Questões de Concurso Comentadas sobre significação contextual de palavras e expressões. sinônimos e antônimos. em português

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Q1837155 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão.

Sonho de um dia normal        
    Sabem qual é o meu sonho? Ter um dia normal. Um dia simples, um dia rotineiro, um dia sem sobressaltos. Um dia com começo, meio e fim. Um dia feito de manhã, tarde e noite. Oito horas de trabalho, oito horas de família, oito horas de descanso. Um dia honesto, um dia comum, um dia preto na folhinha. Nem muito alegre, nem muito triste. Um dia pão com manteiga, um dia arroz com feijão, um dia como todo santo dia. Um dia do dia a dia. Esse é o meu sonho.
    Trivial? Pode ser. Mas também cada vez mais raro. Assim, a cada dia que passa, esquecemos como é que se passa um dia assim. Nos últimos anos, a normalidade se tornou uma exceção. Mais do que um tesouro: um milagre. E é por esse excepcional e preciso milagre que eu rezo todos os dias. [...]

(BRIGUET, Paulo. Nossa Senhora dos Ateus: 100 crônicas de Paulo Briguet. 1ª ed.
Campinas, SP: Editora Sétimo Selo, 2021.)
Considere as afirmativas a seguir como verdadeiras (V) ou falsas (F).
( ) Os vocábulos normal, simples e rotineiro (1º parágrafo) exercem a função de modificar o mesmo substantivo na mesma oração. ( ) As expressões pão com manteiga e arroz com feijão estão relacionadas à ideia de algo normal, comum, cotidiano. ( ) São identificados diferentes exemplos de encontros consonantais nas palavras sonho, preto e tornou. ( ) As palavras manhã, também e excepcional possuem o mesmo acento tônico. ( ) As palavras sobressaltos, horas e honesto são exemplos da falta de correspondência entre número de fonemas e de letras.
A sequência correta, de preenchimento das lacunas, é:
Alternativas
Q1837151 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão.

LER DEVAGAR
    Para aprender a ler é preciso ler bem devagar, e em seguida é preciso ler bem devagar e, sempre, até o último livro que terá a honra de ser lido por você, será preciso ler bem devagar. É preciso ler devagar um livro tanto para desfrutar dele quanto para se instruir ou para criticá-lo. Flaubert dizia: “Ah! Esses homens do século XVII! Como sabiam latim! Como liam devagar!”. Mesmo sem a intenção de escrever você mesmo, é preciso ler com lentidão o que quer que seja, sempre se perguntando se compreendeu corretamente e se a ideia com que acabou de se deparar é a do autor e não a sua. “É isso mesmo?” deve ser a pergunta contínua que o leitor faz a si mesmo.
    Os filólogos têm uma mania um pouco divertida, mas que parte do melhor sentimento do mundo e que devemos ter e conservar como princípio, como raiz. Eles se perguntam sempre: “É este mesmo o texto? Não seria ergo em lugar de ego, e ex templo em lugar de extemplo? Isso faria diferença”. Essa mania lhes surgiu de um hábito excelente, que é o de ler devagar, que é o de desconfiar do primeiro sentido que se vê nas coisas, que é o de não se abandonar, que é o de não sermos preguiçosos ao ler. Dizem que, no texto de Pascal sobre o ácaro, ao ver o manuscrito, Cousin leu: “nos contornos dessa síntese de abismo”. E como ele o admirou! Como o admirou! Estava escrito: “nos contornos dessa síntese de átomo” o que faz sentido. Cousin, levado por seu entusiasmo romântico, não se perguntou se “síntese de abismo” também fazia. É preciso não ter preguiça ao ler, mesmo uma preguiça lírica.
    Nem precipitação. A precipitação não passa, aliás, de uma forma de preguiça. Nossos pais diziam: “Ler com os dedos”. Isso queria dizer folhear de tal modo que, feitas as contas, os dedos tinham mais trabalho do que os olhos. “O sr. Beyle lia muito com os dedos, o que quer dizer que ele percorria muito mais do que lia, e deparava sempre com o lugar essencial e curioso do livro”. É preciso não pensar muito mal desse método que é o dos homens que são, como Beyle, colecionadores de ideias. Ocorre apenas que esse método tira todo o prazer da leitura e o substitui pelo da caça. Se você quer ser um leitor diletante e não um caçador, seu método precisa ser exatamente o oposto. De forma alguma deve ler com os dedos, nem ler na diagonal, como também se diz de modo bastante pitoresco. Deve ler com um espírito atento e bastante desconfiado de sua primeira impressão.
     Você me dirá que há livros que não podem ser lidos devagar, que não suportam a leitura lenta. E os há, de fato, mas esses são os livros que não é preciso ler em absoluto. Primeira consequência benéfica da leitura lenta: ela faz a separação, desde o início, entre o livro que se deve ler e o livro que só foi feito para não ser lido.
     Ler devagar é o primeiro princípio, e se aplica a toda e qualquer leitura. É como a essência da arte de ler. Há outras? Sim, mas nenhuma se aplica a todos os livros sem distinção. Além de “ler devagar” não há uma arte de ler; há artes de ler, e muito diferentes conforme as diferentes obras. São essas artes de ler que tentaremos sucessivamente destrinchar.
(FAGUET, Émile. A arte de ler. Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2009.)
O vocábulo diletante (3º parágrafo) tem como sinônimo
Alternativas
Q1837065 Português

Texto para a questão. 


Internet: <medicina.ufmg.br> (com adaptações).

Assinale a alternativa em que é apresentada proposta de reescrita gramaticalmente correta e coerente para o seguinte trecho do texto: “No caso do tabaco, a nicotina é a principal atuante no organismo e pode causar hipertensão” (linhas 25 e 26).
Alternativas
Q1837026 Português
Observe a seguinte notícia extraída do jornal “O Imparcial”, publicada no dia 15/07/2021 e responda a questão.

     Morador de rua é morto a pauladas na Praça de Santa Cruz
     Assassinos ainda escrevem a palavra ‘paz’ com o sangue da vítima no chão
    Uma cena de extrema violência foi registrada na madrugada desta quinta-feira (15) na Praça Santa Cruz, na região central de Araraquara. Um morador de rua ainda não identificado foi morto a pauladas por outros andarilhos.
    Segundo o apurado, o corpo foi encontrado caído no chão e, ao lado, havia a palavra ‘paz’ escrita com seu próprio sangue. A princípio o crime teria sido cometido por outros dois andarilhos que frequentam o local. Eles teriam espancado e agredido o companheiro de rua a pauladas.
    Uma equipe do SAMU foi acionada, mas o homem que chegou a perder massa encefálica, acabou falecendo no local.
    A Polícia Militar foi acionada e ouviu testemunhas para tentar chegar aos autores do assassinato. Imagens de câmeras de segurança devem ser usadas pela Polícia Civil.
O texto apresenta um problema de coerência que seria resolvido se o período “Um morador de rua ainda não identificado foi morto a pauladas por outros andarilhos”, presente no primeiro parágrafo do corpo da notícia, fosse 
Alternativas
Q1837023 Português
Observe a seguinte notícia extraída do jornal “O Imparcial”, publicada no dia 15/07/2021 e responda a questão.

     Morador de rua é morto a pauladas na Praça de Santa Cruz
     Assassinos ainda escrevem a palavra ‘paz’ com o sangue da vítima no chão
    Uma cena de extrema violência foi registrada na madrugada desta quinta-feira (15) na Praça Santa Cruz, na região central de Araraquara. Um morador de rua ainda não identificado foi morto a pauladas por outros andarilhos.
    Segundo o apurado, o corpo foi encontrado caído no chão e, ao lado, havia a palavra ‘paz’ escrita com seu próprio sangue. A princípio o crime teria sido cometido por outros dois andarilhos que frequentam o local. Eles teriam espancado e agredido o companheiro de rua a pauladas.
    Uma equipe do SAMU foi acionada, mas o homem que chegou a perder massa encefálica, acabou falecendo no local.
    A Polícia Militar foi acionada e ouviu testemunhas para tentar chegar aos autores do assassinato. Imagens de câmeras de segurança devem ser usadas pela Polícia Civil.
O item lexical “andarilhos”, presente no final do primeiro parágrafo do corpo da notícia, estabelece relação de sinonímia e de anáfora com os seguintes itens lexicais (colocados no singular), respectivamente:
Alternativas
Q1837021 Português
Leia o texto a seguir, intitulado “Vozes-Mulheres”, escrito por Conceição Evaristo, para responder a questão.

Vozes-Mulheres
(Conceição Evaristo)

A voz de minha bisavó
ecoou criança
nos porões do navio.
ecoou lamentos
de uma infância perdida.

A voz de minha avó
ecoou obediência
aos brancos-donos de tudo.

A voz de minha mãe
ecoou baixinho revolta
no fundo das cozinhas alheias
debaixo das trouxas
roupagens sujas dos brancos
pelo caminho empoeirado
rumo à favela

A minha voz ainda
ecoa versos perplexos
com rimas de sangue
e
fome.

A voz de minha filha
recolhe todas as nossas vozes
recolhe em si
as vozes mudas caladas
engasgadas nas gargantas.

