Questões de Concurso
Comentadas sobre regência em português
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Boa Postura
A boa postura é uma questão que vai muito além da estética, estando diretamente relacionada com a nossa saúde. O alinhamento correto do nosso corpo permite que tenhamos movimentos mais precisos e mais eficientes, além de proporcionar bem−estar, uma vez que a postura correta não sobrecarrega nossos músculos e ossos. Uma má postura pode ser responsável por desencadear alterações na coluna, como é o caso da escoliose.
Podemos definir a boa postura como aquela em que nosso corpo adquire uma posição específica à realização de uma atividade. Essa posição é conseguida com o mínimo de esforço muscular, estando todos os ossos, músculos e articulações alinhados. Em uma postura adequada, nosso corpo consegue distribuir as cargas de maneira equilibrada e conservar energia. Quando temos uma má postura, sobrecarregamos o nosso corpo, desencadeando dores e alterações na coluna, por exemplo.
Uma má postura pode ser responsável por provocar desvios na coluna vertebral, estrutura do corpo formada por uma série de ossos (vértebras) e que funciona como principal eixo de sustentação do corpo humano. Esses desvios são perigosos, pois, com o passar do tempo, podem ser responsáveis por problemas como desgaste das articulações e pinçamentos de nervos que partem da coluna.
Devemos cuidar da nossa postura em todas as atividades que vamos realizar, até mesmo nos momentos de lazer, como ao assistir à televisão.
Fonte: Brasil Escola. Adaptado.
I. O verbo "montar" é transitivo direto e exige complemento sem preposição, sendo "esse quebra-cabeça" o objeto direto da oração.
II. O verbo "entender" é transitivo direto e tem como complemento direto "os mecanismos que causam demência e declínio cognitivo".
III. O termo "essenciais", presente em outro trecho do texto ("Estudos de coorte grandes e de longo prazo são essenciais para investigar condições como demência"), exige complemento regido pela preposição "para".
Assinale a alternativa com a afirmação correta:
A questão diz respeito ao texto. Leia-o atentamente antes de respondê-la.
(Texto)

(__)- Apresenta pessoalidade por possuir um sujeito;
(__)- Está conjugado no Tempo Presente;
(__)- Indica existência;
(__)- Possui regência verbal indireta.
Levando-se em consideração que (V) significa Verdadeiro e (F) significa Falso, assinale a alternativa a qual apresenta a sequência correta:
Marque a alternativa que preenche as lacunas a seguir conforme a regência verbal e nominal da língua portuguesa:
No fim de semana fomos ________ estádio assistir ________ um jogo de futebol do nosso time ________ o time da casa. Durante o intervalo fizeram uma homenagem _______ o maior jogador da história do clube.
Com um comportamento de grupo, os primatas se protegeram contra a ameaça de predação e escassez de recursos. (3º parágrafo)
Nesse caso, nós falamos de solitude. (6º parágrafo)
De acordo com a norma-padrão de regência verbal e nominal, os trechos em destaque podem ser substituídos, respectivamente, por:
Marque a alternativa que preenche as lacunas a seguir conforme a regência nominal e verbal da língua portuguesa:
A professora propôs um desafio _______ todos os alunos de Pedagogia. Eles teriam que fazer uma escolha ________ cinco temas importantes ______ a prática docente. Por fim, teriam que elaborar uma pesquisa _______ o tema escolhido.
I.Eu o abracei pelo seu aniversário.
II.Nunca se poupou ao trabalho de vencer na vida.
III.Estas lições visam ao estudo da linguagem.
IV.Estas lições visam a estudar a linguagem.
V.Nós o chamamos tolo.
Estão de acordo com a norma-padrão:
Ele sempre obedece _____ regras da escola.
Qual é o problema da educação no Brasil?
Rodrigo Bouyer
O problema da educação no Brasil é fruto da desigualdade social. Este é um país, cujo pano de fundo parece ter sido escrito por Carolina de Jesus, Lima Barreto, Darcy Ribeiro e Graciliano Ramos. E, de certa maneira, tais protagonistas da literatura foram também observadores perspicazes da realidade caótica do país, retratando-a com maestria. Decerto, tais autores compartilhavam um desconforto quanto ao ambiente que os cercava, o qual permanece – em outro contexto e em outra época – o mesmo. Dizer que o ensino, no Brasil, tem raízes profundas na condição sistêmica pela qual a nossa sociedade se dinamiza significa entender que as adversidades impostas são materiais e inerentes à nossa história.
Quando abolida a escravidão, por exemplo, a população “livre” que aqui vivia foi vilipendiada por um projeto de branqueamento que trouxe imigrantes de fora para que, aos poucos, não houvesse mais retintos no território. Sim, trata-se de um projeto eugenista que aparta todo um povo, cuja memória foi apagada, perdendo-se no tempo-espaço. Esse processo fez haver uma amálgama étnica que se miscigenou, de maneira que o racismo, por aqui, foi se arraigando, conforme a gradação da coloração da pele do indivíduo. Não é à toa que a população que mais sofre encarceramento, adversidades climáticas e com a falta de acesso a ensino e direitos básicos é negra.
Quanto mais pobre, menos há a garantia de que a pessoa consiga estudar. Quanto maior a distância dos grandes centros urbanos, mais difícil é o acesso a universidades e a um preparo pré-acadêmico no ensino de base, o qual, muitas vezes, é menos que insatisfatório. No entanto, por que insistir na ideia de que o problema na educação está arraigado à desigualdade social e acomete, primordialmente, a população pobre e preta no país? Porque isso é um fato. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), a maior parte dos trabalhadores no Brasil possui ensino médio completo, e a maioria das vagas ofertadas também é direcionada a esse perfil. Nos últimos anos, o crescimento brasileiro tem sido muito focado nos serviços. Essas são as funções que menos exigem qualificação e escolaridade.
Muitos têm o diploma, mas não possuem o conhecimento necessário que o mercado exige para aplicar o aprendizado à rotina diária. Alguns fatos podem explicar esse fenômeno. Atentemo-nos a eles. Destacam-se alguns aspectos sobre a recente massificação do ensino no Brasil. Com a criação do Prouni e Fies, mais indivíduos puderam ter acesso à educação no país, pelas universidades não gratuitas (que cobram mensalidade). O Sisu também o promove por meio de um método semelhante aos que eram aplicados pelos vestibulares antigamente. Essa foi uma maneira de franquear um segmento quase hermético, a que somente as classes dominantes tivessem acesso. Um fenômeno estranho, contudo, ocorre com os discentes que tentam ingressar no mercado de trabalho; apesar da escolaridade avançada, a colocação no âmbito profissional é escassa. E se a resposta para isso estiver na estrutura da empregabilidade de que é oriunda a demanda por serviços no país? Sabe-se que o assalariamento desses indivíduos nos remete aos tempos da abolição.
Isso gerou uma massa preterida dos direitos, sem acesso à educação, à saúde e ao trabalho. Conforme dados apurados pelo Ipea, a maior parte dos trabalhadores se encaixa no perfil de vagas direcionadas a quem possui apenas o fundamental e o médio. Isso significa que muitos indivíduos, apesar de formados, serão cooptados pela precarização de um mercado que foi, aos poucos, sendo desmantelado por uma série de reformas que tolheram direitos dos seus postulantes.
As universidades têm papel preponderante na formação de profissionais, os quais, muitas vezes, se evadem a outros países para atuarem nas áreas para as quais estes se prepararam durante a instrução acadêmica. O número de estudantes que quer estudar fora é grande. Lá, há mais chance de serem ouvidos e de cumprirem jornadas menos exaustivas no ambiente laboral.
Adquirir conhecimento, aqui, muitas vezes, é um privilégio.
Tudo ocorre por meio da educação. Entretanto, o cidadão – para que possa ter acesso a esse direito – tem de ter condições dignas de locomoção, trabalho, moradia e alimentação. Crer em modernização é o mesmo que dar créditos a uma falácia. Tivemos, há alguns anos, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do governo Temer que congelou as arrecadações da saúde, educação e previdência por vinte anos.
Uma reforma é necessária. Contudo, a mudança, no âmbito estratégico das universidades não pagas, também é importante. Que, juntos, trabalhemos em prol de um projeto de nação. Isso conta com esforços coletivos e individuais de todos os brasileiros. As instituições de ensino superior veem um desafio diante de si para as próximas gerações. Oferecer experiência e qualidade é a chave para que mais pessoas se interessem por este que é um dos mais importantes meios de ascensão social existentes no país. Educação hoje e sempre!
Disponível em: https://diplomatique.org.br/qual-e-o-problema-da-educacao-no-brasil/. Acesso em: 06 nov. 2024.
Para responder à questão, considere o excerto abaixo.
Isso gerou uma massa preterida dos direitos, sem acesso à educação, à saúde e ao trabalho.
As duas ocorrências de crase são regidas pela regra de
I. Isto é acessível a todos.
II. Estou acostumado em comer pouco.
III. Estou apto a trabalhar.
Está CORRETO o que se afirma: