🎯 Saiba o que estudar

Avançado com Treinador a partir de R$ 0,76/dia

Questões de Concurso Comentadas sobre significação contextual de palavras e expressões. sinônimos e antônimos. em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 13.796 questões

Q2529156 Português
O gesso 


      Talvez um dia eu mande passar para o bronze; mas me afeiçoei a essa cabeça de gesso encardido que é a única lembrança material que tenho daquela que partiu.
      Seus olhos brancos parecem fitar um mundo estranho, contemplar alguma coisa além das coisas deste mundo. O ar é severo, quase triste. Mas sei como fazer vibrar essa imobilidade; minha arma é a luz. É com a luz que devagar e ternamente vou passeando os olhos pela face, a testa, a orelha delicada, os cabelos presos atrás por um laço. Então é como se os músculos ainda vivessem e os cabelos ainda tivessem o brilho macio, os lábios ainda pudessem se comprimir levemente, como se ela tivesse alguma palavra a dizer e não quisesse dizê-la.
      O escultor não se deixou encantar pela sua beleza; trabalhou com dura honestidade, com lenta obstinação, menos preocupado em fazer uma obra de arte em si mesma que em retratar a mulher.
      Quantas vezes vi esses olhos se rindo em plena luz ou brilhando suavemente na penumbra, olhando os meus. Agora olham por cima de mim ou através de mim, brancos, regressados com ela à sua substância de deusa.
      Agora ninguém mais a poderá ferir; e todos nós, desta cidade, que a conhecemos um dia e, mais que todos, aquele que mais obstinado, mais angustiosamente soube amá-la, aquele que hoje a contempla assim, prisioneira do imóvel gesso, mas libertada de toda a dor, toda a paixão tumultuária da vida – todos nós morremos um pouco na sua ausência.
      Muitas vezes encontro sua lembrança em alguma esquina da cidade; subitamente me sinto viver uma tarde antiga, como se a vida tivesse voltado um instante – ouço aquela voz dizer o meu nome, o bater de seus saltos na calçada, ao meu lado. Mas são lembranças vivas, carregadas de prazer e de angústia. Doem-me. Paro um momento na rua, como se fosse para deixar a tarde antiga passar pelos meus ombros, levada pela brisa; paro um momento e regresso ao dia de hoje, com todos os jogos do destino já idos e jogados.
      Mas à noite quando volto para casa, a cabeça de gesso me espera – imemorial, neutra, severa, apenas quase triste. E minha ternura é toda sossego e pureza.

(BRAGA, Rubem. Desculpem tocar no assunto. Crônicas Escolhidas. Tinta da China. Lisboa. MMXXIII.)
Talvez um dia eu mande passar para o bronze; mas me afeiçoei a essa cabeça de gesso encardido que é a única lembrança material que tenho daquela que partiu.” (1º§) As palavras grifadas expressam ideias, respectivamente, de
Alternativas
Q2529153 Português
O gesso 


      Talvez um dia eu mande passar para o bronze; mas me afeiçoei a essa cabeça de gesso encardido que é a única lembrança material que tenho daquela que partiu.
      Seus olhos brancos parecem fitar um mundo estranho, contemplar alguma coisa além das coisas deste mundo. O ar é severo, quase triste. Mas sei como fazer vibrar essa imobilidade; minha arma é a luz. É com a luz que devagar e ternamente vou passeando os olhos pela face, a testa, a orelha delicada, os cabelos presos atrás por um laço. Então é como se os músculos ainda vivessem e os cabelos ainda tivessem o brilho macio, os lábios ainda pudessem se comprimir levemente, como se ela tivesse alguma palavra a dizer e não quisesse dizê-la.
      O escultor não se deixou encantar pela sua beleza; trabalhou com dura honestidade, com lenta obstinação, menos preocupado em fazer uma obra de arte em si mesma que em retratar a mulher.
      Quantas vezes vi esses olhos se rindo em plena luz ou brilhando suavemente na penumbra, olhando os meus. Agora olham por cima de mim ou através de mim, brancos, regressados com ela à sua substância de deusa.
      Agora ninguém mais a poderá ferir; e todos nós, desta cidade, que a conhecemos um dia e, mais que todos, aquele que mais obstinado, mais angustiosamente soube amá-la, aquele que hoje a contempla assim, prisioneira do imóvel gesso, mas libertada de toda a dor, toda a paixão tumultuária da vida – todos nós morremos um pouco na sua ausência.
      Muitas vezes encontro sua lembrança em alguma esquina da cidade; subitamente me sinto viver uma tarde antiga, como se a vida tivesse voltado um instante – ouço aquela voz dizer o meu nome, o bater de seus saltos na calçada, ao meu lado. Mas são lembranças vivas, carregadas de prazer e de angústia. Doem-me. Paro um momento na rua, como se fosse para deixar a tarde antiga passar pelos meus ombros, levada pela brisa; paro um momento e regresso ao dia de hoje, com todos os jogos do destino já idos e jogados.
      Mas à noite quando volto para casa, a cabeça de gesso me espera – imemorial, neutra, severa, apenas quase triste. E minha ternura é toda sossego e pureza.

