Questões de Concurso
Comentadas sobre significação contextual de palavras e expressões. sinônimos e antônimos. em português
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Instrução: As questões de números 01 a 15 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
Dicas importantes para preservar o meio ambiente
Por Vanessa Sardinha dos Santos
01 ____Todos nós sabemos que o planeta Terra não está bem, estamos observando de perto as
02 mudanças climáticas e, infelizmente, estamos sofrendo diretamente com todo o impacto negativo
03 que o homem causa ao planeta. Fato é que não podemos só observar todas as mudanças,
04 devemos buscar melhorias.
05 ____Você deve estar pensando: como eu, uma única pessoa, posso salvar o planeta?
06 Realmente não é uma tarefa fácil, entretanto, pequenos gestos ajudam a preservar o meio
07 ambiente e fazer desse planeta um lugar melhor para as futuras gerações.
08 Preserve as árvores. Não realize podas ilegais e nunca desmate uma área. É importante
09 também não colocar fogo em propriedades, pois isso pode atingir matas preservadas.
10 Cuide bem dos cursos de água. Nunca coloque lixo em rios ▲ lagos e outros ambientes
11 aquáticos e, principalmente, preserve a mata em volta desses locais.
12 Cuide bem do seu lixo. Nunca jogue lixo no chão, e separe o lixo reciclável. A reciclagem é
13 importante para diminuir a quantidade de lixo nas grandes cidades.
14 Reutilize, reaproveite e recicle tudo que for possível. Caixas e plásticos, por exemplo,
15 podem ser utilizados para guardar alguns objetos. Roupas que você não utiliza mais podem ser
16 doadas. Alguns produtos podem virar itens de decoração. O importante é sempre ter em mente
17 que quanto mais diminuímos a nossa produção de lixo, mais preservamos o meio ambiente.
18 Reduza o consumo de água. Para isso, basta criar maneiras de aproveitar melhor água, como
19 reutilizar a água da máquina de lavar, armazenar a água da chuva, não lavar calçadas com água
20 e diminuir o tempo de banho.
21 Reduza o consumo de energia elétrica. Evite o consumo exagerado, lembrando-se sempre
22 de deixar aparelhos desligados quando não estiverem sendo usados e apagar as luzes que estão
23 iluminando ambientes desnecessários.
24 Evite andar apenas de carro. Os carros poluem o meio ambiente, por isso, sempre que
25 possível, opte por deixar o carro em casa. Você sempre pode optar por utilizar o transporte
26 público de sua região, criar sistemas de caronas, andar de bicicleta ou ainda ir a pé, dependendo
27 da distância a ser percorrida.
(Disponível em: https://mundoeducacao.uol.com.br/biologia/10-dicas-importantes-para-preservar-meio-ambiente.
htm – texto adaptado especialmente para esta prova).
A palavra “futuras” (l. 07) poderia ser substituída no texto, sem prejuízo de sentido, pelo sinônimo:
Qual foi a primeira rede social?
Direto e reto, cara cajapioense: o vovô do Orkut, do Facebook, do Instagram e do TikTok é o classmates.com, criado em dezembro de 1995.
O site segue no ar até hoje e é uma plataforma para conectar colegas de escola, compartilhar fotos antigas — incluindo anuários com fotos de formandos — e combinar encontros nostálgicos de turma. Mas só funciona para escolas dos Estados Unidos (fica a dica para empreendedores brasileiros).
Apesar de ser tão específico, o serviço tem envelhecido bem, acompanhando os novos tempos e está prestes a lançar seu aplicativo.
Há, contudo, quem defenda que as redes sociais existem muito antes disso, desde a pré-história da internet, quando ela ainda não era acessível a todos os mortais.
Dentre esses ancestrais, está o BBS (1973), um servidor que rodava um software que conectava, por meio de um modem ligado à rede telefônica, pessoas e instituições em fóruns para compartilhamento de arquivos, programas, conversas sobre temas e até mensagens de texto.
Outro dinossauro das redes sociais é o Q-Link (abreviação de Quantum Link), lançado pela Quantum Computer Services em 1985.
Embora também fosse restrito — só rodava em computadores Commodore 64 e 128, nos EUA e no Canadá —, ele estava mais para um portal de conteúdo, oferecendo notícias, jogos e, claro, ambientes de interação, como salas de bate-papo e fóruns para compartilhamento de arquivos.
Tanto parecia um portal que, em 1989, o Q-Link ampliou o acesso a todos os computadores pessoais e mudou de nome para dar origem ao America Online, ou AOL — conhece, cara cajapioense?
Disponível em: https://www.uol.com.br/tilt/colunas/pergunta-pro-jokura/2022/05/30/qual-foi-a-primeira-rede-social.htm (adaptado)
“Apesar de ser tão específico, o serviço tem envelhecido bem...”
