Questões de Concurso Comentadas sobre significação contextual de palavras e expressões. sinônimos e antônimos. em português

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Q2021529 Português
A ciência que precisamos para o oceano que queremos.

         O oceano é o maior ecossistema do nosso planeta. Ele estabiliza o clima, armazena carbono, produz oxigênio, sustenta uma ______________ inimaginável e dá suporte direto ao bem-estar humano por meio de recursos alimentares, minerais e energéticos, além de fornecer serviços culturais e recreativos.
       Infelizmente, apesar das melhorias nas ações de gestão e conservação, a Primeira Avaliação Global Integrada das Nações Unidas sobre o Ambiente Marinho concluiu que grande parte do oceano está agora seriamente degradada. Considerando que a população mundial atingirá cerca de 9 bilhões de pessoas até 2050, os impactos no oceano associados às atividades humanas irão aumentar.
      A ação somente poderá ser eficaz se tiver como base o conhecimento científico sólido. Existe uma necessidade cada vez maior de encontrar soluções científicas que nos permitam compreender as mudanças que estão ocorrendo no nosso oceano e recuperar sua saúde em declínio. 
       A ciência oceânica realizou grandes progressos ao longo do último século ao explorar, descrever, compreender e melhorar a nossa capacidade de prever mudanças no sistema oceânico.
          Na próxima década, teremos uma enorme oportunidade de aproveitar os avanços _______________ da ciência para alcançar uma melhor compreensão sobre o sistema oceânico. Isso permitirá o fornecimento de informações oportunas sobre a situação dos oceanos e irá possibilitar a articulação de cenários e caminhos integrados para o desenvolvimento sustentável.
          A ciência oceânica pode nos ajudar a abordar os impactos da mudança climática, da poluição marinha, da acidificação dos oceanos, da perda de espécies marinhas e da degradação de ambientes marinhos e costeiros. Para alcançar o desenvolvimento sustentável, precisamos de uma ciência de qualidade para influenciar a tomada de decisões e elevar o nível de conhecimento de todos os atores envolvidos.

(Fonte: Unesco - adaptado.)
Assinalar a alternativa que apresenta um sinônimo da palavra “declínio” utilizada no texto (terceiro parágrafo):
Alternativas
Q2021528 Português
A ciência que precisamos para o oceano que queremos.

         O oceano é o maior ecossistema do nosso planeta. Ele estabiliza o clima, armazena carbono, produz oxigênio, sustenta uma ______________ inimaginável e dá suporte direto ao bem-estar humano por meio de recursos alimentares, minerais e energéticos, além de fornecer serviços culturais e recreativos.
       Infelizmente, apesar das melhorias nas ações de gestão e conservação, a Primeira Avaliação Global Integrada das Nações Unidas sobre o Ambiente Marinho concluiu que grande parte do oceano está agora seriamente degradada. Considerando que a população mundial atingirá cerca de 9 bilhões de pessoas até 2050, os impactos no oceano associados às atividades humanas irão aumentar.
      A ação somente poderá ser eficaz se tiver como base o conhecimento científico sólido. Existe uma necessidade cada vez maior de encontrar soluções científicas que nos permitam compreender as mudanças que estão ocorrendo no nosso oceano e recuperar sua saúde em declínio. 
       A ciência oceânica realizou grandes progressos ao longo do último século ao explorar, descrever, compreender e melhorar a nossa capacidade de prever mudanças no sistema oceânico.
          Na próxima década, teremos uma enorme oportunidade de aproveitar os avanços _______________ da ciência para alcançar uma melhor compreensão sobre o sistema oceânico. Isso permitirá o fornecimento de informações oportunas sobre a situação dos oceanos e irá possibilitar a articulação de cenários e caminhos integrados para o desenvolvimento sustentável.
          A ciência oceânica pode nos ajudar a abordar os impactos da mudança climática, da poluição marinha, da acidificação dos oceanos, da perda de espécies marinhas e da degradação de ambientes marinhos e costeiros. Para alcançar o desenvolvimento sustentável, precisamos de uma ciência de qualidade para influenciar a tomada de decisões e elevar o nível de conhecimento de todos os atores envolvidos.

(Fonte: Unesco - adaptado.)
Assinalar a alternativa que apresenta um antônimo, um termo com sentido contrário, da palavra “degradação” utilizada no texto (último parágrafo):
Alternativas
Q2021487 Português
     A ansiedade é um estado em que prevalece a incerteza e a angústia, caracterizadas pelo sentimento de medo e insegurança. Ela é uma reação normal diante de determinadas situações, tais como em entrevistas de emprego, pois prepara a pessoa para enfrentar um desafio.
     A ansiedade em nível adequado proporciona motivação pessoal e profissional. A ansiedade em excesso paralisa, inquieta e perturba. A pessoa pode sentir ansiedade na maior parte do tempo sem nenhuma razão aparente, podendo ser tão desconfortável para ela que começa a evitar situações.
     O termo apresenta diversas ___________, pode ser encarado como uma angústia, perturbação de espírito, medo eminente, sensação de estar em perigo e outros sinônimos.
     De forma técnica, podemos entender o transtorno como um fenômeno que pode tornar-se patológico, ou seja, prejudicial ao funcionamento psíquico (mental) e somático (corporal).
     O distúrbio está relacionado ao funcionamento do organismo e às _____________ de vida. O indivíduo pode sofrer com uma ansiedade constante sem nenhuma razão, ou pode apresentar os sintomas às vezes, mas de forma tão intensa que se sentirá imobilizado.
     Um pouco de ansiedade é natural, mas quando em excesso ela pode trazer muitos __________ e, à vista disso, precisa ser controlada. É por isso que é fundamental identificar quando a ansiedade começa a atrapalhar a vida e a tornar-se um problema que precisa ser tratado com a ajuda de um profissional. Ele poderá auxiliar na compreensão dos fatores que desencadeiam a ansiedade para que a pessoa possa evitá-los no dia a dia.
(Fonte: Psicologia e Terapia - adaptado.)
Em “(...) podemos entender o transtorno como um fenômeno que pode tornar-se patológico.”, a palavra sublinhada pode ser substituída, sem prejuízo de sentido, por:
Alternativas
Q2020908 Português
A leitura não é uma habilidade inata, não nascemos lendo e não desenvolvemos essa habilidade sem instrução explícita. A escrita foi um código criado pelo homem para registrar o conhecimento produzido ao longo da história. A leitura é uma decorrência dessa invenção cultural, sendo basicamente a atividade de desvendar esse código, de decodificar. Considerando a recenticidade da escrita e da leitura, Dehaene (2012) conclui que nosso cérebro não está pronto para ler. Para isto, é preciso haver uma tarefa de reciclagem neuronal, em que neurônios até então responsáveis pelo reconhecimento de faces são recrutados para o reconhecimento de símbolos especiais, as letras.

Fonte: SOUZA, Lucilene Bender de; MILESKI, Ivanete. A emergência da especialização cerebral para leitura de palavras. In: GABRIEL, Rosângela et al. Tecendo conexões entre cognição, linguagem e leitura. Curitiba: Multideia, 2014. p. 33-46.
Assinale a análise CORRETA em relação ao significado do substantivo ‘recenticidade’ nesse texto. 
Alternativas
Q2020782 Português
Texto CG1A1-II

     A crescente adoção do conceito de tecnologias sociais ocorre concomitantemente com o avanço de dois conceitos que lhe são complementares: economia solidária e capital social. As graves consequências do capitalismo e da globalização, refletidas em altos índices de desemprego, aumento de índices de violência e criminalidade, aprofundamento da pobreza e da degradação ambiental, não podem ser abordadas por projetos paternalistas e compensatórios. Ao contrário, requerem estudos aprofundados sobre um novo tipo de desenvolvimento. O professor Henrique Rattner pontua que, entre os cientistas sociais que se debruçam sobre os fracassos do desenvolvimento e suas causas, em todos os debates travados nos últimos anos, o conceito de capital social tem ocupado espaço crescente. O capital social, segundo Rattner, procura trabalhar com a necessidade gregária, o espírito de cooperação e os valores de apoio mútuo e solidariedade, com base na “eficiência social coletiva”.

     Capital social, segundo o estudioso John Durston, é o conjunto de normas, instituições e organizações que promovem a confiança, a ajuda recíproca e a cooperação e que incorporam benefícios como redução dos custos de transação, produção de bens públicos e facilitação da constituição de organizações de gestão de bases efetivas, de atores sociais e de sociedades civis saudáveis. Sua importância está na busca de estratégias de superação da pobreza e de integração de setores sociais excluídos.

     No Brasil, nas últimas décadas, tem havido uma multiplicação de experiências baseadas no conceito de economia solidária. Diferentemente de iniciativas meramente paliativas, como respostas emergenciais a situações de pobreza e miséria, há agora uma interpretação de que essas experiências devam ser uma base para a reconstrução do tecido social. Como diz o pesquisador Luis Inácio Gaiger, elas “constituiriam uma ação geradora de embriões de novas formas de produção e estimuladora de alternativas de vida econômica e social”.


Ivete Rodrigues e José Carlos Barbieri. A emergência da tecnologia social: revisitando o movimento da tecnologia apropriada como estratégia de desenvolvimento sustentável. In: Revista de Administração Pública – FGV, Rio de Janeiro, 42(6):1069-94, nov./dez. 2008 (com alterações).

No que se refere aos aspectos linguísticos e aos sentidos do texto CG1A1-II, julgue o item a seguir. 


A palavra “paliativas” (segundo período do terceiro parágrafo) está empregada com o sentido de protelar uma crise. 

Alternativas
Q2020779 Português
Texto CG1A1-II

     A crescente adoção do conceito de tecnologias sociais ocorre concomitantemente com o avanço de dois conceitos que lhe são complementares: economia solidária e capital social. As graves consequências do capitalismo e da globalização, refletidas em altos índices de desemprego, aumento de índices de violência e criminalidade, aprofundamento da pobreza e da degradação ambiental, não podem ser abordadas por projetos paternalistas e compensatórios. Ao contrário, requerem estudos aprofundados sobre um novo tipo de desenvolvimento. O professor Henrique Rattner pontua que, entre os cientistas sociais que se debruçam sobre os fracassos do desenvolvimento e suas causas, em todos os debates travados nos últimos anos, o conceito de capital social tem ocupado espaço crescente. O capital social, segundo Rattner, procura trabalhar com a necessidade gregária, o espírito de cooperação e os valores de apoio mútuo e solidariedade, com base na “eficiência social coletiva”.

     Capital social, segundo o estudioso John Durston, é o conjunto de normas, instituições e organizações que promovem a confiança, a ajuda recíproca e a cooperação e que incorporam benefícios como redução dos custos de transação, produção de bens públicos e facilitação da constituição de organizações de gestão de bases efetivas, de atores sociais e de sociedades civis saudáveis. Sua importância está na busca de estratégias de superação da pobreza e de integração de setores sociais excluídos.

     No Brasil, nas últimas décadas, tem havido uma multiplicação de experiências baseadas no conceito de economia solidária. Diferentemente de iniciativas meramente paliativas, como respostas emergenciais a situações de pobreza e miséria, há agora uma interpretação de que essas experiências devam ser uma base para a reconstrução do tecido social. Como diz o pesquisador Luis Inácio Gaiger, elas “constituiriam uma ação geradora de embriões de novas formas de produção e estimuladora de alternativas de vida econômica e social”.


Ivete Rodrigues e José Carlos Barbieri. A emergência da tecnologia social: revisitando o movimento da tecnologia apropriada como estratégia de desenvolvimento sustentável. In: Revista de Administração Pública – FGV, Rio de Janeiro, 42(6):1069-94, nov./dez. 2008 (com alterações).

A respeito dos aspectos linguísticos e estruturais do texto CG1A1-II, julgue o item subsecutivo.


A forma verbal “pontua” (quarto período do primeiro parágrafo) é empregada como sinônimo de assinalar.

Alternativas
Q2020356 Português
Das utopias

Se as coisas são inatingíveis… ora!
Não é motivo para não querê-las…
Que tristes os caminhos se não fora
A mágica presença das estrelas!

