Questões de Concurso Comentadas sobre redação - reescritura de texto em português

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Q3225021 Português

Leia o texto para responder a questão.


O mal é da televisão


    Camarada escritor:

    Escrevo-lhe esta carta, conforme me pediu, para contar o que sei sobre o cão pastor-alemão. Agradeço que me corrija as faltas e a pontuação, para sair bem no livro. Aí vai…

    O meu pai apareceu um dia com o cão em casa. Disse: “andou sempre a seguir-me, não quer largar mais.” Eu fiquei contente, um lindo cão e inteligente. Demos-lhe o nome de Jasão, foi o meu pai que escolheu o nome, pois gosta muito de lendas gregas. Jasão aprendeu logo o nome, era esperto.

    Quando eu ia para o Instituto, onde estou a estudar Planificação, o cão queria ir comigo. Às vezes até foi. Ficava à espera de que eu saísse das aulas e acompanhava-me a casa. Sempre grande e calmo, um senhor. As garinas1 rodeavam-no logo, a fazer festas, ele deixava. Quem aproveitava da popularidade dele era eu. Por isso até que gostava da sua companhia. Mas o meu pai xingava-me sempre por o levar. Achava que não ficava bem o filho dum responsável, mesmo se pequeno, andar com um cão. Isso era prática de outros tempos que devíamos combater: os filhos dos governadores ou senhores coloniais é que andavam assim! Podíamos ter o cão, mas em casa, sem dar nas vistas, para que as massas não fizessem paralelos incômodos com os tempos antigos.


(Pepetela. O Cão e os Caluandas. Adaptado)

Assinale a alternativa em que a frase, reescrita a partir de informações do texto, atende à norma-padrão de regência verbal e de regência nominal.
Alternativas
Q3224841 Português
Leia o texto para responder à questão.

Tudo que você postar pode ser usado contra você

    Não é novidade que tudo que publicamos nas redes sociais é usado na criação de perfis detalhados sobre nós para que as empresas nos vendam todo tipo de quinquilharia. Também não é novidade que nossas informações são usadas para “aprimorar” essas plataformas e que muitas delas não fazem o que deveriam para nos proteger contra desinformação e diferentes tipos de assédio.
    Mas a novidade é que agora essas companhias também usam nossas informações pessoais para treinar seus nascentes serviços de inteligência artificial, abrindo uma nova brecha na violação de privacidade, já que transitam nas ambiguidades de seus termos de serviço e posicionamentos públicos.
    No Senado americano, em janeiro de 2024, os CEOs das redes sociais mais acessadas por crianças e adolescentes foram interpelados a respeito de suas ações para proteger os jovens. O mais questionado foi Mark Zuckerberg, da Meta (dona do Facebook, Instagram e WhatsApp). Diante da pressão dos senadores, ele pediu desculpas aos presentes. Ali estavam pais e mães de crianças que morreram por problemas derivados de abusos nas redes sociais.
    Porém, menos de uma semana depois, o mesmo Zuckerberg disse, ao transmitir os resultados financeiros da Meta, que sua empresa está usando todas as publicações de seus usuários – inclusive de crianças – para treinar suas plataformas de IA. O mercado adorou: as ações da companhia dispararam 21%. E essa infinidade de dados pessoais é mesmo uma mina de ouro!
    Mas e se eu, que sou o proprietário das minhas ideias (por mais que sejam públicas), quiser que a Meta não as use para treinar sua IA, poderei continuar usando seus produtos?
    No momento mais dramático da audiência, Zuckerberg disse: “Sinto muito por tudo que passaram”. Mas também se defendeu afirmando que investiu mais de US$ 20 bilhões e que contratou “milhares de funcionários” para garantir a proteção dos clientes. Ponderou ainda que a empresa precisa equilibrar o cuidado e “as boas experiências entre amigos, entes queridos, celebridades e interesses”. Em outras palavras, a proteção não pode piorar o produto, o que seria ruim para os negócios.
    Segundo Marcelo Crespo, da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), a principal violação nesse movimento da Meta é que ela usa dados pessoais de seus usuários, sem que estes saibam, com uma finalidade que não é aquela para a qual criaram contas e fazem publicações. “A grande questão é se essas regras são moralmente aceitas e transparentes ou se, de alguma forma, constituem abuso de direito”, explica Crespo.
    A novidade trazida por Zuckerberg é apenas um recente exemplo de que, se deixarmos as empresas se autorregularem, nós, seus usuários, continuaremos os grandes prejudicados.

(Paulo Silvestre. www.estadao.com.br/brasil/macaco-eletrico/ tudo-que-voce-postar-pode-ser-usado-contra-voce-e-a-favor-da-ia/ ?utm_source=estadao:mail. Publicado em 12.02.2024. Adaptado)
Considerando o contexto, a frase – Em outras palavras, a proteção não pode piorar o produto, o que seria ruim para os negócios. (6º parágrafo) – pode ser reescrita da seguinte forma:
Alternativas
Q3201557 Português
Leia o texto a seguir:

"A educação é essencial para o desenvolvimento de uma nação. Investir em escolas e professores é garantir um futuro melhor para todos."
Fonte: Jornal O Estado de S. Paulo, 01/10/2023.

Qual das alternativas reescreve as orações de forma CORRETA?
Alternativas
Q3201556 Português
Leia o trecho abaixo:

"O governo anunciou novas medidas para incentivar o uso de energias renováveis. Essas ações incluem subsídios para a instalação de painéis solares em residências."
Fonte: Jornal Valor Econômico, 18/09/2023.

Assinale a alternativa que mantém o sentido original da frase:
Alternativas
Q3199217 Português
Leia o seguinte texto.
"Implementar um bom plano de negócios é fundamental para o sucesso de uma empresa. Além disso, é necessário que os gestores tenham uma visão clara das metas e objetivos a serem alcançados."
Fonte: Revista Exame, 15/06/2023.

Qual das alternativas reescreve as orações de forma correta?
Alternativas
Q3199216 Português
Leia o trecho abaixo.
"O governo anunciou novas políticas para promover o crescimento econômico, focando em investimentos, em infraestrutura e inovação tecnológica."
Fonte: Jornal Valor Econômico, 20/05/2023.

Qual das alternativas mantém o sentido original do texto?
Alternativas
Q3176745 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Não é preciso procurar muito para encontrar algum conflito que coloca duas ou mais pessoas - ou grupos - em posições ideológicas opostas, especialmente quando o tema é política. Porém, há alguns anos, esse debate no Brasil e no mundo tem se tornado cada vez mais intenso e menos amigável. Com certeza, algum leitor que está aqui nessa matéria cortou contato com familiares ou deixou de tocar no assunto para não inflamar ainda mais o ambiente. Mas quando foi que a política começou a ficar tão dividida, a ponto de a que vivemos hoje ser considerada uma guerra ideológica?


Luiz Felipe Gonçalves de Carvalho, sociólogo, filósofo e escritor, acredita que é da natureza da política que ela seja mesmo dividida e acolha o dissenso. "Como diria o filósofo francês Jacques Rancière, caso contrário, não seria política, e sim polícia", argumenta. O problema, segundo ele, surge quando a polarização não consegue ser moderada como deveria e acaba fortalecendo os extremismos. "Isso acontece, em geral, em épocas de incertezas sociais extremas, como guerras, revoluções e crise de fome", exemplifica.


Revista Mente Afiada − Ano 2, Nº 17 − agosto de 2024 (adaptado)

No início do segundo parágrafo do texto, encontramos a expressão "o dissenso". A partir do contexto em que a palavra é empregada, podemos afirmar que ela poderia ser substituída, sem prejuízo ao sentido do texto, pela expressão:
Alternativas
Ano: 2024 Banca: FGV Órgão: PC-MG Prova: FGV - 2024 - PC-MG - Investigador de Polícia I |
Q3171619 Português
Procurando reduzir a extensão dos textos, em todas as frases abaixo as orações substantivas sublinhadas foram substituídas por substantivos.

Assinale a opção em que isso foi feito de forma adequada.
Alternativas
Q3145359 Português
Leia o texto a seguir e responda, posteriormente, a questão.

    O desenvolvimento da acessibilidade necessita da integração das obras, produtos e serviços, pois a acessibilidade é um conjunto de ações transversais, ou seja, as diversas áreas em que houver projetos ou intervenções devem desenvolver estudos conjuntos de modo a prever todas as interfaces, necessidades e aptidões. A fidedigna observância às normas técnicas de acessibilidade pressupõe um projeto bem elaborado.

    Todos os projetos e adequações para acessibilidade devem obrigatoriamente atender às normas técnicas nacionais da ABNT, ainda que profissionais pouco familiarizados com o assunto usem como referência apenas uma norma para acessibilidade: NBR 9050.


