes na sessão, anotando os pedidos de preferência pela ordem de chegada dos interessados; auxiliar na manutenção da ordem e efetuar prisões, quando determinado; auxiliar o Secretário de Câmara, quando solicitado o auxílio; cumprir as demais atribuições previstas em lei ou regulamento”.
Em cada opção a seguir foi destacado um substantivo do texto acima; a opção em que o adjetivo referente ao substantivo destacado está INCORRETO é:
Alternativas
Q1134028 Português
Quanto à classificação gramatical das palavras, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q2711006 Português

Numere a coluna B pela coluna A observando o significado dos coletivos.


COLUNA A

I. Boana.

II. Cabido.

III. Girândola.

IV. Cáfila.

V. Chusma.

COLUNA B

( ) Peixes miúdos.

( ) Fogos de artifício.

( ) Pessoas da plebe.

( ) Camelos.

( ) Cônegos.


Marque a opção que apresenta a sequência CORRETA.

Alternativas
Q2709769 Português

Leia com atenção o texto e responda o que se pede no comando das questões.

O ninho não mais vazio

Há dias, escrevi sobre uma amiga cujos filhos tinham acabado de sair de casa e que estava experimentando o que os psicólogos chamam de “síndrome do ninho vazio”. Aproveitei para contar que eu próprio entre o Natal e o Réveillon, vivera algo parecido, só que ao pé da letra. Uma rolinha — Lola, a rola — fizeram seu ninho no meu terraço e passara uma semana sentada sobre um ovo, do qual saiu Lolita, a Rolita. E, antes que eu tivesse o prazer de ver mãe e filha em ação, voando para lá e para cá, foram embora sem se despedir. Ali entendi a síndrome do ninho vazio.

Outro amigo, cujo conhecimento sobre os pássaros aprendi a admirar, me garantiu que Lola, a Rola não podia estar muito longe. "Ela gostou daqui”, ele disse. "Vai voltar para fazer outro ninho”. E, para que eu não me jactasse de minhas virtudes como anfitrião, explicou-me que isso é instintivo nos pássaros. Se se sentem seguros em algum lugar, elegem-no para se aninhar. Com isso, retomei meu posto de observação — e não é que meu amigo tinha razão?

Lola, a Rola reapareceu e logo começou os trabalhos. Reconheci-a pelo estilo de gravetos que recolhe — secos, fininhos e compridos. Em poucos dias o novo ninho ficou pronto, não muito distante do ninho original, este já em escombros. Só que, agora, com uma importante colaboração: a de seu marido Rollo, o Rola, talvez como mestre de obras. O fato é que, ao contrário da primeira vez, tive várias oportunidades de ver o casal empenhado na construção.

E assim, com duas semanas de intervalo, eis-me avô de mais um ovo. Que, pela lei das probabilidades, deverá produzir um macho. E, sendo filho de Lola, a Rola e Rollo, o Rola, só poderá se chamar — claro — Rolezinho.

Não vou dizer o nome de meu amigo amador de ornitologia. Só as iniciais: Janio de Freitas.

(CASTRO, Ruy. A arte de querer bem. 1, ed. Rio de Janeiro: Sextante, 2018. p. 21/ 22)

Identifica corretamente o coletivo de ''aves''.

Alternativas
Q2703936 Português

TEXTO PARA AS QUESTÕES 01 A 10

O que acontece com o corpo humano durante uma greve de fome?

Essa forma radical de manifestação pode causar problemas nos rins, fígado e coração e até levar à morte


A greve de fome como forma de protesto é usada há séculos pelo mundo. É um tipo de manifestação arriscado, já que as consequências possíveis para o organismo de quem suspende a alimentação são várias e incluem a morte.

Lício Velloso, professor do Departamento de Clínica Médica da Unicamp, explica que existem três tipos de greve de fome: a absoluta, em que a pessoa não consome nem alimentos, nem água; a total, em que a pessoa não se alimenta, mas consome água; e a parcial, quando a pessoa não come alimentos, mas consome água e suplementos de sais minerais e vitaminas.

