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Questões de Concurso Comentadas sobre significação contextual de palavras e expressões. sinônimos e antônimos. em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 13.796 questões

Q2485460 Português

Leia a sinopse a seguir e responda à questão.


O Alquimista


O Alquimista é um best-seller do escritor brasileiro Paulo Coelho, publicado originalmente em 1988, em português. Sinopse:



O alquimista segue a jornada de um pastor andaluz chamado Santiago. Acreditando em um sonho recorrente de ser profético, ele decide viajar para uma adivinha Romani em uma cidade próxima para descobrir seu significado. A mulher interpreta o sonho como uma profecia dizendo ao menino que há um tesouro nas pirâmides no Egito.


No início de sua jornada, ele encontra um velho rei, cujo nome era Melquisedeque, que lhe diz para vender suas ovelhas para viajar para o Egito e introduz a ideia de uma Lenda Pessoal. Sua Lenda Pessoal é o que você sempre quis realizar. Todos, quando são jovens, sabem o que é a sua "Lenda Pessoal". Ele acrescenta que "quando você quer algo, todo o universo conspira para ajudá-lo a alcançá-lo". Este é o tema central do livro.


Ao longo do caminho, o menino encontra um inglês que veio em busca de um Alquimista e continua suas viagens com ele. Eles viajam pelo Saara e durante sua viagem, Santiago se encontra e se apaixona por uma bela mulher árabe chamada Fátima, que reside com seu clã perto de um oásis. Ele pede a Fátima para se casar com ele, mas ela diz que só vai casar com ele depois que ele completar sua jornada e encontrar seus tesouros. Ele fica perplexo com isso, mas depois descobre que o verdadeiro amor não vai parar nem implorar para sacrificar a sua Lenda Pessoal, e se isso acontecer, não é amor verdadeiro.


O menino então encontra um alquimista que também o ensina sobre Lendas Pessoais. Ele diz que as pessoas querem encontrar apenas o tesouro de suas Lendas Pessoais, mas não a própria Lenda Pessoal. O menino se sente inseguro sobre si mesmo enquanto escuta os ensinamentos do alquimista. O alquimista afirma: "Aqueles que não entenderem suas Lendas Pessoais não conseguirão compreender seus ensinamentos". É também afirmado que o tesouro é mais digno do que o ouro. O tema principal recorre através do romance, "Quando uma pessoa realmente deseja alguma coisa, todo o universo conspira para ajudar essa pessoa a realizar seu sonho".


https://pt.wikipedia.org/wiki/O Alquimista

“Santiago se encontra e se apaixona por uma bela mulher árabe chamada Fátima, que reside com seu clã [...].” 3º§
É sinônimo da palavra destacada nessa frase: 
Alternativas
Q2484795 Português
Marque a alternativa que contém um conjunto de palavras antônimas entre si. 
Alternativas
Q2484601 Português

Texto I


      São dez horas da manhã. O carreto que contratei para transportar minhas coisas acaba de chegar. Vejo sair a mesa, a cadeira, o arquivo, uma estante, meia dúzia de livros, a máquina de escrever. Quatro retratos de criança emoldurados. Um desenho de Portinari, outro de Pancetti. Levo também este cinzeiro. E este tapete, aqui em casa ele não tem serventia. E esta outra fotografia, ela pode fazer falta lá.


     A mesa é velha, me acompanha desde menino: destas antigas, com uma gradinha de madeira em volta, como as de tabelião do interior. Gosto dela: curti na sua superfície muita hora de estudo para fazer prova no ginásio; finquei cotovelos em cima dela noites seguidas, à procura de uma ideia. Foi de meu pai. É austera, simpática, discreta, acolhedora e digna: lembra meu pai.


     Esta cadeira foi presente de Hélio Pellegrino, que também me acompanha desde a infância: é giratória e de palhinha. Velha também, mas confortável como as amizades duradouras. Mandei reformá-la, e tem prestado serviços, inspirando-me sempre a sábia definição de Sinclair Lewis sobre o ato de escrever: é a arte de sentar-se numa cadeira.


        — Mais alguma coisa? — pergunta o homem que faz o carreto.

 

        — Mais nada — respondo, um pouco humilhado.


        E lá vai ele, puxando a sua carroça, no cumprimento da humilde profissão. Vou atrás, cioso das coisas que ele carrega, as minhas coisas; parte de minha vida, pelo menos parte material, no que sobrou de tanta atividade dispersa: o meu cabedal. 



Adaptado de https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/15843/burro-sem-rabo

Observe o trecho: “... no que sobrou de tanta atividade dispersa: o meu cabedal”. A palavra destacada tem como sinônimo:
Alternativas
Q2484540 Português
Texto I


Pedagogia do caracol



    Há muitas pessoas de imaginação sensível que amam as crianças. Encontrei na revista pedagógica Cem Modialitá, que se publica na Itália (Via Piamarta 9 – 25121 – Brescia – Itália), um artigo com um título curioso: “A pedagogia do caracol”. O autor, Gianfranco Zavalloni (www.scuolacreativa.it) conta da mãe de uma menina que o procurou e lhe relatou o seguinte: “Outro dia minha filha me disse: mamãe, os professores dizem sempre: ‘Força, crianças! Não podemos perder tempo porque devemos andar para frente!’. Mas, mamãe, para onde devemos ir? Para frente, onde?’”. Essas perguntas da menina o levaram questionar o ritmo de pressa que as escolas impõem às crianças. No seu lugar, ele propõe a pedagogia do caracol. Os caracóis não sabem o que é pressa. E ele fala de um curso de formação de professores do Gruppo Educhiamoci alla Pace di Bari sobre o tema “Na companhia do ócio, da lentidão e da poesia”. Sugere que no cotidiano dos professores com as crianças deveria haver tempo para simplesmente jogar conversa fora, conversa que não quer ensinar coisa alguma. Simplesmente ouvir as crianças é coisa muito preciosa. Elas aprendem que são importantes e que é importante ouvir as outras. Caminhar, passear, andar a pé, observando as coisas ao redor. Contemplar as nuvens. Escrever cartas e cartões a lápis ou caneta; não usar os e-mails. Plantar uma horta. Plantando uma horta, as crianças aprendem sobre os ritmos da natureza. Quem observa os ritmos da natureza acaba por ganhar equilíbrio pessoal. Plantar uma horta talvez seja uma terapia mais poderosa que a dos consultórios. A velocidade é o ritmo das máquinas. Mas nós não somos máquinas. Somos seres da natureza como os animais e as plantas. E a natureza é sempre vagarosa. É perigoso introduzir a pressa num corpo que tem suas raízes na lentidão da natureza.


Adaptado de: Alves, Rubem. Ostra feliz não faz pérola. São Paulo: Editora Planeta do Brasil, 2008, p. 114-5.
Em “Não podemos perder tempo porque devemos andar para frente!”, o termo destacado possui sentido de:
Alternativas
Ano: 2024 Banca: COPESE - UFT Órgão: Prefeitura de Palmas - TO Provas: COPESE - UFT - 2024 - Prefeitura de Palmas - TO - Fisioterapeuta | COPESE - UFT - 2024 - Prefeitura de Palmas - TO - Assistente Social - SMS | COPESE - UFT - 2024 - Prefeitura de Palmas - TO - Biólogo | COPESE - UFT - 2024 - Prefeitura de Palmas - TO - Biomédico | COPESE - UFT - 2024 - Prefeitura de Palmas - TO - Enfermeiro | COPESE - UFT - 2024 - Prefeitura de Palmas - TO - Farmacêutico / Bioquímico | COPESE - UFT - 2024 - Prefeitura de Palmas - TO - Fonoaudiólogo | COPESE - UFT - 2024 - Prefeitura de Palmas - TO - Inspetor Sanitário | COPESE - UFT - 2024 - Prefeitura de Palmas - TO - Médico Geriatra | COPESE - UFT - 2024 - Prefeitura de Palmas - TO - Médico Angiologista | COPESE - UFT - 2024 - Prefeitura de Palmas - TO - Médico Cardiologista | COPESE - UFT - 2024 - Prefeitura de Palmas - TO - Médico Dermatologista | COPESE - UFT - 2024 - Prefeitura de Palmas - TO - Médico Endocrinologista | COPESE - UFT - 2024 - Prefeitura de Palmas - TO - Médico Ginecologista | COPESE - UFT - 2024 - Prefeitura de Palmas - TO - Médico Hepatologista | COPESE - UFT - 2024 - Prefeitura de Palmas - TO - Médico Infectologista | COPESE - UFT - 2024 - Prefeitura de Palmas - TO - Médico Nefrologista | COPESE - UFT - 2024 - Prefeitura de Palmas - TO - Médico Neurologista | COPESE - UFT - 2024 - Prefeitura de Palmas - TO - Médico Ortopedista | COPESE - UFT - 2024 - Prefeitura de Palmas - TO - Médico - SMS | COPESE - UFT - 2024 - Prefeitura de Palmas - TO - Médico Patologista | COPESE - UFT - 2024 - Prefeitura de Palmas - TO - Médico Pediatra | COPESE - UFT - 2024 - Prefeitura de Palmas - TO - Médico Pneumopediatra | COPESE - UFT - 2024 - Prefeitura de Palmas - TO - Médico Psiquiatra | COPESE - UFT - 2024 - Prefeitura de Palmas - TO - Médico Reumatologista | COPESE - UFT - 2024 - Prefeitura de Palmas - TO - Médico Ultrassonografista | COPESE - UFT - 2024 - Prefeitura de Palmas - TO - Terapeuta Ocupacional | COPESE - UFT - 2024 - Prefeitura de Palmas - TO - Médico Veterinário - SMS | COPESE - UFT - 2024 - Prefeitura de Palmas - TO - Odontólogo | COPESE - UFT - 2024 - Prefeitura de Palmas - TO - Nutricionista - SMS | COPESE - UFT - 2024 - Prefeitura de Palmas - TO - Psicólogo - SMS | COPESE - UFT - 2024 - Prefeitura de Palmas - TO - Profissional de Educação Física |
Q2480552 Português
Inteligência Artificial & Saúde



      O diagnóstico médico tem sido auxiliado pelas novas tecnologias e, mais recentemente, também pela Inteligência Artificial (IA), subárea da Ciência da Computação, que surgiu na década de 1950 com o objetivo de criar dispositivos que reproduzissem e potencializassem o raciocínio humano para tarefas específicas. Não há consenso na definição de IA, mas ela pode ser pensada como um meio de entregar mais e melhores resultados a partir da análise de um grande volume de dados (big data). Por meio de programas de computador (softwares), a IA funciona combinando esses dados com algoritmos e um processamento rápido, muitas vezes resultando numa interatividade entre homem e máquina.

        Assim, os programas aprendem a reconhecer padrões (visuais, sensoriais e até comportamentais), analisam-nos e chegam a uma conclusão, ou ajudam o homem em determinada resolução. Aplicada em diversas áreas – como agricultura, logística, educação e varejo – também vem se transformando em grande aliada no campo da saúde.

       O chinês Kai-Fu Lee, um dos cientistas da computação que criou a IA como a conhecemos hoje, como os robôs, estão mudando o mundo, a forma como amamos, nos relacionamos, trabalhamos e vivemos (Globolivros, 2019), dá uma ideia do avanço na área médica: “os principais pesquisadores dos Estados Unidos, como Andrew Ng e Sebastian Thrun, demonstraram excelentes algoritmos que estão no mesmo nível de acerto dos médicos no diagnóstico de doenças específicas com base em imagens – pneumonia através de radiografias de tórax e câncer de pele por meio de fotos”.

       Embora relativamente nova – seu uso se difundiu a partir dos anos 1980 –, no campo da saúde, a IA já é utilizada no mapeamento de sepse (infecção generalizada), na análise de material genômico de tumores, no diagnóstico em radiologia, na avaliação de lesões suspeitas da pele, na cirurgia robótica assistida, entre outros, dando suporte a decisões médicas.
 


Fonte: DUQUE, Cristiano. Rede de Câncer. Edição 45, março de 2020. (adaptado).  
Leia as afirmativas a seguir:


I. Em: “O chinês Kai-Fu Lee, um dos cientistas da computação que criou a IA como a conhecemos hoje,” o enunciado negritado, no terceiro parágrafo, corresponde a um aposto que objetiva explicar ou esclarecer um outro termo da oração.
II. O elemento conectivo “Assim”, negritado no segundo parágrafo, estabelece coesão com as ideias do primeiro parágrafo.
III. O elemento conectivo “e”, negritado no segundo parágrafo, soma argumentos a favor de uma mesma conclusão.


Assinale a alternativa CORRETA de acordo com os elementos coesivos e termos da oração.  
Alternativas
Ano: 2024 Banca: COPESE - UFT Órgão: Prefeitura de Palmas - TO Provas: COPESE - UFT - 2024 - Prefeitura de Palmas - TO - Fisioterapeuta | COPESE - UFT - 2024 - Prefeitura de Palmas - TO - Assistente Social - SMS | COPESE - UFT - 2024 - Prefeitura de Palmas - TO - Biólogo | COPESE - UFT - 2024 - Prefeitura de Palmas - TO - Biomédico | COPESE - UFT - 2024 - Prefeitura de Palmas - TO - Enfermeiro | COPESE - UFT - 2024 - Prefeitura de Palmas - TO - Farmacêutico / Bioquímico | COPESE - UFT - 2024 - Prefeitura de Palmas - TO - Fonoaudiólogo | COPESE - UFT - 2024 - Prefeitura de Palmas - TO - Inspetor Sanitário | COPESE - UFT - 2024 - Prefeitura de Palmas - TO - Médico Geriatra | COPESE - UFT - 2024 - Prefeitura de Palmas - TO - Médico Angiologista | COPESE - UFT - 2024 - Prefeitura de Palmas - TO - Médico Cardiologista | COPESE - UFT - 2024 - Prefeitura de Palmas - TO - Médico Dermatologista | COPESE - UFT - 2024 - Prefeitura de Palmas - TO - Médico Endocrinologista | COPESE - UFT - 2024 - Prefeitura de Palmas - TO - Médico Ginecologista | COPESE - UFT - 2024 - Prefeitura de Palmas - TO - Médico Hepatologista | COPESE - UFT - 2024 - Prefeitura de Palmas - TO - Médico Infectologista | COPESE - UFT - 2024 - Prefeitura de Palmas - TO - Médico Nefrologista | COPESE - UFT - 2024 - Prefeitura de Palmas - TO - Médico Neurologista | COPESE - UFT - 2024 - Prefeitura de Palmas - TO - Médico Ortopedista | COPESE - UFT - 2024 - Prefeitura de Palmas - TO - Médico - SMS | COPESE - UFT - 2024 - Prefeitura de Palmas - TO - Médico Patologista | COPESE - UFT - 2024 - Prefeitura de Palmas - TO - Médico Pediatra | COPESE - UFT - 2024 - Prefeitura de Palmas - TO - Médico Pneumopediatra | COPESE - UFT - 2024 - Prefeitura de Palmas - TO - Médico Psiquiatra | COPESE - UFT - 2024 - Prefeitura de Palmas - TO - Médico Reumatologista | COPESE - UFT - 2024 - Prefeitura de Palmas - TO - Médico Ultrassonografista | COPESE - UFT - 2024 - Prefeitura de Palmas - TO - Terapeuta Ocupacional | COPESE - UFT - 2024 - Prefeitura de Palmas - TO - Médico Veterinário - SMS | COPESE - UFT - 2024 - Prefeitura de Palmas - TO - Odontólogo | COPESE - UFT - 2024 - Prefeitura de Palmas - TO - Nutricionista - SMS | COPESE - UFT - 2024 - Prefeitura de Palmas - TO - Psicólogo - SMS | COPESE - UFT - 2024 - Prefeitura de Palmas - TO - Profissional de Educação Física |
Q2480550 Português
Inteligência Artificial & Saúde



      O diagnóstico médico tem sido auxiliado pelas novas tecnologias e, mais recentemente, também pela Inteligência Artificial (IA), subárea da Ciência da Computação, que surgiu na década de 1950 com o objetivo de criar dispositivos que reproduzissem e potencializassem o raciocínio humano para tarefas específicas. Não há consenso na definição de IA, mas ela pode ser pensada como um meio de entregar mais e melhores resultados a partir da análise de um grande volume de dados (big data). Por meio de programas de computador (softwares), a IA funciona combinando esses dados com algoritmos e um processamento rápido, muitas vezes resultando numa interatividade entre homem e máquina.

        Assim, os programas aprendem a reconhecer padrões (visuais, sensoriais e até comportamentais), analisam-nos e chegam a uma conclusão, ou ajudam o homem em determinada resolução. Aplicada em diversas áreas – como agricultura, logística, educação e varejo – também vem se transformando em grande aliada no campo da saúde.

       O chinês Kai-Fu Lee, um dos cientistas da computação que criou a IA como a conhecemos hoje, como os robôs, estão mudando o mundo, a forma como amamos, nos relacionamos, trabalhamos e vivemos (Globolivros, 2019), dá uma ideia do avanço na área médica: “os principais pesquisadores dos Estados Unidos, como Andrew Ng e Sebastian Thrun, demonstraram excelentes algoritmos que estão no mesmo nível de acerto dos médicos no diagnóstico de doenças específicas com base em imagens – pneumonia através de radiografias de tórax e câncer de pele por meio de fotos”.

