Questões de Concurso Comentadas sobre português

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Q3782627 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO ABAIXO.


O que fica


    Dizem que as janelas das casas abandonadas encaram quem ousa olhar demais. Toda casa guarda o eco do último passo. E, numa rua que um dia foi habitada, agora só restam esqueletos de concreto.


    As ruínas respiram. Mesmo cobertas de mato, ainda respiram. Há uma memória vegetal crescendo por entre os tijolos. Se parede sonhasse, sonharia em ser morada de novo. Quando o reboco cai, aparecem histórias. As cidades também têm rugas, esquinas que não se refazem.


    No caminho diário, encontro casas e prédios que já foram habitados e hoje sobrevivem em silêncio. Alguns parecem querer contar o que foram; outros apenas lembram que a memória das coisas resiste mesmo depois que o tempo as desabitou.


    Há um esforço quase teimoso de quem tenta preservar essas construções que carregam a história do cotidiano. Gente que acredita que uma parede antiga vale mais do que um terreno limpo. Que memória é uma forma de moradia, mesmo quando já não cabe gente dentro.


    Quem sabe o que chamamos de ruína seja apenas resistência: o modo que as construções encontram de permanecer, mesmo quando tudo ao redor insiste em esquecer. Preservar é reconhecer, nas paredes antigas, não só ruínas, mas testemunhas, lugares que devolvem presença, passado e futuro ao mesmo tempo.


Autora: Helô Bacichette - GZH (adaptado).

Ao longo do texto, a autora atribui ações, desejos e sensações a casas, paredes e ruínas, como em “as ruínas respiram” e “se parede sonhasse”. Esse recurso expressivo contribui, sobretudo, para: 
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Q3782590 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O futuro chegou!


Apesar da aparente solidão, ela vivia cercada de lembranças: objetos herdados, fotografias antigas e utensílios que atravessaram gerações, cada qual trazendo marcas do tempo. Sua casa refletia essa memória afetiva, onde até a colher de pau e a panela de pressão mostravam sinais de desgaste, tal como sua própria dona.

A modernidade chegara sem pedir licença. Ela trocou o coador de pano pela cafeteira, a máquina de escrever pelo computador, adotou internet, redes sociais e passou a resolver a vida bancária pelo aplicativo. Mas, apesar dessas mudanças, certos hábitos permaneceram intactos, como o vício de fumar e o desinteresse pela cultura fitness.

As marcas da idade também se impunham: o nariz adunco, os óculos agora necessários para longe e para perto, o corpo flácido e redistribuído, tudo lembrava que o tempo avançara sem concessões. Mesmo assim, ela percebia que algumas sabedorias tardias pouco serviam, pois não haveria novas paixões nem motivos para renunciar a prazeres em nome de dores futuras.

Ao preencher o formulário para obter o cartão de estacionamento de idosa, olhando o gato branco estirado no tapete, constatou com serenidade o que evitara admitir por tanto tempo: o futuro havia chegado.

Texto Adaptado


EFFENBERGER, Henriette. O futuro chegou!. In: RECHIA, Rosângela Beatriz (Org.). Concurso Literário Felippe D?Oliveira: conto, crônica e poesia − Premiados 2017 e 2018. Santa Maria: Imprensa Universitária/UFSM, 2018. Disponível em: https://www.santamaria.rs.gov.br/arquivos/baixar-arquivo/conteudo/D15 -1884.pdf . Acesso em: 21 nov. 2025.
Com base na expressão destacada no início do período " Mesmo assim, ela percebia que algumas sabedorias tardias pouco serviam, pois não haveria novas paixões nem motivos para renunciar a prazeres em nome de dores futuras", assinale a alternativa que apresenta, correta e rigorosamente, a classificação gramatical e o valor semântico dessa unidade, de acordo com a norma culta e a gramática descritiva do português.
Alternativas
Q3782587 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O futuro chegou!


Apesar da aparente solidão, ela vivia cercada de lembranças: objetos herdados, fotografias antigas e utensílios que atravessaram gerações, cada qual trazendo marcas do tempo. Sua casa refletia essa memória afetiva, onde até a colher de pau e a panela de pressão mostravam sinais de desgaste, tal como sua própria dona.

A modernidade chegara sem pedir licença. Ela trocou o coador de pano pela cafeteira, a máquina de escrever pelo computador, adotou internet, redes sociais e passou a resolver a vida bancária pelo aplicativo. Mas, apesar dessas mudanças, certos hábitos permaneceram intactos, como o vício de fumar e o desinteresse pela cultura fitness.