Problemas de saúde anteriores e idade influenciam em como o organismo vai reagir ao jejum prolongado. Por exemplo, quem já sofre de problemas renais e os mais velhos terão mais complicações.

Na greve de fome absoluta, a mais radical de todas, a pessoa começa a ter problemas sérios entre 25 e 30 dias, causados pela falta de alimentos, de líquidos e de reposição de sais minerais. “O indivíduo começa a ter problemas renais graves e desequilíbrio na quantidade de sais minerais no sangue”, diz Velloso. Com a grande desidratação, a quantidade de sódio e potássio no sangue diminui muito, causando arritmia do coração e falência dos rins. “O risco de morrer por volta do 40 dia é muito grande”, afirma o médico.

Já os manifestantes que aderem à greve de fome parcial, recebendo água e sais minerais, não vão sofrer desidratação e nem desequilíbrio de sais minerais. “Esses vão mais longe. Eles vão começar a ter problemas mais sérios por volta de 40 ou 50 dias. Eles terão que usar muito da reserva de músculo e de tecido adiposo para produzir energia. Assim, o fígado começa a ser muito danificado”, explica Velloso.

Enquanto os grevistas absolutos sentem os primeiros danos nos rins e no coração, após 25 dias, aqueles que fazem greve de fome parcial sofrerão primeiro complicações no fígado, após 40 ou 50 dias. Ao usar a gordura do corpo para produzir energia, o fígado produz agentes que são tóxicos para ele mesmo e acaba sendo danificado. Quem não está tomando líquidos não chega a esse ponto, porque as chances de morrer antes por problemas renais ou cardíacos são grandes.

A recuperação após uma greve de fome exige cuidados e acompanhamento médico. “É importante que a fase de recuperação seja feita com assistência médica, para que seja provida para o paciente a quantidade certa de líquidos, de sais minerais e vitaminas para que ele não corra o risco de ter uma intoxicação hídrica”, alerta Velloso.

O médico explica os riscos de tomar muito líquido com o coração fragilizado pode levar a hiper-hidratação e falência cardíaca. “O coração não vai estar forte o suficiente para bombear todo o sangue novo, que será gerado com a ingestão de muito líquido. A pessoa pode ter uma falência cardíaca e até morrer”.


Disponível em: https://www.gazetadopovo.com.br/ideias/o-que-acontece-com-o-corpo-humano-durante-uma-greve-de-fome-5s6e4q22c4mi9q65roy5me8s1

Em “Enquanto os grevistas absolutos sentem os primeiros danos”, a palavra destacada pode ser interpretada morfologicamente como duas classes diferentes, sendo elas:

Alternativas
Q2702931 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.

Por que você precisa se tornar um professor empreendedor?

01 O professor como conhecemos hoje, exclusivamente atrelado ___ uma instituição de

02 ensino, aos poucos, dará espaço a um profissional capaz de preencher a lacuna existente entre o

03 docente tradicional, o administrador e o formulador de políticas educacionais. Estamos falando do

04 chamado teacherpreneur, ou professor-empreendedor em tradução livre. Afirmo isto diante da

05 realidade de que, apesar dos avanços tecnológicos, a maioria das escolas conta com uma

06 hierarquia que separa as pessoas que criam políticas educacionais (administradores) daquelas

07 que realmente entregam a educação (professores)

08 Essa história de compartimentalização muda com o professor-empreendedor, que além de

09 estar no dia ___ dia no ambiente escolar, sai da sala de aula para interagir com múltiplos

10 domínios da educação. Assim, em termos gerais, um professor-empreendedor envolve-se na

11 liderança educacional, escreve seus próprios currículos, pesquisa metodologias educacionais,

12 aprende a usar diferentes tecnologias, cria cursos próprios e os vende ou disponibiliza

13 gratuitamente em plataformas digitais, educa outros professores e até trabalha para reformar as

14 políticas educacionais oficiais.

