Questões de Concurso
Comentadas sobre significação contextual de palavras e expressões. sinônimos e antônimos. em português
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I. Os vocábulos 'adoram' e 'detestam' são antônimos, pois expressam sentimentos opostos em relação à mesma experiência, estabelecendo uma oposição semântica que reforça a ideia de divisão de opiniões sobre o tema.
Il. O verbo 'passar' pode ser substituído, sem alteração do sentido essencial, pelo verbo 'transcorrer, sem alteração significativa de sentido.
III. O vocábulo 'complexa' pode ser substituído, sem alteração de sentido, pelo sinônimo 'intricada', uma vez que ambos compartilham o traço semântico de algo difícil de resolver ou compreender, aplicável ao contexto de disputa familiar descrito no trecho.
IV. As palavras 'disputa' e 'acordo' constituem par de antônimos, pois enquanto 'disputa' remete a conflito e divergência, 'acordo' remete a consenso e convergência, sendo possível substituir disputa por acordo no trecho sem prejuízo gramatical, mas com inversão completa de sentido.
Analise a afirmativa que apresenta as proposições corretas.
Texto para responder à questão
Minha vó foi pega a laço
Pode parecer estranho, mas já ouvi tantas vezes esta afirmação que já até me acostumei a ela. Em quase todos os lugares onde chego alguém vem logo afirmando isso. É como uma senha para se aproximar de mim ou tentar criar um elo de comunicação comigo. Quase sempre fico sem ter o que dizer à pessoa que chega dessa maneira. É que eu acho bem estranho que alguém use este recurso de forma consciente acreditando que é algo digno ter uma avó que foi pega a laço por quem quer que seja.
– Você sabia que eu também tenho um pezinho na aldeia? – ele diz.
– Todo brasileiro legítimo – tirando os que são filhos de pais estrangeiros que moram no Brasil – tem um pé na aldeia e outro na senzala – eu digo brincando.
– Eu tenho sangue índio na minha veia porque meu pai conta que sua mãe, minha avó, era uma “índia” legítima – ele diz tentando me causar reação.
– Verdade? – ironizo para descontrair.
– Ele diz que meu avô era um desbravador do sertão e que um dia topou com uma “tribo” selvagem lá por Goiás.
– Eita. Que história interessante – falo arregalando os olhos.
– Pois é. Meu pai disse que meu avô contou que minha avó era muito linda e que olhou bem nos seus olhos antes de correr. Meu avô ficou enfeitiçado por ela. Imediatamente ele tirou o laço do lombo do cavalo em que estava montado e a laçou.
– Que incrível – digo.
– Ela, no começo, esperneou, gritou, chamou pelos outros “índios”, mas ninguém voltou e meu avô a levou para casa e com ela teve nove filhos.
– Uau!
– Meu avô contou para meu pai que vovó era baixinha, tinha cabelos longos bem pretinhos e olhos puxadinhos. Ela ficava horas sentada na frente de casa penteando os cabelos e com os olhos perdidos no horizonte.
– Ela devia estar cantando a saudade de sua casa – disse para quebrar o clima sombrio.
– Meu avô dizia que ela ficou a vida inteira aguardando que sua “tribo” viesse resgatá-la. Nunca ninguém apareceu. Ela, no entanto, foi muito feliz ao lado do meu avô.
Minha atenção se fixou nesta última frase enquanto meu novo amigo se despedia dizendo que tinha sido um prazer me conhecer. Cumprimenta-me, me olha de cima a baixo, vira as costas e vai embora.
Apesar de ser comum esta situação, nunca deixo de pensar nela. Acho esquisito quando alguém se orgulha de ter tido uma avó que foi escravizada por um homem que a usou durante toda uma vida e a obrigou a gestar filhos que provavelmente não queria. Penso que a maioria das pessoas não se dá conta de que esta narrativa é repetida tantas vezes e de forma poética para esconder uma dor que devia morar dentro de todos os brasileiros: somos uma nação parida à força.
Foi assim com os primeiros indígenas forçados a receber uma gente que se impôs pela crueldade e pela ambição; uma gente que tinha olhares lascivos contra os corpos nus – e sagrados – das mulheres nativas. Foi assim com os negros trazidos acorrentados nos porões de navios para serem escravos de pessoas que se sentiam superiores apenas por conta da cor de sua pele; as mulheres eram usadas como domésticas e como amantes, gerando “brasileiros” que eram desqualificados porque cresciam sem pai.
O Brasil foi “inventado” a partir das dores de suas mulheres e é importante não esquecermos esta história para podermos olhar de frente para nosso passado e aprendermos com ele. O Brasil precisa se reconciliar com sua história; aceitar que foi “construído” sobre um cemitério. Apenas dessa forma saberemos lidar com criatividade sobre a verdadeira história de como “minha avó foi pega a laço”.
(Por: Daniel Munduruku. Blog Combate ao Racismo Ambiental. Publicado em: 24/03/2018. Disponível em: https://racismoambiental.net.br/minha-avo-foi-pega-a-laco. Acesso em: maio de 2026.)
Texto para responder à questão
Minha vó foi pega a laço
Pode parecer estranho, mas já ouvi tantas vezes esta afirmação que já até me acostumei a ela. Em quase todos os lugares onde chego alguém vem logo afirmando isso. É como uma senha para se aproximar de mim ou tentar criar um elo de comunicação comigo. Quase sempre fico sem ter o que dizer à pessoa que chega dessa maneira. É que eu acho bem estranho que alguém use este recurso de forma consciente acreditando que é algo digno ter uma avó que foi pega a laço por quem quer que seja.
– Você sabia que eu também tenho um pezinho na aldeia? – ele diz.
– Todo brasileiro legítimo – tirando os que são filhos de pais estrangeiros que moram no Brasil – tem um pé na aldeia e outro na senzala – eu digo brincando.
– Eu tenho sangue índio na minha veia porque meu pai conta que sua mãe, minha avó, era uma “índia” legítima – ele diz tentando me causar reação.
– Verdade? – ironizo para descontrair.
– Ele diz que meu avô era um desbravador do sertão e que um dia topou com uma “tribo” selvagem lá por Goiás.
– Eita. Que história interessante – falo arregalando os olhos.
– Pois é. Meu pai disse que meu avô contou que minha avó era muito linda e que olhou bem nos seus olhos antes de correr. Meu avô ficou enfeitiçado por ela. Imediatamente ele tirou o laço do lombo do cavalo em que estava montado e a laçou.
– Que incrível – digo.
– Ela, no começo, esperneou, gritou, chamou pelos outros “índios”, mas ninguém voltou e meu avô a levou para casa e com ela teve nove filhos.
– Uau!
– Meu avô contou para meu pai que vovó era baixinha, tinha cabelos longos bem pretinhos e olhos puxadinhos. Ela ficava horas sentada na frente de casa penteando os cabelos e com os olhos perdidos no horizonte.
– Ela devia estar cantando a saudade de sua casa – disse para quebrar o clima sombrio.
– Meu avô dizia que ela ficou a vida inteira aguardando que sua “tribo” viesse resgatá-la. Nunca ninguém apareceu. Ela, no entanto, foi muito feliz ao lado do meu avô.
Minha atenção se fixou nesta última frase enquanto meu novo amigo se despedia dizendo que tinha sido um prazer me conhecer. Cumprimenta-me, me olha de cima a baixo, vira as costas e vai embora.
Apesar de ser comum esta situação, nunca deixo de pensar nela. Acho esquisito quando alguém se orgulha de ter tido uma avó que foi escravizada por um homem que a usou durante toda uma vida e a obrigou a gestar filhos que provavelmente não queria. Penso que a maioria das pessoas não se dá conta de que esta narrativa é repetida tantas vezes e de forma poética para esconder uma dor que devia morar dentro de todos os brasileiros: somos uma nação parida à força.
Foi assim com os primeiros indígenas forçados a receber uma gente que se impôs pela crueldade e pela ambição; uma gente que tinha olhares lascivos contra os corpos nus – e sagrados – das mulheres nativas. Foi assim com os negros trazidos acorrentados nos porões de navios para serem escravos de pessoas que se sentiam superiores apenas por conta da cor de sua pele; as mulheres eram usadas como domésticas e como amantes, gerando “brasileiros” que eram desqualificados porque cresciam sem pai.
O Brasil foi “inventado” a partir das dores de suas mulheres e é importante não esquecermos esta história para podermos olhar de frente para nosso passado e aprendermos com ele. O Brasil precisa se reconciliar com sua história; aceitar que foi “construído” sobre um cemitério. Apenas dessa forma saberemos lidar com criatividade sobre a verdadeira história de como “minha avó foi pega a laço”.
(Por: Daniel Munduruku. Blog Combate ao Racismo Ambiental. Publicado em: 24/03/2018. Disponível em: https://racismoambiental.net.br/minha-avo-foi-pega-a-laco. Acesso em: maio de 2026.)
Matas ciliares
As matas que recobrem as margens dos rios e suas nascentes recebem o nome de matas ciliares. O nome surgiu da comparação entre a proteção que os cílios oferecem aos olhos e o papel protetor dessas matas em relação aos corpos d’água. Elas desempenham um papel fundamental na manutenção dos mananciais, pois protegem as margens, evitando ________, inundações, desmoronamentos e outros problemas.
As matas ciliares também “filtram” o ambiente ao redor dos corpos d’água, evitando ou diminuindo a presença de sedimentos trazidos pela água das chuvas e a poluição por resíduos.
Elas estão presentes em todos os biomas brasileiros: Cerrado, Mata Atlântica, Caatinga, Floresta Amazônica, Pantanal e Pampa.
As matas ciliares funcionam como uma esponja, que absorve e retém a água, liberando-a gradativamente tanto para o lençol freático quanto para os corpos d’água.
Essas matas influenciam a quantidade e também melhoram a qualidade da água em uma microbacia, pois retêm os sedimentos e os nutrientes carregados pela água das chuvas, vindos das partes mais altas do terreno. Há estudos que demonstram que as matas ciliares conseguem reter parte da carga de poluentes químicos, como agrotóxicos, evitando a contaminação de rios, ________ e lagos. Elas também contribuem para que menos resíduos sólidos cheguem aos mares e oceanos.
As raízes da vegetação das matas ciliares formam uma espécie de rede que fixa o solo e mantém as margens estáveis, e isso contribui para evitar os riscos de assoreamento dos corpos d’água e de deslizamento de terra.
Fonte: Semil SP – Educação Ambiental. Adaptado.
Para responder à questão, leia o texto.
Após anos de retração, investimento público em ciência e tecnologia avança 30% no País
O investimento público em ciência e tecnologia (C&T) cresceu 30% no País, de 2021 a 2024. No mesmo período, os recursos destinados à pesquisa e ao desenvolvimento (P&D) aumentaram 35%. Os dados fazem parte do levantamento Dispêndio Nacional em C&T e P&D - Setores Governamental e Empresarial 2014- 2024, apresentado nesta terça-feira (16) pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), no Rio de Janeiro (RJ).
A recomposição do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) aparece como um dos principais fatores por trás desse crescimento. No intervalo analisado, os recursos do principal instrumento de apoio à ciência e à inovação do PaÍs aumenlaram 216%, ampliando as condições para investimentos.
A recuperação interrompe uma trajetoria de retração observada de 2015 a 2021 e sinaliza a recomposição da capacidade do Estado de financiar atividades científicas, apoiar o desenvolvimento tecnológico e sustentar políticas públicas de longo prazo. Em 2024, os investimentos governamentais alcançaram R$ BB,7 bilhôes em ciência e tecnologia e R$ 72,9 bilhões em pesquisa e desenvolvimento.
"O Brasil voltou a investir em ciência, tecnologia e inovação. Essa e uma prova do papel estratégico do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico e da importância da retomada de políticas voltadas à tecnologia, que trazem efeitos concretos no desenvolvimento do País", afirmou a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos.
O levantamento indica que a continuidade do financiamento é um dos fatores que permitem a manutenção de laboratorios, a formação de recursos humanos altamente qualificados e a execução de projetos científicos de longo prazo.
Os aportes feitos pelo setor empresarial também cresceram. De 2021 a 2024, os investimentos privados em pesquisa e desenvolvimento passaram de R$ 67 bilhões para R$ 72 bilhões. Segundo Luciana Santos, a existência de instrumentos de financiamento, programas estratégicos e políticas de longo prazo ajuda a criar um ambiente mais favorável para decisões empresariais relacionadas à inovação.
"A recomposição do FNDCT, o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial e os instrumentos da Finep [Financiamento de Estudos e Projetos] criam um ambiente mais previsível para investimentos de longo ptazo. E, para o setor privado, a previsibilidade é um ativo tão importante quanto o volume de recursos", destacou a ministra.
Outro aspecto apontado pelos indicadores é a expansão dos investimentos em estados das regiões Norte e Nordeste. Acre (AC), Ceará (CE), Pará (PA), Rondônia (RO), Roraima (RR), Tocantins (TO) registraram algumas das maiores taxas de crescimento em ciência, tecnologia e inovação no período analisado.
Embora a concentração de recursos ainda seja elevada nos estados com sistemas de pesquisa mais consolidados, os dados mostram sinais de maior dinamismo em diferentes regiões do País, ampliando a presença das atividades científicas e tecnológicas em novos territórios.
Os indicadores apresentados mostram que a ciência voltou a ocupar espaço relevante na agenda de investimentos públicos. A recuperação dos recursos destinados _ área fortalece _ capacidade nacional de produzir conhecimento, desenvolver tecnologias e criar condições para que _ inovação contribua para o desenvolvimento econômico e social do País.
Fonte: https://www.gov.brlinpe/pt-br/assuntos/ultimas-noticias/aposa nos-de- retracao-investimento-publico-em-ciencia-e-tecnologia-avanca-30-no-pais (adaptado).
I. Em Os aportes feitos pelo setor empresarial também cresceram, a palavra aportes pode ser substituída, sem prejuízo de sentido, por investimentos.
II. Em trazem efeitos concretos no desenvolvimento do País, a palavra concretos pode ser substituída, sem prejuízo de sentido, por reais.
Das assertivas, pode-se afirmar que:
Texto 02 para a questão:
"O Estado não é uma ampliação do círculo familiar e, ainda menos, uma integração de certos agrupamentos, de certas vontades particulares, de que a família seria o melhor exemplo. Não existe, entre o círculo familiar e o Estado, uma gradação, mas antes uma descontinuidade e até uma oposição. A verdade é que eles pertencem a ordens diferentes. Só pela transposição de um abismo é que se pode passar de um para outro. No fundo, o que o Estado representa é a negação da família, e não a sua continuação."
Fonte: HOLANDA, Sérgio Buarque de. Raízes do Brasil. 26. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1995
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Nova plataforma PNLD Digital amplia acesso inclusivo aos livros da educação básica
O Ministério da Educação (MEC), em parceria com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), lança, nesta quarta-feira (03/06), o PNLD Digital, plataforma que marca um avanço na transformação digital da educação pública brasileira. A ferramenta funciona como leitor interativo dos livros do Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD) e foi desenvolvida para democratizar o acesso às obras didáticas, pedagógicas e literárias da educação básica pública.
Com foco em acessibilidade, inclusão e inovação, o PNLD Digital garante que estudantes cegos e estudantes com deficiência visual tenham acesso completo aos conteúdos dos livros distribuídos pelo programa. A plataforma utiliza padrões modernos de acessibilidade e disponibiliza recursos como audiodescrição, narração de conteúdos, mapas e infográficos clicáveis, vídeos com legendas, além de compatibilidade com leitores de tela.
A iniciativa está fundamentada no Decreto nº 9.099/2017, que assegura mecanismos para a promoção da acessibilidade, do armazenamento e do acesso a conteúdos digitais dos livros e materiais didáticos para estudantes e professores da educação básica pública.
Atualmente, o acervo do PNLD Digital já reúne milhares de obras acessíveis, entre elas 982 títulos do PNLD 2023 dos anos iniciais do ensino fundamental, 724 obras do PNLD 2024 dos anos finais do ensino fundamental, 368 obras do PNLD 2026 do ensino médio e obras literárias.
O PNLD Digital foi desenvolvido para ampliar as oportunidades de aprendizagem e garantir maior equidade no acesso aos materiais didáticos em todo o país. A plataforma permite acesso online e offline às obras, oferecendo mais flexibilidade para estudantes e professores, inclusive em contextos com infraestrutura limitada de internet.
A ferramenta também proporciona uma experiência personalizada ao usuário, com integração via GOV.BR e acesso à biblioteca individual com os acervos digitais dos livros recebidos pelas escolas. Os usuários poderão baixar obras para leitura, organizar seus materiais em estantes virtuais e acessar conteúdos em formato HTML.
Outro diferencial da plataforma é o suporte com agente de inteligência artificial para esclarecimento de dúvidas e apoio na utilização do sistema, além de tutoriais com guias instrucionais sobre o leitor digital.
Entre os principais avanços do PNLD Digital estão a padronização da distribuição digital das obras, a proteção dos direitos autorais das editoras, a redução de custos e prazos na distribuição complementar ao livro impresso e o fortalecimento da gestão do programa, com indicadores de uso que poderão apoiar políticas públicas e ações de formação docente.
A plataforma foi desenvolvida pela Coordenação-Geral dos Programas do Livro da Diretoria de Ações Educacionais do FNDE (CGPLI/DIRAE), em parceria com a Diretoria de Tecnologia do FNDE (DIRTI), a Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação (SEB/MEC) e o Núcleo de Excelência em Tecnologias Sociais (NEES), vinculado ao Instituto de Computação da Universidade Federal de Alagoas (UFAL).
Criado em 1937, o Programa Nacional do Livro e do Material Didático é a política pública educacional mais antiga do Brasil. O programa é responsável por avaliar e distribuir gratuitamente livros didáticos, pedagógicos e literários para escolas públicas de todo o país.
Desde 2023, o Governo Federal ampliou os investimentos no programa para atender diferentes etapas e modalidades da educação básica. Somente entre 2023 e 2025, foram destinados R$ 6,5 bilhões para aquisição de livros e materiais didáticos, beneficiando milhões de estudantes e professores da rede pública brasileira.
https://agenciagov.ebc.com.br/noticias/202606/nova-plataforma-pnld-digital-amplia-acesso-inclusivo-aos-livros-da-educacao-basica-adaptado
"Outro diferencial da plataforma é o suporte com agente de inteligência artificial para esclarecimento de dúvidas e apoio na utilização do sistema, além de tutoriais com guias instrucionais sobre o leitor digital."
Analise a separação silábica das palavras extraídas do texto.
I.Diferencial: di-fe-ren-cial
II.Guias: gui.as
III.Instrucionais: ins-tru-ci-o-na-is
IV.Esclarecimento: es-cla-re-ci-men-to
Assinale a alternativa que apresenta a separação correta.
De modo complementar, a escolaridade desempenha papel fundamental na determinação dos desfechos em saúde. Baixos níveis educacionais associam-se à menor adesão às práticas preventivas e à dificuldade de compreensão das orientações em saúde.
Fonte: LOURENÇO, A. E. et al. Desigualdades sociais e seus impactos na saúde. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, v. 12, n. 2, 1–19, 2026
Haja fígado para o perigoso mercado dos suplementos
A Anvisa, órgão responsável por regulamentar e controlar a qualidade de produtos que afetam a saúde humana, liberou em março de 2026 um texto alertando contra o uso excessivo de medicamentos e suplementos contendo cúrcuma, também conhecida como açafrão-daterra. O alerta é resultado de investigações internacionais que identificaram casos graves (embora raros) de danos ao fígado associados ao uso desses produtos.
A cúrcuma é um gênero de mais de 100 espécies de plantas cujas raízes são comumente usadas como tempero. Suas propriedades dão cor e sabor aos pratos e a tornam muito popular, sobretudo na culinária oriental. Além disso, a quantidade da molécula mais ativa na planta, a curcumina, não passa de 2% nas raízes e de 10% no tempero em pó comercial. Adicionada em pequenas quantidades na comida, é praticamente impossível ingerir quantidades perigosas da especiaria na alimentação.
As doses tóxicas podem ser atingidas somente na forma concentrada, vendida em suplementos e medicamentos fitoterápicos – derivados de plantas que possuem efeito comprovado para alguma doença (no caso da cúrcuma, a artrite) e que também contêm adjuvantes que podem aumentar a absorção da curcumina.
Mesmo que se repita muito por aí (incorretamente) que produtos naturais não têm efeitos colaterais, não é nada surpreendente que um extrato de plantas seja tóxico para os humanos. A vasta maioria das plantas na Terra não é comestível, apresentando graus variados de toxicidade.
Assim como cúrcuma demais pode lesar seu fígado, cafeína demais pode levar a parada cardíaca, a carambola é tóxica para pessoas com lesões renais, e a ingestão excessiva de lichias pode alterar o metabolismo de açúcar e lipídios (o que causa um número preocupante de mortes em crianças asiáticas). O fato de um produto ou insumo ser natural ou derivado de uma planta não remove qualquer molécula da realidade de que tudo possui uma quantidade tóxica.
Fonte: Nexo Jornal. Adaptado.
TEXTO PARA A QUESTÃO.
Culpa: não sinta muito
A culpa não desgruda. Terminou com alguém que ainda o amava? Culpa. Foi indiferente à dor do outro (ou, pior, indiferente às suas conquistas)? Que feio. Não estava ao lado dos seus pais em seus momentos finais? Perdeu a conexão com os filhos? Acontece, mas o remorso não quer saber de explicação.
Sejam físicas ou espirituais, nossas ausências, mesmo involuntárias, nos corroem vida afora. E nem falei das culpas que nos autoinfligimos por termos cedido à covardia, ao invés de tomar a decisão que mudaria nossa história.
É mais fácil ser inimigo de si mesmo do que chutar o balde e magoar dois ou três, se bem que a culpa não escolhe lado neste caso. É o clássico "se ficar o bicho pega, se correr o bicho come".
Uns 15 anos atrás, li um pequeno e ótimo livro sobre o assunto, chamado O sentimento de culpa, de Paulo Sergio Guedes e Julio Walz (edição dos autores). Eles me fizeram entender a onipotência que sustenta essa relação credor/devedor, e que a verdadeira libertação está em se responsabilizar pelos seus atos, sem martirizar-se.
Sentir-se culpado é um desperdício de energia que é recompensado, inconscientemente, pela importância que estamos nos dando.
Ainda assim, de vez em quando, me pego alimentando esse monstro chamado culpa, que ataca principalmente as relações familiares, onde estão aqueles de quem mais cobramos e a quem mais devemos.
São muitas promessas feitas em nome de um afeto obrigatório e pretensamente indestrutível. Maridos e mulheres são induzidos a manter a eternidade de um laço que, com o passar dos anos, pode afrouxar, sem que tenha havido má-fé de nenhuma das partes – por que se culpar?
Pais e filhos têm seus direitos e deveres atravessados pelo que nunca pode ser previsto: os desvios naturais de rota e o livre arbítrio de cada um, que muitas vezes destoa do que se espera.
A culpa nem sempre nasce de uma ação incorreta ou maldosa: ela quase sempre nos invade por não termos conseguido realizar a expectativa do outro.
Por isso, mais uma vez, a amizade se destaca em sua nobreza. Ninguém culpa um amigo que foi morar em outro país ou que fica muito tempo sem dar notícias: não há abandono nem expectativas a atender, é um gostar-se sem exclusividade nem contrato.
Se acaso as afinidades se desfizerem, nem assim colocaremos o dedo na cara do amigo: aceita-se em paz os humores do destino.
