Questões de Concurso Comentadas sobre significação contextual de palavras e expressões. sinônimos e antônimos. em português

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Q1859888 Português
Após a leitura do enunciado apresentado a seguir, leia as assertivas:

Quando era criança, Louise Glück brincava de fazer concursos para eleger o poema mais bonito do mundo, mas sempre mudava de ideia. No discurso da cerimônia em que recebeu o Nobel de literatura, no ano passado, ela finalmente anunciou o vencedor: em sua opinião, é “O Garotinho Negro”, de William Blake. No mundo real, a americana é que levou o prêmio. Ela recebeu o Nobel “por sua voz poética inconfundível que, com austera beleza, transforma a existência individual em universal”, segundo a Academia Sueca. Foi apenas o ápice da carreira de uma autora agraciada com os principais prêmios do mundo, do Pulitzer ao National Book Award. 

Felipe Machado. Revista IstoÉ. “Refinada poesia entre nós”. Adaptado. 18 de junho de 2021. Edição nº 2683.

I. São prêmios mencionados no texto o Nobel da Paz, o Pulitzer e o National Book Award.
II. Na frase Ela recebeu o Nobel, o pronome refere-se aos termos a americana.
III. O termo ápice poderia ser substituído, sem alterar o sentido expresso no texto, pelo termo auge.

Pode-se afirmar que: 
Alternativas
Q1859772 Português
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


Observe o seguinte fragmento do texto: ‘Observar a inquietude por esse ângulo de "potência a ser revelada" pode nos levar além, pois revela a direção de para onde nossa alma está apontando para criar e atuar’ (l. 13-15) e as seguintes propostas de reescrita:
I. Observar a inquietude por esse ângulo de "potência a ser revelada" deve levar nos além, visto que revela a direção de para onde nossa alma está apontando para criar e atuar.
II. Revelar a direção de para onde nossa alma está apontando para criar e atuar, nos fará observar a inquietude por esse ângulo de "potência a ser revelada", podendo nos levar aquém.
III. Observar a inquietude por esse ângulo de "potência a ser revelada" pode nos levar além, porque mostra a direção de para onde nossa alma está apontando para que criemos e atuemos.
Quais estão corretas?
Alternativas
Q1859520 Português
Não canse quem te quer bem
Martha Medeiros

Foi durante o programa Saia Justa que a atriz Camila Morgado, discutindo sobre a chatice dos outros (e a nossa própria), lançou a frase: “Não canse quem te quer bem”. Diz ela que ouviu isso em algum lugar, mas enquanto não consegue lembrar a fonte, dou a ela a posse provisória desse achado.
Não canse quem te quer bem. Ah, se conseguíssemos manter sob controle nosso ímpeto de apoquentar. Mas não. Uns mais, outros menos, todos passam do limite na arte de encher os tubos. Ou contando uma história que não acaba nunca, ou pior: contando uma história que não acaba nunca cujos protagonistas ninguém jamais ouviu falar. Deveria ser crime inafiançável ficar contando longos casos sobre gente que não conhecemos e por quem não temos o menor interesse. Se for história de doença, então, cadeira elétrica.
Não canse quem te quer bem. Evite repetir sempre a mesma queixa. Desabafar com amigos, ok. Pedir conselho, ok também, é uma demonstração de carinho e confiança. Agora, ficar anos alugando os ouvidos alheios com as mesmas reclamações, dá licença. Troque o disco. Seus amigos gostam tanto de você, merecem saber que você é capaz de diversificar suas lamúrias.
Não canse quem te quer bem. Garçons foram treinados para te querer bem. Então não peça para trocar todos os ingredientes do risoto que você solicitou – escolha uma pizza e fim.
Seu namorado te quer muito bem. Não o obrigue a esperar pelos 20 vestidos que você vai experimentar antes de sair – pense antes no que vai usar. E discutir a relação, só uma vez por ano, se não houver outra saída.
Sua namorada também te quer muito bem. Não a amole pedindo para ela explicar de onde conhece aquele rapaz que cumprimentou na saída do cinema. Ciúme toda hora, por qualquer bobagem, é esgotante.
Não canse quem te quer bem. Não peça dinheiro emprestado pra quem vai ficar constrangido em negar. Não exija uma dedicatória especial só porque você é parente do autor do livro. E não exagere ao mostrar fotografias. Se o local que você visitou é realmente incrível, mostre três, quatro no máximo. Na verdade, fotografia a gente só mostra pra mãe e para aqueles que também aparecem na foto.
Não canse quem te quer bem. Não faça seus filhos demonstrarem dotes artísticos (cantar, dançar, tocar violão) na frente das visitas. Por amor a eles e pelas visitas.
Implicâncias quase sempre são demonstrações de afeto. Você não implica com quem te esnoba, apenas com quem possui laços fraternos. Se um amigo é barrigudo, será sobre a barriga dele que faremos piada. Se temos uma amiga que sempre chega atrasada, o atraso dela será brindado com sarcasmo. Se nosso filho é cabeludo, “quando é que tu vai cortar esse cabelo, garoto?” será a pergunta que faremos de segunda a domingo. Implicar é uma maneira de confirmar a intimidade. Mas os íntimos poderiam se elogiar, pra variar.
Não canse quem te quer bem. Se não consegue resistir a dar uma chateada, seja mala com pessoas que não te conhecem. Só esses poderão se afastar, cortar o assunto, te dar um chega pra lá. Quem te quer bem vai te ouvir até o fim e ainda vai fazer de conta que está se divertindo. Coitado. Prive-o desse infortúnio. Ele não tem culpa de gostar de você.
Disponível em: https://br.pinterest.com
I- A palavra destacada em “...você é capaz de diversificar suas lamúrias” significa, no contexto, lamentações. II- O assunto é abordado pela autora de uma forma pessoal sobre atitudes que são comuns. III- Segundo a autora, devemos implicar apenas com quem não temos muita intimidade. IV- A autora apresenta várias situações do cotidiano com as quais o leitor pode se identificar por já ter passado por elas ou conhecer alguém que já vivenciou alguma delas. V- O antônimo da palavra destacada no trecho “...manter sob controle nosso ímpeto de apoquentar...” é “êxtase”.
Estão CORRETAS, apenas: 
Alternativas
Q3230488 Português
Os cordéis e as notícias: a rede e o fio que nos unem

Ao aproximar as narrativas rimadas dos cordéis às notícias que vemos publicadas
nas redes sociais, pude atestar que sempre estivemos em busca de histórias.


    Era uma vez, num tempo não tão distante, um lugar onde as pessoas se acotovelavam diante de uma fileira de folhas soltas, penduradas em um varal. Era a feira da cidade. Ou a praça pública onde as pessoas se reuniam costumeiramente. Curiosas e ávidas por uma boa história, elas queriam saber das novidades, do que acontecia ali perto e lá longe, em um lugar desconhecido, que sabiam existir mesmo sem nunca terem visto. Assim nasceram os cordéis, histórias e notícias soltas balançando ao sabor do vento, impressas em tipos cuidadosamente organizados para prender o leitor àquela narrativa e fazer com que, na semana seguinte, lá estivesse ele de novo, em busca de se conectar com o mundo.

    Corta para o século XXI. Alguém está diante de uma tela de luz azulada e clica de um quadro para outro em busca das notícias, que também estão soltas, e ainda permanecem sendo produzidas cuidadosamente para que, no minuto seguinte, a pessoa busque por mais e mais informações sobre aquele tema. Ou se perca nos quadrados, clicando em atalhos a ponto de esquecer qual foi o fio da meada. Como podemos observar, o cordão que nos une continua sendo um só: as histórias. Reais ou imaginárias, fatos ou ficção, informação ou fake news, estamos em busca de conexão, razão e sentido para entendermos o que acontece, e principalmente, o que nos acontece.

    Essas reflexões fizeram parte do meu cotidiano durante os últimos quatro anos, tempo em que me dediquei à pesquisa sobre cordéis brasileiros, paixão que herdei de meu pai, sertanejo amante de uma boa peleja. Elas originaram a obra “Heróis e heroínas do cordel”, meu novo livro, que acabou de sair pela Companhia das Letrinhas. Em busca das histórias ancestrais que arrebataram meu pai e muitas gerações antes (e depois) dele, me deparei com muitos relatos de que eram os cordéis que representavam “...para as classes pobres (...) o que hoje é mais ou menos a internet para todos nós”, como diz o grande artista e pesquisador da cultura popular Antônio da Nóbrega no posfácio do livro. Juntei as pontas do meu traçado como pesquisadora, unindo as histórias de tradição oral, foco da minha pesquisa, ao jornalismo, ofício que escolhi seguir há mais de 30 anos.

    “Vendidos nas feiras livres/ Pendurados num cordão/ Esses livretos viraram/ O jornal da região/ Levando conhecimento/ Àquela população”, diz o famoso cordelista Moreira de Acopiara, autor de mais de 100 cordéis, em seu “Beabá dos cordéis”. Da morte de Getúlio Vargas às façanhas de Lampião, chegando até à Covid-19, é possível encontrar o registro da História do Brasil e do mundo nos livretos, que hoje fazem parte do nosso patrimônio cultural. Em 2018, o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) declarou a literatura de cordel como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro, o mais justo reconhecimento à literatura que ajudou a moldar a formação literária de tantos brasileiros como Ariano Suassuna, Manuel Bandeira, Guimarães Rosa e Graciliano Ramos, por exemplo. Essas narrativas, primorosamente construídas em seis versos com sete sílabas, como a maioria dos cordéis ancestrais foi escrita, contam bem mais do que os fatos ocorridos no país, revelam sobre o nosso povo, sobre a maneira como vemos, lemos e construímos as nossas histórias.

    Ao aproximar as narrativas rimadas dos cordéis às notícias que vemos publicadas nas redes sociais, que usam os vídeos, dancinhas e memes como recursos imagéticos para nos colocar no centro da história, pude atestar que sempre estivemos em busca da mesma matéria: a narrativa que emociona, inquieta, horroriza, faz pensar. A história que impacta, que revela nossas facetas e nos conta como somos semelhantes, mesmo quando escolhemos contar a nossa história sob o ponto de vista que nos interessa e nos favorece.

    E por que escolhi as histórias que tratam de heróis e heroínas? Não bastasse que elas sejam a grande matriz de todas as histórias, como diz o mitólogo Joseph Campbell, observei que as nossas notícias seguem na primeira página quando narram feitos extraordinários, para o bem e para o mal. O cotidiano e suas pequenezas que servem de mote e inspiração aos cronistas acabam ocupando as páginas internas, e não ascendem às manchetes por serem próximas demais das nossas miudezas como seres humanos. Queremos outras experiências, que nos levem a outros mundos e nos apresentem outras possibilidades e realidades. Como num videogame, queremos ser muitos e fazer diversas escolhas, e por isso já estamos aguardando ansiosamente o metaverso, porque a realidade não tem sido nada, nada encantadora. Descobrir beleza no meio da pandemia, sabemos por experiência própria, não é nada mágico...

    Ao me deparar com a guerra de narrativas nas redes sociais, olho para as belíssimas e emocionantes pelejas do cordel – que hoje se manifestam com a mesma força e brilhantismo nos SLAMs – e me pergunto onde se escondeu o encanto da verdadeira guerra das palavras que transforma. Talvez estejamos em guerra conosco mesmos, e nessa babel de vozes, nos demos conta de que perdemos as nossas, e então, tomamos emprestado narrativas alheias (no sentido literal, que alienam mesmo).

    Os cordéis deram voz aos nossos antepassados, que nunca se calaram mesmo sendo analfabetos, muito pelo contrário, se empoderaram de suas histórias como um motor de expressão. Penso que talvez tenhamos de nos enxergar como heróis e heroínas que estamos resistindo a esses tempos em que somos empanturrados de narrativas que nos calam e nos distraem do nosso verdadeiro propósito, que é seguir entendendo as razões pelas quais estamos aqui, ajudando uns aos outros a enfrentar nossas batalhas. O cordão que nos une é feito dessa teia que devemos tecer juntos, como raça humana. São essas histórias que precisamos ler, escrever, curtir, contar e compartilhar.


(ALVES, Januária Cristina. Os cordéis e as notícias: a rede e o fio que nos unem. Nexo, 2021. Disponível em: https://www.nexojornal.com.br/colunistas/2021/Os-cord%C3%A9is-eas-not%C3%ADcias-a-rede-e-o-fio-que-nos-unem. Acesso em: 02/11/2021. Adaptado.)
Analise o significado contextual de cada palavra destacada nas passagens a seguir. Após, assinale a alternativa em que o sinônimo do termo destacado foi inadequadamente reproduzido.
Alternativas
Q3224462 Português

Texto para responder a questão.


