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Questões de Concurso Comentadas sobre redação - reescritura de texto em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 6.450 questões

Q2344487 Português
TEXTO I


O estudo da leitura, da escrita, do uso de livros e da circulação da informação no universo monástico requer uma observação histórica, já que tais práticas sempre foram centrais entre monges, seja no Medievo até a contemporaneidade, ainda que caracterizadas por momentos de menor ou maior predominância.

A leitura fomenta a cultura monástica desde as suas origens, pois por meio dessa prática são realizadas orações, estudos e o contato direto com as Sagradas Escrituras.

Já a mediação da informação também esteve e está presente no contexto monástico, uma vez que o mosteiro é um espaço informacional por excelência, notadamente a sua biblioteca: coleções são constituídas, inventários e catálogos são desenvolvidos e a informação é disponibilizada para os diferentes tipos de usuários, desde o noviço até o monge.

A biblioteca monástica possui uma característica comum às bibliotecas: é um espaço mediador na medida em que, por meio de uma intervenção intencional, busca promover o contato entre aquilo que está separado: as pessoas e os registros do conhecimento. [...]

Com base na multiplicidade de textos que passaram a compor as bibliotecas monásticas e levando em conta a sua relação com os objetivos institucionais e as atividades por elas pressupostas, distinguem-se vários núcleos de leitura: a leitura oficial, correspondente à lectio divina, constituída sobre os textos que se dirigem especificamente à celebração do ofício divino e à formação espiritual, como são os textos bíblicos, os comentários patrísticos, as obras dos mestres de espiritualidade; a leitura escolar ou instrumental, que atende ao estudo como objeto e ocupa um lugar alternativo ao trabalho; a leitura recreativa, deixada à iniciativa individual, facultativa e própria para os tempos de ócio, sobre a qual tem prevalecimento a necessidade do trabalho e a leitura transgressiva, que, sendo ou não furtiva, é minimamente caucionada, pois só a condescendência relativamente a ela permite explicar a existência de textos que reputaríamos, de alguma maneira, marginais, por não corresponderem à finalidade específica da instituição monástica ou por estarem mesmo em oposição aos seus objetivos, e que, por não serem clandestinos, teremos de considerar como ‘reservados’ quanto ao uso. Por mais estranho que pareça, este último tipo de leitura não era inteiramente excluído, já que os monges, eventualmente, buscavam para sua formação textos fora dos mosteiros, como em instituições universitárias.


ARAUJO, André. Leitura e mediação na cultura monástico-medieval. XIV Encontro Nacional de Pesquisa em Ciência da Informação (ENANCIB 2013). Rio de Janeiro: UFRJ, 2013. Disponível em: https://www.academia. edu/6941443/LEITURA_E_MEDIA%C3%87%C3%83O_NA_ CULTURA_MON%C3%81STICO_MEDIEVAL?email_work_ card=thumbnail. Acesso em: 7 ago. 2023.
Leia o excerto a seguir.

a mediação da informação também esteve e está presente no contexto monástico, uma vez que o mosteiro é um espaço informacional por excelência, notadamente a sua biblioteca: coleções são constituídas, inventários e catálogos são desenvolvidos e a informação é disponibilizada para os diferentes tipos de usuários, desde o noviço até o monge.”

Haverá alteração do sentido original desse trecho se o termo / a expressão 
Alternativas
Q2344234 Português
TEXTO I


Ao longo dos anos, venho refletindo sobre uma noção de texto que contemple outras linguagens que ultrapassam a verbal. Após muitas leituras, reflexões e compartilhamentos, conceituo texto como uma manifestação constituída de elementos verbais e / ou não verbais, intencionalmente selecionados e organizados, que ocorre durante uma atividade sociointerativa, de modo a permitir aos agentes da interação duas ações simultâneas: a depreensão e geração de sentido, em decorrência da ativação de processos e estratégias de ordem cognitiva, e a atuação responsiva, em consonância a práticas socioculturais instituídas.

Então, um livro é um texto? Se o livro compreende uma manifestação que reúne linguagens verbais – e, ocasionalmente, linguagens não verbais, como ilustrações, figuras, fotos – selecionadas de modo intencional e organizadas sociointerativamente de maneira a permitir aos leitores tanto a geração de sentido, ao ativarem estruturas cognitivas que levam a determinadas compreensões, quanto a ações em resposta ao que leram, ao pensarem sobre o que foi lido, tomando como base práticas sociais e culturais já instauradas na comunidade, o livro é um texto. Um texto passível de comentários, críticas e manifestações diversas. E como todo texto, um livro provoca reações.

Pensando em provocar reações, organizei este livro que reúne relatos de experiências de professores da rede estadual de Minas Gerais. Essas experiências merecem ser compartilhadas, uma vez que é importante dar voz ao professor que assume, em suas aulas, a missão de transformar seus alunos em pessoas comprometidas com sua participação no mundo e solidárias umas com as outras para promover o bem-estar das comunidades em que vivem.

Assim, este livro, sem qualquer pretensão grandiosa, é instrumento de reflexão para professores, educadores e alunos em formação que acreditam que educar ainda é o melhor meio para a construção de uma sociedade sadia. Ao todo são 16 artigos, que tratam de diversos temas e que têm em comum o interesse em divulgar experiências mineiras de sala de aula que podem ser adotadas em outras turmas em qualquer lugar deste país.


DELL’ISOLA, Regina L. P. Um livro para chamar de seu. In: Práticas de linguagem no Ensino Fundamental. Brasil-Argentina: Editora Cognoscere, 2019. p. 5-9.

Leia este trecho.


“[...] educar ainda é o melhor meio para a construção de uma sociedade sadia.”


A reescrita cujo sentido corresponde ao sentido original desse trecho é:

Alternativas
Q2344040 Português
A volta do filho pródigo


Meus pais não me compreendem, ele pensava sempre. As brigas, em casa, eram frequentes. Os pais reclamavam do som muito alto, das roupas estranhas, das tatuagens. Revoltado, decidiu fugir de casa. Sabia que, para seus velhos, aquilo seria uma dura prova: afinal, ele era filho único. Mas estava na hora de mostrar que não era mais criança. Estava na hora de dar a eles uma lição. Botou algumas coisas na mochila e, numa madrugada, deixou o apartamento. Tomou um ônibus e foi para uma cidade distante onde tinha amigos.

Ali ficou por vários meses. Não foi uma experiência gratificante, longe disso. Os amigos só o ajudaram na primeira semana. Depois disso ficou entregue à própria sorte. Teve de trabalhar como ajudante de cozinha, morava num barraco, foi assaltado várias vezes, até fome passou. Finalmente resolveu voltar. Mandou um e-mail, dizendo que estaria em casa daí a dois dias. E, lembrando que a mãe era uma grande leitora da Bíblia, assinou-se como “Filho Pródigo”.

Chegou de noite, cansado, e foi direto para o prédio onde morava. Como já não tinha a chave do apartamento, bateu à porta. E aí a surpresa, a terrível surpresa.

O homem que estava ali não era seu pai. Na verdade, ele nem sequer o conhecia. Mas o simpático senhor sabia quem era ele: você deve ser o Fábio, disse, e convidou-o a entrar. Explicou que tinha comprado o apartamento em uma imobiliária:

– Seus pais não moram mais aqui. Eles se separaram.

A causa da separação tinha sido exatamente a fuga do Fábio:

– Depois que você foi embora, eles começaram a brigar, um responsabilizando o outro por sua fuga. Terminaram se separando. Seu pai foi para o exterior. De sua mãe, não sei. Parece que também mudou de cidade, mas não sei qual.

Fábio não aguentou mais: caiu em prantos. O homem se aproximou dele, abraçou-o. Entre aqui no seu antigo quarto, disse, tenho uma coisa para lhe mostrar. Ainda soluçando, Fábio entrou. E ali estavam, claro, o pai e a mãe, ambos rindo e chorando ao mesmo tempo. Tinha sido tudo uma encenação. Abraçaram-se, Fábio jurando que nunca mais sairia de casa.

A verdade, porém, é que não gostou da brincadeira, mesmo que ela tenha lhe ensinado muita coisa. Os pais, ele acha, não podiam ter feito aquilo. Se fizeram, é por uma única razão: não o compreendem. Um dia, ele terá de sair de casa. Mais tarde, naturalmente, quando for homem, quando tiver sua própria casa. Só que aí levará os pais junto. Pais travessos como os que ele tem precisam ser controlados.


SCLIAR, Moacyr. A volta do filho pródigo. Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ ff0404200505.htm. Acesso em: 8 ago. 2023. 

Leia este fragmento do texto.


“Fábio não aguentou mais: caiu em prantos.”


Sem alteração do sentido original, esse trecho está corretamente reescrito em:

Alternativas
Q2342376 Português
Texto 1


       Um dos grandes avanços da ciência é o desenvolvimento de vacinas. Com o objetivo de fortalecer o sistema imunológico, as vacinas estimulam a produção de anticorpos que combatem agentes infecciosos – como vírus e bactérias – e evitam o adoecimento. Além disso, a imunização é uma estratégia imprescindível para a saúde pública, uma vez que, ao prevenir a disseminação de doenças, também evita epidemias. Por isso, é uma ação que fortalece a resposta imune individual e coletiva.
       As vacinas estão disponíveis tanto no serviço público de saúde quanto na rede privada. No caso do Sistema Único de Saúde (SUS), elas são oferecidas nas unidades básicas de saúde do município (UBS) e qualquer pessoa, brasileira ou não, pode ser vacinada. Para isso, basta ir à UBS mais próxima levando seus documentos pessoais e seu cartão SUS. É importante apresentar, também, a sua carteira de vacinação, mas, caso você não tenha uma, vá e se vacine mesmo assim. Quem recebe todas as vacinas disponíveis no Programa Nacional de Imunização tem melhor qualidade de vida e proteção a curto, médio e longo prazo.


(Adaptado. Departamento de Atendimento à Saúde do Estudante (DEAS) https://portal.unila.edu.br/informes/a-importancia-da-vacinacao Acesso em 26/09/2023). 
No fragmento: “uma vez que, ao prevenir a disseminação de doenças, também evita epidemias.”, a expressão destacada terá seu sentido alterado se for substituída por:
Alternativas
Q2342374 Português
Texto 1


       Um dos grandes avanços da ciência é o desenvolvimento de vacinas. Com o objetivo de fortalecer o sistema imunológico, as vacinas estimulam a produção de anticorpos que combatem agentes infecciosos – como vírus e bactérias – e evitam o adoecimento. Além disso, a imunização é uma estratégia imprescindível para a saúde pública, uma vez que, ao prevenir a disseminação de doenças, também evita epidemias. Por isso, é uma ação que fortalece a resposta imune individual e coletiva.
       As vacinas estão disponíveis tanto no serviço público de saúde quanto na rede privada. No caso do Sistema Único de Saúde (SUS), elas são oferecidas nas unidades básicas de saúde do município (UBS) e qualquer pessoa, brasileira ou não, pode ser vacinada. Para isso, basta ir à UBS mais próxima levando seus documentos pessoais e seu cartão SUS. É importante apresentar, também, a sua carteira de vacinação, mas, caso você não tenha uma, vá e se vacine mesmo assim. Quem recebe todas as vacinas disponíveis no Programa Nacional de Imunização tem melhor qualidade de vida e proteção a curto, médio e longo prazo.


(Adaptado. Departamento de Atendimento à Saúde do Estudante (DEAS) https://portal.unila.edu.br/informes/a-importancia-da-vacinacao Acesso em 26/09/2023). 
No trecho: “ao prevenir a disseminação de doenças”, o termo destacado pode ser substituído sem prejuízo de sentido por:
Alternativas
Q2342183 Português
       Nada no mundo tem um significado intrínseco. Somos nós quem atribuímos significado às coisas e aos acontecimentos, e esses significados são diferentes para cada um de nós. Isso se deve ao fato de os significados refletirem nosso sistema de crenças, que, por sua vez, é formado a partir de valores que nos foram transmitidos e das experiências que tivemos.

         Esse sistema de crenças age como um filtro, como lentes que afetam o modo como vemos o mundo. Nossas crenças geram significados, e significados criam ou reforçam crenças em um ciclo infinito que pode acabar se mostrando virtuoso ou vicioso, a depender de sua lente. Pessoas que atribuem significados positivos e otimistas usam lentes cristalinas, que permitem que vejam o mundo com cores mais vivas. Lentes danificadas ou embaçadas prejudicam e maculam nossa visão de mundo e afetam diretamente nossos resultados.

        Você deve estar pensando: “Ah, mas eu não tenho controle sobre o que acontece em minha vida. Há acontecimentos que impactam diretamente meus resultados, que me impedem de alcançar a realização.” Bem, é aí que você se engana. Ninguém vive em um eterno mar de rosas e existem pessoas que, mesmo diante da adversidade, conseguem alcançar seus objetivos. Outras, por sua vez, por mais favoráveis que sejam suas circunstâncias de vida, não conseguem desfrutar de uma vida plena e realizada. Seria sorte? Destino? Qual é o segredo dessas pessoas?

          Gosto de explicar esse fenômeno utilizando o Princípio de Pareto. Esse princípio da economia afirma que, na maioria dos eventos, aproximadamente 80% dos efeitos decorrem de 20% das causas; sendo assim, 80% de nossos resultados decorrem de 20% de nossos esforços. Isso também se aplica a nossas experiências de vida. Os acontecimentos em si representam apenas 20% do impacto que geram em nossa vida; os 80% restantes decorrem do significado que atribuímos a eles.

          Embora os acontecimentos estejam, muitas vezes, realmente além de nosso controle, o modo como reagimos a eles depende exclusivamente de nós. O significado que atribuímos aos acontecimentos é uma escolha, que determina os resultados que alcançamos na vida. Todos os recursos de que precisamos são internos. Ao escolher o significado que atribuirei às minhas experiências de vida, posso potencializar ou arruinar meus resultados.

         Existem pessoas que passam a vida toda sofrendo simplesmente por atribuir um significado ruim a um acontecimento, mantendo todo o foco no lado ruim. Lembre-se de que, por pior que seja um acontecimento, ele SEMPRE tem pelo menos dois lados, e o impacto — e os resultados — que ele terá em nossa vida depende de onde decidimos focar nossa energia. Os significados que atribuímos a todos os acontecimentos da vida, sejam eles bons ou ruins, dependem exclusivamente de nós, de quais lentes decidiremos usar.


(Fonte: Anderson Luíz — adaptado.)
Considerar a passagem a seguir, adaptada do texto:

Os significados que atribuímos refletem nosso sistema de crenças, que, por sua vez, é formado a partir de valores que nos foram transmitidos e das experiências que tivemos.

Assinalar a alternativa cuja reescrita do trecho mantém o sentido e a correção gramatical:
Alternativas
Q2340300 Português
Texto CB1A1-I


           A governança pública é discutida em torno de determinados pressupostos sobre componentes estruturais como gestão, equidade, transparência, responsabilidade corporativa, accountability (prestação de contas) e legalidade do setor público. Esses elementos são considerados necessários ao desenvolvimento das sociedades, segundo os modelos idealizados por organismos internacionais, como a Organização das Nações Unidas (ONU), e pelo Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC).

         Sob a ótica da ciência política, a governança pública está associada a uma mudança de gestão política, tendendo, cada vez mais, à autogestão nos campos social, econômico e político, como também a uma nova composição de formas de gestão. Complementarmente, a governança relaciona-se a fatores como tomada de decisões gerenciais, desempenho, controle, com direcionamento global para o órgão ou a entidade, e necessidade de prestação de contas para seus controladores.

          Nesse sentido, o conceito de accountability é pautado na relação de interesse do Estado e nas necessidades do cidadão. Assim, a accountability é plena quando as informações públicas de prestação de contas dos governantes, auditadas pelos órgãos de controles internos e externos, geram confiança a uma sociedade participativa das decisões públicas.

     O grau de accountability de uma burocracia deve ser explicado pelas dimensões do macroambiente da administração pública: a textura política e institucional da sociedade, os valores, os costumes tradicionais partilhados na cultura, a história, o desenvolvimento político na trajetória para tornar as burocracias responsáveis, a baixa contribuição dos diversos esforços de reformas da administração pública e a precariedade dos controles formais.


Blênio Cezar Severo Peixe et al. Governança pública e accountability: uma análise bibliométrica das publicações científicas nacionais e internacionais. 2018. Internet: <redalyc.org>  (com adaptações)

Julgue o próximo item, referentes aos aspectos linguísticos do texto CB1A1-I.



Sem prejuízo da correção gramatical e da coerência das ideias do texto, o último parágrafo poderia ser assim reescrito: A textura política e institucional da sociedade, os valores, os costumes tradicionais partilhados na cultura, a história, o desenvolvimento político na trajetória para tornar as burocracias responsáveis, a baixa contribuição dos diversos esforços de reformas da administração pública e a precariedade dos controles formais constituem as dimensões do macroambiente da administração pública que explicam o grau de accountability de uma burocracia.


Alternativas
Q2340297 Português
Texto CB1A1-I


           A governança pública é discutida em torno de determinados pressupostos sobre componentes estruturais como gestão, equidade, transparência, responsabilidade corporativa, accountability (prestação de contas) e legalidade do setor público. Esses elementos são considerados necessários ao desenvolvimento das sociedades, segundo os modelos idealizados por organismos internacionais, como a Organização das Nações Unidas (ONU), e pelo Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC).

         Sob a ótica da ciência política, a governança pública está associada a uma mudança de gestão política, tendendo, cada vez mais, à autogestão nos campos social, econômico e político, como também a uma nova composição de formas de gestão. Complementarmente, a governança relaciona-se a fatores como tomada de decisões gerenciais, desempenho, controle, com direcionamento global para o órgão ou a entidade, e necessidade de prestação de contas para seus controladores.

          Nesse sentido, o conceito de accountability é pautado na relação de interesse do Estado e nas necessidades do cidadão. Assim, a accountability é plena quando as informações públicas de prestação de contas dos governantes, auditadas pelos órgãos de controles internos e externos, geram confiança a uma sociedade participativa das decisões públicas.

     O grau de accountability de uma burocracia deve ser explicado pelas dimensões do macroambiente da administração pública: a textura política e institucional da sociedade, os valores, os costumes tradicionais partilhados na cultura, a história, o desenvolvimento político na trajetória para tornar as burocracias responsáveis, a baixa contribuição dos diversos esforços de reformas da administração pública e a precariedade dos controles formais.


Blênio Cezar Severo Peixe et al. Governança pública e accountability: uma análise bibliométrica das publicações científicas nacionais e internacionais. 2018. Internet: <redalyc.org>  (com adaptações)

Julgue o próximo item, referentes aos aspectos linguísticos do texto CB1A1-I.



A correção gramatical e os sentidos do primeiro período do segundo parágrafo seriam preservados caso se deslocasse a expressão “cada vez mais”, com as vírgulas que a isolam, para imediatamente depois do vocábulo “também”.


Alternativas
Q2340113 Português
Texto 1


Tecnologia: o uso excessivo e os impactos na saúde mental

          Pesquisas norte-americanas recentes revelam o quão solitários os americanos se sentem, tendo como prevalência os jovens, que tiveram o tempo de qualidade em suas relações, com amigos e colegas, reduzido por mais de 50%.

       Outro estudo, lançado em 2021, sobre o tempo de exposição a telas, de crianças e adolescentes, revelam que o Brasil está em terceiro lugar no ranking dos países que mais utilizam celular ou dispositivos eletrônicos, passando até nove horas diárias consumindo conteúdos pela internet.

              Considerando que podemos resolver muitas coisas virtualmente, sem precisar sair de casa, temos poucas motivações para sair do conforto e segurança do lar. Desta forma, temos cada vez mais homens e mulheres, jovens e crianças, com poucas interações sociais e maior isolamento. A pandemia acelerou um processo natural que já vinha acontecendo, e assim, este fenômeno tecnológico foi potencializado.

              A vida já estava sendo desenhada para favorecer o isolamento, mas esse caminho não era apresentado como isolamento, mas como privacidade, como algo bom. Porém, a privacidade não pode levar ao isolamento.

             Perguntemos para nossos avós, como era a convivência com a vizinhança na época em que eram crianças? Como viviam, brincavam, e como os nossos bisavós viviam? Precisamos resgatar os bons exemplos! A tecnologia trouxe inúmeros benefícios, sem dúvidas, mas é preciso saber usá-la sem que nos adoeça.

           Quanto mais tempo na internet, menos tempo presencialmente teremos com as pessoas e, automaticamente, mais chances de nos sentirmos solitários. Afinal, existe uma diferença muito grande entre o virtual e o real!

            As alterações neuroquímicas provocadas pela internet, especialmente pelas mídias sociais, são semelhantes às de uma pessoa que possui um vício, nunca fica satisfeita, sempre quer mais e mais. Nessa busca por mais, muitos caem no vazio, na depressão, sofrem por não conseguir lidar com pequenas frustrações e, às vezes, atentam contra a própria vida.

              É como se entrasse em uma roda gigante, onde não se sabe mais o início e o fim dela, pois a busca pelo prazer e realização na internet vai levando ao isolamento, que gera um buraco dentro do peito, que sufoca a ponto de perder o sentido da vida. Repito: Não é que devamos parar de usar a internet e a tecnologia! Afinal de contas, se você está lendo este texto neste momento é graças a essa tecnologia que te alcança, com esse grande benefício.

            Porém, não se pode fechar os olhos para os malefícios de algo vivido de forma desordenada. Faça as seguintes perguntas a você neste momento: Tenho me sentido sozinho(a), mesmo tendo muitas pessoas ao meu redor? Quanto tempo tenho passado na internet? Esse tempo tem me privado de fazer algo importante, de conviver com pessoas que amo? Quando estou em uma roda de conversa, em uma festa, ou até mesmo em casa, com minha família, estou inteiro (a) ou divido minha atenção com a tela mais próxima? Quantas vezes saio de casa durante a semana? Quanto tempo me exponho ao ar livre? Qual foi a última vez que me senti feliz?

              Perguntas “fáceis” que precisam ser respondidas de tempo em tempo, com o objetivo de nos mover para uma vida ativa e rica de sentido, e não uma vida enjaulada dentro de um aparelho em uma casa fria e vazia. Mas atenção! Se você já se percebe com uma dor no peito que parece não ter fim e, mesmo estando rodeado de pessoas, se sente sozinho e não sabe por onde começar para mudar a sua história, procure ajuda! Você não precisa passar por isso sozinho, e nem deve ter vergonha de recorrer a alguém próximo ou a um profissional da área da saúde que possa ajudar.

                  Viva a alegria de uma vida na verdade!


(RODRIGUES, Aline https://www.hojeemdia.com.br/opiniao/opiniao/tecnologiao-uso-excessivo-e-os-impactos-na-saude-mental-1.988232 Acesso em 16/11/2023)
Ao avaliar a substituição dos termos destacados por pronomes correspondentes, indique a alternativa em que houve falha:
Alternativas
Q2339066 Português
Por que é importante desenvolver uma linguagem artística durante a infância



1 "Ser ou não ser, eis a questão?" Quem não se lembra desta frase marcante da obra de William Shakespeare, da peça A tragédia de Hamlet? Ou do Ballet Bolshoi, que faz apresentações históricas como o Lago dos Cisnes? Quem sabe de Piotr Ilitch Tchaikovski ou do pintor, escultor e arquiteto Leonardo Da Vinci, que foi um dos primeiros italianos a usar a técnica de óleo sobre tela? E das quatro primeiras notas da Sinfonia Nº. 5, de Beethoven que são, provavelmente, as mais conhecidas na música clássica. É possível enumerar diversos talentos artísticos com suas obras, cada um em sua área, em que todos marcaram a história.


2 Fazer arte é uma das capacidades que torna os seres humanos, de fato humanos, diferenciando esta espécie de qualquer outra. “O sol, as estrelas e suas cores no céu são belíssimas, mas nenhum astro pintou uma Noite Estrelada como Van Gogh. Da mesma forma como podemos reconhecer a Monalisa como uma obra de Da Vinci, por causa de suas características e assinatura, reconhecemos que toda arte espelha seu artista. Reconhecemos o próprio ser humano como uma criação feita à imagem e semelhança do seu Criador. Assim, naturalmente, refletindo sua inerente criatividade e capacidade de criar”, conta Enio Marques, arquiteto, ator e diretor de teatro.


3 Para Eunice Oliveira, pedagoga, doutora em educação e bailarina, hoje questiona-se a ideia de talento. As pessoas desenvolvem as habilidades artísticas e, para isso, precisam de estímulo. Por isso, é importante dar a elas muitas experiências com as diferentes linguagens artísticas. “Ninguém nasce sabendo desenhar, por exemplo. O que cada um tem são interesses próprios. Uns gostam de desenhar, outros de cantar ou de dançar e, com o interesse, a pessoa se desenvolve naquela área", diz ela ao lembrar que ninguém nasce criativo, porque a criatividade se desenvolve a partir da criação.


4 A bailarina reforça o fato de que nós aprendemos a desenhar praticando, exercitando e olhando modelos e outras pessoas fazendo aquilo que desejamos saber mais. "Com todas as artes é assim, do mesmo jeito que se aprende a ler e escrever. E é importante oferecer e estimular as práticas artísticas nas crianças porque, do mesmo modo como aprender a falar, a ler, a escrever ou a calcular, aprender alguma linguagem artística também modifica a pessoa, principalmente a criança. Arte não é enfeite, ela afeta e muda as pessoas. Por isso, é fundamental promover a interação da criança com a arte".


5 É importante estimular as crianças e adolescentes em seus fazeres artísticos, porque a arte ativa o desenvolvimento de habilidades motoras, consciência corporal e percepção espacial. Ela também favorece o desenvolvimento de uma mente imaginativa, de horizontes ampliados, enxergando coisas que os olhos destreinados não são capazes de ver.


6 “A arte ajuda na comunicação de ideias, às vezes, muito difíceis – como traumas e sonhos – de se verbalizar ou se expressar de outra maneira. É claro que algumas pessoas vão demonstrar mais habilidades que outras, podemos até notar o que chamamos de uma inclinação natural, mas acredito que fazer arte é como andar de bicicleta: quanto mais prática, maior a habilidade”, revela Marques.


7 Eunice sinaliza que a imaginação é uma capacidade sem a qual as sociedades não avançariam. Para inventar algo novo é preciso imaginar possibilidades e ter pensamento abstrato. Essas habilidades são desenvolvidas na aprendizagem e prática artística, desde que o ensino não se baseie apenas em cópias.


8 “Os professores podem propor temas, materiais, ideias e deixar algumas escolhas para os aprendizes. Também é importante não criticar o trabalho artístico da criança. Pode-se perguntar o porquê de suas escolhas e fazê-las pensar sobre elas. Também é possível usar imagens, músicas ou outros tipos de obras para discutir questões sociais, por exemplo. Existem diversas abordagens para o ensino das artes, e o ideal é buscar a mais apropriada para aquele que está aprendendo”, relata a bailarina.


9 E é a partir disso, que os pais e a escola podem criar as oportunidades para as crianças se desenvolverem, observando suas preferências e tendências. Segundo Marques, a criança gosta naturalmente de desenhar, de dançar, de cantar, ou mostra vontade de aprender a tocar algum instrumento. Então a família e a escola podem incentivar e oferecer os meios.



Extraído de: https://www.semprefamilia.com.br/educacao-dos-filhos/porque-e-importante-desenvolver-uma-linguagem-artistica-durante-a-infancia/
Passando a oração “A bailarina reforça o fato...” (4º parágrafo), para a voz verbal passiva analítica, a nova redação deverá ser: 
Alternativas
Q2337144 Português
Em todas as frases a seguir houve a substituição de uma oração sublinhada por um nome (substantivo ou adjetivo) de valor equivalente; assinale a frase em que essa modificação está incorreta
Alternativas
Q2335898 Português
Em todas as frases abaixo há um vocábulo sublinhado; para esse vocábulo foi proposta uma substituição por outro de mesmo sentido básico, mas de menor intensidade.
Assinale a frase em que a substituição proposta não está adequada, por não representar algo menos intenso. 
Alternativas
Q2335171 Português
Em todas as frases abaixo houve a substituição de uma oração sublinhada por um nome (adjetivo ou substantivo) de valor equivalente; assinale a opção em que essa modificação foi feita de forma inadequada.
Alternativas
Q2328720 Português

Julgue o item que se segue. 


