Questões de Concurso
Comentadas sobre significação contextual de palavras e expressões. sinônimos e antônimos. em português
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Texto para responder à questão.
O Búfalo
Texto para responder à questão.
Restos de Carnaval
diversa – expressa – facultado – rescindir – ônus – sem prejuízo
Assinale a alternativa que apresenta termos que, respectivamente, podem substituí-los mantendo o sentido com o qual eles foram empregados no texto.
Rio de Janeiro , 1970 Passa, tempo, tic-tac Tic-tac, passa, hora Chega logo, tic-tac Tic-tac, e vai-te embora Passa, tempo Bem depressa Não atrasa Não demora Que já estou Muito cansado Já perdi Toda a alegria De fazer Meu tic-tac Dia e noite Noite e dia Tic-tac Tic-tac Tic-tac...
Vinícius de Morais
Assinale a alternativa que apresenta os substantivos idênticos na forma, porém de gêneros e significados diferentes que substituem os significados em destaques abaixo:
1. Polícia prende a parte do corpo da quadrilha que levou 1 milhão de caixas eletrônicos.
2. Recife, o dinheiro do Estado de Pernambuco, é a maior cidade do Nordeste para os foliões que no carnaval saem às ruas com o galo da Madrugada, em direção a Olinda.
3. O aparelho receptor é uma emissora do Grupo Estado que tem como foco transmitir jornalismo 24 horas no ar. A missão é fazer uma cobertura em tempo real passando por todas as áreas, da política ao esporte.
4. A carga máxima permitida segue cheio de passageiros.
Como quer Fredric Jameson em Pós-modernidade e sociedade de consumo, o campo da experiência do homem atual se circunscreve às paredes da caverna de Platão: o sujeito pós-moderno já não fita diretamente, com seus próprios olhos,o mundo real à procura do referente, da coisa em si, mas é forçado a buscar as suas imagens mentais do mundo nas paredes do seu confinamento. Para ele, permanece a concepção triádica que temos do signo (significante, significado e referente). No entanto, em lugar de se privilegiar o referente, como acontece nas teorias clássicas e modernistas do realismo, 22 afirma-se a onipresença da imagem, isto é, da cadeia significante. A realidade (se não for abusivo o uso desse conceito neste contexto) se dá a ver mais e mais em representações de representações, como querem ainda os teóricos da pós-modernidade.
A distinção entre espetáculo e simulacro é correta; no entanto, em mãos de teóricos modernos, traz em si uma estratégia de avaliação negativa da pós-modernidade, muitas vezes pouco discreta. Ela visa privilegiar o reino da experiência viva, in corpore, e desclassificar a experiência pela imagem, in absentia. Visa também classificar o espetáculo (que se dá em museus, salas de teatro, de concerto etc.) como forma autêntica de cultura e desclassificar o simulacro (que se dá sobretudo pelo cinema ou vídeo e pela televisão) como arremedo bastardo produzido pela indústria cultural. O primeiro leva à reflexão e o outro serve para matar o tempo. Visa ainda e finalmente a qualificar os meios de comunicação de massa como os principais responsáveis pelo aviltamento da vida pública. Para os idealizadores da distinção e defensores do espetáculo está em jogo preservar a todo custo, numa sociedade que se quer democrática, a possibilidade de uma opinião pública, e esta só pode se dar plena em uma crítica avassaladora dos meios de comunicação de massa, que divulgam à exaustão imagens e mais imagens simulacros — para o consumo indigesto das massas.
Nos países avançados, o jogo entre espetáculo e simulacro, se não tem como vencedor o espetáculo, termina certamente pelo empate. Bibliotecas, museus, salas de teatro, de concerto, competem — e mais importante: convivem —, com as salas de cinema, as locadoras de vídeo e a televisão. Existe público pagante para o espetáculo caríssimo da encenação de uma grande ópera em Berlim, Paris ou Nova Iorque, e existe um grande público não privilegiado (economicamente, geograficamente, culturalmente etc.) para a retransmissão pela TV desse espetáculo ou de outros. Certos “espetáculos” já nem existem como tal, já surgem como 58 simulacros, isto é, produzidos só para a transmissão eletrônica.
No Brasil, a disputa entre espetáculo e simulacro, entre modernidade cultural e sociedade de massa, já tem a sua história. Começa e passa pela discussão em torno do consumo extremamente restrito do produto literário — o livro — pelo mercado brasileiro. Antonio Candido, em ensaio de 1973, publicado em plena ditadura militar e em época de alfabetização pelo Mobral, discutia a relação entre literatura e subdesenvolvimento e chamava a atenção para o fato de que, nos países latino-americanos, criava-se uma “condição negativa prévia” para a fruição de obras literárias — essa condição era o número restrito de alfabetizados. O escritor moderno, da periferia subdesenvolvida, estava fadado a ser “um produtor para minorias”, já que as grandes massas estavam “mergulhadas numa etapa folclórica de comunicação oral”. Entre parênteses, lembre-se de que, para os pensadores do iluminismo, o acesso à obra de arte e a subsequente fruição dela significavam um estágio superior no processo de emancipação do indivíduo.
Silviano Santiago. Intensidades discursivas. In: O cosmopolitismo do pobre. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2004, p. 125-7 (com adaptações).
Com relação às ideias desenvolvidas no texto anterior, julgue (C ou E) os item subsequente.
Com relação aos sentidos e ao emprego de palavras e expressões no texto de Silviano Santiago, julgue (C ou E) o item seguinte.
O verbo circunscrever foi empregado no primeiro período do segundo parágrafo com o sentido de originar, ser a causa de, derivar.
Das margens ao centro da família
Até o final do século 13, a infância não existia. As crianças eram consideradas apenas como homens de tamanho e capacidades reduzidas.
Como muitas delas morriam ainda pequenas, os adultos não tinham muito apego a elas. Durante muitos séculos, as crianças não eram nem retratadas, já que esse período da vida não era considerado digno de lembranças.
Nada era pensado em função dos pequenos. Só com o avanço do capitalismo, a partir do século 18, a criança passou a ser pensada e tratada de forma diferente. A partir do século 19, a criança se tornou o objeto principal da preocupação e atenção dos pais, com necessidades próprias que devem ser respeitadas.
Dos anos 1980 até os dias de hoje, a criança ganhou ainda mais importância e espaço, passando da margem ao centro da família. Surgiram programas só para elas, lojas de produtos infantis, marcas de roupas só para crianças, entre outros. Tudo isso colocou as crianças no centro das preocupações – e consumo – dos adultos.
(Cidade Nova. maio 2014. Adaptado)
No trecho do 3º parágrafo – Foi só com o avanço do capitalismo... – a palavra destacada apresenta sentido contrário de
“O longa “Avatar” foi um dos primeiros filmes 3D com apelo também para adultos.”
Na sentença acima, a expressão “com apelo” poderia ser adequadamente substituída por outras expressões sem perder o sentido original. Assinale abaixo a única alternativa que NÃO poderia ser utilizada a fim de fazer a devida substituição.
As torcidas organizadas do Brasil aterrorizam boa parte dos torcedores do Brasil. Por causa delas e, principalmente, das cenas de violência que elas protagonizam, milhões de torcedores se mantêm afastados dos estádios e muitos outros nem consideram a possibilidade de levar mulheres, pais e filhos aos estádios. É ruim, mas poderia ser muito pior.
O jornalista argentino Gustavo Grabia é uma das maiores autoridades do continente sobre a violência das torcidas. Profundo conhecedor das barras argentinas, ele mostra que a situação no Brasil pode se deteriorar, se nada ou muito pouco continuar a ser feito.
Na Argentina, as barras, os equivalentes das organizadas, superam as irmãs brasileiras em violência, poder financeiro e poder político. Com o silêncio da polícia, conseguem até enfrentar presidentes de clubes e ameaçar jogadores sem sofrer sanções.
Com isso, arrecadam muito dinheiro. Com esses recursos, conseguem corromper policiais, dirigentes e até políticos. Grande parte das barras prestam serviços aos partidos políticos, de situação ou oposição. Os líderes das barras possuem um acesso aos círculos do poder – são recebidos no palácio presidencial – que é impensável no Brasil.
As diferenças vêm desde a formação. Na Argentina, há uma barra por clube e ela é uma organização informal. Não existem eleições, nem mandatos. O poder se mantém pela força. O líder da barra só deixa o cargo quando é preso, morto ou deposto por um rival, normalmente após uma luta de poder entre os dois grupos.
Apesar disso, o número de mortes no futebol argentino neste ano é menos do que a metade do caso brasileiro, oito contra dezessete.
A partir da leitura do texto, é possível estabelecer a seguinte sinonímia entre as palavras:
Todos nos beneficiamos e nos orgulhamos das conquistas da vida moderna, especialmente da crescente velocidade com que fazemos as coisas acontecerem.
Mudanças que antigamente levavam séculos Para se efetivarem agora podem ser realizadas em poucos anos, às vezes em poucos meses. Quando não em poucas semanas ou até em poucos dias. Nas sociedades tradicionais, as normas de conduta, as leis, os costumes, o modo de se vestir, os estilos artísticos tinham uma extraordinária capacidade de perdurar. Tudo se modificava, é claro, mas sempre muito devagar.
Também na utilização dos meios de transporte o tempo transcorria com lentidão. Até meados do século passado, a pé, a cavalo ou em diligências, os viajantes se deslocavam a uns 20 quilômetros por hora. Marco Polo, na Idade Média, foi à China, mas saiu da Itália ainda adolescente e só regressou quando já estava bastante velhusco.
A partir da metade do século XIX, foram sendo adotados meios de locomoção mais velozes( ... ).
( ... ) Nã'o somos bobos, tratamos de aproveitar as. possibilidades criadas por todos os novos recursos. tecnológicos. Para que perder tempo? Se podemos. fazer depressa o que nossos antepassados só ,conseguiam fazer devagar, por que não haveríamos. de acelerar nossas ações?
Um dos expoentes do espírito pragmático da. modernidade, o americano Benjamim Franklin, já ensinava no século XVIII: "Tempo é dinheiro•, time ls money.
E explicava: se você desperdiça a oportunidade de ganhar uma moeda, não está perdendo apenas a moeda que deixou de ganhar, mas de fato está se privando de muitas pilhas de, moeda que poderia adquirir por meio de bons e oportunos investimentos.
( . . . ) Dedicamo-nos, então, a uma frenética corrida. contra os ponteiros do relógio. Para sermos eficientes, competitivos, apressamos cada vez mais nossos movimentos. Sai mos de casa correndo para o trabalho, somos cobrados para dar conta correndo de nossas tarefas e - habituados à corrida - alimentamo-nos às pressas (ah, a chamada fast food), para depois voltarmos, correndo, para casa.
Esse corre-corre não é casual. sabemos que, na nossa sociedade, os mais rápidos s.ão os. vitoriosos. Paga-se um preço altíssimo pelo atraso. Só os insensatos andariam em câmera lenta no confronto com uma história cada vez mais vertiginosa.
Impõem-se, contudo, algumas perguntas: nas. condições em que somos mais ou menos obrigados a viver, não estaremos, de qualquer maneira, pagando· um preço altíssimo, mesmo se formos bons. corredores e nos mostrarmos aptos para vencer? Os ritmos que nos são impostos e que· aguçam algumas das nossas faculdades não· resultam, ao mesmo tempo, num empobrecimento de· alguns aspectos importantes da nossa sensibilidade· e da nossa inteligência?
A necessidade de assimilar com urgência as. informações essenciais para a ação imediata não acarreta uma grave incapacidade de digerir conhecimentos sutis e complexos, cheios de caroços. e mediações, que, embora careçam de serventia direta, são prescindíveis ao aprofundamento da minha compreensão da condição humana?
Uma reflexão que se sabe condenada a. desenvolver-se num exíguo prazo predeterminado não será, inevitavelmente, superficial?
O pensamento que se formula rapidinho não tende a ser sempre meio oco?
KONDER, Leandro. Rapidinho. ln O Globo, 29 set. 1996.
Assinale a opção que apresenta, correta e ,respectivamente, o significado das palavras destacadas em:
"Um dos EXPOENTES do espírito PRAGMÁTICO da ,modem Idade, o americano Benjamim Franklin ..."
" ... desenvolver-se num EXlGUO prazo .. ."