Questões de Concurso
Comentadas sobre sílaba: monossílabos, dissílabos, trissílabos, polissílabos em português
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Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=NTK0i3isIFA> Acesso em: 14 ago. 2019. Adaptado.
A palavra “fórceps” significa qualquer pinça de que os cirurgiões se servem nas operações para extrair corpos.
A propósito da classificação das palavras quanto ao número de sílabas, é correto afirmar que “fórceps” é
“O poderoso chefinho”
O chefe de um departamento, sentindo que seus subordinados não respeitavam a sua liderança, resolveu colocar uma placa na porta de seu escritório, onde se lia:
“Aqui quem manda sou eu.”
Após ter voltado de uma reunião, viu o seguinte bilhete junto à placa:
“Sua esposa ligou e pede para que devolva a placa”.
(Adaptação de texto da internet. Autor não identificado)
I. A palavra preparado é monossílaba. II. O vocábulo vaidade contém três sílabas. III. A palavra cola não é polissílaba.
Neste sentido, pode-se dizer, APENAS, que
O texto abaixo servirá de subsídio para a questão.
E o seu nível de corrupção, como vai?
Millôr Fernandes
Dizem por ai que todo homem tem seu preço. Há quem vá mais longe afirmando que alguns
homens são vendidos a preço de banana. Sempre esperei, na vida, o dia da Grande Corrupção, e
confesso, decepcionado, que ele nunca veio. A mim só me oferecem causas meritórias, oportunidades
de sacrifício, salvações da Pátria ou pura e frontalmente a hedionda tarefa de lutar contra a corrupção.
Enquanto eu procuro desesperadamente uma oportunidade, as pessoas e entidades agem comigo de
tal forma que às vezes chego a duvidar de que a corrupção exista. Mas, falar em corrupção, como
anda a sua? Vendendo saúde ou combalida e atrofiada como a minha? (...)
“Mas, falar em corrupção, como anda a sua? Vendendo saúde ou combalida e atrofiada como a minha?” Com relação ao fragmento é CORRETO:
I – Há o emprego do ponto de interrogação.
II – Há pelo menos uma palavra polissílaba.
III – Pelo menos um dos verbos está no gerúndio.
IV – Há o emprego do acento agudo em uma das palavras.
Leia o texto.
O dono da bola
Carlos Alberto pulou vermelhinho de raiva:
— A bola é minha, eu carrego quantas vezes eu quiser!
— Pois é isso mesmo! — disse o Beto, zangado. — É por isso que nós não vamos ganhar campeonato nenhum!
— Pois, azar de vocês, eu não jogo mais nessa droga de time, que nem bola tem.
E Caloca saiu pisando duro, com a bola debaixo do braço.
Aí, Carlos Alberto resolveu jogar bola sozinho. Nós passávamos pela casa dele e víamos. Ele batia bola com a parede. Acho que a parede era o único amigo que ele tinha. Mas eu acho que jogar com a parede não deve ser muito divertido.
Porque, depois de três dias, o Carlos Alberto não aguentou mais. Apareceu lá no campinho.
— Se vocês me deixarem jogar, eu empresto a minha
bola.
Carlos Alberto estava outro. Jogava direitinho e não
criava caso com ninguém.
E, quando nós ganhamos o jogo final do campeonato, todo mundo se abraçou gritando:
— Viva o Estrela-d’Alva Futebol Clube!
— Viva!
— Viva o Catapimba!
— Viva!
— Viva o Carlos Alberto!
— Viva!
Então o Carlos Alberto gritou:
— Ei, pessoal, não me chamem de Carlos Alberto! Podem me chamar de Caloca!
Ruth Rocha
Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ).
( ) Caloca mostrou-se egoísta, solitário e arrependido ao longo do texto.
( ) Na frase: “O que nós não tínhamos era a bola de futebol.” O sujeito da oração é “bola de futebol”.
( ) Em “Nós passávamos pela casa dele e víamos”, há três palavras acentuadas graficamente. A justificativa para esses acentos é que duas são proparoxítonas e uma é monossílaba tônica terminada em “o” seguido de “s”.
( ) Na frase sublinhada do texto, as vírgulas são usadas para isolar um adjunto adverbial deslocado.
( ) Para o narrador, bola de meia também era uma alternativa para treinar e vencer o campeonato.
( ) O juiz só marcava falta no dono da bola de couro.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Leia o texto.
O shopping na Suécia que só vende produtos reciclados
Um centro comercial dedicado exclusivamente à venda de produtos reciclados, com uma área de 5 mil metros quadrados, um shopping center futurista é, há dois anos, um êxito na cidade de Eskilstuna, a cerca de 100 quilômetros da capital sueca, Estocolmo. A Suécia é um dos países que mais reciclam no mundo: 99% do lixo residencial é reaproveitado, sendo metade incinerada para produzir energia. “Seu lixo é o tesouro de outra pessoa”, diz o lema desse shopping center sustentável, onde os suecos podem deixar brinquedos, móveis e outros itens usados, em um depósito para que nada seja desperdiçado.
A fim de facilitar a entrega de itens usados para reciclagem, como máquinas de lavar e computadores, o acesso ao depósito do shopping sustentável é simples e rápido: basta entrar ali com o veículo, descarregar os itens e sair rapidamente. Depois de uma seleção dos produtos, eles são distribuídos em diferentes seções do shopping para serem reaproveitados.
https://www.acessaber.com.br. Adaptado
Observe a frase tirada do texto:
“Seu lixo é o tesouro de outra pessoa”.
Assinale a alternativa correta.
Passaredo (Francis Hime e Chico Buarque)
Ei, pintassilgo
Oi, pintarroxo
Melro, uirapuru
Ai, chega-e-vira
Engole-vento
Saíra, inhambu
Foge asa-branca
Vai, patativa
Tordo, tuju, tuim
Xô, tiê-sangue
Xô, tiê-fogo
Xô, rouxinol, sem-fim
Some, coleiro
Anda, trigueiro
Te esconde colibri
Voa, macuco
Voa, viúva
Utiariti
Bico calado
Toma cuidado
Que o homem vem aí
O homem vem aí
O homem vem aí
Ei, quero-quero
Oi, tico-tico
Anum, pardal, chapim
Xô, cotovia
Xô, ave-fria
Xô, pescador-martim
Some, rolinha
Anda, andorinha
Te esconde, bem-te-vi
Voa, bicudo
Voa, sanhaço
Vai, juriti
Bico calado
Muito cuidado
Que o homem vem aí
O homem vem aí
O homem vem aí
Leia um trecho do poema de Fernando Pessoa a seguir e responda à questão:
Poema em linha reta
Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em
tudo.
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas
vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo.
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para
tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos
tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e
arrogante,
[…]
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas
coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste
mundo.
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um acto ridículo, nunca sofreu
enxovalho,
Nunca foi senão príncipe – todos eles príncipes –
na vida…
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma
cobardia!
[…]
Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?
I. “Torta” e “curva” são termos com significado contrário ao termo “reta”. II. “Direta, correta, sem desvios” são termos com significado semelhante a “reta”. III. “Reta” é uma palavra com duas sílabas: “re” e “ta”.
“Desse modo, prejudica os demais seres vivos. Ocasionando, muitas vezes, sua total destruição.” (linhas 11 e 12).
BEM PERTO DE LEO
Christophe Honoré
Capítulo I
Marcelinho. Era assim que eles me chamavam.
Pra mim, se eles me chamassem de Marcelo também tava bom, só que eles têm essa mania, já estou com mais de dez anos mas não adianta. Se acostumaram. Querem ser bonzinhos comigo. Ou rir da minha cara. Sei lá, uma mistura danada de boas intenções que deve me deixar incrivelmente legal aos olhos deles.
Marcelinho. Até que eu gosto. Fico mais diferenciado dos meus três irmãos. Dá pra perceber muito bem que eu sou o irmão mais moço, o caçulinha, o “queridinho da vovó”, como diz a vovó.
Três irmãos.
Grandes, mas grandes pra valer. Tipo caras que saíram do colégio há décadas. Só que os três continuam morando lá em casa.
Tristão: 21.
Leo: 19.
Pedrinho: 17. Não teve erro. Tipo relógio. Um filho de dois em dois anos, sempre em fevereiro. Pinta fevereiro, paf, filho!
Quando pergunto a minha mãe por que razão exatamente eu cheguei com:
(17 - 2)
- 10
5
cinco anos de atraso, ela olha pra mim como se eu estivesse querendo que ela me explicasse a existência do mundo. Em geral ela faz uma festinha na minha bochecha com uma das mãos e me dá um tapinha na testa com a outra e ao mesmo tempo fala baixinho: “Não se preocupe, meu coração, vai passar”.
Eu não me preocupo, mas sei lá, quando me dizem esse tipo de coisa fico todo arrepiado, a impressão que eu tenho é de que estão me escondendo um segredo de Estado.
É por isso que em geral não tenho coragem de insistir. Fico pensando que se eles, os meus pais, resolveram esperar cinco anos, a explicação só pode ser uma coisa bem ruim. Mas deixa pra lá, o que importa é que afinal eles se decidiram. Se não tivessem se decidido eu ia continuar sei lá onde, esperando que alguém se lembrasse de mim pra poder sair. [....]
Adaptado de: HONORÉ, Chistophe. Bem perto de Leo. Tradução de
Heloisa Jahn. São Paulo: Companhia das Letras, 1998. p. 7-8.