(BRAGA, Rubem. Desculpem tocar no assunto. Crônicas Escolhidas. Tinta da China. Lisboa. MMXXIII.)
“Agora olham por cima de mim ou através de mim, brancos, regressados com ela à sua substância de deusa.” (4º§) A expressão destacada se refere à:
Alternativas
Q2529151 Português
O gesso 


      Talvez um dia eu mande passar para o bronze; mas me afeiçoei a essa cabeça de gesso encardido que é a única lembrança material que tenho daquela que partiu.
      Seus olhos brancos parecem fitar um mundo estranho, contemplar alguma coisa além das coisas deste mundo. O ar é severo, quase triste. Mas sei como fazer vibrar essa imobilidade; minha arma é a luz. É com a luz que devagar e ternamente vou passeando os olhos pela face, a testa, a orelha delicada, os cabelos presos atrás por um laço. Então é como se os músculos ainda vivessem e os cabelos ainda tivessem o brilho macio, os lábios ainda pudessem se comprimir levemente, como se ela tivesse alguma palavra a dizer e não quisesse dizê-la.
      O escultor não se deixou encantar pela sua beleza; trabalhou com dura honestidade, com lenta obstinação, menos preocupado em fazer uma obra de arte em si mesma que em retratar a mulher.
      Quantas vezes vi esses olhos se rindo em plena luz ou brilhando suavemente na penumbra, olhando os meus. Agora olham por cima de mim ou através de mim, brancos, regressados com ela à sua substância de deusa.
      Agora ninguém mais a poderá ferir; e todos nós, desta cidade, que a conhecemos um dia e, mais que todos, aquele que mais obstinado, mais angustiosamente soube amá-la, aquele que hoje a contempla assim, prisioneira do imóvel gesso, mas libertada de toda a dor, toda a paixão tumultuária da vida – todos nós morremos um pouco na sua ausência.
      Muitas vezes encontro sua lembrança em alguma esquina da cidade; subitamente me sinto viver uma tarde antiga, como se a vida tivesse voltado um instante – ouço aquela voz dizer o meu nome, o bater de seus saltos na calçada, ao meu lado. Mas são lembranças vivas, carregadas de prazer e de angústia. Doem-me. Paro um momento na rua, como se fosse para deixar a tarde antiga passar pelos meus ombros, levada pela brisa; paro um momento e regresso ao dia de hoje, com todos os jogos do destino já idos e jogados.
      Mas à noite quando volto para casa, a cabeça de gesso me espera – imemorial, neutra, severa, apenas quase triste. E minha ternura é toda sossego e pureza.

(BRAGA, Rubem. Desculpem tocar no assunto. Crônicas Escolhidas. Tinta da China. Lisboa. MMXXIII.)
Assinale a alternativa em que o sinônimo da palavra sublinhada está correto. 
Alternativas
Q2528261 Português
Chapada dos Veadeiros

         Na década de 1960, todos os olhos do País se voltavam para o cerrado. Uma nova capital estava sendo inaugurada bem no meio do Brasil. Junto com o nascimento de Brasília surgiam também grandes obras arquitetônicas e uma atmosfera de prosperidade e urbanização. Pensando assim, fica até difícil imaginar que, a menos de 220 km dali, um lugar ainda permanecia “escondido” e praticamente intocado no Planalto Central.
        Enquanto os brasileiros se deslumbravam com a modernidade da nova capital, a Chapada dos Veadeiros, ali do ladinho, ainda era um segredo pertencente a poucos. Nem mesmo os fazendeiros, os nativos, os bandeirantes e os pesquisadores que já haviam estado ali tinham noção de tudo o que aquelas terras escondiam. As cachoeiras esverdeadas, as piscinas naturais cristalinas, os cânions esculpidos pelo vento e pela água…
        Não demorou muito para o segredo se espalhar. Vinte anos depois, em 1980, um grupo de jovens adeptos da contracultura e do movimento hippie mudou-se para a região em busca de um local propício para viver em paz e harmonia com a natureza. A Chapada dos Veadeiros parecia ser o endereço perfeito para isso.
        A partir daí, o desenvolvimento da região foi só uma consequência. A infraestrutura foi melhorada, novos empreendimentos foram criados e curiosos do mundo todo passaram a ir até lá para ver de perto o que tinha de tão especial naquelas bandas. O potencial era tanto que, hoje, tão pouco tempo depois, a Chapada dos Veadeiros se tornou um dos destinos turísticos mais populares do estado de Goiás — e do Brasil.

Revista Azul, nº 119. Adaptado.
A palavra sublinhada no 3º parágrafo do texto pode ser substituída, sem alteração de sentido, por: 
Alternativas
Q2527626 Português
“Nenhum povo acredita no seu Governo. Em resumo, os povos estão resignados”. (Octavio Paz). Neste contexto, podemos dizer que o sentido mais aproximado de “resignados” seria:
Alternativas
Q2527113 Português

ESTUDO ERRADO (Gabriel O Pensador) Adaptado


1 Atenção pra chamada! Aderbal?

2 Presente!

3 Aninha?

4 Eu!

5 Breno?

6 Aqui!

7 Carol?

8 Presente!

9 Douglas?

10 Alô!

11 Fernandinha?

12 aqui

13 Geraldo?

14 Eu!

15 Itamarzinho?

16 Faltou

17 Juquinha?

18 Eu tô aqui pra quê?

19 Será que é pra aprender?

20 Ou será que é pra sentar, me acomodar e obedecer?

21 tentando passar de ano pro meu pai não me bater

22 Sem recreio de saco cheio porque eu não fiz o dever

23 A professora tá de marcação porque sempre me pega

24 Disfarçando, espiando, colando toda prova dos colegas

25 E ela esfrega na minha cara um zero bem redondo

26 E quando chega o boletim lá em casa eu me escondo 27 Eu quero jogar botão, videogame, bola de gude


28 Mas meus pais só querem que eu vá pra aula! E estude!

29 Então dessa vez eu vou estudar até decorar cumpádi

30 Pra me dar bem e minha mãe deixar ficar acordado até mais tarde

31 Ou quem sabe aumentar minha mesada

32 Pra eu comprar mais revistinha (do Cascão?)

33 Não. De mulher pelada 34 A diversão é limitada e o meu pai não tem tempo pra nada

35 E a entrada no cinema é censurada (vai pra casa pirralhada!) 36 A rua é perigosa então eu vejo televisão

37 ( lá mais um corpo estendido no chão)

