Questões de Concurso Comentadas sobre português

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Q3747820 Português
Considerando a morfologia, analisar os itens.

I. A derivação prefixal é a formação de palavras mediante o emprego de prefixos. São exemplos: “inativo”, “extraoficial” e “decair”.
II. O único sufixo adverbial existente na língua portuguesa é o sufixo -mente.
III. “Abotoar” é um exemplo de derivação prefixal e sufixal.

Está CORRETO o que se afirma: 
Alternativas
Q3747817 Português
Sobre os gêneros do discurso, avaliar se as afirmativas são certas (C) ou erradas (E) e assinalar a sequência correspondente.

( ) Os gêneros do discurso são as correias de transmissão que levam da história da sociedade à história da língua.
( ) Quando há estilo, há gênero.
Alternativas
Q3747816 Português
Sobre as regras de acentuação, assinalar a alternativa INCORRETA. 
Alternativas
Q3747447 Português
A respeito da construção do sentido do texto, assinale:

1. Coesão. 2. Coerência.
( )É o aspecto que assumem os conceitos e relações subtextuais, em um nível ideativo.
( )É responsável pelo sentido do texto, envolvendo fatores lógico-semânticos e cognitivos, já que a interpretabilidade do texto depende do conhecimento partilhado entre os interlocutores.
( )Provém da forma como as relações lógico-semânticas do texto são expressas na superfície textual. O texto é verificada mediante a análise de seus mecanismos lexicais e gramaticais de construção. Ex: "Primeiro vi a moto, depois o ônibus." (tempo) Embora tenha estudado muito, não passou. (contraste).
( )É compatível com o conhecimento de mundo do receptor. É interessante, porque permite perceber que um texto não existe em si mesmo, mas sim constrói-se na relação emissor-receptor-mundo.


Assinale a sequência CORRETA:
Alternativas
Q3747409 Português
Partindo da noção de textualidade, a coerência é como uma propriedade ideativa do texto e enumera as meta-regras que um texto coerente deve apresentar, entre outro, EXCETO:
Alternativas
Q3747407 Português
Os textos argumentativos são aqueles encarregados de expor um tema ou assunto por meio de argumentações. São marcados pela defesa de um ponto de vista, ao mesmo tempo que tentam persuadir o leitor. Sua estrutura textual é dividida em três partes: tese (apresentação), antítese (desenvolvimento), nova tese (conclusão).
São exemplos de gêneros textuais argumentativos, EXCETO: 
Alternativas
Q3747198 Português
O termo “Folclore” (Folklore), cunhado por William John Thoms em 1846, é um neologismo que combina duas palavras do inglês antigo.
Qual alternativa apresenta a tradução etimológica mais precisa para o termo? 
Alternativas
Q3747093 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão:


A DIFERENÇA ENTRE “TEORICAMENTE POSSÍVEL” E "IMPORTANTE”

Os acadêmicos, incluindo eu mesmo, adoram descobrir argumentos contraintuitivos que mudam a maneira como as pessoas veem o mundo. A mídia provavelmente adora publicar matérias baseadas nesses argumentos, ainda mais do que os acadêmicos gostam de descobri-los. Às vezes, porém, esses mesmos acadêmicos e o pessoal da mídia prestam um deserviço ao público em geral, ao levantar questões que são teoricamente possíveis, mas na realidade não têm a menor importância.

Um artigo recente na revista "Time" é um ótimo exemplo. Nele, o autor examina a ideia de que os cintos de segurança nos carros talvez não sejam eficazes para salvar vidas. Segundo a reportagem, a teoria é que os motoristas se tornam mais ousados quando estão presos pelo cinto porque se sentem mais seguros. O efeito dessa "compensação de risco", segundo o artigo, poderia reduzir - ou mesmo reverter - os benefícios de segurança dos cintos. 

É uma teoria sensata. Quando não estou afivelado corro um risco maior de ferimentos, por isso talvez dirija mais cautelosamente. Na prática, porém, há claras evidências de que os cintos de segurança são uma maneira incrivelmente eficaz e econômica de salvar vidas.

O pequeno impacto compensador que pode haver em dirigir mais arriscadamente porque você está usando um cinto de segurança é trivial comparado aos benefícios de usá-lo. Artigos como esse da "Time" podem encorajar as pessoas a tirar a conclusão errada sobre o assunto. Se, no entanto, eu estiver errado e o comportamento compensatório dos motoristas realmente reverter os benefícios dos cintos de segurança, existe uma fácil solução de política pública semelhante a uma ideia mencionada na matéria da "Time".

Os governos poderiam exigir que se instalasse em todos os volantes uma faca afiada, apontada diretamente para o coração do motorista. Imagine como ele dirigiria cuidadosamente.

(Steven D. Levitt)
Algumas palavras aparecem em destaque no texto. Qual delas estão escritas de forma INCORRETA de acordo com as regras do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa: (SENADO FEDERAL. Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. 2ª ed. SEP/CET, 2014). 
Alternativas
Q3747092 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão:


A DIFERENÇA ENTRE “TEORICAMENTE POSSÍVEL” E "IMPORTANTE”

Os acadêmicos, incluindo eu mesmo, adoram descobrir argumentos contraintuitivos que mudam a maneira como as pessoas veem o mundo. A mídia provavelmente adora publicar matérias baseadas nesses argumentos, ainda mais do que os acadêmicos gostam de descobri-los. Às vezes, porém, esses mesmos acadêmicos e o pessoal da mídia prestam um deserviço ao público em geral, ao levantar questões que são teoricamente possíveis, mas na realidade não têm a menor importância.

Um artigo recente na revista "Time" é um ótimo exemplo. Nele, o autor examina a ideia de que os cintos de segurança nos carros talvez não sejam eficazes para salvar vidas. Segundo a reportagem, a teoria é que os motoristas se tornam mais ousados quando estão presos pelo cinto porque se sentem mais seguros. O efeito dessa "compensação de risco", segundo o artigo, poderia reduzir - ou mesmo reverter - os benefícios de segurança dos cintos. 

É uma teoria sensata. Quando não estou afivelado corro um risco maior de ferimentos, por isso talvez dirija mais cautelosamente. Na prática, porém, há claras evidências de que os cintos de segurança são uma maneira incrivelmente eficaz e econômica de salvar vidas.

O pequeno impacto compensador que pode haver em dirigir mais arriscadamente porque você está usando um cinto de segurança é trivial comparado aos benefícios de usá-lo. Artigos como esse da "Time" podem encorajar as pessoas a tirar a conclusão errada sobre o assunto. Se, no entanto, eu estiver errado e o comportamento compensatório dos motoristas realmente reverter os benefícios dos cintos de segurança, existe uma fácil solução de política pública semelhante a uma ideia mencionada na matéria da "Time".

Os governos poderiam exigir que se instalasse em todos os volantes uma faca afiada, apontada diretamente para o coração do motorista. Imagine como ele dirigiria cuidadosamente.

(Steven D. Levitt)
Qual das frases abaixo corresponde integralmente a uma disposição do texto? 
Alternativas
Q3747091 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão:


A DIFERENÇA ENTRE “TEORICAMENTE POSSÍVEL” E "IMPORTANTE”

Os acadêmicos, incluindo eu mesmo, adoram descobrir argumentos contraintuitivos que mudam a maneira como as pessoas veem o mundo. A mídia provavelmente adora publicar matérias baseadas nesses argumentos, ainda mais do que os acadêmicos gostam de descobri-los. Às vezes, porém, esses mesmos acadêmicos e o pessoal da mídia prestam um deserviço ao público em geral, ao levantar questões que são teoricamente possíveis, mas na realidade não têm a menor importância.

Um artigo recente na revista "Time" é um ótimo exemplo. Nele, o autor examina a ideia de que os cintos de segurança nos carros talvez não sejam eficazes para salvar vidas. Segundo a reportagem, a teoria é que os motoristas se tornam mais ousados quando estão presos pelo cinto porque se sentem mais seguros. O efeito dessa "compensação de risco", segundo o artigo, poderia reduzir - ou mesmo reverter - os benefícios de segurança dos cintos. 

É uma teoria sensata. Quando não estou afivelado corro um risco maior de ferimentos, por isso talvez dirija mais cautelosamente. Na prática, porém, há claras evidências de que os cintos de segurança são uma maneira incrivelmente eficaz e econômica de salvar vidas.

O pequeno impacto compensador que pode haver em dirigir mais arriscadamente porque você está usando um cinto de segurança é trivial comparado aos benefícios de usá-lo. Artigos como esse da "Time" podem encorajar as pessoas a tirar a conclusão errada sobre o assunto. Se, no entanto, eu estiver errado e o comportamento compensatório dos motoristas realmente reverter os benefícios dos cintos de segurança, existe uma fácil solução de política pública semelhante a uma ideia mencionada na matéria da "Time".

Os governos poderiam exigir que se instalasse em todos os volantes uma faca afiada, apontada diretamente para o coração do motorista. Imagine como ele dirigiria cuidadosamente.

(Steven D. Levitt)
Segundo o autor, artigos como o por ele citado no texto: 
Alternativas
Q3747090 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão:


A DIFERENÇA ENTRE “TEORICAMENTE POSSÍVEL” E "IMPORTANTE”

Os acadêmicos, incluindo eu mesmo, adoram descobrir argumentos contraintuitivos que mudam a maneira como as pessoas veem o mundo. A mídia provavelmente adora publicar matérias baseadas nesses argumentos, ainda mais do que os acadêmicos gostam de descobri-los. Às vezes, porém, esses mesmos acadêmicos e o pessoal da mídia prestam um deserviço ao público em geral, ao levantar questões que são teoricamente possíveis, mas na realidade não têm a menor importância.

Um artigo recente na revista "Time" é um ótimo exemplo. Nele, o autor examina a ideia de que os cintos de segurança nos carros talvez não sejam eficazes para salvar vidas. Segundo a reportagem, a teoria é que os motoristas se tornam mais ousados quando estão presos pelo cinto porque se sentem mais seguros. O efeito dessa "compensação de risco", segundo o artigo, poderia reduzir - ou mesmo reverter - os benefícios de segurança dos cintos. 

É uma teoria sensata. Quando não estou afivelado corro um risco maior de ferimentos, por isso talvez dirija mais cautelosamente. Na prática, porém, há claras evidências de que os cintos de segurança são uma maneira incrivelmente eficaz e econômica de salvar vidas.

O pequeno impacto compensador que pode haver em dirigir mais arriscadamente porque você está usando um cinto de segurança é trivial comparado aos benefícios de usá-lo. Artigos como esse da "Time" podem encorajar as pessoas a tirar a conclusão errada sobre o assunto. Se, no entanto, eu estiver errado e o comportamento compensatório dos motoristas realmente reverter os benefícios dos cintos de segurança, existe uma fácil solução de política pública semelhante a uma ideia mencionada na matéria da "Time".

Os governos poderiam exigir que se instalasse em todos os volantes uma faca afiada, apontada diretamente para o coração do motorista. Imagine como ele dirigiria cuidadosamente.

(Steven D. Levitt)
“Adoram descobrir argumentos contraintuitivos que mudam a maneira como as pessoas veem o mundo”. A citação do texto faz referência: 
Alternativas
Q3747089 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão:


A DIFERENÇA ENTRE “TEORICAMENTE POSSÍVEL” E "IMPORTANTE”

Os acadêmicos, incluindo eu mesmo, adoram descobrir argumentos contraintuitivos que mudam a maneira como as pessoas veem o mundo. A mídia provavelmente adora publicar matérias baseadas nesses argumentos, ainda mais do que os acadêmicos gostam de descobri-los. Às vezes, porém, esses mesmos acadêmicos e o pessoal da mídia prestam um deserviço ao público em geral, ao levantar questões que são teoricamente possíveis, mas na realidade não têm a menor importância.

Um artigo recente na revista "Time" é um ótimo exemplo. Nele, o autor examina a ideia de que os cintos de segurança nos carros talvez não sejam eficazes para salvar vidas. Segundo a reportagem, a teoria é que os motoristas se tornam mais ousados quando estão presos pelo cinto porque se sentem mais seguros. O efeito dessa "compensação de risco", segundo o artigo, poderia reduzir - ou mesmo reverter - os benefícios de segurança dos cintos. 

É uma teoria sensata. Quando não estou afivelado corro um risco maior de ferimentos, por isso talvez dirija mais cautelosamente. Na prática, porém, há claras evidências de que os cintos de segurança são uma maneira incrivelmente eficaz e econômica de salvar vidas.

O pequeno impacto compensador que pode haver em dirigir mais arriscadamente porque você está usando um cinto de segurança é trivial comparado aos benefícios de usá-lo. Artigos como esse da "Time" podem encorajar as pessoas a tirar a conclusão errada sobre o assunto. Se, no entanto, eu estiver errado e o comportamento compensatório dos motoristas realmente reverter os benefícios dos cintos de segurança, existe uma fácil solução de política pública semelhante a uma ideia mencionada na matéria da "Time".

Os governos poderiam exigir que se instalasse em todos os volantes uma faca afiada, apontada diretamente para o coração do motorista. Imagine como ele dirigiria cuidadosamente.

(Steven D. Levitt)

Quanto à tipologia textual, trata-se de uma:

(www.todamateria.com.br/tipologia-textual/) 

Alternativas
Q3747064 Português
Partindo da noção de textualidade, a coerência é como uma propriedade ideativa do texto e enumera as metaregras que um texto coerente deve apresentar, entre outro, EXCETO: 
Alternativas
Q3747010 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Entre a tela e a realidade



Poderia ser só mais uma fanfic − mas essa é uma história real.


Cresci na época em que estavam se popularizando fóruns, blogs e redes sociais. Eu e minha melhor amiga, Carla, super fãs de literatura e de bandas, encontramos na internet várias comunidades de fãs que escreviam suas próprias histórias: as fanfics. Mergulhamos nesse mundo e, em meio a leituras e escritas, encontramos uma amizade inesperada: Isa.



Minha conexão com ela foi instantânea, e logo estávamos conversando todos os dias, dividindo segredos e sonhos, construindo uma amizade que transcendia as telas. Carla também era amiga dela, mas eu estava me inserindo ainda mais na vida de Isa.


Carla, com autoestima baixa, fingia ser outra pessoa nos grupos online. Enquanto minha amizade com Isa se tornava mais íntima, Carla se tornava a menina popular, mas insatisfeita e com ciúmes. Eu também sentia ciúme de Isa. As tensões aumentaram e a situação acabou explodindo.


Mergulhada em um universo de histórias fictícias, não percebi que minha vida estava se transformando em uma trama real. A amizade com Isa me cegou para a importância de Carla, minha melhor amiga desde os oito anos.


A ficção pode nos iludir, mas a realidade sempre nos traz de volta. Por sorte, eu e Carla nos perdoamos e seguimos em frente. Hoje escrevemos histórias originais, e Carla até publicou um romance na Amazon. Tenho muito orgulho da minha melhor amiga e não quero perdê-la nunca mais.


FERNANDES, Billie. Entre a tela e a realidade. In: UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Livros Abertos USP: coletânea de textos literários contemporâneos. São Paulo: Universidade de São Paulo, 2021.

Disponível em:

https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/1 512/1378/5380 . Acesso em: 4 nov. 2025.


Considerando o período "Enquanto minha amizade com Isa se tornava mais íntima, Carla se tornava a menina popular, mas insatisfeita e com ciúmes", analise a estrutura sintática e o valor semântico das orações e assinale a alternativa correta.
Alternativas
Ano: 2025 Banca: Instituto UniFil Órgão: Prefeitura de Mandirituba - PR Provas: Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Técnico em Radiologia | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Técnico Administrativo | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Técnico em Contabilidade | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Assistente Social | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Educador Infantil | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Agente Fazendário | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Enfermeiro | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Farmacêutico | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Médico Ginecologista Obstetra | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Médico Oftalmologista | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Médico Pediatra | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Médico Psiquiatra | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Médico Veterinário | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Nutricionista I | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Professor de Arte | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Professor de Inglês | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Professor de Matemática | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Professor Pedagogo |
Q3746833 Português

Leia o texto para responder a questão.


A Fobia do Nada

Por que executivos desenvolvem aversão ao vazio produtivo


Por Claudia Miranda Gonçalves



    Um cliente meu, que é um executivo, estava há muito tempo em uma empresa e cogita uma transição. Depois de meses avaliando uma mudança de carreira, tinha clareza sobre seus próximos passos - mas ainda não tinha uma nova posição assegurada. Quando compartilhou seus planos com amigos e parentes, a reação foi unânime: “Não saia antes de ter outra coisa engatilhada.” Ele suspendeu o movimento.

    Mas o que realmente o paralisou não foi a sabedoria financeira do conselho. Foi o terror do vazio. A perspectiva de alguns meses sem título, sem função, sem a validação diária de ser “necessário” em algum lugar. O preço que ele tem pagado por evitar essa suspensão temporária de relevância? A erosão gradual de sua autoestima e dignidade, preso em uma posição que já não o serve.

    Do que você realmente tem medo quando para de produzir valor? A resposta mais honesta talvez não seja “instabilidade financeira” ou “prejuízo na carreira”. Pode ser algo muito mais primitivo: o terror do vazio, de descobrir quem você é quando não está sendo “executivo de alguma coisa”.

    Desenvolvemos uma condição comportamental devastadora: intolerância crônica ao vazio produtivo - uma incapacidade de tolerar momentos ou períodos que não geram resultado mensurável. Por trás dessa compulsão se esconde nosso maior medo: a irrelevância.

    A Dependência da Estimulação Constante

    Como o meu cliente acima, muitos de nós desenvolvemos vício comportamental nos picos de dopamina gerados pela produtividade constante. Neurocientistas identificam esse padrão: como qualquer dependência, exige doses crescentes de estímulo para manter a sensação de estar vivo, relevante e importante.

    O tédio - estado neurológico essencial para consolidação de memórias e insights genuínos - virou inimigo público #1. Transformamos cada momento de baixa estimulação em “oportunidade de desenvolvimento”. Férias e caminhadas viraram “retiros de crescimento pessoal”.

    A hipervigilância constante - estado de alerta permanente típico de ambientes de alta pressão - impede que o cérebro acesse o “modo padrão”, rede neuronal ativa durante momentos de repouso que é crucial para criatividade, autoconhecimento e regulação emocional.

    Como viciados em movimento, desenvolvemos tolerância: precisamos de cada vez mais atividade para nos sentirmos produtivos. A parada gera síndrome de abstinência real: ansiedade, culpa, sensação física de estar “desperdiçando a vida”. Mas o que realmente tememos não é desperdiçar tempo - é enfrentar a pergunta: “Quem sou eu sem meu cargo?”    

     [...]



Disponível em https://www.estadao.com.br/economia/lentes-de-decisao/a-fobia-do-nada/ 

No trecho “Desenvolvemos uma condição comportamental devastadora: intolerância crônica ao vazio produtivo...”, o uso dos dois-pontos cumpre a função sintática e semântica de  
Alternativas
Ano: 2025 Banca: Instituto UniFil Órgão: Prefeitura de Mandirituba - PR Provas: Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Técnico em Radiologia | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Técnico Administrativo | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Técnico em Contabilidade | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Assistente Social | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Educador Infantil | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Agente Fazendário | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Enfermeiro | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Farmacêutico | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Médico Ginecologista Obstetra | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Médico Oftalmologista | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Médico Pediatra | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Médico Psiquiatra | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Médico Veterinário | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Nutricionista I | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Professor de Arte | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Professor de Inglês | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Professor de Matemática | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Professor Pedagogo |
Q3746832 Português

Leia o texto para responder a questão.


A Fobia do Nada

Por que executivos desenvolvem aversão ao vazio produtivo


Por Claudia Miranda Gonçalves



    Um cliente meu, que é um executivo, estava há muito tempo em uma empresa e cogita uma transição. Depois de meses avaliando uma mudança de carreira, tinha clareza sobre seus próximos passos - mas ainda não tinha uma nova posição assegurada. Quando compartilhou seus planos com amigos e parentes, a reação foi unânime: “Não saia antes de ter outra coisa engatilhada.” Ele suspendeu o movimento.

    Mas o que realmente o paralisou não foi a sabedoria financeira do conselho. Foi o terror do vazio. A perspectiva de alguns meses sem título, sem função, sem a validação diária de ser “necessário” em algum lugar. O preço que ele tem pagado por evitar essa suspensão temporária de relevância? A erosão gradual de sua autoestima e dignidade, preso em uma posição que já não o serve.

    Do que você realmente tem medo quando para de produzir valor? A resposta mais honesta talvez não seja “instabilidade financeira” ou “prejuízo na carreira”. Pode ser algo muito mais primitivo: o terror do vazio, de descobrir quem você é quando não está sendo “executivo de alguma coisa”.

    Desenvolvemos uma condição comportamental devastadora: intolerância crônica ao vazio produtivo - uma incapacidade de tolerar momentos ou períodos que não geram resultado mensurável. Por trás dessa compulsão se esconde nosso maior medo: a irrelevância.

    A Dependência da Estimulação Constante

    Como o meu cliente acima, muitos de nós desenvolvemos vício comportamental nos picos de dopamina gerados pela produtividade constante. Neurocientistas identificam esse padrão: como qualquer dependência, exige doses crescentes de estímulo para manter a sensação de estar vivo, relevante e importante.

    O tédio - estado neurológico essencial para consolidação de memórias e insights genuínos - virou inimigo público #1. Transformamos cada momento de baixa estimulação em “oportunidade de desenvolvimento”. Férias e caminhadas viraram “retiros de crescimento pessoal”.

    A hipervigilância constante - estado de alerta permanente típico de ambientes de alta pressão - impede que o cérebro acesse o “modo padrão”, rede neuronal ativa durante momentos de repouso que é crucial para criatividade, autoconhecimento e regulação emocional.

    Como viciados em movimento, desenvolvemos tolerância: precisamos de cada vez mais atividade para nos sentirmos produtivos. A parada gera síndrome de abstinência real: ansiedade, culpa, sensação física de estar “desperdiçando a vida”. Mas o que realmente tememos não é desperdiçar tempo - é enfrentar a pergunta: “Quem sou eu sem meu cargo?”    

     [...]



Disponível em https://www.estadao.com.br/economia/lentes-de-decisao/a-fobia-do-nada/ 

Ao afirmar que o tédio “virou inimigo público #1” e que “férias e caminhadas viraram 'retiros de crescimento pessoal'“, a autora emprega um recurso argumentativo para 
Alternativas
Ano: 2025 Banca: Instituto UniFil Órgão: Prefeitura de Mandirituba - PR Provas: Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Técnico em Radiologia | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Técnico Administrativo | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Técnico em Contabilidade | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Assistente Social | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Educador Infantil | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Agente Fazendário | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Enfermeiro | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Farmacêutico | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Médico Ginecologista Obstetra | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Médico Oftalmologista | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Médico Pediatra | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Médico Psiquiatra | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Médico Veterinário | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Nutricionista I | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Professor de Arte | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Professor de Inglês | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Professor de Matemática | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Professor Pedagogo |
Q3746831 Português

Leia o texto para responder a questão.


A Fobia do Nada

Por que executivos desenvolvem aversão ao vazio produtivo


Por Claudia Miranda Gonçalves



    Um cliente meu, que é um executivo, estava há muito tempo em uma empresa e cogita uma transição. Depois de meses avaliando uma mudança de carreira, tinha clareza sobre seus próximos passos - mas ainda não tinha uma nova posição assegurada. Quando compartilhou seus planos com amigos e parentes, a reação foi unânime: “Não saia antes de ter outra coisa engatilhada.” Ele suspendeu o movimento.

    Mas o que realmente o paralisou não foi a sabedoria financeira do conselho. Foi o terror do vazio. A perspectiva de alguns meses sem título, sem função, sem a validação diária de ser “necessário” em algum lugar. O preço que ele tem pagado por evitar essa suspensão temporária de relevância? A erosão gradual de sua autoestima e dignidade, preso em uma posição que já não o serve.

    Do que você realmente tem medo quando para de produzir valor? A resposta mais honesta talvez não seja “instabilidade financeira” ou “prejuízo na carreira”. Pode ser algo muito mais primitivo: o terror do vazio, de descobrir quem você é quando não está sendo “executivo de alguma coisa”.

    Desenvolvemos uma condição comportamental devastadora: intolerância crônica ao vazio produtivo - uma incapacidade de tolerar momentos ou períodos que não geram resultado mensurável. Por trás dessa compulsão se esconde nosso maior medo: a irrelevância.

    A Dependência da Estimulação Constante

    Como o meu cliente acima, muitos de nós desenvolvemos vício comportamental nos picos de dopamina gerados pela produtividade constante. Neurocientistas identificam esse padrão: como qualquer dependência, exige doses crescentes de estímulo para manter a sensação de estar vivo, relevante e importante.

    O tédio - estado neurológico essencial para consolidação de memórias e insights genuínos - virou inimigo público #1. Transformamos cada momento de baixa estimulação em “oportunidade de desenvolvimento”. Férias e caminhadas viraram “retiros de crescimento pessoal”.

    A hipervigilância constante - estado de alerta permanente típico de ambientes de alta pressão - impede que o cérebro acesse o “modo padrão”, rede neuronal ativa durante momentos de repouso que é crucial para criatividade, autoconhecimento e regulação emocional.

    Como viciados em movimento, desenvolvemos tolerância: precisamos de cada vez mais atividade para nos sentirmos produtivos. A parada gera síndrome de abstinência real: ansiedade, culpa, sensação física de estar “desperdiçando a vida”. Mas o que realmente tememos não é desperdiçar tempo - é enfrentar a pergunta: “Quem sou eu sem meu cargo?”    

     [...]



Disponível em https://www.estadao.com.br/economia/lentes-de-decisao/a-fobia-do-nada/ 

Considere o período: “O preço que ele tem pagado por evitar essa suspensão temporária de relevância? A erosão gradual de sua autoestima e dignidade, preso em uma posição que já não o serve.”. Assinale a alternativa que faz a análise sintática e interpretativa mais precisa do trecho.  
Alternativas
Ano: 2025 Banca: Instituto UniFil Órgão: Prefeitura de Mandirituba - PR Provas: Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Técnico em Radiologia | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Técnico Administrativo | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Técnico em Contabilidade | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Assistente Social | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Educador Infantil | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Agente Fazendário | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Enfermeiro | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Farmacêutico | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Médico Ginecologista Obstetra | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Médico Oftalmologista | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Médico Pediatra | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Médico Psiquiatra | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Médico Veterinário | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Nutricionista I | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Professor de Arte | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Professor de Inglês | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Professor de Matemática | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Professor Pedagogo |
Q3746830 Português

Leia o texto para responder a questão.


A Fobia do Nada

Por que executivos desenvolvem aversão ao vazio produtivo


Por Claudia Miranda Gonçalves



    Um cliente meu, que é um executivo, estava há muito tempo em uma empresa e cogita uma transição. Depois de meses avaliando uma mudança de carreira, tinha clareza sobre seus próximos passos - mas ainda não tinha uma nova posição assegurada. Quando compartilhou seus planos com amigos e parentes, a reação foi unânime: “Não saia antes de ter outra coisa engatilhada.” Ele suspendeu o movimento.

    Mas o que realmente o paralisou não foi a sabedoria financeira do conselho. Foi o terror do vazio. A perspectiva de alguns meses sem título, sem função, sem a validação diária de ser “necessário” em algum lugar. O preço que ele tem pagado por evitar essa suspensão temporária de relevância? A erosão gradual de sua autoestima e dignidade, preso em uma posição que já não o serve.

    Do que você realmente tem medo quando para de produzir valor? A resposta mais honesta talvez não seja “instabilidade financeira” ou “prejuízo na carreira”. Pode ser algo muito mais primitivo: o terror do vazio, de descobrir quem você é quando não está sendo “executivo de alguma coisa”.

    Desenvolvemos uma condição comportamental devastadora: intolerância crônica ao vazio produtivo - uma incapacidade de tolerar momentos ou períodos que não geram resultado mensurável. Por trás dessa compulsão se esconde nosso maior medo: a irrelevância.

    A Dependência da Estimulação Constante

    Como o meu cliente acima, muitos de nós desenvolvemos vício comportamental nos picos de dopamina gerados pela produtividade constante. Neurocientistas identificam esse padrão: como qualquer dependência, exige doses crescentes de estímulo para manter a sensação de estar vivo, relevante e importante.

    O tédio - estado neurológico essencial para consolidação de memórias e insights genuínos - virou inimigo público #1. Transformamos cada momento de baixa estimulação em “oportunidade de desenvolvimento”. Férias e caminhadas viraram “retiros de crescimento pessoal”.

    A hipervigilância constante - estado de alerta permanente típico de ambientes de alta pressão - impede que o cérebro acesse o “modo padrão”, rede neuronal ativa durante momentos de repouso que é crucial para criatividade, autoconhecimento e regulação emocional.

    Como viciados em movimento, desenvolvemos tolerância: precisamos de cada vez mais atividade para nos sentirmos produtivos. A parada gera síndrome de abstinência real: ansiedade, culpa, sensação física de estar “desperdiçando a vida”. Mas o que realmente tememos não é desperdiçar tempo - é enfrentar a pergunta: “Quem sou eu sem meu cargo?”    

     [...]



Disponível em https://www.estadao.com.br/economia/lentes-de-decisao/a-fobia-do-nada/ 

No trecho “Como o meu cliente acima, muitos de nós desenvolvemos vício comportamental...”, a palavra “Como” estabelece uma relação sintático-semântica de
Alternativas
Ano: 2025 Banca: Instituto UniFil Órgão: Prefeitura de Mandirituba - PR Provas: Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Técnico em Radiologia | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Técnico Administrativo | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Técnico em Contabilidade | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Assistente Social | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Educador Infantil | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Agente Fazendário | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Enfermeiro | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Farmacêutico | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Médico Ginecologista Obstetra | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Médico Oftalmologista | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Médico Pediatra | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Médico Psiquiatra | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Médico Veterinário | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Nutricionista I | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Professor de Arte | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Professor de Inglês | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Professor de Matemática | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Professor Pedagogo |
Q3746829 Português

Leia o texto para responder a questão.


A Fobia do Nada

Por que executivos desenvolvem aversão ao vazio produtivo


Por Claudia Miranda Gonçalves



    Um cliente meu, que é um executivo, estava há muito tempo em uma empresa e cogita uma transição. Depois de meses avaliando uma mudança de carreira, tinha clareza sobre seus próximos passos - mas ainda não tinha uma nova posição assegurada. Quando compartilhou seus planos com amigos e parentes, a reação foi unânime: “Não saia antes de ter outra coisa engatilhada.” Ele suspendeu o movimento.

    Mas o que realmente o paralisou não foi a sabedoria financeira do conselho. Foi o terror do vazio. A perspectiva de alguns meses sem título, sem função, sem a validação diária de ser “necessário” em algum lugar. O preço que ele tem pagado por evitar essa suspensão temporária de relevância? A erosão gradual de sua autoestima e dignidade, preso em uma posição que já não o serve.

    Do que você realmente tem medo quando para de produzir valor? A resposta mais honesta talvez não seja “instabilidade financeira” ou “prejuízo na carreira”. Pode ser algo muito mais primitivo: o terror do vazio, de descobrir quem você é quando não está sendo “executivo de alguma coisa”.

    Desenvolvemos uma condição comportamental devastadora: intolerância crônica ao vazio produtivo - uma incapacidade de tolerar momentos ou períodos que não geram resultado mensurável. Por trás dessa compulsão se esconde nosso maior medo: a irrelevância.

    A Dependência da Estimulação Constante

    Como o meu cliente acima, muitos de nós desenvolvemos vício comportamental nos picos de dopamina gerados pela produtividade constante. Neurocientistas identificam esse padrão: como qualquer dependência, exige doses crescentes de estímulo para manter a sensação de estar vivo, relevante e importante.

    O tédio - estado neurológico essencial para consolidação de memórias e insights genuínos - virou inimigo público #1. Transformamos cada momento de baixa estimulação em “oportunidade de desenvolvimento”. Férias e caminhadas viraram “retiros de crescimento pessoal”.

    A hipervigilância constante - estado de alerta permanente típico de ambientes de alta pressão - impede que o cérebro acesse o “modo padrão”, rede neuronal ativa durante momentos de repouso que é crucial para criatividade, autoconhecimento e regulação emocional.

    Como viciados em movimento, desenvolvemos tolerância: precisamos de cada vez mais atividade para nos sentirmos produtivos. A parada gera síndrome de abstinência real: ansiedade, culpa, sensação física de estar “desperdiçando a vida”. Mas o que realmente tememos não é desperdiçar tempo - é enfrentar a pergunta: “Quem sou eu sem meu cargo?”    

     [...]



Disponível em https://www.estadao.com.br/economia/lentes-de-decisao/a-fobia-do-nada/ 

De acordo com a análise do texto “A Fobia do Nada”, qual é a ideia central defendida pela autora para explicar por que executivos e outros profissionais evitam períodos sem uma ocupação definida?  
Alternativas
Q3746672 Português

Sobre a COP 30, analise os itens a seguir: 


I Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas em 2025, a COP30, acontece no Sul Global, mais precisamente em Belém do Pará, no Brasil. Entre seus temas de destaque está a discussão sobre o financiamento para ação climática. Para além da negociação entre os países e os debates em tomo de mecanismos tradicionais de financiamento, a COF 30 buscará destravar recursos de diversas fontes com o objetivo de acelerar o enfrentamento à mudança climática, em especial olhando para os países do Sul Global.


II. A realização da COP 30 no Brasil, especificamente em Belém, no Pará, destaca o papel estratégico do país na agenda climática global. Com a Amazônia representando um dos maiores biomas do mundo e um importante regulador do clima planetário, o evento coloca o Brasil no centro das discussões sobre preservação — ambiental, — desenvolvimento sustentável e justiça climática.


III. Em diálogo com essa pauta, A Casa Sul Global olha para a arquitetura de financiamento de clima e natureza desde e para o Sul Global, demonstrando que existem mecanismos locais que garantem que recursos cheguem a movimentos, comunidades e pessoas nestes territórios.


IV. Para ampliar o alcance e o impacto, é essencial que mais recursos sejam direcionados ao fortalecimento do ecossistema de financiamento do Sul e para o Sul, envolvendo uma diversidade de atores em arranjos colaborativos que acelerem a transformação sistêmica em favor da justiça socioambiental. 



Estão CORRETOS: 

Alternativas
Respostas
18501: B
18502: A
18503: C
18504: A
18505: D
18506: C
18507: A
18508: C
18509: C
18510: D
18511: C
18512: B
18513: D
18514: C
18515: E
18516: A
18517: C
18518: D
18519: B
18520: A