       Embora relativamente nova – seu uso se difundiu a partir dos anos 1980 –, no campo da saúde, a IA já é utilizada no mapeamento de sepse (infecção generalizada), na análise de material genômico de tumores, no diagnóstico em radiologia, na avaliação de lesões suspeitas da pele, na cirurgia robótica assistida, entre outros, dando suporte a decisões médicas.
 


Fonte: DUQUE, Cristiano. Rede de Câncer. Edição 45, março de 2020. (adaptado).  
Do ponto de vista semântico, assinale a alternativa CORRETA quanto ao uso adequado dos elementos coesivos, negritados no texto, “mas” (1º parágrafo) e “embora” (4º parágrafo). 
Alternativas
Q2480158 Português
Assinale a alternativa que não contém um conjunto de palavras sinônimas entre si:
Alternativas
Q2480067 Português
Texto II
Leia o texto a seguir:

     João Romão foi, dos treze aos vinte e cinco anos, empregado de um vendeiro que enriqueceu entre as quatro paredes de uma suja e obscura taverna nos refolhos do bairro do Botafogo; e tanto economizou do pouco que ganhara nessa dúzia de anos, que, ao retirar-se o patrão para a terra, lhe deixou, em pagamento de ordenados vencidos, nem só a venda com o que estava dentro, como ainda um conto e quinhentos em dinheiro.
     Proprietário e estabelecido por sua conta, o rapaz atirou-se à labutação ainda com mais ardor, possuindo-se de tal delírio de enriquecer, que afrontava resignado as mais duras privações. Dormia sobre o balcão da própria venda, em cima de uma esteira, fazendo travesseiro de um saco de estopa cheio de palha. A comida arranjava-lhe, mediante quatrocentos réis por dia, uma quitandeira sua vizinha, a Bertoleza, crioula trintona, escrava de um velho cego residente em Juiz de Fora e amigada com um português que tinha uma carroça de mão e fazia fretes na cidade.
     Bertoleza também trabalhava forte; a sua quitanda era a mais bem afreguesada do bairro. De manhã vendia angu, e à noite peixe frito e iscas de fígado; pagava de jornal a seu dono vinte mil-réis por mês, e, apesar disso, tinha de parte quase que o necessário para a alforria. Um dia, porém, o seu homem, depois de correr meia légua, puxando uma carga superior às suas forças, caiu morto na rua, ao lado da carroça, estrompado como uma besta.
     João Romão mostrou grande interesse por esta desgraça, fez-se até participante direto dos sofrimentos da vizinha, e com tamanho empenho a lamentou, que a boa mulher o escolheu para confidente das suas desventuras. Abriu-se com ele, contou-lhe a sua vida de amofinações e dificuldades. “Seu senhor comia-lhe a pele do corpo! Não era brinquedo para uma pobre mulher ter de escarrar pr’ali, todos os meses, vinte mil-réis em dinheiro!” E segredou-lhe então o que já tinha junto para a sua liberdade e acabou pedindo ao vendeiro que lhe guardasse as economias, porque já de certa vez fora roubada por gatunos que lhe entraram na quitanda pelos fundos.
     Daí em diante, João Romão tornou-se o caixa, o procurador e o conselheiro da crioula. No fim de pouco tempo era ele quem tomava conta de tudo que ela produzia, e era também quem punha e dispunha dos seus pecúlios, e quem se encarregava de remeter ao senhor os vinte mil-réis mensais. Abriu-lhe logo uma conta corrente, e a quitandeira, quando precisava de dinheiro para qualquer coisa, dava um pulo até à venda e recebia-o das mãos do vendeiro, de “Seu João”, como ela dizia. Seu João debitava metodicamente essas pequenas quantias num caderninho, em cuja capa de papel pardo lia-se, mal escrito e em letras cortadas de jornal: “Ativo e passivo de Bertoleza”.
     E por tal forma foi o taverneiro ganhando confiança no espírito da mulher, que esta afinal nada mais resolvia só por si, e aceitava dele, cegamente, todo e qualquer arbítrio. Por último, se alguém precisava tratar com ela qualquer negócio, nem mais se dava ao trabalho de procurá-la, ia logo direito a João Romão.
Fonte: https://objdigital.bn.br/Acervo_Digital/Livros_eletronicos/cortico.pdf. Acesso
em 13/03/2024
Em “Abriu-se com ele, contou-lhe a sua vida de amofinações e dificuldades” (4º parágrafo), a palavra destacada tem sentido semelhante a:
Alternativas
Q2480060 Português

Texto I

Leia o texto a seguir:

Autorias marginalizadas e a costura do domínio público

Por MARIA HELENA JAPIASSU MARINHO DE MACEDO

Os direitos autorais são espécies de direitos de propriedade intelectual, que conferem retribuição financeira e reconhecimento a criadores de determinados bens artísticos, científicos e culturais. Não é de amplo conhecimento, no entanto, a relação dos direitos autorais com os direitos humanos, sobretudo no que concerne à valorização da dignidade humana e da diversidade cultural.

É importante recapitular um pouco a história dos direitos autorais que se relaciona intrinsecamente ao pensamento iluminista de valorização do indivíduo e de suas potencialidades. Quanto aos artistas e às suas criações, os direitos autorais acompanham a história da arte no Ocidente, fundamentando-se na valorização da expressão do espírito humano e na originalidade da obra de arte, vista em sua singularidade.

Este embasamento teórico vem sendo contestado à medida que a diversidade no mundo das artes e da cultura é reconhecida. A abertura dos espaços artísticos para a diversidade traz desafios, pois as manifestações culturais humanas são plurais. Assim, artes coletivas, tradicionais e mesmo aquelas que se utilizam de inteligência artificial questionam a legislação individualista dos direitos autorais.

Ao pensar os direitos autorais e a sua relação com os direitos humanos, faz-se necessário evidenciar autorias que estiveram à margem da história da arte ocidental e que, por muito tempo, não foram considerados sujeitos de direito perante as suas criações. Mulheres que tiveram a sua representação mediada por seus pais ou maridos, a quem se atribuía a autoria ou a “paternidade” da obra. Negros, que tiveram o seu tempo de criatividade limitado ao trabalho forçado e cujas expressões artísticas registraram-se, sobretudo, na memória, no corpo e na oralidade. Indígenas, cuja capacidade civil plena, no Brasil, foi alcançada apenas com a Constituição de 1988.

Estes são exemplos de autorias marginais à história da arte, reconhecidas tardiamente na história geral, como sujeitos de direito e capazes de reivindicar a condição de artista. A arte hoje é plural, não é apenas uma arte — acadêmica ou ocidental —, mas um conceito aberto, de reivindicação e ativismo político por expressões criativas, aberta à possibilidade da concretização da dignidade humana e da valorização da diversidade cultural. 

No Direito, obras de arte sem autoria conhecida pertencem ao domínio público. Com que palavras descrever autores, culturas e gramáticas que foram negligenciados na inscrição da história e do direito ocidental? O neologismo “invisibilizado” e o constante uso do termo “ancestralidade” são exemplos de expressões inseridas em um discurso de direitos humanos, que tardiamente são escutados numa sociedade organizada sob pressupostos democráticos e de valorização da diversidade étnica e cultural.

As obras de arte e o patrimônio cultural de sujeitos invisibilizados ou ocultados perante os discursos normativos hegemônicos são hoje reivindicados não apenas a partir da reclamação pela restituição de um bem intelectual, mas também na elaboração de novos discursos estéticos que buscam resgatar a memória ancestral e cerzir as feridas provocadas pela supressão da possibilidade de suas expressões.

Para ilustrar essa costura de um domínio público marcado pela violência aos direitos humanos de autorias marginalizadas pela história, vale mencionar as obras dos artistas plásticos Bruna Alcântara (ver “Pise”), Rosana Paulino (ver série “Bastidores”) e Gustavo Caboco (de etnia Wapichana, ver “encontros di-fuso”), que, por meio da linha e da agulha, buscam costurar cicatrizes abertas, expressando seus lugares de fala e identidades, resgatando suas memórias e ancestralidades.

Que a história do futuro da arte seja erigida neste diálogo, sob as bases de um direito cultural democrático, participativo e mais humano.

Fonte: https://www.jb.com.br/brasil/2024/02/1048773-autorias-marginalizadas-e-a-costura-do-dominio-publico.html. Acesso em 12/03/2024. Texto adaptado. 

