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Questões de Concurso Comentadas sobre significação contextual de palavras e expressões. sinônimos e antônimos. em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 13.797 questões

Q1158057 Português

TEXTO II

[4 de novembro de 1855]

Desejava dirigir uma pergunta aos meus leitores.

Mas uma pergunta é uma coisa que não se pode fazer sem um ponto de interrogação.

Ora, eu tenho uma birra muito séria a esta figurinha de ortografia, a esta espécie de corcundinha que parece estar sempre chasqueando e zombando da gente.

Com efeito, o que é um ponto de interrogação?

Se fizerdes esta pergunta a um gramático, ele vos atordoará os ouvidos durante uma hora com uma dissertação de arrepiar os cabelos.

Entretanto, não há coisa mais simples de definir do que um ponto de interrogação; basta olhar-lhe para a cara.

Vede: ?

É um pequeno anzol.

Ora, para que serve o anzol?

Para pescar.

Portanto, bem definido, o ponto de interrogação é uma parte da oração que serve para pescar.

Exemplo:

1º Quereis pescar um segredo que o vosso amigo vos oculta, e que desejais saber; deitais o anzol disfarçadamente com a ponta da língua:

– Meu amigo, será verdade o que me disseram, que andas apaixonado?

2º Quereis pescar na algibeira de algum sujeito uma centena de mil réis; preparais o cordel e lançais o anzol de repente:

– O Sr. pode emprestar-me uns duzentos mil réis aí?

3º Quereis pescar algum peixe ou peixãozinho: requebrais os olhos, adoçai a voz, e, por fim, deitais o anzol:

– Uma só palavra: tu me amas?

É preciso, porém, que se advirta numa coisa. O ponto de interrogação é um anzol, e por conseguinte serve para pescar; mas tudo depende da isca que se lhe deita.

Nenhum pescador atira à água o seu anzol sem isca; ninguém portanto diz pura e simplesmente:

– Empresta-me trezentos mil réis?

Não; é preciso que o anzol leve isca e que esta isca seja daquelas que o peixe que se quer pescar goste de engolir. 

Alguns pescadores costumam deitar um pouco de mel, e outros seguem o sistema dos índios que metiam dentro d’água certa erva que embebedava os peixes.

Assim, ou dizem:

– Meu amigo, o senhor, que é o pai dos pobres, (isca) empresta-me trezentos mil réis? (anzol).

Ou então empregam o segundo meio:

– Será possível que o benfeitor da humanidade, o homem que todos apregoam como a generosidade personificada, que o cidadão mais popular e mais estimado desta terra, que o negociante que revolve todos os dias um aluvião de bilhetes do banco, me recuse a miserável quantia de trezentos mil réis?

No meio do discurso, já o homem está tonto de tanto elogio, de maneira que, quando o outro lhe lança o anzol, é, com certeza, de trazer o peixe.

Ainda tinha muita coisa a dizer sobre esta arte de pescar na sociedade, arte que tem chegado a um aperfeiçoamento miraculoso. Fica para outra ocasião.

Por ora basta que saibam os meus leitores que o ponto de interrogação é um verdadeiro anzol.

O caniço desta espécie de anzol é a língua, e o fio ou cordel a palavra; fio elástico como não há outro no mundo. […]

Adaptado de: ALENCAR, José de. Ao correr da pena. Edição preparada por João Roberto Faria. São Paulo: Martins Fontes, 2004.

Assinale a alternativa correta acerca da palavra em destaque em “No meio do discurso, já o homem está tonto de tanto elogio [...]”.
Alternativas
Q1158053 Português

TEXTO II

[4 de novembro de 1855]

Desejava dirigir uma pergunta aos meus leitores.

Mas uma pergunta é uma coisa que não se pode fazer sem um ponto de interrogação.

Ora, eu tenho uma birra muito séria a esta figurinha de ortografia, a esta espécie de corcundinha que parece estar sempre chasqueando e zombando da gente.

Com efeito, o que é um ponto de interrogação?

Se fizerdes esta pergunta a um gramático, ele vos atordoará os ouvidos durante uma hora com uma dissertação de arrepiar os cabelos.

Entretanto, não há coisa mais simples de definir do que um ponto de interrogação; basta olhar-lhe para a cara.

Vede: ?

É um pequeno anzol.

Ora, para que serve o anzol?

Para pescar.

Portanto, bem definido, o ponto de interrogação é uma parte da oração que serve para pescar.

Exemplo:

1º Quereis pescar um segredo que o vosso amigo vos oculta, e que desejais saber; deitais o anzol disfarçadamente com a ponta da língua:

– Meu amigo, será verdade o que me disseram, que andas apaixonado?

2º Quereis pescar na algibeira de algum sujeito uma centena de mil réis; preparais o cordel e lançais o anzol de repente:

– O Sr. pode emprestar-me uns duzentos mil réis aí?

3º Quereis pescar algum peixe ou peixãozinho: requebrais os olhos, adoçai a voz, e, por fim, deitais o anzol:

– Uma só palavra: tu me amas?

É preciso, porém, que se advirta numa coisa. O ponto de interrogação é um anzol, e por conseguinte serve para pescar; mas tudo depende da isca que se lhe deita.

Nenhum pescador atira à água o seu anzol sem isca; ninguém portanto diz pura e simplesmente:

– Empresta-me trezentos mil réis?

Não; é preciso que o anzol leve isca e que esta isca seja daquelas que o peixe que se quer pescar goste de engolir. 

Alguns pescadores costumam deitar um pouco de mel, e outros seguem o sistema dos índios que metiam dentro d’água certa erva que embebedava os peixes.

Assim, ou dizem:

– Meu amigo, o senhor, que é o pai dos pobres, (isca) empresta-me trezentos mil réis? (anzol).

Ou então empregam o segundo meio:

– Será possível que o benfeitor da humanidade, o homem que todos apregoam como a generosidade personificada, que o cidadão mais popular e mais estimado desta terra, que o negociante que revolve todos os dias um aluvião de bilhetes do banco, me recuse a miserável quantia de trezentos mil réis?

No meio do discurso, já o homem está tonto de tanto elogio, de maneira que, quando o outro lhe lança o anzol, é, com certeza, de trazer o peixe.

Ainda tinha muita coisa a dizer sobre esta arte de pescar na sociedade, arte que tem chegado a um aperfeiçoamento miraculoso. Fica para outra ocasião.

Por ora basta que saibam os meus leitores que o ponto de interrogação é um verdadeiro anzol.

O caniço desta espécie de anzol é a língua, e o fio ou cordel a palavra; fio elástico como não há outro no mundo. […]

Adaptado de: ALENCAR, José de. Ao correr da pena. Edição preparada por João Roberto Faria. São Paulo: Martins Fontes, 2004.

No Texto II, ao comparar as estratégias de pesca às habilidades retóricas, o cronista utiliza uma linguagem figurada. Nesse contexto, relacione a primeira coluna com a segunda, de modo a equiparar a linguagem figurada e o tipo de discurso utilizado, e assinale a alternativa com a sequência correta.


1. Isca com mel.

2. Isca com erva para embebedar os peixes.

3. Anzol sem isca.


( ) – O Sr. pode emprestar-me uns duzentos mil réis aí?

( ) – Meu amigo, o senhor, que é o pai dos pobres, empresta-me trezentos mil réis?

( ) – Será possível que o benfeitor da humanidade, o homem que todos apregoam como a generosidade personificada, que o cidadão mais popular e mais estimado desta terra, que o negociante que revolve todos os dias um aluvião de bilhetes do banco, me recuse a miserável quantia de trezentos mil réis?

Alternativas
Q1158039 Português
TEXTO I
Os buracos do espelho
 Arnaldo Antunes
o buraco do espelho está fechado
agora eu tenho que ficar aqui
com um olho aberto, outro acordado
no lado de lá onde eu caí

pro lado de cá não tem acesso
mesmo que me chamem pelo nome
mesmo que admitam meu regresso
toda vez que eu vou a porta some

a janela some na parede
a palavra de água se dissolve
na palavra sede, a boca cede
antes de falar, e não se ouve

já tentei dormir a noite inteira
quatro, cinco, seis da madrugada
vou ficar ali nessa cadeira
uma orelha alerta, outra ligada

o buraco do espelho está fechado
agora eu tenho que ficar agora
fui pelo abandono abandonado
aqui dentro do lado de fora

Disponível em: <http://www.arnaldoantunes.com.br/new/sec_discografia_sel.php?id=69>. Acesso em: 25 jun. 2019.
Assinale a alternativa correta quanto ao uso dos verbos no Texto I.
Alternativas
Q1157879 Português

Texto para responder a questão

O CAU 

1 O Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil –

CAU/BR e os Conselhos de Arquitetura e Urbanismo dos

Estados e do Distrito Federal – CAU/UF foram criados

4 com a Lei no

 12.378, de 31 de dezembro de 2010, que

regulamenta o exercício da arquitetura e do urbanismo no

País. Uma conquista histórica para a categoria, que significa

7 maior autonomia e representatividade para a profissão. 

Disponível em: <https://www.caumt.gov.br>. Acesso em: 21 jun. 2019, com adaptações.


O vocábulo “autonomia” (linha 7), no contexto, significa
Alternativas
Q1157539 Português
Assinale a opção em que os termos sublinhados não podem ser trocados de posição entre eles por provocarem modificação no sentido original.
Alternativas
Q1157536 Português

“A razão básica para ficar nesta cidade é que todas as grandes ideias do mundo foram geradas em centros urbanos: Atenas, Roma, Londres, Nova York.“


Assinale a frase em que a mesma expressão sublinhada é puramente enfática, podendo não fazer parte do texto.

Alternativas
Q1157497 Português

“A diferença entre o ordinário e o extraordinário é aquele pequeno extra.”


Nessa frase o autor usa dois termos que têm diferentes significados em função do acréscimo de um pequeno elemento inicial.

Assinale a opção em que o acréscimo de um elemento semelhante não modifica o sentido da palavra inicial.

Alternativas
Q1157469 Português

Criar filhos é como jogar videogame: a fase seguinte é a mais difícil.”


Entre as frases a seguir, assinale aquela em que a linguagem figurada empregada é explicada.

Alternativas
Q1157467 Português

“A criança é um casulo, apenas. E não há entomologista que possa dizer, pelo aspecto exterior desse casulo, as cores do inseto que palpita lá dentro”.


Presente em um dicionário de citações, essa frase, em linguagem figurada, significa que

Alternativas
Q1157325 Português

“O esporte é o único meio de conservar no homem as qualidades do homem primitivo”.


A forma de reescrever essa frase que altera o seu sentido original é: 

Alternativas
Q1157266 Português
“Coragem... pequeno soldado do imenso exército. Os teus livros são as tuas armas, a tua classe é a tua esquadra, o campo de batalha é a terra inteira, e a vitória é a civilização humana.”
A expressão “pequeno soldado do imenso exército” equivale a
Alternativas
Q1157263 Português
“O amor recíproco entre quem aprende e quem ensina é o primeiro e mais importante degrau para se chegar ao conhecimento.”
Assinale a frase que também mostra reciprocidade. 
Alternativas
Q1157259 Português

“As coisas, por si sós, não são interessantes, mas tornam-se interessantes apenas se nos interessamos por elas.”     

A forma verbal tornam-se indica mudança de estado, o que ocorre de forma semelhante em 

Alternativas
Q1157256 Português
“Os progressos obtidos por meio do ensino são lentos; já os obtidos por meio de exemplos são mais rápidos e eficazes.” Nessa frase, os termos “lentos” e “rápidos” se opõem quanto ao sentido (antônimos). Assinale a frase em que aparecem antônimos.
Alternativas
Q1157219 Português
Assinale a opção na qual a substituição do segmento sublinhado foi feita de forma adequada.
Alternativas
Q1157217 Português
Assinale a opção na qual o segmento composto pelo verbo ter + substantivo foi substituído de forma semanticamente adequada.
Alternativas
Q1157212 Português

As árvores são o extremo esforço da terra para falar com o céu”.


Assinale a opção que indica a substituição adequada dos termos dessa frase.

Alternativas
Q1157210 Português

Tudo o que vem da terra, voltará a ela.”


As opções a seguir mostram substituições dos termos sublinhados. Assinale a única inadequada.

Alternativas
Q1157208 Português

O universo não é hostil nem amigável.

É simplesmente indiferente.”


As palavras sublinhadas exemplificam

Alternativas
Q1157206 Português

Tudo acontece conforme a natureza.


Assinale a opção que apresenta o termo que substitui corretamente conforme nessa frase.

Alternativas
Respostas
5741: D
5742: A
5743: A
5744: C
5745: A
5746: B
5747: A
5748: E
5749: C
5750: E
5751: E
5752: C
5753: B
5754: D
5755: D
5756: B
5757: D
5758: A
5759: A
5760: E