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Questões de Concurso Comentadas sobre significação contextual de palavras e expressões. sinônimos e antônimos. em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 13.797 questões

Q1749048 Português

TEXTO 01

O texto abaixo servirá de base para responder a questão.

A ÁRVORE QUE PENSAVA BASTANTE

(1o§) Houve uma árvore que pensava e ficou conhecida porque pensava muito. E não parava de pensar. Um dia transpuseram-na para a praça no centro da cidade. (2o§) Fez-lhe bem a deferência e ela ficou satisfeita. Ela se entusiasmou, cresceu, agigantou-se.

(3o§) Aí vieram os homens e podaram seus galhos. A árvore estranhou o fato e corrigiu seu crescimento, pensando estar na direção de seus galhos a causa da insatisfação dos homens.

(4o§) Mas quando ela novamente se agigantou, os homens voltaram e novamente amputaram seus galhos. E continuaram destruindo a árvore que não fazia mal a ninguém.

(5o§) A árvore queria satisfazer os homens por julgá-los seus benfeitores, e parou de crescer. E como ela não crescesse mais, os homens a arrancaram da praça e plantaram outra em seu lugar.

(Oswaldo França Júnior. As laranjas iguais. Rio de janeiro. Nova Fronteira.)

(https://brainly.com.br/tarefa/367413630)

https://brainly.com.br/tarefa/367413630

Marque o que NÃO se comprova no período: "Fez-lhe bem a deferência e ela ficou satisfeita".

Alternativas
Q1748468 Português


Andreas Jahn e Wibke Larink. Aula de anatomia. In: Revista
Mente&Cérebro, edição especial Neurociência 2, n.o 50, jun./jul. de 2015 (com adaptações)

Acerca dos aspectos linguísticos e dos sentidos do texto, julgue o item.

No primeiro período do texto, não aparece o sujeito de “cogitou” (linha 1), que significa o mesmo que perguntou.

Alternativas
Q1748464 Português


Andreas Jahn e Wibke Larink. Aula de anatomia. In: Revista
Mente&Cérebro, edição especial Neurociência 2, n.o 50, jun./jul. de 2015 (com adaptações)

Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto, julgue o item.

O sentido original e a correção gramatical do texto seriam preservados se o trecho “por baixo do crânio” (linha 15) fosse reescrito da seguinte maneira: sob o crânio.

Alternativas
Q1748188 Português

Texto para o item. 




Jairo Bouer. Homo paradoxalis. In: Revista da Cultura,

edição 105, jul./ago. 2016 (com adaptações).

A respeito dos sentidos e dos aspectos linguísticos do texto, julgue o item.


A substituição da expressão “em que” (linha 43) pelo vocábulo onde manteria a correção gramatical e os sentidos originais do texto.

Alternativas
Q1748186 Português

Texto para o item. 




Jairo Bouer. Homo paradoxalis. In: Revista da Cultura,

edição 105, jul./ago. 2016 (com adaptações).

Com relação às ideias, aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto, julgue o item.


A palavra “fortuita” (linha 12) está empregada com o mesmo sentido de sagrada.

Alternativas
Q1747434 Português

TEXTO I

É assim que acontece a bondade

Rubem Alves


(...)

O que pode ser ensinado são as coisas que moram no mundo de fora:

astronomia, física, química, gramática, anatomia, números, letras, palavras.

Mas há coisas que não estão do lado de fora, coisas que moram dentro do corpo.

Estão enterradas na carne, como se fossem sementes à espera…

Sim, sim! Imagine isto: o corpo como um grande canteiro!

Nele se encontram, adormecidas, em estado de latência, as mais variadas sementes.

Elas poderão acordar, como a Bela Adormecida acordou com um beijo.

Mas poderão também não brotar.

Tudo depende…

As sementes não brotarão se sobre elas houver uma pedra.

E também pode acontecer que, depois de brotar, elas sejam arrancadas…

De fato, muitas plantas precisam ser arrancadas, antes que cresçam:

as pragas, tiriricas, picões…

Uma dessas sementes é a “solidariedade”.

A solidariedade não é uma entidade do mundo de fora,

ao lado de estrelas, pedras, mercadorias, dinheiro, contratos.

Se ela fosse uma entidade do mundo de fora poderia ser ensinada e produzida.

A solidariedade é uma entidade do mundo interior.

Solidariedade nem se ensina, nem se ordena, nem se produz.

A solidariedade tem de brotar e crescer como uma semente…

Veja o ipê florido!

Nasceu de uma semente.

Depois de crescer não será necessária nenhuma técnica,

nenhum estímulo, nenhum truque para que ele floresça.

Angelus Silesius, místico antigo, tem um verso que diz:

“A rosa não tem porquês. Ela floresce porque floresce”.

O ipê floresce porque floresce.

Seu florescer é um simples transbordar natural da sua verdade.

A solidariedade é como o ipê:

nasce e floresce. 

Mas não em decorrência de mandamentos éticos ou religiosos.

Não se pode ordenar: “Seja solidário!”

A solidariedade acontece como um simples transbordamento:

as fontes transbordam…

Já disse que solidariedade é um sentimento.

É esse o sentimento que nos torna humanos.

A solidariedade me faz sentir sentimentos que não são meus, que são de um outro. Acontece assim: eu vejo uma criança vendendo balas num semáforo.

Ela me pede que eu compre um pacotinho das suas balas.

Eu e a criança – dois corpos separados e distintos.

Mas, ao olhar para ela, estremeço:

algo em mim me faz imaginar aquilo que ela está sentindo.

E então, por uma magia inexplicável, esse sentimento imaginado se aloja junto dos meus próprios sentimentos.

Na verdade, desaloja meus sentimentos, pois eu vinha, no meu carro, com sentimentos leves e alegres,

e agora esse novo sentimento se coloca no lugar deles.

O que sinto não são meus sentimentos.

Foram-se a leveza e a alegria que me faziam cantar.

Agora, são os sentimentos daquele menino que estão dentro de mim.

Meu corpo sofre uma transformação:

ele não é mais limitado pela pele que o cobre.

Expande-se.

Ele está agora ligado a um outro corpo que passa a ser parte dele mesmo.

Isso não acontece nem por decisão racional, nem por convicção religiosa, nem por um mandamento ético.

É o jeito natural de ser do meu próprio corpo, movido pela solidariedade.

Pela magia do sentimento de solidariedade meu corpo passa a ser morada do outro.

É assim que acontece a bondade.

O menino me olhou com olhos suplicantes.

E, de repente, eu era um menino que olhava com olhos suplicantes…


Disponível em https://rubemalvesdois.wordpress.com/2010/09/11/e-assim-que-acontece-a-bondade/

“Nele se encontram, adormecidas, em estado de latência, as mais variadas sementes”. O termo “latência” está relacionado com
Alternativas
Q1747179 Português
Leia o texto Pega ou não pega para responder à questão.

    Se alguém sabe, me conte quando é que começou essa moda do Dia dos Namorados. Há pouco tempo, passou o Dia da Aeromoça. Há aqui uma discriminação. Pois se há aeromoço, por que não dizer Dia dos Aeromoços? No plural. De resto, essa palavra “aeromoço” está caindo em desuso. A tendência é dizer comissário de bordo. Em Portugal, diz-se “hospedeira do ar”. Influência do francês: “hôtesse de l’air”. O americano é mais prático: “steward”. Substantivo comum de dois gêneros.
    É o tipo da palavra, aeromoço, que poderá um dia figurar num dicionário com a data de sua criação. O neologismo foi bem recebido. Acho que foi o poeta Paulo Bonfim quem sugeriu o Dia da Aeromoça. Manuel Bandeira logo aderiu e escreveu um “Discurso em louvor da aeromoça”, no qual apelou para o Vinicius: “Tu, que celebraste com tanto amor as arquivistas, vem agora celebrar comigo a aeromoça”.
    Quando havia trem entre o Rio e São Paulo, tentaram pespegar¹ nas moças do restaurante o nome de ferromoça. Horrível. Felizmente não pegou. Em 1889, coisa antiga paca² , o dr. Castro Lopes publicou “Neologismos indispensáveis e barbarismos³ dispensáveis”. Inventou “cardápio” para “menu” e “convescote” para “pic-nic”. Para “pince-nez”, propôs “nasóculos”. Ancenúbio” para “nuance”. Para “reclame”, “preconício”. E para “ouverture”, “protofonia”. Houve muita gozação.
    Mas voltando ao Dia dos Namorados. Cai no dia 12 e presumo que seja porque é véspera de Santo Antônio. Santo Antônio é o santo casamenteiro. O amigo das moças apaixonadas ou das que querem arranjar um príncipe encantado. Franciscano, é também amigo dos pobres. Daí o pão de Santo Antônio, que é de graça, mas é um dia só. Precursor da merenda escolar. Ou da cesta básica.
    Santo Antônio realiza proezas em matéria de achar coisas perdidas. É capaz de achar uma agulha no palheiro. Mas agora procurei um livrinho de Thales de Azevedo, sobre o namoro à antiga, e não achei. Santo Antônio deve estar muito ocupado. E depois pra que mexer com essas velharias? Vivam os neologismos!
(Otto Lara Resende. https://cronicabrasileira.org.br, 13.06.1991. Adaptado)
¹ pespegar: aplicar.
² paca: bastante, extremamente, à beça.
³ barbarismos: emprego incorreto de palavras.
Considere os trechos do texto. Há aqui uma discriminação. (1° parágrafo) Cai no dia 12 e presumo que seja porque é véspera de Santo Antônio. (4° parágrafo) As expressões destacadas podem ser substituídas, sem alteração do sentido, por
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Q1746828 Português

Texto CB1A1-I


     Durante um seminário sobre a antropologia do dinheiro ministrado na Escola de Economia e Ciência Política de Londres, Jock Stirratt descreveu em um gráfico os usos a que alguns pescadores do Sri Lanka que prosperaram nos últimos anos submetiam sua riqueza recém-adquirida. A renda desses pescadores, antes muito baixa, deu um grande salto desde que o gelo se tornou disponível, o que possibilitou que seus peixes alcançassem, em boas condições, os mercados distantes da costa, onde atingiram preços altos. No entanto, as aldeias de pescadores ainda permanecem isoladas e, à época do estudo, não tinham eletricidade, estradas nem água encanada. Apesar desses desincentivos aparentes, os pescadores mais ricos gastavam os excedentes de seus lucros na compra de aparelhos de televisão inutilizáveis, na construção de garagens em casas a que automóveis sequer tinham acesso e na instalação de caixas-d’água jamais abastecidas. De acordo com Stirratt, isso tudo ocorre por uma imitação entusiasmada da alta classe média das zonas urbanas do Sri Lanka.

     É fácil rir de despesas tão grosseiramente excêntricas, cuja aparente falta de propósito utilitário dá a impressão de que, por comparação, pelo menos parte de nosso próprio consumo tem um caráter racional. Como os objetos adquiridos por esses pescadores parecem não ter função em seu meio, não conseguimos entender por que eles deveriam desejá-los. Por outro lado, se eles colecionassem peças antigas de porcelana chinesa e as enterrassem, como fazem os Ibans, seriam considerados sensatos, senão encantados, tal como os temas antropológicos normais. Não pretendo negar as explicações óbvias para esse tipo de comportamento ― ou seja, busca de status, competição entre vizinhos, e assim por diante. Mas penso que também dever-se-ia reconhecer a presença de uma certa vitalidade cultural nessas atrevidas incursões a campos ainda não inexplorados do consumo: a habilidade de transcender o aspecto meramente utilitário dos bens de consumo, de modo que se tornem mais parecidos com obras de arte, carregados de expressão pessoal.


Alfred Gell. Recém-chegados ao mundo dos bens: o consumo entre os Gonde Muria. In: Arjun Appadurai (org). A vida social das coisas: mercadorias sob uma perspectiva cultural. Niterói: Eduff, 2008, p. 147-48 (com adaptações).

No primeiro período do segundo parágrafo do texto CB1A1-I, o vocábulo “aparente” está empregado com o sentido de
Alternativas
Q1746292 Português

TEXTO 01

O texto abaixo servirá de base para responder a questão.

O VERDADEIRO VALOR DA AMIZADE

Às vezes, um sentimento de solidão se faz perceptível dentro da alma.

Às vezes, esta solidão devagarinho, vagueia mansa, estreita e calma.

Mas sem demora a solidão se vai embora, No anunciar que um amigo chegou agora. Amigos vêm, amigos vão...
Como um acorde de uma canção.

Mas quando chegam, mandam embora a solidão. Sabido é que uma amizade
Pode durar uma eternidade.
Pois um amigo se leva dentro do coração

E quando se vai, fica a lembrança e a emoção. Por isto então eu digo, abra os ouvidos
De valor aos seus amigos.

(Robinson P. Marques) - (https://www.pensador.com/pequenos_texto_de_amizade/26/) - (Acesso

em14.05.2021)

Marque a alternativa com afirmação CORRETA.

Alternativas
Q1746289 Português

TEXTO 01

O texto abaixo servirá de base para responder a questão.

O VERDADEIRO VALOR DA AMIZADE

Às vezes, um sentimento de solidão se faz perceptível dentro da alma.

Às vezes, esta solidão devagarinho, vagueia mansa, estreita e calma.

Mas sem demora a solidão se vai embora, No anunciar que um amigo chegou agora. Amigos vêm, amigos vão...
Como um acorde de uma canção.

Mas quando chegam, mandam embora a solidão. Sabido é que uma amizade
Pode durar uma eternidade.
Pois um amigo se leva dentro do coração

E quando se vai, fica a lembrança e a emoção. Por isto então eu digo, abra os ouvidos
De valor aos seus amigos.

(Robinson P. Marques) - (https://www.pensador.com/pequenos_texto_de_amizade/26/) - (Acesso

em14.05.2021)

Marque a alternativa com informação CORRETA.

Alternativas
Q1746288 Português

TEXTO 01

O texto abaixo servirá de base para responder a questão.

O VERDADEIRO VALOR DA AMIZADE

Às vezes, um sentimento de solidão se faz perceptível dentro da alma.

Às vezes, esta solidão devagarinho, vagueia mansa, estreita e calma.

Mas sem demora a solidão se vai embora, No anunciar que um amigo chegou agora. Amigos vêm, amigos vão...
Como um acorde de uma canção.

Mas quando chegam, mandam embora a solidão. Sabido é que uma amizade
Pode durar uma eternidade.
Pois um amigo se leva dentro do coração

E quando se vai, fica a lembrança e a emoção. Por isto então eu digo, abra os ouvidos
De valor aos seus amigos.

(Robinson P. Marques) - (https://www.pensador.com/pequenos_texto_de_amizade/26/) - (Acesso

em14.05.2021)

Marque a alternativa com a palavra que se relaciona com o sentido de: "Duração que não tem começo nem fim, tempo muito amplo".

Alternativas
Q1746287 Português

TEXTO 01

O texto abaixo servirá de base para responder a questão.

O VERDADEIRO VALOR DA AMIZADE

Às vezes, um sentimento de solidão se faz perceptível dentro da alma.

Às vezes, esta solidão devagarinho, vagueia mansa, estreita e calma.

Mas sem demora a solidão se vai embora, No anunciar que um amigo chegou agora. Amigos vêm, amigos vão...
Como um acorde de uma canção.

Mas quando chegam, mandam embora a solidão. Sabido é que uma amizade
Pode durar uma eternidade.
Pois um amigo se leva dentro do coração

E quando se vai, fica a lembrança e a emoção. Por isto então eu digo, abra os ouvidos
De valor aos seus amigos.

(Robinson P. Marques) - (https://www.pensador.com/pequenos_texto_de_amizade/26/) - (Acesso

em14.05.2021)

Analise as informações seguintes:

I.O texto deve ser interpretado apenas no sentido da emoção percebida pela audição.

II.Para a voz do texto, "emoção" é antônimo de "coração".

III.O antônimo de "amigo" é "inimigo".

IV.A palavra: "vagueia" tem o mesmo sentido semântico de: "gira", "zanza", "passeia" e "viaja".

Estão CORRETA(S):

Alternativas
Q1746285 Português

TEXTO 01

O texto abaixo servirá de base para responder a questão.

O VERDADEIRO VALOR DA AMIZADE

Às vezes, um sentimento de solidão se faz perceptível dentro da alma.

Às vezes, esta solidão devagarinho, vagueia mansa, estreita e calma.

Mas sem demora a solidão se vai embora, No anunciar que um amigo chegou agora. Amigos vêm, amigos vão...
Como um acorde de uma canção.

Mas quando chegam, mandam embora a solidão. Sabido é que uma amizade
Pode durar uma eternidade.
Pois um amigo se leva dentro do coração

E quando se vai, fica a lembrança e a emoção. Por isto então eu digo, abra os ouvidos
De valor aos seus amigos.

(Robinson P. Marques) - (https://www.pensador.com/pequenos_texto_de_amizade/26/) - (Acesso

em14.05.2021)

Marque a alternativa com a palavra que identifica o sentido semântico de: "Aquilo que é autêntico, que não tem mistura ou alteração".

Alternativas
Q1744963 Português
‘Somos cada vez menos felizes e produtivos porque estamos viciados na tecnologia’
[...]
O cotidiano digital descrito pela jornalista espanhola Marta Peirano, autora do livro El enemigo conoce el sistema (O inimigo conhece o sistema, em tradução livre), esconde na verdade algo nada trivial: um sequestro rotineiro de nossos cérebros, energia, horas de sono e até da possibilidade de amar no que ela chama de “economia da atenção”, movida por tecnologias como o celular. Nesse ciclo, os poderosos do sistema enriquecem e contam com os melhores cérebros do mundo trabalhando para aumentar os lucros enquanto entregamos tudo a eles.
O preço de qualquer coisa é a quantidade de vida que você oferece em troca”, diz a jornalista. Desde os anos 90, quando descobriu a cena dos hackers em Madri, até hoje, ela não parou de enxergar a tecnologia com um olhar crítico e reflexivo. Seu livro narra desde o início libertário da revolução digital até seu caminho para uma “ditadura em potencial”, que para ela avança aos trancos e barrancos, sem que percebamos muito. Marta Peirano foi uma das participantes do evento Hay Festival Cartagena, um encontro de escritores e pensadores que aconteceu na cidade colombiana entre 30 de janeiro e 2 de fevereiro. A seguir, leia a entrevista concedida à BBC News Mundo, serviço em espanhol da BBC.
BBC News Mundo: Você diz que a “economia da atenção” nos rouba horas de sono, descanso e vida social. Por quê?
Marta Peirano: A economia da atenção, ou o capitalismo de vigilância, ganha dinheiro chamando nossa atenção. É um modelo de negócios que depende que instalemos seus aplicativos, para que eles tenham um posto de vigilância de nossas vidas. Pode ser uma TV inteligente, um celular no bolso, uma caixinha de som de última geração, uma assinatura da Netflix ou da Apple. E eles querem que você os use pelo maior tempo possível, porque é assim que você gera dados que os fazem ganhar dinheiro.
BBC News Mundo: Quais dados são gerados enquanto alguém assiste a uma série, por exemplo?
Peirano: A Netflix tem muitos recursos para garantir que, em vez de assistir a um capítulo por semana, como fazíamos antes, você veja toda a temporada em uma maratona. Seu próprio sistema de vigilância sabe quanto tempo passamos assistindo, quando paramos para ir ao banheiro ou jantar, a quantos episódios somos capazes de assistir antes de adormecer. Isso os ajuda a refinar sua interface. Se chegarmos ao capítulo quatro e formos para a cama, eles sabem que esse é um ponto de desconexão. Então eles chamarão 50 gênios para resolver isso e, na próxima série, ficaremos até o capítulo sete. 
BBC News Mundo: Os maiores cérebros do mundo trabalham para sugar nossa vida?
Peirano: Todos os aplicativos existentes são baseados no design mais viciante de que se tem notícia, uma espécie de caça-níquel que faz o sistema produzir o maior número possível de pequenos eventos inesperados no menor tempo possível. Na indústria de jogos, isso é chamado de frequência de eventos. Quanto maior a frequência, mais rápido você fica viciado, pois é uma sequência de dopamina. Toda vez que há um evento, você recebe uma injeção de dopamina — quanto mais eventos encaixados em uma hora, mais você fica viciado.
BBC News Mundo: Todo tuíte que leio, todo post no Facebook que chama minha atenção, toda pessoa no Tinder de quem gosto é um “evento”?
Peirano: São eventos. E, na psicologia do condicionamento, há o condicionamento de intervalo variável, no qual você não sabe o que vai acontecer. Você abre o Twitter e não sabe se vai retuitar algo ou se vai se tornar a rainha da sua galera pelos próximos 20 minutos. Não sabendo se receberá uma recompensa, uma punição ou nada, você fica viciado mais rapidamente. A lógica deste mecanismo faz com que você continue tentando, para entender o padrão. E quanto menos padrão houver, mais seu cérebro ficará preso e continuará, como os ratinhos na caixa de [B.F.] Skinner, que inventou o condicionamento de intervalo variável. O rato ativa a alavanca obsessivamente, a comida saindo ou não.
[...]
BBC News Mundo: Poderíamos nos caracterizar como viciados em tecnologia?
Peirano: Não somos viciados em tecnologia, somos viciados em injeções de dopamina que certas tecnologias incluíram em suas plataformas. Isso não é por acaso, é deliberado. Há um homem ensinando em Stanford (universidade) àqueles que criam startups para gerar esse tipo de dependência. Existem consultores no mundo que vão às empresas para explicar como provocá-la. A economia da atenção usa o vício para otimizar o tempo que gastamos na frente das telas.
[...]
BBC News Mundo: Essa conscientização, de entender como funciona, ajuda? É o primeiro passo?
Peirano: Acho que sim. Também percebo que o vício não tem nada a ver com o conteúdo dos aplicativos. Você não é viciado em notícias, é viciado em Twitter; não é viciado em decoração de interiores, é viciado em Pinterest; não é viciado em seus amigos ou nos seus filhos maravilhosos cujas fotos são postadas, você é viciado em Instagram. O vício é gerado pelo aplicativo e, quando você o entende, começa a vê-lo de maneira diferente. Não é falta de vontade: eles são projetados para oferecer cargas de dopamina, que dão satisfação imediata e afastam de qualquer outra coisa que não dá isso na mesma medida, como brincar com seu filho, passar tempo com seu parceiro, ir para a natureza ou terminar um trabalho — tudo isso exige uma dedicação, já que há satisfação, só que não imediata.
[...]
(Diana Massis, Da BBC News Mundo. 23 fevereiro 2020. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/geral-51409523.)
“A Netflix tem muitos recursos para garantir que, em vez de assistir a um capítulo por semana, como fazíamos antes, você veja toda a temporada em uma maratona. Seu próprio sistema de vigilância sabe quanto tempo passamos assistindo, quando paramos para ir ao banheiro ou jantar, a quantos episódios somos capazes de assistir antes de adormecer.” As palavras grifadas têm, respectivamente, os mesmos sentidos de:
Alternativas
Q1744841 Português
As margens do Nilo nutriram a civilização do Egito. O rio, que abria seu caminho ao longo de vales estreitos, tinha somente dois quilômetros de largura nas proximidades de Assuã, no alto Egito. A areia do deserto, na verdade, escorria para dentro do rio em vários pontos. Mais abaixo, o vale, não raro, chegava a ter 30 ou mais quilômetros de largura, enquanto no delta, o mosaico de terras ricas em terrenos baixos e canais de rios tinha mais de 200 quilômetros de largura. Na época das enchentes, o delta do interior, a principal fonte de riqueza egípcia, tornava-se um enorme lago que se sobrepunha às margens dos vilarejos permanentes, empoleirados em seus pequenos morros. Na verdade, os vilarejos do delta eram conhecidos como “ilhas”. A terra, coberta recentemente com uma nova camada de solo trazido pela enchente, estaria pronta para uma nova colheita de cevada e trigo depois que as águas baixassem. O rio nem sempre era um patrimônio tão maravilhoso. Se a enchente fosse muito alta ou a vazão fosse muito rápida, todos os terrenos situados nas margens de arrecadação e os canais de água eram destruídos; além disso, não era raro ver as águas invadindo os campos mais altos. À medida que as técnicas de agricultura se desenvolviam, pessoas ou animais amarrados com cordas tinham de ser empregados para levar água, em baldes ou cestos, da parte mais baixa para aparte mais alta. O Egito teve uma longa linhagem de monarcas poderosos, cidades impressionantes, uma vida econômica e religiosa de grande vigor, celeiros abarrotados de grãos nos anos de safras fartas e túmulos reais nos quais grandes tesouros permaneciam na escuridão. Lá viveram generais do exército, burocratas e sacerdotes que apresentavam considerável poder de organização e de manutenção de registros. Seus registros pictográficos, uma forma inicial de escrita, serviam como método de comunicação ao longo do rio. (BLAINEY, Geoffrey. Uma Breve História do Mundo. São Paulo: Fundamento, 2007, p. 21). 
Na parte inicial do texto, o autor utiliza a palavra “mosaico”. Assinale a alternativa que NÃO apresenta um sinônimo para tal palavra:
Alternativas
Q1744792 Português
Em torno de 1560, um artesão anônimo fez, na Alemanha, um fascinante boneco de madeira que atualmente pode ser visto no Deutsches Museum de Munique. Com o nome de Monge Pregador, chamava a atenção pela barba e pelas sandálias. Para disfarçar o mecanismo simples que o fazia funcionar, localizado nos pés, o boneco vestia um grande e comprido capote. As pernas duras se mexiam, os braços balançavam e a cabeça girava de um lado para o outro. Uma sequência programada de passos controlava o boneco, portanto é possível afirmar que ele foi um precursor do computador. Era uma novidade que o boneco conseguisse caminhar. E se também conseguisse fazer contas? Quase três séculos mais tarde, Charles Babbage, um matemático talentoso e um tanto rabugento, desenvolveu uma máquina capaz de calcular em alta velocidade. Chamou o equipamento de máquina diferencial. Pesando cerca de 3 toneladas, o aparelho tinha certa semelhança com um piano mecânico. Não chegou a ser terminado. Um século e meio mais tarde, em 1991, um modelo dessa máquina foi completado pelo Science Museum de Londres, em comemoração ao bicentenário do nascimento de Babbage. Ele não se surpreenderia ao saber que sua invenção funcionou. Além de imitar as habilidades mentais humanas, a máquina de Babbage também inspirava imitadores. Um pouco antes da Segunda Guerra Mundial, foi aperfeiçoada por jovens cientistas, entre os quais Zuse, um engenheiro berlinense, e Turing, um jovem matemático britânico. Alguns anos mais tarde, durante a guerra, o talento de Turing foi aproveitado pela Inglaterra, onde a partir de 1939, ele trabalhou em segredo para a Code and Cypher School, na linha férrea entre Oxford e Cambridge. A missão era decifrar os códigos secretos usados pela Alemanha nazista na comunicação com seus comandantes navais e militares e seus aliados. (BLAINEY, Geoffrey. Uma Breve História do Século XX. 2 ed. São Paulo: Fundamento, 29011, p. 166). 
São sinônimos da palavra “rabugento”, utilizada pelo autor, EXCETO:
Alternativas
Q1744791 Português
Em torno de 1560, um artesão anônimo fez, na Alemanha, um fascinante boneco de madeira que atualmente pode ser visto no Deutsches Museum de Munique. Com o nome de Monge Pregador, chamava a atenção pela barba e pelas sandálias. Para disfarçar o mecanismo simples que o fazia funcionar, localizado nos pés, o boneco vestia um grande e comprido capote. As pernas duras se mexiam, os braços balançavam e a cabeça girava de um lado para o outro. Uma sequência programada de passos controlava o boneco, portanto é possível afirmar que ele foi um precursor do computador. Era uma novidade que o boneco conseguisse caminhar. E se também conseguisse fazer contas? Quase três séculos mais tarde, Charles Babbage, um matemático talentoso e um tanto rabugento, desenvolveu uma máquina capaz de calcular em alta velocidade. Chamou o equipamento de máquina diferencial. Pesando cerca de 3 toneladas, o aparelho tinha certa semelhança com um piano mecânico. Não chegou a ser terminado. Um século e meio mais tarde, em 1991, um modelo dessa máquina foi completado pelo Science Museum de Londres, em comemoração ao bicentenário do nascimento de Babbage. Ele não se surpreenderia ao saber que sua invenção funcionou. Além de imitar as habilidades mentais humanas, a máquina de Babbage também inspirava imitadores. Um pouco antes da Segunda Guerra Mundial, foi aperfeiçoada por jovens cientistas, entre os quais Zuse, um engenheiro berlinense, e Turing, um jovem matemático britânico. Alguns anos mais tarde, durante a guerra, o talento de Turing foi aproveitado pela Inglaterra, onde a partir de 1939, ele trabalhou em segredo para a Code and Cypher School, na linha férrea entre Oxford e Cambridge. A missão era decifrar os códigos secretos usados pela Alemanha nazista na comunicação com seus comandantes navais e militares e seus aliados. (BLAINEY, Geoffrey. Uma Breve História do Século XX. 2 ed. São Paulo: Fundamento, 29011, p. 166). 
No início do texto, o autor utiliza a palavra “precursor”. Assinale a alternativa que apresenta um antônimo dessa palavra:
Alternativas
Q1744396 Português

Assinalar a alternativa que preenche a lacuna abaixo CORRETAMENTE:


Rol é o mesmo que ________.

Alternativas
Q1744392 Português
A palavra sublinhada em “Aquelas eram pessoas inóspitas.” pode ser substituída, sem prejuízo de sentido, por:
Alternativas
Q1743714 Português
Leia o texto para responder à questão.

   “A maior parte da população mundial vive hoje nas cidades: essas aglomerações de pessoas e concreto em que sobram problemas e falta planejamento. A urbanização desordenada traz inúmeros desafios e uma certeza: não há solução para a humanidade que não passe necessariamente pela transformação das cidades.” É o que defende André Trigueiro, jornalista especializado em gestão ambiental e sustentabilidade.
   Para ele, vivemos um modelo suicida de desenvolvimento e precisamos reinventar o sistema. Ou mudamos ou pereceremos. A preocupação ambiental se reflete no consumo consciente, mas não no consumismo que degrada a vida porque exaure os estoques de matéria-prima, que são finitos no planeta.
   “Eu procuro economizar água e energia, separo o lixo. Basicamente, tento praticar no dia-a-dia aquilo que eu entendo como certo. Estou longe da perfeição e não me considero um modelo, mas descobri a força daquilo que os educadores chamam de pedagogia do exemplo: ‘não importa o que você fala, importa o que você faz’. É isso que move o mundo.” Ele cita o caso do aposentado José Alcino Alano, da cidade de Tubarão, que descobriu como fabricar coletores solares para esquentar a água do banho a partir de garrafas PET e caixas de leite Tetrapak. Liberou a patente e permitiu que todas as pessoas ou instituições interessadas replicassem o invento gratuitamente, sem interesse pessoal ou financeiro. “É um caso singular de amor ao próximo,” comenta Trigueiro.
   O poder público também deve adotar medidas educativas e conscientes. Ensinar que jogar lixo na cidade é um serviço caro e custa muito aos cofres públicos. Além disso, tem de difundir um discurso responsável. Não é possível falar em preservação da Amazônia e liberar recursos para a construção de frigoríficos na região – o que estimula a criação de gado, responsável por 80% de toda a destruição já registrada da floresta, como bem avaliou o ex-ministro da Fazenda Rubens Ricupero.
   Trigueiro não considera a tecnologia inimiga da luta pela preservação do planeta. É o uso que se faz dela que definirá se haverá dano ou benefício. Ela é apenas uma ferramenta e não a solução definitiva para os graves problemas ambientais que enfrentamos e que nos ameaçam como espécie.

(filantropia.ong/andretrigueiro.com. Adaptado, acesso em 22.02.2020)
O termo destacado no terceiro parágrafo – É um caso singular de amor ao próximo – é entendido, no contexto, como um caso
Alternativas
Respostas
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