Questões de Concurso
Comentadas sobre significação contextual de palavras e expressões. sinônimos e antônimos. em português
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Leia o texto a seguir:
UE adotará tarifas de até 35,3% a veículos elétricos da China; Tesla terá taxa de 7,8%
A Comissão Europeia informou que concluiu sua investigação antissubsídios, impondo direitos compensatórios definitivos sobre as importações de veículos elétricos a bateria (BEVs) da China por um período de cinco anos.
As tarifas poderão chegar até 35,3% sobre os veículos elétricos chineses, de acordo com comunicado divulgado na segunda-feira.
As montadoras chinesas BYD, Geely e SAIC serão tarifadas em 17%, 18,8% e 35,3%, respectivamente. Empresas consideradas "cooperantes" estarão sujeitas a uma taxa de 20,7%. Após uma solicitação fundamentada relacionada a um exame individual, a Tesla receberá uma taxa de 7,8%, diz o comunicado.
"Conforme divulgado anteriormente, a investigação constatou que a cadeia de valor de BEVs na China se beneficia de subsídios injustos, o que está causando ameaça de prejuízo econômico aos produtores de BEVs da União Europeia", disse a Comissão. A investigação foi iniciada em setembro de 2023.
Fonte: https://www.jb.com.br/mundo/2024/10/1052712-ue-adotara-tarifas-de-ate353-a-veiculos-eletricos-da-china-tesla-tera-taxa-de-78.html. Acesso em 30/10/2024
Sindicato dos memes. Disponível em: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=3490014243774 18&id=100078026903641&set=a.160930723184490. Acesso em 08 de nov. de 2024.
Com base nas duas sentenças apresentadas no meme acima, é correto afirmar que:
"A sinonímia é a relação entre palavras que têm significados semelhantes, possibilitando a substituição de uma pela outra em determinados contextos sem alterar significativamente o sentido da expressão, ou seja, é a relação entre pares de palavras sinônimas. Ex.: “Feliz” e “contente” são sinônimos, ambos expressando um estado de alegria."
Significação das palavras. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/gramatica/significacao-daspalavras.htm. Acesso em 16 de nov de 2024.
Considere os pares de palavras nas assertivas abaixo e analise se são sinônimas em sentido estrito, ou seja, se possuem significado equivalente em qualquer contexto de uso, sem que haja uma mudança significativa de sentido ao serem substituídas entre si.
I. Efêmero – Transitório II. Lasso – Desanimado III. Prudente – Cauteloso IV. Desmesurado – Exagerado V. Ignorante – Indecoroso
Após essa análise, assinale a alternativa que indique quais desses pares das assertivas (I, II, III, IV e V) NÃO podem ser consideradas palavras sinônimas em sentido estrito, devido a diferenças nas nuances de significado ou a restrições de uso contextual.
Leia o trecho da obra “A Insustentável Leveza do Ser” do escritor tcheco Milan Kundera e responda a questão a seguir.
“Aquele que deseja continuamente ‘elevar-se’ deve esperar um dia pela vertigem. O que é a vertigem? O medo de cair? Mas porque sentimos vertigem num mirante cercado por uma balaustrada? A vertigem não é o medo de cair, é outra coisa. É a voz do vazio embaixo de nós, que nos atrai e nos envolve, é o desejo da queda do qual logo nos defendemos aterrorizados.”
KUNDERA, Milan. A insustentável leveza do ser. 1ª ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2017.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
A Matemática do Troco no Ônibus
Eu estava no ônibus, a caminho da escola, aproveitando o tempo para revisar os cálculos da prova de Matemática. Afinal, sempre tem aquele probleminha surpresa que pega qualquer aluno desprevenido. Mas, como diz minha avó, "quem procura, acha" — e eu acabei achando um problema de Matemática antes mesmo de chegar à escola.
No meio do percurso, entrou uma mulher de expressão fechada. Ela foi até a cobradora e entregou uma nota de cinco reais para pagar a passagem de quatro e vinte. Simples, pensei eu, um troco de oitenta centavos. A cobradora, cordial, perguntou se ela teria uma moedinha de vinte e cinco centavos para facilitar e devolver um real. "Não", respondeu a mulher, parada na catraca, imóvel. A cobradora insistiu: "Então deixa por cinco reais, pra facilitar...". Mas a mulher exigiu seus oitenta centavos.
"Eu não tenho moedas abaixo de um real agora", explicou a cobradora, já sem paciência. A mulher respondeu: "Problema seu! Quero meus oitenta centavos!". Exasperada, a cobradora sugeriu, misturando humor e cansaço: "Quer que eu pare o ônibus pra descer e procurar troco ou faça um abracadabra pra conseguir as moedas?" A mulher se indignou ainda mais, chamando a cobradora de atrevida.
Antes de descobrir o desfecho, o ônibus chegou ao meu ponto. Desci com a cabeça cheia de números e a sensação de que, de alguma forma, até treinei aritmética com o conflito dos oitenta centavos.
Autor Desconhecido - Texto Adaptado
https://www.000dlx.com.br/cronicas-curtas-para-escola.php
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Viajar com casal de amigos
Eu não viajo com outros casais. É minha regra inviolável de turismo. Há grandes chances de causarem incômodo.
Sempre que viajei com par de amigos, eles brigaram e boicotaram o luxo das minhas férias.
Decidi ser egoísta. O que você economiza no rateio de gasolina e divisão de gastos será pulverizado pelos prejuízos na saúde emocional.
Estou com Beatriz em uma praia paradisíaca, ansioso para me deitar numa cadeira em frente ao mar, e precisamos, de repente, intervir como escudo contra ofensas. Perdemos uma diária astronômica do hotel com aborrecimentos alheios.
Não há como abandoná-los enquanto nos divertimos. Existe um senso de solidariedade de equipe, já que viemos juntos.
Os arrulhos dos pombinhos na ida se transformam em crocitos de urubus durante a hospedagem.
O que deveria ser leve, com drinks e mergulhos, vira martírio. Eu falo com o marido litigante, Beatriz com a esposa emburrada, e ainda precisamos juntar versões e atuar como cupidos. É como liberar dois reféns confinados nas almas dos próprios sequestradores.
Não há maior chatice do que insistir para que perdoem os desentendimentos. Em vez de resolverem em privado, fazem questão de espalhar o ódio.
Ao encontrar plateia, demoram mais para resolver. Tiram proveito da nossa atenção para lavar roupas sujas e revisitar crises do passado.
O café da manhã costuma ser o palco preferido das dissidências. Chegamos animados, e um deles não responde, não diz nada. É o sinal da tempestade de nervos que estragará a temporada.
Não me arrisco mais. Esse erro não cometemos. Beatriz e eu jamais discutimos em viagem. Sabemos o quanto nossa paz é cara.
Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado
https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/2024/11/1/viajarcom-casal-de-amigos
"Perdemos uma diária astronômica do hotel com aborrecimentos alheios."
A escravidão levou consigo ofícios e aparelhos, como terá sucedido a outras instituições sociais. Não cito alguns aparelhos senão por se ligarem a certo ofício. Um deles era o ferro ao pescoço, outro o ferro ao pé; havia também a máscara de folha-de-flandres. A máscara fazia perder o vício da embriaguez aos escravos, por lhes tapar a boca. Tinha só três buracos, dois para ver, um para respirar, e era fechada atrás da cabeça por um cadeado. Com o vício de beber, perdiam a tentação de furtar, porque geralmente era dos vinténs do senhor que eles tiravam com que matar a sede, e aí ficavam dois pecados extintos, e a sobriedade e a honestidade certas. Era grotesca tal máscara, mas a ordem social e humana nem sempre se alcança sem o grotesco, e alguma vez o cruel. Os funileiros as tinham penduradas, à venda, na porta das lojas. Mas não cuidemos de máscaras.
O ferro ao pescoço era aplicado aos escravos fujões. Imaginai uma coleira grossa, com a haste grossa também à direita ou à esquerda, até ao alto da cabeça e fechada atrás com chave. Pesava, naturalmente, mas era menos castigo que sinal. Escravo que fugia assim, onde quer que andasse, mostrava um reincidente, e com pouco era pego.
Há meio século, os escravos fugiam com frequência. Eram muitos, e nem todos gostavam da escravidão.
Quem perdia um escravo por fuga dava algum dinheiro a quem lho levasse. Punha anúncios nas folhas públicas, com os sinais do fugido, o nome, a roupa, o defeito físico, se o tinha, o bairro por onde andava e a quantia de gratificação. Quando não vinha a quantia, vinha promessa: “gratificar-se-á generosamente”, ou “receberá uma boa gratificação”. Muita vez o anúncio trazia em cima ou ao lado uma vinheta, figura de preto, descalço, correndo, vara ao ombro, e na ponta uma trouxa. Protestava-se com todo o rigor da lei contra quem o açoitasse. Ora, pegar escravos fugidios era um ofício do tempo. Não seria nobre, mas, por ser instrumento da força com que se mantêm a lei e a propriedade, trazia esta outra nobreza implícita das ações reivindicadoras. Ninguém se metia em tal ofício por desfastio ou estudo; a pobreza, a necessidade de uma achega, a inaptidão para outros trabalhos, o acaso, e alguma vez o gosto de servir, também, ainda que por outra via, davam o impulso ao homem que se sentia bastante rijo para pôr ordem à desordem.
Machado de Assis. Pai contra Mãe. In: Machado de Assis.
Relíquias da casa velha, 1906 (com adaptações).
Machado de Assis inicia o conto Pai contra Mãe — escrito em 1906 e publicado na coletânea Relíquias da casa velha —, mencionando “ofícios e aparelhos” da escravidão no Brasil. O conto aborda a história de Cândido Neves, personagem que trabalhava na captura de escravos fugidios. Considerando o fragmento desse conto apresentado anteriormente, julgue o item a seguir.
Em “a sobriedade e a honestidade certas” (sexto período do primeiro parágrafo), a substituição de “certas” por corretas manteria a coerência das ideias do texto, visto que tais palavras têm o mesmo significado.
Leia o texto a seguir para responder a questão.
Todas as culturas têm refeições equivalentes ao café, almoço e jantar?
Mais ou menos: as refeições podem ter nomes diferentes, mas os horários se tornaram basicamente iguais do século 19 para cá, conforme as jornadas de trabalho no mundo todo se uniformizaram.
Hoje, praticamente todas as pessoas do mundo fazem três refeições por dia, ainda que elas tenham nomes diferentes e, muitas vezes, ingredientes irreconhecíveis para nós (vide os ingleses, que comem linguiça, feijão e tomate no café, ou o almoço ideal da culinária bengali, que tem sete pratos).
Essa padronização global na rotina das refeições deriva, em grande parte, da uniformização dos horários de trabalho: as jornadas de mais ou menos oito horas diárias, com pausa para o almoço, tornam natural que se coma antes, no meio e após o expediente. O corpo normalmente começa a manifestar os primeiros sinais de fome entre três e quatro horas após a última refeição. Então, se você passar 16 horas acordado e comer a cada 4 horas, você vai fazer quatro refeições diferentes.
Essa quarta refeição extraoficial, na América Latina e no sul da Europa, costuma ser um lanchinho vespertino entre almoço e jantar, conhecido em espanhol como merienda (palavra que ainda existe no português brasileiro, mas soa um pouco datada).
Nem todo mundo na história humana seguiu essa programação de refeições, é claro. Populações de caçadores-coletores, por exemplo, muitas vezes comiam quando sentiam fome, sem um número certo de refeições diárias. Isso se alinha com jornadas de trabalho irregulares e menores que as nossas.
É evidente que havia uma variedade muito maior de rotinas alimentares na Antiguidade, quando as telecomunicações ainda eram virtualmente inexistentes e não havia trocas culturais em tempo real entre populações de diferentes partes do mundo.
Segundo a historiadora da comida Caroline Yeldham, os romanos antigos faziam só uma grande refeição por dia, beliscando aqui e ali, mas olhando feio para a ideia de café da manhã. Esse banquete diário era um jantar que começava particularmente cedo, no final da tarde. Já os egípcios, de acordo com o livro Food in the ancient world, de Joan P. Alcock, tomavam café da manhã e só comiam de novo ao final do dia, depois que tivessem terminado a jornada de trabalho. A cerveja era importantíssima para a nutrição de operários e agricultores ao longo do dia, já que se trata de um líquido bem calórico.
ROSSINI, M. C. Todas as culturas têm refeições
equivalentes ao café, almoço e jantar? Revista
Superinteressante. Adaptado. Disponível em
Assinale a alternativa que não traz um sinônimo para a palavra em destaque.
A palavra “geralmente, no contexto acima, traz o sentido de que:
No texto, a palavra “aura” traz o sentido de
Considerando isso, assinale a alternativa que apresenta um erro de coesão.