Questões de Concurso Comentadas sobre português
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"Sua casa refletia essa memória afetiva, onde até a colher de pau e a panela de pressão mostravam sinais de desgaste, tal como sua própria dona."
Sobre a estrutura dessa frase, analise as afirmativas a seguir, à luz da gramática normativa e dos mecanismos de organização frasal.
I.O deslocamento do segmento "tal como sua própria dona" para o início do período comprometeria a clareza referencial e a progressão temática do enunciado, pois eliminaria o paralelismo com o termo "sinais de desgaste".
II.A substituição do termo "onde" por "na qual" manteria a correção gramatical e a clareza referencial, embora atribua maior formalidade sintática ao trecho.
III.A modificação da expressão "refletia essa memória afetiva" por "guardava essas memórias afetivas" implicaria mudança de aspecto verbal e de sentido, substituindo um valor metafórico por um valor literal mais objetivo.
IV.A correção gramatical do período seria comprometida caso se suprimisse a vírgula após "afetiva", pois tal pontuação delimita uma oração adjetiva restritiva, essencial ao entendimento do referente "casa".
Está CORRETO o que se afirma em:
Observe a oração a seguir e responda à questão:
"A antiga biblioteca foi restaurada por especialistas em conservação de obras raras."
Considerando a estrutura da oração e o emprego do termo "por especialistas em conservação de obras raras", assinale a alternativa que apresenta a análise sintática correta desse termo.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
O futuro chegou!
Apesar da aparente solidão, ela vivia cercada de lembranças: objetos herdados, fotografias antigas e utensílios que atravessaram gerações, cada qual trazendo marcas do tempo. Sua casa refletia essa memória afetiva, onde até a colher de pau e a panela de pressão mostravam sinais de desgaste, tal como sua própria dona.
A modernidade chegara sem pedir licença. Ela trocou o coador de pano pela cafeteira, a máquina de escrever pelo computador, adotou internet, redes sociais e passou a resolver a vida bancária pelo aplicativo. Mas, apesar dessas mudanças, certos hábitos permaneceram intactos, como o vício de fumar e o desinteresse pela cultura fitness.
As marcas da idade também se impunham: o nariz adunco, os óculos agora necessários para longe e para perto, o corpo flácido e redistribuído, tudo lembrava que o tempo avançara sem concessões. Mesmo assim, ela percebia que algumas sabedorias tardias pouco serviam, pois não haveria novas paixões nem motivos para renunciar a prazeres em nome de dores futuras.
Ao preencher o formulário para obter o cartão de estacionamento de idosa, olhando o gato branco estirado no tapete, constatou com serenidade o que evitara admitir por tanto tempo: o futuro havia chegado.
Texto Adaptado
EFFENBERGER, Henriette. O futuro chegou!. In: RECHIA, Rosângela Beatriz (Org.). Concurso Literário Felippe D?Oliveira: conto, crônica e poesia − Premiados 2017 e 2018. Santa Maria: Imprensa Universitária/UFSM, 2018. Disponível em: https://www.santamaria.rs.gov.br/arquivos/baixar-arquivo/conteudo/D15 -1884.pdf . Acesso em: 21 nov. 2025.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
O futuro chegou!
Apesar da aparente solidão, ela vivia cercada de lembranças: objetos herdados, fotografias antigas e utensílios que atravessaram gerações, cada qual trazendo marcas do tempo. Sua casa refletia essa memória afetiva, onde até a colher de pau e a panela de pressão mostravam sinais de desgaste, tal como sua própria dona.
A modernidade chegara sem pedir licença. Ela trocou o coador de pano pela cafeteira, a máquina de escrever pelo computador, adotou internet, redes sociais e passou a resolver a vida bancária pelo aplicativo. Mas, apesar dessas mudanças, certos hábitos permaneceram intactos, como o vício de fumar e o desinteresse pela cultura fitness.
As marcas da idade também se impunham: o nariz adunco, os óculos agora necessários para longe e para perto, o corpo flácido e redistribuído, tudo lembrava que o tempo avançara sem concessões. Mesmo assim, ela percebia que algumas sabedorias tardias pouco serviam, pois não haveria novas paixões nem motivos para renunciar a prazeres em nome de dores futuras.
Ao preencher o formulário para obter o cartão de estacionamento de idosa, olhando o gato branco estirado no tapete, constatou com serenidade o que evitara admitir por tanto tempo: o futuro havia chegado.
Texto Adaptado
EFFENBERGER, Henriette. O futuro chegou!. In: RECHIA, Rosângela Beatriz (Org.). Concurso Literário Felippe D?Oliveira: conto, crônica e poesia − Premiados 2017 e 2018. Santa Maria: Imprensa Universitária/UFSM, 2018. Disponível em: https://www.santamaria.rs.gov.br/arquivos/baixar-arquivo/conteudo/D15 -1884.pdf . Acesso em: 21 nov. 2025.
Considere o seguinte trecho do texto:
"Sua casa refletia essa memória afetiva, onde até a colher de pau e a panela de pressão mostravam sinais de desgaste, tal como sua própria dona."
Sobre a estrutura dessa frase, analise as afirmativas a seguir, à luz da gramática normativa e dos mecanismos de organização frasal.
I. O deslocamento do segmento "tal como sua própria dona" para o início do período comprometeria a clareza referencial e a progressão temática do enunciado, pois eliminaria o paralelismo com o termo "sinais de desgaste".
II. A substituição do termo "onde" por "na qual" manteria a correção gramatical e a clareza referencial, embora atribua maior formalidade sintática ao trecho.
III. A modificação da expressão "refletia essa memória afetiva" por "guardava essas memórias afetivas" implicaria mudança de aspecto verbal e de sentido, substituindo um valor metafórico por um valor literal mais objetivo.
IV. A correção gramatical do período seria comprometida caso se suprimisse a vírgula após "afetiva", pois tal pontuação delimita uma oração adjetiva restritiva, essencial ao entendimento do referente "casa".
Está CORRETO o que se afirma em:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Por que nossas fotos da Lua geralmente ficam horríveis
Quando a superlua aparece no céu, o espetáculo é impressionante a olho nu, mas as fotos feitas com o celular costumam sair borradas. Isso não ocorre por falta de habilidade, e sim por limitações técnicas do aparelho, embora algumas orientações possam melhorar o resultado.
O principal problema é a superexposição à luz. Como a Lua aparece pequena em um fundo escuro, o celular interpreta a cena como noturna, mas a parte fotografada está iluminada pelo Sol. O resultado é um borrão claro e sem detalhes. Uma solução é fotografar logo após o crepúsculo, quando há menos contraste entre a Lua e o céu.
É possível também ajustar manualmente a exposição por meio de aplicativos ou do modo profissional do celular, controlando o ISO e a velocidade do obturador. Testar diferentes configurações ajuda a encontrar o melhor equilíbrio.
Outro fator é que, embora a Lua pareça grande a olho nu, ela ocupa um espaço mínimo no campo de visão das câmeras do celular. Isso é reforçado pela "ilusão lunar", que faz a Lua parecer maior quando está próxima ao horizonte. Por isso, na foto, ela aparece muito pequena.
O uso do zoom nem sempre resolve, pois a maioria dos celulares utiliza zoom digital, que apenas recorta a imagem e reduz a qualidade. Alguns modelos possuem zoom óptico mais eficiente. Também é possível acoplar o celular a um telescópio, mesmo simples, para revelar mais detalhes. Para evitar tremores, recomenda-se usar tripé, apoiar o aparelho ou acionar o temporizador.
Mesmo sem ampliar a Lua, ainda é possível apostar na criatividade, enquadrando-a com elementos em primeiro plano. Especialistas lembram que fotografar apenas a Lua é comum, mas composições criativas dão mais identidade à imagem.
Por fim, alguns celulares usam inteligência artificial para melhorar as fotos, o que cria expectativas irreais. Se a intenção for manter a autenticidade, explore outros alvos do céu noturno, como a Via Láctea, auroras ou cometas, que se adaptam melhor às características das câmeras de smartphone.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cde6dpj1686o.adaptado.
Mesmo sem ampliar a Lua, ainda é possível apostar na criatividade, enquadrando-a com elementos em primeiro plano.
Em relação aos mecanismos de coesão textual presentes na frase, assinale a alternativa correta.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Por que nossas fotos da Lua geralmente ficam horríveis
Quando a superlua aparece no céu, o espetáculo é impressionante a olho nu, mas as fotos feitas com o celular costumam sair borradas. Isso não ocorre por falta de habilidade, e sim por limitações técnicas do aparelho, embora algumas orientações possam melhorar o resultado.
O principal problema é a superexposição à luz. Como a Lua aparece pequena em um fundo escuro, o celular interpreta a cena como noturna, mas a parte fotografada está iluminada pelo Sol. O resultado é um borrão claro e sem detalhes. Uma solução é fotografar logo após o crepúsculo, quando há menos contraste entre a Lua e o céu.
É possível também ajustar manualmente a exposição por meio de aplicativos ou do modo profissional do celular, controlando o ISO e a velocidade do obturador. Testar diferentes configurações ajuda a encontrar o melhor equilíbrio.
Outro fator é que, embora a Lua pareça grande a olho nu, ela ocupa um espaço mínimo no campo de visão das câmeras do celular. Isso é reforçado pela "ilusão lunar", que faz a Lua parecer maior quando está próxima ao horizonte. Por isso, na foto, ela aparece muito pequena.
O uso do zoom nem sempre resolve, pois a maioria dos celulares utiliza zoom digital, que apenas recorta a imagem e reduz a qualidade. Alguns modelos possuem zoom óptico mais eficiente. Também é possível acoplar o celular a um telescópio, mesmo simples, para revelar mais detalhes. Para evitar tremores, recomenda-se usar tripé, apoiar o aparelho ou acionar o temporizador.
Mesmo sem ampliar a Lua, ainda é possível apostar na criatividade, enquadrando-a com elementos em primeiro plano. Especialistas lembram que fotografar apenas a Lua é comum, mas composições criativas dão mais identidade à imagem.
Por fim, alguns celulares usam inteligência artificial para melhorar as fotos, o que cria expectativas irreais. Se a intenção for manter a autenticidade, explore outros alvos do céu noturno, como a Via Láctea, auroras ou cometas, que se adaptam melhor às características das câmeras de smartphone.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cde6dpj1686o.adaptado.
Para evitar tremores, recomenda-se usar tripé, apoiar o aparelho ou acionar o temporizador.
Em relação às classes de palavras, é correto afirmar que, nesta frase
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Por que nossas fotos da Lua geralmente ficam horríveis
Quando a superlua aparece no céu, o espetáculo é impressionante a olho nu, mas as fotos feitas com o celular costumam sair borradas. Isso não ocorre por falta de habilidade, e sim por limitações técnicas do aparelho, embora algumas orientações possam melhorar o resultado.
O principal problema é a superexposição à luz. Como a Lua aparece pequena em um fundo escuro, o celular interpreta a cena como noturna, mas a parte fotografada está iluminada pelo Sol. O resultado é um borrão claro e sem detalhes. Uma solução é fotografar logo após o crepúsculo, quando há menos contraste entre a Lua e o céu.
É possível também ajustar manualmente a exposição por meio de aplicativos ou do modo profissional do celular, controlando o ISO e a velocidade do obturador. Testar diferentes configurações ajuda a encontrar o melhor equilíbrio.
Outro fator é que, embora a Lua pareça grande a olho nu, ela ocupa um espaço mínimo no campo de visão das câmeras do celular. Isso é reforçado pela "ilusão lunar", que faz a Lua parecer maior quando está próxima ao horizonte. Por isso, na foto, ela aparece muito pequena.
O uso do zoom nem sempre resolve, pois a maioria dos celulares utiliza zoom digital, que apenas recorta a imagem e reduz a qualidade. Alguns modelos possuem zoom óptico mais eficiente. Também é possível acoplar o celular a um telescópio, mesmo simples, para revelar mais detalhes. Para evitar tremores, recomenda-se usar tripé, apoiar o aparelho ou acionar o temporizador.
Mesmo sem ampliar a Lua, ainda é possível apostar na criatividade, enquadrando-a com elementos em primeiro plano. Especialistas lembram que fotografar apenas a Lua é comum, mas composições criativas dão mais identidade à imagem.
Por fim, alguns celulares usam inteligência artificial para melhorar as fotos, o que cria expectativas irreais. Se a intenção for manter a autenticidade, explore outros alvos do céu noturno, como a Via Láctea, auroras ou cometas, que se adaptam melhor às características das câmeras de smartphone.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cde6dpj1686o.adaptado.
Se a intenção for manter a autenticidade, "explore" outros alvos do céu noturno, como a Via Láctea.
Considerando a interação entre o período condicional e o uso pragmático do verbo destacado, é correto afirmar que a forma verbal "explore" configura-se como
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Por que nossas fotos da Lua geralmente ficam horríveis
Quando a superlua aparece no céu, o espetáculo é impressionante a olho nu, mas as fotos feitas com o celular costumam sair borradas. Isso não ocorre por falta de habilidade, e sim por limitações técnicas do aparelho, embora algumas orientações possam melhorar o resultado.
O principal problema é a superexposição à luz. Como a Lua aparece pequena em um fundo escuro, o celular interpreta a cena como noturna, mas a parte fotografada está iluminada pelo Sol. O resultado é um borrão claro e sem detalhes. Uma solução é fotografar logo após o crepúsculo, quando há menos contraste entre a Lua e o céu.
É possível também ajustar manualmente a exposição por meio de aplicativos ou do modo profissional do celular, controlando o ISO e a velocidade do obturador. Testar diferentes configurações ajuda a encontrar o melhor equilíbrio.
Outro fator é que, embora a Lua pareça grande a olho nu, ela ocupa um espaço mínimo no campo de visão das câmeras do celular. Isso é reforçado pela "ilusão lunar", que faz a Lua parecer maior quando está próxima ao horizonte. Por isso, na foto, ela aparece muito pequena.
O uso do zoom nem sempre resolve, pois a maioria dos celulares utiliza zoom digital, que apenas recorta a imagem e reduz a qualidade. Alguns modelos possuem zoom óptico mais eficiente. Também é possível acoplar o celular a um telescópio, mesmo simples, para revelar mais detalhes. Para evitar tremores, recomenda-se usar tripé, apoiar o aparelho ou acionar o temporizador.
Mesmo sem ampliar a Lua, ainda é possível apostar na criatividade, enquadrando-a com elementos em primeiro plano. Especialistas lembram que fotografar apenas a Lua é comum, mas composições criativas dão mais identidade à imagem.
Por fim, alguns celulares usam inteligência artificial para melhorar as fotos, o que cria expectativas irreais. Se a intenção for manter a autenticidade, explore outros alvos do céu noturno, como a Via Láctea, auroras ou cometas, que se adaptam melhor às características das câmeras de smartphone.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cde6dpj1686o.adaptado.
Alguns modelos possuem zoom "óptico mais eficiente".
Sintaticamente, o elemento destacado exerce a função de:
Em relação à classificação de palavra do termo destacado, assinale a alternativa CORRETA.
Sintaticamente, o período classifica-se como
Em relação à análise sintática do período, assinale a alternativa CORRETA.
De acordo com os mecanismos de coesão textual empregados no período, assinale a alternativa CORRETA.
De acordo com o texto-base, assinale a alternativa CORRETA.
Acerca dos modos de organização textual e das formas de enunciação, analise as afirmativas a seguir:
I. A descrição, como modo de composição textual, pressupõe a estabilidade dos referentes e a imobilidade das ações, o que a torna incompatível com o uso de verbos de ação e com a progressividade sintática que caracteriza os relatos.
II. A narração se estrutura sobre uma lógica de sucessividade temporal, ainda que a ordem cronológica dos eventos narrados possa ser reorganizada no plano do discurso segundo marcas textuais de anacronia ou paralelismo episódico.
III. O discurso indireto livre, ao mesclar vozes enunciativas sem demarcação formal explícita, permite a sobreposição entre o narrador e o personagem, criando um efeito de oscilação referencial que complexifica a distinção entre relato e enunciação.
É correto o que se afirma em
Em relação ao funcionamento estilístico das figuras de linguagem, considere as proposições abaixo, e assinale V (verdadeira) ou F (falsa):
(__) A metáfora distingue-se da metonímia por sua base associativa imagética e pela ausência de contiguidade real entre os termos envolvidos, sendo a aproximação resultado de um deslocamento analógico subjetivo.
(__) A antítese realiza um contraste entre termos semanticamente opostos, produzindo um paradoxo lógico que leva à suspensão da significação literal em favor de uma ambiguidade programada.
(__) A sinestesia promove o cruzamento sensorial entre domínios perceptivos distintos, sendo interpretada como uma figura de natureza puramente estilística, desvinculada de implicações semânticas ou cognitivas.
Assinale a alternativa com a sequência correta:
"O movimento do __________ emergiu no século XX como tentativa de reconfigurar a produção simbólica em diferentes campos artísticos, contestando os mecanismos perceptivos baseados na lógica racional. Sua proposta, delineada inicialmente em manifesto, implicava na dissolução de fronteiras entre instâncias conscientes e inconscientes, na subversão dos vínculos formais entre linguagem e sentido, e na defesa de uma escrita automatizada como método criativo."
Assinale a alternativa que corretamente completa a lacuna no excerto: