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Questões de Concurso Comentadas sobre redação - reescritura de texto em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 6.446 questões

Q4095655 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Como foi a descoberta do "fungo zumbi" brasileiro.

O autor principal do trabalho que descreve o Purpureocillium atlanticum é o micologista brasileiro João Araújo, professor na Universidade de Copenhague, na Dinamarca.

Em entrevista à BBC News Brasil, ele detalhou que a expedição envolveu diversos pesquisadores, de várias áreas do conhecimento, que foram até uma reserva particular chamada Alto da Figueira, no município de Nova Friburgo, para observar e catalogar novas espécies de plantas, fungos e animais.

Os especialistas observaram a "ponta" do fungo — conhecida tecnicamente como estroma, ou corpo de frutificação — no chão da floresta e, com a ajuda de um canivete, Araújo escavou a área ao redor para retirá-lo por inteiro.

A análise mostrou que a espécie havia infectado uma aranha de alçapão, que já estava morta.

Esse corpo de frutificação citado anteriormente é a estrutura pela qual os esporos do fungo são liberados para garantir a propagação da espécie.

"Daí, uma vez em contato com outra aranha, os esporos perfuram o exoesqueleto para chegar à hemolinfa, onde estão os órgãos e o 'sangue' do bicho", detalha Araújo, que também é pesquisador associado honorário do Kew Gardens.

"Essas células do fungo começam então a se reproduzir e rapidamente o corpo do hospedeiro [a aranha de alçapão] fica todo tomado."

"O fungo solta substâncias para lutar contra o sistema imunológico do hospedeiro, que acaba morrendo", completa o pesquisador.

Araújo explica que uma espécie de fungo, a Purpureocillium atypicola, que tem uma ação semelhante, já havia sido descrita anteriormente em lugares como Japão, Estados Unidos e Tailândia.

Só que uma análise mais detalhada revelou que fungos classificados como integrantes dessa espécie podem ser, na verdade, diferentes espécies, com genéticas e características próprias.

"Nós vimos que, de fato, são espécies bastante distintas, que foram todas agrupadas dentro desse nome, Purpureocillium atypicola", observa o cientista.

"O que propomos agora, a partir das novas informações, é que o Purpureocillium atypicola é, na verdade um complexo de várias espécies, que inclui o Purpureocillium atlanticum entre eles."

Para fazer esse tipo de observação tão detalhada, a equipe de pesquisadores contou com uma nova ferramenta: o Oxford Nanopore, um pequeno aparelho que permite fazer o sequenciamento genético de seres vivos de forma portátil, no próprio campo de pesquisa.

"A grande vantagem desta tecnologia é poder usá-la logo ali, no momento em que o fungo ainda está fresco", contextualiza o micologista Vasco Fachada, do Kew Gardens, que não esteve envolvido diretamente com a pesquisa do Purpureocillium.

"O fato de o tecido do fungo ainda estar vivo aumenta a probabilidade de uma sequência genética de qualidade e de um estudo melhor", complementa ele.

Dezenas de espécies catalogadas pelo termo genérico "fungos zumbi" já foram descritas pela Ciência.

A mais famosa delas é o Ophiocordyceps, que foi retratado num dos episódios do documentário Planet Earth, da BBC Studios, narrado pelo naturalista britânico David Attenborough.

Esse trecho do documentário serviu de inspiração para os criadores da franquia The Last of Us, que faz sucesso no videogame e na televisão.

Na ficção, a história se passa num futuro pós-apocalíptico, em que a civilização entrou em colapso depois de uma pandemia causada por um fungo capaz de controlar a mente das pessoas e transformá-las em zumbis.

Na vida real, os gêneros Cordyceps e Ophiocordyceps são capazes de invadir o organismo de insetos, como algumas formigas, controlar o sistema nervoso deles e levá-los para um lugar mais alto, onde os esporos do microrganismo se espalham com facilidade.

Mas qual a relação entre o Ophiocordyceps e o Purpureocillium atlanticum recém-descoberto?

"O Purpureocillium está na família do Ophiocordyceps, então eles são próximos, são primos, vamos dizer assim", responde Araújo.

Ao contrário do que foi descrito com diversos representantes dos Ophiocordyceps, que controlam o sistema nervoso do inseto-hospedeiro para que ele morra num lugar mais alto, para facilitar o espalhamento de esporos, isso não parece acontecer com o Purpureocillium atlanticum: a aranha vítima desse fungo foi encontrada enterrada, e o esporo do fungo cresceu em direção ao solo, acima da camada de terra e folhas que cobriram o local onde o artrópode padeceu.

Mas, apesar dos paralelos entre vida real e ficção, a princípio não há motivos para se preocupar com o Purpureocillium atlanticum: ele se especializou em infectar aranhas de alçapão e parece não causar nenhum mal para seres humanos ou outras espécies.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cq5y62ln2q1o 
"O fungo solta substâncias para lutar contra o sistema imunológico do hospedeiro, que acaba morrendo, completa o pesquisador."

O trecho acima permite as reescritas a seguir, EXCETO:
Alternativas
Q4094747 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Governança pública, transparência e o papel do assistente técnico nas organizações estatais

A gestão pública contemporânea opera sob a tensão permanente entre dois imperativos aparentemente contraditórios: a eficiência, que exige racionalização de processos, redução de custos e maximização de resultados; e a legitimidade democrática, que demanda transparência, participação e responsividade perante os cidadãos. Resolver essa tensão não é tarefa de natureza meramente técnica — ela implica escolhas políticas e éticas que atravessam todos os níveis da burocracia estatal, inclusive os cargos de suporte técnico e assistência à gestão.

Nesse contexto, o assistente técnico de gestão ocupa uma posição estratégica, ainda que frequentemente invisibilizada nos organogramas institucionais. É ele quem organiza fluxos documentais, monitora prazos, consolida informações e produz os insumos que alimentam a tomada de decisão dos gestores. A qualidade dessas operações tem impacto direto sobre a capacidade institucional de responder às demandas sociais com tempestividade e precisão. Uma informação incorretamente registrada, um prazo descumprido por ausência de controle ou um documento mal elaborado podem comprometer processos administrativos de consequências amplas e, por vezes, irreversíveis.

A incorporação dos princípios de governança pública — transparência, integridade, prestação de contas e melhoria contínua — à rotina dos cargos técnicos de suporte não representa mera formalidade burocrática. Representa, antes, o reconhecimento de que a qualidade da gestão pública se constrói também nas operações cotidianas que, pela sua aparente invisibilidade, carregam o risco de serem tratadas como tarefas automáticas, destituídas de valor estratégico e de responsabilidade ética.
Releia o trecho: "A qualidade dessas operações tem impacto direto sobre a capacidade institucional de responder às demandas sociais com tempestividade e precisão". Assinale a reescrita que mantém a correção gramatical e a fidelidade semântica ao enunciado original, sem acrescentar nem suprimir informação. 
Alternativas
Q4094293 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão. 

A vida anda 

A vida não foi criada para ser fácil, foi criada para ser vida. Não há vida fácil. Quem disser que a vida é fácil ou não entende nada ou é um mentiroso. A vida é a vida, e ela pega, mais ou menos, mas pega, mais cedo ou mais tarde. Ninguém escapa.

A gente nasce, cresce, vive e morre. Uns vivem melhor do que os outros, uns aproveitam mais do que os outros, mas como julgar o que é melhor ou quem viveu melhor? Cada um sabe de si; o que ¢ bom para ele pode não ser bom para você.

Ao longo do caminho, vamos conhecendo gente, nos aproximando, convivendo, nos afastando, esquecendo e sendo esquecidos. Muito tempo atrás, numa noite sozinho, no inverno além do, escrevi para um amigo que, por mais que fizesse força, alguns rostos tinham desaparecido, eu não me lembrava mais deles, apesar de ainda me lembrar dos nomes. Mas, o mais triste não era eu ter esquecido — o mais triste era eu também ser esquecido.

A vida é assim. Damos valor para algumas coisas, outros dão valor para outras e, de repente, numa conversa à toa, alguém nos lembra alguma coisa esquecida faz tempo, e a volta da lembrança é boa e quente.

Mas, se nos aproximamos e nos afastamos regularmente de pessoas que por um breve momento interagiram conosco, às vezes, sem muito porquê, nos afastamos de gente querida da vida inteira. E triste, mas acontece por uma razão ou outra.

Pode ser a mudança de cidade, a mudança do trabalho, mas pode ser também alguma coisa que você não compreende e que acontece sem que você consiga impedir, por mais que você tente. A distância vai crescendo até que a separação se consolida, e alguém que era importante deixa de fazer parte mais constante da sua vida. É triste ver um amigo sumir na distância, mas algumas vezes acontece.


MENDONÇA, Antônio Penteado. A vida anda. Crônicas da cidade. Disponível em <https://cronicasdacidade.com.br/cronicas/2022/10/21/a>.

“(...) escrevi para um amigo que, por mais que fizesse força, alguns rostos tinham desaparecido”
Mantendo o mesmo sentido, a locução destacada acima pode ser substituída corretamente por: 
Alternativas
Q4094218 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.

 

Os seres humanos evoluíram e descendem de outros animais?

 

A evolução é um dos conceitos centrais da Biologia e explica como as espécies se transformam ao longo do tempo. Ela também mostra como os seres humanos compartilham uma longa história de adaptações que nos conectam a outros animais. Apesar de amplamente aceita na comunidade científica, a ideia de que “os seres humanos evoluíram e descendem de outros animais” ainda enfrenta resistência em parte da população brasileira. De acordo com a Pesquisa de Percepção Pública da Ciência mais recente, 35,5% dos entrevistados discordam totalmente da ideia da evolução humana e outros 9,1% discordam em parte.

“Evolução” é o termo utilizado para se referir ao processo de mudança pelo qual as populações passam ao longo do tempo, acumulando alterações que permitem sua adaptação aos ambientes. “Trata-se de um processo contínuo, inacabado e não linear”, afirma Camilo Silva Costa, biólogo e doutorando em Educação em Ciências na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

(...)

No caso dos humanos, a evolução é traçada a partir de um grupo de primatas que viveu na África há milhões de anos, incluindo espécies do gênero Australopithecus, precursoras do gênero Homo. Camilo conta que esse grupo se dividiu em duas linhagens que começaram a evoluir independentemente. Uma delas permaneceu na floresta tropical africana, no noroeste da África, dando origem aos chimpanzés que conhecemos hoje; e a outra migrou para os campos abertos, nas savanas do leste africano, dando origem ao gênero Homo.

(...) estudos genéticos confirmam que os seres humanos compartilham uma alta porcentagem de seu DNA com outros primatas, como chimpanzés e bonobos, nossos parentes vivos mais próximos. Esses dados reforçam a ideia de uma ancestralidade comum. Embora muitas pessoas associem erroneamente a evolução à ideia de que “descendemos dos macacos”, o que a ciência afirma é que humanos e outros primatas compartilham um ancestral comum. Esse ancestral não era igual aos macacos atuais, mas sim uma espécie basal, que deu origem a diferentes linhagens, incluindo a humana. Portanto, não somos descendentes diretos de macacos como os que conhecemos hoje, mas sim primos evolutivos.

 

TREULIEB, Luciane. Os seres humanos evoluíram e descendem de outros animais? Revista Arco. Disponível em <https://www.ufsm.br/midias/arco/os-seres-humanos-evoluiram-e-descendem-de-outros-animais>.

“'Evolução’ é o termo utilizado para se referir ao processo de mudança pelo qual as populações passam ao longo do tempo”
Mantendo o mesmo sentido original, os elementos destacados no trecho acima podem ser substituídos adequadamente, na mesma ordem, por: 
Alternativas
Q4091672 Português
Considere o fragmento a seguir para as questões:


Ao pensarmos no Museu Padre José Gaertner como um lugar de memória e produção educacional, trabalhamos com os objetos através de problemáticas históricas. Nós, como museu, buscamos servir como um espaço de reflexão crítica, no qual a educação está envolvida em uma maior percepção e em um melhor entendimento do mundo em que vivemos.


Fonte: https://museu.mcr.pr.gov.br  
Que estratégia apresentada a seguir é adequada para evitar o uso recorrente do item “como” no texto? 
Alternativas
Q4091377 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Brevíssima história da humanidade


    O curso de nossa história como espécie foi moldado, e continua sendo, por revoluções agudas provocadas por descobertas ou invenções. É abstrato pensar sobre isso, mas muito interessante de imaginar. Como chegamos até aqui? O que viemos fazer neste planeta? Quando julgamos estar apartados de tudo que vive, ocupando o lugar de donos do mundo?

    A primeira grande revolução humana foi a agrícola. Fomos forjados, através da seleção natural, para sermos animais nômades, explorando os recursos naturais para sobrevivermos. A natureza oferecia alimento, água, sombra e abrigo. Mas, queríamos mais. Então aprendemos a manipular ferramentas simples ao nosso favor e graças à posição de nosso polegar. Sim, a possibilidade de realizar movimento de pinça com os dedos fez toda a diferença. O tamanho do cérebro aumentou e por consequência a cognição. Descobrimos o fogo, manipulamos a vida ao nosso redor. Nossos neurônios estabeleceram conexões ainda inéditas, criamos linguagens capazes de transmitir os conhecimentos adquiridos, agrupamo-nos e domesticamos animais e plantas. Entendemos os ciclos, reproduzimos a vida natural, tomamos consciência de nossa existência. (...)

    Inventamos maneiras de comunicação cada vez mais rápidas, a revolução tecnológica em curso molda mais uma vez nossa maneira de viver. Somos os seres humanos pós-modernos, tecnológicos, digitais, virtuais. Inventamos a inteligência artificial e viramos seus reféns. Vivemos sob a ameaça do fim, sob a batuta do consumo desenfreado, ainda que parte de nós lute para conseguir o mínimo. As consequências de tudo que foi feito batem à nossa porta. Nessa era denominada Antropoceno, o que prevalece são as coisas construídas; as marcas do homem arranham tudo.

    O que virá depois? Ou talvez a pergunta seja: haverá depois? A possibilidade de retroceder em nome da saúde planetária existe? Amargaremos num futuro próximo as distopias pensadas na ficção? Poderemos controlar a sanha destruidora de nossa espécie? Nunca é demais lembrar que não temos para onde ir.


PAIXÃO, Júnia. Brevíssima história da humanidade. Escritor brasileiro. Disponível em.<https://escritorbrasileiro.com.br/cronica/brevissimahistoria-da-humanidade/>.
"O curso de nossa história como espécie foi moldado (...) por revoluções agudas provocadas por descobertas ou invenções."

Assinale a alternativa cuja forma reescrita do trecho acima altera o seu significado básico original.
Alternativas
Q4089299 Português

Leia o Texto I para responder à questão.



Texto I



Dinheiro oculto



Estudo rastreia pagamentos não declarados recebidos por autores de duas revistas de psiquiatria



    Pesquisadores de duas escolas de medicina do estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos, avaliaram a prevalência e a magnitude de conflitos de interesse financeiro entre médicos que publicaram artigos em duas revistas influentes da área de psiquiatria: o American Journal of Psychiatry (AJP) e o Journal of the American MedicalAssociation Psychiatry (Jama-PSY).

    O levantamento, divulgado na revista médica eletrônica BMJ Open, observou que cerca de US$ 4,5 milhões foram pagos por patrocinadores privados, notadamente da indústria farmacêutica, a 27 autores médicos de 74 artigos nas duas revistas, mas 14% desse valor (US$ 645.135) não foram declarados pelos pesquisadores aos periódicos. Entre os pagamentos não divulgados, que incluíam honorários de consultoria ou de palestrante, alimentação e bebidas e auxílio para viagens, 83% foram destinados para coordenadores dos projetos (US$ 532.841) e os 17% restantes (US$ 112.295) para outros pesquisadores dos projetos.

    O estudo também identificou um grupo de 10 autores altamente remunerados – oito homens e duas mulheres –, que conduziram 12 ensaios clínicos randomizados de medicamentos para depressão, ansiedade, transtorno do espectro autista, entre outros. Eles responderam por 84,8% (AJP) e 99,6% (JAMA-PSY) de todos os pagamentos não divulgados às revistas. Seus nomes não foram revelados no estudo.

    Para chegar aos resultados, fez-se o cruzamento de duas fontes de informação. Uma delas são os valores declarados pelos médicos às duas revistas, cujas políticas editoriais exigem que autores informem suas relações financeiras com patrocinadores nos 36 meses anteriores à publicação. A outra é o banco de dados do Open Payments, um programa nacional que exige que empresas produtoras de medicamentos e dispositivos médicos informem “valores transferidos” a médicos, enfermeiros-chefes e hospitais, a fim de tornar transparentes e permitir a fiscalização de eventuais conflitos de interesse. Nesse banco, são contabilizados desde almoços a profissionais da saúde pagos por representantes comerciais de empresas até bolsas de pesquisa e a compra de participação acionária de empresas pertencentes a médicos.

    O levantamento alerta que os conflitos de interesse na pesquisa psiquiátrica representam um desafio ético persistente. “Vínculos financeiros podem influenciar indevidamente os resultados dos estudos, com pesquisas financiadas pela indústria frequentemente apresentando resultados favoráveis aos produtos do patrocinador”, escreveram os autores. “Esse viés é particularmente preocupante nos contextos da pesquisa psiquiátrica, onde ainda há uma carência de biomarcadores objetivos para a maioria dos transtornos mentais.”

    Segundo eles, os achados evidenciam possíveis lacunas nas políticas editoriais de periódicos. Uma forma de resolvê-las seria criar mecanismos independentes de verificação cruzada, como a exigência de links para perfis do Open Payments durante a submissão de artigos a revistas.



Fonte: PESQUISAFAPESP. Dinheiro Oculto. 21 jan. 2026, 8:05. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/dinheiro-oculto/. 21 jan. 2026 às 8:05. Acesso em: 18 mar. 2026 [adaptado]. 

Acerca das relações coesivas observadas no fragmento “cerca de US$ 4,5 milhões foram pagos por patrocinadores privados, notadamente da indústria farmacêutica, a 27 autores médicos de 74 artigos nas duas revistas, mas 14% desse valor (US$ 645.135) não foram declarados pelos pesquisadores aos periódicos” (2º parágrafo), é CORRETO afirmar que: 
Alternativas
Q4088997 Português

Leia o texto abaixo e responda à questão


Pomar Urbano: ciência cidadã é ferramenta de conservação da biodiversidade na cidade


    Pesquisadores avaliam monitoramento de plantas comestíveis urbanas pela ciência cidadã como ponte de integração entre ciência, população e meio ambiente


    Aproximar os cidadãos do processo de fazer ciência ainda é um desafio. Atuando nessa frente, pesquisadores estão utilizando a ciência cidadã para monitorar plantas comestíveis em áreas urbanas. O grupo apresenta o projeto Pomar Urbano, iniciativa que mobiliza a população para coletar dados sobre plantas frutíferas. Esse monitoramento visa entender melhor a biodiversidade e promover uma conexão entre a população, a ciência e o ambiente urbano nas capitais brasileiras para promover valor e conhecimento sobre ela com parcerias que desenvolvem produtos e tecnologias.


    “A maneira mais eficaz de promover a conservação das espécies é por meio do uso consciente da biodiversidade. Isso gera um sentimento de valorização e conservação”, explica Filipi. Plantas frutíferas constituem um grupo de organismos crucial para o funcionamento dos ecossistemas urbanos, fornecendo benefícios da natureza para as pessoas. A iniciativa Pomar Urbano serve como plataforma colaborativa, reunindo pesquisadores, cientistas e cidadãos brasileiros para monitorar essas plantas em paisagens urbanas.


 Jean Silva


Redação adaptada:

Disponível< https://jornal.usp.br/ciencias/>

“A iniciativa Pomar Urbano serve como plataforma colaborativa...”Assinale a alternativa que substitui a expressão “plataforma colaborativa” sem alterar o sentido da frase acima: 
Alternativas
Q4088940 Português
Uso de celulares na educação exige orientação dentro e fora da escola 

 Foi graças ao celular que Débora Garofalo, na época professora em uma escola municipal paulistana, conseguiu desenvolver atividades de programação com seus alunos do ensino fundamental — impulsionando um projeto de robótica com sucata que a fez chegar aos melhores colocados do Global Teacher Prize, prêmio para professores considerado o “Nobel da educação”.

Desde que esses aparelhos eletrônicos passaram a entrar nas salas de aula, Garofalo defende que eles podem ser aliados, e não inimigos. “A gente não pode negar que está vivenciando uma revolução tecnológica. Não dá para a gente voltar à era do giz e da lousa, somente do livro didático”, afirma a educadora. Nesse contexto, torna-se necessário educar para o uso desses recursos. O estudante precisa compreender, por exemplo, que, ao acessar uma rede social ou realizar uma pesquisa, há mecanismos que influenciam os resultados obtidos. Além disso, não basta que a escola imponha restrições ao uso de celulares se, fora dela, não houver orientação adequada. “Não adianta também a escola proibir e os pais continuarem permitindo o uso de forma liberada, sem uma rotina. A criança chega em casa e fica quatro, cinco horas seguidas no celular ou no computador.”, alerta. De acordo com a professora, o uso excessivo desses dispositivos, sem acompanhamento, pode comprometer a relação dos estudantes com a aprendizagem.

Adaptado de: https://g1.globo.com/educacao/noticia/2025/01/27/nao-adiantaescola-proibir-celular-e-os-pais-continuarem-deixando-usar-5- horas-seguidas-em-casa.ghtml. Acesso em: 20 fev. 2026.


Com base no Texto 1, assinale a alternativa em que a reescrita mantém a correção gramatical e o sentido do trecho “Torna-se necessário educar para o uso desses recursos.”.
Alternativas
Q4088938 Português
Uso de celulares na educação exige orientação dentro e fora da escola 

 Foi graças ao celular que Débora Garofalo, na época professora em uma escola municipal paulistana, conseguiu desenvolver atividades de programação com seus alunos do ensino fundamental — impulsionando um projeto de robótica com sucata que a fez chegar aos melhores colocados do Global Teacher Prize, prêmio para professores considerado o “Nobel da educação”.

Desde que esses aparelhos eletrônicos passaram a entrar nas salas de aula, Garofalo defende que eles podem ser aliados, e não inimigos. “A gente não pode negar que está vivenciando uma revolução tecnológica. Não dá para a gente voltar à era do giz e da lousa, somente do livro didático”, afirma a educadora. Nesse contexto, torna-se necessário educar para o uso desses recursos. O estudante precisa compreender, por exemplo, que, ao acessar uma rede social ou realizar uma pesquisa, há mecanismos que influenciam os resultados obtidos. Além disso, não basta que a escola imponha restrições ao uso de celulares se, fora dela, não houver orientação adequada. “Não adianta também a escola proibir e os pais continuarem permitindo o uso de forma liberada, sem uma rotina. A criança chega em casa e fica quatro, cinco horas seguidas no celular ou no computador.”, alerta. De acordo com a professora, o uso excessivo desses dispositivos, sem acompanhamento, pode comprometer a relação dos estudantes com a aprendizagem.

Adaptado de: https://g1.globo.com/educacao/noticia/2025/01/27/nao-adiantaescola-proibir-celular-e-os-pais-continuarem-deixando-usar-5- horas-seguidas-em-casa.ghtml. Acesso em: 20 fev. 2026.


Considerando o Texto 1, assinale a alternativa que transpõe corretamente o trecho a seguir para o discurso indireto, mantendo a correlação temporal: ‘“Não adianta também a escola proibir [...]’, alerta”. 
Alternativas
Q4088354 Português
Leia o texto e responda à questão.

O quintal que só fica bonito para visita

    No bairro, existe um fenômeno curioso, silencioso e muito brasileiro: o quintal de ocasião. Ele passa semanas convivendo em paz com o mato mais confiante, com a garrafa plástica que “depois eu junto”, com o balde que “não tem problema nenhum” e com o pneu velho que, misteriosamente, um dia ainda “vai servir para alguma coisa”. Mas basta surgir a notícia de uma visita, e acontece o milagre. O quintal, antes entregue à própria filosofia, descobre de repente sua vocação para a limpeza.
    É quase emocionante.
   A vassoura, que andava aposentada num canto, volta ao serviço como se tivesse sido convocada para uma missão de honra. Os recipientes com água parada desaparecem em velocidade suspeita. O mato é aparado com a energia de quem quer não apenas organizar a casa, mas reescrever a própria história. Em poucas horas, o cenário muda tanto que, se o quintal pudesse falar, talvez pedisse um minuto para se reconhecer.
    Nessas horas, a casa ganha até um certo ar de inocência. Tudo parece dizer: “Aqui sempre foi assim. Organizado, limpo, preventivo, quase exemplar.” O balde seco posa de cidadão de bem. A calha desentupida ostenta uma honestidade recente. O vasinho virado para baixo age como se nunca tivesse colaborado com mosquito algum. E o morador, com a serenidade de um artista diante da obra pronta, recebe a visita com a tranquilidade de quem acabou de vencer uma disputa particular contra a vergonha.
    Não é exatamente mentira. Também não chega a ser verdade. É um tipo de sinceridade de última hora.
    O mais engraçado é que esse impulso de arrumação não nasce do amor pela ordem, nem de uma súbita paixão pela saúde pública. Nasce do velho desconforto de ser visto. Muita gente não se incomoda tanto com o risco. Incomoda-se com o olhar sobre o risco. Conviver com o problema parece aceitável. Ser flagrado convivendo com ele já é uma afronta moral, quase uma ofensa à reputação doméstica.
    E assim seguimos, numa estranha pedagogia da aparência: limpa-se quando alguém vai olhar, corrige-se quando alguém vai notar, previne-se quando alguém vai perguntar. Como se o mosquito da dengue fosse um fiscal sensível à agenda alheia. Como se a água parada respeitasse o calendário das visitas. Como se o perigo tivesse a delicadeza de esperar a casa estar despenteada para agir.
    Mas o quintal, coitado, não entende de cerimônia. Ele não sabe a diferença entre terça comum e dia de inspeção. O mosquito também não. A larva não suspende expediente porque o morador prometeu cuidar “amanhã sem falta”. Do ponto de vista do risco, a desculpa é sempre um enfeite inútil.
    Talvez a lição esteja justamente aí, onde a ironia perde a graça e vira conselho. Cuidado de verdade não é o que se faz para impressionar visita. É o que se repete quando ninguém está olhando. Saúde não combina com faxina teatral, dessas que entram em cena só para aplauso rápido. Ela prefere a disciplina modesta, sem plateia, sem anúncio e sem heroísmo.
    No fim, o quintal arrumado para visita é melhor do que o quintal largado de vez, claro. Já ajuda. Mas o ideal seria uma revolução menos dramática e mais constante. Porque prevenir não é posar para parecer responsável. É escolher ser responsável até nos dias em que a vassoura não tem testemunhas.

Fonte: Banca Examinadora
A reescrita que elimina a ambiguidade e preserva a clareza é:
Alternativas
Q4088353 Português
Leia o texto e responda à questão.

O quintal que só fica bonito para visita

    No bairro, existe um fenômeno curioso, silencioso e muito brasileiro: o quintal de ocasião. Ele passa semanas convivendo em paz com o mato mais confiante, com a garrafa plástica que “depois eu junto”, com o balde que “não tem problema nenhum” e com o pneu velho que, misteriosamente, um dia ainda “vai servir para alguma coisa”. Mas basta surgir a notícia de uma visita, e acontece o milagre. O quintal, antes entregue à própria filosofia, descobre de repente sua vocação para a limpeza.
    É quase emocionante.
   A vassoura, que andava aposentada num canto, volta ao serviço como se tivesse sido convocada para uma missão de honra. Os recipientes com água parada desaparecem em velocidade suspeita. O mato é aparado com a energia de quem quer não apenas organizar a casa, mas reescrever a própria história. Em poucas horas, o cenário muda tanto que, se o quintal pudesse falar, talvez pedisse um minuto para se reconhecer.
    Nessas horas, a casa ganha até um certo ar de inocência. Tudo parece dizer: “Aqui sempre foi assim. Organizado, limpo, preventivo, quase exemplar.” O balde seco posa de cidadão de bem. A calha desentupida ostenta uma honestidade recente. O vasinho virado para baixo age como se nunca tivesse colaborado com mosquito algum. E o morador, com a serenidade de um artista diante da obra pronta, recebe a visita com a tranquilidade de quem acabou de vencer uma disputa particular contra a vergonha.
    Não é exatamente mentira. Também não chega a ser verdade. É um tipo de sinceridade de última hora.
    O mais engraçado é que esse impulso de arrumação não nasce do amor pela ordem, nem de uma súbita paixão pela saúde pública. Nasce do velho desconforto de ser visto. Muita gente não se incomoda tanto com o risco. Incomoda-se com o olhar sobre o risco. Conviver com o problema parece aceitável. Ser flagrado convivendo com ele já é uma afronta moral, quase uma ofensa à reputação doméstica.
    E assim seguimos, numa estranha pedagogia da aparência: limpa-se quando alguém vai olhar, corrige-se quando alguém vai notar, previne-se quando alguém vai perguntar. Como se o mosquito da dengue fosse um fiscal sensível à agenda alheia. Como se a água parada respeitasse o calendário das visitas. Como se o perigo tivesse a delicadeza de esperar a casa estar despenteada para agir.
    Mas o quintal, coitado, não entende de cerimônia. Ele não sabe a diferença entre terça comum e dia de inspeção. O mosquito também não. A larva não suspende expediente porque o morador prometeu cuidar “amanhã sem falta”. Do ponto de vista do risco, a desculpa é sempre um enfeite inútil.
    Talvez a lição esteja justamente aí, onde a ironia perde a graça e vira conselho. Cuidado de verdade não é o que se faz para impressionar visita. É o que se repete quando ninguém está olhando. Saúde não combina com faxina teatral, dessas que entram em cena só para aplauso rápido. Ela prefere a disciplina modesta, sem plateia, sem anúncio e sem heroísmo.
    No fim, o quintal arrumado para visita é melhor do que o quintal largado de vez, claro. Já ajuda. Mas o ideal seria uma revolução menos dramática e mais constante. Porque prevenir não é posar para parecer responsável. É escolher ser responsável até nos dias em que a vassoura não tem testemunhas.

Fonte: Banca Examinadora
A alternativa cuja reescrita mantém o sentido e segue a norma padrão é:
Alternativas
Q4087823 Português
Informação não é conhecimento: o paradoxo da era hiperconectada 

Uma das características da modernidade líquida é a abundância informacional. Milhões de dados são produzidos a cada segundo e algoritmos nos fornecem conteúdo com base em nossas interações e gostos; nunca foi tão fácil acessar informação como hoje.

Porém, essa facilidade trouxe uma responsabilidade muitas vezes negligenciada: a de produzir conhecimento. Tornamo-nos uma sociedade muito bem informada, mas pobre em conhecimento. Refletir sobre as informações que adquirimos parece não ter mais espaço no cotidiano.

Informação e conhecimento são, portanto, distintos, ainda que relacionados. A informação se apresenta de forma bruta, desordenada e fragmentada, enquanto o conhecimento implica um processo de organização, interpretação e atribuição de sentido aos dados. Conhecer é um processo ativo, que exige reflexão e articulação entre diferentes experiências.

A internet, ao favorecer o acesso rápido e contínuo a conteúdos, muitas vezes impede que haja tempo para a assimilação e a reflexão. Assim, o consumo fragmentado de informações pode gerar apenas uma sensação de saber, sem que haja efetiva construção de conhecimento.


O mundo hiperconectado favorece a dispersão, não a contemplação. No entanto, sem reflexão, não há construção consistente do conhecimento. Aquele que se propõe a conhecer precisa adotar uma postura de humildade diante do saber. Ao construir o conhecimento, logo compreende que, quanto mais aprender, mais ainda há a ser treinado e compreendido.

 E, assim, nasce o perigo: informação sem discernimento se torna ruído; conhecimento sem sabedoria se torna arrogância; e sabedoria sem ação se torna vaidade. Diante dessas profundas transformações na relação entre informação e conhecimento, e do impacto da modernidade e da tecnologia no processo cognitivo humano, o desafio não é mais ter acesso ao conhecimento, mas formar pessoas que saibam o que fazer com ele.

No fim das contas, o problema da era da informação não é a escassez de dados, mas sim a pobreza de critérios. E talvez o maior luxo da atual geração seja encontrar silêncio, tempo e disposição para pensar com profundidade.


Adaptado de: https://medium.com/escola-classica/informaconhecimento-o-paradoxo-da-era-hiperconectada-8f90c44cee5a. Acesso em: 23 fev. 2026.
Assinale a alternativa em que a reescrita do seguinte excerto mantém o sentido original: “Informação e conhecimento são, portanto, distintos, ainda que relacionados.”. 
Alternativas
Q4085816 Português
Informação não é conhecimento: o paradoxo da era hiperconectada

Uma das características da modernidade líquida é a abundância informacional. Milhões de dados são produzidos a cada segundo e algoritmos nos fornecem conteúdo com base em nossas interações e gostos; nunca foi tão fácil acessar informação como hoje.

Porém, essa facilidade trouxe uma responsabilidade muitas vezes negligenciada: a de produzir conhecimento. Tornamo-nos uma sociedade muito bem informada, mas pobre em conhecimento. Refletir sobre as informações que adquirimos parece não ter mais espaço no cotidiano.

Informação e conhecimento são, portanto, distintos, ainda que relacionados. A informação se apresenta de forma bruta, desordenada e fragmentada, enquanto o conhecimento implica um processo de organização, interpretação e atribuição de sentido aos dados. Conhecer é um processo ativo, que exige reflexão e articulação entre diferentes experiências.

A internet, ao favorecer o acesso rápido e contínuo a conteúdos, muitas vezes impede que haja tempo para a assimilação e a reflexão. Assim, o consumo fragmentado de informações pode gerar apenas uma sensação de saber, sem que haja efetiva construção de conhecimento.

O mundo hiperconectado favorece a dispersão, não a contemplação. No entanto, sem reflexão, não há construção consistente do conhecimento. Aquele que se propõe a conhecer precisa adotar uma postura de humildade diante do saber. Ao construir o conhecimento, logo compreende que, quanto mais aprender, mais ainda há a ser treinado e compreendido.

E, assim, nasce o perigo: informação sem discernimento se torna ruído; conhecimento sem sabedoria se torna arrogância; e sabedoria sem ação se torna vaidade. Diante dessas profundas transformações na relação entre informação e conhecimento, e do impacto da modernidade e da tecnologia no processo cognitivo humano, o desafio não é mais ter acesso ao conhecimento, mas formar pessoas que saibam o que fazer com ele.

No fim das contas, o problema da era da informação não é a escassez de dados, mas sim a pobreza de critérios. E talvez o maior luxo da atual geração seja encontrar silêncio, tempo e disposição para pensar com profundidade. 

Adaptado de: https://medium.com/escola-classica/informaconhecimento-o-paradoxo-da-era-hiperconectada-8f90c44cee5a. Acesso em: 23 fev. 2026. 
Assinale a alternativa em que a substituição realizada mantém o sentido do seguinte trecho: “[…] informação sem discernimento se torna ruído [...]”.
Alternativas
Q4085815 Português
Informação não é conhecimento: o paradoxo da era hiperconectada

Uma das características da modernidade líquida é a abundância informacional. Milhões de dados são produzidos a cada segundo e algoritmos nos fornecem conteúdo com base em nossas interações e gostos; nunca foi tão fácil acessar informação como hoje.

Porém, essa facilidade trouxe uma responsabilidade muitas vezes negligenciada: a de produzir conhecimento. Tornamo-nos uma sociedade muito bem informada, mas pobre em conhecimento. Refletir sobre as informações que adquirimos parece não ter mais espaço no cotidiano.

Informação e conhecimento são, portanto, distintos, ainda que relacionados. A informação se apresenta de forma bruta, desordenada e fragmentada, enquanto o conhecimento implica um processo de organização, interpretação e atribuição de sentido aos dados. Conhecer é um processo ativo, que exige reflexão e articulação entre diferentes experiências.

A internet, ao favorecer o acesso rápido e contínuo a conteúdos, muitas vezes impede que haja tempo para a assimilação e a reflexão. Assim, o consumo fragmentado de informações pode gerar apenas uma sensação de saber, sem que haja efetiva construção de conhecimento.

O mundo hiperconectado favorece a dispersão, não a contemplação. No entanto, sem reflexão, não há construção consistente do conhecimento. Aquele que se propõe a conhecer precisa adotar uma postura de humildade diante do saber. Ao construir o conhecimento, logo compreende que, quanto mais aprender, mais ainda há a ser treinado e compreendido.

E, assim, nasce o perigo: informação sem discernimento se torna ruído; conhecimento sem sabedoria se torna arrogância; e sabedoria sem ação se torna vaidade. Diante dessas profundas transformações na relação entre informação e conhecimento, e do impacto da modernidade e da tecnologia no processo cognitivo humano, o desafio não é mais ter acesso ao conhecimento, mas formar pessoas que saibam o que fazer com ele.

No fim das contas, o problema da era da informação não é a escassez de dados, mas sim a pobreza de critérios. E talvez o maior luxo da atual geração seja encontrar silêncio, tempo e disposição para pensar com profundidade. 

Adaptado de: https://medium.com/escola-classica/informaconhecimento-o-paradoxo-da-era-hiperconectada-8f90c44cee5a. Acesso em: 23 fev. 2026. 
Assinale a alternativa em que a reescrita do seguinte excerto mantém o sentido e a correção gramatical: “Conhecer é um processo ativo, que exige reflexão e articulação entre diferentes experiências.”.
Alternativas
Q4085811 Português
Informação não é conhecimento: o paradoxo da era hiperconectada

Uma das características da modernidade líquida é a abundância informacional. Milhões de dados são produzidos a cada segundo e algoritmos nos fornecem conteúdo com base em nossas interações e gostos; nunca foi tão fácil acessar informação como hoje.

Porém, essa facilidade trouxe uma responsabilidade muitas vezes negligenciada: a de produzir conhecimento. Tornamo-nos uma sociedade muito bem informada, mas pobre em conhecimento. Refletir sobre as informações que adquirimos parece não ter mais espaço no cotidiano.

Informação e conhecimento são, portanto, distintos, ainda que relacionados. A informação se apresenta de forma bruta, desordenada e fragmentada, enquanto o conhecimento implica um processo de organização, interpretação e atribuição de sentido aos dados. Conhecer é um processo ativo, que exige reflexão e articulação entre diferentes experiências.

A internet, ao favorecer o acesso rápido e contínuo a conteúdos, muitas vezes impede que haja tempo para a assimilação e a reflexão. Assim, o consumo fragmentado de informações pode gerar apenas uma sensação de saber, sem que haja efetiva construção de conhecimento.

O mundo hiperconectado favorece a dispersão, não a contemplação. No entanto, sem reflexão, não há construção consistente do conhecimento. Aquele que se propõe a conhecer precisa adotar uma postura de humildade diante do saber. Ao construir o conhecimento, logo compreende que, quanto mais aprender, mais ainda há a ser treinado e compreendido.

E, assim, nasce o perigo: informação sem discernimento se torna ruído; conhecimento sem sabedoria se torna arrogância; e sabedoria sem ação se torna vaidade. Diante dessas profundas transformações na relação entre informação e conhecimento, e do impacto da modernidade e da tecnologia no processo cognitivo humano, o desafio não é mais ter acesso ao conhecimento, mas formar pessoas que saibam o que fazer com ele.

No fim das contas, o problema da era da informação não é a escassez de dados, mas sim a pobreza de critérios. E talvez o maior luxo da atual geração seja encontrar silêncio, tempo e disposição para pensar com profundidade. 

Adaptado de: https://medium.com/escola-classica/informaconhecimento-o-paradoxo-da-era-hiperconectada-8f90c44cee5a. Acesso em: 23 fev. 2026. 
Assinale a alternativa em que a reescrita do seguinte excerto mantém o sentido original: “Informação e conhecimento são, portanto, distintos, ainda que relacionados.”.
Alternativas
Q4077693 Português
Considere o fragmento de texto a seguir para a questão:


As causas que estão na origem do perigo de desaparecimento das línguas podem ser externas (a globalização, as pressões políticas, as vantagens econômicas etc.), internas (a atitude negativa de determinada comunidade à sua língua) ou, na maioria dos casos, a combinação de ambas. O prestígio da língua dominante e o seu predomínio na vida pública podem levar uma comunidade a desvalorizar a sua própria língua. Assim, a revitalização das línguas depende, antes de mais nada, da reafirmação da identidade cultural, por parte de uma comunidade. Na verdade, as novas Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) podem desempenhar um papel positivo, principalmente quando os meios de comunicação e informação participam do esforço geral.


Fonte: UNESCO. Relatório mundial da UNESCO: investir na diversidade cultural e no diálogo intercultural. Paris: UNESCO, 2009. p. 14. 
Assinale a alternativa que apresenta uma reescrita que mantém o sentido apresentado neste período:

Na verdade, as novas Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) podem desempenhar um papel positivo, principalmente quando os meios de comunicação e informação participam do esforço geral. 
Alternativas
Q4076478 Português
Para responder à questão, Ieia o texto abaixo.

Ferramentas de inteligência artificial em registros de violência contra a mulher

    A Polícia Civil começou a adotar, em todas as delegacias do Estado, um serviço de digitalização e análise por inteligência artificial (lA) com base no Formulário Nacional de Avaliação de Risco (Fonar). O recurso permite identificar sinais de perigo no ambiente doméstico, avaliar a gravidade das situações e auxiliar a atuação policial com mais rapidez na prevenção de novas agressões às mulheres. A ferramenta foi lançada pelo Departamento de Tecnologia da Informação Policial (DTIP).

    Atualmente o Fonar é preenchido quando a vítima registra ocorrência em uma delegacia física ou na Delegacia Online (DOL). Na Polícia Civil gaúcha, o Fonar está disponível no módulo Ocorrência do Sistema de Polícia Judiciária (SPJ) e na DOL. No atendimento presencial, o Fonar pode ser completado pelo policial civil diretamente no SPJ (forma já difundida), ou preenchido de forma híbrida (documento impresso e sistema). Impresso, o formulário será respondido pela vítima à caneta. Depois, será escaneado e, caso necessário, será complementado com as respostas dos policiais diretamente no SPJ, com apoio de inteligência artificial. A ferramenta atuará como recurso interpretativo das respostas no processo de digitalização. 

    Como resultado, todas as respostas geradas no contexto de violência doméstica e familiar no Estado serão armazenadas de forma mais adequada e estruturada. Elas irão compor ferramentas estatísticas, relatórios, mapas e outros documentos, a fim de subsidiar decisões e políticas públicas nos âmbitos estadual e nacional, de forma a ampliar as ações da Secretaria da Segurança Pública, oferecendo mais proteção às vítimas. 

    A digitalização do formulário auxiliará os policiais na coleta e na análise de dados gerados durante o registro de ocorrências. Compreender melhor os crimes relacionados à Lei Maria da Penha permite identificar fatores de risco, bem como apontar sua gravidade.

    Para a diretora da Divisão de Sistemas do DTIP e da DOL, o Fonar é um avanço estratégico na proteção de mulheres no Brasil. A Polícia Civil vem aprimorando suas atividades com tecnologia e, agora, concretiza a aplicação da IA ao seu principal sistema, auxiliando a prestação do serviço policial, fortalecendo a utilização de instrumentos que qualificam as políticas públicas relacionadas à proteção às mulheres. "A ferramenta vem trazer mais proteção, prevenção e cuidado com as mulheres. A vítima responde ao formulário no seu tempo e, com o novo sistema, a análise, a interpretação e a estruturação dos dados podem facilltar o atendimento, além de agilizar o encaminhamento ao judiciário. A digitalização e a análise fortalecem ainda o compartilhamento de informações e a atuação integrada das forças de segurança", disse.

    O documento é parte da Política Judiciária Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres e das políticas públicas implementadas pelo Conselho Nacional do Ministério Público. Foi instituído em 2020 por uma resolução que definiu a finalidade e as formas de aplicação e destinação. É composto por questões objetivas e subjetivas. Deve ser preferencialmente aplicado pela Polícia Civil no registro da ocorrência ou, em sua impossibilidade, pelo Ministério Público ou pelo Poder Judiciário, por ocasião do primeiro atendimento à mulher em situação de violência doméstica e familiar.

    Apos a coleta dos dados, o formulário passa a integrar inquéritos e procedimentos relacionados aos crimes, subsidiando pedidos de Medidas Protetivas de Urgência (MPU), medidas cautelares, bem como outros encaminhamentos da rede de proteção para gestão integrada dos riscos.

Adaptado de: https://estado.rs.gov.brlpolicia-civil-vai-usar-ferramenta-de-lntelígencia-a rtificial-em- reg istros-de-violencia-contra-a-mu lher-apartir-de-segunda-1 1.
No quinto parágrafo, o texto afirma que A Polícia Civil vem aprimorando suas atividades com tecnologia e, agora, concretiza a aplicação da IA ao seu principal sistema. Nesse contexto, a palavra concretiza pode ser substituída, sem alteração do sentido original e mantendo a correção gramatical, por: 
Alternativas
Q4072740 Português
FOGO E MAR


   Era uma vez uma chama muito ardente, que veio voando e voando até beijar o mar. Antes levemente cálido, o mar esquentou. Não a ponto de ferver, mas a nova temperatura fez surgir uma forma de vida que ninguém jamais conheceu. Ela nasceu tímida, depois revelou aos poucos suas habilidades e voou ao infinito. O mar ficou mais quente. A chama continuou acesa. E um trouxe à tona a face desconhecida do outro (a chama, mais fria; o mar, mais quente), até se encontrarem no céu.


Disponível em
<https://folhadabaixada.com.br/literatura/micronarrativas/fogo-e-mar/>.
Com adaptações. Acesso em 18/04/2026.
O trecho “Era uma vez uma chama muito ardente, que veio voando e voando até beijar o mar” poderia ser reescrito, sem prejuízo à correção gramatical nem ao sentido, da seguinte maneira: 
Alternativas
Q4070626 Português
TEXTO 1 

“Marcela amou-me durante quinze meses e onze contos de réis; nada menos. Meu pai, logo que teve notícia da aventura, tratou de me afastar dela; mas eu resisti quanto pude. Embora estivesse já cansado daquela vida, continuava preso ao encanto que ela exercia sobre mim. No entanto, a razão começava a insinuar-se, e eu já não via com os mesmos olhos o que antes me parecia irresistível” (Adaptado de ASSIS, Machado de. Memórias Póstumas de Brás Cubas)


Assinale a alternativa em que a reescrita do trecho destacado mantém o mesmo sentido e a correção gramatical:
Alternativas
Respostas
81: C
82: B
83: D
84: E
85: B
86: C
87: C
88: A
89: B
90: E
91: D
92: A
93: B
94: E
95: A
96: B
97: D
98: C
99: C
100: B