Questões de Concurso Comentadas sobre português

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Q3779717 Português

Observe a seguinte frase, retirada do romance Ressurreição, de Machado de Assis.


“Ouviu bater uma por uma as horas todas”.


Sobre a estruturação gramatical dessa frase é correto afirmar que

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Q3779716 Português
Todas as opções contêm frases retiradas do romance lusitano O Barão de Lavos, de Abel Botelho.
Assinale a que mostra o verbo fazer como vicário, ou seja, como substituto de uma ação mencionada anteriormente.
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Q3779715 Português
Assinale a frase a seguir, retirada do romance O Crime do Padre Amaro, de Eça de Queiroz, em que houve troca indevida entre “todo / todo o”. 
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Q3779714 Português
Na frase machadiana, “Nada alterou a longa amizade que nos unia, nem a confiança que ambos depositávamos um no outro.” (Helena) há a presença de uma figura de construção em que a concordância, nominal ou verbal, é feita não pela forma da palavra, mas pelo sentido que ela expressa.
Tal figura é denominada
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Q3779712 Português
Entre as frases abaixo, retiradas do romance Dom Casmurro, de Machado de Assis, aquela em que a expressão “é que” é expletiva, ou seja, não faz parte da estrutura sintática da frase, é a seguinte: 
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Q3779711 Português
Todas as frases abaixo, retiradas do romance O Guarani, de José de Alencar, mostram estratégias usadas para evitar-se a repetição de palavras idênticas.
Identifique o trecho em que essa estratégia foi identificada corretamente.
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Q3779710 Português

Os substantivos apresentam flexão de grau: diminutivo e aumentativo; este último indica tamanho acima do normal, mas, em alguns casos, as palavras deixaram de mostrar maior dimensão, passando a designar novas realidades.


Entre as frases abaixo, retiradas do livro Memórias de um Sargento de Milicias, de Manuel Antônio de Almeida, aquela que conserva o valor de aumentativo da palavra destacada é a seguinte:

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Q3779709 Português

As opções abaixo trazem segmentos textuais retirados do romance O Crime do Padre Amaro, do autor português Eça de Queiroz.

A opção que mostra um segmento predominantemente narrativo, é a seguinte:

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Q3779708 Português

Os textos podem ser classificados segundo seus tipos ou modos de organização discursiva, mostrando conteúdos distintos;


Assinale a opção que contém uma definição inadequada de um dos modos de organização discursiva.

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Q3779706 Português
Dentre as frases a seguir, retiradas do romance Senhora, de José de Alencar, assinale aquela em que houve troca indevida entre aquela e àquela.
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Q3779705 Português

Há diversas formas de adjetivar-se um substantivo.


Sabendo que todas as frases foram retiradas do romance O Cortiço, de Aluísio Azevedo, identifique a que apresenta o substantivo (que está sublinhado) adjetivado por meio de uma oração adjetiva, é:

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Q3779704 Português

Todas as frases abaixo, retiradas do romance Triste Fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto, mostram adjetivos sublinhados.


Assinale a frase em que esse adjetivo tem valor semântico de característica.

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Q3779702 Português
Todas as frases abaixo foram retiradas de nosso primeiro documento histórico: a Carta de Achamento, de Pero Vaz Caminha e, em todas elas, há a presença de dois adjetivos sublinhados. A frase em que esses adjetivos desempenham uma função sintática diferente, é a seguinte:
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Q3779701 Português

A abreviação é um processo de formação de palavras em que se reduz a extensão gráfica dos vocábulos originais, mantendo-se o significado.

Nas seguintes opções, há duas formas de um mesmo vocábulo que estão sublinhadas. Identifique a frase em que a segunda dessas formas não é a forma abreviada da primeira.

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Q3779698 Português

Todas as frases abaixo, retiradas de romances da literatura brasileira ou portuguesa, trazem o verbo abafar;


Assinale a opção em que esse verbo se mostra como intransitivo.

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Q3779093 Português

Leia o texto para responder à questão abaixo.


    O homem da loja vizinha invadiu a sala de aula, gritando que os rapazes do “Lar” lhe tinham roubado um rádio.

    O Lar abrigava adolescentes, sem família e sem casa, que acabavam por o abandonar, passado algum tempo, preferindo andar pelas ruas, nas companhias não impostas.

    Colérico, o homem insultava-os, derramando toda a raiva armazenada contra os pequenos delinquentes que, volta e meia, se metiam com ele, mais para o enfurecer do que para o roubar. Pelo menos não tínhamos conhecimento de nenhum roubo, na região, que envolvesse os nossos rapazes.

    Não faziam um gesto sequer para se defenderem do que o comerciante dizia, limitando-se a olhar para um lado e para o outro, como se estivessem a assistir a um jogo de pingue-pongue. Dei comigo tentando seguir os seus olhares e, quando voltei a atenção para o homem, vi que não tinha ouvido as suas falas finais. Pensei que era um exercício que utilizavam para não se chatearem. Possivelmente, quando eu falava, também olhavam para um nada, num truque anti- -chatice. Fiquei furiosa com a descoberta: afinal estava aí a gastar muito do meu tempo, da minha energia, das minhas emoções, e os rapazes desprezavam o que eu dizia!

    Voltou-se-me o bom senso a tempo de ouvir o final da revolta do homem da loja.

    Prometi-lhe procurar o rádio e devolver-lho, caso o encontrasse, e dei a aula por terminada, no silêncio construído.


(Dina Salústio, “Ele queria tão pouco”. Mornas eram as noites. 2002. Adaptado)

Assinale a alternativa que atende à norma-padrão de concordância.
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Q3779091 Português

Leia o texto para responder à questão abaixo.


    O homem da loja vizinha invadiu a sala de aula, gritando que os rapazes do “Lar” lhe tinham roubado um rádio.

    O Lar abrigava adolescentes, sem família e sem casa, que acabavam por o abandonar, passado algum tempo, preferindo andar pelas ruas, nas companhias não impostas.

    Colérico, o homem insultava-os, derramando toda a raiva armazenada contra os pequenos delinquentes que, volta e meia, se metiam com ele, mais para o enfurecer do que para o roubar. Pelo menos não tínhamos conhecimento de nenhum roubo, na região, que envolvesse os nossos rapazes.

    Não faziam um gesto sequer para se defenderem do que o comerciante dizia, limitando-se a olhar para um lado e para o outro, como se estivessem a assistir a um jogo de pingue-pongue. Dei comigo tentando seguir os seus olhares e, quando voltei a atenção para o homem, vi que não tinha ouvido as suas falas finais. Pensei que era um exercício que utilizavam para não se chatearem. Possivelmente, quando eu falava, também olhavam para um nada, num truque anti- -chatice. Fiquei furiosa com a descoberta: afinal estava aí a gastar muito do meu tempo, da minha energia, das minhas emoções, e os rapazes desprezavam o que eu dizia!

    Voltou-se-me o bom senso a tempo de ouvir o final da revolta do homem da loja.

    Prometi-lhe procurar o rádio e devolver-lho, caso o encontrasse, e dei a aula por terminada, no silêncio construído.


(Dina Salústio, “Ele queria tão pouco”. Mornas eram as noites. 2002. Adaptado)

A narradora afirma ter ficado furiosa, porque descobriu que os adolescentes do Lar
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Q3779088 Português

Leia o texto para responder à questão abaixo.


Inovação “made in China”


        A China ultrapassou a Alemanha e entrou, pela primeira vez, no top 10 do ranking dos países mais inovadores do mundo, conhecido como Índice Global de Inovação (GII, na sigla em inglês). O indicador é compilado e divulgado pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), uma das agências da ONU.


        Em 2024, o gigante asiático foi o décimo país mais inovador do planeta. A primeira posição segue com a Suíça, que lidera o GII desde 2011. Logo depois aparecem Suécia e EUA. O país latino-americano mais bem posicionado no ranking, composto por 139 países, é o Chile, num intermediário 51o lugar. O Brasil vem logo depois, na 52a posição.


        A entrada da China no top 10 da inovação global é mais um demonstrativo de que Pequim entendeu que o crescimento futuro do PIB depende mais da inovação digital do que da produção em série de bens de consumo que, por serem descartáveis, também podem ser mais facilmente reproduzidos por outros competidores.


        Não deixa de ser sintomático que a China passe a figurar na lista dos países mais inovadores do mundo no momento em que a guerra tarifária do presidente dos EUA desordena o fluxo comercial global. Enquanto Trump tem como motivação o passado industrial glorioso dos EUA, a China tenta se antecipar ao futuro.


        O país asiático caminha para se tornar o que mais investe em pesquisa e desenvolvimento (P&D) no mundo, e isso em um momento em que os gastos de outras nações nesse segmento perdem força. Pelas projeções que fazem parte do GII, o crescimento dos gastos globais com P&D deve ser de 2,3% neste ano, o porcentual mais baixo desde 2010.


        Certamente não é coincidência que, em 2024, a China tenha respondido por cerca de um quarto dos pedidos de registro de patentes em todo o mundo, enquanto os pedidos de EUA, Japão e Alemanha, que juntos respondem por cerca de 40% dos registros de patentes globais, tenham caído ligeiramente. A propriedade de patentes está fortemente associada à saúde econômica e ao conhecimento técnico de um país.


        Outra área que a China domina é a de número de clusters de inovação (grupo de empresas e fornecedores de um mesmo segmento concentrados em uma determinada região geográfica). Em 2024, havia 24 deles no país asiático, contra 22 nos EUA.


        A China tem apostado fortemente na educação, o que explica parte de seu avanço no desenvolvimento de inovações tecnológicas. Exemplo disso é o destaque que o GII dá ao bom desempenho dos estudantes chineses no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa, na sigla em inglês).


(Editorial. https://www.estadao.com.br/opiniao, 23.09.2025. Adaptado)


A China ________________ garantir a sua __________________ao top 10 do ranking dos países mais inovadores do mundo graças ao seu _____________de desenvolvimento. Por isso, os chineses _______________ que não haverá _______________econômica no país.


Em conformidade com a norma-padrão, as lacunas da frase devem ser preenchidas, respectivamente, com

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Q3779083 Português

Leia o texto para responder à questão abaixo.


Inovação “made in China”


        A China ultrapassou a Alemanha e entrou, pela primeira vez, no top 10 do ranking dos países mais inovadores do mundo, conhecido como Índice Global de Inovação (GII, na sigla em inglês). O indicador é compilado e divulgado pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), uma das agências da ONU.


        Em 2024, o gigante asiático foi o décimo país mais inovador do planeta. A primeira posição segue com a Suíça, que lidera o GII desde 2011. Logo depois aparecem Suécia e EUA. O país latino-americano mais bem posicionado no ranking, composto por 139 países, é o Chile, num intermediário 51o lugar. O Brasil vem logo depois, na 52a posição.


        A entrada da China no top 10 da inovação global é mais um demonstrativo de que Pequim entendeu que o crescimento futuro do PIB depende mais da inovação digital do que da produção em série de bens de consumo que, por serem descartáveis, também podem ser mais facilmente reproduzidos por outros competidores.


        Não deixa de ser sintomático que a China passe a figurar na lista dos países mais inovadores do mundo no momento em que a guerra tarifária do presidente dos EUA desordena o fluxo comercial global. Enquanto Trump tem como motivação o passado industrial glorioso dos EUA, a China tenta se antecipar ao futuro.


        O país asiático caminha para se tornar o que mais investe em pesquisa e desenvolvimento (P&D) no mundo, e isso em um momento em que os gastos de outras nações nesse segmento perdem força. Pelas projeções que fazem parte do GII, o crescimento dos gastos globais com P&D deve ser de 2,3% neste ano, o porcentual mais baixo desde 2010.


        Certamente não é coincidência que, em 2024, a China tenha respondido por cerca de um quarto dos pedidos de registro de patentes em todo o mundo, enquanto os pedidos de EUA, Japão e Alemanha, que juntos respondem por cerca de 40% dos registros de patentes globais, tenham caído ligeiramente. A propriedade de patentes está fortemente associada à saúde econômica e ao conhecimento técnico de um país.


        Outra área que a China domina é a de número de clusters de inovação (grupo de empresas e fornecedores de um mesmo segmento concentrados em uma determinada região geográfica). Em 2024, havia 24 deles no país asiático, contra 22 nos EUA.


        A China tem apostado fortemente na educação, o que explica parte de seu avanço no desenvolvimento de inovações tecnológicas. Exemplo disso é o destaque que o GII dá ao bom desempenho dos estudantes chineses no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa, na sigla em inglês).


(Editorial. https://www.estadao.com.br/opiniao, 23.09.2025. Adaptado)


Considerando as informações textuais, conclui-se corretamente que o título do texto remete à ideia de que
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Q3778922 Português
        Nunca gostei da casca do pão

        
         Nunca gostei da casca do pão. Sempre sinto um gosto mais amargo e a textura não me agrada tanto como o miolo molinho e quentinho de um pão caseiro quem recém saiu do forno.

         Essa minha rejeição das cascas começou ainda na infância. Lembro bem quando tentava negacear e tirar a parte de cima, mas minha mãe não costuma permitir. O pão com nata e chimia vinha sempre acompanhado da casca.

         A estratégia que eu adotava era começar comendo o que eu menos gostava. Começava, justamente, pela borda superior da fatia onde a massa do pão ficou em contato com o ar quente do forno. Depois seguia com mordidas geométricas até finalizar as quatro linhas. Restava então o que eu tinha interesse: o miolo do pão.

         Ao passar dos anos o pão também se transformou. Na minha casa já não era tão habitual ter pão caseiro saindo do forno dia sim, dia não. Aquele pão de forma industrializado chegava na minha casa com a missão de alimentar um adolescente que sempre tinha fome de sanduíche.

         Mas a casca, dessa vez uniformemente ruim nas quatro bordas da fatia, me fazia cortar as laterais antes de botar o sanduba na torradeira. Demorou alguns anos até eu me dar conta do baita desperdício que aquilo ali representava. Foi coincidentemente bem quando passei a comprar meu próprio pão. O bolso ensina tanto!

         Adotei então outras estratégias: que tal tentar o cacetinho? Aquela crocância da casca, para mim, é bem melhor que o gosto amargo da casca de um pão caseiro. Mas o gosto do miolo... Ah, nem se compara! Foi quando eu, que gosto muito de cozinhar, entendi que poderia usar as cascas do pão para fazer outras receitas. E nem estou falando apenas da farinha de rosca, mas das várias possibilidades que surgem com esses pedaços de pão que depois de ainda mais tostados (dessa vez com um fio de azeite) podem ser bem gostosos.

         Tenho aproveitado tanto o miolo do pão com o recheio que eu prefiro e com a parte que gosto verdadeiramente. O restante não vira mais desperdício e nem é resquício da birra de criança mimada ou de um adulto mal-educado.

         Esses dias atrás ao comer uma dessas fatias de pão com nata que eu tanto gosto, me dei conta de quantas coisas na minha vida também eram ou ainda são cascas de pão.

        Ache uma serventia para as suas “cascas de pão” e não permita ter que engolir algo no seco por obrigação.


Autor: Marco Matos - GZH (adaptado). 
No texto, o adjetivo “mal-educado” emprega corretamente o hífen, pois o advérbio mal antecede palavra iniciada por vogal ou por h. Considerando essa regra de hifenização, assinale a alternativa em que o hífen é corretamente utilizado, assim como no exemplo do texto: 
Alternativas
Respostas
16781: B
16782: E
16783: B
16784: A
16785: A
16786: D
16787: C
16788: D
16789: B
16790: C
16791: A
16792: A
16793: C
16794: C
16795: E
16796: A
16797: B
16798: A
16799: A
16800: A