Questões de Concurso
Comentadas sobre sílaba: monossílabos, dissílabos, trissílabos, polissílabos em português
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Leia para responder à questão.
O lilás é uma cor que parece carregar, ao mesmo tempo, delicadeza e estranhamento: não grita como o vermelho, não se impõe como o preto, mas chama atenção por um tipo de presença silenciosa. Por isso, costuma marcar objetos e cenas que querem sugerir transição, sonho, imaginação ou cuidado. Em muitos contextos visuais, o lilás aparece como ponte entre o azul e o rosa, criando uma sensação de suspensão, como se a imagem estivesse entre a realidade e a lembrança.
Na natureza, o lilás se destaca em flores e paisagens que viram referência afetiva: lavandas, lilases, hortênsias e campos que, quando vistos em conjunto, produzem uma impressão quase cinematográfica. Essa cor também surge em crepúsculos e reflexos do céu, quando a luz muda de forma rápida e o olhar percebe nuances que parecem raras.
Não é à toa que o lilás, em narrativas e descrições, frequentemente acompanha momentos de pausa, contemplação e mudança de ciclo.
No campo cultural, o lilás aparece como símbolo em diferentes movimentos e tradições, assumindo significados ligados à memória, à dignidade e à afirmação identitária. É uma cor recorrente em campanhas e manifestações públicas, em detalhes de vestuário e em elementos de design que buscam comunicar valores sem depender de frases longas. Ao mesmo tempo, o lilás foi incorporado pela moda, pela estética pop e pela linguagem digital, tornandose marca de estilos que transitam entre o retrô e o futurista.
Também há coisas marcantes de cor lilás no cotidiano: embalagens de produtos de cuidado pessoal, cadernos, canetas, capas, luzes decorativas, ambientes com iluminação suave e objetos que procuram transmitir calma. Em muitos espaços, o lilás é usado para diminuir a sensação de rigidez e tornar o ambiente mais acolhedor, como se a cor tivesse uma função de “amortecer” o mundo. Assim, o lilás permanece como um recurso expressivo que, mesmo discreto, consegue fixar lembranças e dar identidade a cenas e objetos.
Leia o texto a seguir e responda à questão.
Fiu-fiu
(Luis Fernando Veríssimo)
Existe coisa mais melancólica do que uma mesa de quatro pessoas, num restaurante, em que três estão dedilhando seus smartphones e uma está falando sozinha?
Lançaram agora um celular à prova d’água, que você pode usar no chuveiro. Ou em qualquer outro lugar embaixo d’água. No mar, por exemplo.
— Bem, não me espere para o jantar...
— Onde você está?
— Sabe a nossa pesca submarina?
— O que houve?
— Pensei que fosse uma garoupa e era um tubarão. E ele está vindo na minha direção.
— Você ainda está embaixo d’água?!
— Estou.
— E o seu arpão?
— O tubarão engoliu!
— Ligue para a Guarda Costeira!
São cada vez mais raros os lugares em que você pode se ver livre de celulares, e agora nem as piscinas estão seguras.
Os celulares são práticos e se tornaram indispensáveis, eu sei, mas empobreceram a vida social. Existe coisa mais melancólica do que uma mesa de quatro pessoas, num restaurante, em que três estão dedilhando seus smartphones e uma está falando sozinha? Ou um casal em outra mesa, os dois mergulhados nos respectivos celulares sem nem se olharem, o que dirá se falarem — a não ser que estejam trocando mensagens silenciosas entre si, o que é ainda mais triste?