O item que mostra um substituto adequado do termo sublinhado, realizando as alterações necessárias, é:
Em Terra de Cego
Nenhum ditado popular explica tão bem os problemas do Brasil e do mundo como “Em terra de cego quem tem um olho é rei”. Ele mostra por que existe tanta gente incompetente dirigindo nossas empresas e nossas instituições.
Mostra também por que é tão fácil chegar ao topo da pirâmide social sem muita visão ou competência. Basta ter um mínimo de conhecimento para sair pontificando soluções. Todo mundo palpita em economia e futebol como se fosse Ph.D. no assunto.
Se nossos técnicos de futebol tivessem ouvido os palpiteiros, jamais seríamos pentacampeões mundiais de futebol.
Por isso temos tantos acadêmicos para lá de arrogantes, que se acham predestinados a dirigir nossa vida com muita teoria e pouca informação. Existe um corolário desse ditado que me preocupa por suas consequências.
“Em terra de cego, quem tem um olho é rei, e quem tem dois olhos é muito malvisto.” Indivíduos inteligentes e capazes são encarados como uma enorme ameaça e precisam ser rapidamente eliminados pelos que estão no poder. Por essa razão, pessoas com mérito e competência dificilmente são promovidas no Brasil. Promovidos são os bajuladores e puxa-sacos.
Quando aparece alguém com dois olhos, os reizinhos tratam de eliminá-lo, quanto antes melhor. Já cansei de ver gente competente que, de um momento para o outro, deixou de ser ouvida pela diretoria.
Já vi muito jornalista que, de repente, caiu em desgraça. Já vi muito jovem comentar algo brilhante na aula e ser duramente criticado pelo professor, sem saber o motivo. Todos cometeram o erro fatal de mostrar que tinham dois olhos. Por favor, não deixe que isso aconteça com você.
Se você é dos milhares de brasileiros que possuem dois olhos, tome cuidado. Em terra de cego, você corre perigo. Nunca mostre a seu chefe, professor ou colega de trabalho os olhos que tem. Lamento não poder dar nenhum bom conselho, eu sou dos que tem um olho só. A maioria dos dois-olhos que conheço já desistiu de lutar e optou pelo anonimato.
Quando eles têm uma ideia brilhante, colocam a solução na mesa de seus chefes e deixam que a ideia seja descaradamente roubada.
Eles se fingem de mortos, pois sabem que, se agirem de modo diferente, poderão tornar-se vítimas. Mas há saídas melhores.
Se seu chefe tem um olho só, mude de emprego e procure companhias que valorizem o talento, que tenham critérios de avaliação claros e baseados em meritocracia. São poucas, mas elas existem e precisam ser prestigiadas. Ou, então, procure um chefe que tenha dois olhos e grude nele. Ele é o único que irá entendê-lo. Ajude-o a formar uma grande equipe. Se ele mudar de empresa, mude com ele.
Seja diferente, procure os melhores chefes para trabalhar, não as melhores companhias. Normalmente, as grandes empresas já são dominadas por reizinhos de um olho só. Por isso, considere criar um negócio com outros como você. Vocês terão sucesso garantido, pois vão concorrer com milhares de executivos e empresários de um olho só.
Nosso erro como nação é justamente não identificar aqueles que enxergam com dois olhos, para poder segui-los pelos caminhos que trilham.
Eles deveriam ser valorizados, e não perseguidos, como o são. O Brasil precisa desesperadamente de gente que pense de forma clara e coerente, gente que observe com os próprios olhos aquilo que está a sua volta, em vez de ler em livros que nem foram escritos neste país.
Se você for um desses, tenha mais coragem e lute. Junte-se a eles para combater essa mediocridade mundial que está por aí. Vocês não se encontram sozinhos. Nosso povo tem dois olhos, sim, e é muito mais esperto do que se imagina.
Ele está é sendo enganado há tempos, enganado por gente com um olho só. Foi-se o tempo de uma elite pensante comandar a massa ignara.
Hoje, a maioria do povo tem acesso à internet e a home pages com mais informação do que essa intelligentsia tinha quando fez seu doutorado. Se informação é poder, ela não é mais restrita a um pequeno grupo de bem formados. Nosso povo só precisa acreditar mais em si mesmo e perceber que cegos são os outros, aqueles com um olho só.
Disponível em: https://blog.kanitz.com.br/terra-cego/
No segmento do texto “Nenhum ditado popular explica...”, o termo em negrito pode ser substituído por todos abaixo, exceto:
Em Terra de Cego
Nenhum ditado popular explica tão bem os problemas do Brasil e do mundo como “Em terra de cego quem tem um olho é rei”. Ele mostra por que existe tanta gente incompetente dirigindo nossas empresas e nossas instituições.
Mostra também por que é tão fácil chegar ao topo da pirâmide social sem muita visão ou competência. Basta ter um mínimo de conhecimento para sair pontificando soluções. Todo mundo palpita em economia e futebol como se fosse Ph.D. no assunto.
Se nossos técnicos de futebol tivessem ouvido os palpiteiros, jamais seríamos pentacampeões mundiais de futebol.
Por isso temos tantos acadêmicos para lá de arrogantes, que se acham predestinados a dirigir nossa vida com muita teoria e pouca informação. Existe um corolário desse ditado que me preocupa por suas consequências.
“Em terra de cego, quem tem um olho é rei, e quem tem dois olhos é muito malvisto.” Indivíduos inteligentes e capazes são encarados como uma enorme ameaça e precisam ser rapidamente eliminados pelos que estão no poder. Por essa razão, pessoas com mérito e competência dificilmente são promovidas no Brasil. Promovidos são os bajuladores e puxa-sacos.
Quando aparece alguém com dois olhos, os reizinhos tratam de eliminá-lo, quanto antes melhor. Já cansei de ver gente competente que, de um momento para o outro, deixou de ser ouvida pela diretoria.
Já vi muito jornalista que, de repente, caiu em desgraça. Já vi muito jovem comentar algo brilhante na aula e ser duramente criticado pelo professor, sem saber o motivo. Todos cometeram o erro fatal de mostrar que tinham dois olhos. Por favor, não deixe que isso aconteça com você.
Se você é dos milhares de brasileiros que possuem dois olhos, tome cuidado. Em terra de cego, você corre perigo. Nunca mostre a seu chefe, professor ou colega de trabalho os olhos que tem. Lamento não poder dar nenhum bom conselho, eu sou dos que tem um olho só. A maioria dos dois-olhos que conheço já desistiu de lutar e optou pelo anonimato.
Quando eles têm uma ideia brilhante, colocam a solução na mesa de seus chefes e deixam que a ideia seja descaradamente roubada.
Eles se fingem de mortos, pois sabem que, se agirem de modo diferente, poderão tornar-se vítimas. Mas há saídas melhores.
Se seu chefe tem um olho só, mude de emprego e procure companhias que valorizem o talento, que tenham critérios de avaliação claros e baseados em meritocracia. São poucas, mas elas existem e precisam ser prestigiadas. Ou, então, procure um chefe que tenha dois olhos e grude nele. Ele é o único que irá entendê-lo. Ajude-o a formar uma grande equipe. Se ele mudar de empresa, mude com ele.
Seja diferente, procure os melhores chefes para trabalhar, não as melhores companhias. Normalmente, as grandes empresas já são dominadas por reizinhos de um olho só. Por isso, considere criar um negócio com outros como você. Vocês terão sucesso garantido, pois vão concorrer com milhares de executivos e empresários de um olho só.
Nosso erro como nação é justamente não identificar aqueles que enxergam com dois olhos, para poder segui-los pelos caminhos que trilham.
Eles deveriam ser valorizados, e não perseguidos, como o são. O Brasil precisa desesperadamente de gente que pense de forma clara e coerente, gente que observe com os próprios olhos aquilo que está a sua volta, em vez de ler em livros que nem foram escritos neste país.
Se você for um desses, tenha mais coragem e lute. Junte-se a eles para combater essa mediocridade mundial que está por aí. Vocês não se encontram sozinhos. Nosso povo tem dois olhos, sim, e é muito mais esperto do que se imagina.
Ele está é sendo enganado há tempos, enganado por gente com um olho só. Foi-se o tempo de uma elite pensante comandar a massa ignara.
Hoje, a maioria do povo tem acesso à internet e a home pages com mais informação do que essa intelligentsia tinha quando fez seu doutorado. Se informação é poder, ela não é mais restrita a um pequeno grupo de bem formados. Nosso povo só precisa acreditar mais em si mesmo e perceber que cegos são os outros, aqueles com um olho só.
Disponível em: https://blog.kanitz.com.br/terra-cego/
“Foi-se o tempo de uma elite pensante comandar a massa ignara.” O termo em destaque se refere diretamente:
O ser humano não consegue relaxar e precisa estar ocupado o tempo todo
1 O ser humano não consegue relaxar e simplesmente refletir, então precisa estar com a mente ocupada o tempo inteiro. A afirmação vem de um estudo conduzido por uma equipe da Universidade de Tübingen (Alemanha). Os cientistas conduziram uma série de experimentos com cerca de 250 pessoas.
2 Os autores do estudo notaram que ficar submerso nos próprios pensamentos pode ajudar na resolução de problemas, aumentar a criatividade, aprimorar a imaginação e contribuir para um senso de autoestima. No entanto, o ser humano tende a rejeitar essa atividade (ou melhor, essa inatividade).
3 Acontece que a maioria das pessoas é mais propensa a buscar distrações. Os smartphones inevitavelmente tornaram isso ainda mais comum e contribuíram para a perda do hábito de refletir. Algumas pessoas simplesmente acham difícil passar tempo com seus próprios pensamentos, especialmente se existe uma tendência ao pessimismo.