38 Na hora do jornal eu desligo porque eu nem sei nem o que é inflação

39 Ué não te ensinaram?

40 Não, a maioria das matérias que eles dão eu acho inútil

41 Em vão, pouco interessantes, eu fico pu

42 cansado de estudar, de madrugar, que sacrilégio (Vai pro colégio!) 43 Então eu fui relendo tudo até a prova começar

44 Voltei louco pra contar

45 Manhê! Tirei um dez na prova

46 Me dei bem, tirei um cem e eu quero ver quem me reprova

47 Decorei toda lição

48 Não errei nenhuma questão

49 Não aprendi nada de bom

50 Mas tirei dez (boa filhão!)

51 Quase tudo que aprendi, amanhã eu já esqueci

52 Decorei, copiei, memorizei, mas não entendi

53 Quase tudo que aprendi, amanhã eu já esqueci

54 Decorei, copiei, memorizei, mas não entendi

55 Decoreba: Esse é o método de ensino

56 Eles me tratam como ameba e assim eu não raciocino

57 Não aprendo as causas e consequências só decoro os fatos

58 Desse jeito até história fica chato

59 Mas os velhos me disseram que o porquê é o segredo

60 Então quando eu num entendo nada, eu levanto o dedo

61 Porque eu quero usar a mente pra ficar inteligente

62 Eu sei que ainda não sou gente grande, mas eu já sou gente

63 E sei que o estudo é uma coisa boa

64 O problema é que sem motivação a gente enjoa

65 O sistema bota um monte de abobrinha no programa...

Extraído de https://www.letras.mus.br/gabriel-pensador/66375/

Sobre o verso 56 “Eles me tratam como ameba e assim eu não raciocino...” a expressão destacada foi empregada em sentido:
Alternativas
Q2526759 Português
CONVERSA DE PAI E FILHA

- Pai, eu tenho um namorado.

Pai, que ouve isto da filha mocinha, pela primeira vez, sente uma dor muito grande. Todo sangue lhe sobe à cabeça, e o chão do mundo roda sob seus pés. Ele pensava, até então, que só a filha dos outros tinha namorado. A sua tem, também. Um namorado presunçosamente homem, sem coração e sem ternura. Um rapazola, banal, que dominará sua filha. Que a beijará no cinema e lhe sentirá o corpo, no enleio da dança. Que lhe fará ciúmes de lágrimas e revolta; pior ainda, de submissão, enganando-a com outras mocinhas. Que, quando sentir os seus ciúmes, com toda certeza, lhe dirá o nome feio e, possivelmente, lhe torcerá o braço. E ela chorará, porque o braço lhe doerá. Mas ela o perdoará no mesmo momento ou, quem sabe, não chegará, sequer, a odiá-lo. E lhe dirá, com o braço doendo ainda: "Gosto de você, mais que de tudo, só de você." Mais que de tudo e mais que dele, o pai, que nunca lhe torceu o braço. Só de você é não gostar dele, o pai. E pensará, o pai, que esse porcaria de rapaz fará a filha mocinha beber whisky, e ela, que é mocinha, ficará tonta, com o estômago às voltas. Mas terá que sorrir. E tudo o que conseguir dela será, somente, para contar aos amigos, com quem permuta as gabolices sobre suas namoradas. Ah! O pai se toma da imensa vontade de abraçar-se à filha mocinha e pedir-lhe que não seja de ninguém. De abraçá-la e rogar a Deus que os mate, aos dois, assim, abraçados, ali mesmo, antes que torçam o bracinho da filha. Como é absurda e egoisticamente irracional amor de pai! Mais que ódio de fera. Ele sabe disso e se sente um coitado. Embora sem evitar que todos esses medos, iras e zelos passem por sua cabeça, tem que saber que sua filha é igual à filha dos outros; e, como a filha dos outros, será beijada na boca. Ele, o pai, beijou a filha dos outros. Disse-lhe, com ciúme, o nome feio. E torceu-lhe o braço, até doer. Nunca pensou que sua namorada fosse filha de ninguém. Ele, o pai, humanamente lamentável, lamentavelmente humano. Ele, o pai, tem, agora, que olhar a filha com o maior de todos os carinhos e sorrir-lhe um sorriso completo de bemquerer, para que ela, em nenhum momento, sinta que está sendo perdoada. Protegida, sim. Amada, muito mais. E, quando ela repetir que tem um namorado, dizer-lhe apenas: 

- Queira bem a ele, minha filha.

MARIA, Antônio. Conversa de pai e filha. Disponível em:
<https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/5857/conversa-de-pai-e-filha>.
Acesso em: 28 abr. 2024.
Considere as frases abaixo:

1 - NUNCA pensou que sua namorada fosse filha de ninguém;
2 - E tudo o que conseguir dela será, SOMENTE, para contar aos amigos [...]; e
3 - Mas ela o perdoará no mesmo momento ou, quem sabe, não chegará, SEQUER, a odiá-lo.