A voz de minha filha recolhe em si a fala e o ato.
O ontem – o hoje – o agora.
Na voz de minha filha se fará ouvir a ressonância
O eco da vida-liberdade. 
A autora utiliza, em três momentos do texto, palavras compostas por hífen. Pode-se interpretar que
Alternativas
Q1836978 Português

Texto para a questão. 


Internet: <corrreiobraziliense.com.br> (com adaptações).

Assinale a alternativa em que é apresentado o sinônimo da palavra “exacerbou” (linha 44).  
Alternativas
Q1836977 Português

Texto para a questão. 


Internet: <corrreiobraziliense.com.br> (com adaptações).

Assinale a alternativa em que a substituição proposta manteria a ortografia oficial, a correção gramatical e a coerência das ideias do texto. 
Alternativas
Q1836627 Português

“Se eu morrer, estás perdoado; se eu me recuperar, então veremos.”

(ditado espanhol)


A substituição de um termo desse ditado que produz um erro é: 

Alternativas
Q1836626 Português

“Quem tem uma linda mulher, um castelo na fronteira ou um vinhedo à beira da estrada precisa sempre estar preparado para a guerra.”

(ditado espanhol)


Neste ditado, a palavra que está empregada em sentido figurado é

Alternativas
Q1836624 Português

“Aquele que constrói seguindo o conselho de todo mundo, terá uma casa torta”.

(ditado dinamarquês)


A oração “seguindo o conselho de todo mundo” equivale a

Alternativas
Q1836623 Português

“Se você quer ser feliz por uma hora, tire uma soneca; por um dia, vá pescar; por um mês, case-se; por um ano, herde uma fortuna; pela vida inteira, ajude outros.”

(ditado chinês)


Este ditado mostra uma visão negativa

Alternativas
Q1836618 Português

Todos os ditados a seguir mostram formas do verbo ter, que é amplamente empregado em lugar de outros verbos.


Assinale a opção que apresenta o ditado em que se propõe um substituto adequado para esse verbo.

Alternativas
Q1836613 Português
Assinale a opção em que a inversão da posição de palavras altera o sentido original. 
Alternativas
Q1836610 Português

“Os que gostam de cerejas cedo aprendem a subir em árvores.”

(provérbio alemão)


Assinale a opção que apresenta a forma de reescrever esse provérbio que modifica seu sentido original.

Alternativas
Q1836534 Português

Considere a tira para responder à questão.


(Bill Watterson. O Estado de S. Paulo, 07.12.2019.)

Atendendo à norma-padrão da língua portuguesa, a frase de Calvin no último quadrinho pode ser reescrita da seguinte forma:
Alternativas
Q1836533 Português

Considere a tira para responder à questão.


(Bill Watterson. O Estado de S. Paulo, 07.12.2019.)

Supondo que, no último quadrinho, a frase dita pelo tigre Haroldo fosse reescrita mantendo-se o sentido figurado, a alternativa correta seria: Eu vou falar pra sua mãe que você...
Alternativas
Q1836491 Português
O campo semântico é formado pelas possibilidades de significação que uma mesma palavra pode assumir, dependendo de como for empregada e do contexto em que estará inserida. Em qual desses exemplos a seguir podemos afirmar que se trata do campo semântico?
Alternativas
Q1836347 Português
Leia o texto, para responder à questão.