15 Esse novo educador tem como característica fundir a imagem do professor inovador com a

16 liderança empreendedora que assume riscos para criar seu próprio lugar no mundo profissional.

17 São pessoas empenhadas em criar uma cultura de criatividade e reflexão na sala de aula, mas

18 que também pensam suas ações para além deste espaço, pois têm consciência de que o

19 aprendizado e lições valiosas não devem ficar restritos aos bancos escolares.

20 A possibilidade de se tornar um professor-empreendedor pode ser uma das soluções para

21 reverter o crescente desinteresse pela carreira e conter o êxodo para o mundo administrativo,

22 movimento geralmente resultante de salários pouco competitivos, dificuldades em lidar com os

23 alunos e até mesmo o esgotamento físico e mental que muitos alegam ao deixar a educação. É

24 um caminho possível para ajudar aqueles professores talentosos e dedicados a permanecerem

25 entusiasmados com sua profissão e a compartilharem suas melhores práticas. A chave aqui é que

26 o educador crie uma maneira diferente de navegar na profissão sem abandoná-la ou perder a

27 vontade de ensinar.

28 Mas o que os teacherpreneurs estão produzindo agora?

29 Como exemplo de professores-empreendedores, podemos nos pautar por vários cases de

30 sucesso, tanto no exterior como aqui mesmo no Brasil. São educadores que resolveram criar seu

31 próprio produto ou serviço para solucionar problemas que eles ou seus colegas encontraram na

32 sala de aula, desenvolvendo soluções criativas para educação.

33 Este é o caso do professor de História de uma escola pública localizada no Bronx, Charles

34 Best, que fundou o site DonorsChoose.org, uma plataforma de financiamento coletivo de projetos

35 escolares direcionados ___ rede pública norte-americana. Em 2000, Charles Best propôs que

36 seus alunos lessem “Little House on the Prairie”. Enquanto fazia fotocópias do único livro

37 disponível na escola, pensou em todo o dinheiro que ele e seus colegas gastavam em livros e

38 materiais de apoio para lecionar. Foi então que ele imaginou que talvez houvesse pessoas que

39 gostariam de colaborar com projetos educacionais, desde que pudessem acompanhar para onde

40 seu dinheiro estava indo.

41 Best esboçou um site onde os professores poderiam postar solicitações de projetos de sala

42 de aula e os doadores poderiam escolher os que desejariam apoiar. Seus colegas postaram os

43 primeiros onze pedidos. Hoje, a plataforma é utilizada em todo os Estados Unidos. Quando o

44 projeto atinge a meta de doações em dinheiro, a organização do DonorsChoose entrega os

45 materiais necessários – que vão desde livros e giz de cera até microscópios e equipamentos

16 esportivos – e envia para os doadores um extrato detalhado, indicando como cada dólar foi

47 utilizado.

48 Como se tornar um professor empreendedor?

49 Os exemplos mostram o quanto os professores empreendedores têm a oportunidade de

50 afetar a política educacional, impactando a sociedade e gerando inovação no ensino, sem

51 estarem necessariamente atrelados a uma instituição ou sala de aula convencional. Eles geram

52 renovação e entusiasmo, além de experiências mais eficazes e enriquecedoras para todo o

53 sistema educacional. Em certo sentido, eles dão um passo adiante para alcançar um estado de

54 aprendizado mais engajado e simplificado.

55 Abrir-se para a possibilidade de se transformar num professor-empreendedor é

56 importante porque traz um novo olhar sobre o ensino-aprendizado e sobre suas próprias

57 possibilidades como educador e pessoa. A profissão de professor não vai acabar, mas vai se

58 transformar profundamente. É importante se perguntar se você quer acompanhar esta mudança

59 ou não. Pelo que já estamos vendo, será uma ótima jornada. Você não vai querer ficar fora

60 desta, vai?

(Luciana Allan – Revista Exame – 14/02/2019 – disponível em: https://exame.abril.com.br/ - adaptação)

Considerando o emprego do vocábulo “que”, assinale a alternativa na qual ele é empregado como pronome relativo, relacionando-se a um substantivo e caracterizando-o.

Alternativas
Q2702817 Português

Assinalar a alternativa que NÃO apresenta um diminutivo:

Alternativas
Q2701425 Português

A reforma da Previdência pesará mais sobre os mais pobres ou os mais ricos?

Heloísa Mendonça – 03/06/2019 – 16:22 BRT


1 A reforma da previdência é o assunto

2 que está mexendo com o Brasil. O ministro da

3 Economia, Paulo Guedes, tem repetido que a

4 nova Previdência irá remover privilégios e

5 reduzir as desigualdades entre as

6 aposentadorias do setor privado e público. Já

7 a oposição argumenta que as mudanças

8 atingirão principalmente os mais pobres. Mas

9 quem de fato vai ter de encarar mudanças

10 com a reforma que está no Congresso?

11 Para destrinchar algumas das mudanças

12 mais polêmicas propostas pela reforma, o EL

13 PAÍS escutou três economistas: Paulo Tafner,

14 um dos maiores especialistas em Previdência

15 no país, o pesquisador Marcelo Medeiros,

16 vinculado à Universidade de Princeton nos

17 Estados Unidos, e Denise Lobato Gentil,

18 professora do Instituto de Economia da

19 Universidade Federal do Rio de Janeiro

20 (UFRJ).


21 Contribuição maior para funcionários

22 públicos e da iniciativa privada

23 Dentre as diversas mudanças, há um

24 consenso entre os especialistas de uma

25 medida que ajudará a melhorar a distribuição

26 de renda: a criação de alíquotas de

27 contribuição progressiva para o setor privado

28 e os servidores. Hoje, os empregados da

29 iniciativa privada recolhem de 8% a 11%,

30 dependendo do salário. A nova regra prevê

31 alíquotas que variam de 7,5% a 14%,

32 distribuídas em mais faixas salariais. Para o

33 funcionalismo, cuja cobrança padrão é de

34 11%, a cobrança pode chegar a 22% para

35 quem recebe 39 mil reais ou mais. O modelo

36 foi pensado para garantir que quem ganha

37 mais pagará mais que os que ganham menos.

38 "A contribuição progressiva é correta e

39 positiva, já surte efeito no curto prazo. Mas

40 deve ser pedida para todas as categorias,

41 inclusive para os militares", aponta Medeiros.

42 A proposta de reforma para os militares -

43 apresentada à parte pelo Governo - unifica a

44 contribuição de todos os beneficiários do

45 sistema e passa a ser de 10,5% sobre o valor

46 integral do rendimento bruto a partir de

47 2022. Cabos e soldados estarão isentos dessa

48 contribuição durante o serviço militar

49 obrigatório. Hoje ativos e inativos contribuem

50 com 7,5% sobre o rendimento bruto.


51 Mas afinal, as mudanças vão pesar mais

52 para algum grupo?

53 Ainda que individualmente a reforma

54 piore a situação de todos os trabalhadores

55 brasileiros com regras mais rígidas, Tafner

56 defende que quando olhamos o coletivo, a

57 mudança será positiva para a sociedade como

58 um todo. "A partir do momento em que o

59 Governo consiga controlar as contas públicas,

60 o Estado terá maior capacidade de investir

61 recursos em educação e saúde, duas áreas

62 que, quando sofrem cortes, atingem muito

63 mais os mais pobres", afirma.

64 Para o economista, não há dúvida de

65 que na equação das novas regras

66 da aposentadoria serão os segmentos mais ricos

67 os mais punidos. "Pegue o exemplo de um

68 funcionário público, hoje ele se aposenta com

69 53, 54 anos. Com a reforma, para chegar ao

70 salário integral do benefício, ele terá que

71 trabalhar até os 65 anos, 10 anos mais. Já a

72 alíquota dele pode chegar a 18%, enquanto o

73 trabalhador urbano mais pobre será de

74 7,5%", diz.

75 Outro aspecto que pune os mais ricos,

76 segundo o economista, é que, com a reforma,

77 todos os servidores, inclusive deputados,

78 senadores ou juízes, vão ganhar no máximo

79 5.800 reais de aposentadoria.

80 "Proporcionalmente, o custo individual é

81 muito maior dessas pessoas e nesse sentido a

82 reforma é justa. Todo mundo está sendo

83 punido, mas os mais ricos mais. Não é a toa

84 que os servidores estão contra", explica

85 Tafner.

86 A visão de Denise Gentil é

87 completamente oposta. Para a economista, a

88 reforma é desalentadora e não combate

89 privilégios. "Se quisesse combater, não usaria

90 a Previdência como estratégia, e sim a

91 reforma tributária. O que o projeto quer é

92 desconstitucionalizar toda a proteção social.

93 Sem segurança jurídica, as pessoas irão

94 trabalhar sem perspectiva de se aposentar",

95 afirma Gentil. Na avaliação da professora da

96 UFRJ, as mulheres, professoras, os

97 trabalhadores rurais e os

98 beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC)

99 serão os maiores prejudicados. "Pensando em

100 cortes, a estratégia é de eliminação. Eliminar

101 as pessoas de alcançar a sobrevivência na

102 velhice".

103 Na avaliação de Medeiros, dizer que

104 quem pagará mais o ônus das mudanças na

105 aposentadoria serão os pobres é equivocado.

106 "Muita gente vai pagar. O que precisamos

107 fazer é uma reforma que alie

108 responsabilidade fiscal com responsabilidade

109 social. Esse projeto foi desenhado de tal

1110 maneira em que todo mundo sai perdendo,

111 mas o ideal é fazer mudanças para que os

112 pobres percam menos", diz.

113 Para o pesquisador, a distribuição das

114 aposentadorias é hoje extremamente

115 concentrada, e é ainda maior que a

116 desigualdade do mercado de trabalho. "Isso

117 traz uma mensagem importante. Se você

118 economizar no topo, você economiza a maior

119 parte dos recursos. Se você não fizer

120 concessões para as categorias que estão no

121 topo, você consegue economizar muito mais

122 que apertando as pessoas da parte de baixo",

123 explica Medeiros.

124 Apesar de avaliar que a reforma traz

125 uma série de medidas positivas, o

126 pesquisador afirma que o Governo continua

127 lançando medidas que protegem professores,

128 militares, policiais, mas não está interessado

129 em propor medidas para ajudar os mais

130 pobres. "A reforma mira a economia fiscal,

131 mas não se preocupa em melhorar a

132 aposentadoria de ninguém. Ela só tira. É

133 compreensível dado o rombo nas contas, mas

134 para os mais pobres é necessário criar

135 mecanismos de proteção um pouco

136 melhores", conclui.

Disponível em: https://brasil.elpais.com/brasil/2019/05/13/politica/15 57776028_131882.html Acesso em 11/07/2019. Texto adaptado

O plural do substantivo terminado em -ão difere do plural de “concessões” (linha 120) na palavra

Alternativas
Q2700995 Português

A Copa do despertar feminista de Marta: “O futebol feminino depende de vocês para sobreviver”


BREILLER PIRES -

São Paulo 24 JUN 2019 - 00:56 BRT


1 Quando marcou o gol de pênalti contra

2 a Austrália, no segundo jogo da seleção pela

3 Copa feminina, Marta chamou a atenção do

4 mundo para uma causa que abraçou como

5 sua. Na comemoração, apontou para as

6 chuteiras personalizadas com um símbolo pela

7 igualdade de gênero no esporte. Aos 33 anos,

8 seis vezes eleita como a melhor jogadora do

9 planeta, a craque brasileira se engaja como

10 nunca para deixar um legado para as

11 mulheres no futebol que extrapole seus

12 recordes e conquistas individuais. “Não gosto

13 de falar, gosto de mostrar”, disse a camisa 10

14 do Brasil após o gesto diante das australianas.

15 Já o desabafo logo em seguida à eliminação

16 para a França, nas oitavas de final, soou como

17 uma convocação inspiradora para que as

18 jovens atletas se dediquem a cuidar da

19 semente que ela ajudou a plantar: “Não vai

20 ter uma Marta para sempre, uma Cristiane,

21 uma Formiga. E o futebol feminino depende

22 de vocês para sobreviver”. “Chore no começo

23 para sorrir no fim”, concluiu.

24 Marta jamais havia se apresentado

25 como feminista nem aderido de forma tão

26 contundente a pautas do movimento. Mas não

27 era difícil ecoá-lo sendo dona de uma

28 trajetória que espelha as desigualdades

29 enfrentadas pela mulher, inclusive no esporte.

30 Foi criada apenas pela mãe, depois que o pai

31 abandonou a casa da família quando ela tinha

32 um ano, e impedida de jogar futebol em sua

33 cidade, no sertão de Alagoas. Seu primeiro

34 salário na Europa era equivalente a 3.000

35 reais e até hoje, mesmo consagrada, ainda

36 está muito distante de receber as milionárias

37 cifras embolsadas pelos grandes craques do

38 masculino. Chegou ao Mundial da França, o

39 mais visto da história, sem nenhum contrato

40 fixo de patrocínio, depois de recusar propostas

41 que lhe ofereciam menos da metade do que já

42 chegou a ganhar em outras temporadas.

43 A mudança de postura, que antes se

44 concentrava mais no desempenho esportivo

45 em detrimento dos discursos, coincide com a

46 nomeação da atacante como embaixadora da

47 ONU Mulheres, no ano passado. “Marta é um

48 modelo excepcional para mulheres e meninas

49 em todo o mundo. Sua própria experiência de

50 vida conta uma história poderosa do que pode

51 ser alcançado com determinação, talento e

52 coragem”, afirmou Phumzile Mlambo-Ngcuka,

53 diretora-executiva da organização das Nações

54 Unidas, que tem utilizado a imagem da atleta

55 para promover campanhas contra o sexismo e

56 a discriminação de gênero.

57 Em março, ao participar de um evento

58 na sede da ONU, em Nova York, Marta

59 emocionou a plateia ao contar sobre os

60 desafios que precisou superar para se tornar

61 uma jogadora profissional. “O preconceito e a

62 falta de oportunidades já me doeram ao longo

63 do meu caminho. Doeu quando meninos não

64 me deixaram jogar. Doeu quando treinadores

65 me tiravam dos campeonatos porque eu era

66 apenas uma menina. Mas minha certeza de

67 onde eu iria chegar nunca me deixou desistir”,

68 discursou antes de ser aplaudida de pé. A

69 ONU Mulheres trabalha com a meta de

70 alcançar a igualdade de gênero em escala

71 global até 2030 e bate na tecla da equidade

72 salarial reivindicada pelas mulheres no

73 futebol.

74 Uma das inspirações de Marta, que

75 atua no Orlando Pride dos Estados Unidos,

76 onde está desde 2017, é o movimento

77 de jogadoras da seleção norte-americana, que

78 entrou com ação coletiva contra a federação

79 local por discriminação de gênero

80 institucionalizada. Apesar de gerarem maior

81 receita de bilheteria que a seleção masculina,

82 elas alegam disparidade de remuneração e

83 premiações em relação aos homens, que

84 recebem cerca de cinco vezes mais para

85 defender o país. Mesmo sabendo da realidade

86 diferente amargada pelo futebol feminino no

87 Brasil, em que a maioria das jogadoras nem

88 sequer tem carteira assinada, Marta aproveita

89 a onda de protestos para cobrar

90 patrocinadores por equiparação.

91 Neste campo dos patrocínios, ela

92 começa a se movimentar e querer desfrutar,

93 inclusive financeiramente, do status de

94 influenciadora. No último jogo do Brasil na

95 fase de grupos, ela entrou em campo com um

96 indefectível batom de cor “sangria”, uma

97 ação, ela disse quando perguntada, para a

98 marca Avon — neste domingo, escolheu um

99 vermelho fechado. A repercussão em várias

100 páginas e publicações reforça o apelo

101 midiático da craque como uma personalidade

102 capaz de estender sua bandeira em outros

103 campos. Já foi destaque no jornal The New

104 York Times e na revista de moda Vogue Brasil,

105 que estampa a jogadora na capa de sua

106 edição de julho com a chamada “A vez de

107 Marta”. A publicação ressalta que

108 a importância da jogadora não está

109 condicionada ao resultado no Mundial, como

110 explica a editora-chefe Paula Merlo. “A taça é

111 um mero detalhe para o quão longe ela

112 chegou e para tudo o que representa para

113 esta e para as próximas gerações”.

114 Desde que se tornou a grande

115 referência da modalidade, Marta vem sendo

116 cobrada por assumir posicionamentos mais

117 incisivos pela valorização das mulheres no

118 futebol.

119 Embaixadora da causa pelo

120 empoderamento das mulheres e também do

121 futebol feminino no Brasil, Marta mostrou,

122 pelo menos em seus pronunciamentos e

123 atitudes nesta Copa do Mundo, que se

124 convenceu da importância de marcar posição

125 além do gramado. Depois de bater o recorde

126 no Mundial, contra a Itália, se convertendo na

127 maior artilheira de todos os tempos do

128 torneio, com 17 gols, ela dedicou o feito a

129 todas as atletas. “Hoje temos uma mulher

130 como a maior goleadora das Copas. Esse

131 recorde não representa só a jogadora Marta,

132 mas todas as mulheres num esporte

133 ainda visto por muitos como masculino”,

134 disse, olhando para várias câmeras,

135 reafirmando ainda o compromisso de defender

136 os direitos das que se inspiram em seu

137 exemplo fora do esporte. “Eu divido com

138 vocês que lutam e batalham em todos os

139 setores e ainda têm de provar que são

140 capazes de desempenhar qualquer tipo de

141 atividade. É nosso!”

De acordo com o texto, assinale a opção que indica a associação correta entre o substantivo destacado e o seu referente.

Alternativas
Q2700452 Português

Leia atentamente a reflexão a seguir para responder às próximas questões.


“Há palavras que são pronunciadas com a simples intenção de agir sobre os outros homens e de produzir algum efeito: o que sucede também quando se escreve. Elas não têm valor: as únicas palavras que contam são as pronunciadas tendo em vista a verdade e não o resultado”.


(Louis Lavelle)

Marque a alternativa que indica uma palavra, empregada no texto, que se classifica como do gênero masculino.

Alternativas
Q2700384 Português

Leia a seguinte reflexão, escrita por Nelson Rodrigues, para responder às questões a seguir.


“Na mulher interessante, a beleza é secundária, irrelevante e, mesmo, indesejável. A beleza interessa nos primeiros quinze dias; e morre, em seguida, num insuportável tédio visual. Era preciso que alguém fosse, de mulher em mulher, anunciando: - Ser bonita não interessa. Seja interessante!”

Considere as alternativas a seguir e assinale a que contém uma palavra utilizada no texto que esteja no plural.

Alternativas
Q2700360 Português

Leia o texto a seguir para responder às próximas questões.

“Novas tecnologias impressionam exatamente por serem inéditas. Sua primeira versão costuma ser um trambolho que mal funciona. Seu aperfeiçoamento é lento e irregular. Quando finalmente amadurecem, se tornam invisíveis. É exatamente nesse ponto que transformam a vida de quem tem contato com elas”.

(Trecho escrito por Luli Radfahrer, com adaptações).


No texto, há palavras que pertencem aos gêneros masculino e feminino. Assinale a alternativa que NÃO apresenta um termo do gênero feminino.

Alternativas
Respostas
1981: C
1982: E
1983: C
1984: C
1985: C
1986: D
1987: E
1988: C
1989: C
1990: D
1991: A
1992: A
1993: D
1994: A
1995: D
1996: B
1997: B
1998: A
1999: A
2000: D