Questões de Concurso Comentadas sobre significação contextual de palavras e expressões. sinônimos e antônimos. em português

Foram encontradas 14.383 questões

Q13032 Português

Atenção: A questão  refere-se ao texto abaixo. 


Reciclando ideias 


    Muitas pessoas, especialmente nos domínios dos negócios e da ciência, dedicam-se à inovação. Pensam, lecionam e escrevem sobre as maneiras pelas quais se pode estimular, medir e gerir a inovação. Como e por que a inovação acontece? − perguntam. Por que existem lugares e momentos históricos mais favoráveis que outros à inovação?


   Florença, durante o Renascimento, serve como exemplo; ou a Inglaterra nos estágios iniciais da Revolução Industrial, quando surgiram as máquinas têxteis e a locomotiva a vapor; ou o Vale do Silício (Califórnia, EUA), na década de 70, plataforma de tantos avanços na eletrônica e na informática... Algumas pessoas acreditam que a inovação possa ser encorajada por meio da criação de centros de pesquisa, outras, por meio da meditação, sessão de discussão ou até mesmo softwares que facilitariam a geração de ideias... Mas o que, exatamente, é inovação?


   Suspeito que a visão da era do romantismo continue a prevalecer até hoje. De acordo com ela, a inovação é o trabalho de um gênio solitário, muitas vezes um professor distraído, que carrega uma ideia brilhante na cabeça − aquilo que meu tio, um físico que trabalhava no setor industrial, costumava chamar de “onda cerebral”. Caso de Isaac Newton, por exemplo, que supostamente descobriu a gravidade quando uma maçã caiu em sua cabeça. No entanto, existe uma visão alternativa da inovação, da qual compartilho. De acordo com essa visão, a inovação é gradual, em lugar de súbita, e coletiva, em vez de individual. Não existe uma oposição acentuada entre tradição e inovação. É possível até mesmo identificar tradições de inovação, sustentadas ao longo de décadas, como no caso do Vale do Silício, ou de séculos, como nos campos da pintura e da escultura durante a Renascença florentina. Por isso, em vez da metáfora da “onda cerebral”, talvez fosse mais esclarecedor usar como metáfora a reciclagem, o reaproveitamento ou o uso improvisado de materiais.


   O caso da tecnologia serve como exemplo. Na metade do século XV, Gutenberg inventou a máquina de impressão. No entanto, prensas estavam em uso na produção de vinho havia muito tempo. A brilhante ideia de Gutenberg representou uma adaptação da prensa de vinho a uma nova função.



(Adaptado de Peter Burke, Folha de S. Paulo, 24/05/2009. Trad. de Paulo Migliacci)  

Está clara e correta a redação do seguinte comentário sobre o texto:
Alternativas
Q12581 Português
Atenção: A  questão,  baseiam-se no texto apresentado abaixo. 

                                                Acerca de Montaigne 

     Montaigne, o influente filósofo francês do século XVI, foi um conservador, mas nada teve de rígido ou estreito, muito menos de dogmático. Por temperamento, foi bem o contrário de um revolucionário; certamente faltaram-lhe a fé e a energia de um homem de ação, o idealismo ardente e a vontade. Seu conservadorismo aproxima-se, sob certos aspectos, do que no século XIX viria a ser chamado de liberalismo. 
     Na concepção política de Montaigne, o indivíduo deve ser deixado livre dentro do quadro das leis, e a autoridade do Estado deve ser a mais leve possível. Para o filósofo, o melhor governo será o que menos se fizer sentir; assegurará a ordem pública sem invadir a vida privada e sem pretender orientar os espíritos. Montaigne não escolheu as instituições sob as quais viveu, mas resolveu respeitá-las, a elas obedecendo fielmente, como achava correto num bom cidadão e súdito leal. Que não lhe pedissem mais do que o exigido pelo equilíbrio da razão e pela clareza da consciência. 

                                                                  (Adaptado da introdução aos Ensaios, de Montaigne. Trad.
                                                                       de Sergio Milliet. S. Paulo: Abril, Os Pensadores, 1972.) 
Está clara e correta a redação do seguinte comentário sobre o texto:
Alternativas
Q12572 Português
Atenção: A questão baseia-se no texto apresentado abaixo.

Liberdade minha, liberdade tua
     Uma professora do meu tempo de ensino médio, a propósito de qualquer ato de indisciplina ocorrido em suas aulas, invocava a sabedoria da frase “A liberdade de um termina onde começa a do outro". Servia-se dessa velha máxima para nos lembrar limites de comportamento. Com o passar do tempo, esqueci-me de muita coisa da História que ela nos ensinava, mas jamais dessa frase, que naquela época me soava, ao mesmo tempo, justa e antipática. Adolescentes não costumam prezar limites, e a ideia de que a nossa (isto é, a minha...) liberdade termina em algum lugar me parecia inaceitável. Mas eu também me dava conta de que poderia invocar a mesma frase para defender aguerridamente o meu espaço, quando ameaçado pelo outro, e isso a tornava bastante justa... Por vezes invocamos a universalidade de um princípio por razões inteiramente egoístas.

    Confesso que continuo achando a frase algo perturbadora, provavelmente pelo pressuposto que ela encerra: o de que os espaços da liberdade individual estejam distribuídos e demarcados de forma inteiramente justa. Para dizer sem meias palavras: desconfio do postulado de que todos sejamos igualmente livres, ou de que todos dispomos dos mesmos meios para defender nossa liberdade. Ele parece traduzir muito mais a aspiração de um ideal do que as efetivas práticas sociais. O egoísmo do adolescente é um mal dessa idade ou, no fundo, subsiste como um atributo de todas?

     Acredito que uma das lutas mais ingentes da civilização humana é a que se desenvolve, permanentemente, contra os impulsos do egoísmo humano. A lei da sobrevivência na selva - lei do instinto mais primitivo - tem voz forte e procura resistir aos dispositivos sociais que buscam controlá-la. Naquelas aulas de História, nossa professora, para controlar a energia desbordante dos jovens alunos, demarcava seu espaço de educadora e combatia a expansão do nosso território anárquico. Estava ministrando-nos na prática, ao lembrar os limites da liberdade, uma aula sobre o mais crucial desafio da civilização.

                                                                                                                          (Valdeci Aguirra, inédito)




Atente para as frases abaixo.

I. Todos queremos defender nossa liberdade, tornar-lhe imune a qualquer restrição, proclamar-lhe aos quatro ventos.

II. Sim, o egoísmo é uma inclinação natural, mas acatar-lhe é curvar-se a um instinto primitivo; cumpre, a todo custo, restringi-lo a violência.

III. As palavras daquela frase ressoaram fortemente em nossa consciência arrogante, abalaram-na, retiraram-lhe o falso triunfalismo.

Está plenamente adequado o emprego de pronomes em
Alternativas
Q12571 Português
Atenção: A questão baseia-se no texto apresentado abaixo.

Liberdade minha, liberdade tua
     Uma professora do meu tempo de ensino médio, a propósito de qualquer ato de indisciplina ocorrido em suas aulas, invocava a sabedoria da frase “A liberdade de um termina onde começa a do outro". Servia-se dessa velha máxima para nos lembrar limites de comportamento. Com o passar do tempo, esqueci-me de muita coisa da História que ela nos ensinava, mas jamais dessa frase, que naquela época me soava, ao mesmo tempo, justa e antipática. Adolescentes não costumam prezar limites, e a ideia de que a nossa (isto é, a minha...) liberdade termina em algum lugar me parecia inaceitável. Mas eu também me dava conta de que poderia invocar a mesma frase para defender aguerridamente o meu espaço, quando ameaçado pelo outro, e isso a tornava bastante justa... Por vezes invocamos a universalidade de um princípio por razões inteiramente egoístas.

    Confesso que continuo achando a frase algo perturbadora, provavelmente pelo pressuposto que ela encerra: o de que os espaços da liberdade individual estejam distribuídos e demarcados de forma inteiramente justa. Para dizer sem meias palavras: desconfio do postulado de que todos sejamos igualmente livres, ou de que todos dispomos dos mesmos meios para defender nossa liberdade. Ele parece traduzir muito mais a aspiração de um ideal do que as efetivas práticas sociais. O egoísmo do adolescente é um mal dessa idade ou, no fundo, subsiste como um atributo de todas?

     Acredito que uma das lutas mais ingentes da civilização humana é a que se desenvolve, permanentemente, contra os impulsos do egoísmo humano. A lei da sobrevivência na selva - lei do instinto mais primitivo - tem voz forte e procura resistir aos dispositivos sociais que buscam controlá-la. Naquelas aulas de História, nossa professora, para controlar a energia desbordante dos jovens alunos, demarcava seu espaço de educadora e combatia a expansão do nosso território anárquico. Estava ministrando-nos na prática, ao lembrar os limites da liberdade, uma aula sobre o mais crucial desafio da civilização.

                                                                                                                          (Valdeci Aguirra, inédito)




É preciso corrigir, por incoerente, a redação da seguinte frase:
Alternativas
Q12568 Português
Atenção: A questão baseia-se no texto apresentado abaixo.

Liberdade minha, liberdade tua
     Uma professora do meu tempo de ensino médio, a propósito de qualquer ato de indisciplina ocorrido em suas aulas, invocava a sabedoria da frase “A liberdade de um termina onde começa a do outro". Servia-se dessa velha máxima para nos lembrar limites de comportamento. Com o passar do tempo, esqueci-me de muita coisa da História que ela nos ensinava, mas jamais dessa frase, que naquela época me soava, ao mesmo tempo, justa e antipática. Adolescentes não costumam prezar limites, e a ideia de que a nossa (isto é, a minha...) liberdade termina em algum lugar me parecia inaceitável. Mas eu também me dava conta de que poderia invocar a mesma frase para defender aguerridamente o meu espaço, quando ameaçado pelo outro, e isso a tornava bastante justa... Por vezes invocamos a universalidade de um princípio por razões inteiramente egoístas.

    Confesso que continuo achando a frase algo perturbadora, provavelmente pelo pressuposto que ela encerra: o de que os espaços da liberdade individual estejam distribuídos e demarcados de forma inteiramente justa. Para dizer sem meias palavras: desconfio do postulado de que todos sejamos igualmente livres, ou de que todos dispomos dos mesmos meios para defender nossa liberdade. Ele parece traduzir muito mais a aspiração de um ideal do que as efetivas práticas sociais. O egoísmo do adolescente é um mal dessa idade ou, no fundo, subsiste como um atributo de todas?

     Acredito que uma das lutas mais ingentes da civilização humana é a que se desenvolve, permanentemente, contra os impulsos do egoísmo humano. A lei da sobrevivência na selva - lei do instinto mais primitivo - tem voz forte e procura resistir aos dispositivos sociais que buscam controlá-la. Naquelas aulas de História, nossa professora, para controlar a energia desbordante dos jovens alunos, demarcava seu espaço de educadora e combatia a expansão do nosso território anárquico. Estava ministrando-nos na prática, ao lembrar os limites da liberdade, uma aula sobre o mais crucial desafio da civilização.

                                                                                                                          (Valdeci Aguirra, inédito)




Está clara e correta esta nova redação de uma frase do texto:
Alternativas
Q2956109 Português

Complete as opções abaixo com a classificação correta, de acordo com os termos fornecidos:

Classificação

1. parônimas

2. antônimas

3. sinônimas

4. homônimas

Opções

( ) As palavras cauteloso e prudente são…

( ) Infligir e infringir são exemplos de palavras…

( ) Os verbos resistir e ceder são exemplos de palavras…

( ) Em "A casa de Maria" e "A casa do botão " temos um exemplo de palavras…

Assinale agora a alternativa que apresenta a seqüência correta, de cima para baixo.

Alternativas
Q2944468 Português

Leia atentamente o texto IV para responder às questões de 21 a 25

MOMENTO NO CAFÉ

Quando o enterro passou
Os homens que se achavam no café
Tiraram o chapéu maquinalmente
Saudavam o morto distraídos
Estavam todos voltados para a vida.
Absortos na vida
Confiantes na vida.

Um no entanto se descobriu num gesto largo e demorado
Olhando o esquife longamente
Este sabia que a vida é uma agitação feroz e sem finalidade
Que a vida é traição
E saudavam a matéria que passava
Liberta para sempre da alma extinta.

(Manuel Bandeira)

Em relação ao sentido da morte, a atitude dos homens “que se achavam no café” (estrofe I) é de

Alternativas
Q2944391 Português

Leia atentamente o texto II para responder às questões de 09 a 15.


TEXTO II

Um velho galo matreiro, percebendo a aproximação da raposa, empoleirou-se numa árvore. A raposa, desapontada, murmurou consigo: “Deixe estar, seu malandro, que já te curo!...” E em voz alta: -  Amigo, venho contar uma grande novidade: acabou-se a guerra entre os animais. Lobo e cordeiro, gavião e pinto, onça e veado, raposa  galinhas, todos os bichos andam agora aos beijos, como namorados. Desça desse poleiro e venha receber o meu abraço de paz e amor. - Muito bem! - exclama o galo. Não imagina como tal notícia me alegra! Que beleza vai ficar o mundo, limpo de guerras, crueldades e traições! Vou já descer para abraçar a amiga raposa,  mas... como lá vêm vindo três cachorros, acho bom esperá-los, para que também eles tomem parte na  confraternização. 
Ao ouvir falar em cachorro, Dona Raposa não quis saber de histórias e tratou de pôr- se ao fresco, dizendo: 
- Infelizmente, amigo co-ri- có-có, tenho pressa e não posso esperar pelos amigos cães. Fica para outra  vez a fresca, sim? Até logo. 
E raspou-se. 
Contra esperteza, esperteza e meia.

(Monteiro Lobato)

“...acho bom esperá-los, para que também eles tomem parte na confraternização.” A expressão destacada traduz idéia de

Alternativas
Q2944389 Português

Leia atentamente o texto II para responder às questões de 09 a 15.


TEXTO II

Um velho galo matreiro, percebendo a aproximação da raposa, empoleirou-se numa árvore. A raposa, desapontada, murmurou consigo: “Deixe estar, seu malandro, que já te curo!...” E em voz alta: -  Amigo, venho contar uma grande novidade: acabou-se a guerra entre os animais. Lobo e cordeiro, gavião e pinto, onça e veado, raposa  galinhas, todos os bichos andam agora aos beijos, como namorados. Desça desse poleiro e venha receber o meu abraço de paz e amor. - Muito bem! - exclama o galo. Não imagina como tal notícia me alegra! Que beleza vai ficar o mundo, limpo de guerras, crueldades e traições! Vou já descer para abraçar a amiga raposa,  mas... como lá vêm vindo três cachorros, acho bom esperá-los, para que também eles tomem parte na  confraternização. 
Ao ouvir falar em cachorro, Dona Raposa não quis saber de histórias e tratou de pôr- se ao fresco, dizendo: 
- Infelizmente, amigo co-ri- có-có, tenho pressa e não posso esperar pelos amigos cães. Fica para outra  vez a fresca, sim? Até logo. 
E raspou-se. 
Contra esperteza, esperteza e meia.

(Monteiro Lobato)

“...Um velho galo matreiro, percebendo a aproximação da raposa, empoleirou-se numa árvore...”. Todas as alternativas apresentam sinônimos para a palavra em destaque, EXCETO.

Alternativas
Q2944357 Português

Leia atentamente o texto I para responder às questões de 01 a 09. 

Texto I 


No Ensino, como em outras coisas, a liberdade deve ser questão de grau. Há liberdades que não podem ser toleradas. Uma vez conheci uma senhora que afirmava não se dever proibir coisa alguma a uma criança, pois deve desenvolver sua natureza de dentro para fora. “E se a sua natureza a levar a engolir alfinetes?” indaguei; lamento dizer que a resposta foi puro vitupério. No entanto, toda criança abandonada a si mesma, mais cedo ou mais tarde, engolirá alfinetes, tomará veneno, cairá de uma janela alta ou doutra forma chegará a mau fim. Um pouquinho mais velhos, os meninos, podendo, não se lavam, comem demais, fumam até enjoar, apanham resfriados por molharem os pés, e assim por diante – além do fato de se divertirem importunando anciãos, que nem sempre possuem a capacidade de resposta de defesa. Quem advoga a liberdade da educação não quer dizer que as crianças devam fazer, o dia todo, o que lhes der na veneta. Deve existir um elemento de disciplina e autoridade; a questão é até que ponto, e como deve ser exercido.  

(RUSSEL, B. Ensaios Céticos. 2. ed. São Paulo, Nacional, 1957

“No entanto, toda criança abandonada a si mesma, mais cedo ou mais tarde, engolirá alfinetes...” O termo destacado pode ser substituído por
Alternativas
Q2944350 Português

Leia atentamente o texto I para responder às questões de 01 a 09. 

Texto I 


No Ensino, como em outras coisas, a liberdade deve ser questão de grau. Há liberdades que não podem ser toleradas. Uma vez conheci uma senhora que afirmava não se dever proibir coisa alguma a uma criança, pois deve desenvolver sua natureza de dentro para fora. “E se a sua natureza a levar a engolir alfinetes?” indaguei; lamento dizer que a resposta foi puro vitupério. No entanto, toda criança abandonada a si mesma, mais cedo ou mais tarde, engolirá alfinetes, tomará veneno, cairá de uma janela alta ou doutra forma chegará a mau fim. Um pouquinho mais velhos, os meninos, podendo, não se lavam, comem demais, fumam até enjoar, apanham resfriados por molharem os pés, e assim por diante – além do fato de se divertirem importunando anciãos, que nem sempre possuem a capacidade de resposta de defesa. Quem advoga a liberdade da educação não quer dizer que as crianças devam fazer, o dia todo, o que lhes der na veneta. Deve existir um elemento de disciplina e autoridade; a questão é até que ponto, e como deve ser exercido.  

(RUSSEL, B. Ensaios Céticos. 2. ed. São Paulo, Nacional, 1957

Assinale a opção que NÃO expressa o significado da seguinte frase do texto: “...lamento dizer que a resposta foi puro vitupério...”

Alternativas
Q2927504 Português

Texto III

“Diálogo entre duas crianças:

- Eu nasci nesta casa.

- E eu nasci num hospital.

- Por quê? Você estava doente?”

O exemplo acima (Texto III) é uma piada. O que nos faz achar o texto engraçado são as diferentes visões de mundo das duas crianças. Alguns elementos lingüísticos nos ajudam a entender a idéia central do texto, assim como a sua graça. Sobre esta relação, identifique a alternativa correta:

Alternativas
Q2927499 Português

Texto I

Assentamento

ChicoBuarque

Quando eu morrer, que me enterrem na

beira do chapadão

-- contente com minha terra

cansado de tanta guerra

crescido de coração

Zanza daqui

Zanza pra acolá

Fim de feira, periferia afora

A cidade não mora mais em mim

Francisco, Serafim Vamos embora

Ver o capim

Ver o baobá

Vamos ver a campina quando flora

A piracema, rios contravim Binho,

Bel, Bia, Quim

Vamos embora

Quando eu morrer

Cansado de guerra

Morro de bem

Com a minha terra:

Cana, caqui

Inhame, abóbora

Onde só vento se semeava outrora

Amplidão, nação, sertão sem fim

Ó Manuel, Miguilim

Vamos embora

As questões 1, 2, 3 e 4 se referem ao Texto I

Em “Onde só vento se semeava outrora”, a palavra sublinhada significa:

Alternativas
Ano: 2008 Banca: NC-UFPR Órgão: APR-PR Prova: NC-UFPR - 2008 - APR-PR - Telefonista |
Q2924404 Português

Foi com o objetivo de obter um acordo de paz entre palestinos e israelenses que George W. Bush fez uma visita oficial de oito dias a diversos países da região do conflito e patrocinou a reabertura das negociações. _________, menos de 24 horas após o fim da visita americana, a crise recrudesceu, e guerrilheiros atacaram agentes israelenses que investigavam uma casa em Gaza de onde teriam sido lançados mísseis contra Israel.

O termo "recrudesceu" pode ser substituído, no texto, por:

Alternativas
Q2924303 Português

A saúde é tudo


 



Rosimeire Leal da Motta. Eu Poético – Autora. In: Poesia e Prosa. Rio de

Janeiro: Editora CBJE, 2007. Internet: http://www.usinadeletras.com.br.

Acesso em 8/1/2008 (com adaptações).

Com relação às idéias e aos aspectos gramaticais apresentados no texto, julgue os itens abaixo e, em seguida, assinale a opção correta.

I - A palavra "enfermidade" (verso 5) pode ser substituída por doença sem causar prejuízo ao sentido do texto.

II - No texto, a personagem, mesmo doente, conseguiu realizar tudo o que queria.

III - De acordo com o poema, a fase mais difícil da doença foi a recuperação, pelo fato de o organismo reagir muito lentamente.

IV - No verso 8, ao usar a palavra "Acamada", a autora estava se referindo à "Face rosada", no verso 17.

A quantidade de itens certos é igual a

Alternativas
Q2920478 Português

O texto abaixo servirá de base para as questões de 01 a 20.


O pior cego


AO DELEGADO, o assaltante contou que estava apenas começando na carreira do

crime. E começando mal, tinha de reconhecer. Fracassara em sua primeira tentativa de

3 assalto e agora estava ali, na delegacia, prestes a curtir uma temporada na prisão. Mas

alguma coisa aprendera com o insucesso. Na verdade, duas coisas.

A primeira delas: facilidades são enganosas. Vendo o cego, achara que ali estava a

6 vítima ideal: um homem que caminhava com dificuldade, tateando o chão com sua

bengala. E que levava um celular preso à cintura, pedindo para ser arrebatado. Agora:

como poderia ele imaginar que um cego, e ainda por cima franzino, teria tamanha força

9 nos braços? E fora exatamente isso que acontecera: o cego o prendera num abraço

poderoso, que nada tinha de afetivo: queria apenas imobilizá-lo até que chegasse a

polícia.

12 Segunda coisa: fora um erro colocar o celular na cueca. Aliás, isso ele já deveria

saber, depois daquela experiência dos caras presos com um monte de dólares nas

cuecas. Um incidente que divertira todo o país e que poderia lhe ter servido de

15 advertência.

Esses erros ele não mais cometeria. Daí por diante, na senda do crime, manteria os

olhos bem abertos. Como dizia um vizinho seu, o pior cego é aquele que não quer ver. E o

18 vizinho seguramente sabia do que estava falando. Porque era cego e nunca fora

assaltado.


SCLIAR, Moacyr. Folha de São Paulo. Cotidiano. São Paulo, 07 de abril de 2008. Disponível em: <www.folhadesaopaulo.com.br>. Acesso em: 02 maio 2008.

Em “Aliás, isso ele já deveria saber [...]” (linha 12), o termo sublinhado indica

Alternativas
Q2920453 Português

O texto abaixo servirá de base para as questões de 01 a 20.


O pior cego


AO DELEGADO, o assaltante contou que estava apenas começando na carreira do

crime. E começando mal, tinha de reconhecer. Fracassara em sua primeira tentativa de

3 assalto e agora estava ali, na delegacia, prestes a curtir uma temporada na prisão. Mas

alguma coisa aprendera com o insucesso. Na verdade, duas coisas.

A primeira delas: facilidades são enganosas. Vendo o cego, achara que ali estava a

6 vítima ideal: um homem que caminhava com dificuldade, tateando o chão com sua

bengala. E que levava um celular preso à cintura, pedindo para ser arrebatado. Agora:

como poderia ele imaginar que um cego, e ainda por cima franzino, teria tamanha força

9 nos braços? E fora exatamente isso que acontecera: o cego o prendera num abraço

poderoso, que nada tinha de afetivo: queria apenas imobilizá-lo até que chegasse a

polícia.

12 Segunda coisa: fora um erro colocar o celular na cueca. Aliás, isso ele já deveria

saber, depois daquela experiência dos caras presos com um monte de dólares nas

cuecas. Um incidente que divertira todo o país e que poderia lhe ter servido de

15 advertência.

Esses erros ele não mais cometeria. Daí por diante, na senda do crime, manteria os

olhos bem abertos. Como dizia um vizinho seu, o pior cego é aquele que não quer ver. E o

18 vizinho seguramente sabia do que estava falando. Porque era cego e nunca fora

assaltado.


SCLIAR, Moacyr. Folha de São Paulo. Cotidiano. São Paulo, 07 de abril de 2008. Disponível em: <www.folhadesaopaulo.com.br>. Acesso em: 02 maio 2008.

A flexão verbal aprendera (linha 4)pode ser substituída, sem prejuízo de sentido, por:

Alternativas
Q2920418 Português

O texto abaixo servirá de base para as questões de 01 a 20.


O pior cego


AO DELEGADO, o assaltante contou que estava apenas começando na carreira do

crime. E começando mal, tinha de reconhecer. Fracassara em sua primeira tentativa de

3 assalto e agora estava ali, na delegacia, prestes a curtir uma temporada na prisão. Mas

alguma coisa aprendera com o insucesso. Na verdade, duas coisas.

A primeira delas: facilidades são enganosas. Vendo o cego, achara que ali estava a

6 vítima ideal: um homem que caminhava com dificuldade, tateando o chão com sua

bengala. E que levava um celular preso à cintura, pedindo para ser arrebatado. Agora:

como poderia ele imaginar que um cego, e ainda por cima franzino, teria tamanha força

9 nos braços? E fora exatamente isso que acontecera: o cego o prendera num abraço

poderoso, que nada tinha de afetivo: queria apenas imobilizá-lo até que chegasse a

polícia.

