Questões de Concurso Comentadas sobre significação contextual de palavras e expressões. sinônimos e antônimos. em português

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Q1693057 Português

Conceição Evaristo. Olhos D'água. Rio de Janeiro: Pallas, 2016, p.15-9.

Cada uma das opções a seguir apresenta uma proposta de reescrita para o trecho "eu me perguntei se minha mãe tinha olhos ou rios caudalosos sobre a face" (l. 18 e 19), do texto CG3A2-I. Assinale a opção em que a proposta de reescrita apresentada está correta gramaticalmente e mantém o sentido do texto.
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Q1693056 Português

Conceição Evaristo. Olhos D'água. Rio de Janeiro: Pallas, 2016, p.15-9.

No trecho "Atordoada, custei reconhecer o quarto da nova casa em que estava morando e não conseguia me lembrar de como havia chegado até ali" (l. 3 a 5), do texto CG3A2-I, a palavra "Atordoada" poderia ser substituída, sem alterar os sentidos do texto, pela palavra
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Q1693055 Português

Kofi Annan [secretário-geral das Nações Unidas], 10 dez. 2001. In: Jerzy Szeremeta. Participação genuína na era da tecnologia de informação e comunicação (TIC). Fundação Luís Eduardo Magalhães. Gestão pública e participação. Cadernos da FLEM.20.ª ed. Salvador: FLEM, 2005, cap. III, p. 105-6 (com adaptações).

Mães, pais, filhos, outra família e amigos, todas as pessoas são a felicidade de alguém, porque a solidão é uma perda de sentido que faz pouca coisa valer a pena. Na solidão só vale a pena tentar encontrar alguém. O resto é tristeza. A tristeza a gente respeita e deita fora. A tristeza a gente respeita e, na primeira oportunidade, deita fora. É como algo descartável. Precisamos de usar mas não é bom ficar guardada.
Valter Hugo Mãe. O paraíso são os outros. 2.ª ed. Rio de Janeiro: Biblioteca Azul, 2018.
No texto, a expressão “deita fora” significa o mesmo que
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Q1693053 Português

Kofi Annan [secretário-geral das Nações Unidas], 10 dez. 2001. In: Jerzy Szeremeta. Participação genuína na era da tecnologia de informação e comunicação (TIC). Fundação Luís Eduardo Magalhães. Gestão pública e participação. Cadernos da FLEM.20.ª ed. Salvador: FLEM, 2005, cap. III, p. 105-6 (com adaptações).

A correção gramatical e a coerência do texto CG3A1-I seriam mantidas se a palavra “tangível” (l.15) fosse substituída por
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Q1693052 Português

Kofi Annan [secretário-geral das Nações Unidas], 10 dez. 2001. In: Jerzy Szeremeta. Participação genuína na era da tecnologia de informação e comunicação (TIC). Fundação Luís Eduardo Magalhães. Gestão pública e participação. Cadernos da FLEM.20.ª ed. Salvador: FLEM, 2005, cap. III, p. 105-6 (com adaptações).

Cada uma das opções a seguir apresenta uma proposta de reescrita do seguinte trecho do texto CG3A1-I: “que dão ao Estado ou à nação a sua riqueza e o seu caráter” (l. 8 e 9). Assinale a opção que apresenta proposta que preserva a correção gramatical e os sentidos originais do texto.
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Q1692842 Português
Doubts over a ‘possible sign of life’ on Venus show how science works

It was one of those “big, if true” stories.
In September, scientists reported that Venus’ atmosphere seems to be laced with phosphine, a possible sign of life.
Now there’s increasing emphasis on the “if.” As scientists take fresh looks at the data behind the Venus announcement, and add other datasets to the mix, the original claim of inexplicable amounts of phosphine is being called into doubt. And that’s a good thing, many scientists say.
“It’s exactly how science should work,” says planetary scientist Paul Byrne of North Carolina State University in Raleigh, who studies Venus but was not involved in any of the phosphine papers. “It’s too early to say one way or the other what this detection means for Venus.”
(Adapted from: https://www.sciencenews.org/article/venus-phosphine-possible-sign-life-doubts-how-science-works).
A palavra “data”, na frase “As scientists take fresh looks at the data” significa, em Português:
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Q1690230 Português

Leia o artigo de Maurício Moraes publicado no site da Agência Lupa em janeiro de 2020 e responda à questão.


#Verificamos: É falso que polícia prendeu cerca de 200 pessoas por causarem incêndios na Austrália

Circula pelas redes sociais um post com a informação de que quase 200 pessoas foram presas na Austrália por causarem deliberadamente incêndios florestais. Segundo o texto, isso provaria que o fogo não está ligado à mudança climática do planeta. Por meio do projeto de verificação de notícias, usuários do Facebook solicitaram que esse material fosse analisado. Confira a seguir o trabalho de verificação da Lupa:

(...)

FALSO

A informação analisada pela Lupa é falsa. Em um balanço divulgado na segunda-feira (6), a polícia do estado australiano de New South Wales afirmou que 24 pessoas foram acusadas de provocar incêndios desde o dia 8 de novembro. A área tem sido uma das mais afetadas pelo fogo, que começou a atingir o país em setembro. A onda de incêndios devastou 63 mil metros quadrados e já matou mais de 20 pessoas.

Embora a polícia informe que tomou ações legais contra 183 pessoas por causa dos incêndios, apenas 13% delas foram acusadas de provocar o fogo intencionalmente. Outras 53 responderão por não obedecerem a proibição de acender fogo em áreas abertas. Além disso, 47 moradores acenderam cigarros ou fósforos e os descartaram no solo. A pena por incendiar a vegetação pode chegar a 21 anos de prisão.

Além disso, a existência de alguns focos de incêndio causados intencionalmente não significa que as mudanças climáticas não tiveram influência na crise ambiental vivida no país. O próprio Bureau de Meteorologia do Governo Australiano admite que as mudanças climáticas têm influenciado a frequência e a gravidade dos incêndios.

Segundo o Bureau, estão sendo observadas “condições mais extremas” durante o verão, além de um início prematuro da temporada de queimadas. “Essas tendências em direção a condições mais perigosas para incêndios florestais são, pelo menos parcialmente, atribuíveis a mudança climática causada por humanos, incluindo o aumento nas temperaturas”, diz texto publicado pela instituição.

De acordo com o Serviço Rural de Incêndios de New South Wales, às 7 horas desta quarta-feira (8) – horário local – havia 121 focos de incêndio no estado, dos quais 59 não estavam controlados.

Disponível em: https://piaui.folha.uol.com.br/lupa/2020/01/08/verificamos-policia-prendeu-200-pessoas-incendios-australia/

“Circula pelas redes sociais um post com a informação de que quase 200 pessoas foram presas na Austrália por causarem deliberadamente incêndios florestais.”

No trecho acima, a palavra em destaque poderia ser substituída, sem prejuízo de sentido, por:

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Q1689214 Português
Relacione as colunas sobre significação, ou forma entre as palavras e assinale a alternativa correta.
COLUNA I. A- Sinônimos. B- Antônimos. C- Homônimos. D- Parônimos. E- Polissemia.
COLUNA II. (1) Emergir (subir, aparecer na superfície) – imergir (afundar). (2) Nos feriados, as estradas ficam congestionadas. Nos feriados, as rodovias ficam congestionadas. (3) Cobre (metal) – cobre (verbo). (4) Ela mora longe da escola, mas perto da casa dos avós. (5) O Brasil precisa ser respeitado também em outros campos; não só no futebol.
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Q1688697 Português
Na Síria e na Palestina, logo após os mares terem chegado a seu novo nível, uma pequena revolução parecia estar começando. Ao contrário da bem conhecida Revolução Industrial, ela foi incrivelmente lenta, e a força de seu impacto não seria sentida durante milhares de anos. Mas a vida humana tomara um rumo do qual não havia como escapar. O vilarejo de Jericó era a vitrine da revolução por volta de 8.000 a.C. Consistia de pequenas casas de tijolos de barro, lá cultivando trigo e cevada em minúsculos pedaços de terra. Esses cereais, que originalmente cresciam a ermo, foram selecionados para cultivo porque seus grãos eram grandes em comparação aos outros cereais silvestres e um grão maior era mais fácil de colher e de moer, sendo transformado em farinha integral rudimentar. Provavelmente, os habitantes dos vilarejos preparavam a terra, selecionavam um tipo firme de semente que não se despedaçava quando madura e plantavam as sementes de forma mais concentrada que a natureza o fazia. O grão, colhido com facas e foices de pedra, era armazenado no vilarejo. Hoje, metade das calorias do mundo vem de uma pequena variedade de cereais, os primeiros dos quais eram cultivados pelos habitantes desses vilarejos do Oriente Médio. A princípio, os habitantes de Jericó e de outros vilarejos semelhantes não possuíam nenhum animal doméstico. A maior parte da carne que consumiam ainda vinha de gazelas selvagens e de outros animais e aves que eles diligentemente caçavam. Mas, nos cerca de 500 anos que passaram tentando dominar o trigo, a cevada e certas ervilhas e grãos de leguminosas, começaram também a criar cabras e ovelhas em pequenos rebanhos, provavelmente nas proximidades dos vilarejos. Aí estava mais uma forma de provisão de alimentos, pois o rebanho é um alimento. Evidências sugerem que as primeiras espécies de animais foram domesticadas inicialmente em regiões distintas – ovelhas na fronteira da atual Turquia e Iraque, cabras nas montanhas do Irã, gado no planalto da Anatólia. (BLAINEY, Geoffrey. Uma Breve História do Mundo. São Paulo: Fundamento, 2007, p. 15). 
No texto, o autor utiliza o verbo “consistir”, que apresenta como sinônimos os seguintes verbos, EXCETO:
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Q1687897 Português

Ler a vida

(Marina Colasanti)


Quinta-Feira, 20 de agosto de 2020


Faço, toda manhã, exercícios respiratórios diante da janela aberta. E tenho o privilégio de ver o mar. Pois, manhã destas estava eu inspirando e expirando, quando reparei num barco de pesca parado em meio ao azul. Olhei para cima. Cormorões em bando revoluteavam. Pensei que os pescadores haviam lido aquelas asas e sabido através delas que um cardume nadava naquele exato ponto.

Toda manhã, tendo cumprido o dever dos exercícios, rego as plantas do terracinho do quarto e deixo o olhar escorrer sobre os prédios. Pois já fazem algumas manhãs que meus olhos encontram uma jovem mulher, de biquíni e grávida, andando em marcha apertada na laje do seu edifício. Calça tênis. Leio no seu andar o começo de uma devoção que nunca terminará, devoção ao filho que ainda nem nasceu. É por ele, para que nasça sadio apesar dela estar trancada em casa, que toda manhã toma o elevador e caminha, empenhada, sob o sol.


Tudo na vida é leitura, para quem tem olhos.


Num esforço de sobrevivência, os bebês precisam aprender a ler o mundo muito antes de identificar as letras. É preciso distinguir os objetos, identificar sua função e saber como essa função se encaixa no cotidiano. Interpretar o rosto dos outros humanos é imprescindível, sem o que corre-se o risco de confundir uma reprimenda com um carinho — e a reprimenda pode ser protetiva. É importante ler chama e gelo, chuva e vento, mar e floresta.

Sabemos que bebês que têm mais estímulos desenvolvem-se mais plenamente. O que são estímulos? São aulas de leitura da vida.

Pergunto-me como meu amigo Yllen Kerr, se vivo estivesse, leria o medonho incêndio do Pantanal. Foi premiado por uma série de reportagens sobre aquela imensa planície, inundada na maior parte do ano, seca somente durante quatro meses. Fotografou onças e aves, serpentes e jacarés para ilustrar as reportagens. Hoje choraria, tenho certeza, vendo os restos queimados de tantos animais. Não sei se leria nas chamas o aquecimento global, a alteração do regime de chuvas devido ao desmatamento, ou a pouca água dos rios permitindo a maior seca dos últimos 30 anos. Talvez, arguto que era, lesse esses três fatores juntos.


Cada um lê de acordo com os olhos que tem. 


Vi em uma revista que Dior acabou de lançar novo modelo de bolsa. O modelo, dizia a legenda da foto, tem preços “a partir de 19 mil reais”. A revista listava o nome de três ou quatro proprietárias brasileiras desta joia. Certamente, elas leram a chegada da nova bolsa como um apelo de elegância desejável. Eu, ao contrário, li como extrema deselegância exibir bolsa deste preço em país tão miserável. Não importa quanto a pessoa ganha, importa quanto os outros não ganham. Não importa se a usuária já colabora de alguma maneira com obras beneficentes, o que mais importa é que 19 mil reais correspondem a 33 auxílios emergenciais.


(...)


Mas a leitura da vida não se faz só com os próprios olhos, entram na receita a sensibilidade e os conhecimentos que se têm.

FONTE: https://www.marinacolasanti.com/2020/08/ler-vida.html

Assinale a alternativa em que a mudança de posição do termo em destaque acarreta mudança de sentido:
Alternativas
Q1687891 Português

Ler a vida

(Marina Colasanti)


Quinta-Feira, 20 de agosto de 2020


Faço, toda manhã, exercícios respiratórios diante da janela aberta. E tenho o privilégio de ver o mar. Pois, manhã destas estava eu inspirando e expirando, quando reparei num barco de pesca parado em meio ao azul. Olhei para cima. Cormorões em bando revoluteavam. Pensei que os pescadores haviam lido aquelas asas e sabido através delas que um cardume nadava naquele exato ponto.

Toda manhã, tendo cumprido o dever dos exercícios, rego as plantas do terracinho do quarto e deixo o olhar escorrer sobre os prédios. Pois já fazem algumas manhãs que meus olhos encontram uma jovem mulher, de biquíni e grávida, andando em marcha apertada na laje do seu edifício. Calça tênis. Leio no seu andar o começo de uma devoção que nunca terminará, devoção ao filho que ainda nem nasceu. É por ele, para que nasça sadio apesar dela estar trancada em casa, que toda manhã toma o elevador e caminha, empenhada, sob o sol.


Tudo na vida é leitura, para quem tem olhos.


Num esforço de sobrevivência, os bebês precisam aprender a ler o mundo muito antes de identificar as letras. É preciso distinguir os objetos, identificar sua função e saber como essa função se encaixa no cotidiano. Interpretar o rosto dos outros humanos é imprescindível, sem o que corre-se o risco de confundir uma reprimenda com um carinho — e a reprimenda pode ser protetiva. É importante ler chama e gelo, chuva e vento, mar e floresta.

Sabemos que bebês que têm mais estímulos desenvolvem-se mais plenamente. O que são estímulos? São aulas de leitura da vida.

Pergunto-me como meu amigo Yllen Kerr, se vivo estivesse, leria o medonho incêndio do Pantanal. Foi premiado por uma série de reportagens sobre aquela imensa planície, inundada na maior parte do ano, seca somente durante quatro meses. Fotografou onças e aves, serpentes e jacarés para ilustrar as reportagens. Hoje choraria, tenho certeza, vendo os restos queimados de tantos animais. Não sei se leria nas chamas o aquecimento global, a alteração do regime de chuvas devido ao desmatamento, ou a pouca água dos rios permitindo a maior seca dos últimos 30 anos. Talvez, arguto que era, lesse esses três fatores juntos.


Cada um lê de acordo com os olhos que tem. 


Vi em uma revista que Dior acabou de lançar novo modelo de bolsa. O modelo, dizia a legenda da foto, tem preços “a partir de 19 mil reais”. A revista listava o nome de três ou quatro proprietárias brasileiras desta joia. Certamente, elas leram a chegada da nova bolsa como um apelo de elegância desejável. Eu, ao contrário, li como extrema deselegância exibir bolsa deste preço em país tão miserável. Não importa quanto a pessoa ganha, importa quanto os outros não ganham. Não importa se a usuária já colabora de alguma maneira com obras beneficentes, o que mais importa é que 19 mil reais correspondem a 33 auxílios emergenciais.


(...)


Mas a leitura da vida não se faz só com os próprios olhos, entram na receita a sensibilidade e os conhecimentos que se têm.

FONTE: https://www.marinacolasanti.com/2020/08/ler-vida.html

Considerando a passagem “Cormorões em bando revoluteavam”, o termo em destaque pode ser substituído, mantendo-se o sentido primário, por:
Alternativas
Q1687866 Português

O texto abaixo é um fragmento da entrevista do filósofo Zygmunt Bauman ao jornal espanhol El País:


(...) o diálogo real não é falar com gente que pensa igual a você. As redes sociais não ensinam a dialogar porque é muito fácil evitar a controvérsia… Muita gente as usa não para unir, não para ampliar seus horizontes, mas ao contrário, para se fechar no que eu chamo de zonas de conforto, onde o único som que escutam é o eco de suas próprias vozes, onde o único que veem são os reflexos de suas próprias caras. As redes são muito úteis, oferecem serviços muito prazerosos, mas são uma armadilha.

FONTE: https://brasil.elpais.com/brasil/2015/12/30/cultura/1451504427_675885.html 

Em “As redes sociais não ensinam a dialogar porque é muito fácil evitar a controvérsia”, o termo em destaque poderia ser corretamente substituído, fazendo-se as adaptações necessárias, por:
Alternativas
Q1687299 Português
Casa na árvore: projeto sugere escola integrada à natureza no pós-pandemia

    Imagine uma escola amplamente integrada à natureza, com espaços conjugados entre o interior e o exterior, além de salas de aula que se pareçam com uma casa na árvore. É o que vem propondo o arquiteto italiano Valentino Gareri. Tocado pelo clima de incertezas que assolou os centros de ensino de todo o mundo durante a pandemia, Gareri chegou a um modelo escolar que considera ideal. [...] Concebida como uma casa na árvore, a construção fica distribuída em vários níveis, com espaços interiores e exteriores combinados, permitindo grande flexibilidade para as atividades educativas. A ideia principal é criar uma escola suspensa e imersa na natureza, fazendo com que a relação com o espaço verde seja aumentada não só física, mas também visivelmente. Para isso, todos os espaços são encaixados em dois anéis, com dois pátios e uma cobertura utilizável. Cada módulo tem 55 metros quadrados e recebe a configuração para abrigar uma sala de aula com até 25 estudantes. Feitos de madeira laminada colada, os módulos são dispostos em círculos e interligados ao pátio e à paisagem externa. O perímetro circular apresenta painéis opacos que ajudam a bloquear a luz solar direta, enquanto um conjunto de painéis transparentes difunde a luz e oferece vistas desobstruídas.

    A proposta de Valentino Gareri ainda inclui a ideia de autossuficiência para o complexo. Com diversos dispositivos para economia de energia, o edifício traz coletores de água de chuva, painéis fotovoltaicos e turbinas eólicas no telhado mais alto. Com isso, o arquiteto busca trazer a ideia de sustentabilidade na prática para crianças e adolescentes no período educacional. [...] Feito com materiais naturais e técnicas construtivas de baixo custo, o projeto é visto como flexível e adaptável, o que poderia trazer benefícios à comunidade e, a partir daí, até mesmo a requalificação de áreas periféricas.

Fonte: https://www.gazetadopovo.com.br/haus/arquitetura/casa-na-arvore-projeto-sugere-escola-integrada-a-naturezano-pos-pandemia/
Marque a alternativa incorreta com relação ao uso dos elementos linguísticos no texto
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Q1685904 Português
Pela emancipação masculina
   Uma pequena aglomeração na orla da Barra da Tijuca. Homens, em sua esmagadora maioria. O carro de som parado, o zunido do microfone enquanto passam o som, a faixa ligeiramente torta. É a primeira passeata masculinista do Brasil.
  João Marcelo é aquele cara ali, vestindo regata. Ele organizou o evento pelo WhatsApp. Tudo começou por causa de um controle remoto. Sempre que Miriam, sua esposa, botava o pé para fora de casa, o controle da TV desaparecia. E só quando ela voltava, o mistério era solucionado: estava na cara dele o tempo todo.
  Foi nesse meio-tempo, assistindo ao Rodrigo Hilbert a contragosto, que João Marcelo se deu conta da violência diária e silenciosa que ele sofria: a dependência do sexo feminino.
   Agora, João Marcelo quer que todos os homens sejam livres. E ele não está sozinho. Paulão é segurança particular e já perdeu dois empregos por causa de seu terno “abarrotado” (sic). Depois que a Sandra foi embora, ele parece um cosplay de Agostinho Carrara. Vocifera ao megafone em defesa de meninos inocentes que dependem dos caprichos de uma mãe, às vezes até de um pai – “porque homem oprime homem também!” – para se alimentar e fazer a própria higiene pessoal. É um projeto de dominação diabólico que visa domesticar os homens para sempre, desde pequenos.  
   Uma ciclista curiosa interpela os manifestantes. Lidiane quer saber que injustiças são essas que esses homens alegam estar sofrendo. O tom da moça causa revolta. O feminismo é a pauta da vez, ninguém fala das mazelas do homem, só se ele for gay. Ela claramente não conhece a angústia de sair de casa para comprar rúcula e voltar com um ramo de espinafre. Ou de abrir uma gaveta cheia de meias soltas e não conseguir formar um par. Paulão tira a camisa envergonhado, exibindo os cravos que se alastram em suas costas.
    Indiferente àquele tumulto em prol do empoderamento masculino, Lidiane pedala para longe, sob algumas vaias.
    Os cartazes começam a despontar na pequena multidão, estampando frases de efeito como: “minha próstata, minhas regras”, “a cada 11 minutos, um homem é obrigado a trocar um pneu no Brasil” e “paternidade é uma escolha, não uma obrigação”. A passeata segue pacificamente até ser interrompida por um apelo emocionado do organizador ao microfone: “Alguém viu minha carteira?”.
(Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/manuelacantuaria/2019/09/pela-emancipacao-masculina.shtml. Acesso em: 10/09/2019. Manuela Cantuária.)
A substituição da palavra destacada pela que está entre parênteses provoca, no contexto, alteração de sentido em:
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Q1685832 Português
Leia o conto, de Heloísa Seixas, publicado na revista Domingo do Jornal do Brasil em 02/04/2006, para responder a questão.. 

Viajante

Lá está ela.
Vergada, sim – mas soberba. O cabelo branco preso num coque no alto da cabeça, o corpo muito magro apoiado na bengala. Parada junto ao meio-fio, do outro lado da rua, prepara-se para atravessar.
Eu a vejo de longe, mas sua presença se impõe. O vestido é simples, de algodão talvez, um corte reto, sem mangas, sem bolsos. Os sapatos, um mocassim preto, de gáspea alta, pesado mas firme, talvez pela necessidade de um bom apoio para pés tão incertos, tão cansados. Na mão direita, a bengala; na esquerda, uma sacola de plástico, de supermercado. Tudo muito prosaico, simples, e no entanto há uma aura de majestade ali.
Agora, o sinal abriu. E ela começa a atravessar. 
Da outra calçada, parada, observo. Ela desce o meio-fio com um passo leve, incerto, quase etéreo. Começo a me preocupar. Sei que aquele sinal é um sinal de pedestre e, como vivemos sob a tirania do automóvel, ele abre e fecha muito rápido. Os carros não podem esperar. Não vai dar tempo, penso. Mas a mulher não parece se importar.
Um passo depois do outro, lá vai ela, com todo o vagar do mundo, apoiando-se em sua bengala. E o sinal começa a piscar, anunciando que o tempo do ser humano se esgota, que este precisa abrir caminho para a máquina.
Estremeço, pensando: preciso fazer alguma coisa. Mas não faço. Continuo imóvel, pregada ao chão.
Pronto. O sinal fechou. E ela ainda está no meio da rua. Mas nenhum carro avança, parecem contidos pela realeza da mulher. E ela segue, sem apressar o passo, sem olhar para os lados, sem temor algum. Parece maior do que todos nós, do que o mundo inteiro, parece nos falar de uma outra maneira de viver, mais amena, mais gentil. Viajante do tempo, é como se caminhasse por uma Ipanema de setenta anos atrás. 
Só quando afinal sobe na calçada do outro lado, só então, os automóveis arrancam. E eu a vejo afastar-se, no mesmo e imperturbável passo.
Talvez eu devesse ter ido ao seu encontro, tentado ajudar. Mas não pude. Sua dignidade, tamanha, me intimidou. E fiquei ali, imóvel, esmagada pela imponência daquela mulher-navio que, impávida e majestosa, singrava o tempo.
Disponível em: https://heloisaseixas.com.br/contos-minimos/2006-2/ 
“Vergada, sim – mas soberba.” “E fiquei ali, imóvel, esmagada pela imponência daquela mulher-navio que, impávida e majestosa, singrava o tempo.”
As palavras em destaque podem ser substituídas, sem prejuízo de sentido, por:
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Q1685488 Português
Por volta de 1500 a. C., de certa forma a China estava atrasada em relação à população dos vales dos rios do Oriente Médio em organização política, na arte da produção de metais, na escrita e, provavelmente, na agricultura e na astronomia. Contudo, como fabricantes de cerâmica em fornos, a China e o Japão estavam muito avançados. Essa habilidade com o fogo abriu caminho para avanços na metalurgia. A fundição do bronze tornou-se uma especialidade dos chineses, e suas carruagens de caça eram decoradas com bronze, quase como o cromo nos grandes carros americanos do pós-guerra. Em seguida, os chineses começaram a fazer ferro fundido e, por volta de 400 a. C., aprenderam a se especializar na manufatura de relhas de arado, a forte lâmina cortante que revirava o solo. A produção do alto calor necessário nos fornos era conseguida através de uma explosão vinda de foles sofisticados de dois cilindros. Alguns dos foles seriam, mais tarde, movidos pela força vinda da água que jorrava dos riachos estreitos. Nos 500 anos ou mais que antecederam o primeiro milênio cristão, os chineses foram o mais criativo dos povos dos quais se tem registro. Em metalurgia, eram imbatíveis. Na manipulação da água para irrigação, inventaram novos métodos. Na matemática e na astronomia, procuraram novos conhecimentos. Com teares, produziram seda para confeccionar belas peças de roupa. Tornaram-se hábeis em transportes puxados a animais e força humana, usando carrinhos de mão empurrados por homens, carroças e arados puxados por bois, e carruagens puxadas por cavalos. Os governantes dos maiores Estados dentro da China viviam no luxo e serviam-se de generosas parcelas da riqueza produzida pelos camponeses e artesão que trabalhavam duro. Embora muitos chineses possuíssem os próprios lotes de terra, tinham de dedicar parte de seu tempo às necessidades de seu governante, em obras públicas ou lutando em guerras locais. (BLAINEY, Geoffrey. Uma Breve História do Mundo. São Paulo: Fundamento, 2007, p. 31). 
Podem ser considerados sinônimos da palavra “avançados”, EXCETO:
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Q1684650 Português

Texto I

Adaptado

Governo de SP divulga dados sobre segurança

da vacina contra a Covid da Sinovac 


O governo de São Paulo divulgou nesta segunda-feira (19) dados sobre a segurança da vacina contra a Covid desenvolvida pela empresa chinesa Sinovac e o Instituto Butantan. Ainda não são dados oficiais usados para futuro registro, mas a vacina da chinesa Sinovac, que está em teste coordenado pelo Instituto Butantan, tem demonstrado níveis de segurança classificados como excelentes na entrevista desta segunda.

Seis mil dos nove mil voluntários ainda não receberam a segunda dose da vacina testada pelo Butantan, mas acompanhamento de saúde feito de rotina mostrou que menos de 20% deles tiveram dor de cabeça e quase não foram observados efeitos colaterais leves, como edema ou inchaço no local da aplicação. Só que segurança é apenas um dos obstáculos a serem vencidos.

O governo paulista, que antes falava em 15 de dezembro como o início da vacinação em profissionais de saúde, agora não estabelece mais prazo.

“As perspectivas, como eu disse, são relativamente otimistas, mas nós não podemos dar para você uma data precisa de quando isso vai acontecer. Esperamos que até o final desse ano essa vacina tenha o seu dossiê entregue na nossa Anvisa, e que a Anvisa possa proceder muito rapidamente a análise e o registro da vacina”, afirma Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan.

E, para chegar lá, todas as vacinas precisam passar pela fase três de testes, uma fase que pode demorar mais que o esperado por dois motivos apresentados nesta segunda em São Paulo: dificuldade em encontrar voluntários, e em atingir, entre eles, um número suficiente de contaminados pelo coronavírus para avaliar a eficácia da vacina.

No caso da vacina da Sinovac do Butantan, são necessários mais quatro mil voluntários de 18 a 60 anos que trabalhem na área da saúde em contato com pacientes de Covid. Além disso, avaliações só são feitas quando 61 e depois 151 voluntários forem contaminados pelo coronavírus.

“Como o estudo é controlado por um organismo internacional, quer dizer, não tem nenhum brasileiro participando desse comitê, é esse comitê que avalia os dados que são remetidos diariamente para lá, e é esse comitê que abrirá o estudo quando atingirmos 61 casos”, afirma Dimas Covas.

https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2020/10/19

Só que segurança é apenas um dos obstáculos a serem vencidos.”


No trecho, o termo destacado pode ser substituído, sem alterar o sentido, pelos seguintes termos:

Alternativas
Q1684017 Português
O cajueiro

    O cajueiro já devia ser velho quando nasci. Ele vive nas mais antigas recordações de minha infância, belo, imenso, no alto do morro, atrás de casa. Agora vem uma carta dizendo que ele caiu. Eu me lembro de outro cajueiro que era menor e morreu há muito mais tempo.
    Eu me lembro dos pés de pinha, do cajá-manga, da pequena touceira de espadas-de-são-jorge e da alta saboneteira que era nossa alegria e a cobiça de toda a meninada do bairro porque fornecia centenas de bolas pretas para o jogo de gude. Lembro-me da tamareira, e de tantos arbustos e folhagens coloridas, lembro-me da parreira que cobria o caramanchão, e dos canteiros de flores humildes, beijos, violetas. Tudo sumira, mas o grande pé de fruta-pão ao lado da casa e o imenso cajueiro lá no alto eram como árvores sagradas protegendo a família. Cada menino que ia crescendo ia aprendendo o jeito de seu tronco, a cica de seu fruto, o lugar melhor para apoiar o pé e subir pelo cajueiro acima, ver de lá o telhado das casas do outro lado e os morros além, sentir o leve balanceio na brisa da tarde.
    No último verão ainda o vi; estava como sempre carregado de frutos amarelos, trêmulo de sanhaços. Chovera; mas assim mesmo fiz questão de que Caribé subisse o morro para vê-lo de perto, como quem apresenta a um amigo de outras terras um parente muito querido.
    A carta de minha irmã mais moça diz que ele caiu numa tarde de ventania, num fragor tremendo pela ribanceira abaixo, e caiu meio de lado, como se não quisesse quebrar o telhado de nossa velha casa. Diz que passou o dia abatida, pensando em nossa mãe, em nosso pai, em nossos irmãos que já morreram. Diz que seus filhos pequenos se assustaram; mas depois foram brincar nos galhos tombados.
    Foi agora, em setembro. Estava carregado de flores.

(Rubem Braga. Cem crônicas escolhidas. Rio de Janeiro. José Olímpio. 1956. Pág. 320-22. Com adaptações.)
Em “Diz que passou o dia abatida, pensando em nossa mãe, em nosso pai, em nossos irmãos que já morreram.” (4º§), a palavra assinalada pode ser substituída, sem alteração de sentido, por:
Alternativas
Q1684016 Português
O cajueiro

    O cajueiro já devia ser velho quando nasci. Ele vive nas mais antigas recordações de minha infância, belo, imenso, no alto do morro, atrás de casa. Agora vem uma carta dizendo que ele caiu. Eu me lembro de outro cajueiro que era menor e morreu há muito mais tempo.
    Eu me lembro dos pés de pinha, do cajá-manga, da pequena touceira de espadas-de-são-jorge e da alta saboneteira que era nossa alegria e a cobiça de toda a meninada do bairro porque fornecia centenas de bolas pretas para o jogo de gude. Lembro-me da tamareira, e de tantos arbustos e folhagens coloridas, lembro-me da parreira que cobria o caramanchão, e dos canteiros de flores humildes, beijos, violetas. Tudo sumira, mas o grande pé de fruta-pão ao lado da casa e o imenso cajueiro lá no alto eram como árvores sagradas protegendo a família. Cada menino que ia crescendo ia aprendendo o jeito de seu tronco, a cica de seu fruto, o lugar melhor para apoiar o pé e subir pelo cajueiro acima, ver de lá o telhado das casas do outro lado e os morros além, sentir o leve balanceio na brisa da tarde.
    No último verão ainda o vi; estava como sempre carregado de frutos amarelos, trêmulo de sanhaços. Chovera; mas assim mesmo fiz questão de que Caribé subisse o morro para vê-lo de perto, como quem apresenta a um amigo de outras terras um parente muito querido.
    A carta de minha irmã mais moça diz que ele caiu numa tarde de ventania, num fragor tremendo pela ribanceira abaixo, e caiu meio de lado, como se não quisesse quebrar o telhado de nossa velha casa. Diz que passou o dia abatida, pensando em nossa mãe, em nosso pai, em nossos irmãos que já morreram. Diz que seus filhos pequenos se assustaram; mas depois foram brincar nos galhos tombados.
    Foi agora, em setembro. Estava carregado de flores.

(Rubem Braga. Cem crônicas escolhidas. Rio de Janeiro. José Olímpio. 1956. Pág. 320-22. Com adaptações.)
Estava carregado de flores.” (5º§) O antônimo do termo destacado anteriormente é:
Alternativas
Q1684014 Português
O cajueiro

    O cajueiro já devia ser velho quando nasci. Ele vive nas mais antigas recordações de minha infância, belo, imenso, no alto do morro, atrás de casa. Agora vem uma carta dizendo que ele caiu. Eu me lembro de outro cajueiro que era menor e morreu há muito mais tempo.
    Eu me lembro dos pés de pinha, do cajá-manga, da pequena touceira de espadas-de-são-jorge e da alta saboneteira que era nossa alegria e a cobiça de toda a meninada do bairro porque fornecia centenas de bolas pretas para o jogo de gude. Lembro-me da tamareira, e de tantos arbustos e folhagens coloridas, lembro-me da parreira que cobria o caramanchão, e dos canteiros de flores humildes, beijos, violetas. Tudo sumira, mas o grande pé de fruta-pão ao lado da casa e o imenso cajueiro lá no alto eram como árvores sagradas protegendo a família. Cada menino que ia crescendo ia aprendendo o jeito de seu tronco, a cica de seu fruto, o lugar melhor para apoiar o pé e subir pelo cajueiro acima, ver de lá o telhado das casas do outro lado e os morros além, sentir o leve balanceio na brisa da tarde.
    No último verão ainda o vi; estava como sempre carregado de frutos amarelos, trêmulo de sanhaços. Chovera; mas assim mesmo fiz questão de que Caribé subisse o morro para vê-lo de perto, como quem apresenta a um amigo de outras terras um parente muito querido.
    A carta de minha irmã mais moça diz que ele caiu numa tarde de ventania, num fragor tremendo pela ribanceira abaixo, e caiu meio de lado, como se não quisesse quebrar o telhado de nossa velha casa. Diz que passou o dia abatida, pensando em nossa mãe, em nosso pai, em nossos irmãos que já morreram. Diz que seus filhos pequenos se assustaram; mas depois foram brincar nos galhos tombados.
    Foi agora, em setembro. Estava carregado de flores.

(Rubem Braga. Cem crônicas escolhidas. Rio de Janeiro. José Olímpio. 1956. Pág. 320-22. Com adaptações.)
No fragmento “No último verão ainda o vi; estava como sempre carregado de frutos amarelos, trêmulo de sanhaços.” (3º§), a expressão “trêmulo” significa:
Alternativas
Respostas
4721: C
4722: D
4723: C
4724: A
4725: C
4726: C
4727: D
4728: C
4729: D
4730: D
4731: A
4732: B
4733: D
4734: C
4735: A
4736: E
4737: A
4738: C
4739: A
4740: D