    Às vezes me parece que uma epidemia pestilenta tenha atingido a humanidade inteira em sua faculdade mais característica, ou seja, no uso da palavra, consistindo essa peste da linguagem numa perda de força cognoscitiva e de imediaticidade, como um automatismo que tendesse a nivelar a expressão em fórmulas mais genéricas, anônimas, abstratas, a diluir os significados, a embotar os pontos expressivos, a extinguir toda centelha que crepite no encontro das palavras com novas circunstâncias.

    Não me interessa aqui indagar se as origens dessa epidemia devam ser pesquisadas na política, na ideologia, na uniformidade burocrática, na homogeneização dos mass- -media ou na difusão acadêmica de uma cultura média. O que me interessa são as possibilidades de salvação. A literatura (e talvez somente a literatura) pode criar os anticorpos que coíbam a expansão desse flagelo linguístico.

    Gostaria de acrescentar não ser apenas a linguagem que me parece atingida por essa pestilência. As imagens, por exemplo, também o foram. Vivemos sob uma chuva ininterrupta de imagens; os media todo-poderosos não fazem outra coisa senão transformar o mundo em imagens, multiplicando-o numa fantasmagoria de jogos de espelhos – imagens que em grande parte são destituídas da necessidade interna que deveria caracterizar toda imagem, como forma e como significado, como força de impor-se à atenção, como riqueza de significados possíveis. Grande parte dessa nuvem de imagens se dissolve imediatamente como os sonhos que não deixam traços na memória; o que não se dissolve é uma sensação de estranheza e mal-estar.

    Mas talvez a inconsistência não esteja somente na linguagem e nas imagens: está no próprio mundo. O vírus ataca a vida das pessoas e a história das nações torna todas as histórias informes, fortuitas, confusas, sem princípio nem fim. Meu mal-estar advém da perda de forma que constato na vida, à qual procuro opor a única defesa que consigo imaginar: uma ideia da literatura.


(CALVINO, Ítalo. Seis propostas para o próximo milênio. São Paulo: Companhia das Letras, 1990.)

Considerando-se o contexto, assinale a alternativa em que o sentido produzido no trecho destacado foi corretamente indicado.
Alternativas
Ano: 2021 Banca: CONTEMAX Órgão: Prefeitura de Desterro - PB Provas: CONTEMAX - 2021 - Prefeitura de Desterro - PB - Assistente Social | CONTEMAX - 2021 - Prefeitura de Desterro - PB - Enfermeiro ESF | CONTEMAX - 2021 - Prefeitura de Desterro - PB - Enfermeiro Plantonista | CONTEMAX - 2021 - Prefeitura de Desterro - PB - Médico PSF | CONTEMAX - 2021 - Prefeitura de Desterro - PB - Fonoaudiólogo | CONTEMAX - 2021 - Prefeitura de Desterro - PB - Fisioterapeuta | CONTEMAX - 2021 - Prefeitura de Desterro - PB - Médico Psiquiatra | CONTEMAX - 2021 - Prefeitura de Desterro - PB - Médico Ortopedista | CONTEMAX - 2021 - Prefeitura de Desterro - PB - Médico Ginecologista | CONTEMAX - 2021 - Prefeitura de Desterro - PB - Nutricionista | CONTEMAX - 2021 - Prefeitura de Desterro - PB - Fiscal de Tributos Municipais | CONTEMAX - 2021 - Prefeitura de Desterro - PB - Médico Veterinário | CONTEMAX - 2021 - Prefeitura de Desterro - PB - Orientador Escolar | CONTEMAX - 2021 - Prefeitura de Desterro - PB - Professor AEE (Atendimento Educacional Especializado) | CONTEMAX - 2021 - Prefeitura de Desterro - PB - Professor P1 | CONTEMAX - 2021 - Prefeitura de Desterro - PB - Professor P3 Educação Física | CONTEMAX - 2021 - Prefeitura de Desterro - PB - Psicólogo | CONTEMAX - 2021 - Prefeitura de Desterro - PB - Professor P3 Ciências | CONTEMAX - 2021 - Prefeitura de Desterro - PB - Educador Físico | CONTEMAX - 2021 - Prefeitura de Desterro - PB - Bioquímico | CONTEMAX - 2021 - Prefeitura de Desterro - PB - Supervisor Escolar |
Q2671919 Português

TEXTO I



MAIS QUE ORWELL, HUXLEY PREVIU NOSSO TEMPO


Hélio Gurovitz


___Publicado em 1948, o livro 1984, de George Orwell, saltou para o topo da lista dos mais vendidos (...) A distopia de Orwel, mesmo situada no futuro, tinha um endereço certo em seu tempo: o stalinismo. (...) O mundo da “pós-verdade”, dos “fatos alternativos” e da anestesia intelectual nas redes sociais mais parece outra distopia, publicada em 1932: Admirável mundo novo, de Aldous Huxley.

___Não se trata de uma tese nova. Ela foi levantada pela primeira vez em 1985, num livreto do teórico da comunicação americano Neil Postman: Amusing ourselves to death (Nos divertindo até morrer), relembrado por seu filho Andrew em artigo recente no The Guardian. “Na visão de Huxley, não é necessário nenhum Grande Irmão para despojar a população de autonomia, maturidade ou história”, escreveu Postman. “Ela acabaria amando sua opressão, adorando as tecnologias que destroem sua capacidade de pensar.”

___Orwell temia aqueles que proibiriam os livros. Huxley temia que não haveria motivo para proibir um livro, pois não haveria ninguém que quisesse lê-los. Orwell temia aqueles que nos privariam de informação. Huxley, aqueles que nos dariam tanta que seríamos reduzidos à passividade e ao egoísmo. Orwell temia que a verdade fosse escondida de nós. Huxley, que fosse afogada num mar de irrelevância.

___No futuro pintado por Huxley, (...) não há mães, pais ou casamentos. O sexo é livre. A diversão está disponível na forma de jogos esportivos, cinema multissensorial e de uma droga que garante o bem-estar sem efeito colateral: o soma. Restaram na Terra dez áreas civilizadas e uns poucos territórios selvagens, onde grupos nativos ainda preservam costumes e tradições primitivos, como família ou religião. “O mundo agora é estável”, diz um líder civilizado. “As pessoas são felizes, têm o que desejam e nunca desejam o que não podem ter. Sentem-se bem, estão em segurança; nunca adoecem; não têm medo da morte; vivem na ditosa ignorância da paixão e da velhice; não se acham sobrecarregadas de pais e mães; não têm esposas, nem filhos, nem amantes por quem possam sofrer emoções violentas; são condicionadas de tal modo que praticamente não podem deixar de se portar como devem. E se, por acaso, alguma coisa andar mal, há o soma.