   A psicanalista Maria Homem diz que o ressentimento é a palavra-chave para ousar compreender o mundo hoje. Luiz Filipe Pondé acredita que o ressentimento faz de nós incapazes de ver algo simples: o universo é indiferente aos nossos desejos; além de destruir em nós a capacidade de pensar e compreender a realidade.
   Ressentir-se significa atribuir ao outro a responsabilidade pelo que nos faz sofrer. Como se a culpa do que não somos ou não podemos ser fosse sempre do outro, esse bode expiatório que escolhemos quando não podemos nos haver com nossos próprios limites. Ressentir-se é uma impossibilidade de esquecer ou superar um agravo. Seria uma impossibilidade ou uma recusa?
   O ressentido não é alguém incapaz de perdoar ou esquecer, é alguém que não quer esquecer, não quer perdoar, nem superar o mal que o vitimou. O filósofo Max Scheler classifica como “auto envenenamento psicológico” o estado emocional do ressentido, um ser introspectivo ocupado com ruminações acusadoras e fantasias vingativas.
   O ressentido é um escravo de sua impossibilidade de esquecer, vivendo em função de sua vingança adiada, de maneira que em sua vida não é possível abrir lugar para o novo; trata-se de um vingativo passivo, e suas queixas contínuas mobilizam, no outro, confusos sentimentos de culpa. Na verdade, ele acusa, mas não está seriamente interessado em ser ressarcido do agravo que sofreu. No ressentido, permanece uma dívida impagável, a compensação reivindicada é da ordem de uma vingança projetada no futuro. O ressentido é um covarde, pois não concede a si mesmo os prazeres da vingança pelo exercício da ação. Esse desejo de vingança recusado é o núcleo doentio do ressentimento nietzschiano. Uma vez que não se permite reagir, só resta ao fraco ressentir.
   Por não esquecer, o ressentido não consegue entregar-se ao fluxo da vida presente. A memória é como uma doença, o tempo não pode ser detido, a vontade não pode “querer pra trás”, ou seja, corrigir o curso de suas escolhas passadas.
   A solução para o ressentimento não é negá-lo, mas nomeá-lo, informar-se sobre ele, perceber que é impossível não o ter em nós em alguma medida. “Conhece-te a ti mesmo”, foi o conselho dado pelo sábio filósofo Sócrates, no século V a.C. Quem sabe tenhamos a coragem e as ferramentas para compreender essa emoção, e, com isso, podermos nos colocar além do ressentimento. Talvez possamos um dia transformar esse sentimento e, assim, criar um novo modo de estar com o outro.
(Luciana Ribeiro Soubhia, Ressentimento.
Revista Bem-estar, 04-07-2021. Adaptado)
É correto afirmar acerca das palavras destacadas no trecho – O filósofo Max Scheler classifica como “auto envenenamento psicológico” o estado emocional do ressentido, um ser introspectivo ocupado com ruminações acusadoras e fantasias vingativas. – que
Alternativas
Q1836345 Português
Leia o texto, para responder à questão.

   A psicanalista Maria Homem diz que o ressentimento é a palavra-chave para ousar compreender o mundo hoje. Luiz Filipe Pondé acredita que o ressentimento faz de nós incapazes de ver algo simples: o universo é indiferente aos nossos desejos; além de destruir em nós a capacidade de pensar e compreender a realidade.
   Ressentir-se significa atribuir ao outro a responsabilidade pelo que nos faz sofrer. Como se a culpa do que não somos ou não podemos ser fosse sempre do outro, esse bode expiatório que escolhemos quando não podemos nos haver com nossos próprios limites. Ressentir-se é uma impossibilidade de esquecer ou superar um agravo. Seria uma impossibilidade ou uma recusa?
   O ressentido não é alguém incapaz de perdoar ou esquecer, é alguém que não quer esquecer, não quer perdoar, nem superar o mal que o vitimou. O filósofo Max Scheler classifica como “auto envenenamento psicológico” o estado emocional do ressentido, um ser introspectivo ocupado com ruminações acusadoras e fantasias vingativas.
   O ressentido é um escravo de sua impossibilidade de esquecer, vivendo em função de sua vingança adiada, de maneira que em sua vida não é possível abrir lugar para o novo; trata-se de um vingativo passivo, e suas queixas contínuas mobilizam, no outro, confusos sentimentos de culpa. Na verdade, ele acusa, mas não está seriamente interessado em ser ressarcido do agravo que sofreu. No ressentido, permanece uma dívida impagável, a compensação reivindicada é da ordem de uma vingança projetada no futuro. O ressentido é um covarde, pois não concede a si mesmo os prazeres da vingança pelo exercício da ação. Esse desejo de vingança recusado é o núcleo doentio do ressentimento nietzschiano. Uma vez que não se permite reagir, só resta ao fraco ressentir.
   Por não esquecer, o ressentido não consegue entregar-se ao fluxo da vida presente. A memória é como uma doença, o tempo não pode ser detido, a vontade não pode “querer pra trás”, ou seja, corrigir o curso de suas escolhas passadas.
   A solução para o ressentimento não é negá-lo, mas nomeá-lo, informar-se sobre ele, perceber que é impossível não o ter em nós em alguma medida. “Conhece-te a ti mesmo”, foi o conselho dado pelo sábio filósofo Sócrates, no século V a.C. Quem sabe tenhamos a coragem e as ferramentas para compreender essa emoção, e, com isso, podermos nos colocar além do ressentimento. Talvez possamos um dia transformar esse sentimento e, assim, criar um novo modo de estar com o outro.
(Luciana Ribeiro Soubhia, Ressentimento.
Revista Bem-estar, 04-07-2021. Adaptado)
Assinale a alternativa em que o trecho entre colchete substitui o original, empregando o pronome de acordo com a norma-padrão.
Alternativas
Respostas
4101: A
4102: C
4103: E
4104: E
4105: A
4106: D
4107: C
4108: E
4109: D
4110: E
4111: A
4112: B
4113: B
4114: E
4115: E
4116: D
4117: C
4118: D
4119: B
4120: C