Questões de Concurso Comentadas sobre significação contextual de palavras e expressões. sinônimos e antônimos. em português

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Ano: 2010 Banca: FEPESE Órgão: CRC-SC
Q1186699 Português
Leia o texto abaixo, para responder à questão.
O livro O filho eterno é a história que um pai encontrou para expor sua experiência de ter um filho com síndrome de Down. De forma corajosa, chegando às vezes a ser cruel, o narrador (o escritor Cristovão Tezza, em terceira pessoa) conta sobre como se sentiu injustiçado pela natureza, ao verificar que Filipe (o filho eterno) havia nascido com mongolismo. O narrador volta-se para seu passado e relembra tudo: a própria adolescência em uma comunidade, a vida como imigrante ilegal na Alemanha e a rápida experiência como relojoeiro, a ansiedade como autor de livros à espera de editor e o desejo de alcançar estabilidade financeira. As pequenas conquistas de Filipe e sua paixão por futebol, que é também a do pai, acabam por aproximá-los. O escritor expôs seu próprio drama, sem pieguices, e abordou questões relacionadas à síndrome de Down, sem didatismo. Ao fazê-lo, apresentando uma prosa rica e forte, mereceu os muitos prêmios literário que conquistou em 2008.
 Em “De forma corajosa” há ideia de:
Alternativas
Q1172460 Português

As profissões do meu tempo

          Nesta semana fui a um restaurante relativamente sofisticado. Na parede havia um quadro onde estavam escritas a giz, e com letra caprichada, as novidades do cardápio. O cartaz me lembrou a maneira como o cine São Luiz de Poços de Caldas anunciava seus filmes. De manhã, na porta do cinema, aparecia o pintor, sujeito magro, alto e careca, e começava a pintar o nome do filme e do casal de atores principais. A gente ficava à distância, babando com o capricho com que bordava as letras: E-l-i-z-a-b-e-t-h T-a-y-lo-r. As tabuletas, de ferro pesado, ficavam encostadas nos postes das principais esquinas da cidade.

          Era uma das muitas profissões que foram tragadas pelo tempo, como tantas outras da minha infância. Ainda é possível achar o vendedor de pamonhas por aí. Nenhum, por certo, que se equiparasse ao Tião Pamonheiro e sua voz de congo. “Olha a pamonha, mio verde”, era seu bordão.

          Tinha o seu Marcondes, calista, que todo mês vinha cortar os calos dos pés de meu pai. Na rua Rio de Janeiro, quase esquina com a Assis (a principal da cidade), tinha um sapateiro, desses de fazer meia-sola e tudo. Só lá para meados dos anos 60 passou a vender sapatos industrializados.

          Havia outras profissões que ainda resistem bravamente aos novos tempos, como os tintureiros. O nosso subia o morro de bicicleta, pegando as roupas nas casas. Era o Lazinho, emérito guitarrista. E de bicicleta andava também o seu Alexandre Xandó, nosso livreiro, que visitava as casas apresentando os últimos lançamentos de São Paulo. Gozado como a bicicleta era utilizada em Poços, ainda mais levando em conta ser cidade montanhosa. (...)

          A profissão de parteira era requisitadíssima. Minha parteira foi dona Júlia. A de minhas irmãs, dona Esther. Poços já tinha uma boa Santa Casa, mas parte das famílias queria ter os filhos em casa. Foi o caso da dona Tereza, mulher teimosa que nem algumas netas dela que eu conheço. De saúde frágil, recebera o conselho do dr. Rowilson de que não deveria se aventurar a ter filhos: arriscava-se a morrer ou ela ou a criança. Dona Tereza não só decidiu ter como fez questão de que fosse em casa. Nasci às sete da noite com mais de 20 pessoas na sala rezando. Os dois sobrevivemos galhardamente, dona Tereza a mais quatro partos.

          A profissão de alfaiate era outra extremamente valorizada. (...)

          Na minha infância, o alfaiate mais solicitado era o seu Alexandre Pagin, nosso vizinho. Só para meados dos anos 60 apareceram a Ducal e a roupa industrializada. O único problema do seu Pagin - dizia minha mãe - é que sempre fazia calças para mim com uma perna mais curta. E sempre comigo. Só na adolescência minha mãe descobriu que, na verdade, a minha perna esquerda é que era mais curta do que a direita.

          O lambe-lambe, o fotógrafo que andava com aquelas máquinas antigas que tinham uma caixa para ele colocar a cabeça e mirar a vítima, era e ainda é uma instituição municipal. O nosso era o pai do Humberto Beleza, meu colega de tiro-de-guerra.

          E havia charreteiros aos montes, alguns, como o seu Laier, que conseguiram formar quatro filhos na faculdade, só com o seu trabalho. Ou o Felipão, esse mais antigo, dos idos dos anos 30, que tinha uma charrete especial para pegar as mocinhas e levar até o cassino. (...)

          Nem falo nada dos jagunços, povo brabo especializado em cobrar dívida de jogos, porque quando atingi a idade da compreensão eles já tinham aposentado suas garruchas e se tornado senhores pacatos. E muitos filhos deles nem sabem desse passado romântico dos pais. 

(Luís Nassif - Jornal Folha de São Paulo,)

“Foi o caso da dona Tereza, mulher teimosa...” (5º parágrafo)
Qual das opções abaixo indica um sinônimo para a palavra sublinhada?
Alternativas
Q1172459 Português

As profissões do meu tempo

          Nesta semana fui a um restaurante relativamente sofisticado. Na parede havia um quadro onde estavam escritas a giz, e com letra caprichada, as novidades do cardápio. O cartaz me lembrou a maneira como o cine São Luiz de Poços de Caldas anunciava seus filmes. De manhã, na porta do cinema, aparecia o pintor, sujeito magro, alto e careca, e começava a pintar o nome do filme e do casal de atores principais. A gente ficava à distância, babando com o capricho com que bordava as letras: E-l-i-z-a-b-e-t-h T-a-y-lo-r. As tabuletas, de ferro pesado, ficavam encostadas nos postes das principais esquinas da cidade.

          Era uma das muitas profissões que foram tragadas pelo tempo, como tantas outras da minha infância. Ainda é possível achar o vendedor de pamonhas por aí. Nenhum, por certo, que se equiparasse ao Tião Pamonheiro e sua voz de congo. “Olha a pamonha, mio verde”, era seu bordão.

          Tinha o seu Marcondes, calista, que todo mês vinha cortar os calos dos pés de meu pai. Na rua Rio de Janeiro, quase esquina com a Assis (a principal da cidade), tinha um sapateiro, desses de fazer meia-sola e tudo. Só lá para meados dos anos 60 passou a vender sapatos industrializados.

          Havia outras profissões que ainda resistem bravamente aos novos tempos, como os tintureiros. O nosso subia o morro de bicicleta, pegando as roupas nas casas. Era o Lazinho, emérito guitarrista. E de bicicleta andava também o seu Alexandre Xandó, nosso livreiro, que visitava as casas apresentando os últimos lançamentos de São Paulo. Gozado como a bicicleta era utilizada em Poços, ainda mais levando em conta ser cidade montanhosa. (...)

          A profissão de parteira era requisitadíssima. Minha parteira foi dona Júlia. A de minhas irmãs, dona Esther. Poços já tinha uma boa Santa Casa, mas parte das famílias queria ter os filhos em casa. Foi o caso da dona Tereza, mulher teimosa que nem algumas netas dela que eu conheço. De saúde frágil, recebera o conselho do dr. Rowilson de que não deveria se aventurar a ter filhos: arriscava-se a morrer ou ela ou a criança. Dona Tereza não só decidiu ter como fez questão de que fosse em casa. Nasci às sete da noite com mais de 20 pessoas na sala rezando. Os dois sobrevivemos galhardamente, dona Tereza a mais quatro partos.

          A profissão de alfaiate era outra extremamente valorizada. (...)

          Na minha infância, o alfaiate mais solicitado era o seu Alexandre Pagin, nosso vizinho. Só para meados dos anos 60 apareceram a Ducal e a roupa industrializada. O único problema do seu Pagin - dizia minha mãe - é que sempre fazia calças para mim com uma perna mais curta. E sempre comigo. Só na adolescência minha mãe descobriu que, na verdade, a minha perna esquerda é que era mais curta do que a direita.

          O lambe-lambe, o fotógrafo que andava com aquelas máquinas antigas que tinham uma caixa para ele colocar a cabeça e mirar a vítima, era e ainda é uma instituição municipal. O nosso era o pai do Humberto Beleza, meu colega de tiro-de-guerra.

          E havia charreteiros aos montes, alguns, como o seu Laier, que conseguiram formar quatro filhos na faculdade, só com o seu trabalho. Ou o Felipão, esse mais antigo, dos idos dos anos 30, que tinha uma charrete especial para pegar as mocinhas e levar até o cassino. (...)

          Nem falo nada dos jagunços, povo brabo especializado em cobrar dívida de jogos, porque quando atingi a idade da compreensão eles já tinham aposentado suas garruchas e se tornado senhores pacatos. E muitos filhos deles nem sabem desse passado romântico dos pais. 

(Luís Nassif - Jornal Folha de São Paulo,)

“De manhã, na porta do cinema, aparecia o pintor, sujeito magro, alto e careca...” (1º parágrafo)
Assinale a alternativa que oferece os antônimos correspondentes das palavras acima grifadas.
Alternativas
Q1172458 Português

As profissões do meu tempo

          Nesta semana fui a um restaurante relativamente sofisticado. Na parede havia um quadro onde estavam escritas a giz, e com letra caprichada, as novidades do cardápio. O cartaz me lembrou a maneira como o cine São Luiz de Poços de Caldas anunciava seus filmes. De manhã, na porta do cinema, aparecia o pintor, sujeito magro, alto e careca, e começava a pintar o nome do filme e do casal de atores principais. A gente ficava à distância, babando com o capricho com que bordava as letras: E-l-i-z-a-b-e-t-h T-a-y-lo-r. As tabuletas, de ferro pesado, ficavam encostadas nos postes das principais esquinas da cidade.

          Era uma das muitas profissões que foram tragadas pelo tempo, como tantas outras da minha infância. Ainda é possível achar o vendedor de pamonhas por aí. Nenhum, por certo, que se equiparasse ao Tião Pamonheiro e sua voz de congo. “Olha a pamonha, mio verde”, era seu bordão.

          Tinha o seu Marcondes, calista, que todo mês vinha cortar os calos dos pés de meu pai. Na rua Rio de Janeiro, quase esquina com a Assis (a principal da cidade), tinha um sapateiro, desses de fazer meia-sola e tudo. Só lá para meados dos anos 60 passou a vender sapatos industrializados.