Fonte: Girardi, S. Acessibilidade: guia prático para o projeto de adaptações e novas normas. São Paulo: Crea, 2018.
Releia o texto e destaque a alternativa em que a troca do termo não alterou o sentido proposto pelo autor.
Alternativas
Q3143878 Português
Leia o texto a seguir e responda a questão abaixo:


“Quando fazemos tudo para que nos amem e não conseguimos, resta-nos um último recurso: não fazer mais nada. Por isso, digo, quando não obtivermos o amor, o afeto ou a ternura que havíamos solicitado, melhor será desistirmos e procurar mais adiante os sentimentos que nos negaram. Não fazer esforços inúteis, pois o amor nasce, ou não, espontaneamente, mas nunca por força de imposição. Às vezes, é inútil esforçar-se demais, nada se consegue; outras vezes, nada damos e o amor se rende aos nossos pés. Os sentimentos são sempre uma surpresa. Nunca foram uma caridade mendigada, uma compaixão ou um favor concedido. Quase sempre amamos a quem nos ama mal, e desprezamos quem melhor nos quer. Assim, repito, quando tivermos feito tudo para conseguir um amor, e falhado, resta-nos um só caminho… o de mais nada fazer.”
(Clarice Lispector)

Disponível em: (https://www.revide.com.br/blog/renata-caronesborgia/clarce-lispector-dia-101211-dia-c-trecho/)
Reescreva a frase "Os sentimentos são sempre uma surpresa" para uma estrutura equivalente, mantendo o sentido original.
Alternativas
Q3143668 Português
Leia o texto a seguir e responda.

“O ofício é um documento destinado à comunicação oficial entre órgãos públicos, empresas ou mesmo autoridades. Nele, são veiculadas ordens, solicitações ou informações que possuem valor jurídico. Os ofícios podem ser tipificados quanto à sua finalidade. Sendo assim, temos:

Ofício de comunicação: usado para informar algo no âmbito do poder público ou particular e suas respectivas administrações, por exemplo.

Ofício de solicitação: utilizado quando a administração precisa fazer certas demandas, e o documento é usado para que sejam feitas as solicitações.

Ofício de patrocínio: usado na captação de recursos para projetos. É muito comum em organizações não governamentais no processo de formalização de ajuda para as atividades a serem realizadas.

Ofício jurídico: expedido pelo juiz a fim de obter informações de determinadas autoridades sobre um assunto específico. É comum encontrarmos o ofício jurídico direcionado a advogados ou seus clientes."

Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/redacao/oficio.htm.
Acesso em 22 de outubro de 2024.
Sobre a elaboração de um ofício, analise as assertivas abaixo.
I. O cabeçalho deve conter a identificação da entidade remetente e a data.
II. O corpo do ofício deve ser sempre redigido em linguagem coloquial, independentemente do destinatário.
III. O fechamento deve incluir uma despedida formal adequada ao tipo de comunicação.

Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3142683 Português
Alcachofra


   Iguaria exótica utilizada por muitos chefes de cozinha, a hortaliça, que cresce bem em regiões de clima ameno, está se tornando popular entre os brasileiros.

    A temperatura e a umidade que durante o ano prevalecem em São Roque, no interior do Estado de São Paulo, formam as condições climáticas ideais para a cidade ser um polo produtor de alcachofra no país. Vivem da remuneração obtida do cultivo da hortaliça muitos agricultores moradores do município e arredores, pois a produção tem boa rentabilidade na comercialização.

   Plantada inicialmente em hortas caseiras por italianos, portugueses e espanhóis, que trouxeram a cultura para a região brasileira entre o fim do século XIX e começo do XX, a alcachofra foi submetida pelos próprios imigrantes europeus a um processo de melhoramento. A seleção resultou no desenvolvimento da cultivar roxa-de-são-roque, uma das principais variedades do vegetal — que conta com apreciadores cativos.

    O consumo da alcachofra também vem crescendo entre os brasileiros com o aumento do interesse da população por uma gastronomia mais requintada. Flor imatura da mesma família (Asteraceae) das margaridas e dos girassóis, tem a base e as pétalas carnudas presentes na elaboração de cardápios de muitos chefs. As partes comestíveis da hortaliça podem ser saboreadas cruas, cozidas ou em conserva.

   Com a perspectiva de popularização da alcachofra, seu cultivo é visto como uma oportunidade de investimento para produtores de diferentes locais do país onde predomina o clima ameno. Não é preciso ter experiência, já que a planta não é difícil de ser cultivada. Outra vantagem da hortaliça é ser perene, o que permite ser produzida por vários anos seguidos.

   Além de ser considerada uma iguaria exótica, a alcachofra contém em suas folhas e sementes a cinarina, uma substância com uso na medicina popular para complementar o tratamento de diversas doenças, entre elas gota, diabetes, anemia, reumatismo e problemas urinários. Por ter baixo valor calórico e ajudar no processo de digestão, a hortaliça é usada em dietas alimentares para a perda de peso.

  Dotada de vários antioxidantes, que agem contra a ação de radicais livres causadores do envelhecimento precoce, a alcachofra é um estimulante do aumento do fluxo biliar, melhorando as funções do fígado.

   Também é rica em vitaminas C, A e do complexo B. Planta herbácea originária da região do Mar Mediterrâneo, pode atingir entre 1,5 e 1,8 metro de altura e de 2 a 2,5 metros de diâmetro.


Revista Globo Rural
Uma outra maneira de reescrevermos o trecho: “Dotada de vários antioxidantes, que agem contra a ação de radicais livres causadores do envelhecimento precoce, a alcachofra é um estimulante do aumento do fluxo biliar, melhorando as funções do fígado.” (7º parágrafo), respeitando-se a lógica textual e as normas gramaticais, é:
Alternativas
Q3136263 Português

Ilê Pérola Negra


(Daniela Mercury) 


O canto do negro veio lá do alto 


É belo como a íris dos olhos de Deus, de Deus E no repique, no batuque, no choque do aço Eu quero penetrar no laço afro que é meu, e seu Vem cantar meu povo, vem cantar você Bate os pés no chão moçada E diz que é do Ilê Aiyê 


Lá vem a negrada que faz o astral da avenida Mas que coisa tão linda, quando ela passa me faz chorar Lá vem a negrada que faz o astral da avenida Mas que coisa tão linda, quando ela passa me faz chorar


Tu és o mais belo dos belos, traz paz, riqueza Tens o brilho tão forte por isso te chamo de pérola negra Tu és o mais belo dos belos, traz paz, riqueza Tens o brilho tão forte por isso te chamo de pérola negra


Êêê, pérola negra Pérola negra Ilê Aiyê Minha pérola negra Êêê, pérola negra Pérola negra Ilê Aiyê Minha pérola negra 


Lá vem a negrada que faz o astral da avenida Mas que coisa tão linda, quando ela passa me faz chorar Lá vem a negrada que faz o astral da avenida Mas que coisa tão linda, quando ela passa me faz chorar 


Tu és o mais belo dos belos, traz paz, riqueza Tens o brilho tão forte por isso te chamo de pérola negra


Com sutileza cantando e encantando a nação Batendo bem forte cada coração Fazendo subir a minha adrenalina  


Como dizia Buziga É de mim Em me pé nagô de Ilê É de mim Em me pé nagô de Ilê Aiyê 


Êêê, pérola negra Pérola negra Ilê Aiyê Minha pérola negra Êêê, pérola negra Pérola negra Ilê Aiyê Minha pérola negra 


Tu és o mais belo dos belos, traz paz, riqueza Tens o brilho tão forte por isso te chamo de pérola negra Tu és o mais belo dos belos, traz paz, riqueza Tens o brilho tão forte por isso te chamo de pérola negra 


Como dizia Buziga É de mim Em me pé nagô de ilê É de mim Em me pé nagô de Ilê Aiyê 


Êêê, pérola negra Pérola negra Ilê Aiyê Minha pérola negra Êêê, pérola negra Pérola negra Ilê Aiyê Minha pérola negra 


Disponível em:https://www.letras.mus.br/daniela-mercury/423964/

Em “Com sutileza cantando e encantando a nação”, a palavra sutileza pode ser substituída, sem prejuízo de significação, por: 
Alternativas
Q3132257 Português

TEXTO I

Aos 102 anos, idoso volta à sala de aula e inspira alunos.


     A sala de aula voltou a fazer parte da rotina do Pedro Francisco de Souza, de 102 anos. Nascido em Catu, na Bahia, ele se mudou ano passado para o Espírito Santo e, na nova cidade, resolveu voltar a estudar.

      Pedro hoje está na primeira etapa do Ensino de Jovens e Adultos (EJA), na rede municipal de Vitória. Ele tem sido um ótimo aluno e, segundo os professores, inspira muita gente mais nova! “Eu me sinto feliz e, por essa felicidade, ainda quero aprender mais para falar melhor com o público”, contou o idoso.

      Realização

     O ensino foi bastante escasso ao longo da vida de Pedro, embora ele tenha aprendido a ler e escrever. “Sem ler não podemos falar, não podemos fazer nada. É por isso que continuo estudando. Enquanto há vida, há esperança”, refletiu.

    Para Pedro, voltar à sala de aula é uma realização. O filho dele, André Souza, de 46 anos, disse que o pai adora cantar, tocar violão, conversar e ler a Bíblia e que ele é completamente independente. “Ele come sozinho, toma banho sozinho, faz tudo sozinho”, completou o filho orgulhoso.

     Inspiração para os mais jovens

     Pedro é um dos 200 alunos matriculados no EJA. E foi a idade o que mais chamou a atenção dos professores e outros colegas de sala dele, que também são idosos.

   André disse que essa nova rotina tem sido inspiradora também para ele. Pedro se sente orgulhoso por ser um motivador e tem cuidado melhor, inclusive, da própria saúde.


Disponível em: https:// https://cutt.ly/WmeFT2E. Acesso em: 26 jun. 2021 (adaptado).


Leia atentamente o texto, e responda à questão.

Releia este trecho.

“O ensino foi bastante escasso ao longo da vida de Pedro [...]”

A palavra “escasso”, nesse trecho, pode ser substituída, sem alterar o sentido original do trecho, por:
Alternativas
Q3129637 Português

Texto CG1A1-I


    Investir em educação na primeira infância representa, além de vantagens para o desenvolvimento individual, retorno social e econômico. O economista norte-americano James Heckman, um dos ganhadores do prêmio Nobel na área econômica no ano 2000, conduziu pesquisa que acompanhou, ao longo do tempo, várias crianças com e sem acesso a ensino de qualidade. O objetivo era conferir os impactos da educação no curto, no médio e no longo prazo.


    “Os resultados desse trabalho mostram que cada dólar investido traz um retorno social de sete dólares”, aponta Karina Fasson, da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, organização da sociedade civil que trabalha pela causa da primeira infância. Ela afirma que “as ações educativas voltadas para o começo da vida têm o poder de minimizar a carga que as demais políticas públicas carregam”. Isso quer dizer que investir em educação na primeira infância é uma estratégia eficaz para reduzir os custos sociais no futuro.


    Segundo Fasson, quando se pensa em políticas públicas, o retorno é mais significativo na fase pré-escolar que em qualquer outra etapa da vida. “No longo prazo, quem é mais estimulado tem maior aprendizado e maior progressão escolar, e isso tem reflexos na inserção no mercado de trabalho e nos salários, além de favorecer menor envolvimento em situações de vulnerabilidade, como a criminalidade e o uso de drogas, e tem consequências também na saúde das pessoas”, ressalta. Tudo isso, a especialista afirma, não só tem efeito na trajetória educacional, mas também repercute ao longo da vida do indivíduo e impacta a sociedade como um todo. 


Internet: <novaescola.org.br> (com adaptações).

A respeito do vocabulário e da estrutura linguística do texto CG1A1-I, julgue o item que se segue.

O segundo período do primeiro parágrafo poderia ser reescrito, mantendo-se a correção gramatical e os sentidos originais do texto, da seguinte forma: No ano 2000, o economista norte-americano James Heckman (um dos ganhadores do prêmio Nobel na área econômica), conduziu uma pesquisa que acompanhou, ao longo do tempo, várias crianças, com e sem acesso à educação de qualidade.
Alternativas
Q3128864 Português
Texto para responder à questão.

Infância hiperconectada cria “geração ansiosa”, diz o livro mais discutido do ano

    O psicólogo americano Jonathan Haidt, de 60 anos, acredita que a consciência humana está mudando – e para pior.
    Crianças e adolescentes, em particular, são hoje mais deprimidos e propensos à automutilação e ao suicídio do que eram na primeira década do século.
    A causa dessa transformação, diz Haidt, é o smartphone. Para a garotada, o celular equipado com apps de redes sociais teria se tornado um portal de bolso para a ansiedade e a depressão.       Haidt expõe essa tese em “A geração ansiosa – Como a infância hiperconectada está causando uma epidemia de transtornos mentais” (tradução de Lígia Azevedo; Companhia das Letras; 440 páginas), um dos livros mais discutidos do ano. Com lançamento no Brasil previsto para 16 de julho, a obra já está em pré-venda.
    “Existe um longo histórico de pesquisas acadêmicas interessantes sobre como ferramentas mudam nossa consciência”, Haidt disse à revista The New Yorker. Ele mesmo deu seguimento a essa tradição, ao atribuir às telinhas o súbito aumento da incidência de distúrbios mentais que, a partir de 2012, se verificou entre adolescentes americanos (sobretudo garotas).
   Essa epidemia também afetou Reino Unido, Canadá, Nova Zelândia, Austrália e países escandinavos, entre outras nações. Trata-se de um fato bem documentado.
   Apenas suas causas ainda são debatidas. Há quem as busque não nas inovações tecnológicas, mas em fatores sociais ou econômicos – por exemplo, na crise econômica dos subprimes, que, no entanto, eclodiu quatro anos antes, em 2008.
    Haidt argumenta que foi a dupla revolução do smartphone e das redes sociais que abriu essa crise na infância e na juventude. Essa hipótese é rigorosamente amparada em pesquisas e dados.
   O mal-estar da juventude apareceu no livro anterior de Haidt, The coddling of the American mind (2018), escrito em parceria com o advogado e ativista da liberdade acadêmica Greg Lukianoff. O tema ali era mais político – a crescente limitação à liberdade de pensamento nas universidades americanas –, mas Haidt já apontava para a fragilidade psicológica da geração que então ocupava os bancos universitários como um fator determinante para a ascensão do que mais tarde se chamaria de “cultura do cancelamento”.
    A “geração ansiosa” não se limita à análise do problema. O autor apresenta soluções simples para tirar as crianças da telinha, encorajando-as a voltar à rua para brincar com amigos. Também defende que os celulares sejam banidos da sala de aula e que o acesso às redes sociais seja legalmente limitado a maiores de 13 anos.
   Haidt não é um ludita pregando a demolição dos teares do Vale do Silício. Seu livro pretende apenas alertar legisladores, professores e sobretudo pais dos perigos a que crianças e adolescentes estão expostos quando têm acesso ilimitado a celulares e tablets.

(Disponível em: < https://braziljournal.com/. Acesso em: novembro de 2024. Adaptado.)
Considere o trecho a seguir: “Há quem as busque não nas inovações tecnológicas, mas em fatores sociais ou econômicos – por exemplo, na crise econômica dos subprimes, que, no entanto, eclodiu quatro anos antes, em 2008.” (7º§) o termo destacado poderia ser substituído, mantendo-se a coerência textual, por: 
Alternativas
Q3128860 Português
Texto para responder à questão.

Infância hiperconectada cria “geração ansiosa”, diz o livro mais discutido do ano

    O psicólogo americano Jonathan Haidt, de 60 anos, acredita que a consciência humana está mudando – e para pior.
    Crianças e adolescentes, em particular, são hoje mais deprimidos e propensos à automutilação e ao suicídio do que eram na primeira década do século.
    A causa dessa transformação, diz Haidt, é o smartphone. Para a garotada, o celular equipado com apps de redes sociais teria se tornado um portal de bolso para a ansiedade e a depressão.       Haidt expõe essa tese em “A geração ansiosa – Como a infância hiperconectada está causando uma epidemia de transtornos mentais” (tradução de Lígia Azevedo; Companhia das Letras; 440 páginas), um dos livros mais discutidos do ano. Com lançamento no Brasil previsto para 16 de julho, a obra já está em pré-venda.
    “Existe um longo histórico de pesquisas acadêmicas interessantes sobre como ferramentas mudam nossa consciência”, Haidt disse à revista The New Yorker. Ele mesmo deu seguimento a essa tradição, ao atribuir às telinhas o súbito aumento da incidência de distúrbios mentais que, a partir de 2012, se verificou entre adolescentes americanos (sobretudo garotas).
   Essa epidemia também afetou Reino Unido, Canadá, Nova Zelândia, Austrália e países escandinavos, entre outras nações. Trata-se de um fato bem documentado.
   Apenas suas causas ainda são debatidas. Há quem as busque não nas inovações tecnológicas, mas em fatores sociais ou econômicos – por exemplo, na crise econômica dos subprimes, que, no entanto, eclodiu quatro anos antes, em 2008.
    Haidt argumenta que foi a dupla revolução do smartphone e das redes sociais que abriu essa crise na infância e na juventude. Essa hipótese é rigorosamente amparada em pesquisas e dados.
   O mal-estar da juventude apareceu no livro anterior de Haidt, The coddling of the American mind (2018), escrito em parceria com o advogado e ativista da liberdade acadêmica Greg Lukianoff. O tema ali era mais político – a crescente limitação à liberdade de pensamento nas universidades americanas –, mas Haidt já apontava para a fragilidade psicológica da geração que então ocupava os bancos universitários como um fator determinante para a ascensão do que mais tarde se chamaria de “cultura do cancelamento”.
    A “geração ansiosa” não se limita à análise do problema. O autor apresenta soluções simples para tirar as crianças da telinha, encorajando-as a voltar à rua para brincar com amigos. Também defende que os celulares sejam banidos da sala de aula e que o acesso às redes sociais seja legalmente limitado a maiores de 13 anos.
   Haidt não é um ludita pregando a demolição dos teares do Vale do Silício. Seu livro pretende apenas alertar legisladores, professores e sobretudo pais dos perigos a que crianças e adolescentes estão expostos quando têm acesso ilimitado a celulares e tablets.

(Disponível em: < https://braziljournal.com/. Acesso em: novembro de 2024. Adaptado.)
A reescrita do trecho destacado a seguir, no final do texto apresentado, “Seu livro pretende apenas alertar legisladores, professores e sobretudo pais dos perigos a que crianças e adolescentes estão expostos quando têm acesso ilimitado a celulares e tablets.” (11º§) que preserva o sentido e a correção originais, assim como a coesão e coerência das ideias expressas, está indicada em:
Alternativas
Q3122180 Português

Como as competências socioemocionais podem apoiar os professores no dia a dia da profissão?

Desenvolver essas competências nos docentes é uma das maneiras de proteção à síndrome de burnout, sem contar que ao melhorar o engajamento profissional, se atinge também a aprendizagem dos estudantes 10/10/24 | Por Karen Cristine Teixeira, gerente de pesquisas e membra do eduLab21 do Instituto Ayrton Senna



    Muito tem se discutido sobre as competências socioemocionais no contexto escolar, reflexo da evolução do conceito de educação e docência, que destaca o desenvolvimento pleno e integral dos estudantes como um direito fundamental. Esse avanço contrapõe o paradigma da pedagogia tradicional, em que o estudante era visto como passivo, e o docente, como transmissor de conhecimentos.

    Atualmente há muito conteúdo disponível sobre o assunto, e é sempre importante considerar o que as evidências científicas nos dizem sobre o tema, ________ está em constante evolução. [...]


O que são as competências socioemocionais? Qual a diferença entre as de estudantes e professores?


    Elas são características individuais que se expressam na forma como pensamos, sentimos e nos comportamos. Tais competências surgem da interação entre predisposições biológicas e fatores ambientais, o que quer dizer que questões genéticas e de ancestralidade influenciam, mas não determinam nossa capacidade de mobilizá-las.

    Elas também são influenciadas pela história de vida, experiências, condição econômica e sociocultural, relações interpessoais, entre outros fatores. [...]

    As socioemocionais podem ser aprendidas e desenvolvidas via situações informais, como a observação e interação social, e formas de aprendizagem, como práticas pedagógicas intencionais. O conceito é o mesmo para estudantes e professores. A diferença é que as competências docentes, que podem ser desenvolvidas em formação inicial e em serviço, focam em aspectos relevantes e específicos da profissão.


O que o professor ganha ao desenvolvê-las?


O estresse e a síndrome de burnout são causas frequentes de afastamento entre docentes[,]1 resultantes das intensas demandas relacionais da profissão e da elevada carga de trabalho. Esses fatores impactam negativamente a satisfação profissional[,]2 o bem-estar e a saúde mental dos professores[,]3 elementos para os quais o desenvolvimento socioemocional é um importante fator de proteção[,]4 contribuindo para a autoeficácia docente[,]5 o engajamento no trabalho e a criação de relações interpessoais saudáveis. Essas competências também fortalecem a capacidade do professor de facilitar o aprendizado dos estudantes. 

    Evidências mostram que as socioemocionais docentes estão relacionadas à participação, à satisfação, à saúde mental, à autoeficácia e ao desempenho acadêmico dos estudantes, além de menores taxas de evasão. Programas de desenvolvimento socioemocional implementados por professores mostram eficácia 40% maior do que quando realizados por outros profissionais da escola e sem formação específica.


Cada dia parece que inventam uma competência nova. Como desenvolver todas?


    Existem diversos modelos de socioemocionais para professores e estudantes, cada um adaptado às demandas de contextos específicos. Por exemplo, em locais com altos índices de violência escolar, competências como amabilidade e interação social podem ser priorizadas. Já em locais com foco na melhoria do desempenho acadêmico, competências como autogestão e abertura ao novo são destacadas. Isso não quer dizer que há umas mais importantes que outras, apenas que podem estar mais alinhadas aos desafios daquela comunidade escolar específica.

    Outro ponto que pode dar a impressão de que há muitas competências socioemocionais é o que chamamos de “falácia jingle-jangle”. Isso acontece quando atribuímos nomes iguais a competências diferentes (jingle) ou nomes diferentes a competências iguais (jangle). Essa confusão dificulta a criação de um letramento socioemocional comum e a reunião de evidências científicas sobre cada competência.

    Além disso, não é porque existem diversas competências que você precisa trabalhar todas. Faça um exercício de autorreflexão, olhando para si e entendendo quais são suas maiores dificuldades/desafios e suas fortalezas: esse é o início do desenvolvimento socioemocional. 

    Faça perguntas, por exemplo: sinto dificuldade para lidar com o estresse em sala de aula? Sinto-me só e gostaria de compartilhar experiências com outros profissionais? Como me sinto quando meu planejamento de aula é interrompido? Tenho dificuldade para incluir práticas criativas nas aulas?

    A partir do mapeamento das necessidades que você identifica, priorize o desenvolvimento de uma a duas competências por vez. Não há como trabalhar diversas competências ao mesmo tempo, pois precisam de intencionalidade para serem desenvolvidas. Da mesma forma que qualquer aprendizado, as socioemocionais são desenvolvidas passo a passo, de forma constante e progressiva. E lembre-se: o apoio da gestão escolar é imprescindível.


TEIXEIRA, Karen Cristine. Como as competências socioemocionais podem apoiar os professores no dia a dia da profissão? Revista Educação, 10 de outubro de 2024.

Disponível em: https://revistaeducacao.com.br/2024/10/10/competenciassocioemocionais-professores/. Acesso em: 16 nov. 2024. Adaptado. 

A derradeira palavra do texto NÃO pode ser substituída por
Alternativas
Ano: 2024 Banca: FUNDEP (Gestão de Concursos) Órgão: Prefeitura de Manhuaçu - MG Provas: FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Manhuaçu - MG - Analista Jurídico | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Manhuaçu - MG - Arquiteto | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Manhuaçu - MG - Assistente Social | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Manhuaçu - MG - Auditor de Controle Interno | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Manhuaçu - MG - Biólogo | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Manhuaçu - MG - Contador | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Manhuaçu - MG - Dentista | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Manhuaçu - MG - Bioquímico/Farmacêutico | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Manhuaçu - MG - Educador Físico Serviço de Saúde | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Manhuaçu - MG - Terapeuta Ocupacional | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Manhuaçu - MG - Engenheiro Elétrico | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Manhuaçu - MG - Nutricionista | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Manhuaçu - MG - Fonoaudiólogo | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Manhuaçu - MG - Enfermeiro | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Manhuaçu - MG - Psicólogo | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Manhuaçu - MG - Fisioterapeuta | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Manhuaçu - MG - Engenheiro Ambiental | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Manhuaçu - MG - Médico Veterinário | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Prefeitura de Manhuaçu - MG - Engenheiro Civil |
Q3121670 Português

Leia esta sentença: 



Nós fomos no cinema assistir aquele filme novo que todo mundo tá falando.



Assinale a alternativa que apresenta a correção da frase anterior de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa.

Alternativas
Q3120587 Português

      Uma das coisas mais maravilhosas que podemos aprender com os heróis da pobreza é lidar de maneira não tão contábil com o sucesso e o insucesso. Pessoas que mantêm a cabeça erguida mesmo em situações difíceis têm uma peculiaridade: mantêm-se ativas até nas crises. Dispõem de uma dignidade independente das circunstâncias externas e, muitas vezes, têm a capacidade de encarar o fracasso como oportunidade. 


SCHONBURG, Alexander. Rico sem dinheiro. São Paulo: Gente, 2007, p. 55.


Considerando-se os aspectos da norma-padrão da língua, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Respostas
261: B
262: A
263: B
264: C
265: D
266: C
267: E
268: B
269: A
270: B
271: C
272: B
273: C
274: A
275: E
276: A
277: D
278: A
279: D
280: E