Assinale a alternativa que substitui os termos em destaque sem alteração de sentido das frases e com valor semântico correspondente:
Alternativas
Q2526279 Português
“Depois, essa lenga-lenga toda termina. Puxa vida, ora essa!” Analisando a expressão destacada, pode-se afirmar que ela possui o sentido de:
Alternativas
Q2526068 Português
Analise as frases abaixo:

◼ Marcela tinha...................................... talento e competência para ser a nova diretora.
◼ Combinamos o encontro para meio dia e............................ .
◼ É...................................... calma nessa hora!
◼ Comprei...................................... gramas de queijo prato para o lanche.

Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas das frases. 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: FEPESE Órgão: Prefeitura de Concórdia - SC Provas: FEPESE - 2024 - Prefeitura de Concórdia - SC - Analista de Gestão Administrativa | FEPESE - 2024 - Prefeitura de Concórdia - SC - Arquiteto e Urbanista | FEPESE - 2024 - Prefeitura de Concórdia - SC - Assistente Social | FEPESE - 2024 - Prefeitura de Concórdia - SC - Biblioteconomista | FEPESE - 2024 - Prefeitura de Concórdia - SC - Contador | FEPESE - 2024 - Prefeitura de Concórdia - SC - Educador Físico | FEPESE - 2024 - Prefeitura de Concórdia - SC - Enfermeiro 35H | FEPESE - 2024 - Prefeitura de Concórdia - SC - Engenheiro Agrimensor | FEPESE - 2024 - Prefeitura de Concórdia - SC - Engenheiro Agrônomo | FEPESE - 2024 - Prefeitura de Concórdia - SC - Engenheiro Civil | FEPESE - 2024 - Prefeitura de Concórdia - SC - Engenheiro Eletricista | FEPESE - 2024 - Prefeitura de Concórdia - SC - Engenheiro Florestal | FEPESE - 2024 - Prefeitura de Concórdia - SC - Engenheiro Sanitarista | FEPESE - 2024 - Prefeitura de Concórdia - SC - Farmacêutico | FEPESE - 2024 - Prefeitura de Concórdia - SC - Fisioterapeuta | FEPESE - 2024 - Prefeitura de Concórdia - SC - Médico Especialista - Cardiologia | FEPESE - 2024 - Prefeitura de Concórdia - SC - Médico Especialista - Geriatria | FEPESE - 2024 - Prefeitura de Concórdia - SC - Médico Especialista - Neurologia | FEPESE - 2024 - Prefeitura de Concórdia - SC - Médico Especialista - Ginecologia e Obstetrícia | FEPESE - 2024 - Prefeitura de Concórdia - SC - Médico Especialista - Cirurgia Geral | FEPESE - 2024 - Prefeitura de Concórdia - SC - Médico Especialista - Dermatologia | FEPESE - 2024 - Prefeitura de Concórdia - SC - Médico Especialista - Endocrinologia | FEPESE - 2024 - Prefeitura de Concórdia - SC - Médico Especialista - Gastroenterologista | FEPESE - 2024 - Prefeitura de Concórdia - SC - Médico Especialista - Ortopedia | FEPESE - 2024 - Prefeitura de Concórdia - SC - Médico Especialista - Pneumologia Pediátrica | FEPESE - 2024 - Prefeitura de Concórdia - SC - Médico Especialista - Reumatologia | FEPESE - 2024 - Prefeitura de Concórdia - SC - Jornalista |
Q2525966 Português
Assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q2525932 Português
Escolha, nas orações abaixo, a palavra entre parênteses que dá sentido a cada oração.

◼ Finalmente o juiz ( deferiu / diferiu ) o nosso requerimento.
◼ Foi considerada ( precedente / procedente ) a ação que questionava o aumento de salário.
◼ Helena ( ratificou / retificou ) que isso aconteceria!

Assinale a alternativa que indica corretamente as palavras que dão sentido as orações.
Alternativas
Q2525601 Português
Creio, logo é!


    Quando as informações conflitam com as nossas crenças, reinterpretamos os fatos de acordo com nossas convicções. Se uma previsão falha, em vez de abandonarmos a crença, buscamos explicações, muitas vezes, irracionais para justificar ou atenuar o erro e alimentar a crença na previsão. É como desenhar o alvo em torno da flecha e acreditar na pontaria do arqueiro.

    É comum tomarmos decisões baseadas em preferências inconsistentes, com consequências reais, simplesmente por rejeitarmos informações e evidências contrárias às nossas crenças. O autoengano é uma forma de proteger a autoestima e evitar o confronto com a possibilidade de que nossas certezas estejam erradas.

    Quando temos uma opinião positiva sobre uma questão, buscamos mensagens positivas a respeito de tal fato; quando a visão é negativa, buscamos mensagens negativas sobre a questão. De maneira tendenciosa, escolhemos informações ou desinformações consistentes com as nossas ideologias.

   A formação ou modificação de uma opinião envolve reestruturação cognitiva, um processo de aprendizagem. Todos nós temos alguma dificuldade em reconhecer nossos erros e reconfigurar nossas ideias. Não é tranquilo desconstruir concepções antigas, porém reafirmadas, o tempo todo, na contemporaneidade, por força dos grupos aos quais pertencemos.

    Temos a percepção equivocada de que apenas as nossas crenças são úteis ou corretas. Torturamos os fatos e as evidências contrárias até que eles confessem o que pretendemos.