É possível identificar 3 (três) exemplos de frases a seguir: Silêncio!; E agora, José?; Choveu.

Alternativas
Q2328192 Português
Leia o Texto 2 para responder a questão.

Texto 2

    Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio da Promotoria de Justiça Cumulativa de Assis Brasil, obteve, nesta quarta-feira, 08/11/2023, uma liminar favorável para garantir a educação inclusiva e adequada para estudantes com deficiência na rede pública estadual de ensino.
   A ação civil pública foi ajuizada pelo MPAC depois que os pais denunciaram a suspensão do acompanhamento, que é necessário para desenvolvimento do processo de cognição de crianças com deficiência. Além disso, o MPAC também foi comunicado que o serviço havia sido interrompido em razão do término do contrato dos profissionais mediadores com a Secretaria de Estado de Educação (SEE).
     O promotor de Justiça Substituto Eduardo Lopes de Faria solicitou a concessão de uma medida liminar para garantir a continuidade do atendimento especializado. A liminar, concedida em caráter de urgência, determinou a recontratação dos profissionais que estavam prestando assistência aos alunos na rede pública de ensino.
     O juiz Clóvis Lodi, titular da Vara Única – Cível da Comarca de Assis Brasil, estabeleceu o prazo de 48 horas para que a liminar seja atendida, sob pena de multa no valor de R$ 200 mil por cada dia que um aluno com deficiência ficar sem acompanhamento especializado na sala de aula, até que seja realizado concurso público para contratação definitiva de profissionais especializados. 

Agência Notícias do MPAC. Disponível em: <https://www.mpac.mp.br/assis-brasil-mpac-obtem-liminar-para-permanencia-de-mediadores-que-atendem-alunos-com-deficiencia/> . Acesso em: 10 nov. 2023.

A expressão “educação inclusiva”, mencionada no primeiro parágrafo, é retomada, em outros trechos do texto, predominantemente por meio de
Alternativas
Q2324227 Português
Em todas as opções abaixo há dois períodos separados por ponto. A maneira de reescrever cada uma delas em um só período, de modo a expressarem a relação respectivamente de causa e consequência, é: 
Alternativas
Q2324226 Português
Em todas as opções abaixo há a presença de dois períodos.  O modo de reescrevê-los de forma adequada em um só período por meio de um pronome relativo, é: 
Alternativas
Q2323107 Português
O afogado mais bonito do mundo


1         Sou antropófago. Devoro livros. Quem me ensinou foi Murilo Mendes: livros são feitos com a carne e o sangue dos que os escreveram. Os hábitos de antropófago determinam a maneira como escolho livros. Só leio livros escritos com sangue. Depois que os devoro, deixam de pertencer ao autor. São meus porque circulam na minha carne e no meu sangue.

2     É o caso do conto “O Afogado Mais Bonito do Mundo”, de Gabriel García Márquez. Ele escreveu. Eu li e devorei. Agora é meu. Eu o reconto.

3      É sobre uma vila de pescadores perdida em nenhum lugar, o enfado misturado com o ar, cada novo dia já nascendo velho, as mesmas palavras ocas, os mesmos gestos vazios, os mesmos corpos opacos, a excitação do amor sendo algo de que ninguém mais se lembrava...

4     Aconteceu que, num dia como todos os outros, um menino viu uma forma estranha flutuando longe no mar. E ele gritou. Todos correram. Num lugar como aquele até uma forma estranha é motivo de festa. E ali ficaram na praia, olhando, esperando. Até que o mar, sem pressa, trouxe a coisa e a colocou na areia, para o desapontamento de todos: era um homem morto.

5      Todos os homens mortos são parecidos porque há apenas uma coisa a se fazer com eles: enterrar. E, naquela vila, o costume era que as mulheres preparassem os mortos para o sepultamento. Assim, carregaram o cadáver para uma casa, as mulheres dentro, os homens fora. E o silêncio era grande enquanto o limpavam das algas e liquens, mortalhas verdes do mar.

6        Mas, repentinamente, uma voz quebrou o silêncio. Uma mulher balbuciou: “Se ele tivesse vivido entre nós, ele teria de ter curvado a cabeça sempre ao entrar em nossas casas. Ele é muito alto...”.

7       Todas as mulheres, sérias e silenciosas, fizeram sim com a cabeça.

8       De novo o silêncio foi profundo, até que uma outra voz foi ouvida. Outra mulher... “Fico pensando em como teria sido a sua voz... Como o sussurro da brisa? Como o trovão das ondas? Será que ele conhecia aquela palavra secreta que, quando pronunciada, faz com que uma mulher apanhe uma flor e a coloque no cabelo?” E elas sorriram e olharam umas para as outras.

9       De novo o silêncio. E, de novo, a voz de outra mulher... “Essas mãos... Como são grandes! Que será que fizeram? Brincaram com crianças? Navegaram mares? Travaram batalhas? Construíram casas? Essas mãos: será que elas sabiam deslizar sobre o rosto de uma mulher, será que elas sabiam abraçar e acariciar o seu corpo?”

10      Aí todas elas riram que riram, suas faces vermelhas, e se surpreenderam ao perceber que o enterro estava se transformando numa ressurreição: sonhos esquecidos, que pensavam mortos, retornavam, cinzas virando fogo, os corpos vivos de novo e os rostos opacos brilhando com a luz da alegria.

11    Os maridos, de fora, observavam o que estava acontecendo e ficaram com ciúmes do afogado, ao perceberem que um morto tinha um poder que eles mesmos não tinham mais. E pensaram nos sonhos que nunca haviam tido, nos poemas que nunca haviam escrito, nos mares que nunca tinham navegado, nas mulheres que nunca haviam desejado.

12     A história termina dizendo que finalmente enterraram o morto. Mas a aldeia nunca mais foi a mesma.


ALVES, R. Sobre como da morte brota a vida. F. de São Paulo.
Cotidiano. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br. Acesso
em: 20 abr. 2023. Adaptado.
A reescrita de “Eu li e devorei. Agora é meu. Eu o reconto” (parágrafo 2) que preserva o seu sentido no texto é:
Alternativas
Q2322069 Português
Texto 1 – Surpreendente "creche" de dinossauros é descoberta em sítio na Bolívia [adaptado]


Na região de Tarija, cerca de 350 pegadas possibilitaram a cientistas criar hipóteses sobre o comportamento da megafauna; mas registros correm risco de ser perdidos


Por Redação Galileu

28/03/2023


     Um grupo de pesquisadores descobriu, na região de Tarija, no sul da Bolívia, um sítio paleontológico que pode guardar os registros mais antigos de dinossauros em toda a América do Sul. A “creche”, como foi apelidada, provavelmente serviu de rota migratória há 150 milhões de anos e guarda pegadas de indivíduos jovens e adultos. Os resultados do estudo foram publicados em julho na revista Historical Biology.

     O achado traz nova complexidade ao acervo fóssil do país, que agora conta com mais 350 peças paleontológicas para ser avaliadas, além de acender um alerta para os deslizamentos de terra na região. Esses eventos catastróficos podem provocar o desaparecimento ou o atraso de novas descobertas sobre a antiga fauna.

Viagem no tempo

     A partir da avaliação da região e dos fósseis encontrados, os especialistas garantem que o registro retrata a transferência de um grande grupo. Eles trabalham com o cenário de que dois saurópodes adultos (do tipo brontossauro) conduziram centenas de seus filhotes ao longo do trajeto, em um comportamento de rebanho e proteção dos jovens.
   
    Ainda foram identificados no espaço dois ornitópodes (especificamente, iguanodontes) e um terópode (do tipo tiranossauro), que também parecem ter feito o caminho juntos. Essa trilha parece ter seu início no sul do Peru, passando pelo centro da Bolívia e chegando até o norte da Argentina.
     
       Até agora, o país só tinha registros do início e do fim da era desses répteis gigantes. “Com essa descoberta, a Bolívia passa a ter um sítio com pegadas de dinossauros dos três períodos: Triássico, Jurássico e Cretáceo”, afirma Sebastián Apesteguía, um dos autores do estudo, em entrevista ao jornal espanhol El País.

       O artigo descreve as pegadas dos saurópodes adultos como arredondadas e semelhantes às de elefantes, com 75 a 95 centímetros de diâmetro. Com base nisso, os cientistas calcularam que seus quadris estariam quase quatro metros acima do solo, seus corpos teriam cerca de 20 metros de comprimento do nariz à cauda e seriam capazes de caminhar em uma velocidade média de 5 km/h. Por outro lado, as pegadas dos jovens dinossauros medem entre 15 e 30 centímetros de diâmetro.
       
       Embora os investigadores avisem que não há garantia absoluta de que os saurópodes viajavam em rebanho, eles defendem que as provas apontam para isso. Se a migração fosse individual ou de um agrupamento menor, os rastros dos indivíduos mais jovens seriam encontrados dentro ou sobrepostos aos maiores, não ao seu lado.

[...] 

Risco de perda

      A descoberta do sítio foi inesperada e aconteceu logo após chuvas torrenciais na primavera de 2019, que resultaram em deslizamentos de terra às margens do rio Santa Ana, perto da cidade de Entre Ríos. Mas, da mesma forma como foram encontrados, esses fósseis podem ser perdidos.

       Devido a novos deslizamentos de terra na região, os cientistas buscam apoio das autoridades locais para assumir medidas de proteção ao sítio e às pegadas. “É impossível proteger os fósseis construindo uma estrutura inteira na bacia hidrográfica. O que deve ser feito agora é a digitalização das impressões. Tarija é um patrimônio e os mais incríveis fósseis de sua megafauna estão espalhados pelo mundo em exposições de destaque”, destaca Apesteguía.

         Méndez Torres, outro autor do estudo, acrescenta que a falta de cultura científica contribui para o problema de gestão. “Em lugares onde há achados do Quaternário, as pessoas dançam sobre os fósseis porque há setores onde é totalmente impossível [mover-se] sem pisar em um disco", pontua. "Mastodontes, gliptodontes, preguiças e inúmeros outros espécimes são totalmente abandonados, mesmo em locais onde há placas alertando para multas por retirada de fósseis sem autorização. Com meus próprios olhos, vi como um amador pegou dez moedas, pagou a multa e as levou embora. Infelizmente, é isso que vivemos na Bolívia.”

        Enquanto ocorrem esses entraves na busca por uma solução, os fósseis seguem desprotegidos. Em 2020, por exemplo, os cientistas contam que um deslizamento levou à perda de mais de 30 pegadas. Na ocasião, mesmo frente a pedidos feitos pela comunidade paleontológica, as autoridades responsáveis por retirar os blocos das estradas simplesmente os levaram embora, sem tomar os devidos cuidados de recuperação e armazenamento desse material.


Disponível em: revistagalileu.globo.com/ciência/noticia/surpreendente-crechede-dinossauros-e-descoberta-em-sitio-na-bolivia
“‘[...] as pessoas dançam sobre os fósseis porque há setores onde é totalmente impossível [mover-se] sem pisar em um disco’ [...]” (Texto 1, 10º parágrafo)

A reescritura da passagem acima que produz desvio em relação à norma padrão é:
Alternativas
Q2322066 Português
Texto 1 – Surpreendente "creche" de dinossauros é descoberta em sítio na Bolívia [adaptado]


Na região de Tarija, cerca de 350 pegadas possibilitaram a cientistas criar hipóteses sobre o comportamento da megafauna; mas registros correm risco de ser perdidos


Por Redação Galileu

28/03/2023


     Um grupo de pesquisadores descobriu, na região de Tarija, no sul da Bolívia, um sítio paleontológico que pode guardar os registros mais antigos de dinossauros em toda a América do Sul. A “creche”, como foi apelidada, provavelmente serviu de rota migratória há 150 milhões de anos e guarda pegadas de indivíduos jovens e adultos. Os resultados do estudo foram publicados em julho na revista Historical Biology.

     O achado traz nova complexidade ao acervo fóssil do país, que agora conta com mais 350 peças paleontológicas para ser avaliadas, além de acender um alerta para os deslizamentos de terra na região. Esses eventos catastróficos podem provocar o desaparecimento ou o atraso de novas descobertas sobre a antiga fauna.

Viagem no tempo

     A partir da avaliação da região e dos fósseis encontrados, os especialistas garantem que o registro retrata a transferência de um grande grupo. Eles trabalham com o cenário de que dois saurópodes adultos (do tipo brontossauro) conduziram centenas de seus filhotes ao longo do trajeto, em um comportamento de rebanho e proteção dos jovens.
   
    Ainda foram identificados no espaço dois ornitópodes (especificamente, iguanodontes) e um terópode (do tipo tiranossauro), que também parecem ter feito o caminho juntos. Essa trilha parece ter seu início no sul do Peru, passando pelo centro da Bolívia e chegando até o norte da Argentina.
     
       Até agora, o país só tinha registros do início e do fim da era desses répteis gigantes. “Com essa descoberta, a Bolívia passa a ter um sítio com pegadas de dinossauros dos três períodos: Triássico, Jurássico e Cretáceo”, afirma Sebastián Apesteguía, um dos autores do estudo, em entrevista ao jornal espanhol El País.

       O artigo descreve as pegadas dos saurópodes adultos como arredondadas e semelhantes às de elefantes, com 75 a 95 centímetros de diâmetro. Com base nisso, os cientistas calcularam que seus quadris estariam quase quatro metros acima do solo, seus corpos teriam cerca de 20 metros de comprimento do nariz à cauda e seriam capazes de caminhar em uma velocidade média de 5 km/h. Por outro lado, as pegadas dos jovens dinossauros medem entre 15 e 30 centímetros de diâmetro.
       
       Embora os investigadores avisem que não há garantia absoluta de que os saurópodes viajavam em rebanho, eles defendem que as provas apontam para isso. Se a migração fosse individual ou de um agrupamento menor, os rastros dos indivíduos mais jovens seriam encontrados dentro ou sobrepostos aos maiores, não ao seu lado.

[...] 

Risco de perda

      A descoberta do sítio foi inesperada e aconteceu logo após chuvas torrenciais na primavera de 2019, que resultaram em deslizamentos de terra às margens do rio Santa Ana, perto da cidade de Entre Ríos. Mas, da mesma forma como foram encontrados, esses fósseis podem ser perdidos.

       Devido a novos deslizamentos de terra na região, os cientistas buscam apoio das autoridades locais para assumir medidas de proteção ao sítio e às pegadas. “É impossível proteger os fósseis construindo uma estrutura inteira na bacia hidrográfica. O que deve ser feito agora é a digitalização das impressões. Tarija é um patrimônio e os mais incríveis fósseis de sua megafauna estão espalhados pelo mundo em exposições de destaque”, destaca Apesteguía.

         Méndez Torres, outro autor do estudo, acrescenta que a falta de cultura científica contribui para o problema de gestão. “Em lugares onde há achados do Quaternário, as pessoas dançam sobre os fósseis porque há setores onde é totalmente impossível [mover-se] sem pisar em um disco", pontua. "Mastodontes, gliptodontes, preguiças e inúmeros outros espécimes são totalmente abandonados, mesmo em locais onde há placas alertando para multas por retirada de fósseis sem autorização. Com meus próprios olhos, vi como um amador pegou dez moedas, pagou a multa e as levou embora. Infelizmente, é isso que vivemos na Bolívia.”

        Enquanto ocorrem esses entraves na busca por uma solução, os fósseis seguem desprotegidos. Em 2020, por exemplo, os cientistas contam que um deslizamento levou à perda de mais de 30 pegadas. Na ocasião, mesmo frente a pedidos feitos pela comunidade paleontológica, as autoridades responsáveis por retirar os blocos das estradas simplesmente os levaram embora, sem tomar os devidos cuidados de recuperação e armazenamento desse material.


Disponível em: revistagalileu.globo.com/ciência/noticia/surpreendente-crechede-dinossauros-e-descoberta-em-sitio-na-bolivia
“Em 2020, por exemplo, os cientistas contam que um deslizamento levou à perda de mais de 30 pegadas.” (Texto 1, 11º parágrafo)
No fragmento acima, a posição do elemento “Em 2020” gera ambiguidade não intencional. Para eliminá-la, o texto deve ser reorganizado.

Dentre as alternativas abaixo, a única que elimina a ambiguidade indesejada e, ao mesmo tempo, expressa adequadamente o significado pretendido com a passagem original é: 
Alternativas
Respostas
941: A
942: C
943: C
944: E
945: D
946: C
947: C
948: E
949: E
950: E
951: B
952: B
953: B
954: C
955: C
956: A
957: E
958: C
959: B
960: A