Questões de Concurso
Comentadas sobre redação - reescritura de texto em português
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I.O período: "Somos esse filme velho que vemos passar todos os dias pelas ruas, calçadas, ônibus, casas". - está construído com metáfora. II.A oração exclamativa: "Nós somos memórias inestimáveis!" está com os termos essenciais explícitos e dispostos na ordem direta. III.O período: "Mas sabemos que somos seres viventes!!!" é composto por subordinação. IV.Os termos da série: "que", "de", "os", "se", "na" - são todos invariáveis em gênero e em número. V.A frase: "Somos instantes que se somam". - ficaria mais coerente com o contexto em que se insere se fosse escrita assim: "Somos instantes se fôssemos somados".
Estão CORRETAS, apenas:
A máxima da teoria ética da responsabilidade apregoa que somos responsáveis por aquilo que fazemos e reza: “Aja para atingir fins universalistas”. Em vez de aplicar ordenamentos previamente estabelecidos, os agentes priorizam as consequências das decisões e ações. Realizam assim uma análise situacional: avaliam os efeitos previsíveis que uma ação produz; planejam obter resultados positivos para si e para os demais agentes que interagem consigo sem ferir os interesses alheios; e, por fim, ampliam o leque das escolhas quando preconizam: “dos males, o menor” ou quando visam “fazer mais bem ao maior número de pessoas.
(Robert Henry Srour. Ética empresarial)
Será uma boa ideia ter armas que definem seus alvos e disparam os gatilhos automaticamente? Um robô capaz de selecionar contratados em uma empresa seria confiável? Como garantir que a tecnologia faça bem ao ser humano? Essas são algumas perguntas presentes no debate ético em torno da IA (inteligência artificial). O crescimento da área é acelerado e muitas vezes incorre em aplicações questionáveis.
Diversos países correm para dominar a tecnologia visando benefícios comerciais e militares. Para isso, criam políticas nacionais a fim de fomentar a pesquisa e a criação de empresas especializadas na área. EUA, China e União Europeia são destaques nesse mundo.
O caso chinês é o mais emblemático, com startups sendo incentivadas a desenvolver sistemas sofisticados de reconhecimento facial. O governo usa a tecnologia para rastrear algumas minorias, como os uigures, população majoritariamente muçulmana. Câmeras nas ruas e aplicativos nos celulares monitoram os passos dos cidadãos. A justificativa chinesa é pautada na segurança nacional: o objetivo é coibir ataques extremistas. O sistema de vigilância já foi vendido a governos na África, como o do Zimbábue.
A discussão sobre ética no ocidente tenta impor limites à inteligência artificial para tentar impedir que a coisa fuja do controle. Outras ferramentas poderosas já precisaram do mesmo tratamento. A bioética, que ajuda a estabelecer as regras para pesquisas em áreas como a genética, é frequentemente citada como exemplo a ser seguido. Uma boa forma de lidar com os riscos de grandes avanços sem impedir o progresso da ciência é por meio de consensos de especialistas, em congressos. Eles podem suspender alguma atividade no mundo todo por um período determinado – uma moratória – para retomar a discussão no futuro, com a tecnologia mais avançada.
Essa ideia de pé no freio aparece na inteligência artificial. Um rascunho de documento da União Europeia obtido pelo site “Politico”, em janeiro, mostra que o grupo considera banir o reconhecimento facial em áreas públicas por um período de três a cinco anos. Nesse tempo, regras mais robustas devem ser criadas.
(Raphael Hernandes. Inteligência artificial enfrenta questões éticas para ter evolução responsável. Disponível em: https://temas.folha.uol.com.br. Acesso em: 25.02.2020. Adaptado)
Texto para o item.

Internet: <www.noticias.r7.com> (com adaptações).
Quanto à correção gramatical e à coerência das substituições propostas para vocábulos e trechos destacados do texto, julgue o item.
“ainda não compensam as perdas” (linhas 42 e 43) por
também são menores que às perdas
Texto para o item.

Internet: <www.noticias.r7.com> (com adaptações).
Quanto à correção gramatical e à coerência das substituições propostas para vocábulos e trechos destacados do texto, julgue o item.
“grande” (linha 42) por expressivo
Texto para o item.

Quanto à correção gramatical e à coerência das substituições propostas para vocábulos e trechos destacados do texto, julgue o item.
“veem” (linha 25) por preveem
Texto para o item.

“há alguns dias” (linha 23) por faz alguns dias
Texto para o item.

A expressão informal “não tem como” (linha 18), típica da linguagem falada, poderia ser corretamente substituída, com mais formalidade, pela expressão não há possibilidade de.
No que se refere à estruturação linguístico-gramatical do texto, julgue o item.
Ainda que haja alteração dos sentidos originais do texto
ou das relações entre os constituintes, mantém a
correção gramatical a inserção, antes do termo
“que” (linha 28), do elemento em.
No que se refere à estruturação linguístico-gramatical do texto, julgue o item.
Sem prejuízo da correção gramatical, nas linhas 14 e 15,
a expressão “desfrutar o seu sabor” poderia ser
substituída por desfrutar do seu sabor.

Ana Célia Baía Araújo e Zoraide Souza Pessoa. O desafio das cidades sustentáveis: prós e contras de
uma proposta para o desenvolvimento urbano. Internet: <http://:anpur.org.br>
Com relação aos aspectos linguísticos e aos sentidos do texto CB1A2, julgue os próximos itens.
Sem prejuízo da correção gramatical e da coerência do texto,
o trecho “uma parcela da população urbana usufrui dos
avanços técnico-científicos, da infraestrutura e do conforto que
a vida urbana e sua produção econômica disponibilizam”
(l. 17 a 19) poderia ser reescrito da seguinte forma: uma
parcela da população urbana usufrui dos avanços
técnico-científicos, da infraestrutura e do conforto
disponibilizados pela vida urbana e pela produção econômica
deles.

Ana Célia Baía Araújo e Zoraide Souza Pessoa. O desafio das cidades sustentáveis: prós e contras de
uma proposta para o desenvolvimento urbano. Internet: <http://:anpur.org.br>
Com relação aos aspectos linguísticos e aos sentidos do texto CB1A2, julgue os próximos itens.
A forma verbal “vêm” (l.6) é acentuada devido à concordância
que estabelece com o termo “o planejamento urbano e a gestão
das cidades e áreas metropolitanas” (l. 4 a 6).
Julgue o item, relativo à estruturação linguística do texto.
Mantém a correção gramatical a substituição da
expressão “é estimada em” (linha 48) pela expressão
remonta a.
Julgue o item, relativo à estruturação linguística do texto.
Mantém a correção gramatical e os sentidos textuais a
seguinte reescrita do trecho “A cultura não apenas
fornece os nomes de um conjunto de emoções. Oferece,
também, um discurso sobre suas causas e
consequências.” (linhas de 13 a 16): A cultura não
oferece apenas os nomes de um conjunto de emoções,
mas também um discurso sobre suas causas e
consequências.
O texto abaixo servirá de base para responder à questão desta prova.
Sustentabilidade atrai investimentos para o mercado imobiliário brasileiro
Por Fabiano Cordaro
A preocupação com melhores práticas ambientais, sociais e de governança (ESG, na sigla em inglês) é uma tendência mundial que vem ganhando força no Brasil e movimentando a indústria de gestão de ativos. Segundo estimativas, um terço dos ativos em nível global já é voltado para investimentos sustentáveis. O conceito leva em conta questões corporativas, como emissão de carbono, impacto ambiental, cidadania e desenvolvimento de capital, para a tomada de decisão sobre investimentos. Os critérios ESG também funcionam como moderadores de risco, pois dão mais credibilidade aos investidores sobre as companhias em que estão alocando capital, o que garante o retorno do investimento.
Para as empresas, a preocupação com o meio ambiente e com as políticas sociais também reflete em uma reputação mais positiva entre os consumidores e, com isso, em melhor desempenho financeiro. E, para o mercado imobiliário, não é diferente. Após um período de crise, o setor começou a se recuperar este ano e vive uma janela de oportunidade. Apenas no estado de São Paulo houve 575.043 operações de compra e venda de imóveis nos últimos 12 meses até junho de 2019, montante 1,55% maior do que no acumulado dos 12 meses encerrados em junho de 2018, de acordo com o levantamento Indicadores de Registro Imobiliário, divulgado pela Associação dos Registradores de Imóveis de São Paulo (Arisp) em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).
Aliado a esse cenário, outro dado também chama a atenção: o Brasil está entre os cinco países com maior déficit habitacional do mundo. Segundo pesquisa da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), em parceria com a Fundação Getúlio Vargas FGV), seria necessário construir 1,2 milhão de imóveis ao ano para atender a demanda por moradia na próxima década. O déficit em unidades habitacionais cresceu 7% em apenas 10 anos, de 2007 a 2017, atingido 7,78 milhões em 2017.
Aproveitando esse movimento, o ESG pode ser um importante aliado da indústria de imóveis para conquistar investimentos e impulsionar o setor. Inclusive, investidores estrangeiros já apostam nesse diferencial. Um relatório publicado pela Harvard Business Review apontou que, a partir do início de 2018, a cada US$ 4 trilhões investidos nos EUA, US$ 1 trilhão foi encaminhado para investimentos sustentáveis. No ano passado, esse valor chegou a US$ 11,6 trilhões, um aumento de US$ 9 trilhões em comparação a 2010. E não só a economia ganha com esses investimentos, mas a sociedade também. O crescimento da adoção de princípios ESG traz à tona a melhoria do sistema como um todo, já que aumenta a entrega de práticas sociais e ambientais positivas.
Pensando no mercado imobiliário, esse retorno para a população chega ao oferecer residências que aliam arquitetura, tecnologia, sustentabilidade e práticas de engajamento social. Já pensou viver em um condomínio hi-tech, com uma série de serviços e soluções integradas no âmbito do imóvel e do prédio, como sensores e medidores inteligentes, Wi-Fi em todos os ambientes, horta urbana, gestor social, biblioteca e até creche para as crianças? Esse novo conceito tem como foco a economia compartilhada, que faz com que os moradores tenham maior interação. O objetivo é entregar um novo tipo de moradia, que tem como centro principal melhorar a vida das pessoas com projetos inteligentes, ao mesmo tempo que atrai novos investidores e fortalece a economia.
E engana-se quem acredita que esses imóveis são voltados apenas para classes mais altas. Pelo contrário, hoje já é possível financiar um apartamento com esse conceito até pelo programa Minha Casa Minha Vida, da Caixa Econômica Federal. Isso porque, com a aposta em inovação e tecnologia, essas moradias contam com soluções que não são normalmente aplicáveis aos produtos de interesse social. Há menos desperdício de materiais e maior agilidade nos processos, o que reduz os custos de construção de uma forma geral. A inovação também permite, inclusive, diminuir os gastos com condomínio, internet, energia e até TV a cabo.
Em um mundo globalizado essas iniciativas estão cada vez mais presentes e o desafio é que todas as pessoas possam ter acesso a esse novo jeito de viver de agora em diante. O investimento nesses novos empreendimentos desencadeia um grande potencial de crescimento para todos os envolvidos, e essa é a verdadeira sustentabilidade.
Considere o excerto abaixo.
Em um mundo globalizado essas iniciativas estão cada vez mais presentes e o desafio é que todas as pessoas possam ter acesso a esse novo jeito de viver de agora em diante.
Considerando a norma-padrão do português escrito e o uso da vírgula, uma correta
reescrita do excerto é:
Mantém a correção gramatical, ainda que possa haver alteração dos sentidos originais do texto, a substituição da locução “tinham chegado a concluir” (linha 23) pela forma verbal concluíram.


