Questões de Concurso Comentadas sobre significação contextual de palavras e expressões. sinônimos e antônimos. em português

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Q1145998 Português

Leia o texto para responder à questão.


 O mundo não é maternal


       É bom ter mãe quando se é criança, mas também é bom quando se é adulto. Na adolescência se pensa que seria possível viver melhor sem ela, mas é erro de cálculo. Mãe é bom em qualquer idade. Sem ela, ficamos órfãos de tudo, já que o mundo lá fora não é nem um pouco maternal conosco.

       O mundo não se importa se estamos desagasalhados e passando fome. Não liga se virarmos a noite na rua. O mundo quer defender o seu, não o nosso. O mundo quer que fiquemos horas ao telefone, torrando dinheiro. Quer que nos casemos logo para comprar um apartamento que vai nos deixar endividados por vinte anos. O mundo quer que andemos na moda, troquemos de carro, tenhamos boa aparência, nem que para isso tenhamos que estourar o cartão de crédito.

      Mãe também quer que os filhos tenham boa aparência, mas está mais preocupada com nosso banho, com os nossos dentes e os nossos ouvidos, com a nossa limpeza interna: não quer que os filhos se droguem nem bebam.

      O mundo nos olha superficialmente. Não detecta nossa tristeza, nosso abatimento. O mundo nos quer lindos e vitoriosos. O mundo não se preocupa se estamos com febre, não penteia nosso cabelo, não nos oferece um pedaço de bolo. Quando não concorda conosco, nos pune, nos rotula, nos exclui. O mundo não tem doçura, não tem paciência, não quer nos ouvir. O mundo pergunta quantos eletrodomésticos temos em casa, mas não quer saber dos nossos medos de infância, das nossas notas no colégio, de como foi duro arranjar o primeiro emprego.

      Mãe é de outro mundo. Sofre no lugar dos filhos, preocupa-se com detalhes e tenta adivinhar as vontades deles. Enquanto o mundo exige eficiência máxima e cobra caro pelo seu tempo, mãe é de graça.

                               (Martha Medeiros. Non-stop. Porto Alegre: L&PM, 2012. Adaptado)

Assinale a alternativa em que há expressão empregada com sentido figurado.
Alternativas
Q1145994 Português

Leia o texto para responder à questão.


 O mundo não é maternal


       É bom ter mãe quando se é criança, mas também é bom quando se é adulto. Na adolescência se pensa que seria possível viver melhor sem ela, mas é erro de cálculo. Mãe é bom em qualquer idade. Sem ela, ficamos órfãos de tudo, já que o mundo lá fora não é nem um pouco maternal conosco.

       O mundo não se importa se estamos desagasalhados e passando fome. Não liga se virarmos a noite na rua. O mundo quer defender o seu, não o nosso. O mundo quer que fiquemos horas ao telefone, torrando dinheiro. Quer que nos casemos logo para comprar um apartamento que vai nos deixar endividados por vinte anos. O mundo quer que andemos na moda, troquemos de carro, tenhamos boa aparência, nem que para isso tenhamos que estourar o cartão de crédito.

      Mãe também quer que os filhos tenham boa aparência, mas está mais preocupada com nosso banho, com os nossos dentes e os nossos ouvidos, com a nossa limpeza interna: não quer que os filhos se droguem nem bebam.

      O mundo nos olha superficialmente. Não detecta nossa tristeza, nosso abatimento. O mundo nos quer lindos e vitoriosos. O mundo não se preocupa se estamos com febre, não penteia nosso cabelo, não nos oferece um pedaço de bolo. Quando não concorda conosco, nos pune, nos rotula, nos exclui. O mundo não tem doçura, não tem paciência, não quer nos ouvir. O mundo pergunta quantos eletrodomésticos temos em casa, mas não quer saber dos nossos medos de infância, das nossas notas no colégio, de como foi duro arranjar o primeiro emprego.

      Mãe é de outro mundo. Sofre no lugar dos filhos, preocupa-se com detalhes e tenta adivinhar as vontades deles. Enquanto o mundo exige eficiência máxima e cobra caro pelo seu tempo, mãe é de graça.

                               (Martha Medeiros. Non-stop. Porto Alegre: L&PM, 2012. Adaptado)

Considere os trechos do texto:


“Não detecta nossa tristeza, nosso abatimento.”

“Sofre no lugar dos filhos, preocupa-se com detalhes e tenta adivinhar...”


As palavras destacadas podem ser substituídas, respectivamente e sem alteração de sentido, por:

Alternativas
Q1145658 Português

Leia o texto para responder à questão.


Emojis estão confundindo juízes sobre intenções

dos réus nos EUA

     Enviar um emoji de faca ou arma constitui ameaça? E corações e rostinhos se beijando significam assédio? Mais emoticons* estão aparecendo em processos judiciais e, embora o contexto em que foram utilizados diga muito sobre as intenções (e atos) de quem está por trás das mensagens, a justiça está penando para lidar com a nova forma de comunicação.

   Em uma reportagem sobre o assunto, a CNN revelou que juízes dos Estados Unidos têm se confundido com a utilização dos símbolos. O número de casos com mensagens de texto contendo emojis foi de 33 em 2017 para 53 em 2018, e quase 50 casos apenas no primeiro semestre de 2019.

   Como conta Eric Goldman, professor de Direito na Universidade de Santa Clara, na Califórnia, não há diretrizes judiciais sobre como abordar o tópico. Às vezes, um juiz pode descrever o emoji em questão para os jurados, em vez de permitir que eles o vejam e interpretem por si mesmos, ou até omiti-los de todas as evidências.

   Outra questão relevante é que, embora emojis sejam comumente usados para trazer leveza às conversas (e os tribunais reconheçam o humor das “carinhas”), não é novidade para juízes que acusados tentem disfarçar ameaças dizendo que “estavam apenas brincando”. Por isso, a justiça está se tornando cada vez mais cética sobre essa defesa em casos criminais, já que o destinatário não tem como saber precisamente se o emoticon foi enviado com o intuito de ser engraçado.

   “Há muita coisa que poderia se perder na tradução. Foi uma piada? Ou era sério? Ou a pessoa estava apenas usando o emoji para se proteger, para depois argumentar que não era sério?”, questionou Karen S. Elliott, advogada que já trabalhou em casos do tipo. Para a profissional é essencial desenvolver estudos sobre o assunto e exigir que advogados, juízes e juris obtenham a representação exata do que foi enviado e recebido em mensagens trocadas: “As palavras podem não descrever adequadamente o significado preciso dos emojis”.

(Galileu. 12.07.2019. https://revistagalileu.globo.com. Adaptado)

* Emojis e emoticons são imagens usadas na comunicação em redes sociais e mensagens instantâneas para expressar emoção, atitude ou estado de espírito.

Os trechos do texto cujas mensagens se equivalem no contexto estão separados por barras em:
Alternativas
Q1145654 Português

Considere os quadrinhos para responder à questão.

(Mort Walker. Recruta Zero. O Estado de S. Paulo. 28.06.2019. https://cultura.estadao.com.br)



As formas do verbo achar na fala de Dona Tetê no 1º  quadrinho (acha) e na fala do General Dureza no 2o quadrinho (acho) veiculam, respectivamente, sentidos de
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Q1145541 Português

TEXTO III

                               O cigarro eletrônico


Inalar a fumaça liberada na combustão do cigarro é o mais mortal dos comportamentos de risco no Brasil.

Não é de hoje que os fabricantes procuram uma forma de administrar nicotina, sem causar os malefícios da queima do fumo nem tirar o prazer que o dependente sente ao fumar. E, acima de tudo, sem abrir mão do lucro obtido com a droga que provoca a mais escravizadora das dependências químicas conhecidas pela medicina.

Com essa finalidade, foram lançados no comércio os cigarros eletrônicos, uma coleção heterogênea de dispositivos movidos a bateria que vaporizam nicotina, para ser fumada num tubo que imita o cigarro. Em menos de dez anos, as vendas na Europa atingiram 650 milhões de dólares e 1,7 bilhão nos Estados Unidos.

O sucesso tem sido tão grande, que alguns especialistas ousam predizer que o cigarro convencional estaria com os dias contados.

Na literatura médica, entretanto, as opiniões são divergentes.

1) Os detratores

A demonstração de que fumantes passivos correm mais risco de morrer por ataque cardíaco, derrame cerebral, câncer e doenças respiratórias, deu origem à legislação que proibiu o fumo em lugares fechados, providência que beneficiou fumantes e abstêmios.

Especialistas temem que esse esforço da sociedade seja perdido, quando os cigarros eletrônicos forem anunciados em larga escala pelos meios de comunicação.

Comerciais exibidos recentemente nas TVs americanas justificam a preocupação: “Finalmente, os fumantes têm uma alternativa real” ou “Somos todos adultos, aqui. É tempo de tomarmos nossa liberdade de volta”. Mensagens como essas não seduzirão as crianças, como aconteceu com as campanhas de cigarros anos atrás?

Os Centers for Diseases Control, nos Estados Unidos, revelaram que embora o consumo de cigarros comuns entre adolescentes americanos tenha caído, entre 2011 e 2012, o de eletrônicos duplicou.

Não existe padronização na quantidade de nicotina vaporizada pelas diferentes marcas de eletrônicos; nem controle de qualidade. Os testes mostram que alguns conseguem liberar o dobro ou o triplo de nicotina, em cada tragada.

Ainda não há comprovação científica de que o cigarro eletrônico substitua os convencionais. O uso concomitante pode levar ao consumo de doses exageradas de nicotina, eventualmente próximas de limites perigosos.

Na falta de melhor alternativa, o cigarro eletrônico pode ser uma forma menos maligna de lidar com a dependência de nicotina. Mas, é preciso criar com urgência uma legislação para lidar com ele.

2) Os defensores

Consideram que o cigarro eletrônico se enquadra nas chamadas estratégias de redução de riscos, semelhantes às de distribuição de seringas para usuários de drogas injetáveis, adotadas como medida de prevenção à aids.

Há quem acredite que, ao lado de outras formas de administrar nicotina sem utilizar combustão (chicletes, pastilhas e adesivos), os dispositivos eletrônicos têm potencial para se tornar um dos maiores avanços na história da saúde pública.

Para eles, o vapor de nicotina inalado através do cigarro eletrônico mimetiza as experiências prévias do fumante, sem deixar de estigmatizar o cigarro comum.

Lembram que no mundo ocorrem seis milhões de óbitos por ano, por causa do fumo, e que as previsões para o século 21 não poderiam ser mais sombrias: um bilhão de mortes, predominantemente entre os mais pobres e menos instruídos.

Defendem que a estratégia de reduzir, mesmo sem eliminar, o risco de morte associado ao cigarro, é um imperativo moral.

Difícil não reconhecer que os dois lados apresentam argumentos consistentes.

Minha opinião é de que os cigarros eletrônicos devem obedecer a leis que os obriguem a passar por controle de qualidade, que proíbam fumá-los em bares, restaurantes, escritórios e outros espaços públicos fechados, e que vedem a publicidade pelos meios de comunicação de massa.

Seria fundamental, ainda, proibir que os fabricantes adicionassem mentol, essências de morango, baunilha ou chocolate, para torná-los mais palatáveis às crianças, prática criminosa que a Anvisa não consegue impedir que a indústria do fumo continue utilizando no cigarro comum.

Na falta de melhor alternativa, o cigarro eletrônico pode ser uma forma menos maligna de lidar com a dependência de nicotina. Mas, é preciso criar com urgência uma legislação para lidar com ele.

Disponível em:<https://drauziovarella.uol.com.br/drauzio/artigos/o-cigarro-eletronico-artigo/>. Acesso em: 2 out. 2019.

Leia este trecho.


“[...] o vapor de nicotina inalado através do cigarro eletrônico mimetiza as experiências prévias do fumante [...]”


A correção e as relações de sentido permanecem inalteradas se a palavra destacada desse trecho for substituída por

Alternativas
Q1145534 Português

TEXTO I

                         Fumante ignora riscos do cigarro eletrônico


Alardeado como uma solução para quem quer parar de fumar, o cigarro eletrônico é cada vez mais procurado em Belo Horizonte, principalmente por jovens. Mesmo proibido, é facilmente encontrado em lojas do hipercentro, shoppings populares e até no Mercado Central. O comércio dos “vapes”, como são conhecidos, é vetado desde 2009 pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).


A restrição se deve à ausência de dados científicos sobre os produtos. Além da falta de informações, o risco de causar doenças respiratórias e cânceres preocupa especialistas. O assunto ganha ainda mais força nesta quinta-feira (29), Dia Nacional de Combate ao Fumo.


“Essas composições têm glicerina, que pode causar irritação nos brônquios, doença pulmonar obstrutiva crônica, crise de asma e outros problemas. Os elementos que dão sabor e odor ao vapor também podem ser irritativos quando esquentados”, aponta o psiquiatra Frederico Garcia, coordenador do Centro de Referência em Drogas da UFMG.


Cânceres de pulmão, fígado e cabeça e pescoço também são enfermidades que podem estar relacionadas ao uso, explica a oncologista clínica do grupo Oncoclínicas, Flávia Amaral Duarte. “O que a indústria divulga é que não existe a combustão no cigarro eletrônico, mas a vaporização. Porém, isso não significa ausência de toxicidade, ou que os produtos não fazem mal”.


Nas alturas


O cigarro eletrônico pode ser encontrado sob diferentes formas: tipo caneta, parecido com uma garrafinha e até do tamanho de um cigarro convencional, mas achatado. O preço varia de R$ 180 a R$ 600. O usuário ainda precisa comprar as essências ou cartuchos vaporizáveis, que podem ter ou não nicotina. Há opções com sabores, como baunilha, chicletes e “cigarro branco”.


Débora (nome fictício), que trabalha em uma tabacaria na Savassi, conta que começou a usar o produto há quatro meses. “Não é fácil, porque a gente tem o vício de estar com algo nas mãos e na boca, mas já reduzi muito a quantidade de nicotina que fumo. Meu objetivo é parar totalmente”, afirma.


Cigarro


O consumo de cigarro afeta o indivíduo em três aspectos: o comportamental, com o ato de fumar, o psicológico, com o prazer causado pela experiência, e causando o vício orgânico. Para freá-los por completo, o psiquiatra e professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Dartiu Xavier da Silveira, que trabalha com redução de danos há três décadas, explica que opções como gomas de mascar e adesivos com nicotina costumam ser mais eficazes e seguras. 


“Eles até têm a substância, mas o que pega o tabagista é o hábito, que continua com os vaporizadores. Seria bom se a pessoa conseguisse ficar só no uso controlado e esporádico, mas vemos que não é isso que ocorre. Pelo contrário, ela pode até fumar mais e o produto é vendido e estimulado como se fosse inócuo”, critica.


Legislação


A legislação federal proíbe a venda, a importação e a propaganda de vaporizadores, além de acessórios e refis. O descumprimento é punido com advertência, multa, apreensão, interdição parcial ou total da loja e até cancelamento de alvará. A vigilância sanitária de BH foi procurada, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, que diz não fiscalizar a venda dos produtos. [...]


Disponível em:<http://twixar.me/8qM1> .

Acesso em: 30 set. 2019 (Adaptação). 

Nas alternativas a seguir, a palavra entre colchetes substitui adequadamente a palavra destacada no trecho, mantendo seu sentido original, exceto em:
Alternativas
Q1145509 Português

Analise a peça publicitária a seguir.


Imagem associada para resolução da questão


Disponível em: <https://pt.slideshare.net/MinSaude/campanha-para-populao-em-situao-de-rua>. Acesso em: 31 jul. 2019.


Apesar de algumas palavras dicionarizadas apresentarem, muitas vezes, duas ou mais definições / sinônimos, o contexto em que elas são utilizadas determina o melhor significado delas no caso. 


Dessa forma e considerando a peça publicitária em análise, assinale a alternativa em que se tem o melhor sinônimo da palavra “equidade” no contexto. 

Alternativas
Q1145505 Português

INSTRUÇÃO: Leia  o texto a seguir para responder a questão.


Um acento pode mudar todo o sentido da frase? 


Um acento e tudo muda.

A secretária, na secretaria, disse a Antônio, seu chefe,que estava muito gripada.

— Não me medico! Vou sim ao médico. E já! - exclamou. 

Ela, sábia, sabia dos riscos da famosa automedicação.

— Meu bebê, por exemplo, seu Antônio, só bebe o que é prescrito! Só come coco do bom; por isso, nunca tem cocô fedido. 

Rapidamente, Raissa (que odiava ser chamada de Raíssa) ganhou a liberação para ir ao médico. Antes da saída, proclamou o chefe: 

— Não se acostume! Neste mundo é preciso que se rale para sair da ralé, menina!

— Ah! Vou avisar também seus pais! Sabe como anda a violência neste país, né? 

Ao chegar ao consultório, olhou para o forro do estabelecimento e lembrou a origem dos chatos espirros:o forró agarradinho à pele com o Édson (apelidado de Pelé).

— Seu nome? - perguntou o médico.

— Raissa!

— Raíssa, ...

— Ops! É Raissa! Meu nome não tem acento, tem que pronunciar o ditongo ai. É “AI”: Raissa! 

— Perdão, dona Raissa! Que houve? 

— Ah! Aqui na Bahia (o senhor sabe, né?), em qualquer baia, a gente dança forró, pele com a pele. Pelé me convidou, trocamos umas palavrazinhas. De repente, eu disse que era secretária. Ele disse que eu era mesmo uma babá muito bonita. Troquei baba com ele, por longos minutos.

Para homenagear o momento, pedi à banda um fá maior e ele ficou fã. 

A única coisa triste, doutor, é que, nesse ínterim, fiquei inteiramente gripada. 

— Dona Raissa, venha cá! Não repare a minha cã:cabelo branco quando nasce é sempre aos montes. Vou lhe mostrar, por meio deste cartaz, nossa garganta.

— Está vendo lá? - questionou.

— Esta garganta? - perguntou a moça.

— Quando se está sob a friagem, sem a roupa de lã, lá fica inflamado, cheio de ira, como os fanáticos do Irã.

— Em meu último congresso em Roma, aprendi que romã é ótimo para tal incômodo laríngeo. Você se incomoda com essa fruta? 

— Não me incomodo, doutor! 

— Tome também estes comprimidos, duas vezes ao dia, e ficará curada.

Raissa, diante do tempo gasto na consulta, ficara apenas chateada por não conseguir comprar carne, tampouco quitar pontualmente a dívida, impressa no carnê. Um acento e tudo muda.

Um abraço e até a próxima! 

Disponível em: <https://exame.abril.com.br/carreira/um-acento-pode-mudar-todo-o-sentido-da-frase/>.

Acesso em: 31 jul. 2019. 

Analise este parágrafo.
“— Ah! Aqui na Bahia (o senhor sabe, né?), em qualquer baia, a gente dança forró, pele com a pele. Pelé me convidou, trocamos umas palavrazinhas. De repente, eu disse que era secretária. Ele disse que eu era mesmo uma babá muito bonita. Troquei baba com ele, por longos minutos.” 
A expressão destacada nesse trecho significa que Raissa
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Q1144864 Português
Leia o texto para responder à questão.

Embates na Caxemira

    É sem dúvida auspiciosa1 , diante do quadro de acirramento que se formava, a devolução à Índia de um piloto de caça capturado pelo Paquistão. No entanto o ato de boa vontade, se arrefece a crise atual, está longe de encerrar as tensões entre as duas potências nucleares.
    Na última semana, a desde sempre conflituosa relação entre os países vizinhos atingiu um de seus níveis mais críticos. Pela primeira vez em quase 50 anos, os dois rivais travaram um embate aéreo.
    Aviões paquistaneses realizaram ataques na região da Caxemira e abateram dois caças indianos, além de aprisionar um dos pilotos das aeronaves. A Índia, por sua vez, derrubou um caça paquistanês.
    Foi o apogeu das escaramuças2 iniciadas em 14 de fevereiro, quando a facção terrorista Jaish-e-Mohammad, baseada no Paquistão, matou, num atentado suicida, 40 militares indianos na Caxemira.
    Essa área fronteiriça é alvo de disputa entre as duas nações desde 1947 – quando ambas emergiram da Índia britânica – e já foi o centro de três das quatro guerras travadas entre elas.
(Editorial. Folha de S.Paulo, 04.03.2019. Adaptado)

1 esperançosa: : esperançosa.
2 escaramuças: quaisquer brigas, combates ou conflitos.
Nas passagens “atingiu um de seus níveis mais críticos” (2º parágrafo) e “Foi o apogeu das escaramuças” (4º parágrafo), os termos em destaque significam, correta e respectivamente:
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Q1144092 Português

Leia a tira.


A frase “Não acredito!!” e o diminutivo do adjetivo “sujinho” expressam, respectivamente, sentido de
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Q1143863 Português

"Depois de um espaço, a seu parecer [do monge] mui curto, explicando o passarinho os breves remos de suas ligeiras peninhas, foi cortando esse golfo de ares, e desapareceu, deixando ao seu ouvinte assaz magoando, porque nada do que se possui com gosto, se perde sem desconsolação(...)."

(Galvão, apud Garcia, 2010,p.177)


Nesta narrativa, o sentido da palavra explicando é:

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Q1143862 Português
A linguagem ideal seria aquela em que cada palavra (significante) designasse ou apontasse apenas uma coisa, correspondesse a uma só ideia ou conceito, tivesse um só sentido (significado). Como isso não ocorre em nenhuma língua conhecida, as palavras são, por natureza, enganosas, porque são:
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Q1143711 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


A importância da leitura para a formação do cidadão


      A leitura é de suma importância nos dias de hoje para a formação do cidadão, pois ela é essencial para adquirirmos mais conhecimento. Estamos sendo bombardeados de informações instantâneas através da internet, mas vale ressaltar que o conhecimento é para sempre e as informações são passageiras e, muitas vezes, não acrescentam nada.

      Precisamos refletir sobre essa questão de informação x conhecimento. Através da informação podemos ser manipulados se não tivermos conhecimento. Infelizmente, muitas vezes o cidadão chega a uma universidade despreparado, acreditando que consegue desenvolver tudo, o que não é verdade, porque muitos só conseguem copiar e colar.

       A leitura sempre teve um papel social de grande interferência na sociedade, garantindo evolução diante de problemas sociais, políticos e econômicos.

       A leitura tem por finalidade levar-nos a outros mundos possíveis, seja através da literatura ou das revistas e dos jornais. Pode nos entreter, ao mesmo tempo em que favorece a reflexão sobre a realidade. Além disso, desperta sonhos, curiosidades e ativa a criatividade.


(Disponível em: http://www.al.sp.gov.br.

Acesso em: 06 jun. 2019. Adaptado)


Na frase “... podemos ser manipulados se não tivermos conhecimento.”, a palavra em destaque pode ser substituída, sem alteração de sentido, por
Alternativas
Ano: 2019 Banca: CETREDE Órgão: Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - CE Provas: CETREDE - 2019 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - CE - Professor de Educação Especial | CETREDE - 2019 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - CE - Administrador | CETREDE - 2019 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - CE - Professor de Ensino Fundamental II - Ciências (20H/S) | CETREDE - 2019 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - CE - Professor Ensino Fundamental I - 1º ao 5º ano (20H/S) | CETREDE - 2019 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - CE - Professor de Ensino Fundamental II - Educação Física (20H/S) | CETREDE - 2019 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - CE - Professor Ensino Fundamental II - História (20HS/S) | CETREDE - 2019 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - CE - Professor Ensino Fundamental II - Geografia (20HS/S) | CETREDE - 2019 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - CE - Professor de Libras | CETREDE - 2019 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - CE - Professor Ensino Fundamental II - Língua Portuguesa (20HS/S) | CETREDE - 2019 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - CE - Professor Ensino Fundamental II - Matemática (20HS/S) | CETREDE - 2019 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - CE - Arquiteto Urbanista | CETREDE - 2019 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - CE - Psicopedagogo | CETREDE - 2019 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - CE - Assistente Social | CETREDE - 2019 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - CE - Auditor de Controle Interno | CETREDE - 2019 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - CE - Analista de Tecnologia da Informação | CETREDE - 2019 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - CE - Bibliotecário | CETREDE - 2019 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - CE - Contador | CETREDE - 2019 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - CE - Enfermeiro | CETREDE - 2019 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - CE - Professor de Ensino Fundamental II - Inglês (20HS/S) | CETREDE - 2019 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - CE - Auditor Fiscal da Receita Municipal | CETREDE - 2019 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - CE - Fisioterapeuta | CETREDE - 2019 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - CE - Farmacêutico Bioquímico | CETREDE - 2019 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - CE - Engenheiro Eletricista | CETREDE - 2019 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - CE - Engenheiro Civil | CETREDE - 2019 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - CE - Psicólogo (20H/S) | CETREDE - 2019 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - CE - Procurador Municipal | CETREDE - 2019 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - CE - Nutricionista | CETREDE - 2019 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - CE - Fonoaudiólogo | CETREDE - 2019 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - CE - Arquivista | CETREDE - 2019 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - CE - Terapeuta Ocupacional | CETREDE - 2019 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - CE - Médico de Atenção Básica | CETREDE - 2019 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - CE - Fiscal Ambiental |
Q1143543 Português

Numere a coluna B pela A. identificando os respectivos coletivos.


COLUNA A

I. Plêiade.

II. Girândola.

III. Matula.

IV. Claque.

V. Atilho.

VI. Iconoteca.

VII. Falange.


COLUNA B

( ) Imagens.

( ) Espigas de milho.

( ) Desordeiros.

( ) Heróis.

( ) Anjos.

( ) Fogos de artifício.

( ) Aplaudidores.


Marque a opção que apresenta a sequência CORRETA.

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Q1143266 Português

O termo mastodôntico, em “tenho um PC mastodôntico, contemporâneo das cavernas da informática” (Imagem associada para resolução da questão 6-8), pode ser substituído, sem prejuízo do sentido do trecho, por

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Q1143085 Português

                          Os três pássaros do Rei Herodes


      Pela triste estrada de Belém, a Virgem Maria, tendo o Menino Jesus ao colo, fugia do rei Herodes.

      Aflita e triste ia em meio do caminho quando encontrou um pombo, que lhe perguntou:

      - Para onde vais, Maria?

      - Fugimos da maldade do rei Herodes – respondeu ela. Mas como naquele momento se ouvisse o tropel dos soldados que a perseguiam, o pombo voou assustado.

      Continuou Maria a desassossegada viagem e, pouco adiante, encontrou uma codorniz que lhe fez a mesma pergunta que o pombo e, tal qual este, inteirada do perigo, tratou de fugir.

      Finalmente, encontrou-se com uma cotovia que, assim que soube do perigo que assustava a Virgem, escondeu-a e ao menino, atrás de cerrado grupo de árvores que ali existia.

      Os soldados de Herodes encontraram o pombo e dele souberam o caminho seguido pelos fugitivos. Mais para a frente a codorniz não hesitou em seguir o exemplo do pombo.

      Ao fim de algum tempo de marcha, surgiram à frente da cotovia. Viste passar por aqui uma moça com uma criança no regaço?

      - Vi sim – respondeu o pequenino pássaro. Foram por ali.

      E indicou aos soldados um caminho que se via ao longe. E assim afastou da Virgem e de Jesus os seus malvados perseguidores.

      Deus castigou o pombo e a codorniz.

       O primeiro, que tinha uma linda voz, passou a emitir, desde então, um eterno queixume.

      A segunda passou a voar tão baixo, tão baixo, que se tornou presa fácil de qualquer caçador inexperiente.

      E a cotovia recebeu o prêmio de ser a esplêndida anunciadora do sol a cada dia que desponta.

[...] tropel, no texto, é a mesma coisa que
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Q1142894 Português

                                      Honestidade existe

                                                                                                         Walcyr Carrasco


Um amigo carioca fez compras no Shopping Rio Sul e pegou um táxi para voltar. Quando desceu e entrou em seu prédio, descobriu que esquecera todas as sacolas no táxi. Deu um tapa na cabeça, de raiva.

– Como fiz uma besteira dessas?

Nesse instante, o taxista fez um sinal da porta.

– Ei, amigo. Acho que você esqueceu essas sacolas aqui.

Simples assim. Quando ele desceu, o taxista percebeu o lapso. Fez a volta na quadra, voltou.

Quando se conta uma história dessas, as pessoas ficam surpresas. Mas como? O taxista não ficou com as compras? Estamos tão acostumados com a falta de escrúpulos que um gesto de honestidade surpreende. Se alguém encontra dinheiro perdido e devolve, vira notícia de jornal. Como o casal de moradores de rua que espantou o país em 2012, ao devolver cerca de R$ 20 mil encontrados num saco plástico, abandonado por assaltantes de um restaurante japonês. Ou outras pequenas mas simbólicas situações, em que pessoas comuns encontraram dinheiro perdido e devolveram.

O espantoso é que a gente se espante com isso, que se torne notícia. A honestidade não deveria ser notícia, mas hábito. Crimes contra o patrimônio, corrupção, mortes violentas como a da mulher linchada em Guarujá, São Paulo, se tornaram tão habituais no noticiário que nos espantamos com a decência. E, no entanto, duas ou três gerações atrás, o homem preferia morrer a perder a honra. A palavra dada valia mais que a assinatura de um documento. Conheci gente, na minha infância, que perdeu tudo o que tinha para pagar dívidas contraídas no fio do bigode. Ter o nome sujo era uma vergonha. Para ter nome sujo, bastava não pagar uma dívida, atrasar um crediário, levar uma denúncia ou processo por inadimplência.

Sei que, hoje, ainda há muitos que se importam com isso. Cada vez mais, porém, tanto faz. O importante é se dar bem, mesmo que isso signifique dar um golpe no vizinho. Não sou especialista, mas há quem diga que a quebra de valores cresceu violentamente quando certo presidente declarou em rede pública que enormes quantias encontradas no caixa dois eram só “dinheiro não contabilizado”. Bem, meu objetivo aqui não é falar sobre o mau exemplo daqueles que elegemos e deveriam ser os guardiões da moralidade pública. Mas dizer que, sim, há esperança.

Na semana passada, estive em São José dos Ausentes, uma pequena cidade encravada no alto da serra gaúcha. É um dos poucos lugares no país onde neva. Tem pouco mais de 3 mil habitantes e uma paisagem indescritível, onde foi gravada A Casa das Sete Mulheres e os capítulos iniciais da novela O Profeta, ambos da TV Globo. Vive do gado, da plantação de batatas, da pesca de trutas e, em breve, da energia eólica – as primeiras torres já estão em instalação. Mais que com a paisagem, me espantei com o clima de honestidade, que relembra os valores antigos. Numa compra, a soma deu R$ 13. Entreguei R$ 14, já dizendo:

– Não precisa me dar o troco.

– Faço questão – respondeu a vendedora e sacou uma moeda de R$1.

Imaginava que, como sempre aqui no eixo Rio-São Paulo, não haveria troco! Lá, em São José, eles têm sim. Durante dias, a cada compra, por menor que fosse, eu recebia religiosamente as moedinhas de volta. Mais: ao chegar, percebi que nenhuma casa tinha grades, cerca eletrônica ou qualquer dispositivo de segurança. Muros baixos e jardins, uma prova de que os moradores não têm medo. A simpatia e a educação dos habitantes eram impressionantes. A dona do pequeno hotel em que fiquei, Mana, nos esperou com uma sopa quente às 2 da manhã, quando chegamos.

– Devem estar com frio, eu mesma fiz este capelete com galinha caipira.

Quando fui pagar a conta, a sopa estava lá. Sem nenhum custo extra por ser servida de madrugada, pela própria dona – que, soube depois, levantava às 5 horas para preparar o café da manhã dos hóspedes. E, bem... custou pouco mais de R$10 porque, de acordo com Mana, era o preço justo. A violência é raríssima. É possível sair à noite, andar a cidade toda, em paz. O que mais me surpreendeu foi descobrir que há moradores que deixam o carro com a chave no contato. O Secretário de Turismo, Alziro, certa vez perguntou a um senhor por que fazia isso. Não seria arriscado?

– É melhor, porque não esqueço onde está a chave – respondeu o proprietário.

Simples assim. Como São José dos Ausentes, em muitas cidades a honestidade ainda é a regra, não a exceção. Ainda bem.

Marque a palavra que apresenta o mesmo sentido do termo destacado na frase a abaixo:

“(...), se tornaram tão habituais no noticiário que nos espantamos com a decência.”.

Alternativas
Q1142324 Português
Leia o texto para responder à questão.

A sociedade que queremos começa nas escolas.
Você não acha?

        O que violência, democracia e educação têm a ver umas com as outras? Tudo! A maneira como enxergamos o problema da violência em nossas casas, escolas, ruas e até mesmo a violência empregada pelo Estado tem tudo a ver com democracia, isto é, quanto mais amedrontados, expostos e sem confiança nas instituições estamos, mais nos sentimos impelidos a buscar justiça a qualquer custo, acreditando em teorias que trocam liberdade por segurança. Do mesmo modo, quanto menos esperança temos no debate democrático, mais propensos à violência estamos.
       Uma educação comprometida com a pluralidade é um instrumento democrático por excelência. Veja bem: não estamos falando de qualquer educação, mas sim de um ensino comprometido com a qualidade (todo mundo tem de aprender e bem) e com valores democráticos (todo mundo tem de respeitar uns aos outros). Uma educação que ensina as crianças desde pequenas a dialogar, ao mesmo tempo em que lhes garante aprendizagem, é o coração de uma nação crítica, de instituições fortes e valorização da diversidade.

(Pricilla Kesley. Todos pela Educação. 03.07.2018.
https://blogs.oglobo.globo.com. Adaptado)
No trecho – ... quanto mais amedrontados, expostos e sem confiança nas instituições estamos, mais nos sentimos impelidos a buscar justiça a qualquer custo... (1º parágrafo) –, a palavra destacada é sinônima de
Alternativas
Q1142322 Português
Leia o texto para responder à questão.

A sociedade que queremos começa nas escolas.
Você não acha?

        O que violência, democracia e educação têm a ver umas com as outras? Tudo! A maneira como enxergamos o problema da violência em nossas casas, escolas, ruas e até mesmo a violência empregada pelo Estado tem tudo a ver com democracia, isto é, quanto mais amedrontados, expostos e sem confiança nas instituições estamos, mais nos sentimos impelidos a buscar justiça a qualquer custo, acreditando em teorias que trocam liberdade por segurança. Do mesmo modo, quanto menos esperança temos no debate democrático, mais propensos à violência estamos.
       Uma educação comprometida com a pluralidade é um instrumento democrático por excelência. Veja bem: não estamos falando de qualquer educação, mas sim de um ensino comprometido com a qualidade (todo mundo tem de aprender e bem) e com valores democráticos (todo mundo tem de respeitar uns aos outros). Uma educação que ensina as crianças desde pequenas a dialogar, ao mesmo tempo em que lhes garante aprendizagem, é o coração de uma nação crítica, de instituições fortes e valorização da diversidade.

(Pricilla Kesley. Todos pela Educação. 03.07.2018.
https://blogs.oglobo.globo.com. Adaptado)
A expressão Do mesmo modo, em destaque no 1º parágrafo, exprime uma
Alternativas
Q1142151 Português
Leia o texto para responder à questão.


           
          Ao longo de todo o ano passado, assistentes sociais municipais abordaram cerca de 105,3 mil pessoas nas calçadas da cidade de São Paulo. Esse número é 66% maior do que a quantidade de pessoas abordadas na mesma situação em 2016, quando foram contabilizados 63,2 mil indivíduos, e 88% acima da de 2015.
        O número de indivíduos abordados não representa a quantidade de pessoas que vive de fato nas ruas. Entre os abordados há, por exemplo, moradores da periferia que passam dias e noites vivendo nas calçadas da região central em busca de doações, mas em parte do mês retornam a suas casas, pessoas que estão de passagem pela cidade, entre outras situações.
         O cálculo oficial de moradores de rua na capital paulista está defasado, uma vez que é feito a cada quatro anos pela prefeitura por meio da contratação de um censo específico. O levantamento mais recente é de 2015, quando foram contabilizados cerca de 15 mil moradores de rua. Naquele ano, foram abordados 56,1 mil indivíduos.
        Com a crise econômica que já dura cinco anos, mudou também a motivação principal que leva as pessoas à rua. Os conflitos familiares, que, em 2018, apareciam em primeiro lugar como motivo mais frequente para permanecer nas ruas, foram ultrapassados pelo desemprego, que figura como a explicação mais comum dada pelas pessoas abordadas.
         A consolidação de São Paulo como destino de imigrantes em busca de melhores condições representa outra camada no cenário social devastador da cidade. Ao longo do ano passado, mais de 260 estrangeiros foram abordados como moradores de rua. Migrantes também engordam as estatísticas. Entre os abordados pelos assistentes sociais que informaram origem, metade veio de fora da capital, apesar de o estado ser citado pela maioria como local de origem. Os outros estados mais citados são Bahia, Minas Gerais, Pernambuco e Paraná. 


(Mariana Zylberkan. “Em dois anos, SP vê salto de 66% de pessoas
abordadas vivendo nas ruas”. www1.folha.uol.com.br, 22.06.2019. Adaptado)
Os vocábulos crise e motivação, em destaque no 4º parágrafo, apresentam como antônimo e sinônimo, respectivamente, no contexto em que se encontram:
Alternativas
Respostas
5561: D
5562: A
5563: D
5564: E
5565: D
5566: C
5567: C
5568: A
5569: D
5570: C
5571: C
5572: B
5573: D
5574: C
5575: A
5576: D
5577: B
5578: B
5579: E
5580: D