Questões de Concurso Comentadas sobre redação - reescritura de texto em português

Foram encontradas 6.629 questões

Q2639879 Português

Texto para as questões de 6 a 10.


1 ____ Sinais sutis, como, por exemplo, agressividade,

falta de apetite e isolamento social podem denunciar que

algo errado está ocorrendo na vida de uma criança ou de

4 um adolescente. É o que afirma a pedagoga Carol Cianni,

diretora de uma escola em Brasília.

O abuso sexual é uma das causas de

7 comportamentos como esses e o crescimento desse

tipo de crime no Brasil assusta. Só nos quatro primeiros

meses deste ano, 17,5 mil violações sexuais contra

10 crianças ou adolescentes foram registradas pelo Disque

100. Os dados são do Ministério dos Direitos Humanos e

da Cidadania e apontam um aumento de quase 70% em

13 relação ao mesmo período de 2022.

Nos quatro primeiros meses de 2023, foram

registradas, ao todo, 69,3 mil denúncias e 397 mil

16 violações de direitos humanos de crianças e adolescentes,

das quais 9,5 mil denúncias e 17,5 mil violações envolvem

violências sexuais físicas – abuso, estupro e exploração

19 sexual – e psíquicas.

A casa da vítima, do suspeito ou de familiares está

entre os piores cenários, com quase 14 mil violações. Ainda

22 nos quatro primeiros meses do ano, foram registradas

763 denúncias e 1,4 mil violações sexuais ocorridas na

Internet. Em todo o ambiente virtual, houve registros de

25 exploração sexual, com 316 denúncias e 319 violações;

estupro, com 375 denúncias e 378 violações; abuso sexual

físico, com 73 denúncias e 74 violações; e violência sexual

28 psíquica, com 480 denúncias e 631 violações.

Os dados foram consolidados pelo Ministério

dos Direitos Humanos e da Cidadania, por ocasião do

31 Dia Nacional de Enfrentamento ao Abuso e à Exploração

Sexual de Crianças e Adolescentes, em 18 de maio.


Internet: <agenciabrasil.ebc.com.br> (com adaptações).

Assinale a alternativa que apresenta uma proposta de reescrita que une o primeiro e o segundo períodos do segundo parágrafo do texto em um só, mantendo a correção gramatical e a coerência textual.

Alternativas
Q2639875 Português

Texto para as questões de 1 a 5.


1 ____ Todos conhecemos as propriedades alucinógenas das drogas psicodélicas, mas os medicamentos comuns podem

ser igualmente potentes. Do paracetamol a anti‑histamínicos, estatinas, medicamentos para asma e antidepressivos, existem

evidências de que eles podem nos tornar impulsivos, irritados ou inquietos, diminuir nossa empatia por estranhos e até

4 manipular aspectos fundamentais de nossas personalidades (como, por exemplo, o quão neuróticos somos).

A pesquisa sobre esses efeitos não poderia estar em um momento melhor. O mundo está passando por uma crise

de excesso de medicação, com os Estados Unidos comprando 49.000 toneladas de paracetamol por ano — o equivalente

7 a cerca de 298 comprimidos de paracetamol por pessoa — e o americano médio consumindo US$ 1.200 (R$ 5.000) em

medicamentos prescritos no mesmo período.

E, à medida que a população global envelhece, nossa sede de drogas está prestes a ficar ainda mais fora

10 de controle; no Reino Unido, uma em cada dez pessoas com mais de 65 anos de idade já toma oito medicamentos

por semana.

Beatrice Golomb, que lidera um grupo de pesquisa da Universidade da Califórnia, em San Diego, suspeitou que havia

13 uma conexão entre estatinas e mudanças de personalidade quase duas décadas atrás, depois de uma série de descobertas

misteriosas. Mas a descoberta mais perturbadora de Golomb não é o quão impactantes as drogas comuns podem ser sobre

quem somos — é a falta de interesse em descobrir esse impacto.

16 ___ Isso é algo que Dominik Mischkowski, um pesquisador da dor na Universidade de Ohio, também notou. “Existe

uma lacuna notável na pesquisa, na verdade, quando se trata dos efeitos dos medicamentos na personalidade e no

comportamento”, diz. “Sabemos muito sobre os efeitos fisiológicos desses medicamentos. Mas não entendemos como eles

19 influenciam o comportamento humano.”

A pesquisa de Mischkowski descobriu um efeito colateral surpreendente do paracetamol. Há muito tempo, os

cientistas sabem que a droga reduz a dor física ao diminuir a atividade em certas áreas do cérebro, como o córtex insular,

22 que desempenha um papel importante em nossas emoções. Acontece que essas áreas também estão envolvidas em nossa

experiência de dor social — e, curiosamente, o paracetamol pode nos fazer sentir melhor após uma rejeição.

Pesquisas recentes revelaram que o paracetamol reduz significativamente nossa capacidade de sentir empatia

25 positiva — um resultado com implicações em como a droga está moldando as relações sociais de milhões de pessoas todos

os dias. Embora o experimento não tenha olhado para a empatia negativa — que diz respeito a quando sentimos e nos

identificamos com a dor de outras pessoas —, Mischkowski suspeita que ela também seria mais difícil de ser sentida depois

28 de tomar o medicamento.

Tecnicamente, o paracetamol não está mudando nossa personalidade, porque os efeitos duram apenas algumas

horas e a minoria das pessoas o toma continuamente. Mas Mischkowski enfatiza que precisamos ser informados sobre as

31 maneiras como isso nos afeta, para que possamos usar nosso bom senso. “Assim como devemos estar cientes de que não

devemos dirigir se estivermos sob a influência de álcool, não devemos tomar paracetamol e nos colocarmos em uma situação

que exige que sejamos emocionalmente sensíveis — como em uma conversa séria com um parceiro ou colega de trabalho.”


Internet: <www.bbc.com> (com adaptações).

A correção gramatical e a coerência do trecho “suspeitou que havia uma conexão entre estatinas e mudanças de personalidade quase duas décadas atrás” (linhas 12 e 13) seriam mantidas caso ele fosse reescrito da seguinte forma:

Alternativas
Q2639874 Português

Texto para as questões de 1 a 5.


1 ____ Todos conhecemos as propriedades alucinógenas das drogas psicodélicas, mas os medicamentos comuns podem

ser igualmente potentes. Do paracetamol a anti‑histamínicos, estatinas, medicamentos para asma e antidepressivos, existem

evidências de que eles podem nos tornar impulsivos, irritados ou inquietos, diminuir nossa empatia por estranhos e até

4 manipular aspectos fundamentais de nossas personalidades (como, por exemplo, o quão neuróticos somos).

A pesquisa sobre esses efeitos não poderia estar em um momento melhor. O mundo está passando por uma crise

de excesso de medicação, com os Estados Unidos comprando 49.000 toneladas de paracetamol por ano — o equivalente

7 a cerca de 298 comprimidos de paracetamol por pessoa — e o americano médio consumindo US$ 1.200 (R$ 5.000) em

medicamentos prescritos no mesmo período.

E, à medida que a população global envelhece, nossa sede de drogas está prestes a ficar ainda mais fora

10 de controle; no Reino Unido, uma em cada dez pessoas com mais de 65 anos de idade já toma oito medicamentos

por semana.

Beatrice Golomb, que lidera um grupo de pesquisa da Universidade da Califórnia, em San Diego, suspeitou que havia

13 uma conexão entre estatinas e mudanças de personalidade quase duas décadas atrás, depois de uma série de descobertas

misteriosas. Mas a descoberta mais perturbadora de Golomb não é o quão impactantes as drogas comuns podem ser sobre

quem somos — é a falta de interesse em descobrir esse impacto.

16 ___ Isso é algo que Dominik Mischkowski, um pesquisador da dor na Universidade de Ohio, também notou. “Existe

uma lacuna notável na pesquisa, na verdade, quando se trata dos efeitos dos medicamentos na personalidade e no

comportamento”, diz. “Sabemos muito sobre os efeitos fisiológicos desses medicamentos. Mas não entendemos como eles

19 influenciam o comportamento humano.”

A pesquisa de Mischkowski descobriu um efeito colateral surpreendente do paracetamol. Há muito tempo, os

cientistas sabem que a droga reduz a dor física ao diminuir a atividade em certas áreas do cérebro, como o córtex insular,

22 que desempenha um papel importante em nossas emoções. Acontece que essas áreas também estão envolvidas em nossa

experiência de dor social — e, curiosamente, o paracetamol pode nos fazer sentir melhor após uma rejeição.