Os celulares podem ser perigosos de várias maneiras, mesmo que não derretam o cérebro, como se andou espalhando há algum tempo. Imagino uma velhinha que ganhou um celular dos netos sem que estes se dessem ao trabalho de explicar seu funcionamento para a vovó. Não contaram, por exemplo, que o celular dado assobia quando recebe uma mensagem. É um assovio humano, um nítido fiu-fiu avisando que alguém ligou, e que pode soar a qualquer hora do dia ou da noite. E imagino a vovó, que mora sozinha, dormindo e, de repente, acordando com o assovio. Um fiu-fiu no meio da noite! A vovó, se não morrer imediatamente do coração, pode ficar apavorada. Quem está lá? Um ladrão ou um fantasma assoviador? E o assovio tem algo de galante. A vovó pode muito bem sair da cama, sem saber se está acordada ou sonhando, e caminhar na direção do fiu-fiu sedutor, como se tivessem vindo buscá-la. Alguém pensou nas vovós solitárias quando inventou o assovio?
O fato é que não há mais refúgio. Nem castelos antismartphones com um fosso em volta. Eles agora podem atravessar o fosso.
Disponível em: https://oglobo.globo.com/opiniao/fiu-fiu-13464128
I- A palavra apresenta o mesmo número de fonemas e de letras.
II- Há nela a presença de um dígrafo.
III- Trata-se de palavra proparoxítona, cuja sílaba tônica é “ce”.
Está(ão) CORRETA(S):
(__) É uma palavra polissílaba.
(__) Possui um ditongo aberto.
(__) É proparoxítona.
(__) Contém um dígrafo nasal.
Tal fenômeno acontece com a palavra pura, no último parágrafo do Texto 2.
” … é pura fantasia…”
Assinale a alternativa na qual a palavra pura tem o mesmo significado.
Releia o trecho do texto I a seguir:
“[...] para cultivar uma presença digital que reflita a verdadeira complexidade e autenticidade da experiência humana, promovendo a valorização do indivíduo para além das métricas virtuais.”
Sobre os aspectos fonéticos e ortográficos, analise as afirmativas a seguir:
I. As palavras “indivíduo” e “métricas” são proparoxítonas, com acentuação tônica na antepenúltima sílaba.
II. Os termos “uma”, “do” e “que” são monossílabos átonos proferidos de forma fraca e nunca são acentuados.
III. Os substantivos “autenticidade” e “complexidade” foram escritos incorretamente devido a erros de digitação.
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)
A língua portuguesa é organizada em pequenas unidades de som que ajudam na pronúncia e na escrita das palavras, facilitando a comunicação. Essas unidades seguem regras que influenciam tanto a forma como falamos quanto como escrevemos. Entender essa divisão é importante para aprender a grafia correta das palavras, a maneira certa de pronunciá-las e até mesmo como elas se encaixam nas frases (CINTRA, 2020).
Com base no conceito de sílaba na língua portuguesa, assinale a alternativa correta.
As sílabas podem ser classificadas em simples e compostas, dependendo da quantidade de fonemas e da estrutura dos encontros vocálicos e consonantais que apresentam (BECHARA, 2019).
Assinale a alternativa correta quanto ao tipo de sílaba apresentada no vocábulo.
Considerando-se a classificação silábica, relacionar as colunas e assinalar a sequência correspondente.
(1) Dissílaba.
(2) Trissílaba.
(3) Polissílaba.
( ) Expressar, correto, progresso.
( ) Friíssimo, averiguei, genuíno.
( ) Ágil, algum, transpor.
I. A palavra "orgânico" é proparoxítona, pois a sílaba tônica é a antepenúltima.
II. A palavra "saúde" é paroxítona, pois a sílaba tônica é a penúltima.
III. A palavra "periódico" é paroxítona, pois a sílaba tônica é a penúltima.
Das assertivas, é correto afirmar que:
I- Apalavra “pesquisadores” possui cinco sílabas e é classificada como polissílaba.
II- Apalavra “chineses” possui três sílabas e é classificada como dissílaba.
III- Apalavra “mídia” possui duas sílabas e é classificada como monossílaba.
IV- Apalavra “anunciaram” possui cinco sílabas e é classificada como polissílaba.
É CORRETO o que se afirma apenas em: