Questões de Concurso Comentadas sobre significação contextual de palavras e expressões. sinônimos e antônimos. em português

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Q1722678 Português
No que se refere aos antônimos, assinale a alternativa em que a relação de palavras está empregada INCORRETAMENTE:
Alternativas
Q1722623 Português

    Diz que era uma velhinha que sabia andar de lambreta. Todo dia ela passava pela fronteira montada na lambreta, com um bruto saco atrás da lambreta. O pessoal da Alfândega tudo malandro velho começou a desconfiar da velhinha. Um dia, quando ela vinha na lambreta com o saco atrás, o fiscal da Alfândega mandou ela parar. A velhinha parou e então o fiscal perguntou assim pra ela:

    – Escuta aqui, vovozinha, a senhora passa por aqui todo dia, com esse saco aí atrás. Que diabo a senhora leva nesse saco?

    A velhinha sorriu com os poucos dentes que lhe restavam e mais outros, que ela adquirira no odontólogo, e respondeu:

    – É areia!

    Aí quem sorriu foi o fiscal. Achou que não era areia nenhuma e mandou a velhinha saltar da lambreta para examinar o saco.

A velhinha saltou, o fiscal esvaziou o saco e dentro só tinha areia. Muito encabulado, ordenou à velhinha que fosse em frente.

Ela montou na lambreta e foi embora, com o saco de areia atrás.

    Mas o fiscal desconfiado ainda. Talvez a velhinha passasse um dia com areia e no outro com muamba, dentro daquele maldito saco.

No dia seguinte, quando ela passou na lambreta com o saco atrás, o fiscal mandou parar outra vez. Perguntou o que é que ela levava no saco e ela respondeu que era areia, uai!

    O fiscal examinou e era mesmo. Durante um mês seguido o fiscal interceptou a velhinha e, todas às vezes, o que ela levava no saco era areia. Diz que foi aí que o fiscal se chateou:

    – Olha, vovozinha, eu sou fiscal de alfândega com 40 anos de serviço. Manjo essa coisa de contrabando pra burro. Ninguém me tira da cabeça que a senhora é contrabandista.

    – Mas no saco só tem areia! insistiu a velhinha. E já ia tocar a lambreta, quando o fiscal propôs:

    – Eu prometo à senhora que deixo a senhora passar. Não dou parte, não apreendo, não conto nada a ninguém, mas a senhora vai me dizer: qual é o contrabando que a senhora está passando por aqui todos os dias?

    – O senhor promete que não “espáia”? quis saber a velhinha.

    – Juro, respondeu o fiscal.

    – É lambreta.

Stanislaw Ponte Preta

“O fiscal examinou e era mesmo. Durante um mês seguido o fiscal interceptou a velhinha e, todas às vezes, o que ela levava no saco era areia.”


O antônimo da palavra em destaque no texto é:

Alternativas
Q1722622 Português

    Diz que era uma velhinha que sabia andar de lambreta. Todo dia ela passava pela fronteira montada na lambreta, com um bruto saco atrás da lambreta. O pessoal da Alfândega tudo malandro velho começou a desconfiar da velhinha. Um dia, quando ela vinha na lambreta com o saco atrás, o fiscal da Alfândega mandou ela parar. A velhinha parou e então o fiscal perguntou assim pra ela:

    – Escuta aqui, vovozinha, a senhora passa por aqui todo dia, com esse saco aí atrás. Que diabo a senhora leva nesse saco?

    A velhinha sorriu com os poucos dentes que lhe restavam e mais outros, que ela adquirira no odontólogo, e respondeu:

    – É areia!

    Aí quem sorriu foi o fiscal. Achou que não era areia nenhuma e mandou a velhinha saltar da lambreta para examinar o saco.

A velhinha saltou, o fiscal esvaziou o saco e dentro só tinha areia. Muito encabulado, ordenou à velhinha que fosse em frente.

Ela montou na lambreta e foi embora, com o saco de areia atrás.

    Mas o fiscal desconfiado ainda. Talvez a velhinha passasse um dia com areia e no outro com muamba, dentro daquele maldito saco.

No dia seguinte, quando ela passou na lambreta com o saco atrás, o fiscal mandou parar outra vez. Perguntou o que é que ela levava no saco e ela respondeu que era areia, uai!

    O fiscal examinou e era mesmo. Durante um mês seguido o fiscal interceptou a velhinha e, todas às vezes, o que ela levava no saco era areia. Diz que foi aí que o fiscal se chateou:

    – Olha, vovozinha, eu sou fiscal de alfândega com 40 anos de serviço. Manjo essa coisa de contrabando pra burro. Ninguém me tira da cabeça que a senhora é contrabandista.

    – Mas no saco só tem areia! insistiu a velhinha. E já ia tocar a lambreta, quando o fiscal propôs:

    – Eu prometo à senhora que deixo a senhora passar. Não dou parte, não apreendo, não conto nada a ninguém, mas a senhora vai me dizer: qual é o contrabando que a senhora está passando por aqui todos os dias?

    – O senhor promete que não “espáia”? quis saber a velhinha.

    – Juro, respondeu o fiscal.

    – É lambreta.

Stanislaw Ponte Preta

“– Mas no saco só tem areia! insistiu a velhinha. E já ia tocar a lambreta, quando o fiscal propôs:”


O termo em destaque foi utilizado na frase acima com o intuito de:

Alternativas
Q1722594 Português

A atualidade do pensamento de Paulo Freire vem sendo atestada pela multiplicidade de experiências que se desenvolvem tomando o seu pensamento como referência, em diferentes áreas do conhecimento e em diferentes países do mundo.

Foi criador de uma teoria epistemológica de aprendizagem que grande parte das publicações denomina de Método Paulo Freire, e é também o cidadão brasileiro mais condecorado do País.

Foram 39 títulos de Doutor Honoris Causa – 34 em vida e cinco in memoriam – e mais de 150 títulos honoríficos e/ou medalhas. Em 2012, foi declarado Patrono da Educação Brasileira, por meio da Lei Federal nº 12.612, de 13/4/2012.

Paulo Freire escreveu mais de 20 livros como único autor e 13 em coautoria. Seu livro mais importante, Pedagogia do Oprimido, foi traduzido em mais de 20 idiomas e, somente em inglês, já foram publicados mais de 500 mil exemplares.

Seu livro Pedagogia da Autonomia – Saberes Necessários à Prática Educativa vendeu mais de 1 milhão de exemplares. Seus livros são comercializados em 80 países, podendo-se afirmar, em razão disso, que ele é o educador brasileiro mais lido no mundo.

Tal projeção confere ao conjunto de suas produções o caráter de uma obra universal, que vem sendo destacada na literatura, nos depoimentos de importantes autores, em diferentes países, e no crescente número de pesquisas que se referenciam na matriz de pensamento de Paulo Freire.

Michael W. Apple, professor da Universidade de Wisconsin – Madison, um dos mais conhecidos especialistas internacionais na área do currículo e na análise das políticas educacionais e um dos principais difusores do pensamento freireano nos Estados Unidos, destaca que as numerosas obras de Freire serviram de referência a várias gerações de trabalho educacional crítico.

Para António Nóvoa, professor da Universidade de Lisboa, Portugal, autor de diversas obras científicas no domínio da Educação, a vida e a obra de Freire constituem uma referência obrigatória para várias gerações de educadores.

Considerando o trecho acima, a palavra “caráter” é empregada para designar a especificidade da obra, contudo, a palavra “caráter” pode ser empregada para designar o aspecto da personalidade responsável pela forma habitual e constante de agir peculiar a cada um. Com relação ao emprego da palavra com relação à personalidade, seu antônimo será:
Alternativas
Q1722593 Português

A atualidade do pensamento de Paulo Freire vem sendo atestada pela multiplicidade de experiências que se desenvolvem tomando o seu pensamento como referência, em diferentes áreas do conhecimento e em diferentes países do mundo.

Foi criador de uma teoria epistemológica de aprendizagem que grande parte das publicações denomina de Método Paulo Freire, e é também o cidadão brasileiro mais condecorado do País.

Foram 39 títulos de Doutor Honoris Causa – 34 em vida e cinco in memoriam – e mais de 150 títulos honoríficos e/ou medalhas. Em 2012, foi declarado Patrono da Educação Brasileira, por meio da Lei Federal nº 12.612, de 13/4/2012.

Paulo Freire escreveu mais de 20 livros como único autor e 13 em coautoria. Seu livro mais importante, Pedagogia do Oprimido, foi traduzido em mais de 20 idiomas e, somente em inglês, já foram publicados mais de 500 mil exemplares.

Seu livro Pedagogia da Autonomia – Saberes Necessários à Prática Educativa vendeu mais de 1 milhão de exemplares. Seus livros são comercializados em 80 países, podendo-se afirmar, em razão disso, que ele é o educador brasileiro mais lido no mundo.

Tal projeção confere ao conjunto de suas produções o caráter de uma obra universal, que vem sendo destacada na literatura, nos depoimentos de importantes autores, em diferentes países, e no crescente número de pesquisas que se referenciam na matriz de pensamento de Paulo Freire.

Michael W. Apple, professor da Universidade de Wisconsin – Madison, um dos mais conhecidos especialistas internacionais na área do currículo e na análise das políticas educacionais e um dos principais difusores do pensamento freireano nos Estados Unidos, destaca que as numerosas obras de Freire serviram de referência a várias gerações de trabalho educacional crítico.

Para António Nóvoa, professor da Universidade de Lisboa, Portugal, autor de diversas obras científicas no domínio da Educação, a vida e a obra de Freire constituem uma referência obrigatória para várias gerações de educadores.

“Tal projeção confere ao conjunto de suas produções o caráter de uma obra universal.”


Sem alterar o sentido do contexto, o trecho acima pode ser transcrito da seguinte forma:

Alternativas
Q1722543 Português
Assinale a alternativa em que a palavra sublinhada NÃO equivale a seu sinônimo:
Alternativas
Q1721655 Português
Leia o texto e responda a questão.

A TECNOLOGIA
   Acordei cedo. Sem o que fazer naquela manhã, resolvi ir à praça da minha localidade. Antes, um espaço sem construção, cavalos amarrados nas estacas esperando seus donos que assistiam à missa. Hoje, observava o pouco movimento da comunidade, alguns poucos carros, motos e os pássaros que insistiam em alegrar aquela manhã nos pés de.
  Com o vento lambendo meu rosto e um calor de mil graus em plena manhã, percebi um casal de idosos que acabara de sentar naquele banco quase quebrado. Acho que esperavam algum transporte para ir à cidade, já que precisamos nos deslocar do nosso pacato lugar para resolvermos nossos problemas.
 Ele parecia meio que revoltado, algo o intrigava. Aproximei-me sem despertar sua atenção, descobri que falava de internet. Não era bem essa palavra que ele fazia uso, mas desvendei que esse era o assunto. Ele dizia para aquela senhora que ouvia suas inquietações:
  - Esse povo de hoje só vive nesse tal de facebook.
 -Verdade. A minha neta ganhou de presente um celular e agora não faz outra coisa, senão cutucar aquele troço. Não gosto disso! Falou aquela senhora.
  Entre tantas conversas naquele banco da praça, o senhor então resolveu amenizar o tom do diálogo:
  -Me recordo da dona Toinha que comprou uma televisão e resolvi ir a sua casa para vê-la depois de tantas conversas na vizinhança sobre a novidade. Saí correndo desesperado, tropeçando os pés no batente da porta da casa, quando a vi funcionar.
   -É o ônibus!
   -Vamos então.
   -O importante é valorizar e respeitar esta nova tecnologia, afinal, não podemos fazer nada para detê-la, apesar dela tanto nos ajudar.
   -Cuidado com o batente, não vá bater o pé de novo!
   -Claro que não!
   Aquela cena chamou minha atenção, pois percebi como a tecnologia influencia diretamente na vida das pessoas, jovens ou idosos. E se você leitor, gostou do meu texto e se interessou por ele, posso te enviar pelo email, afinal, hoje tudo depende apenas de um clique.
Nacélio Simoa
No trecho: “Ele parecia meio que revoltado, algo o intrigava. Os termos destacados indicam:
Alternativas
Q1720913 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão:

Como no início dos anos 1900 ainda não existia o avião, o principal critério científico usado para definir o que então se chamava de “aeronave mais pesada que o ar” era este: o avião precisava decolar, voar e aterrissar valendo-se tão somente da força de um motor próprio. Santos Dumont, e não os irmãos Wright, foi o primeiro a cumprir essa exigência.
A invenção da dupla não foi considerada um avião porque o aparelho com motor de 12 cavalos não decolava por meios próprios, pois era preciso aproveitar o impulso de um vento forte, de 40 km por hora, ou utilizar uma catapulta. Ninguém de credibilidade relatou a proeza. Até 1908, quando construíram uma máquina mais desenvolvida, os americanos não aceitavam repetir o voo aos olhos do público. A única prova de que os americanos Orville e Wilbur teriam voado antes de Santos Dumont, no dia 17 de abril de 1903, nos Estados Unidos, veio deles mesmos, através de um telegrama enviado à França. A dupla se recusava cumprir o desafio em público.

Trecho da biografia dos Irmãos Wright, realizada por Dilva Frazão, presente no site e-biografia.com, dezembro de 2017.
Assinale a alternativa que apresenta o termo “voar” sendo usado no mesmo sentido do que na frase “o avião precisava decolar, voar e aterrissar”.
Alternativas
Q1720907 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão:

A humanidade sonha com a possibilidade de voar desde que pela primeira vez viu uma ave a singrar o céu. Está aí o mito grego antigo de Dédalo e Ícaro que não nos deixa mentir. Mas torná-lo realidade não foi fácil e passou primeiro pelos balões, antes de finalmente chegar à sua expressão consagrada, na forma do avião.
O sonho começou a avançar concretamente em 1709, quando o padre Bartolomeu de Gusmão, brasileiro nascido em Santos, demonstrou à corte portuguesa o primeiro balão de ar quente. A tecnologia só seria levada a um estágio prático pelos irmãos Montgolfier, na França, que em 1783 fizeram o primeiro voo tripulado num veículo mais leve que o ar.
Foi também num balão que o jovem Alberto Santos-Dumont, filho de uma abastada família de cafeicultores, realizou seu sonho de voar. Em 1898, ele saiu da experiência com duas impressões: o encantamento de flutuar pelo ar e a frustração de não poder controlar a direção do balão, voando ao sabor dos ventos. Em nenhum momento, contudo, lhe ocorreu pensar no voo de um aparelho mais pesado que o ar. Aliás, a sabedoria científica do fim do século 19 julgava tal aparelho impossível. Lorde Kelvin, pai da termodinâmica e um dos físicos mais prestigiados da época, proclamou: “Eu afirmo categoricamente que máquinas voadoras mais pesadas que o ar são impossíveis.”

Trecho da reportagem de Salvador Nogueira, na revista Super Interessante: Quem, afinal, inventou o avião?, em agosto de 2016.

Analise as afirmativas a respeito do termo “impossível”, presente em “a sabedoria científica do fim do século 19 julgava tal aparelho impossível”, e assinale a alternativa CORRETA.
I. O termo resulta da união de “im-”, significando “em, dentro de algo”, e “possível”. II. O sentido do termo é “que não se pode fazer, existir ou acontecer”. III. “Impossível” é um termo de gênero neutro, pois pode acompanhar tanto um termo masculino (aparelho impossível) quanto feminino (missão impossível).
Alternativas
Q1720302 Português
Não corresponde a sinônimos:
Alternativas
Q1720096 Português
Leia o texto a seguir e responda as questão:

Espécies marinhas estão desaparecendo mais rápido do que as terrestres
As mudanças climáticas estão sendo sentidas mais intensamente pelas criaturas marinhas de sangue frio.

    À medida que as temperaturas médias do mundo aumentam, os animais marinhos ficam muito mais vulneráveis a extinções do que seus homólogos terrestres, de acordo com uma nova análise de mais de 400 espécies de sangue frio.
    Com menos maneiras de buscar refúgio ao aquecimento, as espécies que vivem nos oceanos estão desaparecendo de seus habitats no dobro da velocidade em comparação com aquelas que vivem na terra, observa pesquisa publicada na revista científica Nature.
    O estudo, liderado pelos pesquisadores da Universidade Rutgers de Nova Jersey, nos EUA, é o primeiro a comparar os impactos das temperaturas mais altas no oceano e na terra para diversos animais selvagens de sangue frio, de peixes e moluscos a lagartos e libélulas.
    Embora a pesquisa anterior tenha sugerido que animais de sangue quente se adaptam melhor às mudanças climáticas do que os de sangue frio, esse estudo salienta o risco especial para as criaturas marinhas. Como os oceanos continuam a absorver o calor preso na atmosfera da poluição por dióxido de carbono, o que deixou as águas em seu ponto mais quente nas últimas décadas, os habitantes do oceano não podem se dar ao luxo de fugir para um local com sombra ou para uma toca.
    ma toca. "Os animais marinhos vivem em um ambiente que, historicamente, não mudou tanto de temperatura", diz MalinPinsky, ecologista e biólogo evolutivo da Rutgers, que liderou a pesquisa. "É como se os animais marinhos estivessem dirigindo por uma montanha estreita com penhascos de temperatura dos dois lados".

Comparar os animais marinhos a seus ‘homólogos’ terrestres significa que:
Alternativas
Q1719909 Português
  • Leia o texto a seguir para responder a questão.

  • A banalidade do mal e as possibilidades da educação moral.

  •                A personalidade de Adolf Eichmann foi um dos pontos mais controversos enfrentados por Hannah Arendt, que o considerava um novo tipo de criminoso, um hosti humani generis (inimigo do gênero humano), participante de um novo tipo de crime: assassinatos em massa num sistema totalitário. Esse novo tipo de criminoso só pode ser entendido a partir de uma nova profissão: o burocrata. Para um burocrata, a função que lhe é própria não é a de responsabilidade, mas sim a de execução (Correia, 2004, p. 93). Daí a reiterada afirmação burocrática: eu só cumpro ordens.

              Esse foi o principal argumento de Eichmann: “Não sou o monstro que fazem de mim. Sou uma vítima da falácia” (Arendt, 1999, p. 269). O advogado de defesa trabalhou com a hipótese de que “sua culpa [de Eichmann] provinha de sua obediência, e a obediência é louvada como virtude. Sua virtude tinha sido abusada pelos líderes nazistas. No entanto, ele não era membro do grupo dominante, ele era uma vítima, e só os líderes mereciam punição” (idem, ibidem). Obviamente, os juízes, a promotoria, a imprensa nem Arendt estavam convencidos do argumento, mesmo que ele possa parecer plausível num primeiro momento.

  •              Eichmann apresentou-se como um homem virtuoso – “minha honra é minha lealdade” (idem, p. 121) – e seu único erro teria sido o de obedecer ordens e seguir leis, pois ele sempre tomou o cuidado de agir conforme determinações superiores, comprovadas pelas normas legais.

  • Recorte adaptado do artigo: A banalidade do mal e as possibilidades da educação moral, Marcelo Andrade/PUC-RJ. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rbedu/v15n43/a08v15n43.pdf 
O significado do termo ‘falácia‟ encontra-se em:
Alternativas
Q1719887 Português
MINEIRO DIANTE DO MAR


Affonso Romano de Sant'Anna

Me lembro dessa cena: um adolescente chegando ao Rio e o irmão lhe prevenindo: "Amanhã vou te apresentar o mar". Isto soava assim: amanhã vou te levar ao outro lado do mundo, amanhã te ofereço a Lua. Amanhã você já não será o mesmo homem.
E a cena continuou: resguardado pelo irmão mais velho, que se assentou no banco do calçadão, o adolescente, ousado e indefeso, caminha na areia para o primeiro encontro com o mar. Ele não pisava na areia. Era um oásis a caminhar. Ele não estava mais em Minas, mas andava num campo de tulipas na Holanda. O mar, a primeira vez, não é um rito que deixe um homem impune. Algo nele vai-se aprofundar.
E o irmão lá atrás, respeitoso, era a sentinela, o sacerdote que deixa o iniciante no limiar do sagrado, sabendo que dali para a frente o outro terá que, sozinho, enfrentar o dragão. E o dragão lá vinha soltando pelas narinas as ondas verdes de verão. E o pequeno cavaleiro, destemido e intimidado, tomou de uma espada ou pedaço de pau qualquer para enfrentar a hidra que ondeava mil cabeças, e convertendo a arma em caneta ou lápis, começou a escrever na areia um texto que não terminará jamais. Que é assim o ato de escrever: mais que um modo de se postar diante do mar, é uma forma de domar as vagas do presente convertendo-o num cristal passado. Não, não enchi a garrafinha de água salgada para mostrar aos vizinhos tímidos retidos nas montanhas, e fiz mal, porque muitos morreram sem jamais terem visto o mar que eu lhes trazia. Mas levei as conchas, é verdade, que na mesa interior marulhavam lembranças de um luminoso encontro de amor com o mar.
Certa vez um missionário branco pregava a negros africanos, e ao convertê-los dizendo que Cristo havia morrido por eles há dois mil anos, ouviu do chefe da tribo a seguinte recriminação: "Então, ele morreu há dois mil anos e só agora o senhor vem nos contar?" É a mesma coisa com o mar, encontrá-lo assim numa tarde como numa tarde se encontra o amor, é pensar: "Como pude viver até hoje sem esse amor, como pude viver na ausência do mar?".
[...]
Os cariocas vão achar estranho, mas devo lhes revelar: carioca, com esse modo natural de ir à praia, desvaloriza o mar. Ele vai ao mar com a sem-cerimônia que o mineiro vai ao quintal. E o mar é mais que horta e quintal. É quando atrás do verde-azul do instante o desejo se alucina num cardume de flores no jardim. O mar é isso: é quando os vagalhões das noites se arrebentam na aurora do sim.
[...]
O mar é o mestre da primeira vez e não para de ondear suas lições. Nenhuma onda é a mesma onda. Nenhum peixe o mesmo peixe. Nenhuma tarde a mesma tarde. O mar é um morrer sucessivo e um viver permanente. Ele se desfolha em ondas e não para de brotar. A contemplá-lo, ao mesmo tempo sou jovem e envelheço.
O mar é recomeço.
Affonso Romano de Sant'Anna
A substituição do adjetivo em destaque por qualquer dos sinônimos indicados altera fundamentalmente o sentido do enunciado em:
Alternativas
Q1719883 Português
MINEIRO DIANTE DO MAR


Affonso Romano de Sant'Anna

Me lembro dessa cena: um adolescente chegando ao Rio e o irmão lhe prevenindo: "Amanhã vou te apresentar o mar". Isto soava assim: amanhã vou te levar ao outro lado do mundo, amanhã te ofereço a Lua. Amanhã você já não será o mesmo homem.
E a cena continuou: resguardado pelo irmão mais velho, que se assentou no banco do calçadão, o adolescente, ousado e indefeso, caminha na areia para o primeiro encontro com o mar. Ele não pisava na areia. Era um oásis a caminhar. Ele não estava mais em Minas, mas andava num campo de tulipas na Holanda. O mar, a primeira vez, não é um rito que deixe um homem impune. Algo nele vai-se aprofundar.
E o irmão lá atrás, respeitoso, era a sentinela, o sacerdote que deixa o iniciante no limiar do sagrado, sabendo que dali para a frente o outro terá que, sozinho, enfrentar o dragão. E o dragão lá vinha soltando pelas narinas as ondas verdes de verão. E o pequeno cavaleiro, destemido e intimidado, tomou de uma espada ou pedaço de pau qualquer para enfrentar a hidra que ondeava mil cabeças, e convertendo a arma em caneta ou lápis, começou a escrever na areia um texto que não terminará jamais. Que é assim o ato de escrever: mais que um modo de se postar diante do mar, é uma forma de domar as vagas do presente convertendo-o num cristal passado. Não, não enchi a garrafinha de água salgada para mostrar aos vizinhos tímidos retidos nas montanhas, e fiz mal, porque muitos morreram sem jamais terem visto o mar que eu lhes trazia. Mas levei as conchas, é verdade, que na mesa interior marulhavam lembranças de um luminoso encontro de amor com o mar.
Certa vez um missionário branco pregava a negros africanos, e ao convertê-los dizendo que Cristo havia morrido por eles há dois mil anos, ouviu do chefe da tribo a seguinte recriminação: "Então, ele morreu há dois mil anos e só agora o senhor vem nos contar?" É a mesma coisa com o mar, encontrá-lo assim numa tarde como numa tarde se encontra o amor, é pensar: "Como pude viver até hoje sem esse amor, como pude viver na ausência do mar?".
[...]
Os cariocas vão achar estranho, mas devo lhes revelar: carioca, com esse modo natural de ir à praia, desvaloriza o mar. Ele vai ao mar com a sem-cerimônia que o mineiro vai ao quintal. E o mar é mais que horta e quintal. É quando atrás do verde-azul do instante o desejo se alucina num cardume de flores no jardim. O mar é isso: é quando os vagalhões das noites se arrebentam na aurora do sim.
[...]
O mar é o mestre da primeira vez e não para de ondear suas lições. Nenhuma onda é a mesma onda. Nenhum peixe o mesmo peixe. Nenhuma tarde a mesma tarde. O mar é um morrer sucessivo e um viver permanente. Ele se desfolha em ondas e não para de brotar. A contemplá-lo, ao mesmo tempo sou jovem e envelheço.
O mar é recomeço.
Affonso Romano de Sant'Anna
" Mas levei as conchas, é verdade, que na mesa interior marulhavam lembranças de um luminoso encontro de amor com o mar. " A palavra sublinhada tem o sentido de:
Alternativas
Q1719530 Português

Leia o trecho a seguir e responda à questão:

Estava em Paris quando, na véspera de partir para o Brasil, fui, com meu pai, visitar uma exposição de máquinas no desaparecido “Palácio da Indústria”. Qual não foi o meu espanto quando vi, pela primeira vez, um motor à petróleo, da força de um cavalo, muito compacto, e leve, em comparação aos que eu conhecia, e... funcionando! Parei diante dele como que pregado pelo destino. Estava completamente fascinado. Meu pai, distraído, continuou a andar até que, depois de alguns passos, dando pela minha falta, voltou, perguntou-me o que havia. Contei-lhe a minha admiração de ver funcionar aquele motor, e ele me respondeu: “por hoje basta”. Aproveitando-me dessas palavras, pedi-lhe licença para fazer meus estudos em Paris. Continuamos o passeio, e meu pai, como distraído, não me respondeu. Nessa mesma noite, no jantar de despedida, reunida a família, entre nós, dois primos de meu pai, franceses e seus antigos companheiros de escola, pediu-lhes ele que me protegessem, pois pretendia fazer-me voltar a Paris para acabar meus estudos. Nessa mesma noite corri vários livreiros; comprei todos os livros que encontrei sobre balões e viagens aéreas.

Trecho extraído da obra “O que vi, o que nós veremos”, de Santos Dumont, 1918.

Assinale a alternativa que apresenta um termo que possa substituir, sem prejuízo do sentido, o termo “desaparecido”, presente em “no desaparecido “Palácio da Indústria””.
Alternativas
Q1719528 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão:

Uma manhã, em São Paulo, com grande surpresa minha, convidou-me meu pai a ir à cidade e, dirigindose a um cartório de tabelião, mandou lavrar escritura de minha emancipação. Tinha eu dezoito anos. De volta à casa, chamou-me ao escritório e disse-me: “Já lhe dei hoje a liberdade; aqui está mais este capital”, e entregou-me títulos no valor de muitas centenas de contos. “Tenho ainda alguns anos de vida; quero ver como você se conduz: vai para Paris, o lugar mais perigoso para um rapaz. Vamos ver se você se faz um homem; prefiro que não se faça doutor; em Paris, com o auxílio de nossos primos, você procurará um especialista em física, química, mecânica, eletricidade, etc., estude essas matérias e não se esqueça que o futuro do mundo está na mecânica. Você não precisa pensar em ganhar a vida; eu lhe deixarei o necessário para viver…”

Trecho extraído da obra “O que vi, o que nós veremos”, de Santos Dumont, 1918.
Analise as afirmativas a seguir a respeito do termo “emancipação”, presente em mandou lavrar escritura de minha emancipação” e assinale a alternativa CORRETA.
I. O termo é um substantivo feminino que significa “tornar independente”. II. No texto, o termo deve ser classificado como adjunto adverbial. III. A palavra “emancipação” poderia ser substituída no texto, sem mudança do sentido, por “liberdade, alforria, submissão”.
Alternativas
Q1719526 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão:

Uma manhã, em São Paulo, com grande surpresa minha, convidou-me meu pai a ir à cidade e, dirigindose a um cartório de tabelião, mandou lavrar escritura de minha emancipação. Tinha eu dezoito anos. De volta à casa, chamou-me ao escritório e disse-me: “Já lhe dei hoje a liberdade; aqui está mais este capital”, e entregou-me títulos no valor de muitas centenas de contos. “Tenho ainda alguns anos de vida; quero ver como você se conduz: vai para Paris, o lugar mais perigoso para um rapaz. Vamos ver se você se faz um homem; prefiro que não se faça doutor; em Paris, com o auxílio de nossos primos, você procurará um especialista em física, química, mecânica, eletricidade, etc., estude essas matérias e não se esqueça que o futuro do mundo está na mecânica. Você não precisa pensar em ganhar a vida; eu lhe deixarei o necessário para viver…”

Trecho extraído da obra “O que vi, o que nós veremos”, de Santos Dumont, 1918.
Assinale a alternativa cuja frase apresenta o termo “conto” sendo utilizado no mesmo sentido do que na expressão presente no texto “muitas centenas de contos”.
Alternativas
Q1718521 Português
A pessoa que não sabe o que quer, quando entra em uma livraria, entra também em um estado de desespero. Se vai a um restaurante self-service, fica desesperada. Quando vai a um rodízio, essa coisa bem brasileira (espeto corrido, como se diz no Sul), só pode ser um local de fruição e aproveitamento se tiver critério de seleção. Do contrário, se for aceitando tudo o que vier, no máximo vai ficar empanturrada em 15 minutos. O indivíduo se depara hoje com um excesso de oferta, sua única possibilidade para criar um anteparo, uma capacidade de aproveitamento menos alienado e robótico, é através de critérios de seleção. Talvez a advertência mais séria seja aquela feita pelo gato para Alice, a do País das Maravilhas: ela pergunta para onde vai a estrada, ao que o bicho questiona para onde a moça quer ir. Ela responde que não sabe para onde vai — então qualquer caminho serve.

FONTE: https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/2017/08/mario-sergio-cortellanao-basta-ter-informacao-e-preciso-saber-o-que-fazer-com-ela.html
Sobre a passagem “Talvez a advertência mais séria seja aquela feita pelo gato para Alice, a do País das Maravilhas” e os termos em destaque, é correto afirmar que:
Alternativas
Q1718348 Português
Recursos estilísticos como o uso de palavras sinônimas são de extrema importância para uma produção textual clara e concisa. Considere a frase de Clarice Lispector: “Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro.”, e assinale a alternativa cujo conteúdo é um termo antônimo ao termo sublinhado:
Alternativas
Respostas
5161: D
5162: C
5163: B
5164: C
5165: B
5166: A
5167: A
5168: D
5169: B
5170: D
5171: B
5172: C
5173: C
5174: A
5175: B
5176: C
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5178: D
5179: A
5180: D