4 Nos experimentos, os cientistas pediram aos participantes que estimassem até que ponto eles gostariam de sentar sozinhos e pensar por 20 minutos, proibidos de usar um smartphone, ler ou passear. De acordo com os resultados, cada um deles achou que o prazer em deixar suas mentes vagar era muito maior do que esperavam.
5 Os participantes também foram solicitados a comentar sobre como estavam se sentindo no meio das sessões ou após a conclusão. Foi unânime: os indivíduos disseram que sua satisfação foi maior do que eles esperavam. Isso indica que o ato de relaxar e refletir é subestimado, mas ainda há pesquisas a serem feitas para entender melhor como se dá essa relação.
Fonte: The Guardian
Disponível em: https://canaltech.com.br/saude/o-ser-humano-nao-consegue-relaxar-e-precisa-estar-ocupado-o-tempo-todo-entenda-222477/
“Acontece que a maioria das pessoas é mais propensa a buscar distrações.” (3° parágrafo)
Todos os sinônimos abaixo substituem perfeitamente o termo em destaque, exceto:
O ser humano não consegue relaxar e precisa estar ocupado o tempo todo
1 O ser humano não consegue relaxar e simplesmente refletir, então precisa estar com a mente ocupada o tempo inteiro. A afirmação vem de um estudo conduzido por uma equipe da Universidade de Tübingen (Alemanha). Os cientistas conduziram uma série de experimentos com cerca de 250 pessoas.
2 Os autores do estudo notaram que ficar submerso nos próprios pensamentos pode ajudar na resolução de problemas, aumentar a criatividade, aprimorar a imaginação e contribuir para um senso de autoestima. No entanto, o ser humano tende a rejeitar essa atividade (ou melhor, essa inatividade).
3 Acontece que a maioria das pessoas é mais propensa a buscar distrações. Os smartphones inevitavelmente tornaram isso ainda mais comum e contribuíram para a perda do hábito de refletir. Algumas pessoas simplesmente acham difícil passar tempo com seus próprios pensamentos, especialmente se existe uma tendência ao pessimismo.
4 Nos experimentos, os cientistas pediram aos participantes que estimassem até que ponto eles gostariam de sentar sozinhos e pensar por 20 minutos, proibidos de usar um smartphone, ler ou passear. De acordo com os resultados, cada um deles achou que o prazer em deixar suas mentes vagar era muito maior do que esperavam.
5 Os participantes também foram solicitados a comentar sobre como estavam se sentindo no meio das sessões ou após a conclusão. Foi unânime: os indivíduos disseram que sua satisfação foi maior do que eles esperavam. Isso indica que o ato de relaxar e refletir é subestimado, mas ainda há pesquisas a serem feitas para entender melhor como se dá essa relação.
Fonte: The Guardian
Disponível em: https://canaltech.com.br/saude/o-ser-humano-nao-consegue-relaxar-e-precisa-estar-ocupado-o-tempo-todo-entenda-222477/
“Foi unânime: os indivíduos disseram que sua satisfação foi maior...” (5° parágrafo)
O termo em destaque tem como significado:
Correlacione as colunas abaixo de acordo com seus respectivos parônimos:

A sequência correta obtida no sentido de cima para baixo é
Texto l
A prata é pior do que o bronze?
Daqui a uma semana os Jogos Olímpicos de Inverno começam em Pequim. Cerca de 3.000 atletas disputarão a competição mais importante de suas vidas. Poucos serão campeões, a maioria não subirá no pódio, e isso faz parte do esporte.
Não sei se você já reparou que, na entrega de medalhas, o terceiro lugar geralmente está sorrindo, enquanto a expressão do segundo colocado às vezes é de decepção. Por que a prata é vista por muitos competidores como sendo pior do que o bronze? Há anos, especialistas tentam explicar essa questão.
A resposta pode estar na cara, literalmente. Uma das pesquisas mais relevantes foi publicada em 1995 no Journal of Personality and Social Psychology.
O professor de psicologia Thomas Gilovich e seus colegas gravaram a reação de medalhistas de prata e de bronze durante os Jogos Olímpicos de Barcelona de 1992 — quando os atletas descobriram suas colocações e na cerimônia de premiação. Depois, mostraram o vídeo a estudantes sem revelar as posições finais. A análise foi a de que, em geral, quem levou o bronze estava mais satisfeito.
Os pesquisadores também entrevistaram mais de cem medalhistas em uma competição amadora nos Estados Unidos e pediram que eles qualificassem a própria performance. Os que ficaram em terceiro pareciam mais felizes e aliviados por estarem no pódio, enquanto os vice-campeões se sentiam derrotados porque se compararam aos primeiros colocados. A sensação era a de que não ganharam a prata, mas, sim, perderam o ouro.
Outra pesquisa de 2006 na mesma publicação analisou a expressão facial de medalhistas de ouro, prata e bronze e dos que terminaram em quinto lugar na competição olímpica de judô em Atenas - 2004. Os terceiros colocados tinham um sorriso mais espontâneo, o que significa usar músculos da face que deixam os olhos apertados e geram os "pés-de-galinha". A reação dos medalhistas de prata, segundo aos autores, mostrou que eles estavam apenas sendo educados, não felizes. O famoso sorriso amarelo.
Um estudo feito pela London School of Economics após os Jogos Paraolímpicos de Londres de 2012 revelou resultados parecidos. Respostas emocionais influenciadas pelo que poderia ter acontecido, não pelo que de fato ocorreu. A margem da performance também era relevante: psicologicamente, ganhar a prata por pouco, em vez do bronze, seria menos decepcionante.
É possível ter empatia em situações cotidianas. Há quem fique feliz com o aumento de salário, mas talvez se desanime ao saber que o colega de escritório ganhou um ainda maior. Quem quer perder cinco quilos e emagrece seis comemora, mas, se a ideia era perder dez quilos e são cinco a menos na balança, a sensação pode ser de derrota.
Muitas vezes, O ser humano se diminui quando se compara, ou quando pensa no que poderia ter feito. Todos, em uma escala maior ou menor, já passaram por isso.
Em competições que envolvem disputa de terceiro lugar, o medalhista de bronze vem de uma vitória, enquanto o de prata, de uma derrota. No esporte, há várias formas de lidar com um segundo lugar. Alguns atletas transformam a decepção em combustível para treinar mais duro e tentar vencer na próxima. Outros reconhecem e apreciam o tamanho do feito que conquistaram após anos de dedicação. Mais uma lição que os Jogos Olímpicos nos ensinam sobre as emoções humanas.
Marina lIzidro
(Folha de São Paulo, 29 de janeiro de 2022)
No quinto parágrafo, a palavra “enquanto” tem a função de:
Texto l
A prata é pior do que o bronze?
Daqui a uma semana os Jogos Olímpicos de Inverno começam em Pequim. Cerca de 3.000 atletas disputarão a competição mais importante de suas vidas. Poucos serão campeões, a maioria não subirá no pódio, e isso faz parte do esporte.
Não sei se você já reparou que, na entrega de medalhas, o terceiro lugar geralmente está sorrindo, enquanto a expressão do segundo colocado às vezes é de decepção. Por que a prata é vista por muitos competidores como sendo pior do que o bronze? Há anos, especialistas tentam explicar essa questão.
A resposta pode estar na cara, literalmente. Uma das pesquisas mais relevantes foi publicada em 1995 no Journal of Personality and Social Psychology.
O professor de psicologia Thomas Gilovich e seus colegas gravaram a reação de medalhistas de prata e de bronze durante os Jogos Olímpicos de Barcelona de 1992 — quando os atletas descobriram suas colocações e na cerimônia de premiação. Depois, mostraram o vídeo a estudantes sem revelar as posições finais. A análise foi a de que, em geral, quem levou o bronze estava mais satisfeito.
Os pesquisadores também entrevistaram mais de cem medalhistas em uma competição amadora nos Estados Unidos e pediram que eles qualificassem a própria performance. Os que ficaram em terceiro pareciam mais felizes e aliviados por estarem no pódio, enquanto os vice-campeões se sentiam derrotados porque se compararam aos primeiros colocados. A sensação era a de que não ganharam a prata, mas, sim, perderam o ouro.
Outra pesquisa de 2006 na mesma publicação analisou a expressão facial de medalhistas de ouro, prata e bronze e dos que terminaram em quinto lugar na competição olímpica de judô em Atenas - 2004. Os terceiros colocados tinham um sorriso mais espontâneo, o que significa usar músculos da face que deixam os olhos apertados e geram os "pés-de-galinha". A reação dos medalhistas de prata, segundo aos autores, mostrou que eles estavam apenas sendo educados, não felizes. O famoso sorriso amarelo.
Um estudo feito pela London School of Economics após os Jogos Paraolímpicos de Londres de 2012 revelou resultados parecidos. Respostas emocionais influenciadas pelo que poderia ter acontecido, não pelo que de fato ocorreu. A margem da performance também era relevante: psicologicamente, ganhar a prata por pouco, em vez do bronze, seria menos decepcionante.
É possível ter empatia em situações cotidianas. Há quem fique feliz com o aumento de salário, mas talvez se desanime ao saber que o colega de escritório ganhou um ainda maior. Quem quer perder cinco quilos e emagrece seis comemora, mas, se a ideia era perder dez quilos e são cinco a menos na balança, a sensação pode ser de derrota.
Muitas vezes, O ser humano se diminui quando se compara, ou quando pensa no que poderia ter feito. Todos, em uma escala maior ou menor, já passaram por isso.
Em competições que envolvem disputa de terceiro lugar, o medalhista de bronze vem de uma vitória, enquanto o de prata, de uma derrota. No esporte, há várias formas de lidar com um segundo lugar. Alguns atletas transformam a decepção em combustível para treinar mais duro e tentar vencer na próxima. Outros reconhecem e apreciam o tamanho do feito que conquistaram após anos de dedicação. Mais uma lição que os Jogos Olímpicos nos ensinam sobre as emoções humanas.
Marina lIzidro
(Folha de São Paulo, 29 de janeiro de 2022)
Em “Muitas vezes, o ser humano se diminui quando se compara, ou quando pensa no que poderia ter feito.”, a expressão “muitas vezes” tem o valor de:
Em “Não há como evitar que ela lamente o ocorrido.”, a palavra sublinhada pode ser substituída, sem prejuízo de sentido, por:
Texto para as questões de 01 a 12.
s
TEXTO 1
s
Atalhos
s
Quanto tempo a gente perde na vida? Se somarmos todos os minutos jogados fora, perdemos anos inteiros. Depois de nascer, a gente demora pra falar, demora pra caminhar, aí mais tarde demora pra entender certas coisas, demora pra dar o braço a torcer. Viramos adolescentes teimosos e dramáticos. Levamos um século para aceitar o fim de uma relação, e outro século para abrir a guarda para um novo amor, e já adultos demoramos para dizer a alguém o que sentimos, demoramos para perdoar um amigo, demoramos para tomar uma decisão. Até que um dia a gente faz aniversário. 37 anos. Ou 41. Talvez 48. Uma idade qualquer que esteja no meio do trajeto. E a gente descobre que o tempo não pode continuar sendo desperdiçado. Fazendo uma analogia com o futebol, é como se a gente estivesse com o jogo empatado no segundo tempo e ainda se desse ao luxo de atrasar a bola pro goleiro ou fazer tabelas desnecessárias. Que esbanjamento. Não falta muito pro jogo acabar. É preciso encontrar logo o caminho do gol.
Sem muita frescura, sem muito desgaste, sem muito discurso. Tudo o que a gente quer, depois de uma certa idade, é ir direto ao assunto. Excetuando-se nos momentos de afeto, pra todo o resto é melhor atalhar. E isso a gente só alcança com alguma vivência e maturidade.
Pessoas experientes já não cozinham em fogo brando, não esperam sentados, não ficam dando voltas e voltas, não necessitam percorrer todos os estágios. Queimam etapas. Não desperdiçam mais nada.
Uma pessoa é sempre bruta com você? Não é obrigatório conviver com ela.
O cara está enrolando muito? Beije-o primeiro.
A resposta do emprego ainda não veio? Procure outro enquanto espera.
Paciência só para o que importa de verdade. Paciência para ver a tarde cair. Paciência para sorver um cálice de vinho. Paciência para a música e para os livros. Paciência para escutar um amigo. Paciência para aquilo que vale nossa dedicação. Pra enrolação, atalho.
s
MEDEIROS, Martha. Atalhos, 2004.{adaptado)
Considerando-se a preservação do sentido original do texto, assinale a opção em que o vocábulo destacado pode ser substituído pelo termo indicado entre parênteses.
Leia o texto abaixo para responder às questões de 1 a 8.
Inaugurada no Theatro Municipal de São Paulo, em 13 de fevereiro de 1922, a Semana de Arte Moderna chega a seu centenário num momento em que a cultura e valores estimados pelos modernistas, como a diversidade, a liberdade e a educação, são alvos frequentes de ataques retrógrados.
A semana foi organizada por um grupo de artistas e escritores que vinha se articulando em torno de ideias e planos de renovação do ambiente artístico e cultural. A São Paulo na qual viviam era uma cidade emergente, que experimentava uma notável aceleração de sua economia sob o impulso da abundante riqueza do café.
Prefigurava-se naqueles tempos a formação de uma metrópole industrial que estaria destinada, na visão de sua elite, e, também, dos jovens modernistas, a exercer um papel modernizante na esfera nacional, não apenas como polo econômico, mas também cultural.
Comemorava-se em 1922 o centenário da Independência, e o festival modernista que reuniu nomes como Anita Malfatti, Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Heitor Villa-Lobos e Di Cavalcanti era uma oportunidade de lançar da capital paulista uma plataforma para o futuro.
Há, naturalmente, muitos aspectos a questionar no movimento modernista de São Paulo, desde episódios das biografias de seus participantes a temas polêmicos ligados à sua atuação pública. Não há dúvida, contudo, de que a aventura modernista tinha, em suas sementes, um projeto de país progressista. Neste projeto, a diversidade racial, a potência da natureza e a extraordinária riqueza cultural se congregavam de maneira estimulante.
(Lições de 22. Folha de São Paulo, 13.02.2022. Adaptado).
Analise a frase abaixo para responder à questão 8.
