Questões de Concurso Comentadas sobre português

Foram encontradas 182.860 questões

Q3738361 Português
Paulo Freire, em A Importância do Ato de Ler - em três artigos que se completam, apresenta uma reflexão profunda sobre a leitura como prática social, cultural e política. Sobre esse assunto, julgue as sentenças abaixo como VERDADEIRAS (V) ou FALSAS (F).

(__) Para Freire, todo sujeito, antes de decodificar signos gráficos, interpreta a realidade em que vive, produzindo sentidos a partir de suas experiências, práticas e contextos históricos. Essa percepção o leva a afirmar que alfabetização deve ser baseada no treinamento de habilidades cognitivas e mecânicas.

(__) A alfabetização é entendida por Freire como parte de um projeto mais amplo de humanização, no qual o educando deixa de ser objeto para tornar-se sujeito da história.

(__) Ao enfatizar a indissociabilidade entre ler a palavra e ler o mundo, o autor apresenta a alfabetização como prática de liberdade, sustentada pela consciência crítica, pela valorização da experiência cultural dos educandos e pela abertura ao diálogo como fundamento da educação democrática.


A sequência CORRETA é: 
Alternativas
Q3738344 Português
A importância da Interpretação Textual


A interpretação textual permite a compreensão de todo e qualquer texto ou discurso e se amplia no entendimento da sua essência e ideia principal. Trata-se de uma competência imprescindível no mercado de trabalho e nos estudos. Para que a interpretação ocorra de forma satisfatória é necessário que esteja atrelada a outros elementos como: Praticar a leitura com regularidade que proporciona o enriquecimento do vocabulário; dominar as estruturas lingüísticas; e compreender relações semânticas.

A interpretação abarca peculiaridades como elementos gramaticais, pontuação, preposições, conjunções entre outras que devem estar corretamente dispostas em um texto, um outro ponto que contribui para que a interpretação transcorra de forma concisa são os elementos que compõem o texto como coesão, coerência e estrutura semântica bem definida, para que o leitor possa interagir plenamente com as ideias expostas pelo conteúdo em questão.

A interpretação de texto permite que as pessoas possam estender o domínio sobre a linguagem escrita e falada e se tornem cada vez mais eficientes dentro das informações a serem transmitidas e compreendidas.

Por isso a interpretação favorece a compreensão profissional e acadêmica, ofertando um maior entendimento e assimilação de conteúdo e ideias. Unidade de Gestão e Formação -


https://www.posugf.com.br/noticias/todas/1931-a-importancia-da-interpr etacao-textual
O texto afirma que "a interpretação textual permite a compreensão de todo e qualquer texto ou discurso e se amplia no entendimento da sua essência e ideia principal". Tal afirmação evidencia:
Alternativas
Q3738319 Português
Leia o Texto 2 para responder à questão.

Texto 2


O conceito de herói está profundamente ligado à cultura que o criou e a quando foi criado, o que significa que ele varia muito de lugar para lugar e de época para época. Mesmo assim, a figura do herói aparece nas mais diversas sociedades e eras, sempre atendendo a critérios morais e desejos em comum de determinado povo.

Apesar do protagonismo do herói, o que seria dele se não houvesse um vilão? Nas narrativas, o vilão costuma ser o antagonista. Os vilões representam aquilo que é errado, injusto, que foge à moral defendida pelo herói. Por não carregar o protagonismo das histórias, o vilão costuma ser um personagem sem profundidade, sem dilemas, sem uma história que nos explique o porquê de suas ações. E isso reforça sua vilania.

Conhecer a história de alguém é um processo humanizador, capaz até de revogar a alcunha de vilão e conferir ao personagem o título de herói, ou só de uma pessoa comum que tem seus defeitos e qualidades. Assim, uma maneira de fabricar vilões é não deixar suas histórias serem contadas, é criar uma imagem sobre esses personagens e mantê-los em silêncio. MIRANDA, Lucas Mascarenhas de. A fronteira tênue entre heróis e vilões. Ciência hoje, Rio de Janeiro, 21 nov. 2021.


Disponível em: https://cienciahoje.org.br/artigo/a-fronteira-tenue-entre-herois-e-viloes/. [Adaptado].
De acordo com o texto, uma das maneiras de “fabricar vilões” é
Alternativas
Q3738318 Português
Leia o Texto 2 para responder à questão.

Texto 2


O conceito de herói está profundamente ligado à cultura que o criou e a quando foi criado, o que significa que ele varia muito de lugar para lugar e de época para época. Mesmo assim, a figura do herói aparece nas mais diversas sociedades e eras, sempre atendendo a critérios morais e desejos em comum de determinado povo.

Apesar do protagonismo do herói, o que seria dele se não houvesse um vilão? Nas narrativas, o vilão costuma ser o antagonista. Os vilões representam aquilo que é errado, injusto, que foge à moral defendida pelo herói. Por não carregar o protagonismo das histórias, o vilão costuma ser um personagem sem profundidade, sem dilemas, sem uma história que nos explique o porquê de suas ações. E isso reforça sua vilania.

Conhecer a história de alguém é um processo humanizador, capaz até de revogar a alcunha de vilão e conferir ao personagem o título de herói, ou só de uma pessoa comum que tem seus defeitos e qualidades. Assim, uma maneira de fabricar vilões é não deixar suas histórias serem contadas, é criar uma imagem sobre esses personagens e mantê-los em silêncio. MIRANDA, Lucas Mascarenhas de. A fronteira tênue entre heróis e vilões. Ciência hoje, Rio de Janeiro, 21 nov. 2021.


Disponível em: https://cienciahoje.org.br/artigo/a-fronteira-tenue-entre-herois-e-viloes/. [Adaptado].
No trecho “Mesmo assim, a figura do herói aparece nas mais diversas sociedades e eras, sempre atendendo a critérios morais e desejos em comum de determinado povo.”, a conjunção “e” estabelece relação de 
Alternativas
Q3738317 Português
Leia o Texto 2 para responder à questão.

Texto 2


O conceito de herói está profundamente ligado à cultura que o criou e a quando foi criado, o que significa que ele varia muito de lugar para lugar e de época para época. Mesmo assim, a figura do herói aparece nas mais diversas sociedades e eras, sempre atendendo a critérios morais e desejos em comum de determinado povo.

Apesar do protagonismo do herói, o que seria dele se não houvesse um vilão? Nas narrativas, o vilão costuma ser o antagonista. Os vilões representam aquilo que é errado, injusto, que foge à moral defendida pelo herói. Por não carregar o protagonismo das histórias, o vilão costuma ser um personagem sem profundidade, sem dilemas, sem uma história que nos explique o porquê de suas ações. E isso reforça sua vilania.

Conhecer a história de alguém é um processo humanizador, capaz até de revogar a alcunha de vilão e conferir ao personagem o título de herói, ou só de uma pessoa comum que tem seus defeitos e qualidades. Assim, uma maneira de fabricar vilões é não deixar suas histórias serem contadas, é criar uma imagem sobre esses personagens e mantê-los em silêncio. MIRANDA, Lucas Mascarenhas de. A fronteira tênue entre heróis e vilões. Ciência hoje, Rio de Janeiro, 21 nov. 2021.


Disponível em: https://cienciahoje.org.br/artigo/a-fronteira-tenue-entre-herois-e-viloes/. [Adaptado].
O texto combina diferentes sequências textuais para desenvolver o tema nele apresentado. A sequência predominante é a
Alternativas
Q3738316 Português
Leia o Texto 1 para responder às questão

Texto 1


Ele elevou à décima potência a disseminação do conhecimento. Ele nos permite viajar sem sair do lugar, mas, além disso, pode guardar informações por séculos. Romanos escreviam em tábuas, egípcios, em papiros, e os maias e astecas tinham uma espécie de livro feito com casca de árvore. Mas o papel, desenvolvido no século II pelos chineses, e a prensa de Gutenberg, do século XV, foram as criações mais importantes para o surgimento do livro da forma como o temos hoje. A primeira impressão ocorreu em 1442. Depois que o uso da prensa se consolidou, comerciantes lançaram uma variedade de títulos, muitos deles originários de manuscritos antigos. Mas o boom ocorreu mesmo no século XIX. A Revolução Industrial trouxe inovações tecnológicas para o papel, tornando-o mais barato e acessível às editoras. Sem esses calhamaços de folhas, provavelmente boa parte da história da humanidade teria se perdido.

Superinteressante. As 101 maiores invenções da humanidade. Ed. Especial. 2013, p. 60.
No trecho “Romanos escreviam em tábuas, egípcios, em papiros, e os maias e astecas tinham uma espécie de livro feito com casca de árvore”, a vírgula empregada imediatamente após a palavra “egípcios” cumpre a função de
Alternativas
Q3738315 Português
Leia o Texto 1 para responder às questão

Texto 1


Ele elevou à décima potência a disseminação do conhecimento. Ele nos permite viajar sem sair do lugar, mas, além disso, pode guardar informações por séculos. Romanos escreviam em tábuas, egípcios, em papiros, e os maias e astecas tinham uma espécie de livro feito com casca de árvore. Mas o papel, desenvolvido no século II pelos chineses, e a prensa de Gutenberg, do século XV, foram as criações mais importantes para o surgimento do livro da forma como o temos hoje. A primeira impressão ocorreu em 1442. Depois que o uso da prensa se consolidou, comerciantes lançaram uma variedade de títulos, muitos deles originários de manuscritos antigos. Mas o boom ocorreu mesmo no século XIX. A Revolução Industrial trouxe inovações tecnológicas para o papel, tornando-o mais barato e acessível às editoras. Sem esses calhamaços de folhas, provavelmente boa parte da história da humanidade teria se perdido.

Superinteressante. As 101 maiores invenções da humanidade. Ed. Especial. 2013, p. 60.
No trecho “Romanos escreviam em tábuas, egípcios, em papiros, e os maias e astecas tinham uma espécie de livro feito com casca de árvore”, a forma verbal “escreviam” está flexionada no plural porque concorda com o
Alternativas
Q3738314 Português
Leia o Texto 1 para responder às questão

Texto 1


Ele elevou à décima potência a disseminação do conhecimento. Ele nos permite viajar sem sair do lugar, mas, além disso, pode guardar informações por séculos. Romanos escreviam em tábuas, egípcios, em papiros, e os maias e astecas tinham uma espécie de livro feito com casca de árvore. Mas o papel, desenvolvido no século II pelos chineses, e a prensa de Gutenberg, do século XV, foram as criações mais importantes para o surgimento do livro da forma como o temos hoje. A primeira impressão ocorreu em 1442. Depois que o uso da prensa se consolidou, comerciantes lançaram uma variedade de títulos, muitos deles originários de manuscritos antigos. Mas o boom ocorreu mesmo no século XIX. A Revolução Industrial trouxe inovações tecnológicas para o papel, tornando-o mais barato e acessível às editoras. Sem esses calhamaços de folhas, provavelmente boa parte da história da humanidade teria se perdido.

Superinteressante. As 101 maiores invenções da humanidade. Ed. Especial. 2013, p. 60.
O uso do pronome “ele”, no início do texto, contribui para a coesão textual porque
Alternativas
Q3738313 Português
Em diferentes regiões do Brasil, é comum que uma mesma ideia seja expressa por palavras distintas, como ocorre com as palavras “mandioca”, “aipim” e “macaxeira”. Esses usos diferentes mostram que a língua
Alternativas
Q3738267 Português
Assinale a alternativa INCORRETA referente ao uso do acento indicativo de crase: 
Alternativas
Q3738266 Português
Assinale a alternativa que lista corretamente apenas preposições que ocorrem no trecho:

“Todos nós existimos em séries. Somos uma porção de meias-horas, duas horas, 24 horas. Um manequim é feito de segundinhos espaçados, aquela fração que a luz leva para atravessar a objetiva (...).” 

(LESSA, Ivan. Manequim, osso e pele. Rio de Janeiro: Joia, 1966. Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/12769/manequim osso-e-pele.)
Alternativas
Q3738265 Português
Analise as frases abaixo e classifique em verdadeiro (V) aquelas em que todas as palavras foram grafadas corretamente ou em falso (F) as que contêm erros ortográficos. 

(__) Roger teve um excelente pós-operatório.


(__) Esse foi o velejador que realizou uma circum-navegação pelas Américas.


(__) Meus filhos não entraram nesse curso porque perdemos o prazo de pré-matrícula.


(__) Peço que acolham o recém-chegado.  


Assinale a alternativa que contém a sequência correta: 
Alternativas
Q3738226 Português
A saudade como motor criativo da literatura

Luciana de Gnone

A saudade é mais do que um sentimento de falta, ela é também um dos grandes impulsionadores da literatura. Para os leitores, os livros muitas vezes saciam a nostalgia de vivências passadas. Para os escritores, a saudade é uma grande aliada da criação: molda lembranças, revive experiências e são fios condutores de grandes narrativas. Na literatura, a saudade é matéria-prima. Ela é capaz de transformar a ausência em presença e memória em palavras.

São inúmeras as razões que levam os autores a transformar a saudade em narrativa. Há motivações políticas, como as dos exilados e refugiados. Existem os gatilhos emocionais, como a migração em busca de novas terras, ou mesmo o luto em suas inúmeras facetas. Em todos esses casos, a escrita se oferece como território aconchegante para reconstruir o que foi perdido.

No início da década de 1990, morei por um ano nos EUA. Estava no final do ensino médio e fui fazer um intercâmbio cultural. Em uma cidade do interior de Michigan, estudantes estrangeiros eram facilmente reconhecidos pela comunidade local. Éramos cinco intercambistas, digamos, "oficiais" — aqueles que estavam de passagem por um período determinado, geralmente de um ano. Mas havia também algumas dezenas de outros estrangeiros, residentes permanentes.

Eram todos filhos de imigrantes: alguns de primeira, outros de segunda geração nascida na América. Dentre eles, havia um menino que se destacava por ser um exilado de guerra. Embora tivesse entrado nos EUA como intercambista, assim como eu, havia chegado dois anos antes e permanecido indefinidamente. Foi acolhido pela família americana quando a guerra na Bósnia teve início, em 1992, sem jamais conseguir retornar ao seu país.

Ele não fazia ideia de como sua família estava. Não tinha notícias dos pais, dos irmãos, nem de qualquer outro parente. As informações simplesmente não chegavam. Canalizou toda a saudade — e também o medo — na escrita. Suas redações logo ficaram conhecidas na escola. Não me lembro do nome dele, infelizmente, o que é uma pena — é bem possível que tenha se tornado autor.

Escrever sobre o que ficou para trás é uma forma de habitar novamente o que já não está ao alcance. Ainda que em escala muito diferente da vivida pelo colega bósnio, posso dizer que algo semelhante aconteceu comigo, ao viver por quase treze anos fora do Brasil.

A distância física e emocional foi o estopim para que eu começasse a escrever — primeiro de forma despretensiosa; depois, o meu primeiro romance. A escrita tornou-se uma ferramenta de reconexão com minhas origens. Ao criar personagens e, principalmente, cenários, eu buscava reconstruir minhas próprias vivências, tentando suprir a saudade que sentia da minha terra.

Muitas vezes a saudade pode vir com uma enorme carga de desconforto, mas é preciso reconhecer a potência desse sentimento. É divino poder usar a saudade para revisitar o passado, questionar o presente e escrever o futuro. É um recurso para preencher lacunas e curar-se da ausência. Por essa razão, tantas obras nascem desse vazio. É nesse espaço que o escritor encontra liberdade criativa.

No gênero policial, muitos protagonistas são apresentados como pessoas disfuncionais — marcados pela saudade de uma família perdida, de um amor desfeito ou de um luto mal resolvido. Quebrar essa casca e revelar a vulnerabilidade do personagem é o que provoca conexão com o mundo real. A saudade é esse fragmento entre o que se viveu e o que continua a pulsar dentro de nós.

(Disponível em: https://www.publishnews.com.br/materias/2025/08/27/a-saudade-comomotor-criativo-da-literatura. Acesso em: 18 out. 2025. Adaptado.) 
Analise as sentenças a seguir a partir da leitura do texto:

I. Para Luciana de Gnone, a saudade exerce dois papéis distintos no contexto da literatura: um de tocar em memórias daqueles que leem uma obra e outro de ser substância principal no processo de escrita.
II. A literatura impulsionada pela saudade está ancorada em dois temas: política e emoções, pois é nesses campos que se encontra acolhida para reconstruir o que se perdeu ao longo da vida.
III. O que impulsionou a autora do texto a começar a escrever foi ter conhecido a história do intercambista bósnio que, exilado, usou a escrita para canalizar a saudade que sentia da família, assim como a falta de notícias.

É correto o que se afirma em: 
Alternativas
Q3738224 Português
A saudade como motor criativo da literatura

Luciana de Gnone

A saudade é mais do que um sentimento de falta, ela é também um dos grandes impulsionadores da literatura. Para os leitores, os livros muitas vezes saciam a nostalgia de vivências passadas. Para os escritores, a saudade é uma grande aliada da criação: molda lembranças, revive experiências e são fios condutores de grandes narrativas. Na literatura, a saudade é matéria-prima. Ela é capaz de transformar a ausência em presença e memória em palavras.

São inúmeras as razões que levam os autores a transformar a saudade em narrativa. Há motivações políticas, como as dos exilados e refugiados. Existem os gatilhos emocionais, como a migração em busca de novas terras, ou mesmo o luto em suas inúmeras facetas. Em todos esses casos, a escrita se oferece como território aconchegante para reconstruir o que foi perdido.

No início da década de 1990, morei por um ano nos EUA. Estava no final do ensino médio e fui fazer um intercâmbio cultural. Em uma cidade do interior de Michigan, estudantes estrangeiros eram facilmente reconhecidos pela comunidade local. Éramos cinco intercambistas, digamos, "oficiais" — aqueles que estavam de passagem por um período determinado, geralmente de um ano. Mas havia também algumas dezenas de outros estrangeiros, residentes permanentes.

Eram todos filhos de imigrantes: alguns de primeira, outros de segunda geração nascida na América. Dentre eles, havia um menino que se destacava por ser um exilado de guerra. Embora tivesse entrado nos EUA como intercambista, assim como eu, havia chegado dois anos antes e permanecido indefinidamente. Foi acolhido pela família americana quando a guerra na Bósnia teve início, em 1992, sem jamais conseguir retornar ao seu país.

Ele não fazia ideia de como sua família estava. Não tinha notícias dos pais, dos irmãos, nem de qualquer outro parente. As informações simplesmente não chegavam. Canalizou toda a saudade — e também o medo — na escrita. Suas redações logo ficaram conhecidas na escola. Não me lembro do nome dele, infelizmente, o que é uma pena — é bem possível que tenha se tornado autor.

Escrever sobre o que ficou para trás é uma forma de habitar novamente o que já não está ao alcance. Ainda que em escala muito diferente da vivida pelo colega bósnio, posso dizer que algo semelhante aconteceu comigo, ao viver por quase treze anos fora do Brasil.

A distância física e emocional foi o estopim para que eu começasse a escrever — primeiro de forma despretensiosa; depois, o meu primeiro romance. A escrita tornou-se uma ferramenta de reconexão com minhas origens. Ao criar personagens e, principalmente, cenários, eu buscava reconstruir minhas próprias vivências, tentando suprir a saudade que sentia da minha terra.

Muitas vezes a saudade pode vir com uma enorme carga de desconforto, mas é preciso reconhecer a potência desse sentimento. É divino poder usar a saudade para revisitar o passado, questionar o presente e escrever o futuro. É um recurso para preencher lacunas e curar-se da ausência. Por essa razão, tantas obras nascem desse vazio. É nesse espaço que o escritor encontra liberdade criativa.

No gênero policial, muitos protagonistas são apresentados como pessoas disfuncionais — marcados pela saudade de uma família perdida, de um amor desfeito ou de um luto mal resolvido. Quebrar essa casca e revelar a vulnerabilidade do personagem é o que provoca conexão com o mundo real. A saudade é esse fragmento entre o que se viveu e o que continua a pulsar dentro de nós.

(Disponível em: https://www.publishnews.com.br/materias/2025/08/27/a-saudade-comomotor-criativo-da-literatura. Acesso em: 18 out. 2025. Adaptado.) 
Leia o excerto:

"Ele não fazia ideia de como sua família estava. Não tinha notícias dos pais, dos irmãos, nem de qualquer outro parente".

A conjunção "nem" tem valor negativo, conectando palavras e orações negativas. Considerando o uso da conjunção "nem" no excerto, assinale a alternativa que indica corretamente a relação que ela estabelece nesse contexto:
Alternativas
Q3738212 Português
Leia o Texto 4 para responder à questão.

Texto 4


O bom repórter deve ser imparcial, diz a lição número 1 do jornalismo. Mas o bom leitor também tem sua regra de ouro. Ele deve sempre, sempre, manter a cabeça aberta. O bom leitor sabe se distanciar das paixões. Está sempre disposto a ouvir uma ideia nova – ainda que ela coloque abaixo suas ideias antigas. Posto assim, ler bem parece um desafio fácil. Não é, como também não é simples ser imparcial.


Superinteressante. Ed. 269, ano 23, nº 9.
No início do texto, lê-se: “O bom repórter deve ser imparcial, diz a lição número 1 do jornalismo.” A forma verbal “diz” está no singular porque concorda com o 
Alternativas
Q3738211 Português
Leia o Texto 4 para responder à questão.

Texto 4


O bom repórter deve ser imparcial, diz a lição número 1 do jornalismo. Mas o bom leitor também tem sua regra de ouro. Ele deve sempre, sempre, manter a cabeça aberta. O bom leitor sabe se distanciar das paixões. Está sempre disposto a ouvir uma ideia nova – ainda que ela coloque abaixo suas ideias antigas. Posto assim, ler bem parece um desafio fácil. Não é, como também não é simples ser imparcial.


Superinteressante. Ed. 269, ano 23, nº 9.
No trecho “O bom leitor sabe se distanciar das paixões. Está sempre disposto a ouvir uma ideia nova – ainda que ela coloque abaixo suas ideias antigas”, as formas verbais “sabe” e “está” estão empregadas no presente do indicativo para indicar que as ações
Alternativas
Q3738210 Português
Leia o Texto 3 para responder à questão.

Texto 3


No dicionário, a Sociologia está definida como uma ciência que pretende pesquisar e estudar a organização e funcionamento das sociedades humanas e as leis fundamentais que regem as relações sociais. Já a Economia se preocupa em estudar os fenômenos relacionados com a obtenção e a utilização dos recursos materiais necessários a uma população. Embora o campo de estudos de ambas as disciplinas seja parecido, na prática há um abismo separando as duas áreas. Filhas da mesma mãe, a Filosofia, as duas disciplinas vieram ao mundo praticamente na mesma época. Em razão de algumas diferenças, porém, estão sem dialogar entre si há quase três séculos.


Sociologia, ciência & vida. Editora Escala. São Paulo: 2019.
No trecho “Filhas da mesma mãe, a Filosofia, as duas disciplinas vieram ao mundo praticamente na mesma época”, a expressão “filhas da mesma mãe” é usada em sentido
Alternativas
Q3738209 Português
Leia o Texto 3 para responder à questão.

Texto 3


No dicionário, a Sociologia está definida como uma ciência que pretende pesquisar e estudar a organização e funcionamento das sociedades humanas e as leis fundamentais que regem as relações sociais. Já a Economia se preocupa em estudar os fenômenos relacionados com a obtenção e a utilização dos recursos materiais necessários a uma população. Embora o campo de estudos de ambas as disciplinas seja parecido, na prática há um abismo separando as duas áreas. Filhas da mesma mãe, a Filosofia, as duas disciplinas vieram ao mundo praticamente na mesma época. Em razão de algumas diferenças, porém, estão sem dialogar entre si há quase três séculos.


Sociologia, ciência & vida. Editora Escala. São Paulo: 2019.
No texto, as palavras “Sociologia”, “Economia” e “Filosofia” são escritas com inicial maiúscula, pois  
Alternativas
Q3738208 Português
Leia o Texto 3 para responder à questão.

Texto 3


No dicionário, a Sociologia está definida como uma ciência que pretende pesquisar e estudar a organização e funcionamento das sociedades humanas e as leis fundamentais que regem as relações sociais. Já a Economia se preocupa em estudar os fenômenos relacionados com a obtenção e a utilização dos recursos materiais necessários a uma população. Embora o campo de estudos de ambas as disciplinas seja parecido, na prática há um abismo separando as duas áreas. Filhas da mesma mãe, a Filosofia, as duas disciplinas vieram ao mundo praticamente na mesma época. Em razão de algumas diferenças, porém, estão sem dialogar entre si há quase três séculos.


Sociologia, ciência & vida. Editora Escala. São Paulo: 2019.
No texto, a palavra “fenômenos” apresenta acento gráfico porque é
Alternativas
Q3738205 Português

Leia o Texto 1 para responder à questão.


Texto 1


O registro oral da língua é uma de suas manifestações mais naturais e espontâneas. Diferente da escrita, que segue normas mais rígidas, a oralidade se adapta ao contexto e aos interlocutores. Ela pode incluir variações regionais, expressões informais, pausas, repetições e até mesmo gestos que complementam a comunicação.


A fala do dia a dia, as conversas casuais e até discursos políticos são exemplos de registros orais, que podem ser mais ou menos formais, dependendo da situação. No entanto, a oralidade também pode ser registrada por meio de gravações, transcrições e relatos históricos, preservando aspectos culturais e linguísticos de diferentes comunidades.


Disponível em: www.nossalingua.com.br. Acesso em: 09 out. 2025.

No trecho “Diferente da escrita, que segue normas mais rígidas”, o termo “rígidas” tem como antônimo a palavra
Alternativas
Respostas
19001: D
19002: D
19003: B
19004: D
19005: A
19006: C
19007: A
19008: D
19009: B
19010: D
19011: A
19012: B
19013: A
19014: C
19015: D
19016: A
19017: C
19018: C
19019: A
19020: A