          Havia outras profissões que ainda resistem bravamente aos novos tempos, como os tintureiros. O nosso subia o morro de bicicleta, pegando as roupas nas casas. Era o Lazinho, emérito guitarrista. E de bicicleta andava também o seu Alexandre Xandó, nosso livreiro, que visitava as casas apresentando os últimos lançamentos de São Paulo. Gozado como a bicicleta era utilizada em Poços, ainda mais levando em conta ser cidade montanhosa. (...)

          A profissão de parteira era requisitadíssima. Minha parteira foi dona Júlia. A de minhas irmãs, dona Esther. Poços já tinha uma boa Santa Casa, mas parte das famílias queria ter os filhos em casa. Foi o caso da dona Tereza, mulher teimosa que nem algumas netas dela que eu conheço. De saúde frágil, recebera o conselho do dr. Rowilson de que não deveria se aventurar a ter filhos: arriscava-se a morrer ou ela ou a criança. Dona Tereza não só decidiu ter como fez questão de que fosse em casa. Nasci às sete da noite com mais de 20 pessoas na sala rezando. Os dois sobrevivemos galhardamente, dona Tereza a mais quatro partos.

          A profissão de alfaiate era outra extremamente valorizada. (...)

          Na minha infância, o alfaiate mais solicitado era o seu Alexandre Pagin, nosso vizinho. Só para meados dos anos 60 apareceram a Ducal e a roupa industrializada. O único problema do seu Pagin - dizia minha mãe - é que sempre fazia calças para mim com uma perna mais curta. E sempre comigo. Só na adolescência minha mãe descobriu que, na verdade, a minha perna esquerda é que era mais curta do que a direita.

          O lambe-lambe, o fotógrafo que andava com aquelas máquinas antigas que tinham uma caixa para ele colocar a cabeça e mirar a vítima, era e ainda é uma instituição municipal. O nosso era o pai do Humberto Beleza, meu colega de tiro-de-guerra.

          E havia charreteiros aos montes, alguns, como o seu Laier, que conseguiram formar quatro filhos na faculdade, só com o seu trabalho. Ou o Felipão, esse mais antigo, dos idos dos anos 30, que tinha uma charrete especial para pegar as mocinhas e levar até o cassino. (...)

          Nem falo nada dos jagunços, povo brabo especializado em cobrar dívida de jogos, porque quando atingi a idade da compreensão eles já tinham aposentado suas garruchas e se tornado senhores pacatos. E muitos filhos deles nem sabem desse passado romântico dos pais. 

(Luís Nassif - Jornal Folha de São Paulo,)

“E havia charreteiros aos montes...” (9º parágrafo)
A expressão em destaque no trecho acima transcrito exprime a idéia de:
Alternativas
Q1172453 Português

As profissões do meu tempo

          Nesta semana fui a um restaurante relativamente sofisticado. Na parede havia um quadro onde estavam escritas a giz, e com letra caprichada, as novidades do cardápio. O cartaz me lembrou a maneira como o cine São Luiz de Poços de Caldas anunciava seus filmes. De manhã, na porta do cinema, aparecia o pintor, sujeito magro, alto e careca, e começava a pintar o nome do filme e do casal de atores principais. A gente ficava à distância, babando com o capricho com que bordava as letras: E-l-i-z-a-b-e-t-h T-a-y-lo-r. As tabuletas, de ferro pesado, ficavam encostadas nos postes das principais esquinas da cidade.

          Era uma das muitas profissões que foram tragadas pelo tempo, como tantas outras da minha infância. Ainda é possível achar o vendedor de pamonhas por aí. Nenhum, por certo, que se equiparasse ao Tião Pamonheiro e sua voz de congo. “Olha a pamonha, mio verde”, era seu bordão.

          Tinha o seu Marcondes, calista, que todo mês vinha cortar os calos dos pés de meu pai. Na rua Rio de Janeiro, quase esquina com a Assis (a principal da cidade), tinha um sapateiro, desses de fazer meia-sola e tudo. Só lá para meados dos anos 60 passou a vender sapatos industrializados.

          Havia outras profissões que ainda resistem bravamente aos novos tempos, como os tintureiros. O nosso subia o morro de bicicleta, pegando as roupas nas casas. Era o Lazinho, emérito guitarrista. E de bicicleta andava também o seu Alexandre Xandó, nosso livreiro, que visitava as casas apresentando os últimos lançamentos de São Paulo. Gozado como a bicicleta era utilizada em Poços, ainda mais levando em conta ser cidade montanhosa. (...)

          A profissão de parteira era requisitadíssima. Minha parteira foi dona Júlia. A de minhas irmãs, dona Esther. Poços já tinha uma boa Santa Casa, mas parte das famílias queria ter os filhos em casa. Foi o caso da dona Tereza, mulher teimosa que nem algumas netas dela que eu conheço. De saúde frágil, recebera o conselho do dr. Rowilson de que não deveria se aventurar a ter filhos: arriscava-se a morrer ou ela ou a criança. Dona Tereza não só decidiu ter como fez questão de que fosse em casa. Nasci às sete da noite com mais de 20 pessoas na sala rezando. Os dois sobrevivemos galhardamente, dona Tereza a mais quatro partos.

          A profissão de alfaiate era outra extremamente valorizada. (...)

          Na minha infância, o alfaiate mais solicitado era o seu Alexandre Pagin, nosso vizinho. Só para meados dos anos 60 apareceram a Ducal e a roupa industrializada. O único problema do seu Pagin - dizia minha mãe - é que sempre fazia calças para mim com uma perna mais curta. E sempre comigo. Só na adolescência minha mãe descobriu que, na verdade, a minha perna esquerda é que era mais curta do que a direita.

          O lambe-lambe, o fotógrafo que andava com aquelas máquinas antigas que tinham uma caixa para ele colocar a cabeça e mirar a vítima, era e ainda é uma instituição municipal. O nosso era o pai do Humberto Beleza, meu colega de tiro-de-guerra.

          E havia charreteiros aos montes, alguns, como o seu Laier, que conseguiram formar quatro filhos na faculdade, só com o seu trabalho. Ou o Felipão, esse mais antigo, dos idos dos anos 30, que tinha uma charrete especial para pegar as mocinhas e levar até o cassino. (...)

          Nem falo nada dos jagunços, povo brabo especializado em cobrar dívida de jogos, porque quando atingi a idade da compreensão eles já tinham aposentado suas garruchas e se tornado senhores pacatos. E muitos filhos deles nem sabem desse passado romântico dos pais. 

(Luís Nassif - Jornal Folha de São Paulo,)

No 2º parágrafo do artigo, ficamos sabendo que muitas das antigas profissões foram tragadas pelo tempo, o que significa dizer que elas:
Alternativas
Q1155303 Português
Assinale a alternativa que contenha o sinônimo de REDUNDÂNCIA.
Alternativas
Q1155118 Português
Uma vida abaixo do tolerável


Crianças vivendo em bueiros: um triste retrato da miséria
nas ruas do Rio de Janeiro.


A orla da Praia de Ipanema é um dos metros quadrados mais caros do Rio de Janeiro. O vaivém dos turistas, os coqueiros na areia, as redes de vôlei lotadas e o mar deslumbrante fazem do lugar também um dos mais charmosos da cidade. Por isso é que a cena flagrada num domingo ensolarado, às nove e meia da manhã, causou espanto. Um menino saía de um bueiro. Ele não estava brincando com amigos nem fazendo travessura. Morava com seis outras crianças debaixo da Avenida Vieira Souto, endereço de artistas, empresários e outros endinheirados da cidade. Havia dois meses eles se abrigavam 1 metro abaixo do chão, em um túnel extenso e relativamente largo (de 2 metros), mas frio e úmido. Quando não estava espremido debaixo da terra, o grupo de meninos de rua circulava pedindo dinheiro, furtando turistas e amedrontando a vizinhança. A cena é motivo de indignação por uma razão adicional: trata-se de um flagelo urbano que, mesmo sem ser ainda numeroso, já se incorporou à paisagem do Rio de Janeiro.
Não é sequer a primeira vez que isso ocorre em Ipanema. Em março do ano passado, 25 pessoas foram surpreendidas quando saíam de uma tubulação em um local não muito distante dali. O grupo anterior também havia transformado a galeria em abrigo, mas com uma diferença. Daquela vez, o bueiro era equipado com colchonetes, cobertores, televisão e aparelho de som, que sugeriam uma estranha comodidade. Descoberto, o grupo foi removido. O mesmo já aconteceu em Copacabana, no centro. Situações como essa se repetem, e não escolhem protagonistas. Há, no centro do Rio, uma população que dorme quase todas as noites sob marquises por falta de dinheiro para o transporte até os bairros mais distantes depois que encerra o trabalho.
Depois do flagrante, as galerias foram vedadas e educadores da prefeitura passaram a acompanhar o grupo. Mas são medidas paliativas.
Esse tipo de flagelo urbano ocorre em boa parte das cidades do mundo. O exemplo mais conhecido e também o mais contrastante é o da cidade de Nova York. Um censo realizado recentemente constatou que aproximadamente 845 pessoas habitam as galerias do metrô da cidade. A maior parte são alcoólatras, viciados em drogas e doentes mentais. Alguns conseguem até mesmo regalias, como luz elétrica e água quente. Há casos de famílias numerosas que dispõem de “confortos” como eletrodomésticos, equipamentos eletrônicos e divisão em cômodos.
Em 1985, no filme Subway (metrô, em inglês – observação nossa), o personagem fugindo de uma perseguição, abrigouse nos subterrâneos do metrô de Paris, onde encontrou moradores com uma cultura própria, recheada de personagens excêntricos, vivendo à margem da sociedade parisiense.
A cena carioca é em tudo diferente. Não há charme nenhum em menores vivendo e se drogando em bueiros. As autoridades municipais cariocas anunciaram, na semana passada, providências que incluem estruturas de concreto, tampas de ferro e barras de aço – algo que, com certeza, se torna necessário. Entretanto, nunca é demais enfatizar, a vida de uma parte da população nos buracos da cidade não é um mero problema de engenharia.


Adaptado de artigo publicado na Revista Veja, de 08 de junho de 2009, de autoria de Roberta Salomone. 
“Depois do flagrante, as galerias foram vedadas e educadores da prefeitura passaram a acompanhar o grupo. Mas são medidas paliativas”.
O vocábulo sublinhado tem no texto o significado de:
Alternativas
Ano: 2010 Banca: CEPUERJ Órgão: UERJ Prova: CEPUERJ - 2010 - UERJ - Técnico de Enfermagem |
Q935396 Português

TEXTO 3:

XXXXXX

FORMA FARMACÊUTICA E APRESENTAÇÕES

Solução oral (gotas): embalagens com 1 e 25 frascos de 15 ml

USO PEDIÁTRICO OU ADULTO

(...)

INFORMAÇÕES AO PACIENTE

·· Ação esperada do medicamento: XXXXXX é utilizado como analgésico e antipirético,

ou seja, no combate à dor e à febre. Sua ação analgésica se faz sentir cerca de 30 minutos

após a administração e se prolonga por 4 a 6 horas. ·· Cuidados de armazenamento:

Conservar o produto em temperatura ambiente (entre 15 e 30ºC). Proteger da luz.

·· Prazo de validade: 24 meses a partir da data de fabricação, o que pode ser verificado na

embalagem externa do produto. Não use o medicamento se o prazo de validade estiver

vencido.

Gravidez e lactação: Embora seja permitido o uso de XXXXXX durante a gravidez, sua

administração deve ser restrita aos casos necessários e por curto período. Informe seu

médico a ocorrência de gravidez na vigência do tratamento ou após o seu término. Informe

também se está amamentando.

· Cuidados de administração: Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os

horários, as doses e a duração do tratamento. No caso de persistência dos sintomas, procure

orientação médica.

· Interrupção do tratamento: Não interromper o tratamento sem o conhecimento do seu

médico.

· Reações adversas: Informe seu médico o aparecimento de reações desagradáveis.

“TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.”

·· Ingestão concomitante com outras substâncias: Evite ingerir o medicamento juntamente

com alimentos, pois sua absorção ficará mais lenta. Evite também ingerir álcool durante o

tratamento, pois o uso de XXXXXX com álcool é tóxico para o fígado.

·· Contra- indicações e Precauções: Pacientes alérgicos ao ácido acetilsalicílico (aspirina)

devem ter cuidado ao usar o XXXXXX

Caso surja durante o uso de XXXXXX qualquer reação inesperada, o tratamento deve ser

descontinuado e seu médico deve ser informado.

Siga rigorosamente a dose recomendada. No caso de ingestão acidental de dose excessiva

ou suspeita de que isto tenha ocorrido, procure imediatamente um serviço médico de urgência.

Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início, ou

durante o tratamento.

“NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO, PODE SER PERIGOSO PARA A SAÚDE.”

(...)

INDICAÇÕES

Como analgésico- antipirético. O XXXXXX está indicado para aliviar dores leves ou moderadas

e para reduzir a febre. Só proporciona alívio sintomático; quando for necessário, deve-se

administrar uma terapia adicional para tratar a causa da dor ou da febre. O XXXXXX pode

ser utilizado quando a terapia com ácido acetilsalicílico não for aconselhável ou for contraindicada,

por exemplo, em pacientes que recebem anticoagulantes ou uricosúricos,

hemofílicos ou pacientes com outros problemas hemorrágicos e naqueles com enfermidade

do trato gastrointestinal superior.

CONTRA-INDICAÇÕES

Pacientes reconhecidamente hipersensíveis ao XXXXXX ou aos outros componentes da

fórmula.

PRECAUÇÕES

Ocorrendo reação de hipersensibilidade ao XXXXXX, a administração do medicamento

deve ser suspensa. Gravidez: Não se têm descrito problemas em humanos. Embora não

tenham sido realizados estudos controlados, demonstrou- se que o XXXXXX atravessa a

placenta. É admitido seu uso durante a gravidez; entretanto, deve ser sempre considerado

o risco potencial de qualquer medicamento causar dano ao feto. Seu uso deve ser restrito

aos casos necessários e deve ser por curto período.

Sensibilidade Cruzada e/ou Problemas Associados: Os pacientes com intolerância ao

ácido acetilsalicílico podem não apresentá- la em relação ao XXXXXX ; no entanto, têm sido

descritas ligeiras reações broncoespasmódicas com paracetamol em alguns asmáticos

sensíveis ao ácido acetilsalicílico (menos de 5% dos ensaiados).

Problemas Médicos: A relação risco/benefício da terapêutica com XXXXXX deve ser avaliada
nas seguintes situações clínicas: alcoolismo (o xxxxxx pode causar hepatotoxidade grave
em alcóolatras crônicos, mesmo quando utilizado em doses terapêuticas), enfermidade
hepática, hepatite viral (aumenta o risco de hepatotoxicidade), disfunção renal severa (o
uso prolongado de doses elevadas pode aumentar o risco de aparecimento de efeitos renais
adversos).
Pacientes Diabéticos: Deve haver cautela na interpretação dos resultados laboratoriais de
glicemia, pois o uso de XXXXXX interfere com alguns testes laboratoriais para determinação
da glicose, gerando valores falsamente diminuídos.
(...)
 ( Obs.: O nome do medicamento foi propositadamente omitido)

(http://m.bulas.med.br/index.pl?C=A&V=66506F737449443D3130383434266163743D70:adaptado)

“...Evite ingerir o medicamento juntamente com alimentos (...) Evite também ingerir álcool durante o tratamento, pois o uso de XXXXXX com álcool é tóxico para o fígado..13.”


O emprego da palavra “medicamento” em substituição a “XXXXXX” constitui caso de:

Alternativas
Q876503 Português
Analise os pares de sentença a seguir e marque a alternativa em que NÃO há acarretamento da 1ª para a 2ª sentença.
Alternativas
Q876500 Português
A linguagem humana é polissêmica, pois os signos sofrem alterações de significados nos contextos. Identifique a estrutura em que o significado está INCORRETAMENTE relacionado.
Alternativas
Q876499 Português
Assinale a alternativa que corresponde à especificação semântica que a estrutura destacada no trecho seguinte apresenta: “A medida que a prova transcorria, o candidato acalmava.”.
Alternativas
Q875316 Português
“O eufemismo é toda forma de abrandamento de um raciocínio cruel, um sentimento desagradável ou um tabu. É questão de grau: não se nega que uma realidade ocorra, mas doura-se a pílula.” (www.revistalingua.com.br). Das palavras e expressões usadas no cotidiano brasileiro recente, qual alternativa não lê corretamente o que se escondeu?
Alternativas
Q861701 Português

Seguem, abaixo, frases de filósofos e de poetas de diferentes épocas que fazem reflexão sobre o tema SAÚDE. Leia-as para responder à questão que se segue.