Amigos não embaçam: desatam nós com habilidade e dormem bem à noite. Raramente dão motivos para a insônia alheia. Já as culpas geradas pelo parentesco tornam-se existenciais e crescem como tumores.
Por dar a esse monstro insaciável o nome de amor, não temos coragem de fazer o que se deve: deixar a culpa morrer de fome.
Autora: Martha Medeiros - GZH (adaptado).
TEXTO PARA A QUESTÃO.
Culpa: não sinta muito
A culpa não desgruda. Terminou com alguém que ainda o amava? Culpa. Foi indiferente à dor do outro (ou, pior, indiferente às suas conquistas)? Que feio. Não estava ao lado dos seus pais em seus momentos finais? Perdeu a conexão com os filhos? Acontece, mas o remorso não quer saber de explicação.
Sejam físicas ou espirituais, nossas ausências, mesmo involuntárias, nos corroem vida afora. E nem falei das culpas que nos autoinfligimos por termos cedido à covardia, ao invés de tomar a decisão que mudaria nossa história.
É mais fácil ser inimigo de si mesmo do que chutar o balde e magoar dois ou três, se bem que a culpa não escolhe lado neste caso. É o clássico "se ficar o bicho pega, se correr o bicho come".
Uns 15 anos atrás, li um pequeno e ótimo livro sobre o assunto, chamado O sentimento de culpa, de Paulo Sergio Guedes e Julio Walz (edição dos autores). Eles me fizeram entender a onipotência que sustenta essa relação credor/devedor, e que a verdadeira libertação está em se responsabilizar pelos seus atos, sem martirizar-se.
Sentir-se culpado é um desperdício de energia que é recompensado, inconscientemente, pela importância que estamos nos dando.
Ainda assim, de vez em quando, me pego alimentando esse monstro chamado culpa, que ataca principalmente as relações familiares, onde estão aqueles de quem mais cobramos e a quem mais devemos.
São muitas promessas feitas em nome de um afeto obrigatório e pretensamente indestrutível. Maridos e mulheres são induzidos a manter a eternidade de um laço que, com o passar dos anos, pode afrouxar, sem que tenha havido má-fé de nenhuma das partes – por que se culpar?
Pais e filhos têm seus direitos e deveres atravessados pelo que nunca pode ser previsto: os desvios naturais de rota e o livre arbítrio de cada um, que muitas vezes destoa do que se espera.
A culpa nem sempre nasce de uma ação incorreta ou maldosa: ela quase sempre nos invade por não termos conseguido realizar a expectativa do outro.
Por isso, mais uma vez, a amizade se destaca em sua nobreza. Ninguém culpa um amigo que foi morar em outro país ou que fica muito tempo sem dar notícias: não há abandono nem expectativas a atender, é um gostar-se sem exclusividade nem contrato.
Se acaso as afinidades se desfizerem, nem assim colocaremos o dedo na cara do amigo: aceita-se em paz os humores do destino.
Amigos não embaçam: desatam nós com habilidade e dormem bem à noite. Raramente dão motivos para a insônia alheia. Já as culpas geradas pelo parentesco tornam-se existenciais e crescem como tumores.
Por dar a esse monstro insaciável o nome de amor, não temos coragem de fazer o que se deve: deixar a culpa morrer de fome.
Autora: Martha Medeiros - GZH (adaptado).
I. Em “nossas ausências [...] nos corroem vida afora”, o verbo destacado pode ser substituído por desgastam, mantendo o sentido de consumo íntimo e prolongado.
II. Em “afeto obrigatório e pretensamente indestrutível”, o advérbio destacado pode ser substituído por supostamente, preservando a ideia de algo apresentado como verdadeiro, mas questionado pela autora.
III. Em “um monstro insaciável chamado culpa”, o adjetivo destacado pode ser substituído por moderado, mantendo a ideia de um sentimento que se alimenta continuamente.
IV. Em “a verdadeira libertação está em se responsabilizar pelos seus atos”, o termo libertação pode ser associado, no contexto, à ideia de alívio ou desprendimento do martírio provocado pela culpa.
Está correto o que se afirma em: