Questões de Concurso Comentadas sobre português

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Q3721489 Português

Retratos de Leitura – Considerações sobre a 6ª edição da pesquisa 

Ricardo A. Fernandes


Nove anos é tempo suficiente para consolidar uma tendência iniciada em 2015: a queda no número de leitores no Brasil. Uma década atrás, eram 56% os brasileiros que, quando perguntados, haviam lido ao menos um livro, inteiro ou em partes, nos 3 meses anteriores. Caiu para 52% em 2019 e, em 2024, a sexta edição da pesquisa “Retratos de Leitura”, que deu origem a um livro lançado na última Bienal do Rio, mostra que o patamar bateu os 47%. Em nove anos, o país perdeu mais de 11 milhões de leitores. É a primeira vez, desde a primeira pesquisa realizada em 2007, que existem mais “não leitores” do que “leitores”.


Uma análise criteriosa desta diminuição deve considerar as características por região, faixa etária, nível educacional e gênero. Entretanto, seja qual for o segmento analisado, a queda é geral. Mulheres e homens, adultos e crianças, ricos e pobres, mais ou menos instruídos, no sul, nordeste, sudeste, norte ou centrooeste: todos estão lendo menos.


A situação se agravou nos últimos anos. Em 2019, as pessoas liam em média, total ou parcialmente, 2,60 livros a cada três meses. Em 2024, 2,04. Entre os leitores, a quantidade saiu de 5,04 para 4,36 livros. Ou seja: até os leitores estão lendo menos.


Neste universo de ignorância, dois aspectos chamam atenção. O primeiro é a diminuição da leitura de livros didáticos em 30% na última década. Outro ponto remete ao mundo online. Se em 2015 cerca de metade das pessoas preferia usar a internet no seu tempo livre, hoje são preocupantes 80%, enquanto apenas 20% preferem a leitura. E mais: durante a leitura, cerca de 7 em 10 pessoas entre 14 e 70 anos deixam o livro de lado para consultar mensagens no celular ou no computador. O resultado não poderia ser outro: cresceu o número de pessoas que declaram abertamente não ter paciência e não gostar de ler.


A pesquisa pode ser acessada pela internet. É possível perceber facilmente o aumento do número de leitores entre 2011 e 2015, seguida de queda, mais precisamente de 2019 em diante [...]


A iniciativa privada também pode fazer a sua parte. Com alguma criatividade e perseverança, grandes e médias editoras criariam canais de distribuição para vender livros mais baratos, que chegassem até as pessoas nos meios de transporte. Resta saber o quanto isso realmente interessa aos que comandam as organizações públicas e particulares. É possível que um país de “não leitores” contribua para aumentar o fluxo de caixa da ignorância. A ver.


Fonte: https://www.jb.com.br/brasil/2025/07/1056042-retratos-de-leituraconsideracoes-sobre-a-6-edicao-da-pesquisa.html. Excerto. Acesso em 06/07/2025.

Pelas suas características composicionais, o texto anterior é um exemplo de:
Alternativas
Q3721488 Português

Retratos de Leitura – Considerações sobre a 6ª edição da pesquisa 

Ricardo A. Fernandes


Nove anos é tempo suficiente para consolidar uma tendência iniciada em 2015: a queda no número de leitores no Brasil. Uma década atrás, eram 56% os brasileiros que, quando perguntados, haviam lido ao menos um livro, inteiro ou em partes, nos 3 meses anteriores. Caiu para 52% em 2019 e, em 2024, a sexta edição da pesquisa “Retratos de Leitura”, que deu origem a um livro lançado na última Bienal do Rio, mostra que o patamar bateu os 47%. Em nove anos, o país perdeu mais de 11 milhões de leitores. É a primeira vez, desde a primeira pesquisa realizada em 2007, que existem mais “não leitores” do que “leitores”.


Uma análise criteriosa desta diminuição deve considerar as características por região, faixa etária, nível educacional e gênero. Entretanto, seja qual for o segmento analisado, a queda é geral. Mulheres e homens, adultos e crianças, ricos e pobres, mais ou menos instruídos, no sul, nordeste, sudeste, norte ou centrooeste: todos estão lendo menos.


A situação se agravou nos últimos anos. Em 2019, as pessoas liam em média, total ou parcialmente, 2,60 livros a cada três meses. Em 2024, 2,04. Entre os leitores, a quantidade saiu de 5,04 para 4,36 livros. Ou seja: até os leitores estão lendo menos.


Neste universo de ignorância, dois aspectos chamam atenção. O primeiro é a diminuição da leitura de livros didáticos em 30% na última década. Outro ponto remete ao mundo online. Se em 2015 cerca de metade das pessoas preferia usar a internet no seu tempo livre, hoje são preocupantes 80%, enquanto apenas 20% preferem a leitura. E mais: durante a leitura, cerca de 7 em 10 pessoas entre 14 e 70 anos deixam o livro de lado para consultar mensagens no celular ou no computador. O resultado não poderia ser outro: cresceu o número de pessoas que declaram abertamente não ter paciência e não gostar de ler.


A pesquisa pode ser acessada pela internet. É possível perceber facilmente o aumento do número de leitores entre 2011 e 2015, seguida de queda, mais precisamente de 2019 em diante [...]


A iniciativa privada também pode fazer a sua parte. Com alguma criatividade e perseverança, grandes e médias editoras criariam canais de distribuição para vender livros mais baratos, que chegassem até as pessoas nos meios de transporte. Resta saber o quanto isso realmente interessa aos que comandam as organizações públicas e particulares. É possível que um país de “não leitores” contribua para aumentar o fluxo de caixa da ignorância. A ver.


Fonte: https://www.jb.com.br/brasil/2025/07/1056042-retratos-de-leituraconsideracoes-sobre-a-6-edicao-da-pesquisa.html. Excerto. Acesso em 06/07/2025.

O texto sugere que há uma relação entre o uso da internet no tempo livre e o hábito de leitura de livros no Brasil. Essa relação pode ser sintetizada na ideia de que:
Alternativas
Q3721257 Português
Texto: Adultização

    Um modo de exploração de crianças na internet gerou intenso debate no Brasil após viralização recente, nas redes sociais, de vídeo em que o influenciador Felipe Brassanim Pereira abordou o tema. Trata-se da adultização, uma aceleração forçada do desenvolvimento infantil, fazendo com que as crianças adotem comportamentos ou responsabilidades que não correspondem à idade delas. Esse processo pode acontecer de várias formas: ao sobrecarregar a criança com tarefas de adulto, ao lhe impor uma cobrança excessiva sobre desempenho escolar ou esportivo, ao permitir que ela tenha acesso a conteúdos inadequados para a idade.
    Guilherme Polanczyk, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, afirma que muitos pais têm a ideia de que acelerar o desenvolvimento de uma criança pode torná-la mais madura: “A gente vê isso em crianças muito pequenas, com um ano e meio, em que os pais querem tirar fraldas. Muitas vezes, têm a tendência de os pais ficarem orgulhosos quando os filhos eventualmente não querem mais brincar.” Mas, segundo o médico, pular etapas não é saudável: nosso cérebro evolui conforme nos desenvolvemos – e, nos primeiros anos de vida, ainda não estamos preparados para lidar com pressões, tarefas e algumas emoções.  
    Um relatório do Comitê Interdepartamental sobre Deterioração Física, produzido pelo governo britânico em 1904, já alertava para os efeitos negativos desse processo. “Naquela época, o fenômeno era muito preocupante por causa, por exemplo, da primeira fase da industrialização, em que havia crianças trabalhando, crianças pequenas que deveriam estar na escola, em fornerias e metalúrgicas, em lugares insalubres”, explica Anderson Nitsche, neuropediatra no Hospital Pequeno Príncipe. Com o passar dos anos, novos estudos revelaram que pessoas que são submetidas à adultização têm mais chance de sofrer de ansiedade, depressão, dificuldade de socialização, falta de empatia, problemas no processo de aprendizagem e atenção dispersa.
    Embora a adultização seja um fenômeno antigo, ela ganhou uma nova dimensão com as redes sociais. Com cada vez mais acesso às telas e à internet, as crianças passaram a ter contato com muito conteúdo – e, muitas vezes, viraram elas próprias criadoras e influenciadoras nas redes sociais. Pesquisa recente, realizada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação, mostrou que 93% dos brasileiros entre 9 e 16 anos, ou seja, mais de 24 milhões de crianças e adolescentes, são usuários da internet. Pesquisas científicas indicam que a constante exposição às redes sociais ativa o circuito de recompensa do cérebro e pode provocar uma enxurrada de dopamina, neurotransmissor ligado ao bem-estar. Esse mecanismo pode ser altamente viciante: a dopamina gera o desejo de repetir a experiência, com mais frequência e intensidade.
    O que fazer? Do ponto de vista coletivo, vários projetos de lei sobre o assunto foram apresentados nos últimos anos. Atualmente, o que está mais avançado é o PL 2628, que já foi aprovado no Senado Federal e estabelece deveres de cuidado das plataformas digitais com os mais jovens, a remoção de conteúdos que violem os direitos dos menores de idade e a criação de mecanismos de controle parental. “Nesse momento, existe um movimento internacional de regulação das mídias, do que nós chamamos de big techs. (...)”, afirma Evelyn Eisenstein, coordenadora do Grupo de Trabalho Saúde Digital da Sociedade Brasileira de Pediatria.
    Do ponto de vista individual, há uma série de cuidados no que diz respeito ao compartilhamento de conteúdos envolvendo crianças na internet, como evitar a exposição excessiva nas redes sociais. Fotos e vídeos aparentemente inofensivos, por exemplo, podem acabar caindo em cadeias internacionais de pedofilia. Outra recomendação dos especialistas é controlar o tempo de uso de celulares, tablets e smartphones das crianças.
    “Vai passear com seus filhos, em um local com natureza. Vai ver a borboletinha, vai ver a cor da flor. Deixa essa criança descobrir o mundo, fora das telas. O gatinho que ela vê na tela é bidimensional. O gatinho que pula ali no colo dela é tridimensional”, destaca Evelyn Eisenstein.

ANDRÉ BIERNATH
Adaptado de bbc.com, 15/08/2025. 
No 7º parágrafo, a função da linguagem predominante é:
Alternativas
Q3721251 Português
Texto: Adultização

    Um modo de exploração de crianças na internet gerou intenso debate no Brasil após viralização recente, nas redes sociais, de vídeo em que o influenciador Felipe Brassanim Pereira abordou o tema. Trata-se da adultização, uma aceleração forçada do desenvolvimento infantil, fazendo com que as crianças adotem comportamentos ou responsabilidades que não correspondem à idade delas. Esse processo pode acontecer de várias formas: ao sobrecarregar a criança com tarefas de adulto, ao lhe impor uma cobrança excessiva sobre desempenho escolar ou esportivo, ao permitir que ela tenha acesso a conteúdos inadequados para a idade.
    Guilherme Polanczyk, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, afirma que muitos pais têm a ideia de que acelerar o desenvolvimento de uma criança pode torná-la mais madura: “A gente vê isso em crianças muito pequenas, com um ano e meio, em que os pais querem tirar fraldas. Muitas vezes, têm a tendência de os pais ficarem orgulhosos quando os filhos eventualmente não querem mais brincar.” Mas, segundo o médico, pular etapas não é saudável: nosso cérebro evolui conforme nos desenvolvemos – e, nos primeiros anos de vida, ainda não estamos preparados para lidar com pressões, tarefas e algumas emoções.  
    Um relatório do Comitê Interdepartamental sobre Deterioração Física, produzido pelo governo britânico em 1904, já alertava para os efeitos negativos desse processo. “Naquela época, o fenômeno era muito preocupante por causa, por exemplo, da primeira fase da industrialização, em que havia crianças trabalhando, crianças pequenas que deveriam estar na escola, em fornerias e metalúrgicas, em lugares insalubres”, explica Anderson Nitsche, neuropediatra no Hospital Pequeno Príncipe. Com o passar dos anos, novos estudos revelaram que pessoas que são submetidas à adultização têm mais chance de sofrer de ansiedade, depressão, dificuldade de socialização, falta de empatia, problemas no processo de aprendizagem e atenção dispersa.
    Embora a adultização seja um fenômeno antigo, ela ganhou uma nova dimensão com as redes sociais. Com cada vez mais acesso às telas e à internet, as crianças passaram a ter contato com muito conteúdo – e, muitas vezes, viraram elas próprias criadoras e influenciadoras nas redes sociais. Pesquisa recente, realizada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação, mostrou que 93% dos brasileiros entre 9 e 16 anos, ou seja, mais de 24 milhões de crianças e adolescentes, são usuários da internet. Pesquisas científicas indicam que a constante exposição às redes sociais ativa o circuito de recompensa do cérebro e pode provocar uma enxurrada de dopamina, neurotransmissor ligado ao bem-estar. Esse mecanismo pode ser altamente viciante: a dopamina gera o desejo de repetir a experiência, com mais frequência e intensidade.
    O que fazer? Do ponto de vista coletivo, vários projetos de lei sobre o assunto foram apresentados nos últimos anos. Atualmente, o que está mais avançado é o PL 2628, que já foi aprovado no Senado Federal e estabelece deveres de cuidado das plataformas digitais com os mais jovens, a remoção de conteúdos que violem os direitos dos menores de idade e a criação de mecanismos de controle parental. “Nesse momento, existe um movimento internacional de regulação das mídias, do que nós chamamos de big techs. (...)”, afirma Evelyn Eisenstein, coordenadora do Grupo de Trabalho Saúde Digital da Sociedade Brasileira de Pediatria.
    Do ponto de vista individual, há uma série de cuidados no que diz respeito ao compartilhamento de conteúdos envolvendo crianças na internet, como evitar a exposição excessiva nas redes sociais. Fotos e vídeos aparentemente inofensivos, por exemplo, podem acabar caindo em cadeias internacionais de pedofilia. Outra recomendação dos especialistas é controlar o tempo de uso de celulares, tablets e smartphones das crianças.
    “Vai passear com seus filhos, em um local com natureza. Vai ver a borboletinha, vai ver a cor da flor. Deixa essa criança descobrir o mundo, fora das telas. O gatinho que ela vê na tela é bidimensional. O gatinho que pula ali no colo dela é tridimensional”, destaca Evelyn Eisenstein.

ANDRÉ BIERNATH
Adaptado de bbc.com, 15/08/2025. 
Utilize a frase a seguir para responder à questão.
Com o passar dos anos, novos estudos revelaram que pessoas que são submetidas à adultização têm mais chance de sofrer de ansiedade, depressão, dificuldade de socialização, falta de empatia, problemas no processo de aprendizagem e atenção dispersa. (3º parágrafo) 

A oração subordinada sublinhada é classificada como:
Alternativas
Q3721250 Português
Texto: Adultização

    Um modo de exploração de crianças na internet gerou intenso debate no Brasil após viralização recente, nas redes sociais, de vídeo em que o influenciador Felipe Brassanim Pereira abordou o tema. Trata-se da adultização, uma aceleração forçada do desenvolvimento infantil, fazendo com que as crianças adotem comportamentos ou responsabilidades que não correspondem à idade delas. Esse processo pode acontecer de várias formas: ao sobrecarregar a criança com tarefas de adulto, ao lhe impor uma cobrança excessiva sobre desempenho escolar ou esportivo, ao permitir que ela tenha acesso a conteúdos inadequados para a idade.
    Guilherme Polanczyk, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, afirma que muitos pais têm a ideia de que acelerar o desenvolvimento de uma criança pode torná-la mais madura: “A gente vê isso em crianças muito pequenas, com um ano e meio, em que os pais querem tirar fraldas. Muitas vezes, têm a tendência de os pais ficarem orgulhosos quando os filhos eventualmente não querem mais brincar.” Mas, segundo o médico, pular etapas não é saudável: nosso cérebro evolui conforme nos desenvolvemos – e, nos primeiros anos de vida, ainda não estamos preparados para lidar com pressões, tarefas e algumas emoções.  
    Um relatório do Comitê Interdepartamental sobre Deterioração Física, produzido pelo governo britânico em 1904, já alertava para os efeitos negativos desse processo. “Naquela época, o fenômeno era muito preocupante por causa, por exemplo, da primeira fase da industrialização, em que havia crianças trabalhando, crianças pequenas que deveriam estar na escola, em fornerias e metalúrgicas, em lugares insalubres”, explica Anderson Nitsche, neuropediatra no Hospital Pequeno Príncipe. Com o passar dos anos, novos estudos revelaram que pessoas que são submetidas à adultização têm mais chance de sofrer de ansiedade, depressão, dificuldade de socialização, falta de empatia, problemas no processo de aprendizagem e atenção dispersa.
    Embora a adultização seja um fenômeno antigo, ela ganhou uma nova dimensão com as redes sociais. Com cada vez mais acesso às telas e à internet, as crianças passaram a ter contato com muito conteúdo – e, muitas vezes, viraram elas próprias criadoras e influenciadoras nas redes sociais. Pesquisa recente, realizada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação, mostrou que 93% dos brasileiros entre 9 e 16 anos, ou seja, mais de 24 milhões de crianças e adolescentes, são usuários da internet. Pesquisas científicas indicam que a constante exposição às redes sociais ativa o circuito de recompensa do cérebro e pode provocar uma enxurrada de dopamina, neurotransmissor ligado ao bem-estar. Esse mecanismo pode ser altamente viciante: a dopamina gera o desejo de repetir a experiência, com mais frequência e intensidade.
    O que fazer? Do ponto de vista coletivo, vários projetos de lei sobre o assunto foram apresentados nos últimos anos. Atualmente, o que está mais avançado é o PL 2628, que já foi aprovado no Senado Federal e estabelece deveres de cuidado das plataformas digitais com os mais jovens, a remoção de conteúdos que violem os direitos dos menores de idade e a criação de mecanismos de controle parental. “Nesse momento, existe um movimento internacional de regulação das mídias, do que nós chamamos de big techs. (...)”, afirma Evelyn Eisenstein, coordenadora do Grupo de Trabalho Saúde Digital da Sociedade Brasileira de Pediatria.
    Do ponto de vista individual, há uma série de cuidados no que diz respeito ao compartilhamento de conteúdos envolvendo crianças na internet, como evitar a exposição excessiva nas redes sociais. Fotos e vídeos aparentemente inofensivos, por exemplo, podem acabar caindo em cadeias internacionais de pedofilia. Outra recomendação dos especialistas é controlar o tempo de uso de celulares, tablets e smartphones das crianças.
    “Vai passear com seus filhos, em um local com natureza. Vai ver a borboletinha, vai ver a cor da flor. Deixa essa criança descobrir o mundo, fora das telas. O gatinho que ela vê na tela é bidimensional. O gatinho que pula ali no colo dela é tridimensional”, destaca Evelyn Eisenstein.

ANDRÉ BIERNATH
Adaptado de bbc.com, 15/08/2025. 
Na argumentação desenvolvida, as informações contidas no 3º parágrafo assumem a função de indicar o seguinte aspecto da adultização:  
Alternativas
Q3721249 Português
Texto: Adultização

    Um modo de exploração de crianças na internet gerou intenso debate no Brasil após viralização recente, nas redes sociais, de vídeo em que o influenciador Felipe Brassanim Pereira abordou o tema. Trata-se da adultização, uma aceleração forçada do desenvolvimento infantil, fazendo com que as crianças adotem comportamentos ou responsabilidades que não correspondem à idade delas. Esse processo pode acontecer de várias formas: ao sobrecarregar a criança com tarefas de adulto, ao lhe impor uma cobrança excessiva sobre desempenho escolar ou esportivo, ao permitir que ela tenha acesso a conteúdos inadequados para a idade.
    Guilherme Polanczyk, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, afirma que muitos pais têm a ideia de que acelerar o desenvolvimento de uma criança pode torná-la mais madura: “A gente vê isso em crianças muito pequenas, com um ano e meio, em que os pais querem tirar fraldas. Muitas vezes, têm a tendência de os pais ficarem orgulhosos quando os filhos eventualmente não querem mais brincar.” Mas, segundo o médico, pular etapas não é saudável: nosso cérebro evolui conforme nos desenvolvemos – e, nos primeiros anos de vida, ainda não estamos preparados para lidar com pressões, tarefas e algumas emoções.  
    Um relatório do Comitê Interdepartamental sobre Deterioração Física, produzido pelo governo britânico em 1904, já alertava para os efeitos negativos desse processo. “Naquela época, o fenômeno era muito preocupante por causa, por exemplo, da primeira fase da industrialização, em que havia crianças trabalhando, crianças pequenas que deveriam estar na escola, em fornerias e metalúrgicas, em lugares insalubres”, explica Anderson Nitsche, neuropediatra no Hospital Pequeno Príncipe. Com o passar dos anos, novos estudos revelaram que pessoas que são submetidas à adultização têm mais chance de sofrer de ansiedade, depressão, dificuldade de socialização, falta de empatia, problemas no processo de aprendizagem e atenção dispersa.
    Embora a adultização seja um fenômeno antigo, ela ganhou uma nova dimensão com as redes sociais. Com cada vez mais acesso às telas e à internet, as crianças passaram a ter contato com muito conteúdo – e, muitas vezes, viraram elas próprias criadoras e influenciadoras nas redes sociais. Pesquisa recente, realizada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação, mostrou que 93% dos brasileiros entre 9 e 16 anos, ou seja, mais de 24 milhões de crianças e adolescentes, são usuários da internet. Pesquisas científicas indicam que a constante exposição às redes sociais ativa o circuito de recompensa do cérebro e pode provocar uma enxurrada de dopamina, neurotransmissor ligado ao bem-estar. Esse mecanismo pode ser altamente viciante: a dopamina gera o desejo de repetir a experiência, com mais frequência e intensidade.
    O que fazer? Do ponto de vista coletivo, vários projetos de lei sobre o assunto foram apresentados nos últimos anos. Atualmente, o que está mais avançado é o PL 2628, que já foi aprovado no Senado Federal e estabelece deveres de cuidado das plataformas digitais com os mais jovens, a remoção de conteúdos que violem os direitos dos menores de idade e a criação de mecanismos de controle parental. “Nesse momento, existe um movimento internacional de regulação das mídias, do que nós chamamos de big techs. (...)”, afirma Evelyn Eisenstein, coordenadora do Grupo de Trabalho Saúde Digital da Sociedade Brasileira de Pediatria.
    Do ponto de vista individual, há uma série de cuidados no que diz respeito ao compartilhamento de conteúdos envolvendo crianças na internet, como evitar a exposição excessiva nas redes sociais. Fotos e vídeos aparentemente inofensivos, por exemplo, podem acabar caindo em cadeias internacionais de pedofilia. Outra recomendação dos especialistas é controlar o tempo de uso de celulares, tablets e smartphones das crianças.
    “Vai passear com seus filhos, em um local com natureza. Vai ver a borboletinha, vai ver a cor da flor. Deixa essa criança descobrir o mundo, fora das telas. O gatinho que ela vê na tela é bidimensional. O gatinho que pula ali no colo dela é tridimensional”, destaca Evelyn Eisenstein.

ANDRÉ BIERNATH
Adaptado de bbc.com, 15/08/2025. 
Dentre os elementos que formam a palavra “adultização”, identifica-se um que expressa ideia de:
Alternativas
Q3721248 Português
Texto: Adultização

    Um modo de exploração de crianças na internet gerou intenso debate no Brasil após viralização recente, nas redes sociais, de vídeo em que o influenciador Felipe Brassanim Pereira abordou o tema. Trata-se da adultização, uma aceleração forçada do desenvolvimento infantil, fazendo com que as crianças adotem comportamentos ou responsabilidades que não correspondem à idade delas. Esse processo pode acontecer de várias formas: ao sobrecarregar a criança com tarefas de adulto, ao lhe impor uma cobrança excessiva sobre desempenho escolar ou esportivo, ao permitir que ela tenha acesso a conteúdos inadequados para a idade.
    Guilherme Polanczyk, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, afirma que muitos pais têm a ideia de que acelerar o desenvolvimento de uma criança pode torná-la mais madura: “A gente vê isso em crianças muito pequenas, com um ano e meio, em que os pais querem tirar fraldas. Muitas vezes, têm a tendência de os pais ficarem orgulhosos quando os filhos eventualmente não querem mais brincar.” Mas, segundo o médico, pular etapas não é saudável: nosso cérebro evolui conforme nos desenvolvemos – e, nos primeiros anos de vida, ainda não estamos preparados para lidar com pressões, tarefas e algumas emoções.  
    Um relatório do Comitê Interdepartamental sobre Deterioração Física, produzido pelo governo britânico em 1904, já alertava para os efeitos negativos desse processo. “Naquela época, o fenômeno era muito preocupante por causa, por exemplo, da primeira fase da industrialização, em que havia crianças trabalhando, crianças pequenas que deveriam estar na escola, em fornerias e metalúrgicas, em lugares insalubres”, explica Anderson Nitsche, neuropediatra no Hospital Pequeno Príncipe. Com o passar dos anos, novos estudos revelaram que pessoas que são submetidas à adultização têm mais chance de sofrer de ansiedade, depressão, dificuldade de socialização, falta de empatia, problemas no processo de aprendizagem e atenção dispersa.
    Embora a adultização seja um fenômeno antigo, ela ganhou uma nova dimensão com as redes sociais. Com cada vez mais acesso às telas e à internet, as crianças passaram a ter contato com muito conteúdo – e, muitas vezes, viraram elas próprias criadoras e influenciadoras nas redes sociais. Pesquisa recente, realizada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação, mostrou que 93% dos brasileiros entre 9 e 16 anos, ou seja, mais de 24 milhões de crianças e adolescentes, são usuários da internet. Pesquisas científicas indicam que a constante exposição às redes sociais ativa o circuito de recompensa do cérebro e pode provocar uma enxurrada de dopamina, neurotransmissor ligado ao bem-estar. Esse mecanismo pode ser altamente viciante: a dopamina gera o desejo de repetir a experiência, com mais frequência e intensidade.
    O que fazer? Do ponto de vista coletivo, vários projetos de lei sobre o assunto foram apresentados nos últimos anos. Atualmente, o que está mais avançado é o PL 2628, que já foi aprovado no Senado Federal e estabelece deveres de cuidado das plataformas digitais com os mais jovens, a remoção de conteúdos que violem os direitos dos menores de idade e a criação de mecanismos de controle parental. “Nesse momento, existe um movimento internacional de regulação das mídias, do que nós chamamos de big techs. (...)”, afirma Evelyn Eisenstein, coordenadora do Grupo de Trabalho Saúde Digital da Sociedade Brasileira de Pediatria.
    Do ponto de vista individual, há uma série de cuidados no que diz respeito ao compartilhamento de conteúdos envolvendo crianças na internet, como evitar a exposição excessiva nas redes sociais. Fotos e vídeos aparentemente inofensivos, por exemplo, podem acabar caindo em cadeias internacionais de pedofilia. Outra recomendação dos especialistas é controlar o tempo de uso de celulares, tablets e smartphones das crianças.
    “Vai passear com seus filhos, em um local com natureza. Vai ver a borboletinha, vai ver a cor da flor. Deixa essa criança descobrir o mundo, fora das telas. O gatinho que ela vê na tela é bidimensional. O gatinho que pula ali no colo dela é tridimensional”, destaca Evelyn Eisenstein.

ANDRÉ BIERNATH
Adaptado de bbc.com, 15/08/2025. 
No debate apresentado no texto, é estabelecida distinção entre o significado de “adultização” e o da seguinte palavra:  
Alternativas
Q3721244 Português
Um secretário escolar redigiu uma ata de reunião.
Um dos trechos é o seguinte: “Houveram muitas situações que dificultaram a organização do ambiente, com exceção da paralisação das atividades”. Nessa frase, destaca-se uma impropriedade gramatical, que é o uso:
Alternativas
Q3721216 Português
Texto: Adultização

     Um modo de exploração de crianças na internet gerou intenso debate no Brasil após viralização recente, nas redes sociais, de vídeo em que o influenciador Felipe Brassanim Pereira abordou o tema. Trata-se da adultização, uma aceleração forçada do desenvolvimento infantil, fazendo com que as crianças adotem comportamentos ou responsabilidades que não correspondem à idade delas. Esse processo pode acontecer de várias formas: ao sobrecarregar a criança com tarefas de adulto, ao lhe impor uma cobrança excessiva sobre desempenho escolar ou esportivo, ao permitir que ela tenha acesso a conteúdos inadequados para a idade.
    Guilherme Polanczyk, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, afirma que muitos pais têm a ideia de que acelerar o desenvolvimento de uma criança pode torná-la mais madura: “A gente vê isso em crianças muito pequenas, com um ano e meio, em que os pais querem tirar fraldas. Muitas vezes, têm a tendência de os pais ficarem orgulhosos quando os filhos eventualmente não querem mais brincar.” Mas, segundo o médico, pular etapas não é saudável: nosso cérebro evolui conforme nos desenvolvemos – e, nos primeiros anos de vida, ainda não estamos preparados para lidar com pressões, tarefas e algumas emoções.
    Um relatório do Comitê Interdepartamental sobre Deterioração Física, produzido pelo governo britânico em 1904, já alertava para os efeitos negativos desse processo. “Naquela época, o fenômeno era muito preocupante por causa, por exemplo, da primeira fase da industrialização, em que havia crianças trabalhando, crianças pequenas que deveriam estar na escola, em fornerias e metalúrgicas, em lugares insalubres”, explica Anderson Nitsche, neuropediatra no Hospital Pequeno Príncipe. Com o passar dos anos, novos estudos revelaram que pessoas que são submetidas à adultização têm mais chance de sofrer de ansiedade, depressão, dificuldade de socialização, falta de empatia, problemas no processo de aprendizagem e atenção dispersa.
    Embora a adultização seja um fenômeno antigo, ela ganhou uma nova dimensão com as redes sociais. Com cada vez mais acesso às telas e à internet, as crianças passaram a ter contato com muito conteúdo – e, muitas vezes, viraram elas próprias criadoras e influenciadoras nas redes sociais. Pesquisa recente, realizada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação, mostrou que 93% dos brasileiros entre 9 e 16 anos, ou seja, mais de 24 milhões de crianças e adolescentes, são usuários da internet. Pesquisas científicas indicam que a constante exposição às redes sociais ativa o circuito de recompensa do cérebro e pode provocar uma enxurrada de dopamina, neurotransmissor ligado ao bem-estar. Esse mecanismo pode ser altamente viciante: a dopamina gera o desejo de repetir a experiência, com mais frequência e intensidade.
    O que fazer? Do ponto de vista coletivo, vários projetos de lei sobre o assunto foram apresentados nos últimos anos. Atualmente, o que está mais avançado é o PL 2628, que já foi aprovado no Senado Federal e estabelece deveres de cuidado das plataformas digitais com os mais jovens, a remoção de conteúdos que violem os direitos dos menores de idade e a criação de mecanismos de controle parental. “Nesse momento, existe um movimento internacional de regulação das mídias, do que nós chamamos de big techs. (...)”, afirma Evelyn Eisenstein, coordenadora do Grupo de Trabalho Saúde Digital da Sociedade Brasileira de Pediatria.   
    Do ponto de vista individual, há uma série de cuidados no que diz respeito ao compartilhamento de conteúdos envolvendo crianças na internet, como evitar a exposição excessiva nas redes sociais. Fotos e vídeos aparentemente inofensivos, por exemplo, podem acabar caindo em cadeias internacionais de pedofilia. Outra recomendação dos especialistas é controlar o tempo de uso de celulares, tablets e smartphones das crianças.
    “Vai passear com seus filhos, em um local com natureza. Vai ver a borboletinha, vai ver a cor da flor. Deixa essa criança descobrir o mundo, fora das telas. O gatinho que ela vê na tela é bidimensional. O gatinho que pula ali no colo dela é tridimensional”, destaca Evelyn Eisenstein.

ANDRÉ BIERNATH
Adaptado de bbc.com, 15/08/2025. 
Fotos e vídeos aparentemente inofensivos, por exemplo, podem acabar caindo em cadeias internacionais de pedofilia. (6º parágrafo)
O verbo “poder” acrescenta determinado sentido ao verbo “cair”. Esse sentido é análogo ao de determinada palavra quando empregada como advérbio.

Essa palavra é: 
Alternativas
Q3721215 Português
Texto: Adultização

     Um modo de exploração de crianças na internet gerou intenso debate no Brasil após viralização recente, nas redes sociais, de vídeo em que o influenciador Felipe Brassanim Pereira abordou o tema. Trata-se da adultização, uma aceleração forçada do desenvolvimento infantil, fazendo com que as crianças adotem comportamentos ou responsabilidades que não correspondem à idade delas. Esse processo pode acontecer de várias formas: ao sobrecarregar a criança com tarefas de adulto, ao lhe impor uma cobrança excessiva sobre desempenho escolar ou esportivo, ao permitir que ela tenha acesso a conteúdos inadequados para a idade.
    Guilherme Polanczyk, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, afirma que muitos pais têm a ideia de que acelerar o desenvolvimento de uma criança pode torná-la mais madura: “A gente vê isso em crianças muito pequenas, com um ano e meio, em que os pais querem tirar fraldas. Muitas vezes, têm a tendência de os pais ficarem orgulhosos quando os filhos eventualmente não querem mais brincar.” Mas, segundo o médico, pular etapas não é saudável: nosso cérebro evolui conforme nos desenvolvemos – e, nos primeiros anos de vida, ainda não estamos preparados para lidar com pressões, tarefas e algumas emoções.
    Um relatório do Comitê Interdepartamental sobre Deterioração Física, produzido pelo governo britânico em 1904, já alertava para os efeitos negativos desse processo. “Naquela época, o fenômeno era muito preocupante por causa, por exemplo, da primeira fase da industrialização, em que havia crianças trabalhando, crianças pequenas que deveriam estar na escola, em fornerias e metalúrgicas, em lugares insalubres”, explica Anderson Nitsche, neuropediatra no Hospital Pequeno Príncipe. Com o passar dos anos, novos estudos revelaram que pessoas que são submetidas à adultização têm mais chance de sofrer de ansiedade, depressão, dificuldade de socialização, falta de empatia, problemas no processo de aprendizagem e atenção dispersa.
    Embora a adultização seja um fenômeno antigo, ela ganhou uma nova dimensão com as redes sociais. Com cada vez mais acesso às telas e à internet, as crianças passaram a ter contato com muito conteúdo – e, muitas vezes, viraram elas próprias criadoras e influenciadoras nas redes sociais. Pesquisa recente, realizada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação, mostrou que 93% dos brasileiros entre 9 e 16 anos, ou seja, mais de 24 milhões de crianças e adolescentes, são usuários da internet. Pesquisas científicas indicam que a constante exposição às redes sociais ativa o circuito de recompensa do cérebro e pode provocar uma enxurrada de dopamina, neurotransmissor ligado ao bem-estar. Esse mecanismo pode ser altamente viciante: a dopamina gera o desejo de repetir a experiência, com mais frequência e intensidade.
    O que fazer? Do ponto de vista coletivo, vários projetos de lei sobre o assunto foram apresentados nos últimos anos. Atualmente, o que está mais avançado é o PL 2628, que já foi aprovado no Senado Federal e estabelece deveres de cuidado das plataformas digitais com os mais jovens, a remoção de conteúdos que violem os direitos dos menores de idade e a criação de mecanismos de controle parental. “Nesse momento, existe um movimento internacional de regulação das mídias, do que nós chamamos de big techs. (...)”, afirma Evelyn Eisenstein, coordenadora do Grupo de Trabalho Saúde Digital da Sociedade Brasileira de Pediatria.   
    Do ponto de vista individual, há uma série de cuidados no que diz respeito ao compartilhamento de conteúdos envolvendo crianças na internet, como evitar a exposição excessiva nas redes sociais. Fotos e vídeos aparentemente inofensivos, por exemplo, podem acabar caindo em cadeias internacionais de pedofilia. Outra recomendação dos especialistas é controlar o tempo de uso de celulares, tablets e smartphones das crianças.
    “Vai passear com seus filhos, em um local com natureza. Vai ver a borboletinha, vai ver a cor da flor. Deixa essa criança descobrir o mundo, fora das telas. O gatinho que ela vê na tela é bidimensional. O gatinho que pula ali no colo dela é tridimensional”, destaca Evelyn Eisenstein.

ANDRÉ BIERNATH
Adaptado de bbc.com, 15/08/2025. 
No 5º parágrafo, as intervenções de natureza coletiva são apresentadas numa sequência de contextos que pode ser descrita como:  
Alternativas
Q3721214 Português
Texto: Adultização

     Um modo de exploração de crianças na internet gerou intenso debate no Brasil após viralização recente, nas redes sociais, de vídeo em que o influenciador Felipe Brassanim Pereira abordou o tema. Trata-se da adultização, uma aceleração forçada do desenvolvimento infantil, fazendo com que as crianças adotem comportamentos ou responsabilidades que não correspondem à idade delas. Esse processo pode acontecer de várias formas: ao sobrecarregar a criança com tarefas de adulto, ao lhe impor uma cobrança excessiva sobre desempenho escolar ou esportivo, ao permitir que ela tenha acesso a conteúdos inadequados para a idade.
    Guilherme Polanczyk, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, afirma que muitos pais têm a ideia de que acelerar o desenvolvimento de uma criança pode torná-la mais madura: “A gente vê isso em crianças muito pequenas, com um ano e meio, em que os pais querem tirar fraldas. Muitas vezes, têm a tendência de os pais ficarem orgulhosos quando os filhos eventualmente não querem mais brincar.” Mas, segundo o médico, pular etapas não é saudável: nosso cérebro evolui conforme nos desenvolvemos – e, nos primeiros anos de vida, ainda não estamos preparados para lidar com pressões, tarefas e algumas emoções.
    Um relatório do Comitê Interdepartamental sobre Deterioração Física, produzido pelo governo britânico em 1904, já alertava para os efeitos negativos desse processo. “Naquela época, o fenômeno era muito preocupante por causa, por exemplo, da primeira fase da industrialização, em que havia crianças trabalhando, crianças pequenas que deveriam estar na escola, em fornerias e metalúrgicas, em lugares insalubres”, explica Anderson Nitsche, neuropediatra no Hospital Pequeno Príncipe. Com o passar dos anos, novos estudos revelaram que pessoas que são submetidas à adultização têm mais chance de sofrer de ansiedade, depressão, dificuldade de socialização, falta de empatia, problemas no processo de aprendizagem e atenção dispersa.
    Embora a adultização seja um fenômeno antigo, ela ganhou uma nova dimensão com as redes sociais. Com cada vez mais acesso às telas e à internet, as crianças passaram a ter contato com muito conteúdo – e, muitas vezes, viraram elas próprias criadoras e influenciadoras nas redes sociais. Pesquisa recente, realizada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação, mostrou que 93% dos brasileiros entre 9 e 16 anos, ou seja, mais de 24 milhões de crianças e adolescentes, são usuários da internet. Pesquisas científicas indicam que a constante exposição às redes sociais ativa o circuito de recompensa do cérebro e pode provocar uma enxurrada de dopamina, neurotransmissor ligado ao bem-estar. Esse mecanismo pode ser altamente viciante: a dopamina gera o desejo de repetir a experiência, com mais frequência e intensidade.
    O que fazer? Do ponto de vista coletivo, vários projetos de lei sobre o assunto foram apresentados nos últimos anos. Atualmente, o que está mais avançado é o PL 2628, que já foi aprovado no Senado Federal e estabelece deveres de cuidado das plataformas digitais com os mais jovens, a remoção de conteúdos que violem os direitos dos menores de idade e a criação de mecanismos de controle parental. “Nesse momento, existe um movimento internacional de regulação das mídias, do que nós chamamos de big techs. (...)”, afirma Evelyn Eisenstein, coordenadora do Grupo de Trabalho Saúde Digital da Sociedade Brasileira de Pediatria.   
    Do ponto de vista individual, há uma série de cuidados no que diz respeito ao compartilhamento de conteúdos envolvendo crianças na internet, como evitar a exposição excessiva nas redes sociais. Fotos e vídeos aparentemente inofensivos, por exemplo, podem acabar caindo em cadeias internacionais de pedofilia. Outra recomendação dos especialistas é controlar o tempo de uso de celulares, tablets e smartphones das crianças.
    “Vai passear com seus filhos, em um local com natureza. Vai ver a borboletinha, vai ver a cor da flor. Deixa essa criança descobrir o mundo, fora das telas. O gatinho que ela vê na tela é bidimensional. O gatinho que pula ali no colo dela é tridimensional”, destaca Evelyn Eisenstein.

ANDRÉ BIERNATH
Adaptado de bbc.com, 15/08/2025. 
Esse mecanismo pode ser altamente viciante: a dopamina gera o desejo de repetir a experiência, com mais frequência e intensidade. (4º parágrafo)
Os dois-pontos presentes na frase acima estabelecem relação de sentido análoga à do seguinte conectivo:  
Alternativas
Q3721213 Português
Texto: Adultização

     Um modo de exploração de crianças na internet gerou intenso debate no Brasil após viralização recente, nas redes sociais, de vídeo em que o influenciador Felipe Brassanim Pereira abordou o tema. Trata-se da adultização, uma aceleração forçada do desenvolvimento infantil, fazendo com que as crianças adotem comportamentos ou responsabilidades que não correspondem à idade delas. Esse processo pode acontecer de várias formas: ao sobrecarregar a criança com tarefas de adulto, ao lhe impor uma cobrança excessiva sobre desempenho escolar ou esportivo, ao permitir que ela tenha acesso a conteúdos inadequados para a idade.
    Guilherme Polanczyk, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, afirma que muitos pais têm a ideia de que acelerar o desenvolvimento de uma criança pode torná-la mais madura: “A gente vê isso em crianças muito pequenas, com um ano e meio, em que os pais querem tirar fraldas. Muitas vezes, têm a tendência de os pais ficarem orgulhosos quando os filhos eventualmente não querem mais brincar.” Mas, segundo o médico, pular etapas não é saudável: nosso cérebro evolui conforme nos desenvolvemos – e, nos primeiros anos de vida, ainda não estamos preparados para lidar com pressões, tarefas e algumas emoções.
    Um relatório do Comitê Interdepartamental sobre Deterioração Física, produzido pelo governo britânico em 1904, já alertava para os efeitos negativos desse processo. “Naquela época, o fenômeno era muito preocupante por causa, por exemplo, da primeira fase da industrialização, em que havia crianças trabalhando, crianças pequenas que deveriam estar na escola, em fornerias e metalúrgicas, em lugares insalubres”, explica Anderson Nitsche, neuropediatra no Hospital Pequeno Príncipe. Com o passar dos anos, novos estudos revelaram que pessoas que são submetidas à adultização têm mais chance de sofrer de ansiedade, depressão, dificuldade de socialização, falta de empatia, problemas no processo de aprendizagem e atenção dispersa.
    Embora a adultização seja um fenômeno antigo, ela ganhou uma nova dimensão com as redes sociais. Com cada vez mais acesso às telas e à internet, as crianças passaram a ter contato com muito conteúdo – e, muitas vezes, viraram elas próprias criadoras e influenciadoras nas redes sociais. Pesquisa recente, realizada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação, mostrou que 93% dos brasileiros entre 9 e 16 anos, ou seja, mais de 24 milhões de crianças e adolescentes, são usuários da internet. Pesquisas científicas indicam que a constante exposição às redes sociais ativa o circuito de recompensa do cérebro e pode provocar uma enxurrada de dopamina, neurotransmissor ligado ao bem-estar. Esse mecanismo pode ser altamente viciante: a dopamina gera o desejo de repetir a experiência, com mais frequência e intensidade.
    O que fazer? Do ponto de vista coletivo, vários projetos de lei sobre o assunto foram apresentados nos últimos anos. Atualmente, o que está mais avançado é o PL 2628, que já foi aprovado no Senado Federal e estabelece deveres de cuidado das plataformas digitais com os mais jovens, a remoção de conteúdos que violem os direitos dos menores de idade e a criação de mecanismos de controle parental. “Nesse momento, existe um movimento internacional de regulação das mídias, do que nós chamamos de big techs. (...)”, afirma Evelyn Eisenstein, coordenadora do Grupo de Trabalho Saúde Digital da Sociedade Brasileira de Pediatria.   
    Do ponto de vista individual, há uma série de cuidados no que diz respeito ao compartilhamento de conteúdos envolvendo crianças na internet, como evitar a exposição excessiva nas redes sociais. Fotos e vídeos aparentemente inofensivos, por exemplo, podem acabar caindo em cadeias internacionais de pedofilia. Outra recomendação dos especialistas é controlar o tempo de uso de celulares, tablets e smartphones das crianças.
    “Vai passear com seus filhos, em um local com natureza. Vai ver a borboletinha, vai ver a cor da flor. Deixa essa criança descobrir o mundo, fora das telas. O gatinho que ela vê na tela é bidimensional. O gatinho que pula ali no colo dela é tridimensional”, destaca Evelyn Eisenstein.

ANDRÉ BIERNATH
Adaptado de bbc.com, 15/08/2025. 
Utilize a frase a seguir para responder à questão.
Com o passar dos anos, novos estudos revelaram que pessoas que são submetidas à adultização têm mais chance de sofrer de ansiedade, depressão, dificuldade de socialização, falta de empatia, problemas no processo de aprendizagem e atenção dispersa. (3º parágrafo) 

O verbo “revelar” está conjugado no seguinte tempo e modo:  
Alternativas
Q3721212 Português
Texto: Adultização

     Um modo de exploração de crianças na internet gerou intenso debate no Brasil após viralização recente, nas redes sociais, de vídeo em que o influenciador Felipe Brassanim Pereira abordou o tema. Trata-se da adultização, uma aceleração forçada do desenvolvimento infantil, fazendo com que as crianças adotem comportamentos ou responsabilidades que não correspondem à idade delas. Esse processo pode acontecer de várias formas: ao sobrecarregar a criança com tarefas de adulto, ao lhe impor uma cobrança excessiva sobre desempenho escolar ou esportivo, ao permitir que ela tenha acesso a conteúdos inadequados para a idade.
    Guilherme Polanczyk, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, afirma que muitos pais têm a ideia de que acelerar o desenvolvimento de uma criança pode torná-la mais madura: “A gente vê isso em crianças muito pequenas, com um ano e meio, em que os pais querem tirar fraldas. Muitas vezes, têm a tendência de os pais ficarem orgulhosos quando os filhos eventualmente não querem mais brincar.” Mas, segundo o médico, pular etapas não é saudável: nosso cérebro evolui conforme nos desenvolvemos – e, nos primeiros anos de vida, ainda não estamos preparados para lidar com pressões, tarefas e algumas emoções.
    Um relatório do Comitê Interdepartamental sobre Deterioração Física, produzido pelo governo britânico em 1904, já alertava para os efeitos negativos desse processo. “Naquela época, o fenômeno era muito preocupante por causa, por exemplo, da primeira fase da industrialização, em que havia crianças trabalhando, crianças pequenas que deveriam estar na escola, em fornerias e metalúrgicas, em lugares insalubres”, explica Anderson Nitsche, neuropediatra no Hospital Pequeno Príncipe. Com o passar dos anos, novos estudos revelaram que pessoas que são submetidas à adultização têm mais chance de sofrer de ansiedade, depressão, dificuldade de socialização, falta de empatia, problemas no processo de aprendizagem e atenção dispersa.
    Embora a adultização seja um fenômeno antigo, ela ganhou uma nova dimensão com as redes sociais. Com cada vez mais acesso às telas e à internet, as crianças passaram a ter contato com muito conteúdo – e, muitas vezes, viraram elas próprias criadoras e influenciadoras nas redes sociais. Pesquisa recente, realizada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação, mostrou que 93% dos brasileiros entre 9 e 16 anos, ou seja, mais de 24 milhões de crianças e adolescentes, são usuários da internet. Pesquisas científicas indicam que a constante exposição às redes sociais ativa o circuito de recompensa do cérebro e pode provocar uma enxurrada de dopamina, neurotransmissor ligado ao bem-estar. Esse mecanismo pode ser altamente viciante: a dopamina gera o desejo de repetir a experiência, com mais frequência e intensidade.
    O que fazer? Do ponto de vista coletivo, vários projetos de lei sobre o assunto foram apresentados nos últimos anos. Atualmente, o que está mais avançado é o PL 2628, que já foi aprovado no Senado Federal e estabelece deveres de cuidado das plataformas digitais com os mais jovens, a remoção de conteúdos que violem os direitos dos menores de idade e a criação de mecanismos de controle parental. “Nesse momento, existe um movimento internacional de regulação das mídias, do que nós chamamos de big techs. (...)”, afirma Evelyn Eisenstein, coordenadora do Grupo de Trabalho Saúde Digital da Sociedade Brasileira de Pediatria.   
    Do ponto de vista individual, há uma série de cuidados no que diz respeito ao compartilhamento de conteúdos envolvendo crianças na internet, como evitar a exposição excessiva nas redes sociais. Fotos e vídeos aparentemente inofensivos, por exemplo, podem acabar caindo em cadeias internacionais de pedofilia. Outra recomendação dos especialistas é controlar o tempo de uso de celulares, tablets e smartphones das crianças.
    “Vai passear com seus filhos, em um local com natureza. Vai ver a borboletinha, vai ver a cor da flor. Deixa essa criança descobrir o mundo, fora das telas. O gatinho que ela vê na tela é bidimensional. O gatinho que pula ali no colo dela é tridimensional”, destaca Evelyn Eisenstein.

ANDRÉ BIERNATH
Adaptado de bbc.com, 15/08/2025. 
Utilize a frase a seguir para responder à questão.
Com o passar dos anos, novos estudos revelaram que pessoas que são submetidas à adultização têm mais chance de sofrer de ansiedade, depressão, dificuldade de socialização, falta de empatia, problemas no processo de aprendizagem e atenção dispersa. (3º parágrafo) 

Na frase, uma palavra que se classifica como substantivo é:
Alternativas
Q3721082 Português
Texto: Quem Controla Nossa Memória?

    Minha investigação acadêmica buscou entender como as ferramentas de inteligência artificial (IA) influenciam o comportamento humano. O que descobri foi alarmante. Imagens geradas por IA estavam repletas de estereótipos quando retratavam grupos historicamente marginalizados, como mulheres, pessoas com deficiência, LGBTI+ e não brancos. Mais preocupante ainda foi perceber que os participantes da minha pesquisa reproduziam preconceitos ao interagir com essas imagens.
    As imagens têm poder, tanto de uma perspectiva histórica quanto cultural. Elas podem interromper conflitos, mudar opiniões políticas e unir pessoas. Publicitários sabem disso e exploram essa capacidade em mídias tradicionais e digitais. O advento da IA amplia esse potencial de influência, mas também traz riscos inéditos: e se a IA puder moldar o passado, alterando registros históricos e reescrevendo a realidade?
    No começo de 2024, durante o Super Bowl, a cantora Alicia Keys desafinou em sua apresentação enquanto cantava “If I Ain’t Got You”. No dia seguinte, a versão oficial do vídeo havia sido corrigida. Quem não gravou o evento ao vivo não encontrará o erro original. Esse episódio pode parecer banal, mas mostra como registros podem ser alterados ou apagados, criando uma história oficial que não corresponde à realidade. Se um erro em um show pode ser apagado, o que impediria que registros históricos e culturais fossem modificados? Quem decide o que é real? Quem controla a verdade?
    Durante minha pesquisa, desenvolvi um conceito chamado de apagamento pela IA (“AI Erasure”, no original em inglês). Ele explora os riscos por duas vias: a capacidade de essas ferramentas moldarem registros e a possibilidade de apagá-los. O que coloca, de modo geral, a memória coletiva em risco. 
    Se imagens sintéticas podem influenciar preconceitos, o que impede que vídeos, áudios e mídias manipuladas também distorçam a história? A digitalização democratizou o acesso à informação, mas não garante diversidade nem representação. Ferramentas do estilo Wikipedia, que tinha o objetivo inicial de democratizar a informação, mostram como dados digitalizados podem estar cheios de informações equivocadas. A solução, então, passa por regulamentação, ética e rigor na construção de bancos de dados.
    O apagamento pela IA também envolve manipulações intencionais por governos autoritários ou corporações, criando registros que promovem interesses políticos ou econômicos. Isso pode levar à homogeneização da história, apagando a diversidade humana em nome de narrativas dominantes. Quem controla nossa memória?
    Stephanie Dinkins é uma artista que cria representações de mulheres negras em sistemas de IA. Recentemente, no jornal americano The New York Times, ela questionou por que a palavra “escravo” não podia ser usada por uma ferramenta generativa. Para atenuar preconceitos raciais e imagens ofensivas, algumas empresas passaram a proibir certas palavras nas entradas de texto submetidos a geradores, como “escravo” e “fascista”. O que Dinkins propõe ecoa o conceito de “apagamento pela IA”: “O que essa tecnologia está fazendo com a história? Podemos ver que alguém está tentando corrigir o viés, mas, ao mesmo tempo, isso apaga um pedaço da história.”
    Vivemos num momento histórico de alerta para o futuro digital. Devemos levantar questões urgentes sobre o que escolhemos lembrar, quem é representado nos arquivos digitais e como a IA pode remodelar nossa compreensão da história e identidade. Diante dessas ameaças, é urgente questionar quem será representado nos arquivos digitais e como a IA poderá remodelar a compreensão sobre história e identidade. É preciso defender a diversidade, regulamentar as tecnologias e proteger memórias e culturas contra o apagamento digital.
    A integração da IA nos sistemas sociais requer responsabilidade coletiva para evitar que a história seja moldada e apagada ao sabor de interesses específicos. Se não agirmos agora, arriscaremos perder muito mais do que dados: perderemos parte essencial do que nos torna humanos.  

GUILDO MELO
Adaptado de nexojornal.com.br, 09/03/2025. 
Se não agirmos agora, arriscaremos perder muito mais do que dados: perderemos parte essencial do que nos torna humanos. (9º parágrafo)

Para manter o paralelismo semântico, ao alterar a conjugação do verbo “agir” para o pretérito imperfeito do modo subjuntivo, os verbos sublinhados deverão ser conjugados no seguinte tempo e modo: 
Alternativas
Q3721081 Português
Texto: Quem Controla Nossa Memória?

    Minha investigação acadêmica buscou entender como as ferramentas de inteligência artificial (IA) influenciam o comportamento humano. O que descobri foi alarmante. Imagens geradas por IA estavam repletas de estereótipos quando retratavam grupos historicamente marginalizados, como mulheres, pessoas com deficiência, LGBTI+ e não brancos. Mais preocupante ainda foi perceber que os participantes da minha pesquisa reproduziam preconceitos ao interagir com essas imagens.
    As imagens têm poder, tanto de uma perspectiva histórica quanto cultural. Elas podem interromper conflitos, mudar opiniões políticas e unir pessoas. Publicitários sabem disso e exploram essa capacidade em mídias tradicionais e digitais. O advento da IA amplia esse potencial de influência, mas também traz riscos inéditos: e se a IA puder moldar o passado, alterando registros históricos e reescrevendo a realidade?
    No começo de 2024, durante o Super Bowl, a cantora Alicia Keys desafinou em sua apresentação enquanto cantava “If I Ain’t Got You”. No dia seguinte, a versão oficial do vídeo havia sido corrigida. Quem não gravou o evento ao vivo não encontrará o erro original. Esse episódio pode parecer banal, mas mostra como registros podem ser alterados ou apagados, criando uma história oficial que não corresponde à realidade. Se um erro em um show pode ser apagado, o que impediria que registros históricos e culturais fossem modificados? Quem decide o que é real? Quem controla a verdade?
    Durante minha pesquisa, desenvolvi um conceito chamado de apagamento pela IA (“AI Erasure”, no original em inglês). Ele explora os riscos por duas vias: a capacidade de essas ferramentas moldarem registros e a possibilidade de apagá-los. O que coloca, de modo geral, a memória coletiva em risco. 
    Se imagens sintéticas podem influenciar preconceitos, o que impede que vídeos, áudios e mídias manipuladas também distorçam a história? A digitalização democratizou o acesso à informação, mas não garante diversidade nem representação. Ferramentas do estilo Wikipedia, que tinha o objetivo inicial de democratizar a informação, mostram como dados digitalizados podem estar cheios de informações equivocadas. A solução, então, passa por regulamentação, ética e rigor na construção de bancos de dados.
    O apagamento pela IA também envolve manipulações intencionais por governos autoritários ou corporações, criando registros que promovem interesses políticos ou econômicos. Isso pode levar à homogeneização da história, apagando a diversidade humana em nome de narrativas dominantes. Quem controla nossa memória?
    Stephanie Dinkins é uma artista que cria representações de mulheres negras em sistemas de IA. Recentemente, no jornal americano The New York Times, ela questionou por que a palavra “escravo” não podia ser usada por uma ferramenta generativa. Para atenuar preconceitos raciais e imagens ofensivas, algumas empresas passaram a proibir certas palavras nas entradas de texto submetidos a geradores, como “escravo” e “fascista”. O que Dinkins propõe ecoa o conceito de “apagamento pela IA”: “O que essa tecnologia está fazendo com a história? Podemos ver que alguém está tentando corrigir o viés, mas, ao mesmo tempo, isso apaga um pedaço da história.”
    Vivemos num momento histórico de alerta para o futuro digital. Devemos levantar questões urgentes sobre o que escolhemos lembrar, quem é representado nos arquivos digitais e como a IA pode remodelar nossa compreensão da história e identidade. Diante dessas ameaças, é urgente questionar quem será representado nos arquivos digitais e como a IA poderá remodelar a compreensão sobre história e identidade. É preciso defender a diversidade, regulamentar as tecnologias e proteger memórias e culturas contra o apagamento digital.
    A integração da IA nos sistemas sociais requer responsabilidade coletiva para evitar que a história seja moldada e apagada ao sabor de interesses específicos. Se não agirmos agora, arriscaremos perder muito mais do que dados: perderemos parte essencial do que nos torna humanos.  

GUILDO MELO
Adaptado de nexojornal.com.br, 09/03/2025. 
No 8º parágrafo, o tipo de organização textual predominante é: 
Alternativas
Q3721080 Português
Texto: Quem Controla Nossa Memória?

    Minha investigação acadêmica buscou entender como as ferramentas de inteligência artificial (IA) influenciam o comportamento humano. O que descobri foi alarmante. Imagens geradas por IA estavam repletas de estereótipos quando retratavam grupos historicamente marginalizados, como mulheres, pessoas com deficiência, LGBTI+ e não brancos. Mais preocupante ainda foi perceber que os participantes da minha pesquisa reproduziam preconceitos ao interagir com essas imagens.
    As imagens têm poder, tanto de uma perspectiva histórica quanto cultural. Elas podem interromper conflitos, mudar opiniões políticas e unir pessoas. Publicitários sabem disso e exploram essa capacidade em mídias tradicionais e digitais. O advento da IA amplia esse potencial de influência, mas também traz riscos inéditos: e se a IA puder moldar o passado, alterando registros históricos e reescrevendo a realidade?
    No começo de 2024, durante o Super Bowl, a cantora Alicia Keys desafinou em sua apresentação enquanto cantava “If I Ain’t Got You”. No dia seguinte, a versão oficial do vídeo havia sido corrigida. Quem não gravou o evento ao vivo não encontrará o erro original. Esse episódio pode parecer banal, mas mostra como registros podem ser alterados ou apagados, criando uma história oficial que não corresponde à realidade. Se um erro em um show pode ser apagado, o que impediria que registros históricos e culturais fossem modificados? Quem decide o que é real? Quem controla a verdade?
    Durante minha pesquisa, desenvolvi um conceito chamado de apagamento pela IA (“AI Erasure”, no original em inglês). Ele explora os riscos por duas vias: a capacidade de essas ferramentas moldarem registros e a possibilidade de apagá-los. O que coloca, de modo geral, a memória coletiva em risco. 
    Se imagens sintéticas podem influenciar preconceitos, o que impede que vídeos, áudios e mídias manipuladas também distorçam a história? A digitalização democratizou o acesso à informação, mas não garante diversidade nem representação. Ferramentas do estilo Wikipedia, que tinha o objetivo inicial de democratizar a informação, mostram como dados digitalizados podem estar cheios de informações equivocadas. A solução, então, passa por regulamentação, ética e rigor na construção de bancos de dados.
    O apagamento pela IA também envolve manipulações intencionais por governos autoritários ou corporações, criando registros que promovem interesses políticos ou econômicos. Isso pode levar à homogeneização da história, apagando a diversidade humana em nome de narrativas dominantes. Quem controla nossa memória?
    Stephanie Dinkins é uma artista que cria representações de mulheres negras em sistemas de IA. Recentemente, no jornal americano The New York Times, ela questionou por que a palavra “escravo” não podia ser usada por uma ferramenta generativa. Para atenuar preconceitos raciais e imagens ofensivas, algumas empresas passaram a proibir certas palavras nas entradas de texto submetidos a geradores, como “escravo” e “fascista”. O que Dinkins propõe ecoa o conceito de “apagamento pela IA”: “O que essa tecnologia está fazendo com a história? Podemos ver que alguém está tentando corrigir o viés, mas, ao mesmo tempo, isso apaga um pedaço da história.”
    Vivemos num momento histórico de alerta para o futuro digital. Devemos levantar questões urgentes sobre o que escolhemos lembrar, quem é representado nos arquivos digitais e como a IA pode remodelar nossa compreensão da história e identidade. Diante dessas ameaças, é urgente questionar quem será representado nos arquivos digitais e como a IA poderá remodelar a compreensão sobre história e identidade. É preciso defender a diversidade, regulamentar as tecnologias e proteger memórias e culturas contra o apagamento digital.
    A integração da IA nos sistemas sociais requer responsabilidade coletiva para evitar que a história seja moldada e apagada ao sabor de interesses específicos. Se não agirmos agora, arriscaremos perder muito mais do que dados: perderemos parte essencial do que nos torna humanos.  

GUILDO MELO
Adaptado de nexojornal.com.br, 09/03/2025. 
O episódio relatado no 7º parágrafo reitera outras passagens do texto em que certo uso recente da IA pode ser caracterizado como:  
Alternativas
Q3721079 Português
Texto: Quem Controla Nossa Memória?

    Minha investigação acadêmica buscou entender como as ferramentas de inteligência artificial (IA) influenciam o comportamento humano. O que descobri foi alarmante. Imagens geradas por IA estavam repletas de estereótipos quando retratavam grupos historicamente marginalizados, como mulheres, pessoas com deficiência, LGBTI+ e não brancos. Mais preocupante ainda foi perceber que os participantes da minha pesquisa reproduziam preconceitos ao interagir com essas imagens.
    As imagens têm poder, tanto de uma perspectiva histórica quanto cultural. Elas podem interromper conflitos, mudar opiniões políticas e unir pessoas. Publicitários sabem disso e exploram essa capacidade em mídias tradicionais e digitais. O advento da IA amplia esse potencial de influência, mas também traz riscos inéditos: e se a IA puder moldar o passado, alterando registros históricos e reescrevendo a realidade?
    No começo de 2024, durante o Super Bowl, a cantora Alicia Keys desafinou em sua apresentação enquanto cantava “If I Ain’t Got You”. No dia seguinte, a versão oficial do vídeo havia sido corrigida. Quem não gravou o evento ao vivo não encontrará o erro original. Esse episódio pode parecer banal, mas mostra como registros podem ser alterados ou apagados, criando uma história oficial que não corresponde à realidade. Se um erro em um show pode ser apagado, o que impediria que registros históricos e culturais fossem modificados? Quem decide o que é real? Quem controla a verdade?
    Durante minha pesquisa, desenvolvi um conceito chamado de apagamento pela IA (“AI Erasure”, no original em inglês). Ele explora os riscos por duas vias: a capacidade de essas ferramentas moldarem registros e a possibilidade de apagá-los. O que coloca, de modo geral, a memória coletiva em risco. 
    Se imagens sintéticas podem influenciar preconceitos, o que impede que vídeos, áudios e mídias manipuladas também distorçam a história? A digitalização democratizou o acesso à informação, mas não garante diversidade nem representação. Ferramentas do estilo Wikipedia, que tinha o objetivo inicial de democratizar a informação, mostram como dados digitalizados podem estar cheios de informações equivocadas. A solução, então, passa por regulamentação, ética e rigor na construção de bancos de dados.
    O apagamento pela IA também envolve manipulações intencionais por governos autoritários ou corporações, criando registros que promovem interesses políticos ou econômicos. Isso pode levar à homogeneização da história, apagando a diversidade humana em nome de narrativas dominantes. Quem controla nossa memória?
    Stephanie Dinkins é uma artista que cria representações de mulheres negras em sistemas de IA. Recentemente, no jornal americano The New York Times, ela questionou por que a palavra “escravo” não podia ser usada por uma ferramenta generativa. Para atenuar preconceitos raciais e imagens ofensivas, algumas empresas passaram a proibir certas palavras nas entradas de texto submetidos a geradores, como “escravo” e “fascista”. O que Dinkins propõe ecoa o conceito de “apagamento pela IA”: “O que essa tecnologia está fazendo com a história? Podemos ver que alguém está tentando corrigir o viés, mas, ao mesmo tempo, isso apaga um pedaço da história.”
    Vivemos num momento histórico de alerta para o futuro digital. Devemos levantar questões urgentes sobre o que escolhemos lembrar, quem é representado nos arquivos digitais e como a IA pode remodelar nossa compreensão da história e identidade. Diante dessas ameaças, é urgente questionar quem será representado nos arquivos digitais e como a IA poderá remodelar a compreensão sobre história e identidade. É preciso defender a diversidade, regulamentar as tecnologias e proteger memórias e culturas contra o apagamento digital.
    A integração da IA nos sistemas sociais requer responsabilidade coletiva para evitar que a história seja moldada e apagada ao sabor de interesses específicos. Se não agirmos agora, arriscaremos perder muito mais do que dados: perderemos parte essencial do que nos torna humanos.  

GUILDO MELO
Adaptado de nexojornal.com.br, 09/03/2025. 
O apagamento pela IA também envolve manipulações intencionais por governos autoritários ou corporações, criando registros que promovem interesses políticos ou econômicos. (6º parágrafo)

A oração sublinhada, que está em forma reduzida de gerúndio, poderia ser substituída, sem prejuízo para seu sentido original, pela seguinte oração desenvolvida:
Alternativas
Q3721078 Português
Texto: Quem Controla Nossa Memória?

    Minha investigação acadêmica buscou entender como as ferramentas de inteligência artificial (IA) influenciam o comportamento humano. O que descobri foi alarmante. Imagens geradas por IA estavam repletas de estereótipos quando retratavam grupos historicamente marginalizados, como mulheres, pessoas com deficiência, LGBTI+ e não brancos. Mais preocupante ainda foi perceber que os participantes da minha pesquisa reproduziam preconceitos ao interagir com essas imagens.
    As imagens têm poder, tanto de uma perspectiva histórica quanto cultural. Elas podem interromper conflitos, mudar opiniões políticas e unir pessoas. Publicitários sabem disso e exploram essa capacidade em mídias tradicionais e digitais. O advento da IA amplia esse potencial de influência, mas também traz riscos inéditos: e se a IA puder moldar o passado, alterando registros históricos e reescrevendo a realidade?
    No começo de 2024, durante o Super Bowl, a cantora Alicia Keys desafinou em sua apresentação enquanto cantava “If I Ain’t Got You”. No dia seguinte, a versão oficial do vídeo havia sido corrigida. Quem não gravou o evento ao vivo não encontrará o erro original. Esse episódio pode parecer banal, mas mostra como registros podem ser alterados ou apagados, criando uma história oficial que não corresponde à realidade. Se um erro em um show pode ser apagado, o que impediria que registros históricos e culturais fossem modificados? Quem decide o que é real? Quem controla a verdade?
    Durante minha pesquisa, desenvolvi um conceito chamado de apagamento pela IA (“AI Erasure”, no original em inglês). Ele explora os riscos por duas vias: a capacidade de essas ferramentas moldarem registros e a possibilidade de apagá-los. O que coloca, de modo geral, a memória coletiva em risco. 
    Se imagens sintéticas podem influenciar preconceitos, o que impede que vídeos, áudios e mídias manipuladas também distorçam a história? A digitalização democratizou o acesso à informação, mas não garante diversidade nem representação. Ferramentas do estilo Wikipedia, que tinha o objetivo inicial de democratizar a informação, mostram como dados digitalizados podem estar cheios de informações equivocadas. A solução, então, passa por regulamentação, ética e rigor na construção de bancos de dados.
    O apagamento pela IA também envolve manipulações intencionais por governos autoritários ou corporações, criando registros que promovem interesses políticos ou econômicos. Isso pode levar à homogeneização da história, apagando a diversidade humana em nome de narrativas dominantes. Quem controla nossa memória?
    Stephanie Dinkins é uma artista que cria representações de mulheres negras em sistemas de IA. Recentemente, no jornal americano The New York Times, ela questionou por que a palavra “escravo” não podia ser usada por uma ferramenta generativa. Para atenuar preconceitos raciais e imagens ofensivas, algumas empresas passaram a proibir certas palavras nas entradas de texto submetidos a geradores, como “escravo” e “fascista”. O que Dinkins propõe ecoa o conceito de “apagamento pela IA”: “O que essa tecnologia está fazendo com a história? Podemos ver que alguém está tentando corrigir o viés, mas, ao mesmo tempo, isso apaga um pedaço da história.”
    Vivemos num momento histórico de alerta para o futuro digital. Devemos levantar questões urgentes sobre o que escolhemos lembrar, quem é representado nos arquivos digitais e como a IA pode remodelar nossa compreensão da história e identidade. Diante dessas ameaças, é urgente questionar quem será representado nos arquivos digitais e como a IA poderá remodelar a compreensão sobre história e identidade. É preciso defender a diversidade, regulamentar as tecnologias e proteger memórias e culturas contra o apagamento digital.
    A integração da IA nos sistemas sociais requer responsabilidade coletiva para evitar que a história seja moldada e apagada ao sabor de interesses específicos. Se não agirmos agora, arriscaremos perder muito mais do que dados: perderemos parte essencial do que nos torna humanos.  

GUILDO MELO
Adaptado de nexojornal.com.br, 09/03/2025. 
Utilize a frase a seguir para responder à questão.
Ferramentas do estilo Wikipedia, que tinha o objetivo inicial de democratizar a informação, mostram como dados digitalizados podem estar cheios de informações equivocadas. (5º parágrafo) 

A palavra “como” introduz uma oração subordinada com a seguinte classificação:  
Alternativas
Q3721077 Português
Texto: Quem Controla Nossa Memória?

    Minha investigação acadêmica buscou entender como as ferramentas de inteligência artificial (IA) influenciam o comportamento humano. O que descobri foi alarmante. Imagens geradas por IA estavam repletas de estereótipos quando retratavam grupos historicamente marginalizados, como mulheres, pessoas com deficiência, LGBTI+ e não brancos. Mais preocupante ainda foi perceber que os participantes da minha pesquisa reproduziam preconceitos ao interagir com essas imagens.
    As imagens têm poder, tanto de uma perspectiva histórica quanto cultural. Elas podem interromper conflitos, mudar opiniões políticas e unir pessoas. Publicitários sabem disso e exploram essa capacidade em mídias tradicionais e digitais. O advento da IA amplia esse potencial de influência, mas também traz riscos inéditos: e se a IA puder moldar o passado, alterando registros históricos e reescrevendo a realidade?
    No começo de 2024, durante o Super Bowl, a cantora Alicia Keys desafinou em sua apresentação enquanto cantava “If I Ain’t Got You”. No dia seguinte, a versão oficial do vídeo havia sido corrigida. Quem não gravou o evento ao vivo não encontrará o erro original. Esse episódio pode parecer banal, mas mostra como registros podem ser alterados ou apagados, criando uma história oficial que não corresponde à realidade. Se um erro em um show pode ser apagado, o que impediria que registros históricos e culturais fossem modificados? Quem decide o que é real? Quem controla a verdade?
    Durante minha pesquisa, desenvolvi um conceito chamado de apagamento pela IA (“AI Erasure”, no original em inglês). Ele explora os riscos por duas vias: a capacidade de essas ferramentas moldarem registros e a possibilidade de apagá-los. O que coloca, de modo geral, a memória coletiva em risco. 
    Se imagens sintéticas podem influenciar preconceitos, o que impede que vídeos, áudios e mídias manipuladas também distorçam a história? A digitalização democratizou o acesso à informação, mas não garante diversidade nem representação. Ferramentas do estilo Wikipedia, que tinha o objetivo inicial de democratizar a informação, mostram como dados digitalizados podem estar cheios de informações equivocadas. A solução, então, passa por regulamentação, ética e rigor na construção de bancos de dados.
    O apagamento pela IA também envolve manipulações intencionais por governos autoritários ou corporações, criando registros que promovem interesses políticos ou econômicos. Isso pode levar à homogeneização da história, apagando a diversidade humana em nome de narrativas dominantes. Quem controla nossa memória?
    Stephanie Dinkins é uma artista que cria representações de mulheres negras em sistemas de IA. Recentemente, no jornal americano The New York Times, ela questionou por que a palavra “escravo” não podia ser usada por uma ferramenta generativa. Para atenuar preconceitos raciais e imagens ofensivas, algumas empresas passaram a proibir certas palavras nas entradas de texto submetidos a geradores, como “escravo” e “fascista”. O que Dinkins propõe ecoa o conceito de “apagamento pela IA”: “O que essa tecnologia está fazendo com a história? Podemos ver que alguém está tentando corrigir o viés, mas, ao mesmo tempo, isso apaga um pedaço da história.”
    Vivemos num momento histórico de alerta para o futuro digital. Devemos levantar questões urgentes sobre o que escolhemos lembrar, quem é representado nos arquivos digitais e como a IA pode remodelar nossa compreensão da história e identidade. Diante dessas ameaças, é urgente questionar quem será representado nos arquivos digitais e como a IA poderá remodelar a compreensão sobre história e identidade. É preciso defender a diversidade, regulamentar as tecnologias e proteger memórias e culturas contra o apagamento digital.
    A integração da IA nos sistemas sociais requer responsabilidade coletiva para evitar que a história seja moldada e apagada ao sabor de interesses específicos. Se não agirmos agora, arriscaremos perder muito mais do que dados: perderemos parte essencial do que nos torna humanos.  

GUILDO MELO
Adaptado de nexojornal.com.br, 09/03/2025. 
Utilize a frase a seguir para responder à questão.
Ferramentas do estilo Wikipedia, que tinha o objetivo inicial de democratizar a informação, mostram como dados digitalizados podem estar cheios de informações equivocadas. (5º parágrafo) 

A frase citada é um período com o seguinte número de orações: 
Alternativas
Q3721076 Português
Texto: Quem Controla Nossa Memória?

    Minha investigação acadêmica buscou entender como as ferramentas de inteligência artificial (IA) influenciam o comportamento humano. O que descobri foi alarmante. Imagens geradas por IA estavam repletas de estereótipos quando retratavam grupos historicamente marginalizados, como mulheres, pessoas com deficiência, LGBTI+ e não brancos. Mais preocupante ainda foi perceber que os participantes da minha pesquisa reproduziam preconceitos ao interagir com essas imagens.
    As imagens têm poder, tanto de uma perspectiva histórica quanto cultural. Elas podem interromper conflitos, mudar opiniões políticas e unir pessoas. Publicitários sabem disso e exploram essa capacidade em mídias tradicionais e digitais. O advento da IA amplia esse potencial de influência, mas também traz riscos inéditos: e se a IA puder moldar o passado, alterando registros históricos e reescrevendo a realidade?
    No começo de 2024, durante o Super Bowl, a cantora Alicia Keys desafinou em sua apresentação enquanto cantava “If I Ain’t Got You”. No dia seguinte, a versão oficial do vídeo havia sido corrigida. Quem não gravou o evento ao vivo não encontrará o erro original. Esse episódio pode parecer banal, mas mostra como registros podem ser alterados ou apagados, criando uma história oficial que não corresponde à realidade. Se um erro em um show pode ser apagado, o que impediria que registros históricos e culturais fossem modificados? Quem decide o que é real? Quem controla a verdade?
    Durante minha pesquisa, desenvolvi um conceito chamado de apagamento pela IA (“AI Erasure”, no original em inglês). Ele explora os riscos por duas vias: a capacidade de essas ferramentas moldarem registros e a possibilidade de apagá-los. O que coloca, de modo geral, a memória coletiva em risco. 
    Se imagens sintéticas podem influenciar preconceitos, o que impede que vídeos, áudios e mídias manipuladas também distorçam a história? A digitalização democratizou o acesso à informação, mas não garante diversidade nem representação. Ferramentas do estilo Wikipedia, que tinha o objetivo inicial de democratizar a informação, mostram como dados digitalizados podem estar cheios de informações equivocadas. A solução, então, passa por regulamentação, ética e rigor na construção de bancos de dados.
    O apagamento pela IA também envolve manipulações intencionais por governos autoritários ou corporações, criando registros que promovem interesses políticos ou econômicos. Isso pode levar à homogeneização da história, apagando a diversidade humana em nome de narrativas dominantes. Quem controla nossa memória?
    Stephanie Dinkins é uma artista que cria representações de mulheres negras em sistemas de IA. Recentemente, no jornal americano The New York Times, ela questionou por que a palavra “escravo” não podia ser usada por uma ferramenta generativa. Para atenuar preconceitos raciais e imagens ofensivas, algumas empresas passaram a proibir certas palavras nas entradas de texto submetidos a geradores, como “escravo” e “fascista”. O que Dinkins propõe ecoa o conceito de “apagamento pela IA”: “O que essa tecnologia está fazendo com a história? Podemos ver que alguém está tentando corrigir o viés, mas, ao mesmo tempo, isso apaga um pedaço da história.”
    Vivemos num momento histórico de alerta para o futuro digital. Devemos levantar questões urgentes sobre o que escolhemos lembrar, quem é representado nos arquivos digitais e como a IA pode remodelar nossa compreensão da história e identidade. Diante dessas ameaças, é urgente questionar quem será representado nos arquivos digitais e como a IA poderá remodelar a compreensão sobre história e identidade. É preciso defender a diversidade, regulamentar as tecnologias e proteger memórias e culturas contra o apagamento digital.
    A integração da IA nos sistemas sociais requer responsabilidade coletiva para evitar que a história seja moldada e apagada ao sabor de interesses específicos. Se não agirmos agora, arriscaremos perder muito mais do que dados: perderemos parte essencial do que nos torna humanos.  

GUILDO MELO
Adaptado de nexojornal.com.br, 09/03/2025. 
O 3º parágrafo, em relação às ideias contidas no 2° parágrafo, tem a função de apresentar uma: 
Alternativas
Respostas
19501: D
19502: D
19503: D
19504: D
19505: A
19506: B
19507: C
19508: B
19509: C
19510: A
19511: B
19512: B
19513: A
19514: C
19515: D
19516: B
19517: B
19518: C
19519: C
19520: D