Questões de Concurso Comentadas sobre regência em português

Foram encontradas 4.988 questões

Q1747182 Português
A frase que está em conformidade com a norma-padrão da língua portuguesa de concordância e regência é:
Alternativas
Q1745571 Português
Leia o trecho abaixo: O homem de gris deu alguns passos, fez uma volta em torno de si mesmo, pareceu que ia entrar pela porta duma casa de apartamentos, mas recuou e, depois de colidir com dois ou três passantes, estacou à beira da calçada, moveu a cabeça dum lado para outro, como quem procura orientar-se, e deu um brusco passo à frente. (Érico Veríssimo. “Noite”. 1987, p.7) Das alternativas abaixo, está INCORRETO que:
Alternativas
Q1745348 Português

Todas as orações possuem verbos de ligação, exceto em:

Alternativas
Q1744847 Português

Ainda no que se refere à regência verbal, analise os itens a seguir e, ao final, assinale a alternativa correta:


I – Fomos no baile antes de ontem.

II – A chave caiu ao chão.

III – Levei eles ao médico essa semana.

Alternativas
Q1744846 Português

No que se refere à regência verbal, analise os itens a seguir e, ao final, assinale a alternativa correta:


I – As mulheres, evidentemente, preferem mais os trabalhadores do que os ociosos.

II – Assisti uma partida de futebol impressionante.

III – A direção da escola informou aos alunos que não haverá aula.

Alternativas
Q1744795 Português

No que se refere à regência verbal, analise os itens a seguir e, ao final, assinale a alternativa correta:


I – A equipe aspira ao título nacional.

II – A peça de teatro a que assistimos foi boa.

III – O diretor não simpatizou com o novo gerente de vendas.

Alternativas
Q1744470 Português

TEXTO I 


O macacão branco


    Sejamos honestas, colegas de trabalho: quem de nós pode vestir um macacão branco decotado na frente e nas costas, colado ao corpo, sem antes passar por uma lipoescultura, uma sessão de bronzeamento e ficar duas semanas sem comer? Resposta no final dessa coluna.

    Não teria adjetivos suficientes para comentar o show que Maria Rita fez no Anfiteatro Pôr do Sol, semana passada, cantando músicas da sua mãe, Elis Regina. O espetáculo foi perfeito do início ao fim, e São Pedro ainda deu uma canja, oferecendo um entardecer de cinema, com direito a uma lasca de lua, céu estrelado e brisa suave. Se Elis não fosse gaúcha, teria se naturalizado naquele instante, em algum cartório no céu.

    Mas voltemos a Maria Rita. Toda de branco, ela entrou no palco com uma túnica diáfana que ia até os pés: praticamente um anjo de bons modos. Até que, quatro ou cinco músicas depois do início do show, ela retirou a túnica e ficou só de macacão branco decotado, com as costas de fora, colado no corpo. Pensei: é peituda essa mulher.

    Peituda porque, além de peito, Maria Rita tem coxa, tem bunda, tem barriguinha, tem sustância, tem o corpo da brasileira típica, que passa longe das esquálidas das revistas, das ossudas das passarelas. A numeração de Maria Rita não é 36, mas vestiu aquele macacão branco como se fosse.

    Quaquaraquáquá, quem riu? Quaquaraquáquá, foi ela. Cantando Vou Deitar e Rolar e outros tantos hits da sua talentosa genitora, Maria Rita rebolou, sambou, jogou charme, braço pra cima, braço pro lado, ajeitadinha no cabelo, caras e bocas, dona e senhora do pedaço e com o namorado bonitão (Davi Moraes, na guitarra) ali na retaguarda, babando – se não estava, deveria. Porque Maria Rita, além de cantar divinamente, mostrava 100% seu lado fêmea, segura e incomparável. Que nem as modelos de revista? Quaquaraquaquá. Muito melhor.

    Fiquei matutando depois: como mulher se preocupa com besteira. Usa roupa preta para afinar, veste bermudas compressoras para chapar a barriga, manga comprida para esconder os braços roliços, e mais isso, e aquilo, quando o maior segredo de beleza consta do seguinte: sinta-se num palco, mesmo que nunca tenha chegado perto de um. Imagine-se com 60 mil pessoas te aplaudindo, te admirando pelo que você faz, pelo que você é, imagine-se com o público na mão, pois você é competente e tem uma elegância natural. Conscientize-se de que sua inteligência é superior às suas medidas, que ser magrinha não atrai amor instantâneo, que sua personalidade é um cartão de visitas, que a felicidade é a melhor maquiagem, que ser leve é que emagrece.

    E dá-se a mágica.

    Quem de nós pode vestir um macacão branco decotado na frente e nas costas, colado ao corpo, sem antes passar por uma lipoescultura, uma sessão de bronzeamento e ficar duas semanas sem comer? Qualquer uma de nós, ora.


MEDEIROS. Martha. A graça da coisa. 1ª ed. Porto Alegre – RS: L&PM, 2013.

Assinale a alternativa em que o verbo destacado não atende às regras de Regência Verbal, de acordo com a Norma Padrão da Língua Portuguesa.
Alternativas
Q1743344 Português
Faça a análise sintática da oração “Utilizamos feijão sem desperdício” e assinale a alternativa incorreta:
Alternativas
Q1743227 Português

TEXTO 01

O texto abaixo servirá de base para responder a questão.


Analisando a sintaxe das falas do texto acima, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q1738590 Português
Assinale a alternativa que apresenta ERRO de regência nominal.
Alternativas
Q1734425 Português
Analise as assertivas com (V) verdadeiro ou (F) falso.
I.Os substantivos: "festa"; "templo" e "loja" são dissílabos paroxítonos. II.A preposição da expressão: "muda de lugar" é imposta pela regência verbal. III.A frase exclamativa: "Logo, tua casa é uma Festa!" exemplifica uso de metáfora. IV.A repetição da expressão: "Faz da tua casa" exemplifica uso da figura de linguagem identificada por: "anáfora".
Após análise, marque a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q1734353 Português
Analise as assertivas com (V) verdadeiro ou (F) falso.
I.Os substantivos: "festa"; "templo" e "loja" são dissílabos paroxítonos. II.A preposição da expressão: "muda de lugar" é imposta pela regência verbal. III.A frase exclamativa: "Logo, tua casa é uma Festa!" exemplifica uso de metáfora. IV.A repetição da expressão: "Faz da tua casa" exemplifica uso da figura de linguagem identificada por: "anáfora".
Após análise, marque a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q1734351 Português
Sobre a organização do período: "Faz da tua casa uma FESTA: ouve música, canta, dança" analise as assertivas:
I.A primeira oração inicia com verbo irregular de segunda conjugação no modo imperativo afirmativo. II.No período, temos pronome possessivo dissílabo paroxítono. III.Pode-se identificar a pessoa do discurso pelo modo imperativo afirmativo na segunda pessoa do singular. IV.O substantivo: "festa" exerce função sintática de complemento verbal direto de "faz". V.Os substantivos usados na construção do período são todos abstratos. VI.A combinação prepositiva: "da" é imposta pela concordância e regência verbais.
Após análise, marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1732355 Português

TEXTO 

O texto abaixo servirá de base para responder a questão.

Uma crônica sobre o vazio deixado pelas festas de Natal durante a pandemia

domingo 03 janeiro 2021 0:00 Por Italo Wolff


Pela primeira vez em minha vida, eu passei a noite do dia 24 de dezembro distante de minha família. Sendo órfão e tendo sido criado pelos avós em uma casa marcada pela tragédia, o Natal sempre foi para mim uma reafirmação dos laços de parentesco e da normalidade. Nunca fomos religiosos, mas o pinheiro cheio de enfeites, o presépio com seus pequenos camelos de plástico e o forro de mesa verde e vermelho e dourado pareciam querer dizer que, apesar de tudo, estávamos juntos - éramos uma família unida por tradições estranhas, mas capaz de demonstrar o amor que sentimos uns pelos outros.

Neste ano, a celebração seria mais do que bem-vinda. A estoica matriarca da família, de 94 anos, hoje viúva e solitária, disse que não se importava com pandemia alguma; preferia contrair uma doença mortal do que admitir em seus últimos anos que o caos e a tragédia do mundo haviam vencido. Na­tura­lmente, o restante da família desconsiderou a ideia e obrigou o amor, desajeitado, a procurar outras vias para se manifestar: telefonemas, chamadas de vídeo e entrega de presentes a distância.

Entretanto, percebemos - eu percebi, na voz da matriarca da família - que alguma coisa se rompeu neste Natal. Não houve o reassegurar de normalidade nenhuma - porque nada está normal - e nem a tranquilização da presença dos parentes que, de uma forma ou outra, calharam de sobreviver juntos e decidem continuar unidos. Talvez a matriarca não esteja mais por aqui no ano que vem; talvez os primos decidam aproveitar essa suspensão temporária para interromper o Natal de vez, passando a dedicar as noites do dia 24 às festas nas casas das famílias de seus respectivos cônjuges.

Famílias que vivem espalhadas em duas casas ou mais precisam de oportunidades para elaborar sua identidade enquanto grupo. Ainda que o afeto esteja presente no dia a dia, as datas comemorativas fazem parte de quem somos. Individualmente, sei que o núcleo de minha família perdeu membros demais e começou a ganhar novos integrantes distantes demais para que consiga permanecer unida por mais muito tempo, com pandemia ou sem. Mas, em larga escala, me pergunto o impacto geral que um ano de Natal proibido teve na sociedade.


https://www.jornalopcao.com.br/reportagens/o-ultimo-natal-304313/ Acessado em 29/03/2021

Assinale abaixo a alternativa que apresenta verbo intransitivo:
Alternativas
Q1732076 Português

Assinalar a alternativa que preenche as lacunas abaixo corretamente:


Quando ficaram cara ____ cara, pediu desculpas, fazendo referência ___ atitude que teve outrora.

Alternativas
Ano: 2021 Banca: CIESP Órgão: CIESP Prova: CIESP - 2021 - CIESP - Enfermeiro |
Q1730560 Português
Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna. A peça ______ assistimos é hilariante.
Alternativas
Q1730452 Português
Assinale a alternativa em que o verbo destacado exerce transitividade direta:
Alternativas
Q1726641 Português
SOMOS INSTANTES NA EFEMERIDADE DA VIDA

(1º§) Somos minúsculos pedaços de acontecimentos que se repetem continuamente na vida. Nós somos memórias inestimáveis!
(2º§) Somos esse filme velho que vemos passar todos os dias pelas ruas, calçadas, ônibus, casas. Mas sabemos que somos seres viventes!!!
(3º§) Somos partes pequenas e ambulantes que andam procurando um destino. Somos instantes que se somam.
(4º§) Todos nascemos do moer e remoer dos momentos. E nascemos, assim, cada vez menores, cada vez mais insignificantes, cada vez mais moídos de nós mesmos, como a areia que virou pó quando antes era pedra, mas continuando necessária também.
(5º§) É preciso ter certeza daquilo que se busca e andar desse nosso jeito desandado para ser o que se é verdadeiramente.
(6º§) Somos o mundo dando voltas, o coração batendo em cada quarto vazio, o olho chorando as tão cansadas e repetidas memórias, o passo que dança o que se sente.
(7º§) Somos os instantes que construímos com os outros grãos que se encontram na vida. Por isso mesmo nós precisamos valorizar a vida que pulsa e vibra, porque nós existimos.

(Por: Aline Mariz) - (https://www.pensador.com/frase/MTIzNjc5NA/) - (Adaptado) - (Acesso 18.02.2021)
Sobre a composição do período: "Somos instantes na efemeridade da vida", analise as assertivas com o código C(Certo) ou E(Errado).
(  )O período contém termos que estabelecem relação de sentido com a brevidade da vida. (  )O sujeito de "somos" é elíptico, identificado pela desinência verbal no presente do modo indicativo. (  )O termo: "instantes" é antítese de "momentos". (  )O substantivo abstrato: "efemeridade" é polissílabo paroxítono. (  )As combinações prepositivas: "na" e "da" são impostas pela concordância e regência verbais.
Após análise, marque a alternativa CORRETA. 
Alternativas
Q1725724 Português
TEXTO 01


O texto abaixo servirá de base para responder a questão.


PENETRANDO NO TEXTO DO ACORDO ORTOGRÁFICO


(1º§) Neste primeiro contato com esses leitores, acreditamos que não seria de todo descabido mostrar-lhes as dificuldades inerentes com que tiveram de lutar os ortógrafos anteriores, num espaço de quase cem anos até a elaboração do atual texto objeto de nossas conversas. Isto sem contar os desafios dos escribas medievais para pôr em escrito as palavras utilizadas no seu tempo contando com um alfabeto herdado dos romanos e que se mostrava inadequado a reproduzir sons da nova língua que o latim não conhecia.
(2º§) Toda essa maravilhosa aventura vai ser aqui posta de lado por fugir ao propósito imediato de nossas considerações. Interessa-nos mais de perto o esforço desenvolvido no final do século 19 até o livro seminal do foneticista português Gonçalves Viana, Ortografia Nacional, saído em Lisboa em 1904, obra que pôs a questão ortográfica nos trilhos da ciência linguístico-filológica do seu tempo. O subtítulo do livro anunciava claramente a intenção que movia seu autor: simplificação e uniformização sistemática das ortografias portuguesas.
(3º§) O plural "ortografias" alude às bases dos dois sistemas que presidiam cada corrente apontada como digna de ser seguida: a etimológica e a sônica ou fonética; segundo esta última, as palavras deviam ser escritas como se pronunciam. A escrita etimológica era a que se atribuía ares de ciência, por seguir a tradição greco-latina, com suas letras dobradas e com os dígrafos ph (phosphoro), th (theoria), sc (sciencia), etc. Ambas tiveram de buscar ajuda de diacríticos desconhecidos das duas línguas clássicas: os acentos agudo (´), grave (`) e circunflexo (^), o apóstrofo ('), o til (~), o hífen (-), a cedilha (,) sotoposta ao c e poucos outros, no que já eram dispositivos que seriam aproveitados nos formulários ortográficos oficiais elaborados pelas comissões acadêmicas a partir do século 20. A utilização dos acentos gráficos tem por objetivo indicar a correta sílaba tônica para os falantes nativos e estrangeiros que não desejam ou não podem cometer erros de pronúncia. Línguas há que dispensam o recurso aos sinais gráficos, como é o caso do latim clássico e dos idiomas germânicos, pelo fato de terem estruturalmente marcada a posição da sílaba tônica. No grego antigo a necessidade do uso dos acentos gráficos se deu no Egito em virtude de a língua da Hélade ter passado a ser veículo de comunicação falada entre estrangeiros que desejavam acertar na posição da sílaba tônica. Entre portugueses e brasileiros a acentuação gráfica também visava a um expediente didático.
(4º§) Se os acentos tinham funções bem demarcadas entre os timbres aberto e fechado da vogal da sílaba tônica, desde cedo os ortógrafos variaram as funções do hífen e das iniciais maiúsculas e minúsculas, concedendo-lhes aspectos objetivos e subjetivos, criando aos utentes perplexidades de emprego que não puderam ser disciplinadas inteligentemente pelas técnicas e postas em prática pelo homem comum na hora de registrar por escrito esses sinais ortográficos, perplexidades que chegam até ao acordo de 1990 que os signatários tentaram disciplinar e simplificar.
(5º§) Cabe, hoje, aos representantes das duas Academias e aos especialistas estudar-lhes as normas aprovadas e dar-lhes condições técnicas para que seja alcançado o propósito dos signatários do acordo, qual seja "um passo importante para a defesa da unidade essencial da língua portuguesa e para o seu prestígio internacional". (...)


(Evanildo Bechara é filólogo e gramático, membro da Academia Brasileira de Letras e Coordenador da Comissão de Lexicologia e Lexicografia da instituição.)
Analise as assertivas com V(verdadeiro) ou F(Falso). Após análise, marque a alternativa CORRETA.

(__)O verbo do título do texto é intransitivo, polissílabo, paroxítono e enuncia ação em desenvolvimento.
(__)O título evidencia o pasmo do enunciador diante das alterações linguísticas firmadas no contexto do acordo ortográfico.
(__)O primeiro período do (3º§) apresenta oração escrita com os termos essenciais explícitos e dispostos na ordem direta.
(__)O (4º§) inicia com elemento coesivo conjuntivo condicional para expor a ideia alusiva às funções dos acentos gráficos.
(__)No trecho: "acreditamos que não seria de todo descabido mostrar-lhes as dificuldades ..." - temos a reprodução de um fato mostrado com ação pretérita contínua no passado.
Alternativas
Q1725722 Português
TEXTO 01


O texto abaixo servirá de base para responder a questão.


PENETRANDO NO TEXTO DO ACORDO ORTOGRÁFICO


(1º§) Neste primeiro contato com esses leitores, acreditamos que não seria de todo descabido mostrar-lhes as dificuldades inerentes com que tiveram de lutar os ortógrafos anteriores, num espaço de quase cem anos até a elaboração do atual texto objeto de nossas conversas. Isto sem contar os desafios dos escribas medievais para pôr em escrito as palavras utilizadas no seu tempo contando com um alfabeto herdado dos romanos e que se mostrava inadequado a reproduzir sons da nova língua que o latim não conhecia.
(2º§) Toda essa maravilhosa aventura vai ser aqui posta de lado por fugir ao propósito imediato de nossas considerações. Interessa-nos mais de perto o esforço desenvolvido no final do século 19 até o livro seminal do foneticista português Gonçalves Viana, Ortografia Nacional, saído em Lisboa em 1904, obra que pôs a questão ortográfica nos trilhos da ciência linguístico-filológica do seu tempo. O subtítulo do livro anunciava claramente a intenção que movia seu autor: simplificação e uniformização sistemática das ortografias portuguesas.
(3º§) O plural "ortografias" alude às bases dos dois sistemas que presidiam cada corrente apontada como digna de ser seguida: a etimológica e a sônica ou fonética; segundo esta última, as palavras deviam ser escritas como se pronunciam. A escrita etimológica era a que se atribuía ares de ciência, por seguir a tradição greco-latina, com suas letras dobradas e com os dígrafos ph (phosphoro), th (theoria), sc (sciencia), etc. Ambas tiveram de buscar ajuda de diacríticos desconhecidos das duas línguas clássicas: os acentos agudo (´), grave (`) e circunflexo (^), o apóstrofo ('), o til (~), o hífen (-), a cedilha (,) sotoposta ao c e poucos outros, no que já eram dispositivos que seriam aproveitados nos formulários ortográficos oficiais elaborados pelas comissões acadêmicas a partir do século 20. A utilização dos acentos gráficos tem por objetivo indicar a correta sílaba tônica para os falantes nativos e estrangeiros que não desejam ou não podem cometer erros de pronúncia. Línguas há que dispensam o recurso aos sinais gráficos, como é o caso do latim clássico e dos idiomas germânicos, pelo fato de terem estruturalmente marcada a posição da sílaba tônica. No grego antigo a necessidade do uso dos acentos gráficos se deu no Egito em virtude de a língua da Hélade ter passado a ser veículo de comunicação falada entre estrangeiros que desejavam acertar na posição da sílaba tônica. Entre portugueses e brasileiros a acentuação gráfica também visava a um expediente didático.
(4º§) Se os acentos tinham funções bem demarcadas entre os timbres aberto e fechado da vogal da sílaba tônica, desde cedo os ortógrafos variaram as funções do hífen e das iniciais maiúsculas e minúsculas, concedendo-lhes aspectos objetivos e subjetivos, criando aos utentes perplexidades de emprego que não puderam ser disciplinadas inteligentemente pelas técnicas e postas em prática pelo homem comum na hora de registrar por escrito esses sinais ortográficos, perplexidades que chegam até ao acordo de 1990 que os signatários tentaram disciplinar e simplificar.
(5º§) Cabe, hoje, aos representantes das duas Academias e aos especialistas estudar-lhes as normas aprovadas e dar-lhes condições técnicas para que seja alcançado o propósito dos signatários do acordo, qual seja "um passo importante para a defesa da unidade essencial da língua portuguesa e para o seu prestígio internacional". (...)


(Evanildo Bechara é filólogo e gramático, membro da Academia Brasileira de Letras e Coordenador da Comissão de Lexicologia e Lexicografia da instituição.)
Sobre a composição do período: "A utilização dos acentos gráficos tem por objetivo indicar a correta sílaba tônica para os falantes nativos e estrangeiros que não desejam ou não podem cometer erros de pronúncia". - analise as enunciações:

1 - A voz do texto revela a intenção de esclarecer sobre a finalidade dos acentos gráficos.
2 - Há rexplícita eferência à utilização das notações gráficas em relação à recepção auditiva das mesmas.
3 - No período, há elementos que estabelecem relação com o significante (parte física material, concreta) do signo linguístico.
4 - O texto centra o teor temático nas alterações ortográficas ocorridas na nossa língua pátria.
5 - A contração prepositiva: "dos", imposta pela regência verbal, concorda em gênero e numéro com os dois substantivo subsequentes.
6 - No trecho: "que¹ não desejam ou² não³ podem cometer erros de pronúncia". - sublinhamos, respectivamente: duas conjunções e um advérbio.

Estão CORRETAS, Apenas:
Alternativas
Respostas
1761: B
1762: B
1763: B
1764: E
1765: C
1766: E
1767: A
1768: B
1769: A
1770: B
1771: D
1772: A
1773: A
1774: B
1775: A
1776: C
1777: A
1778: D
1779: C
1780: D