Pesquisas recentes revelaram que o paracetamol reduz significativamente nossa capacidade de sentir empatia

25 positiva — um resultado com implicações em como a droga está moldando as relações sociais de milhões de pessoas todos

os dias. Embora o experimento não tenha olhado para a empatia negativa — que diz respeito a quando sentimos e nos

identificamos com a dor de outras pessoas —, Mischkowski suspeita que ela também seria mais difícil de ser sentida depois

28 de tomar o medicamento.

Tecnicamente, o paracetamol não está mudando nossa personalidade, porque os efeitos duram apenas algumas

horas e a minoria das pessoas o toma continuamente. Mas Mischkowski enfatiza que precisamos ser informados sobre as

31 maneiras como isso nos afeta, para que possamos usar nosso bom senso. “Assim como devemos estar cientes de que não

devemos dirigir se estivermos sob a influência de álcool, não devemos tomar paracetamol e nos colocarmos em uma situação

que exige que sejamos emocionalmente sensíveis — como em uma conversa séria com um parceiro ou colega de trabalho.”


Internet: <www.bbc.com> (com adaptações).

A expressão “à medida que” (linha 9) poderia ser substituída no texto, mantendo‑se seu sentido original e sua correção gramatical, por

Alternativas
Q2639553 Português

Leia o texto e responda às questões de 31 a 36.


Nova tendência

Poucas coisas me chamam tanto a atenção aqui nos Estados Unidos quanto o consumo colaborativo. A prática foi considerada, na semana passada, uma das 10 tendências mais importantes do futuro pela revista "Time".

Em poucas palavras, o consumo colaborativo é composto por um mercado mundial de trocas e aluguel de tudo o que se possa imaginar: carros, máquina de lavar, quartos em casa.

Isso é estimulado por algumas razões: a crise deixou as pessoas com menos dinheiro no bolso, as novas tecnologias permitem que se façam mais trocas entre pessoas desconhecidas e, por fim, existe a preocupação com o ambiente (menos consumo, menos pressão ambiental).

Gosto muito da ideia. Vai contra essa obsessão histérica do consumo. A grande guru desse movimento chama-se Rachel Botsman, formada aqui em Harvard, que mostra, em detalhes, como o consumo colaborativo está virando um negócio bilionário e em escala planetária. Ela é autora do livro “O que é meu é seu”, que está virando leitura obrigatória para quem discute os caminhos do consumo e os impactos das novas tecnologias.

Gilberto Dimenstein

www.uol. com.br - 04/04/2015

“...e mostra como o consumo colaborativo está virando um negócio bilionário e em escala planetária”. A palavra sublinhada no período acima pode ser substituída, mantendo o sentido, por qual das palavras abaixo?

Alternativas
Q2639546 Português

Leia o texto e responda às questões de 31 a 36.


Nova tendência

Poucas coisas me chamam tanto a atenção aqui nos Estados Unidos quanto o consumo colaborativo. A prática foi considerada, na semana passada, uma das 10 tendências mais importantes do futuro pela revista "Time".

Em poucas palavras, o consumo colaborativo é composto por um mercado mundial de trocas e aluguel de tudo o que se possa imaginar: carros, máquina de lavar, quartos em casa.

Isso é estimulado por algumas razões: a crise deixou as pessoas com menos dinheiro no bolso, as novas tecnologias permitem que se façam mais trocas entre pessoas desconhecidas e, por fim, existe a preocupação com o ambiente (menos consumo, menos pressão ambiental).

Gosto muito da ideia. Vai contra essa obsessão histérica do consumo. A grande guru desse movimento chama-se Rachel Botsman, formada aqui em Harvard, que mostra, em detalhes, como o consumo colaborativo está virando um negócio bilionário e em escala planetária. Ela é autora do livro “O que é meu é seu”, que está virando leitura obrigatória para quem discute os caminhos do consumo e os impactos das novas tecnologias.

Gilberto Dimenstein

www.uol. com.br - 04/04/2015

As palavras sublinhadas nos seguintes períodos podem ser substituídas, mantendo o sentido, pelas palavras entre parênteses, em todas as alternativas, EXCETO em uma. Assinale-a.

Alternativas
Q2639433 Português

Reciclagem no Brasil: articulação entre poder público, associações de catadores e iniciativa privada

Em meio ao crescente debate sobre a correta destinação dos resíduos sólidos produzidos no mundo, o Brasil apresenta números irrisórios quando o assunto é reciclagem. Segundo dados divulgados em 2022 pela Associação de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), no país, apenas 4% dos quase 28 milhões de toneladas de resíduos recicláveis produzidos anualmente são enviados para esse processo. Índice quatro vezes menor que o de países com perfil socioeconômico similar, como Chile, Argentina e Turquia, que apresentam média de 16% de reciclagem.

Além do enorme impacto ambiental, as estimativas mostram que o Brasil perde pelo menos R$ 14 bilhões todos os anos em resíduos recicláveis não processados. Para se ter uma ideia da relevância econômica da atividade, cerca de 800 mil pessoas vivem da reciclagem no território brasileiro, de acordo com o Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR).

O baixo índice dessa prática no Brasil pode ser explicado por diferentes fatores, como a falta de conscientização da própria população, que descarta inadequadamente o lixo, e a escassez de políticas públicas e iniciativas privadas voltadas para tratamento correto dos resíduos sólidos. Sem ações e recursos para a estruturação do setor, a cultura de reciclagem não avança.

Outro entrave é a queda da demanda por material nacional, registrada a partir do segundo semestre de 2022. Importar matéria prima está mais barato que comprar dentro do país, o que resulta em baixa procura. Com isso, os galpões estão abarrotados - com material que não consegue ser vendido - ou vazios - porque muitas vezes não compensa fazer a coleta. Os impactos são sentidos tanto no meio ambiente como no nível de renda dos trabalhadores.

Nesse cenário, a articulação entre o poder público, as associações de catadores e a iniciativa privada se torna ainda mais relevante. Nas cidades onde há investimento na implantação e no fortalecimento da coleta seletiva, o índice de adesão dos moradores é significativo, assim como a potencialização da atividade.

Exemplo disso são os municípios de Ouro Preto, Barão de Cocais e Itabirito, em Minas Gerais. Nesses territórios, cinco associações de catadores de materiais recicláveis recebem apoio do projeto Reciclo Agora, desenvolvido pela Vale em parceria com a RC8 Treinamentos, com o objetivo de ampliar a capacidade produtiva e de gestão dessas associações e contribuir para a geração de trabalho e renda e a destinação sustentável de resíduos.

Desde o ano passado, os membros das associações recebem capacitações em diferentes áreas, apoio para formalização dos espaços e recursos financeiros para a estruturação da atividade. Os resultados são bastante relevantes. Em Barão de Cocais, o aumento do volume de material processado pela associação local foi de mais de 150% em um ano. Antônio Pereira, distrito de Ouro Preto, ganhou sua primeira associação de catadores, que já conta com galpão equipado e caminhão cedido pela prefeitura. A população já está sendo mobilizada e, partir deste mês, contará com coleta seletiva porta a porta.

Iniciativas como essa ainda são pontuais, mas mostram o potencial da reciclagem como aliado para um futuro mais sustentável e como importante gerador de renda. Com investimentos adequados e políticas públicas inteligentes, o Brasil pode mudar a realidade de milhares de catadores e alavancar sua relevância no panorama mundial. Verônica Souza - Catadora, assistente social, representante do Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis e consultora da RC8 Treinamentos.

(https://www.hojeemdia.com.br/opiniao/opiniao/reciclagem-no-brasilarticulac-o-entre-poder-publico- associac-es-de-catadores-e-iniciativaprivada-1.962030)

Observe os enunciados a seguir e indique a alternativa que substitui os termos em destaques por pronomes corretamente.

I. “o Brasil apresenta números irrisórios

II. “os membros das associações recebem capacitações em diferentes áreas”

III. “o Brasil pode mudar a realidade de milhares de catadores

Alternativas
Q2639350 Português

O Texto II serve de base para as questões de 04 a 07.


TEXTO II


Julián Fuks

Colunista do UOL

21/01/2023 06h00


Era a primeira noite franca depois de muitos dias de chuva. Casualmente, olhamos para o alto e surpreendemos as estrelas, um céu tão cheio de astros quanto estávamos cheios de desejos. As meninas decidiram fazer pedidos, e Penélope, a menor, tomou a dianteira: quero todo mundo em casa. Pensei no ano duro que deixamos para trás, feito de pressas, fugas, perdas, e senti seu anseio justo e certeiro. Tulipa, a maior, sem baixar a cabeça, mas fechando os olhos com força, não fez bem um pedido, e sim uma exigência para si mesma: quero aprender logo, hoje, amanhã ou depois de amanhã, a escrever todas as palavras. Nada pude responder, não me cabia invadir a intimidade de seu pedido, ouvi-lo era já um excesso. Mas pensei no que havia de ternura e beleza naquela vontade, e na avidez com que ela tem delineado letras em qualquer papel, ou soletrado nomes em sussurros para ninguém. Está começando a aprender a escrever, e já entendeu que as palavras podem ser estranhas, esquivas, insensatas, incertas, que é preciso olhá-las com desconfiança, que podem se reger por leis obscuras que nunca conhecemos por completo. Nada pude dizer, mas pensei naquele momento que essa é também a minha ânsia, que quero aprender logo a escrever todas as palavras. Que essa é tarefa para muitos amanhãs, e que será sorte se ela e eu preservarmos tal desejo a vida inteira.

[...]

Você, Tulipa, já conhece essa vastidão do tempo, e por isso posso escrever este texto confiando que você o lerá amanhã, aos seus quinze, ou vinte, ou trinta anos. Talvez eu não tenha nada a lhe oferecer num amanhã tão longínquo, talvez não lhe interesse amanhã nenhum conselho, mas ainda assim o ofereço, como um pai envelhecido. Paciência, fi lha, é preciso paciência para chegar a escrever todas as palavras. Calma, filha, é possível ter calma porque as palavras não têm pressa, não fogem, não se perdem.

Disponível em: <https://www.uol.com.br/ecoa/colunas/julian-fuks/2023/01/21/sobre-criancas-palavras-estrelas-conselho-a-quem-comeca-a-escrever.htm>. Acesso em: 21 jan 2023. (Fragmento).

No trecho: “Tulipa, a maior, sem baixar a cabeça, mas fechando os olhos com força, não fez bem um pedido, e sim uma exigência para si mesma: quero aprender logo, hoje, amanhã ou depois de amanhã, a escrever todas as palavras”, sem que haja prejuízo ao sentido do texto, os termos em destaque podem ser substituídos, respectivamente, por:

Alternativas
Q2639253 Português

TEXTO I - base para responder às questões de 01 a 06


Tratamento de dados pessoais pelo poder público


Apresentação


O tratamento de dados pessoais pelo Poder Público possui muitas peculiaridades, que decorrem, em geral, da necessidade de compatibilização entre o exercício de prerrogativas estatais típicas e os princípios, regras e direitos estabelecidos na Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (Lei nº 13.709, de 14 de agosto de 2018 - LGPD).

Diante desse cenário, o desafio posto é o de estabelecer parâmetros objetivos, capazes de conferir segurança jurídica às operações com dados pessoais realizadas por órgãos e entidades públicos. Trata-se de assegurar a celeridade e a eficiência necessárias à execução de políticas e à prestação de serviços públicos com respeito aos direitos à proteção de dados pessoais e à privacidade.

Entre outros aspectos relevantes, muitos órgãos e entidades públicos têm questionado a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) sobre (i) o âmbito de incidência da LGPD e a aplicação de seus conceitos básicos ao setor público; (ii) a adequada interpretação das bases legais que autorizam o tratamento de dados pessoais; (iii) os requisitos e as formalidades a serem observados nas hipóteses de uso compartilhado de dados pessoais; e (iv) a relação entre as normas de proteção de dados pessoais e o acesso à informação pública.

Considerando essas questões, o presente Guia Orientativo busca delinear parâmetros que possam auxiliar entidades e órgãos públicos nas atividades de adequação e de implementação da LGPD. As orientações apresentadas constituem um primeiro passo no processo de delimitação das interpretações sobre a LGPD aplicáveis ao Poder Público. Por isso, a versão publicada ficará aberta a comentários e contribuições de forma contínua, com o fim de atualizar o Guia oportunamente, à medida que novas regulamentações e entendimentos forem estabelecidos, a critério da ANPD. As sugestões podem ser enviadas para a Ouvidoria da ANPD, por meio da Plataforma Fala.BR (https://falabr.cgu.gov.br/).

Cumpre enfatizar que não é objeto deste Guia a definição de conceitos básicos previstos na LGPD. Em caso de dúvida, sugere-se consultar a página de documentos e publicações da ANPD, na qual estão disponíveis orientações mais específicas sobre esses conceitos, a exemplo do Guia Orientativo para Definições dos Agentes de Tratamento de Dados Pessoais e do Encarregado.

O Guia inicia com uma breve explanação sobre a LGPD, o conceito de Poder Público e as competências da ANPD. A seguir, são apresentadas orientações sobre as bases legais mais comuns e os mais relevantes princípios que devem nortear o tratamento de dados pessoais por entidades e órgãos públicos. Na parte final, serão abordadas duas operações específicas de tratamento de dados pessoais pelo Poder Público: o compartilhamento e a divulgação de dados pessoais, sempre sob o enfoque da conformidade do tratamento com a LGPD. Os Anexos | e |l trazem, respectivamente, um sumário das recomendações apresentadas na análise dos dois casos específicos mencionados.


A LGPD, o poder público e as competências da ANPD


A LGPD foi promulgada em 2018 e tem como objetivo regulamentar o tratamento de dados pessoais para garantir o livre desenvolvimento da personalidade e a dignidade da pessoa humana. Para isso, a lei estabelece uma série de regras a serem seguidas pelos agentes de tratamento, incluindo o Poder Público.

O termo “Poder Público” é definido pela LGPD de forma ampla e inclui órgãos ou entidades dos entes federativos (União, Estados, Distrito Federal e Municípios) e dos três Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário), inclusive das Cortes de Contas e do Ministério Público. Assim, os tratamentos de dados pessoais realizados por essas entidades e órgãos públicos devem observar as disposições da LGPD, ressalvadas as exceções previstas no art. 4º da lei.

Também se incluem no conceito de Poder Público: (i) os serviços notariais e de registro (art. 23, §4º); e (ii) as empresas públicas e as sociedades de economia mista (art. 24), neste último caso, desde que (ii.i.) não estejam atuando em regime de concorrência; ou (ii.ii) operacionalizem políticas públicas, no âmbito da execução destas.

A LGPD visa, ainda, assegurar que dados pessoais sejam utilizados de forma transparente e com fins legítimos, ao mesmo tempo garantindo os direitos dos titulares. Especificamente em relação ao Poder Público, a LGPD (art. 55-J, Xl e XVI) prevê que a ANPD pode solicitar informe específico sobre o âmbito, a natureza dos dados e demais detalhes envolvidos na operação, bem como realizar auditorias sobre o tratamento de dados pessoais. O art. 52, § 3º, estabelece quais sanções podem ser aplicadas às entidades e aos órgãos públicos, com expressa exclusão das penalidades de multa simples ou diária previstas na LGPD.

Importante ressaltar que a ANPD é o órgão central de interpretação da LGPD e do estabelecimento de normas e diretrizes para sua implementação, no que se inclui a deliberação administrativa, em caráter terminativo, sobre a interpretação da lei e sobre as suas próprias competências e casos omissos (art. 55-K, parágrafo único; art. 55-J, XX). Além disso, a autoridade nacional detém competência exclusiva para aplicar as sanções administrativas previstas na LGPD, com prevalência de suas competências sobre outras correlatas de entidades e órgãos da administração pública no que se refere à proteção de dados pessoais (art. 55-K).

Assim, a ANPD possui competência originária, específica e uniformizadora no que concerne à proteção de dados pessoais e à aplicação da LGPD, previsão legal que deve ser interpretada de forma a se compatibilizar com a atuação de outros entes públicos que possam eventualmente tratar sobre o tema. A esse respeito, a LGPD (art. 55-J, § 3º) estabelece que à ANPD deve atuar em coordenação e articulação com outros órgãos e entidades públicos, visando assegurar o cumprimento de suas atribuições com maior eficiência e promover o adequado funcionamento dos setores regulados.

Importante ressaltar, por fim, que o servidor público que infrinja a LGPD também é passível de responsabilização administrativa pessoal e autônoma, conforme o art. 28 do Decreto Lei nº 4.657, de 4 de setembro de 1942 (Lei de Introdução às normas do Direito Brasileiro). Dessa forma, tratar dados pessoais indevidamente, como, por exemplo, vendendo banco de dados, alterando ou suprimindo cadastros de forma inadequada ou usando dados pessoais para fins ilegítimos pode levar à responsabilização do servidor público que praticou o ato ilegal.


Fonte: https://www.gov.br/anpd/pt-br/documentos-e-publicacoes/guia-poder-publico-anpd-versao-final.pdf (adaptado). Acesso em: 19 ago. 2022.

Observe novamente o seguinte parágrafo do Texto I:


"Também se incluem no conceito de Poder Público: (i) os serviços notariais e de registro (art. 23, § 4º); e (ii) as empresas públicas e as sociedades de economia mista (art. 24), neste último caso, desde que (ii.i.) não estejam atuando em regime de concorrência; ou (ii.ii) operacionalizem políticas públicas, no âmbito da execução destas”.


Qual das alternativas abaixo apresenta uma proposta de alteração no texto que NÃO acarreta infração às regras da norma culta?

Alternativas
Q2638608 Português

Leia o texto II e responda às questões de 6 a 10.


Nunes Marques pede 'empatia' a mulheres; Cármen responde: 'Não somos coitadas, precisamos é de respeito'


A ministra Cármen Lúcia, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), divergiu nesta quinta-feira (27) dos argumentos do ministro Nunes Marques, também integrante da Corte, durante um julgamento sobre uma suposta fraude em cota de gênero nas eleições de 2020. Em determinado momento, ele pediu "empatia" às mulheres. Cármen afirmou que as mulheres não são "coitadas" e precisam de "respeito", não de empatia.

O TSE analisava se o partido Cidadania teria lançado candidaturas femininas fictícias para cumprir o requisito de ao menos 30% de candidatas mulheres nas eleições para o cargo de vereador em Itaiçaba (CE).

Na discussão do caso, Nunes Marques avaliou que não seria possível classificar o caso como fraude e pediu mais “empatia” com mulheres em disputas eleitorais. O ministro avaliou que “não é fácil para uma mulher do povo, simples, se candidatar e ter 9 votos numa cidade”.

“Há uma tentativa republicana de cumprimento da norma eleitoral [a cota de gênero], na busca de pessoas do gênero feminino que se disponham a se candidatar. No entanto, a partir do momento que ela se filia e há um completo abandono, a gente precisa ter um pouco de empatia com essas mulheres”, disse.

“Elas nunca participaram de nada, de campanha, não sabem como percorrer esse caminho durante o pleito. Devemos ter empatia porque não é fácil para uma mulher do povo, simples, se candidatar e ter 9 votos numa cidade dessa”, acrescentou o ministro.

Cármen Lúcia respondeu então que a discussão não passava por ter “empatia” com mulheres em disputas políticas.

“A Justiça Eleitoral tem a tradição de reconhecer como pessoa dotada de autonomia, e não precisar de amparo. Isso é o que nós não queremos, ministro. E eu entendo quando o senhor afirma, de uma forma que soa paternal, dizendo que haja empatia. É preciso, na verdade, que haja educação cívica”, afirmou. A ministra ainda argumentou que é necessário “dar efetividade jurídica” à regra constitucional que exige um mínimo de candidaturas femininas.

“Não acho que é uma questão de empatia, é uma questão de constitucionalidade. Não é constitucional ter no Brasil um dispositivo que não é cumprido. Tem uma legislação que, desde 1996, estabelece uma cota. Mais de 30% dos casos que nos chegam nesta Corte são de descumprimento da lei. Temos de dar efetividade jurídica e social com igualdade”, disse.

“O que a gente quer, nós, mulheres, não é empatia da Justiça, é respeito aos nossos direitos. É preciso que tenha educação cívica para todos os brasileiros igualmente participarem livremente, autonomamente, com galhardia, das campanhas eleitorais e da vida política de um país”, concluiu.


https://g1.globo.com/politica/noticia/2023/04/27

“É preciso que tenha educação cívica para todos os brasileiros igualmente participarem livremente, autonomamente, com galhardia, das campanhas eleitorais”


Assinalar a alternativa em que a palavra substitui o termo sublinhado sem alterar o sentido do texto:

Alternativas
Q2638521 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


Os atrativos da formação técnica profissionalizante


Por Sônia Christo Aleixo Brito e Talisson de Sousa Lopes

.

1 ............O ensino é fundamental para a formação de um bom profissional. É através dos estudos que

2 o aluno obtém conhecimento e prática para enfrentar os desafios da carreira. São várias opções

3 de ensino para quem quer seguir uma profissão: cursos de graduação, técnicos e tecnólogos são

4 algumas delas. Com um período menor do que um curso superior, porém apresentando um

5 conteúdo e prática voltados diretamente para o mercado de trabalho, os cursos técnicos

6 ganharam espaço entre os alunos que buscam uma carreira profissional, mas não querem

7 esperar tanto tempo para começar a trabalhar. Há muito tempo, o ensino superior não é o único

8 caminho para o desenvolvimento de uma nova carreira. Hoje, os cursos técnicos qualificam os

9 estudantes em diversas habilidades técnicas, acadêmicas e de empregabilidade.

10 Independentemente de o estudante desejar seguir para uma faculdade ou para um emprego,

11 esse tipo de educação o ajudará na preparação para o futuro, um futuro em que o mercado de

12 trabalho estará cada vez mais exigente, competitivo e mutável. A certificação técnica é um

13 grande chamariz para qualquer currículo. Os cursos técnicos têm duração média de um ano

14 meio, o que garante um acesso mais rápido a um diploma em diversas áreas que apresentam

15 carência de profissionais. A educação técnica também pode ser realizada durante o ensino médio

16 ou logo após a sua conclusão. Com isso, quem busca um curso técnico demonstra que se

17 preocupa com a sua carreira, estando disposto a gastar tempo, dinheiro e esforço para maximizar

18 os seus conhecimentos, habilidades e competências.

19 O investimento em educação profissional é imprescindível para o aumento da competitividade

20 do país, para a retomada do crescimento da economia num ritmo mais vigoroso e para a criação

21 de melhores oportunidades de emprego. A qualificação técnica adequada se torna ainda mais

22 importante no momento em que uma série de adaptações são exigidas das empresas e dos

23 trabalhadores. O ensino técnico permite que os estudantes sejam protagonistas de seu futuro,

24 com a escolha do caminho que mais atenda às suas necessidades. Com a recente reforma do

25 ensino médio, iniciou-se um longo processo para alinhar o sistema educacional às melhores

26 experiências internacionais, com a flexibilização e a diversificação do currículo regular. Nações

27 desenvolvidas perceberam essa necessidade há muito tempo e partiram na frente, investindo

28 pesadamente em educação profissional. Os países da União Europeia têm, em média, 50,4% dos

29 estudantes do ensino médio também matriculados em cursos profissionalizantes. Na Áustria,

30 esse coeficiente é de 69,8%; na Finlândia, de 70,4%. No Brasil, o indicador é de apenas 11,1%,

31 proporção que dificulta a inserção dos brasileiros no mercado de trabalho.

32 A formação técnica tem claros efeitos na renda. Um curso profissionalizante pode ser o

33 primeiro passo de um plano de carreira que não exclua a obtenção de um diploma universitário.

34 Para alguns jovens, a inserção rápida no mercado de trabalho é o passaporte para a conquista

35 da cidadania e a continuação dos estudos. A educação profissional no Brasil é uma das principais

36 apostas para melhoria da competitividade da indústria brasileira.

37 Diante dos desafios que temos pela frente, urge preparar jovens e adultos para um mercado

38 em profunda mutação tecnológica e de cultura organizacional. A educação profissional deve ser

39 vista como fator de desenvolvimento e fortalecida como um investimento do país no futuro. Os

40 cursos técnicos podem transformar a vida de um jovem. Com eles, o aluno pode conquistar seu

41 espaço e abrir várias portas no mercado de trabalho. As escolas técnicas oferecem uma grande

42 variedade de cursos técnicos para quem sonha ingressar no mercado com rapidez e qualidade.

43 Um dos grandes benefícios que o curso técnico pode trazer é o aluno aprender a profissão, já

44 que o conteúdo será voltado para a área profissional e suas principais funções. Com essas

45 qualificações, ele ganha experiência e tem mais facilidade de entrar no mercado de trabalho.


(Disponível em: chromeextension://efaidnbmnnnibpcajpcglclefindmkaj/https://editorarealize.com.br/editora/anais/conedu/2021/– texto adaptado especialmente para esta prova).

No excerto “Um dos grandes benefícios que o curso técnico pode trazer é o aluno aprender a profissão, já que o conteúdo será voltado para a área profissional e suas principais funções” (l. 43-44). Para que seja preservado o sentido original da mensagem, é possível substituir a locução conjuntiva sublinhada por:

Alternativas
Q2638504 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


Os atrativos da formação técnica profissionalizante


Por Sônia Christo Aleixo Brito e Talisson de Sousa Lopes

.

1 ............O ensino é fundamental para a formação de um bom profissional. É através dos estudos que

2 o aluno obtém conhecimento e prática para enfrentar os desafios da carreira. São várias opções

3 de ensino para quem quer seguir uma profissão: cursos de graduação, técnicos e tecnólogos são

4 algumas delas. Com um período menor do que um curso superior, porém apresentando um

5 conteúdo e prática voltados diretamente para o mercado de trabalho, os cursos técnicos

6 ganharam espaço entre os alunos que buscam uma carreira profissional, mas não querem

7 esperar tanto tempo para começar a trabalhar. Há muito tempo, o ensino superior não é o único

8 caminho para o desenvolvimento de uma nova carreira. Hoje, os cursos técnicos qualificam os

9 estudantes em diversas habilidades técnicas, acadêmicas e de empregabilidade.

10 Independentemente de o estudante desejar seguir para uma faculdade ou para um emprego,

11 esse tipo de educação o ajudará na preparação para o futuro, um futuro em que o mercado de

12 trabalho estará cada vez mais exigente, competitivo e mutável. A certificação técnica é um

13 grande chamariz para qualquer currículo. Os cursos técnicos têm duração média de um ano

14 meio, o que garante um acesso mais rápido a um diploma em diversas áreas que apresentam

15 carência de profissionais. A educação técnica também pode ser realizada durante o ensino médio

16 ou logo após a sua conclusão. Com isso, quem busca um curso técnico demonstra que se

17 preocupa com a sua carreira, estando disposto a gastar tempo, dinheiro e esforço para maximizar

18 os seus conhecimentos, habilidades e competências.

19 O investimento em educação profissional é imprescindível para o aumento da competitividade

20 do país, para a retomada do crescimento da economia num ritmo mais vigoroso e para a criação

21 de melhores oportunidades de emprego. A qualificação técnica adequada se torna ainda mais

22 importante no momento em que uma série de adaptações são exigidas das empresas e dos

23 trabalhadores. O ensino técnico permite que os estudantes sejam protagonistas de seu futuro,

24 com a escolha do caminho que mais atenda às suas necessidades. Com a recente reforma do

25 ensino médio, iniciou-se um longo processo para alinhar o sistema educacional às melhores

26 experiências internacionais, com a flexibilização e a diversificação do currículo regular. Nações

27 desenvolvidas perceberam essa necessidade há muito tempo e partiram na frente, investindo

28 pesadamente em educação profissional. Os países da União Europeia têm, em média, 50,4% dos

29 estudantes do ensino médio também matriculados em cursos profissionalizantes. Na Áustria,

30 esse coeficiente é de 69,8%; na Finlândia, de 70,4%. No Brasil, o indicador é de apenas 11,1%,

31 proporção que dificulta a inserção dos brasileiros no mercado de trabalho.

32 A formação técnica tem claros efeitos na renda. Um curso profissionalizante pode ser o

33 primeiro passo de um plano de carreira que não exclua a obtenção de um diploma universitário.

34 Para alguns jovens, a inserção rápida no mercado de trabalho é o passaporte para a conquista

35 da cidadania e a continuação dos estudos. A educação profissional no Brasil é uma das principais

36 apostas para melhoria da competitividade da indústria brasileira.

37 Diante dos desafios que temos pela frente, urge preparar jovens e adultos para um mercado

38 em profunda mutação tecnológica e de cultura organizacional. A educação profissional deve ser

39 vista como fator de desenvolvimento e fortalecida como um investimento do país no futuro. Os

40 cursos técnicos podem transformar a vida de um jovem. Com eles, o aluno pode conquistar seu

41 espaço e abrir várias portas no mercado de trabalho. As escolas técnicas oferecem uma grande

42 variedade de cursos técnicos para quem sonha ingressar no mercado com rapidez e qualidade.

43 Um dos grandes benefícios que o curso técnico pode trazer é o aluno aprender a profissão, já

44 que o conteúdo será voltado para a área profissional e suas principais funções. Com essas

45 qualificações, ele ganha experiência e tem mais facilidade de entrar no mercado de trabalho.


(Disponível em: chromeextension://efaidnbmnnnibpcajpcglclefindmkaj/https://editorarealize.com.br/editora/anais/conedu/2021/– texto adaptado especialmente para esta prova).

O termo “mutável” (l. 12) pode ser substituído, sem que haja alteração no sentido original da mensagem, por:

Alternativas
Q2638480 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


Os atrativos da formação técnica profissionalizante


Por Sônia Christo Aleixo Brito e Talisson de Sousa Lopes

.

1 ............O ensino é fundamental para a formação de um bom profissional. É através dos estudos que

2 o aluno obtém conhecimento e prática para enfrentar os desafios da carreira. São várias opções

3 de ensino para quem quer seguir uma profissão: cursos de graduação, técnicos e tecnólogos são

4 algumas delas. Com um período menor do que um curso superior, porém apresentando um

5 conteúdo e prática voltados diretamente para o mercado de trabalho, os cursos técnicos

6 ganharam espaço entre os alunos que buscam uma carreira profissional, mas não querem

7 esperar tanto tempo para começar a trabalhar. Há muito tempo, o ensino superior não é o único

8 caminho para o desenvolvimento de uma nova carreira. Hoje, os cursos técnicos qualificam os

9 estudantes em diversas habilidades técnicas, acadêmicas e de empregabilidade.

10 Independentemente de o estudante desejar seguir para uma faculdade ou para um emprego,

11 esse tipo de educação o ajudará na preparação para o futuro, um futuro em que o mercado de

12 trabalho estará cada vez mais exigente, competitivo e mutável. A certificação técnica é um

13 grande chamariz para qualquer currículo. Os cursos técnicos têm duração média de um ano

14 meio, o que garante um acesso mais rápido a um diploma em diversas áreas que apresentam

15 carência de profissionais. A educação técnica também pode ser realizada durante o ensino médio

16 ou logo após a sua conclusão. Com isso, quem busca um curso técnico demonstra que se

17 preocupa com a sua carreira, estando disposto a gastar tempo, dinheiro e esforço para maximizar

18 os seus conhecimentos, habilidades e competências.

19 O investimento em educação profissional é imprescindível para o aumento da competitividade

20 do país, para a retomada do crescimento da economia num ritmo mais vigoroso e para a criação

21 de melhores oportunidades de emprego. A qualificação técnica adequada se torna ainda mais

22 importante no momento em que uma série de adaptações são exigidas das empresas e dos

23 trabalhadores. O ensino técnico permite que os estudantes sejam protagonistas de seu futuro,

24 com a escolha do caminho que mais atenda às suas necessidades. Com a recente reforma do

25 ensino médio, iniciou-se um longo processo para alinhar o sistema educacional às melhores

26 experiências internacionais, com a flexibilização e a diversificação do currículo regular. Nações

27 desenvolvidas perceberam essa necessidade há muito tempo e partiram na frente, investindo

28 pesadamente em educação profissional. Os países da União Europeia têm, em média, 50,4% dos

29 estudantes do ensino médio também matriculados em cursos profissionalizantes. Na Áustria,

30 esse coeficiente é de 69,8%; na Finlândia, de 70,4%. No Brasil, o indicador é de apenas 11,1%,

31 proporção que dificulta a inserção dos brasileiros no mercado de trabalho.

32 A formação técnica tem claros efeitos na renda. Um curso profissionalizante pode ser o

33 primeiro passo de um plano de carreira que não exclua a obtenção de um diploma universitário.

34 Para alguns jovens, a inserção rápida no mercado de trabalho é o passaporte para a conquista

35 da cidadania e a continuação dos estudos. A educação profissional no Brasil é uma das principais

36 apostas para melhoria da competitividade da indústria brasileira.

37 Diante dos desafios que temos pela frente, urge preparar jovens e adultos para um mercado

38 em profunda mutação tecnológica e de cultura organizacional. A educação profissional deve ser

39 vista como fator de desenvolvimento e fortalecida como um investimento do país no futuro. Os

40 cursos técnicos podem transformar a vida de um jovem. Com eles, o aluno pode conquistar seu

41 espaço e abrir várias portas no mercado de trabalho. As escolas técnicas oferecem uma grande

42 variedade de cursos técnicos para quem sonha ingressar no mercado com rapidez e qualidade.

43 Um dos grandes benefícios que o curso técnico pode trazer é o aluno aprender a profissão, já

44 que o conteúdo será voltado para a área profissional e suas principais funções. Com essas

45 qualificações, ele ganha experiência e tem mais facilidade de entrar no mercado de trabalho.


(Disponível em: chromeextension://efaidnbmnnnibpcajpcglclefindmkaj/https://editorarealize.com.br/editora/anais/conedu/2021/– texto adaptado especialmente para esta prova).

Analise as seguintes propostas de substituição da conjunção “porém” (l. 04) que preservam o sentido original da mensagem.


I. Contudo.

II. Porquanto.

III. Não obstante.


Quais estão corretas?

Alternativas
Ano: 2023 Banca: FEPESE Órgão: Prefeitura de Florianópolis - SC Provas: FEPESE - 2023 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Supervisor Escolar | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Administrador Escolar | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Orientador Educacional | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor Auxiliar de Educação Especial (Profissional de Apoio) | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor Auxiliar de Atividades de Ciências | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor Auxiliar de Educação Infantil | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor Auxiliar de Ensino Fundamental | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor Auxiliar de Tecnologia Educacional | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor Auxiliar Intérprete Educacional | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor de Anos Iniciais | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor de Artes Cênicas e/ou Teatro | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor de Artes Música | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor de Artes Plásticas e/ou Visuais | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor de Ciências | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor de Dança | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor de Educação Especial | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor de Educação Física | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor de Educação Infantil | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor de Espanhol | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor de Geografia | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor de História | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor de Inglês | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor de LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais) | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor de Matemática | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor de Português | FEPESE - 2023 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor de Português e Inglês |
Q2637347 Português

Assinale a alternativa em que o segundo texto, mais formal e técnico, é paráfrase do primeiro.

Alternativas
Q2635819 Português

Leia atentamente o texto a seguir para responder as próximas questões.


“O homem sente estranho prazer inconsciente em dar as notícias tristes. E, inconscientemente, só gosta de dar as notícias realmente tristes que, quanto mais tristes, mais lhe satisfazem. No Brasil e, especialmente, no Rio de Janeiro (onde tudo acontece além da conta), o homem ultrapassou o prazer inconsciente de dar as notícias desagradáveis, para atingir o gozo em cada vez que consegue fazer alguém muito infeliz. A simples explicação do fenômeno talvez não convença o leitor de que estamos falando a sério. Desçamos, portanto, a alguns exemplos. Primeiro: é com certa dificuldade, vencendo vários limites e impedimentos seus, que você consegue fazer qualquer confissão mais agradável a alguém. Pense em quantas vezes você teve que discutir com você mesmo, para dizer que a gravata do seu amigo era bonita. Conseguiu dizer, sim, mas depois de se considerar mesquinho por não ter dito antes, na frase descuidada que lhe veio do coração à boca. Segundo: pense em quantas vezes você disse a alguém que a gravata não lhe ia bem. A gravata aqui vale todas as coisas que você considera e elogia. Pense ainda na hipocrisia dos vários preâmbulos e rodeios que já fez para censurar – uma gravata: ‘Você me desculpe, mas’... ‘Você não me leve a mal, mas’... E sempre esta detestável e mais hipócrita das preparações: ‘Eu vou lhe falar com toda a minha franqueza’. Tenho horror a quem me diz franquezas de bar. Na realidade, só existe uma franqueza, que é a do amor. Não é possível curar a humanidade de sua eterna má vontade. Mas, ao menos aqui no Rio de Janeiro, podia-se organizar a ‘Semana da Felicidade’. O comércio varejista não entraria (como nos dias do Pai e da Mãe) com a sua propaganda ostensiva de rádios e televisores. Não haveria presente na ‘Semana da Felicidade’ para não corromper a constante felicidade, que se estaria oferecendo. Apenas as pessoas, durante sete dias, só iriam dizer coisas agradáveis umas às outras. E dizer coisas agradáveis não seria dizer a Maria que ela é bonita, quando ela é feia; nem a Pedro que ele está mais magro, quando Pedro está visivelmente mais gordo. Não. Sem grande esforço, encontrar-se-á, em cada pessoa, dez valores elogiáveis. E, quando não houver um só, conte-se uma história qualquer, que faça bem. Conte-se, por exemplo, como foi o amanhecer. Como ficou o céu, com os laivos vermelhos do amanhecer. Como estava o mar, na primeira luz sobre o seu brilho baço do amanhecer. Ou se fale de um trecho de canção. Conte-se bem uma cidade inesperada de sua viagem. Como eram as montanhas ou a cor da planície. As pessoas, seus olhos e suas blusas. Na criação da ‘Semana da Felicidade’, não sei para quem deva apelar. Não sei a que governo transmitir a ideia: federal ou municipal. Ou a que departamento de turismo. Não. O apelo tem que ser feito a cada um dos meus possíveis leitores e por cada um transmitido às pessoas de sua sociedade. Quanto a mim, devo dizer que vivo, permanentemente, em semana de felicidade. Quando não posso fazer alguém feliz, com uma confissão ou uma história, não digo nada. Em troca, peço apenas que não me tirem a alegria”. (Seja feliz e faça os outros felizes, de Antônio Maria, com adaptações).

Em dado momento de sua argumentação, o autor do texto trata da “propaganda ostensiva de rádios e televisores”. Marque a alternativa que indica um possível sinônimo do adjetivo “ostensiva”.

Alternativas
Q2635816 Português

Leia atentamente o texto a seguir para responder as próximas questões.


“O homem sente estranho prazer inconsciente em dar as notícias tristes. E, inconscientemente, só gosta de dar as notícias realmente tristes que, quanto mais tristes, mais lhe satisfazem. No Brasil e, especialmente, no Rio de Janeiro (onde tudo acontece além da conta), o homem ultrapassou o prazer inconsciente de dar as notícias desagradáveis, para atingir o gozo em cada vez que consegue fazer alguém muito infeliz. A simples explicação do fenômeno talvez não convença o leitor de que estamos falando a sério. Desçamos, portanto, a alguns exemplos. Primeiro: é com certa dificuldade, vencendo vários limites e impedimentos seus, que você consegue fazer qualquer confissão mais agradável a alguém. Pense em quantas vezes você teve que discutir com você mesmo, para dizer que a gravata do seu amigo era bonita. Conseguiu dizer, sim, mas depois de se considerar mesquinho por não ter dito antes, na frase descuidada que lhe veio do coração à boca. Segundo: pense em quantas vezes você disse a alguém que a gravata não lhe ia bem. A gravata aqui vale todas as coisas que você considera e elogia. Pense ainda na hipocrisia dos vários preâmbulos e rodeios que já fez para censurar – uma gravata: ‘Você me desculpe, mas’... ‘Você não me leve a mal, mas’... E sempre esta detestável e mais hipócrita das preparações: ‘Eu vou lhe falar com toda a minha franqueza’. Tenho horror a quem me diz franquezas de bar. Na realidade, só existe uma franqueza, que é a do amor. Não é possível curar a humanidade de sua eterna má vontade. Mas, ao menos aqui no Rio de Janeiro, podia-se organizar a ‘Semana da Felicidade’. O comércio varejista não entraria (como nos dias do Pai e da Mãe) com a sua propaganda ostensiva de rádios e televisores. Não haveria presente na ‘Semana da Felicidade’ para não corromper a constante felicidade, que se estaria oferecendo. Apenas as pessoas, durante sete dias, só iriam dizer coisas agradáveis umas às outras. E dizer coisas agradáveis não seria dizer a Maria que ela é bonita, quando ela é feia; nem a Pedro que ele está mais magro, quando Pedro está visivelmente mais gordo. Não. Sem grande esforço, encontrar-se-á, em cada pessoa, dez valores elogiáveis. E, quando não houver um só, conte-se uma história qualquer, que faça bem. Conte-se, por exemplo, como foi o amanhecer. Como ficou o céu, com os laivos vermelhos do amanhecer. Como estava o mar, na primeira luz sobre o seu brilho baço do amanhecer. Ou se fale de um trecho de canção. Conte-se bem uma cidade inesperada de sua viagem. Como eram as montanhas ou a cor da planície. As pessoas, seus olhos e suas blusas. Na criação da ‘Semana da Felicidade’, não sei para quem deva apelar. Não sei a que governo transmitir a ideia: federal ou municipal. Ou a que departamento de turismo. Não. O apelo tem que ser feito a cada um dos meus possíveis leitores e por cada um transmitido às pessoas de sua sociedade. Quanto a mim, devo dizer que vivo, permanentemente, em semana de felicidade. Quando não posso fazer alguém feliz, com uma confissão ou uma história, não digo nada. Em troca, peço apenas que não me tirem a alegria”. (Seja feliz e faça os outros felizes, de Antônio Maria, com adaptações).

No trecho “talvez não convença o leitor de que estamos falando a sério”, a expressão “a sério” poderia ser substituída, sem prejuízo ao sentido do texto, por:

Alternativas
Q2634762 Português

Leia o texto para responder às questões de 1 a 10.


Lei estadual garante suspensão de contrato de

fidelização por má prestação de serviço


O Procon de João Pessoa divulgou, neste sábado (9), o alerta de que a Lei Estadual 11.879/2021 garante ao consumidor paraibano a inclusão de cláusulas liberando a fidelização contratual junto às empresas de telefonia em suas várias modalidades (fixa, móvel e de banda larga), sem nenhum ônus ao cliente, caso fique constatada a má qualidade do serviço nos contratos de adesão a esses serviços.

O assunto costuma gerar dúvidas entre os clientes, conforme aponta o secretário de Proteção e Defesa do Consumidor, Rougger Guerra. Segundo ele, o Procon-JP é acionado com frequência para tratar da execução da lei.

“A lei prevê que o cliente pode questionar o contrato de fidelização caso haja a constatação da má prestação de serviço por parte da empresa concessionária, inclusive com a liberação da fidelização”, crava.

De acordo com a legislação, o atendimento insatisfatório ficará caracterizado quando houver o expresso descumprimento de quaisquer das cláusulas contratuais ou de regras estabelecidas pela agência reguladora competente, no caso a Anatel, para esse tipo de serviço.

A lei diz, textualmente, que a empresa deverá incluir cláusula de rescisão contratual, sem ônus, por má qualidade do serviço, independente dos prazos de fidelização’. A Lei também prevê que caberá às prestadoras de serviços o ônus da prova pelo não descumprimento de qualquer obrigação prevista no contrato ou pela não frustração das legítimas expectativas do contratante quanto à qualidade de prestação do serviço.

Rougger Guerra explica que, apesar da legislação federal considerar que a fidelização por desistência por parte do consumidor é legal e que pode até gerar multa para o cliente caso esteja previsto no contrato, a legislação estadual de 2021 regula que, se houver a constatação de má prestação do serviço, o cliente pode requerer o fim do contrato sem arcar com nenhum ônus.

A legislação estadual também regula as penalidades para a empresa que descumprir o contrato junto ao cliente, indicando o que está previsto na lei 8.078/1999 (Código de Defesa do Consumidor – CDC), pode ir de multas à suspensão temporária dos serviços.


https://portalcorreio.com.br. Em 09/09/2023.

“A lei diz, textualmente, que a empresa deverá incluir cláusula de rescisão contratual, sem ônus, por má qualidade do serviço, independente dos prazos de fidelização. ”


Considerando o fragmento, analise as assertivas a seguir:


( ) “textualmente” pode ser substituído por “metaforicamente”, pois não modifica o sentido do texto.

( ) “má” pode ser substituído por “mal”, pois não compromete a norma gramatical.

( ) “ônus” é acentuado e justificado pela mesma regra de “ônibus”.

( ) “cláusula” têm o mesmo significado de “revogação”.


A sequência CORRETA é:

Alternativas
Q2633420 Português

Viver é um grito

Por Adriana Antunes

01 Pare, observe, escute. Todos os dias pedaços de nós chegam ao fim. Pedaços que, de certa

02 forma, já não são mais nossos. Mudamos. Reparo e, às vezes, os vejo cru...arem a rua e

03 passarem para o outro lado da calçada. Pedaços de mim que partem. O tempo junta e separa

04 pessoas. Junta e separa amores. O tempo é uma espécie de morte. Cada morte chega com um

05 gosto diferente. Há as que causam alegria, alívio. Há as que doem demais. Há as que abrem

06 espaço para outra vida. Há as que aprisionam por um tempo. Algumas têm aquele gosto que

07 resta na boca depois do sono. Outras têm gosto das quatro da tarde com mistura de chá e pão.

08 Já morremos tantas vezes nesta vida. Não sei por que temos tanto medo de falar sobre isso.

09 Viver e morrer é tão assertivo quanto trombarmos, vez por outra, em nossas pequenas mortes

10 cotidianas. O fim de um livro bom, o encontro desmarcado, o telefone não atendido, a louça suja

11 sobre a pia, um velho cartão-postal de um amor já partido, as cartas da juventude, uma foto

12 esquecida e reencontrada, cheia de marcas de outro tempo, nossas pequenas mortes. A cada

13 um desses encontros, ensaiamos uma pequena coreografia de um adeus. É um assombro, a

14 constatação da finitude. Depois, sabemos que a vida continua. Esse reviver é como acordar, abrir

15 a janela e ver o dia lá fora.

16 Viver é um grito. Aquilo que rasga ao meio a apatia dos dias que se sucedem. Repare, tem

17 dias em que há um mundo no fundo da ....ícara. Um mundo que se contrai para dar nascimento

18 à alegria. Uma delicada porcelana que recobre os fatos e nos faz sonhar outra vez.

19 Na dor da morte ficamos com eles. O detalhe do sorriso, do olho que se fecha ao falar, do

20 timbre do oi, do perfume da camisa, das mãos que gesticulam. A imagem nunca vem inteira. É

21 a cor do cabelo, o contorno dos lábios, os botões do casaco. E com o passar do tempo, vai se

22 apagando.

23 Repare: um dia a coisa toda muda, queiramos ou não. Se encerra. Atravessa a rua, passa

24 para o outro lado da calçada. Ficamos machucados, nos recolhemos. Um pedaço da trama

25 começa a desfiar. A vida segue mesmo assim.

(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Qual alternativa a seguir apresenta a correta reescrita da frase “Todos os dias pedaços de nós chegam ao fim” no futuro do indicativo?

Alternativas
Q2633379 Português

Cigarros Eletrônicos: um crime continuado

Por Dráuzio Varella

  1. No decorrer do século passado, a indústria do fumo investiu bilhões de dólares em
  2. campanhas publicitárias ao redor do mundo, para associar o cigarro às práticas esportivas, ao
  3. sucesso profissional, à beleza das mulheres e ao charme dos homens ricos. Com essa estratégia
  4. traiçoeira, subornos e um lobby político milionário corrompeu autoridades e calou a mídia.
  5. Qualquer notícia, matéria ou comentário que mencionasse um problema de saúde causado pelo
  6. fumo era punido com retaliação financeira.
  7. A ciência provou a associação entre cigarro e câncer ainda nos anos 1950. A pressão das
  8. companhias, no entanto, impediu que essa informação fosse veiculada pela imprensa por mais
  9. de três décadas. Quando o mundo se deu conta das inúmeras doenças ligadas ao fumo e dos
  10. custos para os sistemas de saúde, diversos países iniciaram campanhas educativas e criaram
  11. leis para proibir a publicidade pelos meios de comunicação de massa.
  12. Embora anos mais tarde do que os países industrializados, o Brasil adotou uma série de
  13. medidas de combate ao fumo, consideradas exemplares pelos especialistas da OMS. Como
  14. consequência, a prevalência de adultos fumantes em nosso país caiu para menos de 10%. Hoje,
  15. fumamos menos do que os norte-americanos e do que em todos os países da Europa.
  16. Atenta .... transformações sociais que levaram à diminuição do número de fumantes e às
  17. perdas provocadas pelas mortes precoces dos consumidores, a indústria criou o cigarro
  18. eletrônico. Não fiquei surpreso, mais de 30 anos frequentando cadeias me ensinaram a não
  19. subestimar a perversidade do mundo do crime. Os eletrônicos foram lançados com o pretexto
  20. de que seriam indicados .... fumantes interessados em vencer a dependência de nicotina. Veja
  21. se faz sentido, prezado leitor: uma indústria que acumulou lucros astronômicos com a venda de
  22. cigarros para dependentes de nicotina _________ um dispositivo para inalar nicotina com a
  23. finalidade de reduzir o número de fumantes. Haja ingenuidade para acreditar nessa gente.
  24. Tal ação jamais foi comprovada em estudos científicos. Em compensação, o sucesso de
  25. vendas para o público infanto-juvenil foi avassalador. As crianças e os adolescentes de hoje
  26. fumam os eletrônicos, como eu e os do meu tempo fumávamos os cigarros convencionais, sem
  27. ter ideia do mal que faziam. Para eles, como para nós, era apenas uma fumaça inócua que nos
  28. ajudava a parecer adultos.
  29. Acontece que os eletrônicos _________ doses altas de nicotina, droga que provoca a mais
  30. escravizadora das dependências químicas. Já disse várias vezes nesta coluna que é mais fácil
  31. largar do crack do que da nicotina, como aprendi nas cadeias. Crianças e adolescentes que
  32. começam a fumar a nicotina presente nos eletrônicos não conseguem parar. O esforço de
  33. décadas de combate ao fumo está sendo atirado no lixo: criamos uma nova geração de
  34. dependentes de nicotina que não fumaria cigarros convencionais.
  35. Neste momento, a indústria movimenta seu lobby de aluguel para que a Anvisa aprove os
  36. eletrônicos. Com a desculpa de trazer para o controle das autoridades sanitárias .... qualidade
  37. dos produtos nocivos que comercializam, o que pretendem é conseguir autorização da Agência
  38. para disseminar a dependência de nicotina no meio da criançada. Exatamente o mesmo crime
  39. continuado cometido contra a minha e as gerações que me antecederam.

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br – texto adaptado especialmente para esta prova).

Na linha 35, a locução conjuntiva “para que” indica _________ e poderia ser substituída por _________, _________ necessárias alterações no período a fim de que se mantenha a correção gramatical do período.


Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.

Alternativas
Q2633375 Português

Cigarros Eletrônicos: um crime continuado

Por Dráuzio Varella

  1. No decorrer do século passado, a indústria do fumo investiu bilhões de dólares em
  2. campanhas publicitárias ao redor do mundo, para associar o cigarro às práticas esportivas, ao
  3. sucesso profissional, à beleza das mulheres e ao charme dos homens ricos. Com essa estratégia
  4. traiçoeira, subornos e um lobby político milionário corrompeu autoridades e calou a mídia.
  5. Qualquer notícia, matéria ou comentário que mencionasse um problema de saúde causado pelo
  6. fumo era punido com retaliação financeira.
  7. A ciência provou a associação entre cigarro e câncer ainda nos anos 1950. A pressão das
  8. companhias, no entanto, impediu que essa informação fosse veiculada pela imprensa por mais
  9. de três décadas. Quando o mundo se deu conta das inúmeras doenças ligadas ao fumo e dos
  10. custos para os sistemas de saúde, diversos países iniciaram campanhas educativas e criaram
  11. leis para proibir a publicidade pelos meios de comunicação de massa.
  12. Embora anos mais tarde do que os países industrializados, o Brasil adotou uma série de
  13. medidas de combate ao fumo, consideradas exemplares pelos especialistas da OMS. Como
  14. consequência, a prevalência de adultos fumantes em nosso país caiu para menos de 10%. Hoje,
  15. fumamos menos do que os norte-americanos e do que em todos os países da Europa.
  16. Atenta .... transformações sociais que levaram à diminuição do número de fumantes e às
  17. perdas provocadas pelas mortes precoces dos consumidores, a indústria criou o cigarro
  18. eletrônico. Não fiquei surpreso, mais de 30 anos frequentando cadeias me ensinaram a não
  19. subestimar a perversidade do mundo do crime. Os eletrônicos foram lançados com o pretexto
  20. de que seriam indicados .... fumantes interessados em vencer a dependência de nicotina. Veja
  21. se faz sentido, prezado leitor: uma indústria que acumulou lucros astronômicos com a venda de
  22. cigarros para dependentes de nicotina _________ um dispositivo para inalar nicotina com a
  23. finalidade de reduzir o número de fumantes. Haja ingenuidade para acreditar nessa gente.
  24. Tal ação jamais foi comprovada em estudos científicos. Em compensação, o sucesso de
  25. vendas para o público infanto-juvenil foi avassalador. As crianças e os adolescentes de hoje
  26. fumam os eletrônicos, como eu e os do meu tempo fumávamos os cigarros convencionais, sem
  27. ter ideia do mal que faziam. Para eles, como para nós, era apenas uma fumaça inócua que nos
  28. ajudava a parecer adultos.
  29. Acontece que os eletrônicos _________ doses altas de nicotina, droga que provoca a mais
  30. escravizadora das dependências químicas. Já disse várias vezes nesta coluna que é mais fácil
  31. largar do crack do que da nicotina, como aprendi nas cadeias. Crianças e adolescentes que
  32. começam a fumar a nicotina presente nos eletrônicos não conseguem parar. O esforço de
  33. décadas de combate ao fumo está sendo atirado no lixo: criamos uma nova geração de
  34. dependentes de nicotina que não fumaria cigarros convencionais.
  35. Neste momento, a indústria movimenta seu lobby de aluguel para que a Anvisa aprove os
  36. eletrônicos. Com a desculpa de trazer para o controle das autoridades sanitárias .... qualidade
  37. dos produtos nocivos que comercializam, o que pretendem é conseguir autorização da Agência
  38. para disseminar a dependência de nicotina no meio da criançada. Exatamente o mesmo crime
  39. continuado cometido contra a minha e as gerações que me antecederam.

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que apresenta uma palavra que poderia substituir corretamente o vocábulo “inócua” (l. 27) sem causar alterações significativas ao trecho em que ocorre.

Alternativas
Q2633309 Português

Abaixo o trote nas universidades


Por Dráuzio Varella


  1. O objetivo do trote é impor ao novato uma posição subalterna para submetê-lo aos
  2. caprichos dos já iniciados, tributo a pagar para ser admitido no grupo. O calouro aceita passar
  3. por essa experiência ve...aminosa por considerá-la parte do ritual para ser aceito pelo grupo. O
  4. consolo é que, no ano seguinte, ele irá ___ forra, perpetuando a baixaria.
  5. Como toda imposição autoritária praticada em grupo, a escalada da violência é inevitável
  6. nessas ocasiões. No meio de brincadeiras aparentemente inocentes, como impedir que um
  7. veterano imbecil seja mais agressivo? Como evitar a repetição de cenas que mais parecem
  8. se...ões de tortura? Está certo fecharmos os olhos quando meninas e meninos feridos vão parar
  9. no pronto-socorro, como tantas vezes acontece?
  10. No passado, o trote ocorria apenas no primeiro dia de aula. Em muitas escolas, hoje, dura
  11. meses. No interior, onde muitos moram em “repúblicas”, os abusos não se limitam ao campus
  12. universitário, são entregues a domicílio no dia ___ dia.
  13. Embora essa praga esteja espalhada pelo país inteiro nos cursos mais variados, a
  14. repercussão é maior quando envolve estudantes de Medicina. A sociedade fica revoltada ao
  15. tomar conhecimento da selva...eria e de atos indecorosos quando praticados por aqueles que
  16. deveriam ser preparados para aliviar o sofrimento humano, a razão de existir da nossa profissão.
  17. Que médico será esse que violenta os mais novos? Que não respeita sequer as colegas de
  18. faculdade?
  19. Não podemos esquecer que o médico tem acesso ao corpo do outro, relação interpessoal
  20. que exige respeito máximo. O estudante de Medicina deve ser formado para assumir essa
  21. responsabilidade desde o dia em que põe os pés na sala de aula. Os professores têm o dever de
  22. prepará-lo para aprender os aspectos éticos de uma profissão que não é apenas uma ciência,
  23. mas também uma arte sem a qual formaremos maus profissionais, ainda que conhecedores das
  24. técnicas.
  25. As faculdades de Medicina têm que dar fim ___ complacência diante do trote. Não é uma
  26. brincadeira de crianças, os adultos que abusam dos mais novos sabem muito bem o que estão
  27. fazendo. Dizer que o trote aconteceu fora do campus não serve de desculpa.
  28. Medidas educativas são absolutamente necessárias, mas não suficientes: é preciso proibir
  29. e punir essa indecência que maltrata justamente os que deveriam ser acolhidos de forma
  30. civilizada no ambiente universitário.


(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que indica quantas outras alterações seriam necessárias caso a palavra “estudante” fosse substituída por sua forma plural no trecho abaixo:


“O estudante de Medicina deve ser formado para assumir essa responsabilidade desde o dia em que põe os pés na sala de aula”.

Alternativas
Respostas
781: B
782: A
783: B
784: D
785: C
786: C
787: C
788: A
789: E
790: D
791: B
792: D
793: B
794: D
795: A
796: E
797: E
798: E
799: C
800: C