“... não ‘apenas’ como polo econômico, mas também cultural”.
É correto afirmar que o termo destacado, em seu contexto, possui o sentido de
Leia o texto abaixo para responder às questões de 1 a 8.
Inaugurada no Theatro Municipal de São Paulo, em 13 de fevereiro de 1922, a Semana de Arte Moderna chega a seu centenário num momento em que a cultura e valores estimados pelos modernistas, como a diversidade, a liberdade e a educação, são alvos frequentes de ataques retrógrados.
A semana foi organizada por um grupo de artistas e escritores que vinha se articulando em torno de ideias e planos de renovação do ambiente artístico e cultural. A São Paulo na qual viviam era uma cidade emergente, que experimentava uma notável aceleração de sua economia sob o impulso da abundante riqueza do café.
Prefigurava-se naqueles tempos a formação de uma metrópole industrial que estaria destinada, na visão de sua elite, e, também, dos jovens modernistas, a exercer um papel modernizante na esfera nacional, não apenas como polo econômico, mas também cultural.
Comemorava-se em 1922 o centenário da Independência, e o festival modernista que reuniu nomes como Anita Malfatti, Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Heitor Villa-Lobos e Di Cavalcanti era uma oportunidade de lançar da capital paulista uma plataforma para o futuro.
Há, naturalmente, muitos aspectos a questionar no movimento modernista de São Paulo, desde episódios das biografias de seus participantes a temas polêmicos ligados à sua atuação pública. Não há dúvida, contudo, de que a aventura modernista tinha, em suas sementes, um projeto de país progressista. Neste projeto, a diversidade racial, a potência da natureza e a extraordinária riqueza cultural se congregavam de maneira estimulante.
(Lições de 22. Folha de São Paulo, 13.02.2022. Adaptado).
Assinale a alternativa cujos termos, entre parêntesis, substituam as palavras destacadas, em conformidade com a norma-padrão da Língua Portuguesa.
As palavras de transição são aquelas que estabelecem relações de sentido entre expressões, frases, orações ou parágrafos. Nesse contexto, assinale a alternativa INCORRETA.
Para responder às questões de 2 a 5, leia o texto abaixo:
Uma das maravilhas do capitalismo industrial e da sociedade de consumo, o Fusca nunca vai acabar. Mesmo fora das linhas de montagem da Volkswagen, seu design continua pulsante e inspirando cópias. A montadora chinesa Great Wall Motors, que, há três meses, anunciou a compra de uma das fábricas da Mercedes-Benz no Brasil, desenvolveu um clone do carro, agora com motor elétrico, que se chama Ballet Cat e começa a ser vendido no mercado asiático. O modelo, apresentado no último Salão de Xangai, foi criticado pela Volkswagen devido à semelhança com seu produto mais emblemático e a empresa estuda tomar medidas judiciais para garantir os direitos sobre suas patentes. Seja como for, no Brasil, a Great Wall já registrou o carro no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e deve iniciar sua comercialização em 2023. Será uma espécie de volta triunfal do Fusca, cuja última versão clássica parou de ser produzida no México há 18 anos.
Vicente Vilardaga. Revista IstoÉ. “A reinvenção do Fusca”. 26 de novembro de 2021. Edição nº 2706.
A expressão “Seja como for”, no excerto em questão, apresenta o mesmo valor semântico de qual das seguintes locuções?
Para responder às questões de 2 a 5, leia o texto abaixo:
Uma das maravilhas do capitalismo industrial e da sociedade de consumo, o Fusca nunca vai acabar. Mesmo fora das linhas de montagem da Volkswagen, seu design continua pulsante e inspirando cópias. A montadora chinesa Great Wall Motors, que, há três meses, anunciou a compra de uma das fábricas da Mercedes-Benz no Brasil, desenvolveu um clone do carro, agora com motor elétrico, que se chama Ballet Cat e começa a ser vendido no mercado asiático. O modelo, apresentado no último Salão de Xangai, foi criticado pela Volkswagen devido à semelhança com seu produto mais emblemático e a empresa estuda tomar medidas judiciais para garantir os direitos sobre suas patentes. Seja como for, no Brasil, a Great Wall já registrou o carro no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e deve iniciar sua comercialização em 2023. Será uma espécie de volta triunfal do Fusca, cuja última versão clássica parou de ser produzida no México há 18 anos.
Vicente Vilardaga. Revista IstoÉ. “A reinvenção do Fusca”. 26 de novembro de 2021. Edição nº 2706.
Pode-se afirmar que, na frase no Brasil, a Great Wall já registrou o carro no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), tem-se:
Texto 1 para responder às questões de 1 a 3.
A importância de se ter amigos
.
1__Sim, ter amigos é fundamental para viver uma vida
mais saudável e até mais longa — e há inúmeros estudos a
respeito disso. Por exemplo, uma revisão de 148 estudos,
4 feita nos Estados Unidos por especialistas da Brigham
Young University e da University of North Carolina,
mostrou que pessoas com amizades sólidas tinham 50%
7 mais chances de sobrevivência.
____Mais que isso: os autores concluíram que os efeitos
da falta de amigos são comparáveis aos problemas
10 provocados pela obesidade, pelo abuso de álcool e pelo
consumo de 15 cigarros por dia.
____Mais recentemente, um estudo da American Cancer
13 Society concluiu, após analisar dados de mais de 500 mil
adultos, que o isolamento social aumentava os riscos de
15 morte prematura por qualquer causa.
.
SANCHES, Danielle. Disponível em: <https://www.uol.com.br/
vivabem/noticias/redacao/2019/11/01/a-importancia-de-se-ter-amigos-e-como-mante-los-sempre-perto.htm>. Acesso em: 24 set. 2022.
Acerca do significado que assume no texto, a palavra
Texto 4 para responder às questões de 41 a 55.
1-----------Prezado Ronaldo Fenômeno,
-----------Meu nome é Artur, mas pode me chamar de Pinguim
-----(depois explico). Jogo de centroavante no infantil do São
4---Cristóvão, moro no Rio de Janeiro, tenho 12 anos e sou seu
-----fã.
-----------Meu melhor amigo (nível 1) é o Parede, zagueiro do
7---nosso time. Meu outro melhor amigo (nível 2) se chama seu
-----Almeida, tem 60 anos e é meu vizinho lá na vila.
-----------Pra você ver a coincidência: moro numa casa de vila
10---que fica no bairro de Vila Isabel e ainda por cima morei
-----também na Vila da Penha e na Vila Valqueire antes de vir
-----pra cá. Por causa disso, o nosso técnico lá no São Cristóvão
13---vive dizendo que estou no time errado, devia jogar era no
-----Santos, que tem o campo dele na Vila Belmiro.
-----------Não acho graça nenhuma, sinceramente. Não é por
16---nada, não, só porque a piada é boba mesmo, não tem nada a
-----ver, mas toda vez que ele diz isso eu prefiro dar pelo menos
-----um risinho amarelo, pra ele não me colocar no banco, como
19---já aconteceu.
-----------O nosso técnico gosta de ser chamado de Professor.
-----Não fez faculdade nem nada, acho que ele nem terminou a
22---escola, mas todo técnico agora virou professor, você sabe, e
-----ai de quem chamar o nosso pelo nome de verdade, que eu
-----nem sei qual é, pensando bem.
25-------Sei que não pega bem ficar falando mal de técnico,
-----ainda mais que o nosso deve ganhar uma merreca por mês,
-----coitado, e deve estar ali porque gosta mesmo de futebol e
28---acho até que gosta um pouco da gente também, mas, cá
-----entre nós, técnico assim é duro de aturar, você não acha,
-----Ronaldo?
31-------Eu estava contando dos meus dois melhores amigos.
-----Foi por causa deles que resolvi escrever esta carta e espero
-----que ela chegue sã e salva aí na Espanha e você possa me
34---responder um dia. Só peço que não demore muito porque,
-----enquanto você não me escrever de volta contando a verdade
-----sobre o que vou perguntar, nunca vou poder mostrar pro
37---Parede que ele é um idiota, e eu gostaria muito de dizer isso
-----pra ele.
-----------Foi o Parede quem me sugeriu escrever esta carta e foi
40---o seu Almeida quem reforçou a ideia, lembrando que para
-----ser escritor precisa treinar muito, que nem jogador de
-----futebol, e uma boa forma de treinar pra escritor é escrevendo
43---carta, ele me disse.
-----------O seu Almeida é escritor, Ronaldo, já publicou um
-----montão de livros, mas pelo jeito não venderam muito porque
46---ele não é famoso nem nada e mora lá na casinha dele sem
-----luxo nenhum, vivendo nem sei bem de quê. O seu Almeida
-----sempre desconversa quando pergunto como ele ganha
49---dinheiro. Umas rendas aí, umas rendas aí, ele responde, e eu
-----fico sem entender xongas. Bandido eu sei que ele não é,
-----aposentado também não, pelo menos ele me diz que nunca
52---teve carteira assinada e meu tio Álvaro me disse que sem
-----carteira assinada não tem como se aposentar. Então, eu
54---realmente não sei, é um mistério.
CARNEIRO, Flávio. Prezado Ronaldo.----------------------------------------------------------------------------------
São Paulo: Edições SM, 2. ed., 2017, com adaptações.---------------------------------------------------------------------------------
A palavra “carteira” (linhas 52 e 53), no texto, corresponde a um documento oficial. Em outros contextos, no entanto, esse vocábulo pode adquirir outros sentidos, tais como mesa escolar, acessório para guardar dinheiro, entre outros. Esse fenômeno que denota os variados sentidos que uma mesma palavra pode adquirir denomina-se