1. “Se alguém procura a saúde, pergunta-lhe primeiro se está disposto a evitar no futuro as causas da doença; em caso contrário, abstém-te de o ajudar.” ( Sócrates)

2. “Esta é a mais dolorosa de todas as doenças humanas: dispor de todo o conhecimento e ainda não ter nenhum poder de ação.” (Heródoto)

3. “Para a saúde da mente e do corpo, os homens deveriam enxergar com seus próprios olhos, falar sem megafone, caminhar com seus próprios pés em vez de andar sobre rodas, trabalhar e lutar com seus próprios braços, sem artefatos ou máquinas.” (John Ruskin)

4. “Os homens que perdem a saúde para juntar dinheiro e depois perdem o dinheiro para recuperar a saúde, por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem o presente de tal forma que acabam por nem viver no presente e no passado. vivem como se nunca fossem morrer e morrem como se nunca tivessem vivido.” (Buda)

A frase 4 está organizada a partir de um jogo de palavras opostas. Identifique a alternativa em que os pares de palavras, estabelecem, no texto, oposição entre si.
Alternativas
Q861686 Português

Texto 1


               Saúde Pública: investimento prioritário


      A saúde pública no Brasil passa por uma grave crise. Além dos problemas habitacionais e educacionais, a população sofre com a falta de atendimento médico adequado e com a crescente privatização do sistema de saúde. O serviço de saúde não dá conta de toda a demanda e os custos impostos pela iniciativa privada são incompatíveis com o poder aquisitivo da maioria das pessoas. Outro problema importante é o baixo investimento em pesquisa e desenvolvimento de produtos e processos na área da saúde. Em um setor amplamente dominado por multinacionais, faz-se urgente e necessário que as instituições nacionais de pesquisa em ciências e tecnologia aplicadas à saúde pública trabalhem com afinco na busca de soluções para os problemas que afligem a população brasileira. Na maioria das vezes, projetos relacionados a doenças da miséria são excluídos do portfolio de investimentos das empresas por razões de custo/benefício, tornando-se assim um dever do Estado a alocação de recursos para este fim. Com a internacionalização da economia, a liberação das forças de mercado e a veloz introdução de inovações tecnológicas, novas formas de comportamento, com ênfase no aumento da qualidade e produtividade são impostas às organizações, a fim de fazer frente às pressões competitivas. No Brasil, a recente abertura do mercado e a gradual retirada do Estado de vários setores econômicos são consequência da adaptação às mudanças econômicas em curso no resto do mundo. Em face desse novo cenário, as instituições de pesquisa científica e tecnológica nacionais devem encontrar saídas para a sua sobrevivência, procurando desenvolver práticas de gestão compatíveis com a nova realidade, capazes de oferecer flexibilidade e gerar respostas rápidas a problemas complexos. O investimento em ciência e tecnologia é, pois, um ato da maior relevância para a nação. O setor privado também deve ser envolvido nesse processo, apoiando a pesquisa, o desenvolvimento tecnológico e a produção. O estabelecimento de parcerias entre entidades governamentais e empresas deve ser estimulado. Não devemos ter receio do relacionamento público/privado, considerando-o como um dilema insolúvel e excludente, e sim pensá-lo com maior espírito público e menor espírito coorporativo, devendo ser esta relação completamente transparente em nível institucional e individual. Em função da concentração das atividades de investigação tecnológica por parte de corporações multinacionais, os países em desenvolvimento encontram sérios obstáculos para o acesso às novas tecnologias no campo da saúde. O incentivo à formação de alianças tecnológicas deve vir acompanhado de ênfase à proteção do patrimônio científico-tecnológico, através dos mecanismos oferecidos pelo sistema de propriedade intelectual. As instituições geradoras de ciência e tecnologia desempenham papel fundamental na nova ordem econômica mundial, em função da valorização do conhecimento e do incremento da capacitação tecnológica. O gasto das verbas públicas, quase sempre escassas, deve ser otimizado. A gerência institucional ganha posição de destaque nas tarefas de redução do tempo de processamento das operações e dos custos das atividades internas, bem como evita a duplicação de esforços. Neste momento, torna-se premente o desenvolvimento de sistemas de avaliação institucional que se debrucem não só sobre a capacidade produtiva ou as realizações ocorridas, como também sobre as oportunidades de investimento em áreas de conhecimento e atuação, parcerias com empresas e organizações não governamentais e prospecção tecnológica, visando à otimização dos resultados das atividades tecnológicas, configurando, portanto, uma efetiva ação de planejamento estratégico. Embora o país esteja passando por uma difícil fase de ajuste macroeconômico, onde os cortes orçamentários penalizam profundamente as organizações do sistema de ciência e tecnologia e de saúde pública, é fundamental para os atores envolvidos no processo de geração e difusão de inovações tecnológicas empenharem-se cada vez mais na busca de produtos e processos que contribuam para a melhoria das condições de vida da população brasileira.

Eloi S. Garcia, Presidente da Fundação Oswaldo Cruz (in Cadernos de Saúde Pública. vol. 13. Editorial. nº 1. Rio de Janeiro. 1997)

Em “Neste momento, torna-se premente o desenvolvimento de sistemas de avaliação institucional (...)”, a palavra que representa o antônimo de premente, destacado no trecho é:
Alternativas
Q861682 Português

Texto 1


               Saúde Pública: investimento prioritário


      A saúde pública no Brasil passa por uma grave crise. Além dos problemas habitacionais e educacionais, a população sofre com a falta de atendimento médico adequado e com a crescente privatização do sistema de saúde. O serviço de saúde não dá conta de toda a demanda e os custos impostos pela iniciativa privada são incompatíveis com o poder aquisitivo da maioria das pessoas. Outro problema importante é o baixo investimento em pesquisa e desenvolvimento de produtos e processos na área da saúde. Em um setor amplamente dominado por multinacionais, faz-se urgente e necessário que as instituições nacionais de pesquisa em ciências e tecnologia aplicadas à saúde pública trabalhem com afinco na busca de soluções para os problemas que afligem a população brasileira. Na maioria das vezes, projetos relacionados a doenças da miséria são excluídos do portfolio de investimentos das empresas por razões de custo/benefício, tornando-se assim um dever do Estado a alocação de recursos para este fim. Com a internacionalização da economia, a liberação das forças de mercado e a veloz introdução de inovações tecnológicas, novas formas de comportamento, com ênfase no aumento da qualidade e produtividade são impostas às organizações, a fim de fazer frente às pressões competitivas. No Brasil, a recente abertura do mercado e a gradual retirada do Estado de vários setores econômicos são consequência da adaptação às mudanças econômicas em curso no resto do mundo. Em face desse novo cenário, as instituições de pesquisa científica e tecnológica nacionais devem encontrar saídas para a sua sobrevivência, procurando desenvolver práticas de gestão compatíveis com a nova realidade, capazes de oferecer flexibilidade e gerar respostas rápidas a problemas complexos. O investimento em ciência e tecnologia é, pois, um ato da maior relevância para a nação. O setor privado também deve ser envolvido nesse processo, apoiando a pesquisa, o desenvolvimento tecnológico e a produção. O estabelecimento de parcerias entre entidades governamentais e empresas deve ser estimulado. Não devemos ter receio do relacionamento público/privado, considerando-o como um dilema insolúvel e excludente, e sim pensá-lo com maior espírito público e menor espírito coorporativo, devendo ser esta relação completamente transparente em nível institucional e individual. Em função da concentração das atividades de investigação tecnológica por parte de corporações multinacionais, os países em desenvolvimento encontram sérios obstáculos para o acesso às novas tecnologias no campo da saúde. O incentivo à formação de alianças tecnológicas deve vir acompanhado de ênfase à proteção do patrimônio científico-tecnológico, através dos mecanismos oferecidos pelo sistema de propriedade intelectual. As instituições geradoras de ciência e tecnologia desempenham papel fundamental na nova ordem econômica mundial, em função da valorização do conhecimento e do incremento da capacitação tecnológica. O gasto das verbas públicas, quase sempre escassas, deve ser otimizado. A gerência institucional ganha posição de destaque nas tarefas de redução do tempo de processamento das operações e dos custos das atividades internas, bem como evita a duplicação de esforços. Neste momento, torna-se premente o desenvolvimento de sistemas de avaliação institucional que se debrucem não só sobre a capacidade produtiva ou as realizações ocorridas, como também sobre as oportunidades de investimento em áreas de conhecimento e atuação, parcerias com empresas e organizações não governamentais e prospecção tecnológica, visando à otimização dos resultados das atividades tecnológicas, configurando, portanto, uma efetiva ação de planejamento estratégico. Embora o país esteja passando por uma difícil fase de ajuste macroeconômico, onde os cortes orçamentários penalizam profundamente as organizações do sistema de ciência e tecnologia e de saúde pública, é fundamental para os atores envolvidos no processo de geração e difusão de inovações tecnológicas empenharem-se cada vez mais na busca de produtos e processos que contribuam para a melhoria das condições de vida da população brasileira.

Eloi S. Garcia, Presidente da Fundação Oswaldo Cruz (in Cadernos de Saúde Pública. vol. 13. Editorial. nº 1. Rio de Janeiro. 1997)

Observe o emprego das palavras em destaque nos trechos: “O gasto das verbas públicas, quase sempre escassas, deve ser otimizado.” e “(...), visando à otimização dos resultados das atividades tecnológicas, configurando, portanto, uma efetiva ação de planejamento estratégico.” Assinale a alternativa em que os significados das palavras otimizado/otimização, estão corretamente apresentados e de acordo com o texto.
Alternativas
Q727975 Português

TEXTO 3

                            Noite de 1928. Chovia.

É natal. E todo mundo resolve mandar textos para mim, como se carente estivesse deles. E, de ruins, bastam os meus. Não sei se são presentes, ou passados, assim-assados.

Creio que me julgam eminente e iminente crítico da arte e ofício da escrita. A grande maioria desses textos envergonharia o Papai Noel e o próprio pai e a mãe dos autores. Eu já pedi para você não me mandar mais textos. Mas você insisti. Você gosta de sofrer. E de me fazer sofrer. Antes de mandar um texto para um escritor, dê uma olhadinha ao menos nas vírgulas, que são a respiração do leitor. Procure saber direito como se escreve seje e se questão tem ou não trema. Menas ousadia, pesso eu.

                                                (Mario Prata - O Estado de São Paulo, 08/12/99 IN:

                                                                     http://www.marioprataonline.com.br/ )

Com base no TEXTO 3, responda à questão.

Creio que me julgam eminente e iminente crítico da arte e ofício da escrita. Os significados dos adjetivos destacados são, respectivamente:

Alternativas
Q716629 Português

Acerca das ideias e estruturas do texto acima, julgue o próximo item.

Sem alteração ou prejuízo sintático ou semântico para o texto, os vocábulos “restritivos” (l.22) e “escolado” (l.27) podem ser substituídos, respectivamente, por restringentes e diligente.

Alternativas
Q691825 Português
Texto I 
Futebol-esporte
    É aplicado o conceito de esporte aos exercícios físicos, ao jogo. E o jogo é, antes de tudo, luta por algo ou representação de algo.
No futebol isso não se evidencia:
  “O jogador capaz de se virar para viver, de transformar as situações mais difíceis em gol, era uma representação da vida de cada um, na qual a sobrevivência é sempre decorrente daquela capacidade de dar uma volta nas situações, transformando-as em favoráveis quando tudo indica o contrário”, como diz Artur da Távola.
  Como na vida, no futebol luta-se pela vitória através do trabalho, do esforço de cada um. Jogar, como viver, exige decisão, energia, perseverança, já que na vida estamos sempre tentando vencer obstáculos. O vencedor é mais seguro de si, mais preparado, mais capaz para vencer: resolve os seus problemas.
  A tensão do futebol é igual à tensão da vida, compostas, ambas, pela insegurança de um resultado positivo, pelos riscos e pela incerteza. Na vida, como no futebol, nada é definitivo: estamos sempre transitando entre vitórias e derrotas. “O futebol constitui, portanto, perfeito paralelo com a vida do homem e em especial com a vida em sociedade, pois é um jogo que estimula a cooperação em grupo como fator decisivo para a vitória”, como salientava um slogan propagandista do Presidente Médici.
  Na equipe, onde se configura uma mini-sociedade, é respeitada a participação individual, ao mesmo tempo em que é estimulado o sentido de conjunto, a integração e o ajustamento no grupo. Nas suas relações com o grupo, ao qual está unido por um objetivo comum, o jogador é visto como um ser social, ficando enfatizada a sua eficiência pela sua capacidade de autocontrole, abnegação, iniciativa, vitalidade, coragem, lealdade, inteligência. Além disso, o futebol incentiva o respeito à lei, às regras, à disciplina, à hierarquia.
   [....] Talvez esta lição de vida seja responsável pelo prestígio universal do futebol junto às massas.
(Maria do Carmo Fernández) 
“Como na vida, no futebol luta-se pela vitória através do trabalho, do esforço de cada um. Jogar, como viver, exige decisão, energia, perseverança, já que na vida estamos sempre tentando vencer obstáculos”. O comentário correto sobre os componentes desse segmento do texto é:
Alternativas
Q691816 Português
Texto I 
Futebol-esporte
    É aplicado o conceito de esporte aos exercícios físicos, ao jogo. E o jogo é, antes de tudo, luta por algo ou representação de algo.
No futebol isso não se evidencia:
  “O jogador capaz de se virar para viver, de transformar as situações mais difíceis em gol, era uma representação da vida de cada um, na qual a sobrevivência é sempre decorrente daquela capacidade de dar uma volta nas situações, transformando-as em favoráveis quando tudo indica o contrário”, como diz Artur da Távola.
  Como na vida, no futebol luta-se pela vitória através do trabalho, do esforço de cada um. Jogar, como viver, exige decisão, energia, perseverança, já que na vida estamos sempre tentando vencer obstáculos. O vencedor é mais seguro de si, mais preparado, mais capaz para vencer: resolve os seus problemas.
  A tensão do futebol é igual à tensão da vida, compostas, ambas, pela insegurança de um resultado positivo, pelos riscos e pela incerteza. Na vida, como no futebol, nada é definitivo: estamos sempre transitando entre vitórias e derrotas. “O futebol constitui, portanto, perfeito paralelo com a vida do homem e em especial com a vida em sociedade, pois é um jogo que estimula a cooperação em grupo como fator decisivo para a vitória”, como salientava um slogan propagandista do Presidente Médici.
  Na equipe, onde se configura uma mini-sociedade, é respeitada a participação individual, ao mesmo tempo em que é estimulado o sentido de conjunto, a integração e o ajustamento no grupo. Nas suas relações com o grupo, ao qual está unido por um objetivo comum, o jogador é visto como um ser social, ficando enfatizada a sua eficiência pela sua capacidade de autocontrole, abnegação, iniciativa, vitalidade, coragem, lealdade, inteligência. Além disso, o futebol incentiva o respeito à lei, às regras, à disciplina, à hierarquia.
   [....] Talvez esta lição de vida seja responsável pelo prestígio universal do futebol junto às massas.
(Maria do Carmo Fernández) 
Se há um paralelo entre o futebol e a vida, segundo as palavras do texto, a alternativa em que esse paralelo se mostra inadequado é:
Alternativas
Q660031 Português
Assinale a opção em que a relação semântica de sinonímia entre a expressão destacada e a expressão entre parênteses é incorreta:
Alternativas
Respostas
12701: E
12702: A
12703: D
12704: A
12705: B
12706: C
12707: C
12708: D
12709: B
12710: B
12711: C
12712: C
12713: E
12714: A
12715: D
12716: B
12717: E
12718: E
12719: B
12720: D