    Mas tudo isso é muito antigo. “Uma vez que o entendimento de um homem se baseia em algo, seja porque é uma crença já aceita ou porque o agrada, isso atrai tudo a sua volta para apoiar e concordar com a opinião adotada. Mesmo que um número maior de evidências contrárias seja encontrado, ele as ignora ou desconsidera, ou faz distinções sutis para rejeitá-las, preservando a autoridade de suas primeiras concepções” (Bacon, 1620).


(Mara Lúcia Madureira. Painel de ideias. Diário da Região, 28.03.2024. Adaptado) 
As palavras atenuar (1o parágrafo) e sutis (último parágrafo) têm, correta e respectivamente, antônimo e sinônimo adequados aos contextos em:
Alternativas
Q2525520 Português
Governo da Flórida proíbe TikTok
e Instagram para menores de 14 anos


    O estado americano da Flórida se tornou nesta segunda-feira (25.03) o primeiro estado a efetivamente proibir cidadãos com menos de 14 anos de terem contas em serviços como TikTok e Instagram, promulgando um rígido projeto de lei de mídia social que provavelmente vai revolucionar a vida de muitos jovens.

    A lei assinada pelo governador Ron DeSantis é uma das medidas mais restritivas que um estado americano promulgou em meio a um crescente esforço nacional para proteger os jovens de possíveis riscos à saúde mental e oferecer segurança em plataformas de mídia social.

    O estatuto proíbe certas redes sociais de conceder contas a crianças menores de 14 anos e exige que os serviços encerrem contas que a plataforma sabia ou acreditava pertencer a usuários menores de idade. Também exige que as plataformas obtenham permissão dos pais antes de conceder contas a jovens de 14 e 15 anos.

    Em uma coletiva de imprensa na segunda-feira, DeSantis elogiou a medida, dizendo que ela ajudará os pais a navegar por um “terreno difícil” online. Ele acrescentou que “ficar enterrado” em dispositivos o dia todo não é a melhor maneira de crescer.

    “A mídia social prejudica as crianças de várias maneiras”, disse DeSantis em um comunicado. O novo projeto de lei “dá aos pais uma maior capacidade de proteger seus filhos”.


(https://www1.folha.uol.com.br/, 27.03.2024. Adaptado)
Na passagem do primeiro parágrafo – ... um rígido projeto de lei de mídia social que provavelmente vai revolucionar a vida de muitos jovens. –, os termos destacados são, correta e respectivamente, sinônimos de:
Alternativas
Q2525112 Português
Tempo

     Filtrava-se como se pudesse se esquivar da fúria do tempo. A fúria das horas. A fúria que aflora nas horas de solidão. Era inócua aos seus medos. Mas determinada diante dos seus objetivos.
     Costumava caminhar, e às vezes, percebendo ou não, deixava restos do que ficou e do que sonhava para trás. Pensava, inerte: e se eu voltar? Voltaria, se pudesse? Voltaria, se quisesse? Podia e, vez ou outra, queria. Mas o que ganharia? Não se constroem castelos com pedaços do que ficou. Do que se jogou, justamente por julgar, num momento de inspiração, um peso morto.
     Mas o medo do fim teve fim. Findou-se numa tarde em que o sol se apagou. Num lapso, faltou-lhe ar. Estranhamente, não um sorriso. O mundo veio abaixo. Mas ela não. Nem ela, nem sua pele, nem seus objetivos. O mundo em pó. E ela, só. Mas não tão só. Olhou ao redor. Figuras emergindo das cinzas escuras. Viu-se naqueles rostos. Naqueles olhos confiantes. Naqueles sorrisos de alívio. Pela primeira vez, não se sentiu ameaçada. A ameaça e o tempo não mais andavam de mãos dadas. Desatada, ela conseguiu enfim encarar o futuro.
     Naquele dia, fez as pazes com o tempo.

(MARTINZ, Juliano. Tempo. Corrosiva – crônicas corrosivas e gestos de amor, 2010.)
As palavras a seguir foram retiradas da crônica e possuem determinada similaridade, EXCETO uma; assinale-a. 
Alternativas
Q2525110 Português
Tempo

     Filtrava-se como se pudesse se esquivar da fúria do tempo. A fúria das horas. A fúria que aflora nas horas de solidão. Era inócua aos seus medos. Mas determinada diante dos seus objetivos.
     Costumava caminhar, e às vezes, percebendo ou não, deixava restos do que ficou e do que sonhava para trás. Pensava, inerte: e se eu voltar? Voltaria, se pudesse? Voltaria, se quisesse? Podia e, vez ou outra, queria. Mas o que ganharia? Não se constroem castelos com pedaços do que ficou. Do que se jogou, justamente por julgar, num momento de inspiração, um peso morto.
     Mas o medo do fim teve fim. Findou-se numa tarde em que o sol se apagou. Num lapso, faltou-lhe ar. Estranhamente, não um sorriso. O mundo veio abaixo. Mas ela não. Nem ela, nem sua pele, nem seus objetivos. O mundo em pó. E ela, só. Mas não tão só. Olhou ao redor. Figuras emergindo das cinzas escuras. Viu-se naqueles rostos. Naqueles olhos confiantes. Naqueles sorrisos de alívio. Pela primeira vez, não se sentiu ameaçada. A ameaça e o tempo não mais andavam de mãos dadas. Desatada, ela conseguiu enfim encarar o futuro.
     Naquele dia, fez as pazes com o tempo.

