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Questões de Concurso Comentadas sobre redação - reescritura de texto em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 6.448 questões

Q2775040 Português

Corpos emancipados, mentes subjugadas


1 _____ A indústria cultural, tão bem dissecada pela Escola de Frankfurt, retarda a emancipação humana ao

2 _ introduzir a sujeição da mente no momento em que a humanidade se livrava da sujeição do corpo. É longa a

3 _ história da sujeição do corpo, a começar pela escravidão que durou séculos, inclusive no Brasil, onde foi

4 _ considerada legal e legítima por mais de 358 anos.

5 _____ Não apenas escravos tiveram seus corpos sujeitados. Também mulheres. Faz menos de um século

6 _ que elas iniciaram o processo de apropriação do próprio corpo. A dominação sofrida pelo corpo feminino era

7 _ endógena e exógena. Endógena porque a mulher não tinha nenhum controle sobre o seu organismo, encarado

8 _ como mera máquina reprodutiva e, com frequência, demonizado. Exógena pelas tantas discriminações

9 _ sofridas, da proibição de votar à castração do clitóris, da obrigação de encobrir o rosto em países

10 _ muçulmanos à exibição pública de sua nudez como isca publicitária nos países capitalistas de tradição cristã.

11 _____ No momento em que o corpo humano alcançava sua emancipação, a indústria cultural introduziu a

12 _ sujeição da mente. A multimídia é como um polvo cujos tentáculos nos prendem por todos os lados. Tente

13 _ pensar diferente da monocultura que nos é imposta via programas de entretenimento! Se a sua filha de 20

14 _ anos disser que permanece virgem, isso soará como ridículo anacronismo; se aparecer no Big Brother

15 _ transando via satélite para o onanismo visual de milhões de telespectadores, isso faz parte do show.

16 _____ O processo de sujeição da mente utiliza como chibatas o prosaico, o efêmero, o virtual, o fugidio. E

17 _ detona progressivamente os antigos valores universais. Ética? Ora, não deixe escapar as chances de ter

18 _ sucesso e ficar rico, desde que sua imagem não fique mal na foto... Agora, tudo é descartável, inclusive os

19 _ valores. E todos somos impelidos à reciclagem perpétua - na profissão, na identidade, nos relacionamentos.

20 _____Nossos pais aposentavam-se num único emprego. Hoje, coitado do profissional que, ao oferecer-se

21 _ a uma vaga, não apresentar no currículo a prova de que já trabalhou em pelo menos três ou quatro empresas

22 _ do ramo! Eis a civilização intransitiva, desistorizada, convencida de que nela se esgota a evolução do ser

23 _ humano e da sociedade. Resta apenas dilatar a expansão do mercado.

24 _____ A tecnologia multimídia sujeita-nos sem que tenhamos consciência dessa escravidão virtual. Pelo

25 _ contrário, oferece-nos a impressão de que somos “imperadores de poltrona”, na expressão cunhada por

26 _ Robert Stam. Temos tanto “poder” que, monitor à mão, pulamos velozmente de um canal de TV a outro,

27 _ configurando a nossa própria programação. Já não estamos propensos a suportar discursos racionais e

28 _ duradouros. Pauta-nos a vertiginosa velocidade tecnológica, que nos mantém atrelados às conveniências do

29 _ mercado.

30 _____ Nossa boia de salvação reside, felizmente, na observação de Jean Baudrillard, de que o excesso de

31 _ qualquer coisa gera sempre o seu contrário. É o caso da obesidade. O alimento é imprescindível à vida, mas

32 _ em excesso afeta o sistema cardiovascular e produz outros defeitos colaterais.

33 _____ Há tanta informação que preferimos não mais prestar atenção nelas. A comunicação torna-se

34 _ incomunicação. Ou comunicassão, pois cassa-nos a palavra, tornando-nos meros receptores da avassaladora

35 _ máquina publicitária.

36 _____ Essa sujeição da mente vem no bojo da crise da modernidade que, desmistificada pela barbárie -

37 _ duas guerras mundiais, a incapacidade de o capitalismo distribuir riquezas, o fracasso do socialismo

38 _ soviético etc. -, passa a rejeitar todos os “ismos”. Os espaços da expressão da cidadania, como a política e o

39 _ Estado, caem em descrédito.

40 _____ Tudo e todos prestam culto a um único soberano: o mercado. É ele a Casa Grande que nos mantém

41 _ na senzala do consumo compulsivo, do hedonismo desenfreado, da dessolidariedade e do egoísmo.

42 _____ Felizmente iniciativas como o Fórum Social Mundial rompem o monolitismo cultural e abrem

43 _ espaço à consciência crítica e novas práticas emancipatórias.


BETTO Frei. Corpos emancipados, mentes subjugadas. Correio da Cidadania. http://www.correiocidadania.com.br/antigo/ed437/betto.htm

Sobre os mecanismos linguísticos presentes no texto, identifique com V as afirmativas verdadeiras e com F, as falsas.


I. ( ) Ficam preservadas a coerência da argumentação e a correção gramatical ao se fazer a substituição de "onde foi considerada legal e legítima por mais de 358 anos." (L.3/4) por “onde se considerou legal e legítima por mais de 358 anos”.

II. ( ) Mantém-se a relação significativa entre as frases "Não apenas os escravo" tiveram seus corpos sujeitados. Também mulheres." (L.5), se forem transformadas em uma só, com a explicitação do elemento de coesão textual... mas, subentendido no contexto, contanto que sejam feitos os demais ajustes.

III. ( ) Estabelece a mesma relação que o conectivo "que", em "que nos mantém atrelados às conveniências do mercado." (L.28/29), o "que", em "que preferimos não mais prestar atenção nelas” (L.33).

IV. ( ) Preserva-se a função sintática do termo "tanta informação", em "Há tanta informação" (L.33), ao se substituir o verbo HAVER por existir.

V. ( ) Estão no plural, concordando com o mesmo sujeito, as formas verbais "rompem" e "abrem", ambas na linha 42, embora se apresentem com regências diferentes.


A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é a

Alternativas
Q2775015 Português

Corpos emancipados, mentes subjugadas


1 _____ A indústria cultural, tão bem dissecada pela Escola de Frankfurt, retarda a emancipação humana ao

2 _ introduzir a sujeição da mente no momento em que a humanidade se livrava da sujeição do corpo. É longa a

3 _ história da sujeição do corpo, a começar pela escravidão que durou séculos, inclusive no Brasil, onde foi

4 _ considerada legal e legítima por mais de 358 anos.

5 _____ Não apenas escravos tiveram seus corpos sujeitados. Também mulheres. Faz menos de um século

6 _ que elas iniciaram o processo de apropriação do próprio corpo. A dominação sofrida pelo corpo feminino era

7 _ endógena e exógena. Endógena porque a mulher não tinha nenhum controle sobre o seu organismo, encarado

8 _ como mera máquina reprodutiva e, com frequência, demonizado. Exógena pelas tantas discriminações

9 _ sofridas, da proibição de votar à castração do clitóris, da obrigação de encobrir o rosto em países

10 _ muçulmanos à exibição pública de sua nudez como isca publicitária nos países capitalistas de tradição cristã.

11 _____ No momento em que o corpo humano alcançava sua emancipação, a indústria cultural introduziu a

12 _ sujeição da mente. A multimídia é como um polvo cujos tentáculos nos prendem por todos os lados. Tente

13 _ pensar diferente da monocultura que nos é imposta via programas de entretenimento! Se a sua filha de 20

14 _ anos disser que permanece virgem, isso soará como ridículo anacronismo; se aparecer no Big Brother

15 _ transando via satélite para o onanismo visual de milhões de telespectadores, isso faz parte do show.

16 _____ O processo de sujeição da mente utiliza como chibatas o prosaico, o efêmero, o virtual, o fugidio. E

17 _ detona progressivamente os antigos valores universais. Ética? Ora, não deixe escapar as chances de ter

18 _ sucesso e ficar rico, desde que sua imagem não fique mal na foto... Agora, tudo é descartável, inclusive os

19 _ valores. E todos somos impelidos à reciclagem perpétua - na profissão, na identidade, nos relacionamentos.

20 _____Nossos pais aposentavam-se num único emprego. Hoje, coitado do profissional que, ao oferecer-se

21 _ a uma vaga, não apresentar no currículo a prova de que já trabalhou em pelo menos três ou quatro empresas

22 _ do ramo! Eis a civilização intransitiva, desistorizada, convencida de que nela se esgota a evolução do ser

23 _ humano e da sociedade. Resta apenas dilatar a expansão do mercado.

24 _____ A tecnologia multimídia sujeita-nos sem que tenhamos consciência dessa escravidão virtual. Pelo

25 _ contrário, oferece-nos a impressão de que somos “imperadores de poltrona”, na expressão cunhada por

26 _ Robert Stam. Temos tanto “poder” que, monitor à mão, pulamos velozmente de um canal de TV a outro,

27 _ configurando a nossa própria programação. Já não estamos propensos a suportar discursos racionais e

28 _ duradouros. Pauta-nos a vertiginosa velocidade tecnológica, que nos mantém atrelados às conveniências do

29 _ mercado.

30 _____ Nossa boia de salvação reside, felizmente, na observação de Jean Baudrillard, de que o excesso de

31 _ qualquer coisa gera sempre o seu contrário. É o caso da obesidade. O alimento é imprescindível à vida, mas

32 _ em excesso afeta o sistema cardiovascular e produz outros defeitos colaterais.

33 _____ Há tanta informação que preferimos não mais prestar atenção nelas. A comunicação torna-se

34 _ incomunicação. Ou comunicassão, pois cassa-nos a palavra, tornando-nos meros receptores da avassaladora

35 _ máquina publicitária.

36 _____ Essa sujeição da mente vem no bojo da crise da modernidade que, desmistificada pela barbárie -

37 _ duas guerras mundiais, a incapacidade de o capitalismo distribuir riquezas, o fracasso do socialismo

38 _ soviético etc. -, passa a rejeitar todos os “ismos”. Os espaços da expressão da cidadania, como a política e o

39 _ Estado, caem em descrédito.

40 _____ Tudo e todos prestam culto a um único soberano: o mercado. É ele a Casa Grande que nos mantém

41 _ na senzala do consumo compulsivo, do hedonismo desenfreado, da dessolidariedade e do egoísmo.

42 _____ Felizmente iniciativas como o Fórum Social Mundial rompem o monolitismo cultural e abrem

43 _ espaço à consciência crítica e novas práticas emancipatórias.


BETTO Frei. Corpos emancipados, mentes subjugadas. Correio da Cidadania. http://www.correiocidadania.com.br/antigo/ed437/betto.htm

Sobre os recursos linguísticos do texto, pode-se afirmar

Alternativas
Q2771967 Português

Leia o texto sobre a biografia de Ziraldo:

Ziraldo fez cartazes para inúmeros filmes do cinema brasileiro como “Os Fuzis”, “Os cafajestes”, “Selva trágica”, “Os mendigos”, dentre outros. Foi no Rio de Janeiro que Ziraldo se consagrou como um dos artistas gráficos mais conhecidos e respeitados, nacional e internacionalmente.

Repare que o nome de Ziraldo aparece duas vezes nesse texto. Qual destas palavras poderia substituir seu nome?

Alternativas
Q2768839 Português

Texto para as questões de 1 a 6.


1 O trigo manipulou o Homo sapiens a seu bel prazer. Esse primata

vivia uma vida confortável como caçador-coletor até por volta de dez mil

anos atrás, quando começou a dedicar cada vez mais esforços ao cultivo

4 do trigo. Em poucos milênios, os humanos em muitas partes do mundo

estavam fazendo não muito mais do que cuidar de plantas de trigo do

amanhecer ao entardecer.

7 Não foi fácil. O trigo demandou muito deles. O trigo não gostava

de rochas nem de pedregulhos e, por isso, os sapiens deram duro para

limpar os campos. O trigo não gostava de dividir espaço, água e

10 nutrientes com outras plantas e, assim, homens e mulheres trabalharam

longas jornadas sob o sol abrasador, eliminando ervas daninhas. O trigo

ficava doente e, por isso, os sapiens tinham de ficar de olho em vermes

13 e pragas. O trigo era atacado por coelhos e nuvens de gafanhotos, então

os agricultores construíram cercas e passaram a vigiar os campos. O trigo

tinha sede, então os humanos cavaram canais de irrigação ou passaram

16 a carregar baldes pesados de poços para regá-lo. Os sapiens até mesmo

passaram a coletar fezes de animais para nutrir o solo em que ele crescia.

O corpo do Homo sapiens não havia evoluído para tais tarefas.

19 Estava adaptado para subir em macieiras e correr atrás de gazelas, não

para remover rochas e carregar baldes de água. A coluna, os joelhos, o

pescoço e os arcos plantares dos humanos pagaram o preço. Estudos de

22 esqueletos antigos indicam que a transição para a agricultura causou

uma série de males, como deslocamento de disco, artrite e hérnia. Além

disso, as novas tarefas agrícolas demandavam tanto tempo que as

25 pessoas eram forçadas a se instalar permanentemente ao lado de seus

campos de trigo. Isso mudou por completo seu estilo de vida. Nós não

domesticamos o trigo; o trigo nos domesticou. A palavra “domesticar”

28 vem do latim domus, que significa casa. Quem é que estava vivendo em

uma casa? Não o trigo. Os sapiens.


Yuval Noah Harari. Sapiens – uma breve história da humanidade. Trad. Janaína Marcoantonio. 22.ª ed. Porto Alegre: L&PM, 2017, p. 90-91 (com adaptações).

Assinale a alternativa em que é apresentada proposta de reescrita gramaticalmente correta e coerente para o seguinte trecho do texto: “Não foi fácil. O trigo demandou muito deles” (linha 7).

Alternativas
Q2760154 Português

“Fazem-nos modernamente constituições para os povos como se fariam vestidos para as pessoas sem lhes tomar as medidas”. (Marquês de Maricá)


A oração “sem lhes tomar as medidas”, no pensamento do Marquês de Maricá, poderia ser reescrita corretamente na seguinte forma:

Alternativas
Q2760145 Português

Uma maneira fácil de mostrar que a linguagem é interminável é a possibilidade de dizer-se a mesma coisa de múltiplos modos. Assim, o pensamento “Devemos aos gregos a razão ocidental” (Marilena Chauí) pode ser reescrito de várias maneiras, mantendo-se o seu sentido original; a única frase a seguir que modifica o sentido original é:

Alternativas
Q2746518 Português

Assinale a alternativa na qual há a CORRETA e respectiva sequência de palavras que podem substituir, pelo processo de sinonímia, os seguintes vocábulos:


“esdrúxulo – espichar – amputado – cerceado – polvorosa”

Alternativas
Q2744047 Português

“Evoluir exigiu sacrifícios . Consequentemente, certos valores se perderam ao longo dos anos, visto que já não atendiam mais às necessidades da sociedade contemporânea.”

Indique a alternativa que poderá substituir o advérbio “consequentemente”.

Alternativas
Q2734735 Português

Instrução: questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão referenciados nas questões.


Objetivo alto, esperança baixa, esforço constante


01 Em algumas manhãs, mais precisamente após o toque do despertador, fico pensando,

02 ainda imersa na sonolência, no que há de tão mais interessante além do limbo protegido pela

03 maciez de edredons e travesseiros, penumbra e aromas conhecidos – tudo tão “uterinamente”

04 aconchegante. É nesse momento que doses de ________ vêm em meu socorro e se apoderam

05 da minha consciência, trazendo ... tona rostos de pessoas que desejo ver, horários marcados,

06 textos ... serem lidos e aprovados. Não raro, murmuro de forma adaptada ............ letra da

07 música Alagados, dos Paralamas: “Todo dia vem o sol da manhã e me desafia; ____ do sonho

08 pro mundo que eu já não queria”. Felizmente, porém, logo me dou conta de que, embora os

09 travesseiros sejam extremamente sedutores, existe lá fora um mundo que quero mais ainda.

10 Afinal, como diz o mestre budista Lama Michel Rimpoche, “não é óbvio acordar a cada manhã”.

11 É uma nova chance da qual nem sempre nos damos conta do quanto pode ser preciosa.

12 E volta e meia me pergunto o que faz as outras pessoas pularem da cama. O choro do

13 filho no quarto ao lado? Algo banal como a vontade de fazer xixi ou mesmo fome? O compromisso

14 assumido? A vontade de viajar? De ganhar dinheiro? O receio da desaprovação alheia? O medo

15 de sucumbir ... penumbra das próprias angústias? O anseio de aprender? A vontade de ser uma

16 pessoa melhor do que foi ontem? Motivações podem ser curiosas e ocultar desejos até de nós

17 mesmos.

18Pensar no que nos move a continuar a cada dia leva ... conclusão (meio óbvia, concordo)

19 de que não são apenas as grandes decisões que norteiam nossas vidas – como casar, seguir uma

20 carreira profissional, mudar-se para outra cidade ou até de país, comprar uma casa, ter ou

21 também não ter filhos. Seja na profissão ou na vida pessoal, a cada dia criamos cenários, fazemos

22 planos, tomamos decisões (mesmo que não seja de forma clara) que parecem pequenas,

23 momentâneas, mas vão se somando e formando o desenho de nossas vidas. O que nos “motiva

24 a ação”, nos move, são desejos, basicamente. Como escreve o psiquiatra e psicanalista Benilton

25 Bezerra Jr., em artigo nesta edição,tudo o que existe é impermanente, depende de causas e

26 condições para existirem e, se essas _________, os fenômenos não se sustentam. A intenção e

27 a motivação, portanto, podem ser pensadas como forças psíquicas geradoras de possibilidades.

28 O que cientistas dizem, porém, é que nem sempre o que buscamos de forma ardorosa até é aquilo

29 que nos satisfaz – pode haver um descompasso. Outro texto desta revista trata justamente de

30 alinhamento, tão necessário que nos ajuda – mais uma vez lembrando as sábias palavras de

31 Lama Michel – a manter o objetivo alto, expectativa baixa, esforço constante. Fórmula de sucesso

32 não tem, mas se algo se aproxima dela é essa tríade.

(Fonte: Glaucia Leal, Revista Mente e Cérebro, janeiro/2017 – disponível em http://www2.uol.com.br – texto adaptado)


Visando à manutenção das ideias veiculadas pelo texto, assinale a alternativa que apresenta uma substituição adequada para as expressões que (l. 08, primeira ocorrência), porém (l. 08), embora (l. 08) e também não (l. 21).

Alternativas
Q2726965 Português

LEIA O TEXTO A SEGUIR PARA RESPONDER ÀS QUESTÕES DE 1 A 10.


O substituto da vida


1 Quando meu instrumento de trabalho era a máquina de escrever, eu me

2 sentava a ela, punha uma folha de papel no rolo, escrevia o que tinha de

3 escrever, tirava o papel, lia o que escrevera, aplicava a caneta sobre os

4 xxxxxxxx ou fazia eventuais emendas e, se fosse o caso, batia o texto a limpo.

5 Relia-o para ver se era aquilo mesmo, fechava a máquina, entregava a matéria

6 e ia à vida.

7 Se trabalhasse num jornal, isso incluiria discutir futebol com o pessoal da

8 editoria de esporte, paquerar a diagramadora do caderno de turismo, ir à

9 esquina comer um pastel ou dar uma fugida ao cinema à tarde – em 1968,

10 escapei do "Correio da Manhã", na Lapa, para assistir à primeira sessão de

11 "2001" no dia da estreia, em Copacabana, e voltei maravilhado à Redação para

12 contar a José Lino Grünewald.

13 Se já trabalhasse em casa, ao terminar de escrever eu fechava a

14 máquina e abria um livro, escutava um disco, dava um pulo rapidinho à praia, ia

15 ao Centro da cidade varejar sebos ou fazia uma matinê com uma namorada. Só

16 reabria a máquina no dia seguinte.

17 Hoje, diante do computador, termino de produzir um texto, vou à lista de

18 mensagens para saber quem me escreveu, deleto mensagens inúteis, respondo

19 às que precisam de resposta, eu próprio mando mensagens inúteis, entro em

20 jornais e revistas online, interesso-me por várias matérias e vou abrindo-as uma

21 a uma. Quando me dou conta, já é noite lá fora e não saí da frente da tela.

22 Com o smartphone seria pior ainda. Ele substituiu a caneta, o bloco, a

23 agenda, o telefone, a banca de jornais, a máquina fotográfica, o álbum de fotos,

24 a câmera de cinema, o DVD, o correio, a secretária eletrônica, o relógio de

25 pulso, o despertador, o gravador, o rádio, a TV, o CD, a bússola, os mapas, a

26 vida. É por isto que nem lhe chego perto – temo que ele me substitua também.


Ruy Castro
Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2016/01/1725103-o-substituto-davida.shtml?cmpid=compfb. Acesso em: 07 jan. 2016


Léxico:

“2001”: 2001- Uma odisseia no espaço, filme de Stanley Kübrick, lançado no Brasil em 1968.

José Lino Grünewald: poeta, tradutor, crítico de cinema, música popular brasileira e literatura, e jornalista brasileiro.

O enunciado em que a substituição proposta altera o sentido original da palavra/expressão destacada no texto é

Alternativas
Q2725015 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


Instagram é a rede social mais nociva à saúde mental

Por Pâmela Carbonari

01 Sabe aquele baixo astral que dá quando você fica muito tempo nas redes sociais? Não é só

02 com você. Além do tempo perdido, as horas que passamos conectados também afetam nossa

03 saúde mental. A coisa funciona como uma droga, afinal: quanto mais tempo você passa diante

04 do celular ou do computador, mais tempo você quer ficar.

05 A metáfora não é em vão. Redes sociais são mais viciantes que álcool e cigarro – é o que diz

06 a pesquisa realizada pela instituição de saúde pública do Reino Unido, Royal Society for Public

07 Health, em parceria com o Movimento de Saúde Jovem. E, dentre elas, o Instagram foi avaliado

08 como a mais prejudicial à mente dos jovens.

09 Os resultados mostram que 90% das pessoas entre 14 e 24 anos usam redes sociais mais do

10 que qualquer outro grupo etário, o que os torna ainda mais vulneráveis a seus efeitos colaterais.

11 Ao mesmo tempo, as taxas de ansiedade e depressão nessa parcela da população aumentaram

12 70% nos últimos 25 anos. Os jovens avaliados estão ansiosos, deprimidos, com a autoestima

13 baixa, sem sono, e a razão disso tudo pode estar na palma das mãos deles: nas redes sociais,

14 justamente.

15Ao longo da pesquisa, 1.479 indivíduos entre 14 e 24 anos tiveram que ranquear o quanto as

16 principais redes (Youtube, Instagram, Twitter e Snapchat) influenciavam seu sentimento de

17 comunidade, _________, ansiedade e solidão.

18 O estudo mostrou que o compartilhamento de fotos pelo Instagram impacta negativamente o

19 sono, a autoimagem e aumenta o medo dos jovens de ficar por fora dos acontecimentos e das

20 tendências. Segundo a pesquisa, o site menos nocivo é o YouTube, seguido do Twitter. Facebook

21 e Snapchat ficaram em terceira e quarta posição, respectivamente.

22 Apesar do Youtube ser um dos sites que mais deixam os jovens acordados até altas horas, o

23 site foi avaliado como o que menos prejudicou a comodidade dos participantes. Instagram, em

24 contrapartida, recebeu mais da metade das avaliações negativas. Sete em cada 10 voluntários

25 disseram que o app fez com que eles se sentissem pior em relação à própria autoimagem. Entre

26 as meninas, o efeito Instagram foi ainda mais devastador: nove em cada 10 se sentem infelizes

27 com seus corpos e pensam em mudar a própria aparência, cogitando, inclusive, procedimentos

28 cirúrgicos.

29A “vida perfeita” compartilhada nas redes sociais faz com que os jovens desenvolvam irreais

30 ______________ sobre suas próprias vivências. Não à toa, esse perfeccionismo atrelado à baixa

31 estima pode desencadear sérios problemas de ansiedade. Os pesquisadores advertem: os

32 usuários que passam mais do que duas horas diárias conectados em mídias sociais são mais

33 propensos a desenvolverem distúrbios de saúde mental, como estresse ___________. “As

34 plataformas que supostamente ajudam os jovens a se conectarem podem estar alimentando uma

35 crise de saúde mental”, afirmou a Royal Society for Public Heath, na divulgação dos resultados

36 da pesquisa.

Texto adaptado para essa prova - http://super.abril.com.br/sociedade/instagram-e-a-redesocial-mais-prejudicial-a-saude-mental/

As lacunas das linhas 17, 30 e 33 podem ser preenchidas de forma correta, respectivamente, pelas palavras:

Alternativas
Q2725011 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


Instagram é a rede social mais nociva à saúde mental

Por Pâmela Carbonari

01 Sabe aquele baixo astral que dá quando você fica muito tempo nas redes sociais? Não é só

02 com você. Além do tempo perdido, as horas que passamos conectados também afetam nossa

03 saúde mental. A coisa funciona como uma droga, afinal: quanto mais tempo você passa diante

04 do celular ou do computador, mais tempo você quer ficar.

05 A metáfora não é em vão. Redes sociais são mais viciantes que álcool e cigarro – é o que diz

06 a pesquisa realizada pela instituição de saúde pública do Reino Unido, Royal Society for Public

07 Health, em parceria com o Movimento de Saúde Jovem. E, dentre elas, o Instagram foi avaliado

08 como a mais prejudicial à mente dos jovens.

09 Os resultados mostram que 90% das pessoas entre 14 e 24 anos usam redes sociais mais do

10 que qualquer outro grupo etário, o que os torna ainda mais vulneráveis a seus efeitos colaterais.

11 Ao mesmo tempo, as taxas de ansiedade e depressão nessa parcela da população aumentaram

12 70% nos últimos 25 anos. Os jovens avaliados estão ansiosos, deprimidos, com a autoestima

13 baixa, sem sono, e a razão disso tudo pode estar na palma das mãos deles: nas redes sociais,

14 justamente.

15Ao longo da pesquisa, 1.479 indivíduos entre 14 e 24 anos tiveram que ranquear o quanto as

16 principais redes (Youtube, Instagram, Twitter e Snapchat) influenciavam seu sentimento de

17 comunidade, _________, ansiedade e solidão.

18 O estudo mostrou que o compartilhamento de fotos pelo Instagram impacta negativamente o

19 sono, a autoimagem e aumenta o medo dos jovens de ficar por fora dos acontecimentos e das

20 tendências. Segundo a pesquisa, o site menos nocivo é o YouTube, seguido do Twitter. Facebook

21 e Snapchat ficaram em terceira e quarta posição, respectivamente.

22 Apesar do Youtube ser um dos sites que mais deixam os jovens acordados até altas horas, o

23 site foi avaliado como o que menos prejudicou a comodidade dos participantes. Instagram, em

24 contrapartida, recebeu mais da metade das avaliações negativas. Sete em cada 10 voluntários

25 disseram que o app fez com que eles se sentissem pior em relação à própria autoimagem. Entre

26 as meninas, o efeito Instagram foi ainda mais devastador: nove em cada 10 se sentem infelizes

27 com seus corpos e pensam em mudar a própria aparência, cogitando, inclusive, procedimentos

28 cirúrgicos.

29A “vida perfeita” compartilhada nas redes sociais faz com que os jovens desenvolvam irreais

30 ______________ sobre suas próprias vivências. Não à toa, esse perfeccionismo atrelado à baixa

31 estima pode desencadear sérios problemas de ansiedade. Os pesquisadores advertem: os

32 usuários que passam mais do que duas horas diárias conectados em mídias sociais são mais

33 propensos a desenvolverem distúrbios de saúde mental, como estresse ___________. “As

34 plataformas que supostamente ajudam os jovens a se conectarem podem estar alimentando uma

35 crise de saúde mental”, afirmou a Royal Society for Public Heath, na divulgação dos resultados

36 da pesquisa.

Texto adaptado para essa prova - http://super.abril.com.br/sociedade/instagram-e-a-redesocial-mais-prejudicial-a-saude-mental/

Na frase “As plataformas que supostamente ajudam os jovens a se conectarem podem estar alimentando uma crise de saúde mental” (l. 33 a 35), caso a palavra “plataformas” fosse substituída pela sua forma singular, quantas outras alterações deveriam ocorrer para manter a correção da frase?

Alternativas
Q2721527 Português

Leia o texto a seguir e responda às questões de 1 a 20:

Mercado de trabalho em crise: como se tornar um profissional mais competitivo?

Por Brasil Econômico | 03/03/2017

Segundo projeções, desemprego atingirá mais 1,2 milhão de pessoas ao fim de 2017 no Brasil; para especialista, ações podem ajudar a manter cargo

Com um mercado de trabalho cada vez mais acirrado, quem já está empregado se esforça para garantir que tudo permaneça como está. Para o CEO da Thomas Case & Advogados, Norberto Chadad, podemos adotar algumas medidas para nos tornarmos profissionais mais competitivos. Segundo ele, algumas atitudes podem ser "essenciais para a manutenção de seu emprego e, ao mesmo tempo, faz o profissional competitivo no caso de participação em algum processo seletivo".

1) Mantenha-se atualizado

Ficar em dia com as novas ferramentas em gestão de negócios e planejamento chega a ser um paradoxo, pois a própria crise faz os profissionais terem pouco tempo disponível por conta do excesso de trabalho. Como consequência, são obrigados a agir com soluções sem nenhuma organização prévia. "É preciso bom senso, manter-se atualizado e conseguir resultados com as novas ferramentas", explica Chadad, ao lembrar que o segredo não está apenas em fazer o trabalho diário que é pedido, mas analisar exeplos [sic] e dados que possam ajudar a dar propostas interessantes à empresa.

2) Busque as ferramentas apropriadas

É preciso avaliar as ferramentas que melhor se identificam com os negócios da empresa que você trabalha ou pretende trabalhar. O objetivo é simplificar a rotina do local tornando as atividades diárias mais ágeis, ao mesmo tempo em que erros são evitados e os custos com infraestrutura são reduzidos.

3) Visão moderna

Segundo Chadad, a burocracia pode atrapalhar a fluidez das atividades de uma empresa. O profissional que consegue simplicar [sic] este fluxo pode se destacar. Para isso, é necessário estar aberto para inovações que possam romper com hábitos da empresa. "O fato da política da empresa e da metodologia nos departamentos sempre terem dado certo não significa que não se possa inovar nas estratégias para minimizar custos e potencializar os benefícios", explica.

4) Fomente a criatividade

Sempre que algo novo vier à sua mente, avalie a ideia com carinho, pois pode ser útil para o seu trabalho. Chadad lembra que incertezas estão presentes em todo momento de crise e afirma que devemos lidar com elas. "Tire proveito da crise para crescer profissionalmente. Seja um bom observador, procure conhecer bem os seus parceiros, e analise, em caso de corte de pessoal, qual o perfil dos que foram demitidos".

5) Adquira novas competências

Chadad recomenda a [sic] três aquisições importantes para manter a competitividade no mercado de trabalho. "A primeira é dedicar algum tempo no comportamento que envolve a Inteligência Emocional", explica. Segundo ele, é importante dedicar um tempo ao autoconhecimento e planejamento pessoal.

Em seguida, o consultor indica o aprendizado de novos idiomas, "seja para fazer algum intercâmbio ou para usar no seu atual trabalho". Por fim, procure conhecimentos técnicos, como softwares de gestão empresarial, por exemplo. "O domínio dessas ferramentas pode tornar seu trabalho ou seu currículo eficiente, tornando-o um profissional mais versátil e competitivo".

Fonte: Brasil Econômico. Disponível em: < http://economia.ig.com.br/2017-03-03/mercado-trabalho.html

Na frase: “O objetivo é simplificar a rotina do local tornando as atividades diárias mais ágeis [...].”, as palavras ‘objetivo’ e ‘ágeis’ podem ser substituídas, respectivamente, por:

Alternativas
Q2721517 Português

Leia o texto a seguir e responda às questões de 1 a 20:

Mercado de trabalho em crise: como se tornar um profissional mais competitivo?

Por Brasil Econômico | 03/03/2017

Segundo projeções, desemprego atingirá mais 1,2 milhão de pessoas ao fim de 2017 no Brasil; para especialista, ações podem ajudar a manter cargo

Com um mercado de trabalho cada vez mais acirrado, quem já está empregado se esforça para garantir que tudo permaneça como está. Para o CEO da Thomas Case & Advogados, Norberto Chadad, podemos adotar algumas medidas para nos tornarmos profissionais mais competitivos. Segundo ele, algumas atitudes podem ser "essenciais para a manutenção de seu emprego e, ao mesmo tempo, faz o profissional competitivo no caso de participação em algum processo seletivo".

1) Mantenha-se atualizado

Ficar em dia com as novas ferramentas em gestão de negócios e planejamento chega a ser um paradoxo, pois a própria crise faz os profissionais terem pouco tempo disponível por conta do excesso de trabalho. Como consequência, são obrigados a agir com soluções sem nenhuma organização prévia. "É preciso bom senso, manter-se atualizado e conseguir resultados com as novas ferramentas", explica Chadad, ao lembrar que o segredo não está apenas em fazer o trabalho diário que é pedido, mas analisar exeplos [sic] e dados que possam ajudar a dar propostas interessantes à empresa.

2) Busque as ferramentas apropriadas

É preciso avaliar as ferramentas que melhor se identificam com os negócios da empresa que você trabalha ou pretende trabalhar. O objetivo é simplificar a rotina do local tornando as atividades diárias mais ágeis, ao mesmo tempo em que erros são evitados e os custos com infraestrutura são reduzidos.

3) Visão moderna

Segundo Chadad, a burocracia pode atrapalhar a fluidez das atividades de uma empresa. O profissional que consegue simplicar [sic] este fluxo pode se destacar. Para isso, é necessário estar aberto para inovações que possam romper com hábitos da empresa. "O fato da política da empresa e da metodologia nos departamentos sempre terem dado certo não significa que não se possa inovar nas estratégias para minimizar custos e potencializar os benefícios", explica.

4) Fomente a criatividade

Sempre que algo novo vier à sua mente, avalie a ideia com carinho, pois pode ser útil para o seu trabalho. Chadad lembra que incertezas estão presentes em todo momento de crise e afirma que devemos lidar com elas. "Tire proveito da crise para crescer profissionalmente. Seja um bom observador, procure conhecer bem os seus parceiros, e analise, em caso de corte de pessoal, qual o perfil dos que foram demitidos".

5) Adquira novas competências

Chadad recomenda a [sic] três aquisições importantes para manter a competitividade no mercado de trabalho. "A primeira é dedicar algum tempo no comportamento que envolve a Inteligência Emocional", explica. Segundo ele, é importante dedicar um tempo ao autoconhecimento e planejamento pessoal.

Em seguida, o consultor indica o aprendizado de novos idiomas, "seja para fazer algum intercâmbio ou para usar no seu atual trabalho". Por fim, procure conhecimentos técnicos, como softwares de gestão empresarial, por exemplo. "O domínio dessas ferramentas pode tornar seu trabalho ou seu currículo eficiente, tornando-o um profissional mais versátil e competitivo".

Fonte: Brasil Econômico. Disponível em: < http://economia.ig.com.br/2017-03-03/mercado-trabalho.html

A palavra ‘acirrado’ utilizada no segundo parágrafo do texto pode ser substituída por:

Alternativas
Q2179035 Português
NEM SEMPRE O SILÊNCIO É ESQUECIMENTO

Marcel Camargo

        Ao contrário do que possa aparentar, muitas vezes o silêncio tem muito a dizer, carregando em seu aparente vazio uma intensidade tamanha de sentimentos e de carga emocional muito mais significativa do que enxurradas de palavras ou gestos exacerbados. O silêncio pode acalmar, ferir, amparar ou até mesmo violentar, às vezes trazendo paz, outras vezes incitando tempestades - nem sempre o silêncio é pacífico.

        O silêncio pode ser revolta, rebeldia, contrariedade contida. Nem sempre estamos prontos para expressar nossos pontos de vista, no sentido de verbalizar o que queremos, o que temos aqui dentro. Assim, mesmo que estejamos discordando de algo, silenciamos, pois nos falta a coragem necessária para que nos libertemos dessa prisão que nós próprios criamos, ou mesmo porque sabemos que qualquer tentativa de diálogo será inútil e cansativa naquele momento.

        O silêncio também pode corresponder à reflexão, a um turbilhão de pensamentos pulsando dentro de nós. O pensamento e a fala devem conviver harmonicamente, de forma que um não atropele o outro, colocando-nos em situações constrangedoras. Palavras, após proferidas, não voltam mais, deixando suas marcas, muitas vezes negativas, nas nossas vidas e nas dos ouvintes. Pensar sobre o que se diz é necessário, pois, caso possamos machucar alguém ou a nós mesmos, sem razão, é preferível emudecer.

        Às vezes, o silêncio é solidão, é vazio, solitude doída e emudecida. Mesmo acompanhados, ainda que em meio a muitas pessoas, podemos estar solitários, sentindo-nos sem acolhida, sem partilha, sem pertencimento. Como se não fizéssemos parte da vida do outro, como se fôssemos desimportantes, dispensáveis. Perdidos nessa irrelevância emocional, ruímos por dentro, minando nossa autoestima e nossa capacidade de ser feliz.

        Outras vezes, o silêncio é desistência. Há momentos em que o mais prudente a se fazer é desistir de algo, de alguém, de tentar convencer, de querer amar, de clamar por atenção e reciprocidade. Certas situações nos pedem que partamos para outra, que canalizemos nossas forças e energias em direção ao que nos trará contrapartida, retirando-nos dos apelos vazios, da mendicância afetiva, pelo bem de nossa saúde física e de nosso equilíbrio emocional.

        Silêncio, da mesma forma, pode significar desapego, libertação, livramento de amarras que nos impedem o caminhar tranquilo de nossa jornada. Precisamos nos despedir de tudo aquilo que pesa em nossos ombros, emperrando a visualização serena das possibilidades que nos aguarda o futuro. Temos que serenar a celeridade que intranquiliza os nossos corações, jogando fora bagagens sem as quais conseguiremos viver melhor.

        O silêncio muitas vezes é mágoa, ressentimento, lamentação acumulada. Na impossibilidade de encontrarmos coragem de vivermos nossas verdades por inteiro, de refutarmos o que não nos completa, tampouco nos define, de impormos aquilo em que acreditamos, sufocamos nossos sentimentos mais íntimos sob a infelicidade de aparências condizentes com o que todo mundo espera - exceto nós próprios. Nesses casos, o calar-se equivale ao crepúsculo moroso de nossa existência.

        Felizmente, no entanto, o silêncio também pode - e sempre o deveria - implicar felicidade, certezas, convicção e força. Sabermos os momentos certos para calarmos e guardarmos para nós aquilo que pensamos nos salva de problemas dispensáveis com gente que não significa nada na nossa vida. Quando estamos seguros quanto ao que somos, quanto aos nossos sonhos e planos de vida, nenhum barulho é capaz de abalar as nossas verdades, minimamente que seja. Quando o silêncio guarda o que temos de mais precioso, estamos então caminhando rumo ao alcance de nossos sonhos, para que possamos dividi-los com quem compartilhamos amor de verdade, e com ninguém mais.

Adaptado de: <http://obviousmag.org/pensando_nessa_gente_da_
vida/2015/nem-sempre-o-silencio-e-esquecimento.html>.
Na oração “[...] o calar-se equivale ao crepúsculo moroso de nossa existência.”, a palavra destacada pode ser substituída, sem prejuízo de sentido, por
Alternativas
Q2053484 Português
Considere o texto abaixo:
Não posso ficar nem mais um minuto com você Sinto muito amor, mas não pode ser Moro em Jaçanã Se eu perder esse trem Que sai agora às onze horas Só amanhã de manhã Além disso, mulher Tem outra coisa Minha mãe não dorme Enquanto eu não chegar Sou filho único Tenho minha casa para olhar E eu não posso ficar
(Trem das Onze, Adoniran Barbosa)
O termo em destaque pode ser substituído, sem prejuízo ao sentido, por
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Q2042791 Português
        Até [recentemente] toda a produção e grande parte da cultura estavam baseadas no trabalho  humano. As constituições das nações enfatizam a centralidade do trabalho. A Declaração Universal  dos Direitos Humanos, em seu artigo 23, estipula que "toda pessoa tem direito ao trabalho, à livre  escolha de seu trabalho e a condições equitativas e satisfatórias de trabalho e à proteção contra o  desemprego". O trabalho emergia assim, tanto para o capitalismo quanto para o socialismo, como o  construtor do mundo e da cultura, como um direito humano fundamental, como a forma mediante a  qual o ser humano se constrói a si mesmo como criador. O desemprego, na sociedade clássica,  significava um disfuncionamento passageiro. O ideal visado pela sociedade era criar o pleno  emprego para todos. Inadmissível seria compreender e aceitar o desemprego como consequência de  uma nova revolução tecnológica. Tudo era montado para dar emprego e trabalho a todos. Ora, é  exatamente o contrário que está correndo de forma irrecuperável. O aparelho produtivo  informatizado e robotizado produz mais e melhor e com quase nenhum trabalho humano. A  produção excede às necessidades dos países ricos. Desfez-se a conexão produção versus  necessidade. A questão é nunca deixar de produzir cada vez mais. Em razão desta lógica, devem-se  suscitar, mesmo artificialmente, necessidades para satisfazê-las mediante uma maior produção.
                 .................................................................................................................................................... 
        A informatização e a robotização junto com as relações desiguais no comércio  internacional, favorecendo os países ricos, à custa dos pobres, produziram este fenômeno  surpreendente: nos últimos trinta anos, a Europa triplicou na riqueza e ao mesmo tempo diminuiu em  um quarto o tempo de trabalho. 
          Na medida em que cresce a abundância de bens e de  serviços produzidos pela  informatização, cresce também o número dos excluídos do emprego e dos excluídos sociais. 
               ..................................................................................................................................................... 
          A lógica desse tipo de desenvolvimento (...) prolonga a perversidade     da     lógica     presente     no     modelo capitalista     de     desenvolvimento:     o     primado     do quantitativo  sobre   o qualitativo, o privilégio   do capital dos meios novos de produção sobre a pessoa humana  trabalhadora; a predominância do material sobre o humanístico, sobre o ético e sobre o espiritual.
                ....................................................................................................................................................   
          (...) Observador atento das mudanças mundiais, o teólogo da libertação, vivendo no Brasil,  José Comblin,  escreveu com acerto: "Na atualidade, está se formando outra concepção da vida: o  papel da pessoa na sociedade, ou melhor dito, no espetáculo da sociedade, é mais importante do que  o trabalho. Por isso as atividades sociais, de representação, de diversão, de espetáculo são as mais  importantes. Para um empresário, mais importante do que o trabalho são as entrevistas dadas à  imprensa e à TV. O trabalho é o meio de acesso a um certo status social, uma figuração. Não vale  pelo trabalho, mas pela figuração que permite. No trabalho, o que importa não é a produção, mas o  prestígio que confere, a iluminação que dá ao sujeito na sociedade". (...) 
         Nesta sociedade em mutação, a realização de si mesmo constitui a preocupação principal;  nem sempre esta realização passa pelo trabalho, pois pode passar por outra atividade qualquer,  ocupação alternativa e autônoma. (...) Daí a importância, nesta nova fase, do tempo livre, das férias  em função das quais se trabalha o ano todo. O fim de semana livre é mais importante que os demais  dias de trabalho da semana. 
         A própria vivência da sociedade muda. Antes, conhecia-se a sociedade pela participação  nela através de mil e uma atividades. Agora, pelos meios de comunicação. Sabemos o que se passa  na nossa cidade por aquilo que o rádio, a televisão e os jornais mostram. A cidade virou um grande  espetáculo: são os shopping centers, as vitrines, os jogos, os shows. Tudo se transformou em  imagem dos mass media. O que a TV não noticia não existe e não aconteceu. O espetáculo é  mundial, dos jogos olímpicos, dos campeonatos internacionais de futebol, dos shows-business, dos  grandes cantores como Pavaroti, Carreras, Elton John e os Beatles e até dos conflitos e das guerras.  Todos participam na TV do desenrolar das batalhas e tranquilamente torcem por um dos contendores  como se estivessem numa disputa esportiva. 
         Todos se transformaram em espectadores e querem sê-lo. É pelas imagens que os cidadãos  se contemplam e projetam sua identidade. E a identidade de uma pessoa é mais e mais a imagem que  se projeta dela para os outros e menos o que ela é em si mesma em sua profundidade, em sua  dialogação consigo e com seu universo interior e exterior. Ou se participa efetivamente deste tipo de  sociedade-espetáculo, sendo um ator real, ou se participa pelo imaginário e pela imagem. Comenta  José Comblin que as massas não praticam esporte, mas o veem pela TV; não produzem música, mas  escutam-na; não fazem história, mas comentam-na. Pela imagem se sentem também participantes e  não excluídos da história. 
              .......................................................................................................................................... 
Leia o trecho abaixo:
"Na medida em que cresce a abundância de bens e de serviços produzidos pela informatização, cresce também o número dos excluídos do emprego e dos excluídos sociais." (L.21/22)
O trecho em destaque encontra-se reestruturado, sem alteração do sentido original, em 
Alternativas
Q2035143 Português
Terceira idade no Brasil ainda tem desafios

     O idoso brasileiro está vivendo mais, mas a qualidade desses anos ainda deixa a desejar. A informação faz parte do último relatório Global AgeWatch Index, que avalia os melhores lugares para se viver na terceira idade. Entre as 96 nações analisadas pelo índice, o Brasil figurou no 56o lugar. O documento mostra que, no país, os cidadãos acima de 60 anos têm, em média, 21 anos a mais pela frente. O índice é compatível com a média mundial. No entanto, a falta de acesso a serviços básicos como transporte e segurança compromete a qualidade de vida da população da terceira idade no Brasil.
    O relatório mostra que o Brasil se destaca pelo seu amplo programa de previdência, que atende a 86% dos seus idosos e mantém grande parte da população mais velha fora da linha da pobreza - na maioria dos países de baixo e médio rendimento, apenas uma em cada quatro pessoas acima dos 65 anos recebe uma pensão.
    No entanto, o posicionamento do Brasil na lista foi prejudicado por problemas que afetam não somente os idosos, mas também cidadãos brasileiros de outras faixas etárias. “O Brasil não é tão bom em fornecer um ambiente propício para o envelhecimento. O medo de crimes e o acesso ao transporte público são grandes questões para os idosos brasileiros”, analisa Asgar Zaidi, professor de políticas sociais internacionais na Universidade de Southampton e um dos autores do levantamento global.
    Além de planos de aposentadoria e de acesso universal à saúde, o trabalho revela que os melhores países para se envelhecer também investem há décadas em mudanças sociais e ambientais voltadas especialmente para os idosos. “O Brasil tem um sistema de saúde que presta uma atenção universalizada. Então, é notável que, mesmo com tantos benefícios, nós não conseguimos ficar numa posição melhor no índice. Isso chama a atenção para o fato de que as nossas soluções não estão atendendo aos nossos problemas”, acredita Otávio Nóbrega, vice- presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia no Distrito Federal.
    De acordo com o especialista, idosos com pior qualidade de vida não são necessariamente os mais doentes. Cidadãos da terceira idade sofrem com questões como o abandono, a falta de uma ocupação e a carência por atividades que atendam às suas necessidades especiais. “A qualidade de vida é, provavelmente, mais determinada pelo ambiente social do que propriamente pelo estado geral de saúde. Hoje, uma premissa muito importante não é somente evitar o envelhecimento e as morbidades, mas também tentar remediar e controlar as limitações físicas, intelectuais e cognitivas que podem ocorrer com o envelhecimento”, aponta Nóbrega, que também é professor na Universidade de Brasília (UnB).

(Disponível em: http://www.uai.com.br/app/noticia/saude/2015/09/10/ noticias-saude.1 87086/terceira-idade-no-brasil-ainda-temdesafios.shtml)
Em “Então, é notável que, mesmo com tantos benefícios, nós não conseguimos ficar numa posição melhor no índice”, a expressão destacada pode ser substituída, mantendo o sentido global da frase, por:
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Q2003585 Português

Texto 3

A ética ajuda a ser mais competitivo

Sílvio Guerra

    A promoção de assuntos ligados à ética, as manchetes de jornais e a volumosa literatura especializada que tem surgido ultimamente sobre o tema não significam apenas que esteja havendo uma recomposição de padrões de conduta mais elevados na sociedade. Mostram também que, dentro do capitalismo brasileiro, estamos caminhando em direção a uma nova forma de trabalho. Nela, a ética se insere como elemento de relevante interesse empresarial e fator de competitividade, por atribuir ao processo de decisões gerenciais maior confiabilidade e consistência. Trata-se de um movimento importante, principalmente, porque a atividade econômica vem agregando de maneira acelerada a administração dos chamados bens intangíveis, em que conhecimentos, talentos, sistemas, processos, informações, marcas e canais de distribuição significam mais que prédios, terrenos, equipamentos, veículos e materiais.

    O capitalismo tem o seu próprio sistema de valores: inclui a honestidade, a veracidade a disposição de honrar compromissos, de cumprir contratos. Quanto mais ele se desenvolve, mais esses valores se pronunciam. No caso brasileiro, portanto, a evolução do ambiente de negócios tende a favorecer as corporações mais íntegras. “A ética incorpora elementos vitais para a eficiência”, diz o economista Eduardo Gianetti da Fonseca. “Entre eles estão a motivação, a pontualidade, a assiduidade, a lealdade, o espírito de equipe, a confiabilidade, o empenho – ou seja, o que não pode ser simplesmente comprado por dinheiro”. Tais valores intangíveis, segundo Fonseca, dependem fundamentalmente dos atributos morais da organização. Podemos acrescentar que a ética passou a ser elemento de sucesso empresarial por motivos ligados a mudanças gerenciais, socioeconômicas, culturais e tecnológicas. [...]

    Uma das empresas de maior valorização nos Estados Unidos não é, como se poderia pensar, alguma imobiliária com muitos terrenos e prédios, mas a Microsoft, fabricante de software, que depende da confiança em cérebros para desenvolver seus produtos. Por falar nisso, quanto valeria a marca da Coca-Cola, outro bem intangível? Segure-se na cadeira: 36 bilhões de dólares. [...]

    Nos negócios, os relacionamentos duradouros entre clientes, fornecedores, parceiros e colegas de trabalho exigem padrões éticos aplicados às relações comerciais e dentro de cada organização. Na ciência, alguns dos maiores programas em um curso com vistas ao próximo século encontram-se em áreas eticamente explosivas, que são as pesquisas do cérebro, a biodiversidade e o genoma, ou seja, o mapeamento e sequenciamento dos genes do DNA humano. No sistema econômico de mercado, hoje, o grande fator de diferenciação é o talento, dada a disponibilidade de capital, informação, tecnologia e processos. E o talento, a serviço da produção, não pode estar dissociado da ética. Por fim, na questão da corrupção de governos, é a ética das instituições que obriga ao cumprimento da lei, evitando, ou pelo menos diminuindo, os roubos e desvios de recursos.

   Com tal pano de fundo, é desejável que as empresas procurem valorizar o elemento humano. Se do funcionário se espera um comprometimento ético com o futuro da organização, é justo que delas se aguarde uma atitude correspondente em relação ao funcionário. Vantagens como horário flexível, a participação nos lucros e a remuneração vinculada ao desempenho deveriam, assim, tornar-se mais e mais comuns. Somente desse modo se poderia pensar em criar uma família entre a empresa e seus funcionários, com consequente aumento da dedicação ao trabalho. Seria o caso de se elaborar um código de ética próprio, a ser mostrado previamente a aprovação dos candidatos a cargos na organização para saber se eles concordam ou não com seus termos. Desde que estejam de acordo, a partir de então, os funcionários saberão o que esperar da empresa, e esta deles, num processo mais transparente de confiança e abertura. Será um novo tempo que, esperamos, não tardará a chegar.

GUERRA, Sílvio. A ética ajuda a ser mais competitivo. Exame, São Paulo, ano 26, n. 22, p. 36, 26 out. 1994. Adaptado.

Atente para os pares de enunciados e assinale aquele em que a alteração da ordem de algum constituinte NÃO provocou alteração semântica:
Alternativas
Q1790171 Português

Texto 4

Falares dos sete mares 


As línguas são produto social e histórico, porque resultam de um saber compartilhado pelos membros de determinada comunidade e, ao mesmo tempo, porque se trata de um conhecimento acumulado no eixo do tempo. Existem diversas perspectivas sob as quais as línguas podem ser analisadas; contudo, a variação linguística dificilmente pode ser dissociada das correlações histórico-sociais. Variações podem ocorrer no interior de uma língua tanto ao longo do tempo quanto no espaço territorial.


Existem formas diferentes e excludentes de as comunidades e os Estados enfrentarem as variações linguísticas. A política linguística de um país pode encarar as diferenças como um valor positivo a ser preservado, ou pode, de maneira totalitária, buscar a extirpação de línguas minoritárias e de variedades regionais. A chamada padronização de línguas nacionais pode resultar no esmagamento de variantes, mas também pode gerar forte resistência cultural. 


Num mundo em que a pressão econômica e a urbanização tendem a transformar a uniformidade em valor positivo, cada vez mais existe o perigo de milhares de línguas minoritárias desaparecerem em menos de um século. Mas as variações linguísticas não devem desaparecer, porque em qualquer grupo sociolinguístico e cultural elas se fazem presentes tanto no plano espacial quanto no social. Em outros termos: falantes de lugares diferentes fazem uso ligeira ou profundamente diferente da mesma língua, e grupos sociais distintos também. Uma das questões centrais reside no fato de como as políticas linguísticas dos Estados modernos encaram a diversidade linguística, qual é o poder de coesão de grupo de falantes de certas variedades e qual é o grau de assimilação ou de resistência cultural a que estão dispostos a submeter-se.


JOVANOVIC, A. Falares dos sete mares. Discutindo Língua Portuguesa [especial], p. 52-54, ano 1, nº 1.) [Adaptado]

Considere as frases abaixo, retiradas do 1° parágrafo do texto 4:
1. As línguas são produto social e histórico, porque resultam de um saber compartilhado pelos membros de determinada comunidade e, ao mesmo tempo, porque se trata de um conhecimento acumulado no eixo do tempo. 2. Existem diversas perspectivas sob as quais as línguas podem ser analisadas; contudo, a variação linguística dificilmente pode ser dissociada das correlações histórico-sociais. 3. Variações podem ocorrer no interior de uma língua tanto ao longo do tempo quanto no espaço territorial.
Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ) em relação às frases.
( ) Em 1, as expressões “resultam” e “conhecimento acumulado” reforçam uma visão de língua como produto e não como processo. ( ) Em 1, há relações semânticas de causalidade em cadeia: a informação da primeira oração é consequência da informação da segunda que, por sua vez, é consequência da informação da terceira. ( ) 2 pode ser reescrita, sem prejuízo de significado e sem ferir a norma culta da língua escrita, como: “Apesar de existir diversas perspectivas sob as quais as línguas possam ser analisadas, a variação linguística dificilmente possa ser dissociada das correlações histórico-sociais.” ( ) Em 2 e 3, o verbo poder, nas três ocorrências, confere um matiz modalizador que atenua a força assertiva das respectivas proposições. ( ) Em 3, “ao longo do tempo” e “no espaço territorial” significam, respectivamente, “historicamente” e “geograficamente”.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Alternativas
Respostas
3341: A
3342: A
3343: C
3344: A
3345: A
3346: A
3347: A
3348: B
3349: C
3350: D
3351: E
3352: C
3353: D
3354: A
3355: A
3356: A
3357: B
3358: A
3359: D
3360: C