(Mario Quintana, do livro “Espelho mágico”, 1945-1951). 
NÃO é um antônimo do vocábulo tristes: 
Alternativas
Q2019835 Português
A forma verbal “sobreviera” (linha 30) está empregada com o mesmo sentido de 
Alternativas
Q2019565 Português
Acidentes de trânsito em Curitiba causam 50 mortes e deixam 3 mil feridos em 2022

    Curitiba registrou quase 3 mil pessoas feridas no trânsito ao longo de dez meses de 2022. Os dados são do Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran), da Polícia Militar (PM). Outro triste número revela que mais de 50 pessoas morreram em virtude de acidentes, no trânsito da capital paranaense.
     Segundo o relatório obtido pela Tribuna do Paraná, até o dia 19 de outubro, foram 4.589 colisões em Curitiba, sendo que 2.972 pessoas tiveram que passar pelo atendimento dos socorristas. Pelos números, o mês de março foi o que teve mais batidas, com um total de 546, ou seja, 17 ocorrências por dia
    Para o tenente Lazarotto, do BPTran, os números apontam que é preciso conscientizar o motorista para que se respeite a lei e evite transtornos. “A pandemia não mudou o motorista, mas é preciso conscientizar as pessoas que estão conduzindo veículos, para que evitem a exposição”
   Ainda de acordo com o tenente do BPTran, é possível identificar os acidentes mais comuns. “No dia a dia, percebemos que o maior índice de acidentes ocorre em colisões transversais, ou seja, em cruzamentos. Já os óbitos têm uma relação com as motocicletas, talvez pela demanda no serviço de entregas”, comenta.
     Aliás, os números no período mais forte da pandemia da Covid-19, pouco se alteraram. Mesmo com os estabelecimentos fechados e com menos fluxo no trânsito, os acidentes seguiram matando. Em maio de 2022, foram 376 acidentes com 280 feridos e 3 mortes. “Não existe um perfil do motorista, mas percebe-se que o acidente ocorre geralmente por imprudência, seja pela falta de prática na direção ou algo que interfere como álcool ou outro tipo de substância”, diz Lazarotto.
     Comparada a outros capitais que utilizam a blitz como forma de reprimir o mau motorista, Curitiba pouco faz nesse sentido. Na opinião do tenente, a fiscalização realizada na cidade com operações pontuais, acaba sendo mais eficaz.
    A blitz demanda efetivo e estamos carentes com isso, mesmo com as escolas de formação de mais agentes, e existe uma mudança de modalidade. Entendeu-se que contra o consumo de álcool a blitz não tem muito efeito, pois as pessoas se comunicam e não passam pelo local. Os policiais fazem a amostragem e pegam as pessoas saindo dos bares. Parece que não existe uma fiscalização, mas é algo mais pontual”, completou Lazarotto.

Fonte: https://tribunapr.uol.com.br/noticias/curitiba-regiao/acidentes-de-transito-em-curitiba-causam-50-mortes-e-deixam-3-mil-feridos-em-2022/
Assinale a alternativa que apresente um sinônimo para o termo em destaque no período: “Já os óbitos têm uma relação com as motocicletas, talvez pela demanda no serviço de entregas”, comenta”.
Alternativas
Q2019561 Português
Acidentes de trânsito em Curitiba causam 50 mortes e deixam 3 mil feridos em 2022

    Curitiba registrou quase 3 mil pessoas feridas no trânsito ao longo de dez meses de 2022. Os dados são do Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran), da Polícia Militar (PM). Outro triste número revela que mais de 50 pessoas morreram em virtude de acidentes, no trânsito da capital paranaense.
     Segundo o relatório obtido pela Tribuna do Paraná, até o dia 19 de outubro, foram 4.589 colisões em Curitiba, sendo que 2.972 pessoas tiveram que passar pelo atendimento dos socorristas. Pelos números, o mês de março foi o que teve mais batidas, com um total de 546, ou seja, 17 ocorrências por dia
    Para o tenente Lazarotto, do BPTran, os números apontam que é preciso conscientizar o motorista para que se respeite a lei e evite transtornos. “A pandemia não mudou o motorista, mas é preciso conscientizar as pessoas que estão conduzindo veículos, para que evitem a exposição”
   Ainda de acordo com o tenente do BPTran, é possível identificar os acidentes mais comuns. “No dia a dia, percebemos que o maior índice de acidentes ocorre em colisões transversais, ou seja, em cruzamentos. Já os óbitos têm uma relação com as motocicletas, talvez pela demanda no serviço de entregas”, comenta.
     Aliás, os números no período mais forte da pandemia da Covid-19, pouco se alteraram. Mesmo com os estabelecimentos fechados e com menos fluxo no trânsito, os acidentes seguiram matando. Em maio de 2022, foram 376 acidentes com 280 feridos e 3 mortes. “Não existe um perfil do motorista, mas percebe-se que o acidente ocorre geralmente por imprudência, seja pela falta de prática na direção ou algo que interfere como álcool ou outro tipo de substância”, diz Lazarotto.
     Comparada a outros capitais que utilizam a blitz como forma de reprimir o mau motorista, Curitiba pouco faz nesse sentido. Na opinião do tenente, a fiscalização realizada na cidade com operações pontuais, acaba sendo mais eficaz.
    A blitz demanda efetivo e estamos carentes com isso, mesmo com as escolas de formação de mais agentes, e existe uma mudança de modalidade. Entendeu-se que contra o consumo de álcool a blitz não tem muito efeito, pois as pessoas se comunicam e não passam pelo local. Os policiais fazem a amostragem e pegam as pessoas saindo dos bares. Parece que não existe uma fiscalização, mas é algo mais pontual”, completou Lazarotto.

Fonte: https://tribunapr.uol.com.br/noticias/curitiba-regiao/acidentes-de-transito-em-curitiba-causam-50-mortes-e-deixam-3-mil-feridos-em-2022/
Assinale a alternativa que apresente um ANTÔNIMO adequado para o termo em destaque no período: “Ainda de acordo com o tenente do BPTran, é possível identificar os acidentes mais comuns”. 
Alternativas
Q2018949 Português
Os termos “novo” e “inusitado”, na linha 22, 
Alternativas
Q2017389 Português

Texto para o item.



Rubem Braga. O Conde e o passarinho & Morro do isolamento.

Rio de Janeiro: Record, 2002. p.156-7.

Julgue o item, que consistem em propostas de substituição para vocábulos e trechos destacados do texto, no que se refere à correção gramatical e à coerência das ideias do texto. 


“falar com um número excessivo de pessoas” (linha 11) por falar com um grande número de pessoas



Alternativas
Q2016977 Português

A chama é bela


         Nos anos 1970 comprei uma casa no campo com uma bela lareira, e para meus filhos, entre 10 e 12 anos, a experiência do fogo, da brasa que arde, da chama, era um fenômeno absolutamente novo. E percebi que quando a lareira estava acesa eles deixavam a televisão de lado. A chama era mais bela e variada do que qualquer programa, contava histórias infinitas, não seguia esquemas fixos como um programa televisivo.

     O fogo também se faz metáfora de muitas pulsões, do inflamar-se de ódio ao fogo da paixão amorosa. E o fogo pode ser a luz ofuscante que os olhos não podem fixar, como não podem encarar o Sol (o calor do fogo remete ao calor do Sol), mas devidamente amestrado, quando se transforma em luz de vela, permite jogos de claro-escuro, vigílias noturnas nas quais uma chama solitária nos obriga a imaginar coisas sem nome...

        O fogo nasce da matéria para transformar-se em substância cada vez mais leve e aérea, da chama rubra ou azulada da raiz à chama branca do ápice, até desmaiar em fumaça... Nesse sentido, a natureza do fogo é ascensional, remete a uma transcendência e, contudo, talvez porque tenhamos aprendido que ele vive no coração da Terra, é também símbolo de profundidades infernais. É vida, mas é também experiência de seu apagar-se e de sua contínua fragilidade.


(Adaptado de: ECO, Umberto. Construir o inimigo. Rio de Janeiro: Record, 2021, p. 54-55)

O autor lembra que o fogo se presta a ser percebido em níveis fundamentalmente antagônicos quando contrasta as expressões
Alternativas
Q2016973 Português

Língua Portuguesa


O meu ofício

    O meu ofício é escrever, e sei bem disso há muito tempo. Espero não ser mal-entendida: não sei nada sobre o valor daquilo que posso escrever. Quando me ponho a escrever, sinto-me extraordinariamente à vontade e me movo num elemento que tenho a impressão de conhecer extraordinariamente bem: utilizo instrumentos que me são conhecidos e familiares e os sinto bem firmes em minhas mãos. Se faço qualquer outra coisa, se estudo uma língua estrangeira, se tento aprender história ou geografia, ou tricotar uma malha, ou viajar, sofro e me pergunto como é que os outros conseguem fazer essas coisas. E tenho a impressão de ser cega e surda como uma náusea dentro de mim.

    Já quando escrevo nunca penso que talvez haja um modo mais correto, do qual os outros escritores se servem. Não me importa nada o modo dos outros escritores. O fato é que só sei escrever histórias. Se tento escrever um ensaio de crítica ou um artigo sob encomenda para um jornal, a coisa sai bem ruim. O que escrevo nesses casos tenho de ir buscar fora de mim. E sempre tenho a sensação de enganar o próximo com palavras tomadas de empréstimo ou furtadas aqui e ali.

    Quando escrevo histórias, sou como alguém que está em seu país, nas ruas que conhece desde a infância, entre as árvores e os muros que são seus. Este é o meu ofício, e o farei até a morte. Entre os cinco e dez anos ainda tinha dúvidas e às vezes imaginava que podia pintar, ou conquistar países a cavalo, ou inventar uma nova máquina. Mas a primeira coisa séria que fiz foi escrever um conto, um conto curto, de cinco ou seis páginas: saiu de mim como um milagre, numa noite, e quando finalmente fui dormir estava exausta, atônita, estupefata.


(Adaptado de: GINZBURG, Natalia. As pequenas virtudes. Trad. Maurício Santana Dias. São Paulo: Cosac Naify, 2015, p, 72-77, passim)

Considerando-se o contexto, traduz-se o sentido de um segmento do texto em: 
Alternativas
Q2015625 Português

TEXTO I


Aparência


Em comparação com a última década, insatisfação com aparência e peso aumentou consideravelmente.

Poderia ser uma boa notícia o fato de que 6 em cada 10 jovens brasileiros estão muito satisfeitos com a própria aparência. Mas não é. Há 11 anos, o Datafolha perguntou aos jovens brasileiros se eles se sentiam felizes com a aparência e registrou que 82% estavam muito satisfeitos com o que viam diante do espelho. A mesma pergunta foi feita agora e o grupo dos que se consideram muito satisfeitos caiu 23 pontos percentuais.

O descontentamento é maior entre as garotas – 44% se dizem pouco satisfeitas e 6%, nada satisfeitas com a aparência. As meninas de 16 e 17 anos representam o auge do dissabor: 7% delas estão totalmente insatisfeitas. Como não é provável que a feiura tenha se tornado uma epidemia ao longo dos anos, por que os jovens estão se sentindo mais infelizes com a própria aparência?

Segundo especialistas, trata-se de uma questão social. Padrão de beleza. Para a psicóloga Joana Novaes, coordenadora do Núcleo de Doenças da Beleza da PUC Rio, o padrão de beleza atual impõe que o jovem seja magro, “sarado” e bronzeado. “Tantas exigências geram uma relação infeliz com o próprio corpo”, diz ela, que é autora do livro O Intolerável Peso da Feiura.

Segundo a psicóloga, a infelicidade se agrava devido à diferença de tratamento que a sociedade impõe ao “feio” e ao “bonito”. Enquanto a beleza é um meio de ascensão social no Brasil, quem é considerado feio se torna vítima de um preconceito socialmente aceito, pois é permitido que se recrimine a aparência do outro. Já a antropóloga Mirian Goldenberg – autora de O Corpo Como Capital e professora do departamento de antropologia social da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) – não acredita que o jovem esteja se sentindo mais feio, mas, sim, inadequado em relação ao padrão de corpo valorizado pela sociedade.

Contudo, segundo Goldenberg, a juventude atual é a primeira geração que cresceu sabendo que há meios para se adequar ao padrão: vestir-se de acordo com a moda, investir em tratamentos estéticos, recorrer a cirurgias plásticas, etc.

Comparando os resultados com 11 anos atrás, o número de jovens muito satisfeitos com o peso caiu de 61% para 50%. Outra vez, a maior insatisfação se verifica entre as garotas, com o ápice do descontentamento entre as que têm de 22 a 25 anos: 26% estão insatisfeitas com o peso. Para o psicólogo Nivaldo de Oliveira Santos, coordenador do estudo, os números surpreendem porque 8 em cada 10 estudantes consultados eram magros ou tinham peso normal em relação à altura e à idade. Surpreendem ainda mais porque, em teoria, os estudantes da área de saúde deveriam ser bem informados sobre cuidados com o corpo. “O que se teme é que, se considerado um universo maior de jovens, o panorama possa ser ainda mais preocupante”, diz Santos.


