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Questões de Concurso Comentadas sobre significação contextual de palavras e expressões. sinônimos e antônimos. em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 13.797 questões

Q1811427 Português

Texto para responder à questão.

Carta aberta a Lourenço Diaféria* 


Dom Lourenço:

    Sou um assíduo leitor. Leio tudo e continuamente. No banheiro, no ônibus, no quintal, na calçada; de madrugada, tarde, noite; livros, livretos, folhetins, revistas, cartazes, pichações, jornais, jornalecos, folhas soltas, propagandas, guias telefônicos, bulas, portas de banheiro e até uma ou outra palma da mão.

Sou um leitor. 

    Sou um leitor por imagem refletida, como num espelho ou numa montanha de ecos, pois o que eu queria mesmo era ser escritor. Vã esperança. Louco sonho. Não fui ou não aconteci, como se diz agora. Daí virei leitor; não virei, nasci leitor... Mas, desgraça minha – ou sorte –, não sou um leitor técnico, erudito, de análise. Não, não consigo sequer desvendar normas gramaticais, estilos, influências... Dir-se- -ia leitor cru? E como não bastasse: gringo, estrangeiro, Tupac-Amaru. Sou apenas um glutão de imagens, sentimentos, emoções e vibrações. Sou um leitor de nó na garganta e lágrimas fáceis. Sinto nas palavras, por outros escritas, aquilo tudo que está dentro de mim, que queria expressar e não consigo; que sinto e não sei transmitir.

    Ah! Dom Lourenço... É a mesma coisa que ter um balão dentro da gente que vai enchendo de emoções, emoções, emoções, pronto a explodir, e, quando acontece, estoura o peito e espalha aquelas palavras todas – imagens e sentimentos – salpicando todos em volta, pintando-os todos multicolores, floridos, irmanando-os, tornando os homens mais humanos, mais compreensivos, mais amigos, mais altos, mais nobres e mais puros. 

    Sou um leitor. E como tal tenho um aferido e aguçado “sentimentômetro” de revoluções mil, de pique e médias, de luzes amarelas, verdes e vermelhas. E meu particular aparelho de medir sentimentos há muito não acusava pressão máxima. Há muito eu não sentia a faixa vermelha, o assobio estridente, a pulsação acelerada, o lacre de segurança quebrado, que anuncia próxima e inadiável explosão. Mas ao ler Morte sem colete o aparelho funcionou e senti em mim a caldeira de pressão, o rio sem barragem, a sombra fresca, cântaro na fonte, grito de liberdade, toque de recolher, queda e consciência... 

    Gracias, muchas gracias, por nos tornarmos irmãos no sentir e transmitir.

    *Lourenço Carlos Diaféria foi um contista, cronista e jornalista brasileiro.

(MEYER, Luís Aberto. In: Magistrando a Língua Portuguesa: literatura brasileira, redação, gramática, metodologia do ensino e literatura infantil. Rose Sordi. São Paulo: Moderna, 1991.)


Está preservada a correção gramatical e semântica na reescrita proposta para o segmento destacado em:
Alternativas
Q1811425 Português

Texto para responder à questão.

Carta aberta a Lourenço Diaféria* 


Dom Lourenço:

    Sou um assíduo leitor. Leio tudo e continuamente. No banheiro, no ônibus, no quintal, na calçada; de madrugada, tarde, noite; livros, livretos, folhetins, revistas, cartazes, pichações, jornais, jornalecos, folhas soltas, propagandas, guias telefônicos, bulas, portas de banheiro e até uma ou outra palma da mão.

Sou um leitor. 

    Sou um leitor por imagem refletida, como num espelho ou numa montanha de ecos, pois o que eu queria mesmo era ser escritor. Vã esperança. Louco sonho. Não fui ou não aconteci, como se diz agora. Daí virei leitor; não virei, nasci leitor... Mas, desgraça minha – ou sorte –, não sou um leitor técnico, erudito, de análise. Não, não consigo sequer desvendar normas gramaticais, estilos, influências... Dir-se- -ia leitor cru? E como não bastasse: gringo, estrangeiro, Tupac-Amaru. Sou apenas um glutão de imagens, sentimentos, emoções e vibrações. Sou um leitor de nó na garganta e lágrimas fáceis. Sinto nas palavras, por outros escritas, aquilo tudo que está dentro de mim, que queria expressar e não consigo; que sinto e não sei transmitir.

    Ah! Dom Lourenço... É a mesma coisa que ter um balão dentro da gente que vai enchendo de emoções, emoções, emoções, pronto a explodir, e, quando acontece, estoura o peito e espalha aquelas palavras todas – imagens e sentimentos – salpicando todos em volta, pintando-os todos multicolores, floridos, irmanando-os, tornando os homens mais humanos, mais compreensivos, mais amigos, mais altos, mais nobres e mais puros. 

    Sou um leitor. E como tal tenho um aferido e aguçado “sentimentômetro” de revoluções mil, de pique e médias, de luzes amarelas, verdes e vermelhas. E meu particular aparelho de medir sentimentos há muito não acusava pressão máxima. Há muito eu não sentia a faixa vermelha, o assobio estridente, a pulsação acelerada, o lacre de segurança quebrado, que anuncia próxima e inadiável explosão. Mas ao ler Morte sem colete o aparelho funcionou e senti em mim a caldeira de pressão, o rio sem barragem, a sombra fresca, cântaro na fonte, grito de liberdade, toque de recolher, queda e consciência... 

    Gracias, muchas gracias, por nos tornarmos irmãos no sentir e transmitir.

    *Lourenço Carlos Diaféria foi um contista, cronista e jornalista brasileiro.

(MEYER, Luís Aberto. In: Magistrando a Língua Portuguesa: literatura brasileira, redação, gramática, metodologia do ensino e literatura infantil. Rose Sordi. São Paulo: Moderna, 1991.)


Acerca da expressão “Sou um leitor de nó na garganta e lágrimas fáceis.” (4º§), pode-se afirmar que:
Alternativas
Q1811307 Português
    Eu gosto de observar as pessoas em seus trabalhos e ocupações. Uma das coisas que mais me deixa feliz é ver o brilho no olhar e a forma entusiasmada das que trabalham com afinco. Quem no dia a dia do trabalho tem essa característica comumente consegue se destacar, crescer, subir na carreira e o mais importante, é lembrado por muito tempo pelas pessoas com quem teve contato. 
    Sou professor há 12 anos e, ainda hoje, quando começa uma turma nova, me dá um certo frio na barriga e um pouco de nervosismo. E não se trata de insegurança, trata-se de valorização do trabalho. Na minha mente vem aquele desejo de passar uma boa impressão e ser cativante para os alunos. E isso dá um pouco de nervosismo. Também já escrevo na internet há pouco mais de 7 anos, e sempre antes de clicar no botão “publicar” eu leio atentamente o texto, reviso algumas palavras e ideias. Além disso, sempre me pergunto: “esse texto vai ajudar de alguma forma a quem for lê-lo? Esse texto vai despertar ideias e insights bacanas?”. Só depois de responder a elas de forma afirmativa é que o publico.
    Inúmeras vezes cheguei a escrever textos que estavam prestes a serem publicados e na última hora me veio a negativa para as perguntas formuladas há pouco. E sabe de uma coisa interessante? Esse exercício tem sido para mim como uma espécie de terapia, no qual expresso por escrito parte do que estou sentindo e que está me incomodando. Muitas vezes somos tentados a escrever sobre algo que esteja nos deixando tristes, chateados, irritados ou desesperançosos, etc. Porém, é preciso compreender que, em quase 100% dos casos, o que nos incomoda e chateia, para outras pessoas, pode ser exatamente o oposto, pode ser motivo de alegria e orgulho.
    Em 2019, uma obra magnífica da qual li alguns trechos se chama Crítica da razão pura, do filósofo alemão Immanuel Kant, e nesta obra ele aborda amplamente um conceito famoso seu que é o “imperativo categórico”. Sendo bem direto e objetivo, esse conceito diz: “age apenas segundo uma máxima tal que possas ao mesmo tempo querer que ela se torne lei universal”. Em outras palavras, se o que eu fizer puder ser feito por 100% das pessoas, maravilha, então trata-se de algo moralmente correto; se não puder ser feito por 100% das pessoas, é preciso pensar com mais cuidado, com mais cautela, com mais critério, buscando como objetivo que se torne algo universal.
    Eu passei a olhar para o meu dia a dia e para as minhas atitudes com um olhar bem mais ligado após estudar um pouco esse pensador tão revolucionário. Se você observar e ler com bastante atenção esse conceito, é possível fazer o link com a seguinte frase de Antonio Meneses: “quem não fica nervoso (antes de um desempenho) é porque não dá importância ao que faz”. O nervosismo é esse momento de autorreflexão, no qual você pensa na melhor maneira de atuar. Dessa forma, podemos atingir o que chamamos de excelência.
    Não a confunda com perfeccionismo, tudo bem? Pois excelência não tem nada a ver com perfeccionismo. Esta postura provém do medo de errar, do medo de falhar, de uma autoexigência que causa neuroses e adoecimentos. A excelência é quase um sinônimo do capricho, de um trabalho bem realizado. Mario Sergio Cortella costuma dizer isto aqui nas suas palestras, o que concordo em gênero, número e grau: “capricho é fazer o melhor com aquilo que se tem, enquanto não tem condições melhores para fazer melhor ainda”. Ou seja, é se utilizar dos recursos de que se dispõe, porém sempre nutrindo essa humildade de que pode ser melhor a cada dia.
    Eu quero ser a cada ano que passa um professor melhor, um escritor melhor, um psicanalista melhor. Mas, acima de tudo, uma pessoa melhor, que valoriza às amizades, o bom convívio com a família ou com os colegas de trabalho e por aí vai. Que este breve texto leve à reflexão sobre a importância de fazermos o melhor nas condições que temos no momento e sempre buscando um aperfeiçoamento. É normal ficar um pouco nervoso, e esse nervosismo é justamente o tempero que deixa especial e único o seu trabalho e atribuições.
Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em https://www.contioutra.com/quem-nao-fica-nervoso-antes-de-umdesempenho-e-porque-nao-da-importancia-ao-que-faz/. Acesso em: 30/01/2020.)
Assinale alternativa que mostra duas palavras que substituem, correta e respectivamente, os termos sublinhados no excerto “é preciso pensar com mais cuidado, com mais cautela” (4º§), sem causar distorções em seus significados por serem sinônimos deles.
Alternativas
Q1811265 Português
Poluição visual: entenda seus impactos

    Poluição visual é o excesso de elementos visuais criados pelo homem que são espalhados, geralmente, em grandes cidades e que promovem certo desconforto visual e espacial. Esse tipo de poluição pode ser causado por anúncios, propagandas, placas, postes, fios elétricos, lixo, torres de telefone, entre outros.
    A poluição visual, que atua junto com a poluição luminosa, está muito presente nos grandes centros urbanos por conta da enorme quantidade de anúncios publicitários e sua não harmonia com o ambiente, desviando exageradamente a atenção dos habitantes.
    Além dos danos estéticos, este tipo de poluição pode ser perigoso para motoristas e outras pessoas. Um prédio feito de vidro pode refletir a luz do sol, criando uma poluição visual que obstrui a visão de quem guia veículos nas vias. Também os anúncios publicitários situados perto de malhas viárias podem distrair os motoristas enquanto dirigem, causando acidentes.
    Problemas como estresse e desconforto visual também estão relacionados com a poluição visual. Um estudo recente da Universidade A&M, do Texas, nos EUA, demonstrou como a poluição visual está relacionada a esses problemas. Depois de ter realizado situações estressantes, as pessoas estudadas utilizaram dois tipos de avenidas: uma em direção ao interior com poucos ou nenhum anúncio publicitário e a outra cheia de anúncios e demais elementos que são causas de poluição visual. Os níveis de estresse diminuíram rapidamente nos indivíduos que utilizaram o primeiro tipo de avenida, enquanto permaneceu alta naqueles que utilizaram o segundo tipo.
    Outros danos negativos do excesso de anúncios publicitários são o incentivo ao consumo, que pode gerar problemas, como obesidade, tabagismo, alcoolismo e o aumento de geração de resíduos (seja por conta do anúncio em si ou do descarte dos produtos oferecidos pela publicidade). [...]
    Aqui no Brasil é fácil perceber o impacto da poluição visual em épocas de eleições. Além do estresse e do incômodo gerados pela propaganda eleitoral, o peso ambiental da distribuição de panfletos com o número dos candidatos (o famoso “santinho”) é imenso. [...]
    Para inibir ou controlar esse tipo de poluição, uma possibilidade é criação de leis regulamentando o uso de anúncios publicitários, que são os principais causadores desse tipo de dano. Em São Paulo e em algumas outras cidades, houve a implantação de regulamentações, que ordenam a paisagem do município e visam equilibrar os elementos que compõem a paisagem urbana, restringindo a publicidade externa como outdoors, faixas, cartazes e totens.
(Poluição visual: entenda seus impactos. Texto adaptado. Disponível em: https://www.ecycle.com.br/2738-poluicao-visual.
Acesso em: 20/01/2019.)
Essa mesma oração também contém uma locução adjetiva. Em qual das orações, a locução adjetiva NÃO corresponde ao adjetivo informado?
Alternativas
Q1810840 Português
“A formação profissional está eivada de crenças, valores e preconceitos de um sistema de representação sobre o que é polícia, o que é criminoso, o que é mulher, o que é o menor e o que é o negro”, aponta. (linhas 22 e 23)
A palavra sublinhada no período acima está vinculada ao campo semântico de
Alternativas
Q1810699 Português
NÃO é um antônimo possível de exortar:
Alternativas
Q1810696 Português
As armadilhas do amor somente para os incautos são perigosas. A palavra “incauto” na frase PODE ser substituída sem prejuízo ao sentido por:
Alternativas
Q1810677 Português
O ANTÔNIMO de ileso é:
Alternativas
Q1810675 Português
Leia o Texto para responder a questão:

O Acidente de Transito

   Um homem e uma mulher se envolvem num acidente de grandes proporssões: os carros são inteiramente destruídos, mas, por sorte, nenhum dos dois fica ferido. Depois de conseguirem sair do que restou dos carros, a mulher diz:
   — Olha só! Você, um homem, e eu, uma mulher, saímos ilesos de um acidente desses! Só pode ser um sinal de Deus! Ele está nos dando uma oportunidade para nos conhecermos e ficarmos juntos para o resto da vida! 
    — Concordo — responde o homem — Isso deve ser um sinal divino!
    A mulher continua: 
   — E olha só, um outro milagre: meu carro ficou totalmente destruído, mas essa garrafa de uísque não quebrou! Deve ser outro sinal. Vamos beber e comemorar esta sorte. 
    E ela entrega a garrafa ao homem. Ele concorda, abre a garrafa, toma alguns goles diretamente do gargalo e devolve a garrafa à mulher. Ela a pega, coloca a tampa de volta, e a devolve ao homem. Ele não entende o gesto e pergunta:
    — Você não vai tomar?
    — Não! Eu vou esperar a polícia chegar com o bafômetro... 
Disponível em:
https://www.tudoporemail.com.br/content.aspx?emailid=4641. Acesso
em: 25 de agosto de 2021.
É um SINÔNIMO de comemorar:
Alternativas
Q1810539 Português
Instrução: Leia o texto e responda à questão.

Aulas de empatia fazem parte do currículo escolar na Dinamarca
   Desde 1993, o sistema educacional da Dinamarca inclui aulas obrigatórias de empatia. O Klassens tic, como é denominado, consiste em reservar uma hora por dia para que estudantes, entre 6 a 16 anos, trabalhem com três principais componentes: o afetivo, o cognitivo e os reguladores de emoções. Nesse período, os alunos dispõem de tempo para falar sobre seus problemas, que podem ser tanto pessoais quanto relacionados à escola. Evidenciando a importância da compreensão e do acolhimento, o professor e o restante da turma discutem e auxiliam qual a melhor maneira para resolvê-los. Esse momento é bastante significativo, pois se aprende sobre o respeito e a tolerância.
   De acordo com estudo realizado pelos psicólogos Iben Sandahl e Jessica Alexander, autores do livro “Crianças Dinamarquesas”, há duas formas que os dinamarqueses utilizam para ensinar empatia. A primeira é pelo trabalho em equipe. E cerca de 60% das tarefas escolares já realizam essa função. A segunda forma relaciona-se ao papel da escola que, ao invés de estimular a concorrência entre os colegas, adota um currículo para aprimorar o desenvolvimento das habilidades e dos talentos, além de incentivar as capacidades de cada um. Não há recompensas ou prêmios, o ensino se concentra em motivar o próprio aluno.
   Por isso, quando os pesquisadores afirmam que a educação é o segredo da felicidade, destacam que os vínculos de solidariedade e sistemas estabelecidos de cooperação são elementos primordiais para se alcançar bons resultados. Desse modo, pode-se pensar que a importância dada à educação, possivelmente, seja um dos fatores que colabore para que a Dinamarca permaneça na lista dos países mais felizes do mundo, conforme relatório da ONU.