Em “Este embasamento teórico vem sendo contestado à medida que a diversidade no mundo das artes e da cultura é reconhecida” (3º parágrafo), o conector destacado poderia ser substituído, sem prejuízo de sentido, por:
Alternativas
Q2479539 Português
Brasil tem mais de 11 milhões de mães que criam os filhos sozinhas



Pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getúlio Vargas, mostra que o Brasil tem mais de 11 milhões de mães que criam os filhos sozinhas. Na última década, o país ganhou 1,7 milhão de mães com a responsabilidade de criarem os filhos sem a ajuda do pai.


O levantamento mostra também que 90% das mulheres que se tornaram mães solo entre 2012 e 2022 são negras. Quase 15% dos lares brasileiros são chefiados por mães solo. A proporção é maior nas regiões Norte e Nordeste. A maioria, 72,4%, vive só com os filhos e não conta com uma rede de apoio próxima.


Carla da Silva Modesto, de 37 anos, tem duas filhas, uma de 5 e outra de 2 anos. Ela cria as duas sozinha desde que elas nasceram. Na família da Carla, ela não é a única. A irmã mais velha, Iara da Silva, de 53 anos, vive a mesma situação. Mãe solo de dois filhos, que agora já são adolescentes.


O desafio de cuidar sozinha dos filhos também dificulta a busca por emprego. Muitas não conseguem conciliar a rotina na casa com trabalho fixo e precisam de jornadas mais flexíveis. Por isso, normalmente acabam fazendo trabalhos informais e, às vezes, não é um trabalho só. 



Fonte: <https://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2023/05/12/brasil-tem-maisde-11-milhoes-de-maes-que-criam-os-filhos-sozinhas.ghtml> (adaptado). Acesso
em: 16 fev. 2024.

Em: “Muitas não conseguem conciliar a rotina na casa com trabalho fixo e precisam de jornadas mais flexíveis”, a palavra conciliar, em destaque, pode ser substituída, sem causar prejuízo de sentido, por: 
Alternativas
Q2478944 Português
NÃO EXISTE DIA RUIM


        Não existe dia ruim. Sempre há chance do dia ser feliz. Mesmo que seja tarde. Mesmo que seja de madrugada. Uma gentileza salva o dia. Um bife à milanesa salva o dia. Uma gola branca e engomada salva o dia. Uma emoção involuntária salva o dia. Nunca o dia está inteiramente perdido. Não devemos acreditar que uma tristeza chama a outra, que se algo acontece errado tudo então vai dar errado. Lei de Murphy não foi aprovada pela Câmara dos Deputados.

         Confio no improviso, na casualidade, no movimento das cortinas na janela. Até o último minuto antes da meia-noite, você pode resgatar o contentamento. É uma gargalhada do filho diante da papinha, transformando a cadeira num imenso prato. É algum amigo telefonando para confessar saudade. É sua mulher procurando beijar a orelha mandando sinais de seu desejo. É o barulho da chuva na calha, é o estardalhaço do sol na varanda. É encontrar – iniciando na tevê – um filme que adora e já assistiu cinco vezes. É oferecer colo ao seu gato. É planejar uma viagem de férias. É terminar um livro que abandonou pela metade. É ouvir sua coleção de LPs da adolescência. É comprar uma calça jeans em promoção. É adormecer no sofá e receber a coberta silenciosa de sua companhia. É a possibilidade feminina de passar um batom e pintar as unhas. É a possibilidade masculina de devolver a bola quando ela sobe a cerca num jogo de crianças. A felicidade é pobre. A felicidade precisa de apenas um abraço bem feito.

         Sigo esperançoso. Não coleciono tragédias. Sofro e apago. Sofro e mudo de assunto, abro espaço para palavras novas, para lembranças novas. Vejo o esforço da abelha tentando sair do vidro, e não sou melhor do que ela. Vejo o esforço da formiga carregando uma casca de laranja, e não sou melhor do que ela. Viver é esforço e nos traz a paz de sonhar – querer não fazer nada é que cansa. Não existe dia que não ganhe conserto. Não existe dia morto, dia de todo inútil. Não desista da alegria somente porque ela se atrasou. Pode ter recebido esporro do chefe, ainda assim a hora está aberta. Comer um picolé de limão é capaz de restituir sua infância. Não encerre o expediente com o escuro do céu. Pode não ter grana para pagar as contas e ter que escolher o que é menos importante para adiar, ainda assim é possível se divertir com o cachorro carregando seu chinelo para o quarto.

         Quando acordo com o pé esquerdo, sou canhoto. Não existe dia derrotado.



(CARPINEJAR, F. Disponível em: www.refletirpararefletir.com.br/3-incriveis-cronicas-do-fabricio-carpinejar-sobre-viver. Acesso em: 27/12/2023.)
No segundo parágrafo, há inúmeras frases iniciadas pelo verbo ser. Cada uma traz uma situação que exemplifica 
Alternativas
Q2478863 Português
“Era uma moça pícara e ao mesmo tempo encantadora”.
O vocábulo em destaque só não pode ser substituído por: 
Alternativas
Q2478603 Português
Em: “Há, PORÉM, uma diferença gritante quando esse número é confrontado com os dos grandes centros urbanos europeus.”, a palavra destacada poderia ser substituída, sem alteração de sentido, por: 
Alternativas
Q2475391 Português

Leia o Texto 2 para responder à questão.


Texto 2


Parônima — diz-se da palavra que tem pronúncia e/ou grafia semelhante à de outra palavra, mas tem significado diferente.


Disponível em: <https://aulete.com.br/par%C3%B4nimo>. Acesso em: 05 abr. 2024 [Adaptado]

Outro fenômeno gramatical correlato às parônimas, e igualmente importante na construção de sentidos apropriados em uma comunicação, é chamado de homônimas, as quais podem ser classificadas em 
Alternativas
Q2475389 Português

Leia o Texto 2 para responder à questão.


Texto 2


Parônima — diz-se da palavra que tem pronúncia e/ou grafia semelhante à de outra palavra, mas tem significado diferente.


Disponível em: <https://aulete.com.br/par%C3%B4nimo>. Acesso em: 05 abr. 2024 [Adaptado]

Segundo a gramática normativa, pode-se dizer que são exemplos de parônimas:
Alternativas
Q2474344 Português
Leia o diálogo a seguir.

– Cheguei da Bahia hoje cedo. Foram mais de 18 horas de viagem até Anápolis!
– Rensga, moço! Que isso? Vai descansar lá na minha pousada, tia.
Elaborado pelo(a) autor(a).

O uso da palavra “moço” no diálogo acima, próprio do falar goiano, passa pelo seguinte fenômeno linguístico:
Alternativas
Q2474340 Português

Leia o texto a seguir.


O advogado da família de Marília Mendonça descarta falha humana: “As opções e as decisões tomadas pelo piloto na ocasião não foram tidas como irregulares. Ainda que ele tenha mudado o plano do voo, estava dentro daquilo que é de possibilidade do piloto”, avalia Robson Cunha.

Disponível em: <https://opopular.com.br/magazine/m-e-de-marilia-mendoncadivide-palco-com-maiara-e-maraisa-e-se-emociona-video-1.3031452>. Acesso em: 3 mar. 2024
No trecho da notícia acima, a expressão “Ainda que” apresenta valor semântico de
Alternativas
Q2474302 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 04 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.


Texto 04



Disponível em: https://bichinhosdejardim.com/questoes-classicas/. Acesso em: 16 fev. 2024.

No terceiro quadro, a expressão “ainda que” insere, na fala, uma ideia de  
Alternativas
Q2474298 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 03 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.


Texto 03

A idade de ser feliz
Mário Quintana

Existe somente uma idade para a gente ser feliz, somente uma época na vida de cada pessoa em que é possível sonhar e fazer planos e ter energia bastante para realizá-los a despeito de todas as dificuldades e obstáculos. Uma só idade para a gente se encantar com a vida e viver apaixonadamente e desfrutar tudo com toda intensidade sem medo nem culpa de sentir prazer.
Fase dourada em que a gente pode criar e recriar a vida à nossa própria imagem e semelhança e vestir-se com todas as cores e experimentar todos os sabores e entregar-se a todos os amores sem preconceito nem pudor. Tempo de entusiasmo e coragem em que todo desafio é mais um convite à luta que a gente enfrenta com toda disposição de tentar algo novo, de novo e de novo, e quantas vezes for preciso. Essa idade tão fugaz na vida da gente chama-se presente e tem a duração do instante que passa.

Disponível em: https://poemas.hlera.com.br/mario-quintana/. Acesso em: 16 fev. 2024.




Em “Essa idade tão fugaz da vida da gente [...]”, o termo “fugaz” assume o sentido de  
Alternativas
Respostas
2001: E
2002: B
2003: A
2004: C
2005: B
2006: E
2007: B
2008: B
2009: A
2010: B
2011: A
2012: D
2013: A
2014: C
2015: B
2016: A
2017: D
2018: A
2019: A
2020: C