Disponível em: https://bityli.com/REoimr.

Acesso em: 30 out. 2021 (adaptado).

Releia este trecho.
“As meninas de 16 e 17 anos representam o auge do dissabor [...]”
A palavra destacada pode, sem alterar o sentido original do trecho, ser substituída por
Alternativas
Q2015623 Português

TEXTO I


Aparência


Em comparação com a última década, insatisfação com aparência e peso aumentou consideravelmente.

Poderia ser uma boa notícia o fato de que 6 em cada 10 jovens brasileiros estão muito satisfeitos com a própria aparência. Mas não é. Há 11 anos, o Datafolha perguntou aos jovens brasileiros se eles se sentiam felizes com a aparência e registrou que 82% estavam muito satisfeitos com o que viam diante do espelho. A mesma pergunta foi feita agora e o grupo dos que se consideram muito satisfeitos caiu 23 pontos percentuais.

O descontentamento é maior entre as garotas – 44% se dizem pouco satisfeitas e 6%, nada satisfeitas com a aparência. As meninas de 16 e 17 anos representam o auge do dissabor: 7% delas estão totalmente insatisfeitas. Como não é provável que a feiura tenha se tornado uma epidemia ao longo dos anos, por que os jovens estão se sentindo mais infelizes com a própria aparência?

Segundo especialistas, trata-se de uma questão social. Padrão de beleza. Para a psicóloga Joana Novaes, coordenadora do Núcleo de Doenças da Beleza da PUC Rio, o padrão de beleza atual impõe que o jovem seja magro, “sarado” e bronzeado. “Tantas exigências geram uma relação infeliz com o próprio corpo”, diz ela, que é autora do livro O Intolerável Peso da Feiura.

Segundo a psicóloga, a infelicidade se agrava devido à diferença de tratamento que a sociedade impõe ao “feio” e ao “bonito”. Enquanto a beleza é um meio de ascensão social no Brasil, quem é considerado feio se torna vítima de um preconceito socialmente aceito, pois é permitido que se recrimine a aparência do outro. Já a antropóloga Mirian Goldenberg – autora de O Corpo Como Capital e professora do departamento de antropologia social da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) – não acredita que o jovem esteja se sentindo mais feio, mas, sim, inadequado em relação ao padrão de corpo valorizado pela sociedade.

Contudo, segundo Goldenberg, a juventude atual é a primeira geração que cresceu sabendo que há meios para se adequar ao padrão: vestir-se de acordo com a moda, investir em tratamentos estéticos, recorrer a cirurgias plásticas, etc.

Comparando os resultados com 11 anos atrás, o número de jovens muito satisfeitos com o peso caiu de 61% para 50%. Outra vez, a maior insatisfação se verifica entre as garotas, com o ápice do descontentamento entre as que têm de 22 a 25 anos: 26% estão insatisfeitas com o peso. Para o psicólogo Nivaldo de Oliveira Santos, coordenador do estudo, os números surpreendem porque 8 em cada 10 estudantes consultados eram magros ou tinham peso normal em relação à altura e à idade. Surpreendem ainda mais porque, em teoria, os estudantes da área de saúde deveriam ser bem informados sobre cuidados com o corpo. “O que se teme é que, se considerado um universo maior de jovens, o panorama possa ser ainda mais preocupante”, diz Santos.


Disponível em: https://bityli.com/REoimr.

Acesso em: 30 out. 2021 (adaptado).

Releia este trecho.
“O padrão de beleza atual impõe que o jovem seja magro, ‘sarado’ e bronzeado.” A seguir, considere as definições do dicionário eletrônico Aulete Digital para a palavra destacada.
I. Que recuperou a saúde; curado. II. Que mostra vigor, que revela boa saúde física e/ou mental; saudável. III. Que tem força, que é resistente. IV. Que tem o corpo modelado pela ginástica.
Assinale a alternativa que indica a definição adequada ao contexto em que aparece a palavra “sarado”. 
Alternativas
Q2015366 Português
Assinale a alternativa em que a palavra sublinhada está usada com o sentido correto: 
Alternativas
Q2007235 Português
Leia o texto que é um excerto do conto “Amor” de Clarice Lispector.

O mundo se tornara de novo um mal-estar. Vários anos ruíam, as gemas amarelas escorriam. Expulsa de seus próprios dias, parecia-lhe que as pessoas da rua eram periclitantes, que se mantinham por um mínimo equilíbrio à tona da escuridão – e por um momento a falta de sentido deixava-as tão livres que não sabiam para onde ir. Perceber uma ausência de lei foi tão súbito que Ana se agarrou ao banco da frente, como se pudesse cair do bonde, como se as coisas pudessem ser revertidas com a mesma calma com que não o eram.
Assinale a alternativa correta, considerando “gênero textual” como sinônimo de “gênero do discurso”
Alternativas
Q2001891 Português
Texto CB1A1-I

    As pessoas que driblaram o desemprego trabalhando por conta própria desde o início da pandemia estão ganhando 31% menos em comparação com as que optaram por esse tipo de trabalho dois anos antes da covid-19. Entre estas, o rendimento médio mensal era de R$ 2.074, enquanto, entre aquelas, o rendimento é de R$ 1.434. Os dados, publicados no Boletim Emprego em Pauta, são do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) e foram obtidos a partir de uma análise comparativa que levou em conta os resultados referentes ao quarto trimestre de 2021 da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. 
    Ao final de 2021, o número de trabalhadores por conta própria havia crescido 6,6%. A maioria não tem nenhuma proteção social, o que confirma a precarização do trabalho até mesmo para quem conseguiu se manter no mercado por conta própria. Três em cada quatro pessoas que trabalham por conta própria deixam de contribuir para a previdência social, ou seja, apenas 12,7% desses trabalhadores conseguem pagar a contribuição previdenciária para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), para terem alguma segurança no futuro com a aposentadoria e outros benefícios. Entre os mais antigos, o percentual era de 58,3%.
    Os técnicos do DIEESE sugerem as seguintes hipóteses para explicar esse percentual menor de inscrição no cadastro nacional da pessoa jurídica (CNPJ) entre aqueles que começaram a trabalhar mais recentemente por conta própria: a baixa remuneração e a incerteza do negócio, assim como a preocupação com o endividamento que a regularização do trabalho pode gerar.

Internet: <www.cut.org.br> (com adaptações).

Em relação às ideias do texto CB1A1-I, julgue os seguintes itens.

Estariam mantidos os sentidos e a correção gramatical do texto caso se substituísse, no primeiro período do texto, o segmento “em comparação com as” por quando comparadas as.  
Alternativas
Q2001787 Português
Atenção: Leia o poema para responder a questão. 


Vida

Já perdoei erros quase imperdoáveis,
tentei substituir pessoas insubstituíveis
e esquecer pessoas inesquecíveis.

Já fiz coisas por impulso,
já me decepcionei com pessoas
que eu nunca pensei que iriam me decepcionar,
mas também já decepcionei alguém. 

Já abracei pra proteger,
já dei risada quando não podia,
fiz amigos eternos,
e amigos que eu nunca mais vi.

Amei e fui amado,
mas também já fui rejeitado,
fui amado e não amei. 

Já gritei e pulei de tanta felicidade,
já vivi de amor e fiz juras eternas,
e quebrei a cara muitas vezes! 

Já chorei ouvindo música e vendo fotos,
já liguei só para escutar uma voz,
me apaixonei por um sorriso,
já pensei que fosse morrer de tanta saudade
e tive medo de perder alguém especial (e acabei perdendo). 

Mas vivi!
E ainda vivo!
Não passo pela vida.
E você também não deveria passar!

(Augusto Branco)

e amigos que eu nunca mais vi.  

Substituindo o pronome relativo "que" por outro, e respeitando a regência verbal, a forma adequada é:

Alternativas
Respostas
3501: B
3502: D
3503: C
3504: C
3505: C
3506: C
3507: A
3508: B
3509: E
3510: C
3511: D
3512: E
3513: E
3514: D
3515: A
3516: D
3517: A
3518: A
3519: E
3520: C