___Para chegar à estabilidade absoluta, foi necessário abrir mão da arte e da ciência. “A felicidade universal mantém as engrenagens em funcionamento regular; a verdade e a beleza são incapazes de fazê-lo”, diz o líder. “Cada vez que as massas tomavam o poder público, era a felicidade, mais que a verdade e a beleza, o que importava.” A verdade é considerada uma ameaça; a ciência e a arte, perigos públicos. Mas não é necessário esforço totalitário para controlá-las. Todos aceitam de bom grado, fazem “qualquer sacrifício em troca de uma vida sossegada” e de sua dose diária de soma. “Não foi muito bom para a verdade, sem dúvida. Mas foi excelente para a felicidade.”

___No universo de Orwell, a população é controlada pela dor. No de Huxley, pelo prazer. “Orwell temia que nossa ruína seria causada pelo que odiamos. Huxley, pelo que amamos”, escreve Postman. Só precisa haver censura, diz ele, se os tiranos acreditam que o público sabe a diferença entre discurso sério e entretenimento. (...) O alvo de Postman, em seu tempo, era a televisão, que ele julgava ter imposto uma cultura fragmentada e superficial, incapaz de manter com a verdade a relação reflexiva e racional da palavra impressa. O computador só engatinhava, e Postman mal poderia prever como celulares, tabletes e redes sociais se tornariam – bem mais que a TV - o soma contemporâneo. Mas suas palavras foram prescientes: “O que afligia a população em Admirável mundo novo não é que estivessem rindo em vez de pensar, mas que não sabiam do que estavam rindo, nem tinham parado de pensar”.


Adaptado, Revista Época nº 973 – 13 de fevereiro de

2017, p.67.

O vocábulo em destaque em “Mas suas palavras foram prescientes: (...)” (6º parágrafo) remete à ideia de:

Alternativas
Ano: 2021 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: SESAU-AL Provas: CESPE / CEBRASPE - 2021 - SESAU - AL - Assistente Social | CESPE / CEBRASPE - 2021 - SESAU - AL - Biomédico | CESPE / CEBRASPE - 2021 - SESAU - AL - Bioquímico | CESPE / CEBRASPE - 2021 - SESAU-AL - Enfermeiro | CESPE / CEBRASPE - 2021 - SESAU - AL - Enfermeiro - Especialidade: Urgência/Emergência | CESPE / CEBRASPE - 2021 - SESAU - AL - Farmacêutico | CESPE / CEBRASPE - 2021 - SESAU - AL - Fisioterapeuta | CESPE / CEBRASPE - 2021 - SESAU - AL - Fonoaudiólogo | CESPE / CEBRASPE - 2021 - SESAU - AL - Médico - Especialidade: Anestesia | CESPE / CEBRASPE - 2021 - SESAU - AL - Médico - Especialidade: Cirurgia Plástica | CESPE / CEBRASPE - 2021 - SESAU - AL - Médico - Especialidade: Cirurgia Vascular | CESPE / CEBRASPE - 2021 - SESAU - AL - Médico - Especialidade: Cardiologia | CESPE / CEBRASPE - 2021 - SESAU - AL - Médico - Especialidade: Cardiopediatria | CESPE / CEBRASPE - 2021 - SESAU - AL - Médico - Especialidade: Cirurgia Cardíaca | CESPE / CEBRASPE - 2021 - SESAU - AL - Médico - Especialidade: Cirurgia de Cabeça e Pescoço | CESPE / CEBRASPE - 2021 - SESAU - AL - Médico - Especialidade: Cirurgia Geral | CESPE / CEBRASPE - 2021 - SESAU - AL - Médico - Especialidade: Cirurgia Pediátrica | CESPE / CEBRASPE - 2021 - SESAU - AL - Médico - Especialidade: Cirurgia Torácica | CESPE / CEBRASPE - 2021 - SESAU - AL - Médico - Especialidade: Endoscopia | CESPE / CEBRASPE - 2021 - SESAU - AL - Médico - Especialidade: Gastroenterologia | CESPE / CEBRASPE - 2021 - SESAU - AL - Médico - Especialidade: Geriatria | CESPE / CEBRASPE - 2021 - SESAU - AL - Médico - Especialidade: Ginecologia | CESPE / CEBRASPE - 2021 - SESAU - AL - Médico - Especialidade: Hematologia | CESPE / CEBRASPE - 2021 - SESAU - AL - Médico - Especialidade: Hemodinâmica | CESPE / CEBRASPE - 2021 - SESAU-AL - Médico - Especialidade: Clínica Médica | CESPE / CEBRASPE - 2021 - SESAU-AL - Médico - Especialidade: Dermatologia | CESPE / CEBRASPE - 2021 - SESAU-AL - Médico - Especialidade: Endocrinologia | CESPE / CEBRASPE - 2021 - SESAU - AL - Médico - Especialidade: Hepatologia | CESPE / CEBRASPE - 2021 - SESAU - AL - Médico - Especialidade: Infectologia | CESPE / CEBRASPE - 2021 - SESAU - AL - Médico - Especialidade: Mastologia | CESPE / CEBRASPE - 2021 - SESAU - AL - Médico - Especialidade: Neuropediatria | CESPE / CEBRASPE - 2021 - SESAU - AL - Médico - Especialidade: Obstetrícia | CESPE / CEBRASPE - 2021 - SESAU - AL - Médico - Especialidade: Oftalmologia | CESPE / CEBRASPE - 2021 - SESAU - AL - Médico - Especialidade: Ortopedia | CESPE / CEBRASPE - 2021 - SESAU - AL - Médico - Especialidade: Otorrinolaringologia | CESPE / CEBRASPE - 2021 - SESAU - AL - Médico - Especialidade: Pediatria | CESPE / CEBRASPE - 2021 - SESAU - AL - Médico - Especialidade: Pneumologia | CESPE / CEBRASPE - 2021 - SESAU - AL - Médico - Especialidade: Proctologia | CESPE / CEBRASPE - 2021 - SESAU - AL - Médico - Especialidade: Radiologia | CESPE / CEBRASPE - 2021 - SESAU-AL - Médico - Especialidade: Reumatologia | CESPE / CEBRASPE - 2021 - SESAU-AL - Médico - Especialidade: Urologia | CESPE / CEBRASPE - 2021 - SESAU-AL - Nutricionista | CESPE / CEBRASPE - 2021 - SESAU-AL - Psicólogo | CESPE / CEBRASPE - 2021 - SESAU-AL - Médico - Especialidade: Medicina do Trabalho | CESPE / CEBRASPE - 2021 - SESAU-AL - Médico - Especialidade: Nefrologia | CESPE / CEBRASPE - 2021 - SESAU-AL - Terapeuta Ocupacional | CESPE / CEBRASPE - 2021 - SESAU-AL - Médico - Especialidade: Neonatologia | CESPE / CEBRASPE - 2021 - SESAU-AL - Médico - Especialidade: Medicina Intensiva | CESPE / CEBRASPE - 2021 - SESAU-AL - Médico - Especialidade: Neurocirurgia | CESPE / CEBRASPE - 2021 - SESAU-AL - Médico - Especialidade: Neurologia |
Q2573162 Português
Texto CG1A1-I

         Uma forte tendência na moderna medicina americana é buscar, na prática médica milenar oriental, explicações para paradigmas existentes no século em que vivemos. Essa medicina entende que o bem-estar mental e o espiritual fazem parte da saúde. Existe uma preocupação especial, nesta prática, com o funcionamento normal do organismo.
         Esse conceito novo de atuar na preservação da qualidade de vida do paciente vem sendo denominado como medicina de gerenciamento do envelhecimento. O fundamento desta área da medicina baseia-se na ideia de que o paciente pode envelhecer com doenças ou com saúde. Com o avanço da tecnologia e das pesquisas, muitos estudos já consolidaram o que então era apenas uma hipótese: que o corpo humano foi desenvolvido para não adoecer e que, quando há uma falha, ocasionando alguma doença, isso ocorre por motivos que podem, sim, ser evitados. Talvez o que mais tenha corroborado essa afirmação tenha sido a descoberta do radical livre, em 1900.
         Em 50 anos, se conheceu toda a sua química. Em 1954, pela primeira vez, essas substâncias reativas e tóxicas foram relacionadas a uma doença inexorável, o envelhecimento. O radical livre é um elemento gerado no organismo desde o momento da concepção, e sua produção é contínua, durante toda a nossa existência. Até certa idade, o organismo consegue neutralizar esses elementos, mas chega uma fase em que sua produção excede a sua degradação e sobrepuja a dos mecanismos de defesa naturais (antioxidantes). Ocorre, então, o início das alterações estruturais que culminam na lesão celular. Doenças relacionadas com o envelhecimento estão intimamente associadas com o aumento de radicais livres.
         A medicina do gerenciamento do envelhecimento preocupa-se em conceituar e promover a saúde de forma diferente. Em vez de aguardar passivamente pelo dano ou pelas doenças, ela atua na vida das pessoas de forma preventiva e preditiva, muito antes que as patologias se manifestem. A proposta consiste em ajustar todos os parâmetros biológicos, metabólicos e hormonais aos mesmos níveis encontrados em um indivíduo de aproximadamente 30 anos – fase em que todos nós atingimos o apogeu de nossa performance e idade a partir da qual começamos a envelhecer.

Internet:<revistainterativa.org>  (com adaptações). 

Julgue o item subsequente, considerando as ideias, os sentidos e os aspectos linguísticos do texto CG1A1-I.  


No trecho “O fundamento desta área da medicina baseia-se na ideia de que o paciente pode envelhecer com doenças ou com saúde” (segundo parágrafo), o verbo poder foi empregado no sentido de ter capacidade de

Alternativas
Q2572530 Português

        Já dizia Machado de Assis que “De médico e louco todo mundo tem um pouco”. O ditado ficou famoso pelo livro O Alienista, de 1882, que faz um debate sobre a loucura. Uma frase parecida é da nordestina Nise da Silveira, grande admiradora do autor brasileiro: “Não se curem além da conta. Gente curada demais é gente chata. Todo mundo tem um pouco de loucura. Felizmente, eu nunca convivi com pessoas muito ajuizadas”.


        Nise Magalhães da Silveira ajudou a escrever e revolucionar a história da psiquiatria no Brasil e no mundo. Nascida no ano de 1905 em Maceió – AL, ela ficou conhecida por humanizar o tratamento psiquiátrico e era contrária às formas de tratamento agressivas usadas em sua época, como o eletrochoque.


        Inspirada em Carl Jung, um dos pais da psiquiatria, Nise foi uma das primeiras mulheres a se formar em medicina no Brasil. Em meados de 1940, ela foi pioneira na terapia ocupacional, método que utiliza atividades recreativas no tratamento de distúrbios psíquicos. A alagoana se destacou por usar a arte como uma forma de expressão e de dar voz aos conflitos internos vivenciados principalmente pelos esquizofrênicos.


        Em 1956, Nise fundou a Casa das Palmeiras, um passo na direção da luta contra os hospícios, que chegaria a seu ápice com a Lei Antimanicomial, de 2001. A partir do esforço da psiquiatra e de seus pacientes, foi criado o Museu do Inconsciente, aberto até hoje no Rio de Janeiro junto ao Instituto Municipal Nise da Silveira, atual nome do Centro Psiquiátrico de Engenho de Dentro, onde a médica construiu seu projeto.


Internet: <www.brasildefato.com.br> (com adaptações).

Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto anterior, julgue o item subsequente.


A palavra “pioneira” (segundo período do terceiro parágrafo) foi empregada no texto com o mesmo sentido de criadora

Alternativas
Q2424760 Português

Leia o texto abaixo para responder às questões.


Formar leitores para o século 21

Claudia Costin


Venho de uma família de leitores, via meus pais com frequência lendo em seu tempo de lazer. Isso me ajudou a ter na leitura um hábito e fonte de prazer. Ter frequentado bibliotecas públicas completou minha formação leitora.

Ao ler a notícia de que o Brasil ainda apresenta índices inaceitáveis no último Pisa em leitura e interpretação de textos, ocorreu-me que, apesar de esforços em promover a leitura nas escolas, nossa tardia universalização do acesso ao ensino fundamental e a forma como ainda produzimos analfabetos funcionais escolarizados têm cobrado um preço alto.

Mas não são só os que não foram bem alfabetizados e os que vêm de famílias vulneráveis que não têm o hábito da leitura, contamos infelizmente com elites não leitoras.

Sim, cada vez se lê mais, mas ler em redes sociais — na maior parte das vezes, só o conteúdo expresso no tuíte, desprezando os textos a ele acoplados — não torna a casa em que vivem os jovens mais propícia a estimular a leitura que os prepara para os desafios do século 21.

A neurocientista Maryanne Wolf, em seu brilhante livro recentemente traduzido para o português, “O Cérebro no Mundo Digital”, mostra que a leitura, uma competência não inata em humanos, como é a fala, demanda passos sequenciais complexos para o seu aprendizado, o que não fazemos com seriedade, e que seu desenvolvimento ao longo da vida demanda um foco que o mundo digital, com suas distrações, vem retirando de nós.

Sim, pelas recentes pesquisas sobre o cérebro, há que haver intencionalidade pedagógica e uma abordagem estruturada no processo de alfabetização. Além disso, a instantaneidade do nosso tempo conspira contra a atenção concentrada necessária à leitura.

Nunca tivemos tanta informação disponível e nunca foi tão difícil ler para entender o que o texto diz nas entrelinhas, separar fato de opinião e conectar o que foi lido com um repertório cultural mais amplo —competências absolutamente necessárias em tempos de revolução 4.0, em que a inteligência artificial substitui o trabalho humano que demanda competências intelectuais de nível mais básico.

Isso, porém, não ocorre só com obras de não ficção.

Nunca foi tão urgente ler boa literatura!

Wolf associa a leitura literária não apenas com a apreciação da arte mas também com o desenvolvimento de empatia. Grandes obras nos permitem viver a vida de personagens ficcionais e sentir as suas tensões e os dramas que eles experimentaram.

Com isso nos tornamos mais humanos, menos fechados num mundo limitado e mais aptos a nos abrirmos a um diálogo com quem teve experiências distintas das nossas. E o mundo precisa muito disso!

Disponível em:<https://www.folha.uol.com.br/

colunas/claudia-costin/2019/12/formar-leitores-

para-o-seculo-21.shtml>. Acesso em 18 fev. 2020.

Releia o trecho abaixo:

“A neurocientista Maryanne Wolf, em seu brilhante livro recentemente traduzido para o português, ‘O Cérebro no Mundo Digital’, mostra que a leitura, uma competência não inata em humanos [...] demanda passos sequenciais complexos para o seu aprendizado [...]”.


Nesse trecho, a expressão “não inata” pode ser substituída, sem que haja prejuízo para o sentido, por

Alternativas
Q2424050 Português

Para responder às questões 26 e 27, leia o fragmento do poema “Certa lenda numa tarde”, de Ernani Salomão Rosas.


"Perdi-me... toda uma ânsia me revela

sombra de Luz em corpo de olor vago,

a saudade é um passado que cinzela

em presente, a legenda desse orago"


"Errasse em densa noite de beleza,

pisasse incerto, um falso solo de umbra...

sonho-me Orfeu... o Luar que me deslumbra...

é marulho de Luz na profundeza!..."

Levando em conta aspectos gramaticais, leia as assertivas.


I. Em Perdi-me e em me revela tem-se, respectivamente, ênclise e próclise.

II. Os vocábulos passado e presente estabelecem, entre si, uma relação de antonímia.

III. O vocábulo ânsia teve sua grafia alterada pelo Novo Acordo Ortográfico.


Pode-se afirmar que:

Alternativas
Q2423561 Português

Leia o texto abaixo e responda as questões 1, 2 e 3:


Número de mortos por terremoto no Haiti passa de 700


Novo tremor de magnitude 5,9 acontece horas depois de outro de 7,2 deixar mais de 300 mortos no país no sábado (14). Primeiro-ministro do Haiti decretou estado de emergência por 30 dias.


Ao menos 724 pessoas morreram após forte terremoto no Haiti, informaram as autoridades neste domingo (15), atualizando o número de vítimas da catástrofe.


O novo terremoto de magnitude 5,9 que atingiu hoje o país foi notificado pelo Centro Sismológico Europeu do Mediterrâneo (EMSC, na sigla em inglês). O tremor aconteceu a uma profundidade de 8 km (4,97 milhas), disse a EMSC.


Segundo a agência de notícias France Presse, outras 2.800 pessoas ficaram feridas. Neste domingo, máquinas pesadas, caminhões e retroescavadeiras trabalhavam para limpar os escombros na cidade de Les Cayes, perto do epicentro do terremoto, a cerca de 160 km da capital haitiana,


O primeiro-ministro do Haiti, Ariel Henry, decretou estado de emergência por 30 dias. Henry lamentou as mortes e disse, em nota, que já mobilizou recursos do governo para dar apoio às vítimas.


(https://g1.globo.com/mundo/noticia/2021/08/15/sobe-para-724-numero-de-mortos-por-terremoto-nohaiti.ghtml)



Assinale o antônimo da palavra em destaque:


“(...) Henry lamentou as mortes (...)”

Alternativas
Q2423411 Português

Leia os versos abaixo e responda as questões 1, 2, 3, 4 e 5:


O LEÃO E O RATO


Um leão, cansado de tanto caçar, dormia espichado à sombra de uma boa árvore. Vieram uns ratinhos passear em cima dele e ele acordou.

Todos conseguiram fugir, menos um, que o leão prendeu embaixo da pata. Tanto o ratinho pediu e implorou que o leão desistiu de esmagá-lo e deixou que fosse embora.

Algum tempo depois, o leão ficou preso na rede de uns caçadores. Não conseguia se soltar, e fazia a floresta inteira tremer com seus urros de raiva.

Nisso, apareceu o ratinho. Com seus dentes afiados, roeu as cordas e soltou o leão.

MORAL DA HISTÓRIA: Uma boa ação ganha outra.

(https://www.culturagenial.com/fabulas-de-esopo/)

Analise o trecho abaixo:


“Não conseguia se soltar, e fazia a floresta inteira tremer com seus urros de raiva.”


Indique o antônimo da palavra destacada:

Alternativas
Q2423129 Português

Atenção! Para responder às questões de Informática, a menos que seja explicitamente informado o contrário, considerar que os programas mencionados encontram-se na versão Português-BR e em sua configuração padrão de instalação, possuem licença de uso, o mouse está configurado para destros, um clique ou duplo clique correspondem ao botão esquerdo do mouse, e teclar corresponde à operação de pressionar uma tecla e, rapidamente, liberá-la, acionando-a apenas uma vez. Dessa forma, as teclas de atalho, os menus, os submenus, as barras, os ícones e os demais itens que compõem os programas abordados nesta prova encontram-se na configuração padrão.

A expressão “Calcanhar de Aquiles” significa:

Alternativas
Q2423117 Português

Monte Fuji enfrenta escassez de neve

Uma nevasca recorde atingiu a costa oeste do Japão neste inverno, mas, ainda assim, boa parte da metade oriental do País não recebeu um grande acúmulo de neve na estação. O site Earth Observatory, da Nasa, observou que o fenômeno afetou, inclusive, uma das maiores atrações japonesas: a icônica capa de neve do Monte Fuji. Normalmente __________ ao longo de dezembro, ela tem estado pequena ou até ausente este ano.

O pico desse vulcão, a mais alta montanha do arquipélago japonês, recebeu, em 28 de setembro de 2020, sua primeira nevasca daquele ano. Mas ela derreteu rapidamente, e a capa de neve do Fuji permaneceu indefinida nos meses seguintes. As observações do Índice de Diferença Normalizada de Neve do satélite Terra, da Nasa, indicam que a cobertura de neve na montanha estava entre as mais baixas no registro de 20 anos do satélite para qualquer mês de dezembro.

As estações terrestres fizeram observações semelhantes. “As estações ao redor do Monte Fuji registraram muito menos precipitação do que o normal em dezembro. Até 24 de dezembro, eram apenas 10% de um ano médio.” Os dados meteorológicos também indicam que as temperaturas ao redor da montanha foram quentes durante grande parte de dezembro.

Perto do fim de dezembro de 2020, a montanha finalmente recebeu um pouco de neve. Mas o tempo ainda mais frio de janeiro não garantiu que a neve duraria. Depois de alguns dias, a camada de neve foi muito reduzida à medida que as temperaturas subiram acima de zero. E parte da camada de neve provavelmente foi levada pelo vento, de acordo com o site Weather News.

Embora as condições climáticas locais sejam __________ para determinar se a cobertura de neve do Fuji está presente em um determinado dia, os dados climáticos de longo prazo indicam que as condições no pico estão mudando. Um estudo recente descobriu que a linha da floresta da montanha subiu 30 metros nas últimas quatro décadas, provavelmente devido a um aumento de 2°C nas temperaturas de verão perto do pico.

(Site: Revistaplaneta - adaptado.)

Assinalar a alternativa que preenche a lacuna abaixo CORRETAMENTE:


Um indivíduo sorumbático é um indivíduo __________.

Alternativas
Q2422982 Português

Metade das praias pode desaparecer até 2100, diz estudo


A principal meta climática que a humanidade traçou até 2050 é impedir que a temperatura média da Terra se torne 2 graus maior do que era antes da Revolução Industrial.

Falhar nessa missão faria aumentar o nível dos oceanos e comprometeria áreas gigantescas de costa, elevando o número de __________. Isso significaria dar adeus a diversas cidades litorâneas – e também ao destino mais tradicional das férias. Bancos de areia de praias, afinal, representam um terço das áreas costeiras do planeta.

Um estudo europeu analisou 35 anos de dados de satélite sobre mudanças nessas áreas. No pior dos cenários, em que a humanidade viveria em um planeta 4 graus mais quente até o final do século, metade das praias seria riscada do mapa – e, pelo menos, 80% delas perderiam um campo de futebol em ____________.

.

(Site: Abril - adaptado.)

Assinalar a alternativa que contém um antônimo da palavra “estorvar”:

Alternativas
Q2422536 Português

Animais têm sotaques


_____Os biólogos chamam essas diferenças regionais de dialetos. Essa é uma descoberta antiga: dois mil anos atrás, Plínio, o naturalista romano, já havia observado que exemplares da mesma espécie de pássaro provenientes de lugares diferentes não soam iguais. Isso é possível ________ as vocalizações de um sabiá ou bem‐te‐vi não vêm prontas no DNA: precisam ser aprendidas pelos bebês, exatamente como as linguagens humanas. Quando há aprendizado, a variação se torna inevitável.

_____Os dialetos não se limitam a pássaros. Baleias, golfinhos e algumas espécies de macaco também exibem dialetos. Os pinípedes – grupo que inclui leões‐marinhos, focas, morsas e outros mamíferos aquáticos – têm tratos vocais bastante complexos e seus chamados mudam um bocado de uma praia para a outra.

_____É importante diferenciar dialetos (que são algo de origem cultural) de variações genéticas. Galinhas brasileiras e chinesas provavelmente não pertencem à mesma linhagem. E pequenas variações anatômicas significam que elas vão cacarejar diferente. Mas essa é, por assim dizer, a “voz” dessas aves – não o sotaque.

_____Outra possibilidade é que vocalizações diferentes evoluam por seleção natural conforme as necessidades de cada população. Um grupo de pássaros pode passar a cantar diferente dos demais membros da espécie com o passar de milhares de anos, _______ indivíduos que cantavam de um jeito, e não de outro, tiveram vantagens de sobrevivência e reprodução. Essas são adaptações genéticas, e não variações culturais.

(Site: Abril ‐ adaptado.)

Em “Quando há aprendizado, a variação se torna inevitável.”, o termo sublinhado pode ser substituído, sem prejuízo de sentido, por:

Alternativas
Q2422498 Português

A palavra sublinhada em “Aquele rapaz era presunçoso.” pode ser substituída, sem prejuízo de sentido, por:

Alternativas
Q2422341 Português

Como o uso da bicicleta pode transformar as cidades


asd“Toda semana a gente se reunia em uma pedalada para tomar as ruas da cidade, exigindo que o poder público prestasse atenção em nós, deixasse de investir tanto na mobilidade para carros e passasse a priorizar as bicicletas”. O discurso pode soar como se fosse de um jovem cicloativista, mas foi feito por um planejador urbano que hoje já beira os 80 anos. A cidade - Copenhague, na Dinamarca - onde Jan Gehl precisou brigar por melhores condições para pedalar, não está nem perto do topo no ranking de piores trânsitos do mundo.

asdA capital dinamarquesa disputa com Amsterdã, na Holanda, o posto de melhor cidade para pedalar no mundo. Não por acaso, as duas também sempre aparecem entre as vencedoras dos estudos de melhores cidades para se viver no mundo. “Há uma relação entre cidades seguras e convidativas para pedalar e a qualidade de vida de quem mora nelas”, afirma Jan Gehl. Segundo ele, quando a bicicleta é usada por uma considerável parte da população como meio de transporte, a cidade fica mais silenciosa, menos poluída, os tempos de deslocamento diminuem e os gastos com saúde pública são menores.

asd“Copenhague e Amsterdã são casos especiais, pois havia, nas duas cidades, uma enorme quantidade de ciclistas nos anos 30”, conta Jeff Risom, urbanista novaiorquino que hoje trabalha no Gehl Architects, na capital dinamarquesa. “Mas, ____ partir da década de 1950, as bicicletas praticamente desapareceram das vias, e as cidades foram pouco ____ pouco sendo tomadas pelos carros”, conta ele. Com a indústria automobilística despontando e a produção em alta escala de carros, o planejamento urbano passou a se guiar por essa máquina, e as cidades foram sendo construídas e adaptadas para serem percorridas em alta velocidade.

asdQualquer iniciativa contrária ao avanço automobilístico era taxada de retrógrada. Não é à toa que, em 1961, a manchete do The Copenhagen Post tenha sido “Não somos italianos, mas sim dinamarqueses, e precisamos dos nossos carros!”. Depois de 50 anos, após a construção de ruas para pedestres em Copenhagen, em 2012, a manchete do The Copenhagen Post era “Strøget: 50 anos de efervescência no maior complexo de ruas de pedestres da Europa”.

super.abril.com.br ... - adaptado.

Assinalar a alternativa que preenche a lacuna abaixo CORRETAMENTE:


Algo pernicioso só não é algo _________.

Alternativas
Q2422337 Português

Como o uso da bicicleta pode transformar as cidades


asd“Toda semana a gente se reunia em uma pedalada para tomar as ruas da cidade, exigindo que o poder público prestasse atenção em nós, deixasse de investir tanto na mobilidade para carros e passasse a priorizar as bicicletas”. O discurso pode soar como se fosse de um jovem cicloativista, mas foi feito por um planejador urbano que hoje já beira os 80 anos. A cidade - Copenhague, na Dinamarca - onde Jan Gehl precisou brigar por melhores condições para pedalar, não está nem perto do topo no ranking de piores trânsitos do mundo.

asdA capital dinamarquesa disputa com Amsterdã, na Holanda, o posto de melhor cidade para pedalar no mundo. Não por acaso, as duas também sempre aparecem entre as vencedoras dos estudos de melhores cidades para se viver no mundo. “Há uma relação entre cidades seguras e convidativas para pedalar e a qualidade de vida de quem mora nelas”, afirma Jan Gehl. Segundo ele, quando a bicicleta é usada por uma considerável parte da população como meio de transporte, a cidade fica mais silenciosa, menos poluída, os tempos de deslocamento diminuem e os gastos com saúde pública são menores.

asd“Copenhague e Amsterdã são casos especiais, pois havia, nas duas cidades, uma enorme quantidade de ciclistas nos anos 30”, conta Jeff Risom, urbanista novaiorquino que hoje trabalha no Gehl Architects, na capital dinamarquesa. “Mas, ____ partir da década de 1950, as bicicletas praticamente desapareceram das vias, e as cidades foram pouco ____ pouco sendo tomadas pelos carros”, conta ele. Com a indústria automobilística despontando e a produção em alta escala de carros, o planejamento urbano passou a se guiar por essa máquina, e as cidades foram sendo construídas e adaptadas para serem percorridas em alta velocidade.

asdQualquer iniciativa contrária ao avanço automobilístico era taxada de retrógrada. Não é à toa que, em 1961, a manchete do The Copenhagen Post tenha sido “Não somos italianos, mas sim dinamarqueses, e precisamos dos nossos carros!”. Depois de 50 anos, após a construção de ruas para pedestres em Copenhagen, em 2012, a manchete do The Copenhagen Post era “Strøget: 50 anos de efervescência no maior complexo de ruas de pedestres da Europa”.

super.abril.com.br ... - adaptado.

Assinalar a alternativa que preenche a lacuna abaixo CORRETAMENTE:


Remissão é o mesmo que __________.

Alternativas
Q2422018 Português

Leia o texto para responder as questões.


A importância do estudo na vida das pessoas Há uma sensação de que as pessoas estão perdendo a noção da importância do estudo em suas vidas.


Por Mariolinda Nascimento


Interessante: eu coloquei este título nesta matéria e fiquei pensando...Um título tão sem criatividade, tão evidente, tão lugar comum, tão senso comum, tão clichê, depois pensei mais um pouco: tão necessário, tão urgente, tão essencial... Há uma sensação de que as pessoas estão perdendo a noção da importância do estudo em suas vidas. É isso.

Uma das características do ser humano é a capacidade de planejar. Traçar os rumos do seu destino, fazer planos de futuro e sonhar com dias melhores. Fixamos metas, idealizamos como vamos estar daqui a alguns anos, o que pretendemos estar fazendo, e em que estaremos trabalhando. Sonhamos com uma atividade profissional que nos dê uma vida confortável, nos possibilite manter nossa família com dignidade, nos traga a estabilidade financeira e o sucesso.

Tudo isso é fruto e resultado das experiências que vamos adquirindo na escola, durante a infância e a adolescência. Ali, começamos a moldar nossa personalidade e nossa vida, tecer nossos círculos de amizades, distinguir o que vamos considerar socialmente correto e o que vamos condenar, e adquirimos os conceitos e conhecimentos que serão os alicerces da nossa vida futura.

O adolescente pode ver a escola de duas maneiras: como um celeiro de opções para futuras escolhas vocacionais, e neste caso, mesmo não chegando a amar o ambiente escolar, consegue tirar dali algum proveito, ou então ele vê aquela mesma escola como um obstáculo a ser enfrentado no caminho para a vida adulta e nesse caso vai viver um emaranhado de questionamentos, vai achar (ou perceber) que está perdendo um tempo precioso da vida e vai odiar aquela situação compulsiva de ter que estudar.

Nos países onde as populações e seus recursos de sobrevivência são por tradição menos dependentes do emprego, os adolescentes são motivados a aprender para saber, pelo valor do conhecimento simplesmente. O aprendizado tem como motivação a busca pela capacidade de produzir e não pela capacidade de responder o que perguntarem na entrevista de emprego. O resultado disso se evidencia pelo empenho auto didático e quase obsessivo que o aluno americano dedica às atividades de pesquisa e às tarefas extracurriculares.

Em outras culturas, principalmente as da Ásia a motivação para estudar não é a procura pelo saber nem pela empregabilidade. É o dever. O aluno precisa cumprir com o seu dever de estudar e ponto final.

[...]


Disponível em https://administradores.com.br/artigos/a-importancia-do-estudo-na-vida-das-pessoas

Assinale a alternativa que apresenta um antônimo para “importante”.

Alternativas
Respostas
3741: A
3742: C
3743: B
3744: E
3745: C
3746: E
3747: E
3748: E
3749: D
3750: A
3751: D
3752: A
3753: A
3754: B
3755: D
3756: D
3757: C
3758: D
3759: C
3760: A