Questões de Concurso Comentadas sobre significação contextual de palavras e expressões. sinônimos e antônimos. em português

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Q2282044 Português

Leia o Texto 2:

Nasa quer ampliar parceria com Brasil no monitoramento da Amazônia


A agência espacial americana (Nasa) quer ampliar a parceria com o Brasil no monitoramento do desmatamento da floresta amazônica e em ações de preservação. O administrador da Nasa, Bill Nelson, se reuniu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta segunda-feira (24), no Palácio do Planalto, em Brasília, para tratar da cooperação aeroespacial entre Brasil e Estados Unidos.

A embaixadora dos Estados Unidos no Brasil, Elizabeth Frawley Bagley, também presente na reunião, disse que, em breve, Lula deve conversar com o presidente Joe Biden sobre os assuntos tratados no encontro de hoje. A assessoria da Presidência confirmou que o telefonema entre os dois presidentes deve ocorrer, provavelmente, esta semana.

"Os nossos satélites já mandam muitas imagens e informações aos cientistas aqui no Brasil para localizar a destruição da floresta e nós lançaremos, futuramente, três novos satélites que vão aumentar, e muito, a habilidade de poder identificar e impedir o desmatamento", disse Bill Nelson à imprensa após o encontro.

O administrador da Nasa lembrou que, há 37 anos, fez um sobrevoo no espaço e conseguiu observar a destruição da floresta e a sedimentação na foz do Rio Amazonas, resultado do desmatamento.

Em outro exemplo de possível parceria, Nelson explicou que a agência espacial tem instrumentos que podem ajudar a aumentar a produtividade no campo, que identificam a umidade do terreno e do ar e detectam pragas.

Amanhã (25), Bill Nelson visitará as instalações do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e da Embraer, em São Paulo. A visita do americano ao Brasil será seguida de reuniões de acompanhamento entre os cientistas dos dois países.

A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, explicou que qualquer tipo de parceria no monitoramento das florestas depende do aval das autoridades científicas que acompanham a política aeroespacial brasileira, que podem apontar a real necessidade de utilização desses equipamentos e sistemas e a viabilidade de cruzamento de informações.

Ela lembrou que, em breve, deve entrar em operação um novo radar sintético que possibilitará a captação de imagens através das nuvens e que o Inpe "continua firme e forte fazendo o dever de casa" na qualificação de informações para o combate ao desmatamento na Amazônia. "Mas, a princípio, nós temos total simpatia, tudo que tiver de avanço tecnológico para poder garantir o melhor monitoramento da nossa floresta, nós estamos à disposição", disse.

O interesse do Brasil é que as autoridades americanas observam as potencialidades da indústria brasileira na área espacial. "Nós temos empresas com capacidade de produção para fornecer para a Nasa, também equipamentos na indústria aeroespacial, então é um pouco essa troca que nós queremos estabelecer na visita do presidente da Nasa ao Inpe", explicou a ministra Luciana Santos.


Fonte: https://www.jb.com.br/ciencia-e-tecnologia/2023/07/1045014-nasa-querampliar-parceria-com-brasil-no-monitoramento-da-amazonia.html. Acesso em 06/09/2023

No trecho “Em outro exemplo de possível parceria, Nelson explicou que a agência espacial tem instrumentos que podem ajudar a aumentar a produtividade no campo, que identificam a umidade do terreno e do ar e detectam pragas” (5º parágrafo), o termo destacado tem sentido análogo a:
Alternativas
Q2281875 Português
Leia o Texto 1:


Virou moda


Oferta de obras que tratam do mundo dos livros cresce a
olhos vistos. Aqui em casa há uma pilha delas... e continuo
comprando outras


Por Cora Rónai, Rio de Janeiro


Sempre houve livros sobre livros, mas não me lembro de uma época em que houvesse tantos livros sobre livreiros, livrarias e bibliotecas. Não foi caso pensado, mas, semana passada, às voltas com os livros selvagens (aqueles que ainda não encontraram o seu lugar na estante) percebi que certas palavras andam se repetindo pelos títulos. Fui juntando os que me pareciam meio irmãos, e logo tinha mais de dez volumes empilhados. Estendi a pesquisa à internet — e acabei comprando mais dois, como se ainda tivesse espaço sobrando em casa.


Mas reparem só: “A livraria mágica de Paris”, “O segredo da livraria de Paris”, “A biblioteca de Paris”, “A livreira de Paris”. Depois há Londres: “A biblioteca secreta de Londres”, “A última livraria de Londres”. E “A pequena livraria dos sonhos”, “A livraria dos achados e perdidos”, “A biblioteca da meia-noite”, “O diário de um livreiro”, “O passeador de livros”.


E nem falo de livros mais antigos, como “O livreiro de Cabul”, ou “84, Charing Cross Road”, que deu origem ao filme “Nunca te vi, sempre te amei”, e que continua sendo o meu livro favorito sobre livros, livreiros e livrarias.


O fenômeno não é apenas ocidental. “Bem-vindos à livraria Hyunam-Dong” vendeu mais de 250 mil exemplares na Coreia do Sul, e “O que você procura está na biblioteca” é um sucesso no Japão e nos países para os quais já foi traduzido (o Brasil não é um deles, por enquanto, mas escrevi o título em português porque não faria sentido usar alemão, francês ou inglês; em Portugal ele se chama “O que procuras está na biblioteca”).


Eles têm capas parecidas, sobretudo os que se passam em Paris e Londres, e que compõem um subgênero ambientado na Segunda Guerra: as suas capas são nostálgicas, com cenas que poderiam ter saído de filmes de época. A de “A livraria mágica de Paris” é luxuosa, com verniz, filetes dourados, corte pintado de rosa.


“A biblioteca da meia-noite” também capricha no brilho, mas fala menos sobre livros do que sobre oportunidades perdidas e vidas em planos paralelos, uma espécie de “Tudo em todo o lugar ao mesmo tempo” em papel (mas menos confuso e mais tocante).


Ainda não li boa parte da pilha; folheei alguns, estou pelo meio de dois ou três. Todos têm uma enorme quantidade de resenhas positivas na Amazon, mas isso não significa necessariamente que sejam bons: é normal que pessoas que gostam de livros se sintam atraídas por livros que falam sobre livros, coletivos de livros e... pessoas que gostam de livros.


Apesar das coincidências de títulos, eles são animais distintos. “A livreira de Paris” é uma história de Sylvia Beach, da Shakespeare and Company e da antológica edição de “Ulisses”; “O diário de um livreiro” conta as aventuras do proprietário do maior sebo da Escócia.


Já “A pequena livraria dos sonhos” e “A livraria dos achados e perdidos” são sessões da tarde em papel, romances ligeiros para quem quer ler na praia sem pensar muito.


E vejam que coincidência: eu estava fotografando todos esses livros para o meu Instagram quando chegou um pacote vindo de Santos. Era “Um intrépido livreiro dos trópicos: crônicas, causos e resmungos”, de José Luiz Tahan, o destemido proprietário da Livraria Realejo.


Não estou dizendo?


Fonte: https://oglobo.globo.com/cultura/cora-ronai/noticia/2023/09/07/virou-moda.ghtml. Acesso em 06/09/2023
Um possível antônimo para a palavra destacada em “Um intrépido livreiro dos trópicos: crônicas, causos e resmungos” (10º parágrafo) é:
Alternativas
Q2281872 Português
Leia o Texto 1:


Virou moda


Oferta de obras que tratam do mundo dos livros cresce a
olhos vistos. Aqui em casa há uma pilha delas... e continuo
comprando outras


Por Cora Rónai, Rio de Janeiro


Sempre houve livros sobre livros, mas não me lembro de uma época em que houvesse tantos livros sobre livreiros, livrarias e bibliotecas. Não foi caso pensado, mas, semana passada, às voltas com os livros selvagens (aqueles que ainda não encontraram o seu lugar na estante) percebi que certas palavras andam se repetindo pelos títulos. Fui juntando os que me pareciam meio irmãos, e logo tinha mais de dez volumes empilhados. Estendi a pesquisa à internet — e acabei comprando mais dois, como se ainda tivesse espaço sobrando em casa.


Mas reparem só: “A livraria mágica de Paris”, “O segredo da livraria de Paris”, “A biblioteca de Paris”, “A livreira de Paris”. Depois há Londres: “A biblioteca secreta de Londres”, “A última livraria de Londres”. E “A pequena livraria dos sonhos”, “A livraria dos achados e perdidos”, “A biblioteca da meia-noite”, “O diário de um livreiro”, “O passeador de livros”.


E nem falo de livros mais antigos, como “O livreiro de Cabul”, ou “84, Charing Cross Road”, que deu origem ao filme “Nunca te vi, sempre te amei”, e que continua sendo o meu livro favorito sobre livros, livreiros e livrarias.


O fenômeno não é apenas ocidental. “Bem-vindos à livraria Hyunam-Dong” vendeu mais de 250 mil exemplares na Coreia do Sul, e “O que você procura está na biblioteca” é um sucesso no Japão e nos países para os quais já foi traduzido (o Brasil não é um deles, por enquanto, mas escrevi o título em português porque não faria sentido usar alemão, francês ou inglês; em Portugal ele se chama “O que procuras está na biblioteca”).


Eles têm capas parecidas, sobretudo os que se passam em Paris e Londres, e que compõem um subgênero ambientado na Segunda Guerra: as suas capas são nostálgicas, com cenas que poderiam ter saído de filmes de época. A de “A livraria mágica de Paris” é luxuosa, com verniz, filetes dourados, corte pintado de rosa.


“A biblioteca da meia-noite” também capricha no brilho, mas fala menos sobre livros do que sobre oportunidades perdidas e vidas em planos paralelos, uma espécie de “Tudo em todo o lugar ao mesmo tempo” em papel (mas menos confuso e mais tocante).


Ainda não li boa parte da pilha; folheei alguns, estou pelo meio de dois ou três. Todos têm uma enorme quantidade de resenhas positivas na Amazon, mas isso não significa necessariamente que sejam bons: é normal que pessoas que gostam de livros se sintam atraídas por livros que falam sobre livros, coletivos de livros e... pessoas que gostam de livros.


Apesar das coincidências de títulos, eles são animais distintos. “A livreira de Paris” é uma história de Sylvia Beach, da Shakespeare and Company e da antológica edição de “Ulisses”; “O diário de um livreiro” conta as aventuras do proprietário do maior sebo da Escócia.


Já “A pequena livraria dos sonhos” e “A livraria dos achados e perdidos” são sessões da tarde em papel, romances ligeiros para quem quer ler na praia sem pensar muito.


E vejam que coincidência: eu estava fotografando todos esses livros para o meu Instagram quando chegou um pacote vindo de Santos. Era “Um intrépido livreiro dos trópicos: crônicas, causos e resmungos”, de José Luiz Tahan, o destemido proprietário da Livraria Realejo.


Não estou dizendo?


Fonte: https://oglobo.globo.com/cultura/cora-ronai/noticia/2023/09/07/virou-moda.ghtml. Acesso em 06/09/2023
Em “as suas capas são nostálgicas” (5º parágrafo), no contexto, o significado da palavra destacada é:
Alternativas
Q2281532 Português

Leia a seguir o trecho do livro A canção da célula, de Mukherjee.


     A membrana apresenta um lugar de paradoxos. Se for hermeticamente selada, não deixando entrar nem sair nada, ela preservará a integridade de seu interior. Mas como, então, uma célula conseguiria lidar com os inevitáveis requisitos - e problemas - de viver? Uma célula precisa de poros para permitir que nutrientes entrem e saiam. Precisa de receptores para que mensagens de fora cheguem e sejam processadas. E se o organismo estiver faminto e a célula precisar conservar alimento e suspender o metabolismo? Uma célula precisa expelir resíduos - mas onde, e como, abrir uma escotilha para se livrar deles? Toda abertura desse tipo é uma exceção à regra da integridade; afinal, uma porta para fora é também uma porta para dentro. Vírus ou outros micróbios podem aproveitar as rotas de absorção de nutrientes ou de eliminação de resíduos para entrar numa célula. 



MUKHERJEE, S. A canção da célula: história da

estrutura elementar da vida. Nexo Jornal. 4 ago. 2023.

Disponível em: https://www.nexojornal.com.br/estante/

trechos/2023/08/04/‘A-canção-da-célula’-história-da-

estrutura-elementar-da-vida. Acesso em: 7 ago. 2023. 



A palavra destacada no trecho é utilizada para substituir outra palavra do texto, qual seja:

Alternativas
Ano: 2023 Banca: IF-SP Órgão: IF-SP Prova: IF-SP - 2023 - IF-SP - Engenheiro Civil |
Q2281172 Português
Analise as afirmativas abaixo. Em seguida, assinale a alternativa correta, quanto aos mecanismos de produção de sentido:

1. “As mãos que dizem adeus são pássaros” (Mário Quintana, 1994).
2. Novos sem-teto passaram a sonhar com a possibilidade de moradia digna, ao retornar o programa habitacional para pessoas de baixa renda.
3. Convocaram tanto servidores administrativos quanto servidores docentes para a reunião de planejamento semestral.
4. O diretor-geral comunicou a seu servidor de apoio que ele seria exonerado.
 
Alternativas
Ano: 2023 Banca: IF-SP Órgão: IF-SP Prova: IF-SP - 2023 - IF-SP - Assistente de Alunos |
Q2281010 Português

Leia abaixo o trecho de um artigo de divulgação científica.

        O conceito de fenótipo econômico foi criado pelo epidemiologista inglês David Barker (1938- 2013) depois de observar que crianças que nasciam com peso abaixo do desejável morriam mais tarde de doenças cardiovasculares causadas por outras doenças metabólicas. Posteriormente, estudos com roedores mostraram que a exposição a baixos níveis de leptina na gestação ou logo após o nascimento, uma situação análoga à vivida por filhos de mães que passaram por privação alimentar severa, gera mudanças que favorecem o surgimento do diabetes e da obesidade na idade adulta.

CHAVES, L. R. Hormônios maternos afetam áreas

cerebrais que controlam a fome e a saciedade no feto.

Revista Pesquisa Fapesp. Ago. 2023. Disponível em:

<https://revistapesquisa.fapesp.br/hormonios-maternos

-afetam-areas-cerebrais-que-controlam-a-fome-e-a-

saciedade-no-feto/> . Acesso: 7 ago. 2023.

Assinale a alternativa que apresenta o significado da palavra destacada em negrito.

Alternativas
Q2280951 Português

Leia o texto a seguir para responder a questão.

Educação profissional para o século XXI

Novo Ensino Médio facilitará a integração dos jovens à sociedade do trabalho, com impactos sociais relevantes.

*Por Horácio Lafer Piva, Pedro Passos e Pedro Wongtschowski
05/08/2023 

O Novo Ensino Médio (NEM) entrou no debate público neste ano e foi alçado a um patamar compatível a sua importância. A etapa final da educação básica é complexa por muitas razões, sendo momento delicado de transição à vida adulta. É também a etapa que tem os piores resultados de aprendizagem e índices altos de evasão. Não há bala de prata em políticas públicas; não se chega facilmente a consensos em problemas complexos. Mas há um ponto específico que merece atenção redobrada nas alterações que podem ser feitas após a conclusão da acertada consulta pública realizada pelo Ministério da Educação (MEC), que ouviu estudantes e professores.

Primeiramente, vale dizer que o NEM traz avanços que não podem retroceder. Destacamos aqui três pilares importantíssimos: a ampliação da carga horária, a flexibilização curricular para atender à diversidade de anseios de aprofundamento e vocações das juventudes e a expansão da Educação Profissional e Tecnológica (EPT), modalidade possível de ser mais conectada com as demandas do século XXI que podem impulsionar a inserção profissional e a renda dos jovens.

A EPT não pode ser vista como ponto de chegada da formação, mas como opção que precede e cria oportunidades para o ingresso no ensino superior ou no mercado de trabalho. Isso é fundamental para um país mais próspero e justo. E também urgente para uma geração inteira de jovens que hoje ainda vê poucas opções para seu futuro.

Dada a relevância que a formação técnica e profissional pode ter para o ensino médio e para o país, são preocupantes algumas propostas apresentadas no debate público, por serem capazes de impor um freio relevante na expansão do ensino técnico. Elas dizem respeito à mudança na divisão de tempos entre a parte do ensino médio comum a todos (chamada de “formação geral básica”) e a constituída por opções de trilhas formativas (“chamada de itinerários formativos”).

Há um consenso expressivo de que a regra atual, que restringe a parte comum do currículo ao máximo de 1.800 horas (das 3 mil horas totais ao longo dos três anos), é um equívoco. Dependendo de como esse número for ampliado, pode causar grandes prejuízos à articulação da EPT com o ensino médio. Isso porque pode impedir que os cursos técnicos de nível médio sejam trabalhados na carga horária total de 3 mil horas. Caso exija-se um mínimo de 2.400 horas para a parte comum a todos os estudantes, restariam apenas 600 horas para os itinerários formativos, inviabilizando um curso técnico dentro das 3 mil horas.

Há soluções no debate que dão conta de superar os desafios atuais, sem prejudicar o avanço do EPT. E, também importante, dando flexibilidade aos estados para que possam pensar diferentes arranjos para seu ensino médio. As propostas do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) têm ido nesta linha.

O NEM representa uma grande oportunidade para a valorização da formação profissional dos jovens e, portanto, para o desenvolvimento inclusivo do país que não podemos perder. Mais que atender às demandas de um setor industrial e de serviços ávidos por jovens de boa formação, na sua busca contínua por aumento de produtividade, facilitará a integração dos jovens à sociedade do trabalho, com impactos sociais relevantes e redução do grave problema do desemprego nessa faixa etária. 

Na reta final do debate sobre o NEM, o Brasil tem a chance de alcançar um desenho de política muito melhor que o originalmente proposto, mas mantendo os avanços trazidos. Em especial, a possibilidade de expandirmos para valer as oportunidades oferecidas aos jovens de cursar a EPT ao longo do ensino médio. O MEC acertou em abrir uma consulta pública e ampliar o diálogo. O mais importante, porém, reside na forma como a concluirá. Disso depende o futuro de milhões de estudantes. E, também, do próprio país.

Fonte: *Horácio Lafer Piva, Pedro Passos e Pedro Wongtschowski são empresários.
https://oglobo.globo.com
“Mais que atender às demandas de um setor industrial e de serviços ávidos por jovens de boa formação [...].” 7º§
A palavra que apresenta sentido diferente do vocábulo acima sublinhado é: 
Alternativas
Q2280662 Português
A cidade onde as pessoas vivem embaixo da Terra por causa do calor

       Na longa estrada rumo ao centro da Austrália, 848 km ao norte das planícies costeiras de Adelaide, surgem enigmáticas pirâmides de areia. Em torno delas, o cenário é totalmente desolado —uma extensão sem fim de poeira rosa-salmão, ocasionalmente salpicada de teimosos arbustos. No entanto, à medida que se avança pela rodovia, surgem outras construções misteriosas similares — montes de terra clara, espalhados aleatoriamente como monumentos esquecidos há muito tempo. E, de vez em quando, tubos brancos se elevam do solo ao lado das construções. 

      Estes são os primeiros sinais de Coober Pedy, uma cidade de mineradores de opala com cerca de 2.500 habitantes. Muitos dos pequenos picos da região são resíduos de solo gerados após décadas de mineração, mas também são os sinais de outra característica do local: as moradias subterrâneas.

      Neste canto do mundo, 60% da população vive em casas construídas nas rochas de arenito e siltito ricas em ferro da região. Em alguns locais, os únicos sinais de moradia são os poços de ventilação que se erguem até o chão e o excesso de solo acumulado perto das entradas das casas.

      No inverno, este estilo de vida pode parecer apenas excêntrico. Mas, no verão, Coober Pedy —"homem branco em um buraco", em tradução livre de uma expressão aborígene australiana— não requer explicações: o local atinge 52°C, uma temperatura tão alta que faz com que os pássaros caiam do céu e aparelhos eletrônicos precisem ser guardados no refrigerador.

    Enquanto a intensa onda de calor prossegue em algumas regiões, com temperaturas que nem os cactos conseguem suportar, e incêndios florestais dizimam grandes áreas do mundo, o que podemos aprender com os moradores de Coober Pedy? Coober Pedy não é o primeiro, nem o maior assentamento subterrâneo do mundo. As pessoas se refugiam embaixo da terra para enfrentar climas inóspitos há milhares de anos — desde ancestrais dos humanos que deixaram suas ferramentas em uma caverna na África do Sul dois milhões de anos atrás, até os neandertais que criaram pilhas inexplicáveis de estalagmites em uma gruta na França na idade do gelo, 176 mil anos atrás. Até os chimpanzés já foram observados refrescando-se em cavernas, para enfrentar o extremo calor durante o dia no sudeste do Senegal.

    Outro exemplo é a Capadócia, uma região antiga no centro da Turquia. Ela fica em um planalto árido e é famosa pela sua notável geologia, quase utópica, e seu cenário de cumes, chaminés e pináculos de rocha esculpidos, como em um reino de conto de fadas.

  E a história por trás desse cenário é realmente espetacular. Segundo a cultura popular, tudo começou com o desaparecimento das galinhas de um de seus moradores. Em 1963, um homem estava batendo no piso da sua casa para tentar descobrir por que suas aves estavam desaparecendo. Ele logo percebeu que as galinhas estavam fugindo por um buraco que ele havia aberto acidentalmente. O homem então abriu caminho e as seguiu pelo buraco.

    A partir dali, tudo começou a ficar ainda mais estranho. Ele descobriu uma passagem secreta —um íngreme caminho subterrâneo que levava a um labirinto de nichos e outros corredores. Era uma das muitas entradas para a cidade perdida de Derinkuyu.
Derinkuyu é apenas uma das centenas de moradias em cavernas entre as diversas cidades subterrâneas da região. Acredita-se que ela tenha sido construída perto do século 8º a.C. A cidade foi habitada de forma quase constante por milênios, com seus próprios poços de ventilação e de água, estábulos, igrejas, armazéns e uma ampla rede de casas subterrâneas. E servia também de abrigo de emergência para até 20 mil pessoas, em caso de invasão.

     Como em Coober Pedy, as moradias subterrâneas ajudavam os habitantes da região a enfrentar o clima continental, que alterna entre frios invernos com neve e verões quentes e secos. No lado externo, a temperatura flutua de vários graus abaixo de zero até mais de 30°C, enquanto, embaixo da terra, ela fica estável em 13°C.

     Mesmo nos dias de hoje, as cavernas construídas por seres humanos na região são famosas pelas suas capacidades de refrigeração passiva — uma técnica de construção que envolve o uso de opções de design para reduzir o aumento e a perda de calor sem o uso de energia.

     As antigas galerias e passagens da Capadócia abrigam hoje milhares de toneladas de batatas, limões, repolhos e outros produtos que precisariam ser refrigerados se fossem armazenados em outros locais. A demanda popular cresceu tanto que novas cavernas estão sendo construídas na região. (Texto adaptado. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2023/08/a-cidade-onde-as-pessoas-vivem-embaixo-da-terra-por-causa-do-calor.shtml
No trecho “Coober Pedy não é o primeiro, nem o maior assentamento subterrâneo do mundo. As pessoas se refugiam embaixo da terra para enfrentar climas inóspitos há milhares de anos”, o antônimo da palavra em destaque é:
Alternativas
Q2280595 Português
Considere o texto que segue para responder a questão.

Cada vez mais pessoas rompem com família

        O estabelecimento de núcleos familiares, ainda na pré-história, permitiu ao ser humano lograr sucesso sobre o mundo hostil à sua volta, com predadores e intempéries. Mas se antes a mais antiga instituição social era constituída pelos laços sanguíneos, hoje abarca múltiplas formações. Qualquer que seja a concepção, entretanto, permanece a ideia de que é na família que encontramos afeto, segurança e apoio. Cada vez mais pessoas restringem contato ou se afastam dos parentes em busca de liberdade, para fugir de relações tóxicas ou em busca de amparo emocional.

         Pesquisa realizada pelo professor de sociologia Karl Andrew Pillemer, da Universidade de Cornell (EUA), e publicada em 2020 no livro "Fault Lines: Fractured Families and How to Mend Them", demonstrou, por exemplo, que 65 milhões de americanos se distanciaram de algum familiar. Essa também parece ser a realidade do Brasil. Embora faltem evidências científicas, psicólogos relatam que têm ocorrido com mais frequência casos de afastamento familiar.

        De acordo com a especialista em terapia sistêmica familiar e pesquisadora do Lesplexos (Laboratório de estudos dos casais, família e comunidade), vinculado ao programa de pós-graduação em psicologia da Unifor (Universidade de Fortaleza), Larissa Alves Teixeira Castelo, antigamente havia um pensamento de que família era algo sagrado, e estava acima de qualquer coisa. Hoje, entretanto, entende-se que as escolhas individuais de cada sujeito devem ser consideradas. "O afastamento familiar decorre principalmente dessa intransigência em aceitar o outro como ele é, com as suas escolhas pessoais, de religião ou por sua filiação política", explica.

        Vanessa Correia, 27, moradora do Rio de Janeiro, diz que se afastou do avô por não compartilhar das mesmas ideias e valores defendidos por ele. "Ele passou a fazer comentários que tinham todo tipo de preconceito, e o fascínio que eu tinha por ele, por ter me criado, foi estremecido", conta ela, que durante as eleições de 2018 chegou a sair da casa do avô, com quem então morava.
        [...]

https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2022/11/19/cada-vez-mais-pessoas-rompem-relacoes-com-familiares.htm? (Adaptado)


Na frase “Embora faltem evidências científicas, psicólogos relatam que têm ocorrido com mais frequência casos de afastamento familiar”, a oração destacada possui o valor semântico de:
Alternativas
Q2280594 Português
Considere o texto que segue para responder a questão.

Cada vez mais pessoas rompem com família

        O estabelecimento de núcleos familiares, ainda na pré-história, permitiu ao ser humano lograr sucesso sobre o mundo hostil à sua volta, com predadores e intempéries. Mas se antes a mais antiga instituição social era constituída pelos laços sanguíneos, hoje abarca múltiplas formações. Qualquer que seja a concepção, entretanto, permanece a ideia de que é na família que encontramos afeto, segurança e apoio. Cada vez mais pessoas restringem contato ou se afastam dos parentes em busca de liberdade, para fugir de relações tóxicas ou em busca de amparo emocional.

         Pesquisa realizada pelo professor de sociologia Karl Andrew Pillemer, da Universidade de Cornell (EUA), e publicada em 2020 no livro "Fault Lines: Fractured Families and How to Mend Them", demonstrou, por exemplo, que 65 milhões de americanos se distanciaram de algum familiar. Essa também parece ser a realidade do Brasil. Embora faltem evidências científicas, psicólogos relatam que têm ocorrido com mais frequência casos de afastamento familiar.

        De acordo com a especialista em terapia sistêmica familiar e pesquisadora do Lesplexos (Laboratório de estudos dos casais, família e comunidade), vinculado ao programa de pós-graduação em psicologia da Unifor (Universidade de Fortaleza), Larissa Alves Teixeira Castelo, antigamente havia um pensamento de que família era algo sagrado, e estava acima de qualquer coisa. Hoje, entretanto, entende-se que as escolhas individuais de cada sujeito devem ser consideradas. "O afastamento familiar decorre principalmente dessa intransigência em aceitar o outro como ele é, com as suas escolhas pessoais, de religião ou por sua filiação política", explica.

        Vanessa Correia, 27, moradora do Rio de Janeiro, diz que se afastou do avô por não compartilhar das mesmas ideias e valores defendidos por ele. "Ele passou a fazer comentários que tinham todo tipo de preconceito, e o fascínio que eu tinha por ele, por ter me criado, foi estremecido", conta ela, que durante as eleições de 2018 chegou a sair da casa do avô, com quem então morava.
        [...]

https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2022/11/19/cada-vez-mais-pessoas-rompem-relacoes-com-familiares.htm? (Adaptado)


Na frase “Qualquer que seja a concepção, entretanto, permanece a ideia de que é na família que encontramos afeto, segurança e apoio”, o termo grifado exerce a função morfológica de:
Alternativas
Q2280593 Português
Considere o texto que segue para responder a questão.

Cada vez mais pessoas rompem com família

        O estabelecimento de núcleos familiares, ainda na pré-história, permitiu ao ser humano lograr sucesso sobre o mundo hostil à sua volta, com predadores e intempéries. Mas se antes a mais antiga instituição social era constituída pelos laços sanguíneos, hoje abarca múltiplas formações. Qualquer que seja a concepção, entretanto, permanece a ideia de que é na família que encontramos afeto, segurança e apoio. Cada vez mais pessoas restringem contato ou se afastam dos parentes em busca de liberdade, para fugir de relações tóxicas ou em busca de amparo emocional.

         Pesquisa realizada pelo professor de sociologia Karl Andrew Pillemer, da Universidade de Cornell (EUA), e publicada em 2020 no livro "Fault Lines: Fractured Families and How to Mend Them", demonstrou, por exemplo, que 65 milhões de americanos se distanciaram de algum familiar. Essa também parece ser a realidade do Brasil. Embora faltem evidências científicas, psicólogos relatam que têm ocorrido com mais frequência casos de afastamento familiar.

        De acordo com a especialista em terapia sistêmica familiar e pesquisadora do Lesplexos (Laboratório de estudos dos casais, família e comunidade), vinculado ao programa de pós-graduação em psicologia da Unifor (Universidade de Fortaleza), Larissa Alves Teixeira Castelo, antigamente havia um pensamento de que família era algo sagrado, e estava acima de qualquer coisa. Hoje, entretanto, entende-se que as escolhas individuais de cada sujeito devem ser consideradas. "O afastamento familiar decorre principalmente dessa intransigência em aceitar o outro como ele é, com as suas escolhas pessoais, de religião ou por sua filiação política", explica.

        Vanessa Correia, 27, moradora do Rio de Janeiro, diz que se afastou do avô por não compartilhar das mesmas ideias e valores defendidos por ele. "Ele passou a fazer comentários que tinham todo tipo de preconceito, e o fascínio que eu tinha por ele, por ter me criado, foi estremecido", conta ela, que durante as eleições de 2018 chegou a sair da casa do avô, com quem então morava.
        [...]

https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2022/11/19/cada-vez-mais-pessoas-rompem-relacoes-com-familiares.htm? (Adaptado)


Após a leitura do texto, considerando a pesquisa de Karl Andrew Pillemer e os relatos de Larissa Alves Teixeira Castelo, assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q2280592 Português
Considere o texto que segue para responder a questão.

Cada vez mais pessoas rompem com família

        O estabelecimento de núcleos familiares, ainda na pré-história, permitiu ao ser humano lograr sucesso sobre o mundo hostil à sua volta, com predadores e intempéries. Mas se antes a mais antiga instituição social era constituída pelos laços sanguíneos, hoje abarca múltiplas formações. Qualquer que seja a concepção, entretanto, permanece a ideia de que é na família que encontramos afeto, segurança e apoio. Cada vez mais pessoas restringem contato ou se afastam dos parentes em busca de liberdade, para fugir de relações tóxicas ou em busca de amparo emocional.

         Pesquisa realizada pelo professor de sociologia Karl Andrew Pillemer, da Universidade de Cornell (EUA), e publicada em 2020 no livro "Fault Lines: Fractured Families and How to Mend Them", demonstrou, por exemplo, que 65 milhões de americanos se distanciaram de algum familiar. Essa também parece ser a realidade do Brasil. Embora faltem evidências científicas, psicólogos relatam que têm ocorrido com mais frequência casos de afastamento familiar.

        De acordo com a especialista em terapia sistêmica familiar e pesquisadora do Lesplexos (Laboratório de estudos dos casais, família e comunidade), vinculado ao programa de pós-graduação em psicologia da Unifor (Universidade de Fortaleza), Larissa Alves Teixeira Castelo, antigamente havia um pensamento de que família era algo sagrado, e estava acima de qualquer coisa. Hoje, entretanto, entende-se que as escolhas individuais de cada sujeito devem ser consideradas. "O afastamento familiar decorre principalmente dessa intransigência em aceitar o outro como ele é, com as suas escolhas pessoais, de religião ou por sua filiação política", explica.

        Vanessa Correia, 27, moradora do Rio de Janeiro, diz que se afastou do avô por não compartilhar das mesmas ideias e valores defendidos por ele. "Ele passou a fazer comentários que tinham todo tipo de preconceito, e o fascínio que eu tinha por ele, por ter me criado, foi estremecido", conta ela, que durante as eleições de 2018 chegou a sair da casa do avô, com quem então morava.
        [...]

https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2022/11/19/cada-vez-mais-pessoas-rompem-relacoes-com-familiares.htm? (Adaptado)


Pensando na função comunicativa, é CORRETO afirmar que o texto:
Alternativas
Q2280591 Português

Considere a tirinha que segue para responder a questão.



https://tirasarmandinho.tumblr.com/post/115056626264/tirinha-original

Observe as preposições nas seguintes falas retidas da tirinha “Adoro fazer comida com o meu pai” e “Às vezes até a comida”. Assinale a alternativa que aponta CORRETAMENTE o sentido que essas preposições exercem no contexto em que aparecem. 
Alternativas
Q2280590 Português

Considere a tirinha que segue para responder a questão.



https://tirasarmandinho.tumblr.com/post/115056626264/tirinha-original

Na frase “Adoro fazer comida com o meu pai”, há qual tipo de sujeito?
Alternativas
Q2280490 Português
INSTRUÇÃO: Leia o texto I para responder à questão.


TEXTO I


[...]

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendam pelo menos 150 a 300 minutos de atividade aeróbica moderada a vigorosa por semana para todos os adultos, incluindo quem vive com doenças crônicas ou incapacidade, e uma média de 60 minutos por dia para crianças e adolescentes.

A prática de atividade física regular é fundamental para prevenir e controlar doenças cardíacas, diabetes tipo 2 e câncer, bem como para diminuir os sintomas de depressão e ansiedade, reduzir o declínio cognitivo, melhorar a memória e exercitar a saúde do cérebro. Estima-se que até 5 milhões de mortes por ano no mundo poderiam ser evitadas se a população global fosse mais ativa.


Disponível em: https://www.paho.org/pt/noticias/30-6- 2021-ministerio-da-saude-do-brasil-lanca-guia-atividadefisica-para-populacao#:~:text=A%20OPAS%20e%20 a%20Organiza%C3%A7%C3%A3o,dia%20para%20 crian%C3%A7as%20e%20adolescentes. Acesso em: 14 jun. 2023.
No segundo parágrafo do texto I, o conector “bem como” contribui para
Alternativas
Q2279842 Português
A questão refere-se ao texto abaixo.


Brasil está despreparado para a mutação do trabalho na era digital


      Até 2027, serão criados no mundo 69 milhões de postos de trabalho e eliminados 83 milhões, de acordo com levantamento sobre o futuro do emprego feito pelo Fórum Econômico Mundial. Esses 14 milhões de postos de trabalho deverão ser ceifados pelo avanço da automação e da inteligência artificial (IA). As novas tecnologias criarão outras alternativas de trabalho, mas a sociedade precisará estar qualificada para se adaptar à nova realidade e aproveitar as oportunidades que surgirem.

      Entre os setores com mais potencial de impulsionar novos empregos estão, segundo o estudo, energia e materiais; tecnologia da informação (TI) e comunicação digital. A transição verde para uma economia de baixo carbono será também fonte importante de novos empregos. Eles surgem da necessidade de aumentar a geração de energia de fontes renováveis, com investimentos em parques solares ou eólicos.

      A China lidera esse mercado de trabalho, tendo criado 42% dos empregos mundiais. Nos Estados Unidos, o governo Biden aprovou no Congresso uma lei que destina US$ 370 bilhões à transição da economia americana para energia limpa. Desde agosto, surgiram 100 mil novos empregos no segmento. Nas áreas de TI e comunicação digital, de acordo com o estudo, cada emprego gera cinco noutras áreas.

      Para qualquer país usufruir a revolução tecnológica será fundamental dispor de mão de obra qualificada. Isso se traduz em forte estrutura educacional. Nesse requisito, o Brasil ainda patina, apesar dos avanços no início do ciclo fundamental. Falta conhecimento para obter resultados satisfatórios no segundo ciclo do fundamental, portanto os resultados demoram a aparecer no ensino médio. Ao anunciar a suspensão da reforma do ensino médio, o governo contribui para atrasar ainda mais a formação voltada a cursos profissionalizantes e ao ensino superior.

      Será preciso também pensar em retreinamento de profissionais para atender às necessidades do novo sistema de produção. Na conferência que o Fórum Econômico Mundial promoveu no mês passado na Suíça para debater o mercado de trabalho do futuro, foi revelado que, na Europa, falta 1 milhão de engenheiros apenas para atender à demanda por painéis solares.

      Será, por fim, essencial requalificar aqueles cujos empregos desaparecerão porque suas funções não serão mais necessárias. Já está em declínio a busca por cargos de secretaria executiva e administrativa, guardas de segurança, caixas de banco, vendedores de tíquetes ou carteiros. Dezenas de outras funções ficarão obsoletas. Sua manutenção só contribuirá para reduzir a produtividade da economia, como já ocorre com porteiros, cobradores de ônibus, flanelinhas e tantos outros postos.

      É evidente que o Brasil está atrasado para se adequar a um tipo de sociedade que começou a surgir faz tempo e agora acelera as transformações. Educação básica, retreinamento, requalificação, tudo se tornou urgente para o país. Infelizmente, nem o Executivo nem o Legislativo parecem preocupados — ou mesmo preparados — para o desafio.


Disponível em: https://oglobo.globo.com. Acesso em: 19 jun. de 2023.
No período “Esses 14 milhões de postos de trabalho deverão ser ceifados pelo avanço da automação e da inteligência artificial (IA)”, o termo em destaque pode ser substituído, sem haver alteração de sentido, por
Alternativas
Q2279764 Português
A questão refere-se ao texto reproduzido a seguir.


Além do normal


Hélio Schwartsman


      O ser humano é uma espécie engenhosa, e isso pode ser um problema. Nossa tendência de procurar soluções cada vez mais eficientes para problemas nos rendeu bons frutos. Tente imaginar como seria a vida sem água corrente ou transporte mecanizado. Ainda que você possa nutrir certa nostalgia por um passado idealizado, sem a parafernália tecnológica que acumulamos ao longo especialmente dos dois últimos séculos, nós seríamos muito mais pobres e menos saudáveis. Na verdade, bilhões de nós nem existiriam.

      Há algumas situações, porém, em que a eficiência pode fazer mal. Refiro-me aqui especificamente ao que a literatura chama de estímulos supernormais, que são aqueles que produzem uma resposta mais acentuada (e nociva) do que o previsto pela evolução. Nossos corpos lidavam bem com açúcares e gorduras quando eles eram difíceis de encontrar. Mas, depois que aprendemos a fazer pizzas e bolos, a obesidade se tornou um problema de saúde pública.

      A mesma coisa com as drogas. O chá de coca dificilmente causa dependência. Mas, depois que descobrimos como isolar a cocaína, ficamos com um produto muito mais perigoso. Outro exemplo? A maconha da minha juventude tinha menos de 2% de THC; hoje, há cultivares com mais de 25%. É outra droga, e registramos muito mais casos de psicose desencadeada por Cannabis.

      O excesso de eficiência agora atinge as redes sociais. Elas são tão boas em mobilizar o sistema de recompensas do cérebro e sequestrar a atenção que isso levou autoridades americanas a afirmarem que as redes sociais são um perigo para as crianças. E é claro que as coisas não vão parar por aí. Em breve, poderemos chegar à publicidade virtualmente irresistível. E por que não a propaganda política 100% eficaz?

      Apesar de pintar um quadro meio sombrio, não sou dado a pânicos morais. Acho que, se estivermos atentos aos riscos, seremos capazes de desenvolver defesas legais e comportamentais contra eles.


Disponível em: < https://www1.folha.uol.com.br/>. Acesso em: 21 jun. 2023. [Texto adaptado] 
A questão refere-se ao período reproduzido a seguir.

      Ainda que você possa nutrir certa nostalgia por um passado idealizado, sem a parafernália tecnológica que acumulamos ao longo especialmente dos dois últimos séculos, nós seríamos muito mais pobres e menos saudáveis.

A palavra em destaque está empregada como
Alternativas
Q2279705 Português

A questão refere-se ao texto a seguir.



Como frear os massacres nas escolas


 Alexandre Carvalho


     Luz, câmeras do circuito interno preparadas… e ação! Um adolescente de 17 anos saca uma arma de fogo e dispara contra ex-colegas. Segundos depois, seu cúmplice, de 25, usa um machado para atingir vítimas já caídas no chão. Cinco alunos, uma coordenadora pedagógica e uma inspetora do colégio foram assassinados. Antes do ataque, um dos atiradores fez questão de se exibir na internet: publicou 20 fotos suas no Facebook, alternando entre o rosto zangado à mostra e coberto com uma máscara de caveira – a mesma que ele usou no que ficaria conhecido como o “Massacre de Suzano”.


      As cenas registradas na escola da Região Metropolitana de São Paulo, em março de 2019, foram exibidas à exaustão nos portais de internet e telejornais. Os espectadores assistiram às armas apontadas, aos golpes de machado em cabeças com a imagem distorcida – para não ferir (ainda mais) a sensibilidade da audiência. Viram as crianças pulando o muro da escola em desespero; ouviram seus gritos, choros e ligações para o celular dos pais, implorando socorro. Uma edição de cenas idênticas às dos filmes de ação mais eletrizantes. Mas era um terror real.


      Eis que um salto de quatro anos nos leva à tragédia do dia 28 de março agora. Um adolescente assassinou com facadas sua professora de 71 anos numa escola da Vila Sônia, zona oeste paulistana. Também feriu colegas até ser imobilizado e desarmado por duas mulheres. Em depoimento à polícia, o garoto confessou: “Fui inspirado pelo Massacre de Suzano”. Não à toa, usava a mesma máscara com imagem de caveira que um de seus ídolos ostentava na internet. E seguiu o padrão de se gabar. Horas antes do ataque, publicou no Twitter: “Irá acontecer hoje, esperei por esse momento a vida inteira”. Em seu perfil nessa rede social, usava o sobrenome de um dos atiradores de Suzano.


      A influência por trás desse adolescente assassino se encaixa na descrição do “efeito copycat”: o interesse de alguém no sensacionalismo em torno de crimes violentos (ou suicídios) a ponto de cometer atos semelhantes. No caso de criminosos em potencial, é gente que quer a mesma celebridade de seus malvados favoritos.


      Mas por que a publicidade de crimes geraria mais crimes? A resposta passa primeiro pela nossa própria essência: a linha entre civilização e barbárie é mais tênue do que Homo sapiens modernos tendem a crer. Freud tinha uma explicação para isso. Ele afirmava que a pressão civilizatória para a vida em sociedade trouxe um mal-estar para o que se esconde no nosso cérebro primitivo, confortável com o comportamento violento. Afinal, a humanidade passou o grosso de sua história lidando com assassinatos como parte do dia a dia. O psicólogo Steven Pinker, que estudou as razões do declínio da violência através dos tempos, escreveu: “Até recentemente, a maioria das pessoas não achava que havia algo particularmente errado com elas”.


      A sociedade mudou, mas bem mais rapidamente do que o funcionamento do órgão que temos na caixa craniana. Lá no fundo, esse instinto homicida ainda existe e quer se manifestar – e nem sempre à sombra do olhar da Justiça. Afinal, a notoriedade de um assassinato pode ser favorável a quem quer ser temido ou aceito pelo grupo (pense em grupos que dominavam outros à base da força). E, até hoje, acaricia o ego dos que desejam pôr a cabeça para fora da maioria.


      Veja o caso da morte de John Lennon. O beatle teve de escrever muitas das melhores composições da música pop para se estabelecer como um superstar. Seu assassino só precisou de cinco disparos para ter seu rosto estampado pelo mundo, e ver seu nome se tornar quase tão conhecido quanto o de sua vítima.


      O massacre da Columbine High School, de 1999, no qual dois adolescentes mataram 13 pessoas a tiros e se suicidaram em seguida, tornou os rostos e nomes dos assassinos conhecidos mundialmente. Virou filme, documentário. E levou a uma corrente de atos parecidos mundo afora. Só nos EUA, houve 377 ataques em escolas desde então.


      Com as redes sociais, o estrelato psicótico ficou ainda mais acessível. E a própria evolução no número de massacres americanos mostra isso. Em 2000, um ano após Columbine, e com a internet ainda na infância, aconteceram 12 tiroteios em escolas. Em 2018, o ano em que o TikTok se tornou o app mais baixado dos EUA, foram 30 ataques com armas de fogo. No ano passado, 46 – o recorde até agora. Um estudo da Temple University (EUA) vai ao encontro dessa ligação entre os massacres e a ascensão das redes: mostrou que adolescentes se tornam cinco vezes mais propensos a cometer crimes se sabem que seus colegas estão vendo.


      No mundo pré-internet, era mais difícil para alguém com pendor para a prática criminosa encontrar grupos com interesses idênticos. Com redes sociais é diferente: aqueles com tendências violentas acham seus semelhantes com facilidade, mesmo que estejam em cidades, estados ou países diferentes. E um agressor em potencial mais ousado estimula o outro.


      Há caminhos para minimizar essa tendência. Se o descontrole no acesso ao conteúdo está na essência das redes sociais, um relatório do Crest, consultoria britânica especializada em crime e Justiça, traz algumas recomendações. Estamos falando de treinamento de crianças como espectadores de mídia social, para orientá-las sobre como identificar (e dar um alerta) se algo parecer levar à violência. Outra seria criar uma escala de classificação para plataformas de rede social, indicando o quão seguras elas são para crianças – já que isso pressionaria as próprias redes a abolir conteúdo impróprio de forma mais eficiente. No Brasil, o Ministério da Justiça anunciou a ampliação de 10 para 50 o número de policiais do grupo de monitoramento da dark web, a terra sem lei onde comunidades de criminosos se sentem em casa.


      Mas talvez a mais importante das iniciativas seja algo simples. E que está começando a ser defendida (e posta em prática) no Brasil com ênfase depois que, poucos dias após o assassinato na Vila Sônia, um homem de 25 anos invadiu uma creche em Blumenau (SC) e matou quatro crianças com uma machadinha. É não dar o que alguns desses matadores mais querem: a celebridade.


      No mesmo dia do massacre dessas meninas e meninos, William Bonner anunciou no Jornal Nacional que os nomes e as imagens de autores de ataques, assim como vídeos dos crimes, não seriam mais divulgados na Globo. Outros órgãos de imprensa adotaram a mesma abordagem. E é o que fizemos neste artigo, incluindo casos do passado. Glamourizar assassinos, afinal, equivale a pedir por mais assassinatos.



Disponível em:< https://super.abril.com.br/sociedade>. Acesso em 25 jun. 2023.

Leia o período a seguir.

Glamourizar assassinos, afinal, equivale a pedir por mais assassinatos.

O uso da palavra em destaque remete ao ato de
Alternativas
Q2279103 Português
INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à quesão.


A utilidade da ciência inútil

“A arte é inútil”. Com esta frase, Chico Buarque inicia o DVD Romance. A explicação vem logo em seguida: uma música não é composta pensando-se em para que serve. Porém, através das letras e canções as pessoas que não falam português podem aprender a língua, e a melodia pode servir de fundo musical para um namoro.

Recentemente, um texto publicado na Folha de S. Paulo se contrapôs à utilização de verba pública para o financiamento do telescópio James Webb. O cerne da argumentação baseou-se na relação custo / benefício para a sociedade, tendo como foco a utilidade da pesquisa básica. É a famosa questão: “para que serve isso?”. O questionamento, feito normalmente por estudantes de primeiros anos, é ouvido com frequência por professores de disciplinas básicas.

A máxima irônica “Para que serve um recém-nascido?”, proferida por cientistas como Benjamin Franklin e Michael Faraday, [...] revela a miopia de quem exige que, para justificar o estudo e o investimento em pesquisa básica, alguma utilidade imediata deve estar prevista.

De acordo com a lógica da serventia, a pesquisa básica de Max Planck, um dos precursores da mecânica quântica lá no início do século 20, nunca teria sido fomentada. Vários conceitos estudados lá atrás, sem nenhuma aplicação naquele momento, hoje dão suporte para o desenvolvimento de lasers e aparelhos de ressonância magnética para a medicina, por exemplo.

Exemplos de descobertas científicas feitas por mero acaso, durante o desenvolvimento de algum projeto, são tão frequentes que trouxeram para o universo da ciência o termo “serendipidade”. A palavra consta no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa. De acordo com o dicionário Priberam, o termo significa “a faculdade ou o ato de descobrir coisas agradáveis por acaso”.

É claro que nem todo projeto dará início a uma revolução científica. Assim como a maioria da população não dará uma contribuição para a Humanidade como Marie Curie ou Isaac Newton. A dificuldade é saber quando será produzida alguma descoberta que dará uma grande contribuição para a Humanidade.

Nesse raciocínio, é importante que as agências de fomento reservem parte da verba disponível para assumir, inclusive, o custo de uma pesquisa básica mal-sucedida.

YAMASHITA, Marcelo Takeshi. A utilidade da ciência inútil. Jornal da Unesp, 2022. Disponível em: https://jornal.unesp. br/2022/10/20/a-utilidade-da-ciencia-inutil/. Acesso em: 16 jun. 2023. [Fragmento]
Releia este trecho:

“O cerne da argumentação baseou-se na relação custo / benefício para a sociedade, tendo como foco a utilidade da pesquisa básica.”

O vocábulo em destaque pode ser substituído, sem prejuízo de sentido, por
Alternativas
Q2278841 Português
TEXTO 2


     A erosão nada mais é do que o deslocamento de terra que acontece de um lugar para o outro. Na natureza, o processo erosivo ocorre pela ação natural do sol, de ventos e, principalmente, da água da chuva. No entanto, práticas do agronegócio podem contribuir para o processo ocorrer, como o desmatamento, plantio em terreno inclinado, queimadas, monocultivo, uso abusivo de fertilizantes e excesso de pastoreio.
     A erosão também depende das características físicas, químicas e biológicas de cada solo. Dessa forma, os solos arenosos estão mais sujeitos ao movimento de terra. Embora sejam mais permeáveis, são normalmente muito soltos, o que favorece o trabalho das águas. Solos bem-estruturados, com maior volume de macroporos, têm permeabilidade rápida, facilitando a retenção da água, reduzindo o escoamento superficial e, com isso, o processo erosivo. [...]
   Os arrastamentos de terra podem cobrir terrenos férteis com materiais áridos e transportar sedimentos até as águas. Assim, além de terras menos produtivas, a erosão provoca a morte da fauna e flora do fundo dos rios e lagos por soterramento e turbidez nas águas — o que dificulta a ação da luz solar na fotossíntese de algas, essencial para a purificação e oxigenação dos cursos hídricos. A erosão também pode trazer defensivos agrícolas e adubos até os corpos de água. Como consequência, isso pode provocar o desequilíbrio na fauna e flora desses ecossistemas […].

Fonte: (summitagro.estadao.com.br/noticias-do-campo/o-que-e-erosao-e-quais-sao-as-consequencias-para-osolo/).
Assinale a alternativa que apresenta o antônimo correto das palavras do texto:
Alternativas
Respostas
2401: A
2402: E
2403: D
2404: A
2405: D
2406: D
2407: D
2408: A
2409: B
2410: D
2411: A
2412: B
2413: A
2414: C
2415: A
2416: B
2417: B
2418: A
2419: B
2420: A