Questões de Concurso
Comentadas sobre significação contextual de palavras e expressões. sinônimos e antônimos. em português
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O encontro dos dois brasileiros com Jean Paul-Sartre foi marcado com urgência em razão de um processo penal que, relativo a direitos autorais, envolvia estudantes do Rio de Janeiro e o escritor francês.
O autor do texto, Rubem Braga, registra que o adido cultural francês em São Paulo teve conhecimento do problema relativo a direitos autorais e prometeu enviar uma cópia do processo traduzida para o francês.
I. Não há ortografias perfeitas, daí a necessidade de revisão periódica dos termos que compõem um modelo ortográfico, a fim de que a escrita possa representar, tão bem quanto possível, o padrão eleito pela comu- nidade de fala.
II. A crítica responsável e racional deve considerar os aspectos positivos do Acordo Ortográfico de 2009, como a elevação do status da língua e as diversas vantagens de um modelo único e estável para a alfabe- tização e para o ensino do português.
III. Admitindo-se a escrita como um método essencialmente voltado para a tentativa de representação da fala, nota-se que as convenções ortográficas privilegiam formas específicas de expressão que fazem parte da língua da comunidade.
A partir da leitura do texto, as afirmativas que representam inferências CORRETAS são:
I. O hebraico deixou de ser escrito por séculos, durante a Idade Média, e só foi possível recuperar essa lín- gua a partir da leitura dos textos medievais. Em outras palavras, a língua falada foi completamente recons- truída pelos documentos escritos.
II. Há várias línguas ágrafas na história da Humanidade e mesmo nos dias atuais, como o são diversas línguas indígenas brasileiras, africanas e mexicanas. A escrita, portanto, é apenas uma possibilidade cultural, à qual não estão necessariamente obrigadas as sociedades humanas.
III. Algumas comunidades não aventam sequer a possibilidade de alteração de sua ortografia. Tal é o caso do francês, cujas regras de escrita datam da época da Revolução Francesa: ainda que a língua se tenha alterado, a forma escrita é uma homenagem a esse momento histórico.
Se as informações estiverem corretas, enfraqueceria o núcleo argumentativo do texto, apenas o disposto em:
I. A própria falta de consenso na escolha de uma determinada forma escrita para representar a complexida- de da língua indica a necessidade de envidar esforços no sentido de buscar alternativas que sejam isentas de partidarismos de qualquer espécie.
II. A adoção unilateral de convenções ortográficas depõe contra a validade dos termos de um acordo internacional e atesta a cisão de um domínio linguístico em frações cada vez mais distintas uma da outra, como acontece entre Portugal e o Brasil.
III. Alguns críticos das reformas ortográficas usam argumentos acadêmicos para contrapor-se a um fato irrecorrível: todas as línguas se alteram inexoravelmente diante da passagem do tempo, e essas mudanças podem ser acompanhadas pelo registro escrito na história das sociedades.
Representa uma conclusão correta diante do texto:
I. “Em qualquer época, contudo, a ortografia corresponde a uma tentativa imperfeita de registro escrito de um sistema essencialmente dinâmico e complexo: a língua exercida por uma comunidade, caracterizada por seus dialetos e pelos traços sociais de seus falantes.” [linhas 15-18] i. A partir do momento em que passa a ter ortografia oficial, uma língua passa a contar com um conjunto de regras que não apenas permitem seu registro para além da oralidade, como também lhe conferem estabil i- dade e prestígio.
II. “É interessante observar que, antes da publicação dessa obra exordial, a língua portuguesa era escrita segundo ortografias de orientação especialmente latinizante, a exemplo do que também se praticava em quase todos os demais vernáculos que já se haviam diferenciado no mundo neolatino.” [linhas 7-10] ii. A profusão de obras de cunho gramatical dedicadas ao português nos últimos séculos indica a busca in- cessante de descrição da estrutura e do funcionamento da língua, bem como a necessidade de fixação de normas gramaticais mais cultas.
III. “Em sua essência, o Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, de 2009, pouco apresenta de efeti- vamente novo em relação ao disposto no encontro multinacional de países falantes da língua portuguesa ocorrido em 1990.” [linhas 33-35] iii. Os portugueses têm defendido, através de movimentos populares e de debates acadêmicos bastante in- flamados, uma posição conservadora e abertamente contrária à adoção dos termos do Acordo de 2009, por eles considerado ineficaz para sanar os problemas ortográficos existentes.
Nos pares (I, i), (II, ii) e (III, iii), as afirmativas (i, ii, iii), se corretas,

Considerando as ideias e as estruturas linguísticas do texto acima, julgue os itens

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De acordo com o texto, o setor de serviços tem-se expandido, no Brasil, desde a década de noventa do século passado, assim como a presença feminina nesse setor.
Depreende-se da leitura do texto que o aumento do número de mulheres no mercado de trabalho deve-se, em parte, ao fato de as mulheres serem menos ambiciosas do que os homens e, por essa razão, aceitarem salários mais baixos e condições menos satisfatórias de emprego.
Conclui-se da leitura do texto que, comparado ao número de homens contratados para trabalhar no setor industrial, o número de mulheres que trabalham nesse setor é pequeno.
“A mera (...) população” (l.4-6): A simples declaração formal das liberdades nos documentos e nas legislações ruíam frente à fatal exclusão econômica da maior parte da população.
“O direito (...) cidadão” (l.29-31): O direito de ir e vir, o de trabalhar e o de estudar são a mola mestra da inclusão de qualquer cidadão.
A expressão “tais desigualdades” (l.8), empregada, no período em que ocorre, sem um referente explícito, está associada à “inexorável exclusão econômica da maioria da população” (l.6).