(Disponível em: http://notaterapia.com.br. Acesso em: 14/03/2020.) 
O termo primordiais pode ser substituído sem prejuízo de sentido por
Alternativas
Q1810396 Português

Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna a seguir, a fim de que o excerto apresente um sentido coerente:


“A sobrevivência dos pescadores daquela pequena vila estava __________ pelas mudanças climáticas aceleradas e catastróficas dos últimos tempos.”

Alternativas
Q1810316 Português

Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. O destaque ao longo do texto está citado na questão. 


Assinale a alternativa que NÃO poderia substituir “o estrago”, na linha 18, sob pena de acarretar alteração do sentido original do texto.
Alternativas
Q1809607 Português

Imagem associada para resolução da questão

              (Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br. Acesso em: 14/03/20.)

Na tira, o uso do verbo pastar assume sentido

Alternativas
Q1809473 Português
Assinale a opção em que a expressão sublinhada está adequadamente empregada.
Alternativas
Q1809472 Português
Assinale a frase que mostra em sua estruturação um jogo de palavras com sentidos diferentes de um mesmo termo.
Alternativas
Q1809243 Português
Leia a seguinte manchete, publicada no site 1News em 18/12/2018, para responder à questão.

“Luto na música: perda de Roberto Carlos perto do natal comove o Brasil” 
Assinale a alternativa que desfaz a ambiguidade do texto.
Alternativas
Q1809240 Português
Leia o trecho da crônica “Hobbies” de Luis Fernando Veríssimo para responder à questão.

    A maior coleção particular de pizzas do mundo pertence ao jurista Domenico Corolário, de São Paulo, que desenvolveu um método para preservá-las, semelhante, segundo ele, ao embalsamamento. O doutor Corolário começou com uma de mussarela (sic) e molho de tomate simples, tamanho médio, para viagem. Levou para casa, esqueceu-se de comê-la e duas semanas mais tarde encantou-se com aquela coisa redonda, colorida e incomível e teve a ideia da coleção. Hoje viaja sempre que pode à procura de pizzas diferentes e tem correspondentes em todo o mundo, que lhe enviam espécimens novos. Quais são seus exemplares mais raros?

    - Bem, tenho uma pizza de bacalhau, páprica e creme de leite. Esta aqui de creme de abacate, anchovas, azeitona, rodelas de tomate e caramelo. Esta de mamão, bacon e... Mas você está ficando verde!

VERÍSSIMO, Luis Fernando. Novas comédias da vida privada, Porto Alegre, L&PM, 1996, p.325.
A palavra incomível pode ser substituída, sem prejuízo de sentido no texto, por:
Alternativas
Q1808745 Português

Leia o texto e responda à questão.


    A China está se tornando um dos maiores produtores de vinho do mundo. Está investindo e daqui a dez, vinte anos deve ter grandes vinhos. Já em relação ao consumo, é preocupante. Se um dia os chineses resolverem beber uma taça de vinho cada um, não vai sobrar. Além disso, se o consumo chinês aumentar como está se desenhando, a bebida ficará mais cara. Por outro lado, é um mercado em potencial para o avanço das exportações de diversos países.

(VIANNA JÚNIOR, D. Revista Veja, Ed. 2666.)

Em relação aos recursos linguísticos e textuais, analise as afirmativas.


I- As locuções verbais com gerúndio no texto conferem ideia de continuidade, ou seja, de uma ação que ainda está em andamento, exprimindo a ideia de progressão indefinida.

II- A expressão Por outro lado funciona como operador argumentativo, estabelecendo ideia de contraposição ao que foi dito anteriormente no texto.

III- A expressão coesiva Além disso é uma locução adverbial pela qual algo é acrescentado ao que foi dito, pode ser substituída por Em adição a isso.

IV- No trecho Já em relação ao consumo, é preocupante., o advérbio tem sentido de prontamente, incontinente, e pode ser substituído por imediatamente.


Estão corretas as afirmativas

Alternativas
Q1808738 Português
Leia a parte final do artigo Pessoas e pragas, de J.R. Guzzo, publicado em 21/08/2019, no blog Fatos, e responda à questão.

[...]
    
    Nunca houve tanto agronegócio no mundo. Nunca se consumiram tanta carne, frango e outras proteínas básicas. Nunca houve tanto alimento para o homem – e nunca se produziu e vendeu tanto produto artificial para o campo. Ao mesmo tempo, jamais a população do planeta foi tão grande como hoje. Nem tão bem alimentada, até por razões legais – uma Volkswagen, por exemplo, é obrigada por lei a oferecer dois tipos de proteínas em seus refeitórios, no almoço e no jantar, todos os dias. Só consegue cumprir a lei se acha frango e boi em quantidade suficiente – e para isso frangos e bois têm de engordar cada vez mais depressa, o que é impossível sem hormônios, rações com complementos químicos, vacinas. Milhares de outras empresas brasileiras precisam, por lei, fazer exatamente a mesma coisa – ou os fiscais vão lhes socar em cima uma quantidade de multas capaz de levar até o Google à falência.
    Como fica, então? Se estivessem pondo “veneno” na comida, você iria ver gente caindo morta na sua frente em cada esquina, todo dia. Em vez disso, a população só aumenta. É óbvio que o uso da química, biogenética e de outras tecnologias na agricultura é uma questão de doses certas, produtos de qualidade, mais segurança quanto aos seus danos prejudiciais à saúde, mais competência no manejo. Mas nunca, também, houve progressos tão espetaculares na melhoria científica dos adubos, pesticidas, transgênicos e tudo o mais que se põe na lavoura. São os fatos. A alternativa é voltar à Idade da Pedra, quando a alimentação era 100% natural – e o sujeito precisava ter uma sorte do cão para chegar vivo aos 30 anos de idade.
Sobre recursos linguísticos e expressivos, analise as afirmativas.
I- A repetição do advérbio de negação nunca ressalta a intencionalidade do articulista em marcar fortemente a relação entre a produção do agronegócio e a alimentação da população mundial. II- A frase Como fica, então?, no início do segundo parágrafo, pode ser substituída por O que fazer? ou por Qual a solução?, sem prejuízo do sentido. III- O uso das expressões informais socar em cima e sorte do cão em artigo jornalístico sugere intenção de envolver o leitor e fazê-lo comungar das ideias do articulista. IV- O trecho quantidade de multas capaz de levar até o Google à falência não se apresenta relevante na construção dos sentidos do texto, pois é uma empresa sólida e muito rica. V- Em Se estivessem pondo “veneno” na comida, você iria ver gente caindo morta na sua frente em cada esquina, todo dia., a conjunção que inicia o período pode ser substituída, sem prejuízo do sentido, por posto que, se bem que e conforme.
Estão corretas as afirmativas 
Alternativas
Q1808705 Português
Leia o trecho da crônica Zaptiqueta, de Antônio Prata, publicada em 17/11/2019, para responder à questão.

Já que estamos viciados nos celulares e autocondenados a arrastá-los por aí como as bolas de chumbo dos prisioneiros nas histórias em quadrinhos, é mister entrarmos num acordo sobre algumas mínimas normas de etiqueta. Não me refiro aos trolls do Twitter, aos ogros da dark web, às almas sebosas que dedicam a vida a aprofundar, via redes sociais, o murundu em que nos encontramos (sic). Desses cuidará o capeta no décimo nono círculo do inferno atualizado de Dante. Falo aqui das pessoas de bom coração que, por falta de um protocolo, atrapalham-se com os talheres do WhatsApp.

FONTE: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/antonioprata/2019/11/zaptiqueta.shtml

A expressão “é mister”, destacada no texto, pode ser substituída, sem prejuízo de sentido, por:
Alternativas
Respostas
4501: B
4502: A
4503: C
4504: C
4505: C
4506: C
4507: B
4508: D
4509: B
4510: D
4511: D
4512: A
4513: C
4514: E
4515: C
4516: C
4517: A
4518: B
4519: D
4520: D