(MARTINZ, Juliano. Tempo. Corrosiva – crônicas corrosivas e gestos de amor, 2010.)
Em “Filtrava-se como se pudesse se esquivar da fúria do tempo.” (1º§), o antônimo correto da palavra em destaque se refere a: 
Alternativas
Q2525106 Português
Quando eu estiver louco, afaste-se 

     Há que se respeitar quem sofre de depressão, disritmia, bipolaridade e demais transtornos psíquicos que afetam parte da população. Muitos desses pacientes recorrem à ajuda psicanalítica e se medicam a fim de minimizar os efeitos desastrosos que respingam em suas relações profissionais e pessoais. Conseguem tornar, assim, mais tranquila a convivência. Mas tem um grupo que está longe de ser doente: são os que simplesmente se autointitulam “difíceis” com o propósito de facilitar para o lado deles. São os temperamentais que não estão seriamente comprometidos por uma disfunção psíquica – ao menos, não que se saiba, já que não possuem diagnóstico. São morrinhas, apenas. Seja por alguma insegurança trazida da infância, ou por narcisismo crônico, ou ainda por terem herdado um gênio desgraçado, se decretam “difíceis” e quem estiver por perto que se adapte. Que vida mole, não?
     Tem uma música bonita do Skank que começa dizendo: “Quando eu estiver triste, simplesmente me abrace / Quando eu estiver louco, subitamente se afaste / Quando eu estiver fogo / suavemente se encaixe...”. A letra é poética, sem dúvida, mas é o melô do folgado. Você é obrigada a reagir conforme o humor da criatura.
     Antigamente, quando uma amiga, um namorado ou um parente declarava-se uma pessoa difícil, eu relevava. Ora, estava previamente explicada a razão de o infeliz entornar o caldo, promover discussões, criar briga do nada, encasquetar com besteira. Era alguém difícil, coitado. E teve a gentileza de avisar antes. Como não perdoar?
     Já fui muito boazinha, lembro bem.
     Hoje em dia, se alguém chegar perto de mim avisando “sou uma pessoa difícil”, desejo sorte e desapareço em três segundos. Já gastei minha cota de paciência com esses difíceis que utilizam seu temperamento infantil e autocentrado como álibi para passar por cima dos sentimentos dos outros feito um trator, sem ligar a mínima se estão magoando – e claro que esses “outros” são seus afetos mais íntimos, pois com amigos e conhecidos eles são uns doces, a tal “dificuldade” que lhes caracteriza some como num passe de mágica. Onde foi parar o ogro que estava aqui?
     Chega-se numa etapa da vida em que ser misericordioso cansa. Se a pessoa é difícil, é porque está se levando a sério demais. Será que já não tem idade para controlar seu egocentrismo? Se não controla, é porque não está muito interessada em investir em suas relações. Já que ficam loucos a torto e a direito, só nos resta nos afastar, mesmo. E investir em pessoas alegres, educadas, divertidas e que não desperdiçam nosso tempo com draminhas repetitivos, dos quais já se conhece o final: sempre sobra para nós, os fáceis.

(Martha Medeiros. Revista O Globo. Em: abril de 2014. Adaptado.) 
“Já gastei minha cota de paciência com esses difíceis que utilizam seu temperamento infantil e autocentrado como álibi para passar por cima dos sentimentos dos outros feito um trator, sem ligar a mínima se estão magoando [...]” (5º§) Antônimo é toda palavra que tem o sentido oposto ao de outra. Assim sendo, a significação contrária da expressão grifada anteriormente é: 
Alternativas
Q2525105 Português
Quando eu estiver louco, afaste-se 

     Há que se respeitar quem sofre de depressão, disritmia, bipolaridade e demais transtornos psíquicos que afetam parte da população. Muitos desses pacientes recorrem à ajuda psicanalítica e se medicam a fim de minimizar os efeitos desastrosos que respingam em suas relações profissionais e pessoais. Conseguem tornar, assim, mais tranquila a convivência. Mas tem um grupo que está longe de ser doente: são os que simplesmente se autointitulam “difíceis” com o propósito de facilitar para o lado deles. São os temperamentais que não estão seriamente comprometidos por uma disfunção psíquica – ao menos, não que se saiba, já que não possuem diagnóstico. São morrinhas, apenas. Seja por alguma insegurança trazida da infância, ou por narcisismo crônico, ou ainda por terem herdado um gênio desgraçado, se decretam “difíceis” e quem estiver por perto que se adapte. Que vida mole, não?
     Tem uma música bonita do Skank que começa dizendo: “Quando eu estiver triste, simplesmente me abrace / Quando eu estiver louco, subitamente se afaste / Quando eu estiver fogo / suavemente se encaixe...”. A letra é poética, sem dúvida, mas é o melô do folgado. Você é obrigada a reagir conforme o humor da criatura.
     Antigamente, quando uma amiga, um namorado ou um parente declarava-se uma pessoa difícil, eu relevava. Ora, estava previamente explicada a razão de o infeliz entornar o caldo, promover discussões, criar briga do nada, encasquetar com besteira. Era alguém difícil, coitado. E teve a gentileza de avisar antes. Como não perdoar?
     Já fui muito boazinha, lembro bem.
     Hoje em dia, se alguém chegar perto de mim avisando “sou uma pessoa difícil”, desejo sorte e desapareço em três segundos. Já gastei minha cota de paciência com esses difíceis que utilizam seu temperamento infantil e autocentrado como álibi para passar por cima dos sentimentos dos outros feito um trator, sem ligar a mínima se estão magoando – e claro que esses “outros” são seus afetos mais íntimos, pois com amigos e conhecidos eles são uns doces, a tal “dificuldade” que lhes caracteriza some como num passe de mágica. Onde foi parar o ogro que estava aqui?
     Chega-se numa etapa da vida em que ser misericordioso cansa. Se a pessoa é difícil, é porque está se levando a sério demais. Será que já não tem idade para controlar seu egocentrismo? Se não controla, é porque não está muito interessada em investir em suas relações. Já que ficam loucos a torto e a direito, só nos resta nos afastar, mesmo. E investir em pessoas alegres, educadas, divertidas e que não desperdiçam nosso tempo com draminhas repetitivos, dos quais já se conhece o final: sempre sobra para nós, os fáceis.

(Martha Medeiros. Revista O Globo. Em: abril de 2014. Adaptado.) 
“Ora, estava previamente explicada a razão de o infeliz entornar o caldo, promover discussões, criar briga do nada, encasquetar com besteira.” (3º§) A principal função da expressão “entornar o caldo” é ser expressiva para provocar sentimentos nos interlocutores. Essa expressão popular transmite um significado subjetivo da palavra, sujeito à interpretação de quem a lê. Podemos afirmar que o seu significado é:
Alternativas
Q2525104 Português
Quando eu estiver louco, afaste-se 

     Há que se respeitar quem sofre de depressão, disritmia, bipolaridade e demais transtornos psíquicos que afetam parte da população. Muitos desses pacientes recorrem à ajuda psicanalítica e se medicam a fim de minimizar os efeitos desastrosos que respingam em suas relações profissionais e pessoais. Conseguem tornar, assim, mais tranquila a convivência. Mas tem um grupo que está longe de ser doente: são os que simplesmente se autointitulam “difíceis” com o propósito de facilitar para o lado deles. São os temperamentais que não estão seriamente comprometidos por uma disfunção psíquica – ao menos, não que se saiba, já que não possuem diagnóstico. São morrinhas, apenas. Seja por alguma insegurança trazida da infância, ou por narcisismo crônico, ou ainda por terem herdado um gênio desgraçado, se decretam “difíceis” e quem estiver por perto que se adapte. Que vida mole, não?
     Tem uma música bonita do Skank que começa dizendo: “Quando eu estiver triste, simplesmente me abrace / Quando eu estiver louco, subitamente se afaste / Quando eu estiver fogo / suavemente se encaixe...”. A letra é poética, sem dúvida, mas é o melô do folgado. Você é obrigada a reagir conforme o humor da criatura.
     Antigamente, quando uma amiga, um namorado ou um parente declarava-se uma pessoa difícil, eu relevava. Ora, estava previamente explicada a razão de o infeliz entornar o caldo, promover discussões, criar briga do nada, encasquetar com besteira. Era alguém difícil, coitado. E teve a gentileza de avisar antes. Como não perdoar?
     Já fui muito boazinha, lembro bem.
     Hoje em dia, se alguém chegar perto de mim avisando “sou uma pessoa difícil”, desejo sorte e desapareço em três segundos. Já gastei minha cota de paciência com esses difíceis que utilizam seu temperamento infantil e autocentrado como álibi para passar por cima dos sentimentos dos outros feito um trator, sem ligar a mínima se estão magoando – e claro que esses “outros” são seus afetos mais íntimos, pois com amigos e conhecidos eles são uns doces, a tal “dificuldade” que lhes caracteriza some como num passe de mágica. Onde foi parar o ogro que estava aqui?
     Chega-se numa etapa da vida em que ser misericordioso cansa. Se a pessoa é difícil, é porque está se levando a sério demais. Será que já não tem idade para controlar seu egocentrismo? Se não controla, é porque não está muito interessada em investir em suas relações. Já que ficam loucos a torto e a direito, só nos resta nos afastar, mesmo. E investir em pessoas alegres, educadas, divertidas e que não desperdiçam nosso tempo com draminhas repetitivos, dos quais já se conhece o final: sempre sobra para nós, os fáceis.

(Martha Medeiros. Revista O Globo. Em: abril de 2014. Adaptado.) 
A palavra indicada que se refere corretamente à expressão sublinhada está evidenciada em: 
Alternativas
Q2525103 Português
Quando eu estiver louco, afaste-se 

     Há que se respeitar quem sofre de depressão, disritmia, bipolaridade e demais transtornos psíquicos que afetam parte da população. Muitos desses pacientes recorrem à ajuda psicanalítica e se medicam a fim de minimizar os efeitos desastrosos que respingam em suas relações profissionais e pessoais. Conseguem tornar, assim, mais tranquila a convivência. Mas tem um grupo que está longe de ser doente: são os que simplesmente se autointitulam “difíceis” com o propósito de facilitar para o lado deles. São os temperamentais que não estão seriamente comprometidos por uma disfunção psíquica – ao menos, não que se saiba, já que não possuem diagnóstico. São morrinhas, apenas. Seja por alguma insegurança trazida da infância, ou por narcisismo crônico, ou ainda por terem herdado um gênio desgraçado, se decretam “difíceis” e quem estiver por perto que se adapte. Que vida mole, não?
     Tem uma música bonita do Skank que começa dizendo: “Quando eu estiver triste, simplesmente me abrace / Quando eu estiver louco, subitamente se afaste / Quando eu estiver fogo / suavemente se encaixe...”. A letra é poética, sem dúvida, mas é o melô do folgado. Você é obrigada a reagir conforme o humor da criatura.
     Antigamente, quando uma amiga, um namorado ou um parente declarava-se uma pessoa difícil, eu relevava. Ora, estava previamente explicada a razão de o infeliz entornar o caldo, promover discussões, criar briga do nada, encasquetar com besteira. Era alguém difícil, coitado. E teve a gentileza de avisar antes. Como não perdoar?
     Já fui muito boazinha, lembro bem.
     Hoje em dia, se alguém chegar perto de mim avisando “sou uma pessoa difícil”, desejo sorte e desapareço em três segundos. Já gastei minha cota de paciência com esses difíceis que utilizam seu temperamento infantil e autocentrado como álibi para passar por cima dos sentimentos dos outros feito um trator, sem ligar a mínima se estão magoando – e claro que esses “outros” são seus afetos mais íntimos, pois com amigos e conhecidos eles são uns doces, a tal “dificuldade” que lhes caracteriza some como num passe de mágica. Onde foi parar o ogro que estava aqui?
     Chega-se numa etapa da vida em que ser misericordioso cansa. Se a pessoa é difícil, é porque está se levando a sério demais. Será que já não tem idade para controlar seu egocentrismo? Se não controla, é porque não está muito interessada em investir em suas relações. Já que ficam loucos a torto e a direito, só nos resta nos afastar, mesmo. E investir em pessoas alegres, educadas, divertidas e que não desperdiçam nosso tempo com draminhas repetitivos, dos quais já se conhece o final: sempre sobra para nós, os fáceis.

(Martha Medeiros. Revista O Globo. Em: abril de 2014. Adaptado.) 
Considere o fragmento a seguir:Ora, estava previamente explicada a razão de o infeliz entornar o caldo, promover discussões, criar briga do nada, encasquetar com besteira.” (3º§). Podemos afirmar que a expressão destacada expressa valor: 
Alternativas
Q2525069 Português

A cartomante 


     Não havia dúvida que naqueles atrasos e atrapalhações de sua vida alguma influência misteriosa preponderava. Era ele tentar qualquer coisa, logo tudo mudava. Esteve quase para arranjar-se na saúde pública; mas assim que obteve um bom “pistolão”, toda a política mudou. Se jogava no bicho, era sempre o grupo seguinte ou o anterior que dava. Tudo parecia mostrar-lhe que ele não deveria ir para diante. Se não fossem as costuras da mulher, não sabia bem como poderia ter vivido até ali. Há cinco anos que não recebia vintém de seu trabalho. Uma nota de dois mil-réis, se alcançava ter na algibeira por vezes, era obtida com o auxílio de não sabia quantas humilhações, apelando para a generosidade dos amigos.

     Queria fugir, fugir para bem longe, onde a sua miséria atual não tivesse o realce da prosperidade passada; mas, como fugir? Onde havia de buscar dinheiro que o transportasse, a ele, à mulher e aos filhos? Viver assim era terrível! Preso à sua vergonha como a uma calceta, sem que nenhum código e juiz tivessem condenado, que martírio!

     A certeza, porém, de que todas as suas infelicidades vinham de uma influência misteriosa, deu-lhe mais alento. Se era “coisa-feita”, havia de haver por força quem a desfizesse. Acordou mais alegre e se não falou à mulher alegremente era porque ela já havia saído. Pobre de sua mulher! Avelhantada precocemente, trabalhando que nem uma moura, doente, entretanto a sua fragilidade transformava-se em energia para manter o casal.

     Ela saía, virava a cidade, trazia costuras, recebia dinheiro, e aquele angustioso lar ia se arrastando, graças aos esforços da esposa. 
     Bem! As coisas iam mudar! Ele iria a uma cartomante e havia de descobrir o que é que atrasava sua vida.

     Saiu, foi à venda e consultou o jornal. Havia muitos videntes, espíritas, teósofos anunciados; mas simpatizou com uma cartomante, cujo anúncio dizia assim: “Madame Dadá, sonâmbula, extralúcida, deita as cartas e desfaz toda a espécie de feitiçaria, principalmente a africana. Rua, etc.”.
     Não quis procurar outra; era aquela, pois já adquirira a convicção de que aquela sua vida vinha sendo trabalhada pela mandinga de algum preto-mina, a soldo do seu cunhado, Castrioto, que jamais vira com bons olhos o seu casamento com a irmã.

     Arranjou com o primeiro conhecido que encontrou o dinheiro necessário, e correu depressa para a casa de Madame Dadá.

     O mistério ia desfazer-se e o malefício ser cortado. A abastança voltaria a casa; compraria um terno para Zezé, umas botinas para Alice, a filha mais moça; e aquela cruciante vida de cinco anos havia de lhe ficar na memória como passageiro pesadelo.

     Pelo caminho tudo lhe sorria. Era o sol muito claro, e doce, um sol de junho; eram as fisionomias risonhas dos transeuntes; e o mundo que até ali lhe aparecia mau e turvo, repentinamente lhe surgia claro e doce.

     Entrou, esperou um pouco, com o coração a lhe saltar do peito.
     O consulente saiu e ele foi afinal à presença da pitonisa. Era sua mulher.

(Contos completos de Lima Barreto. Por: Lima Barreto. 2010. Adaptado.) 

No excerto “O consulente saiu e ele foi afinal à presença da pitonisa.” (12º§), a expressão sublinhada pode ser substituída, sem alteração de sentido, por, EXCETO:
Alternativas
Respostas
1841: A
1842: B
1843: D
1844: A
1845: D
1846: E
1847: B
1848: E
1849: B
1850: C
1851: B
1852: A
1853: B
1854: D
1855: D
1856: B
1857: B
1858: C
1859: A
1860: A