12 Segunda coisa: fora um erro colocar o celular na cueca. Aliás, isso ele já deveria

saber, depois daquela experiência dos caras presos com um monte de dólares nas

cuecas. Um incidente que divertira todo o país e que poderia lhe ter servido de

15 advertência.

Esses erros ele não mais cometeria. Daí por diante, na senda do crime, manteria os

olhos bem abertos. Como dizia um vizinho seu, o pior cego é aquele que não quer ver. E o

18 vizinho seguramente sabia do que estava falando. Porque era cego e nunca fora

assaltado.


SCLIAR, Moacyr. Folha de São Paulo. Cotidiano. São Paulo, 07 de abril de 2008. Disponível em: <www.folhadesaopaulo.com.br>. Acesso em: 02 maio 2008.

Semanticamente, a expressão prestes a (linha 3) tem o mesmo valor que:

Alternativas
Q2240976 Português
TEXTO
Uma solução biode(sa)gradável
JB, 9/11/2008

          Alguns produtos que usamos para manter a higiene podem poluir e causar danos à nossa saúde. A degradação de seus componentes em substâncias tóxicas pode contaminar, por exemplo, o leite de mulheres, o que representa um risco para recém-nascidos. Embora sejam proibidos ou limitados em outros países, no Brasil, a legislação ainda permite o uso de tais compostos. Estar atento à sua presença nos produtos comprados talvez seja, hoje, a única forma de o consumidor garantir a proteção do ambiente.
        Acredita-se que o sabão comum foi descoberto acidentalmente a partir da fervura de gordura animal contendo cinzas. O fato de esse tipo de sabão reagir com a água que contém muito cálcio e magnésio, de forma prejudicial à sua ação de limpeza levou à criação de detergentes sintéticos. No entanto, logo após o início de seu uso, na década de 1940, percebeu-se que esses detergentes causavam poluição ambiental, o que acarretou a proibição ou restrição de alguns de seus componentes poluentes e não biodegradáveis e o desenvolvimento de produtos biodegradáveis.
        Contudo, mesmo alguns desses compostos biodegradáveis geram substâncias tóxicas. Além disso, o baixo custo e a falta de legislação específica fazem com que países como o Brasil ainda usem produtos já restritos em outras regiões do mundo... 
“...o que acarretou a proibição ou restrição de alguns de seus componentes poluentes...” a relação de sentido entre “proibição” e “restrição” corresponde à oposição, respectivamente, entre:
Alternativas
Q2240975 Português
TEXTO
Uma solução biode(sa)gradável
JB, 9/11/2008

          Alguns produtos que usamos para manter a higiene podem poluir e causar danos à nossa saúde. A degradação de seus componentes em substâncias tóxicas pode contaminar, por exemplo, o leite de mulheres, o que representa um risco para recém-nascidos. Embora sejam proibidos ou limitados em outros países, no Brasil, a legislação ainda permite o uso de tais compostos. Estar atento à sua presença nos produtos comprados talvez seja, hoje, a única forma de o consumidor garantir a proteção do ambiente.
        Acredita-se que o sabão comum foi descoberto acidentalmente a partir da fervura de gordura animal contendo cinzas. O fato de esse tipo de sabão reagir com a água que contém muito cálcio e magnésio, de forma prejudicial à sua ação de limpeza levou à criação de detergentes sintéticos. No entanto, logo após o início de seu uso, na década de 1940, percebeu-se que esses detergentes causavam poluição ambiental, o que acarretou a proibição ou restrição de alguns de seus componentes poluentes e não biodegradáveis e o desenvolvimento de produtos biodegradáveis.
        Contudo, mesmo alguns desses compostos biodegradáveis geram substâncias tóxicas. Além disso, o baixo custo e a falta de legislação específica fazem com que países como o Brasil ainda usem produtos já restritos em outras regiões do mundo... 
“A degradação de seus componentes em substâncias tóxicas pode contaminar, por exemplo, o leite de mulheres...”; o vocábulo “degradação”, nesse contexto, tem como significado mais adequado: (as definições foram retiradas do Dicionário Houaiss de Língua Portuguesa)
Alternativas
Respostas
13901: E
13902: D
13903: E
13904: A
13905: D
13906: B
13907: C
13908: C
13909: D
13910: D
13911: B
13912: C
13913: E
13914: C
13915: C
13916: C
13917: D
13918: D
13919: A
13920: E