As marcas da idade também se impunham: o nariz adunco, os óculos agora necessários para longe e para perto, o corpo flácido e redistribuído, tudo lembrava que o tempo avançara sem concessões. Mesmo assim, ela percebia que algumas sabedorias tardias pouco serviam, pois não haveria novas paixões nem motivos para renunciar a prazeres em nome de dores futuras.

Ao preencher o formulário para obter o cartão de estacionamento de idosa, olhando o gato branco estirado no tapete, constatou com serenidade o que evitara admitir por tanto tempo: o futuro havia chegado.

Texto Adaptado


EFFENBERGER, Henriette. O futuro chegou!. In: RECHIA, Rosângela Beatriz (Org.). Concurso Literário Felippe D?Oliveira: conto, crônica e poesia − Premiados 2017 e 2018. Santa Maria: Imprensa Universitária/UFSM, 2018. Disponível em: https://www.santamaria.rs.gov.br/arquivos/baixar-arquivo/conteudo/D15 -1884.pdf . Acesso em: 21 nov. 2025.
Considerando a estrutura e a função das orações destacadas no trecho "Ao preencher o formulário para obter o cartão de estacionamento de idosa, olhando o gato branco estirado no tapete, constatou com serenidade o que evitara admitir por tanto tempo: o futuro havia chegado", assinale a alternativa que apresenta a classificação correta das orações "Ao preencher o formulário para obter o cartão de estacionamento de idosa" e "olhando o gato branco estirado no tapete", segundo os critérios da gramática normativa.
Alternativas
Q3782554 Português

Texto 2


A seguir, leia alguns trechos da canção Se avexe não, de Tássia Reis, e, com base neles, responda à questão.

 

Se avexe não

Não chore

Nem se demore nesta dor

Porque acalanto do seu coração

Está vindo e é tão lindo

Quanto esta canção

 

[…]

 

Só sorri quando quero chorar

Isso não foi difícil aprender, mas

Desaprendo pra algo mudar

E assim eu me fortalecer


Me permito desmoronar

Desaguar todo entristecer

Pra que seja possível curar

Me amar e me prevalecer


Pra quando um amor chegar

Enxergar e não desfalecer

Sem alguns dos seres desfrutar

De uma fonte de um belo querer

 

[…]

 

REIS, Tássia. Se avexe não. Disponível em: https://www.letras.mus.br/tassia-reis/se-avexe-nao/significado.html .Acessado em: 29/10/2025.

Sintaticamente, no verso “Me permito desmoronar”, há quantos objetos?
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Q3782336 Português

Debaixo da casca


    Olhar-se no espelho pode ser uma aventura muito mais radical do que um passeio de montanha-russa. Digo isso com intenção, quando encaramos de verdade o nosso reflexo e percebemos muito além da superfície, muito além da casca. A infinidade de mundos paralelos e detalhes únicos que nos formam como indivíduos nem sempre é observada, e talvez seja por isso que preferimos permanecer no raso, onde dá pé. Mergulhar em seu próprio reflexo é um ato de coragem, mais ainda quando o mergulho vem acompanhado de questionamentos. Um deles: o que ainda mora em mim e já não deveria mais morar? 


    Abrigamos quase 40 trilhões de bactérias no corpo e cerca de 30 trilhões de células. Junto a isso, dezenas (ou centenas, quiçá milhares) de erros e deslizes e momentos que não nos orgulhamos. Aqui se esconde mais um motivo pelo qual o espelho só serve para avaliar a armadura na maioria das vezes: reconhecer-se como ser humano errante dói, principalmente quando sabemos que já passamos por cima de tal erro. Contudo, enterrar o que já aconteceu não ignora o fato de ter acontecido. 


    Assumidamente humanos, vez que outra espelhamos (!) no outro justamente o que nos falta ou o que nos apavora. É a tal da projeção que a psicologia tanto fala. São sentimentos, desejos ou falhas que nos competem, mas que acabam servindo melhor ao outro quando o nosso mecanismo de defesa é ativado. Afinal, é muito mais fácil sentir raiva do outro do que pena de si mesmo, não é? Esse autorreconhecimento para muito além da casca envolve tornar consciente a própria vulnerabilidade e um apanhado de responsabilidades que nem sempre gostaríamos de ter. 


    Ao admitirmos falhas e deslizes, nosso ego é abatido, mas essa é uma ferida que não precisa necessariamente ser apenas dor. Reconhecer-se como um humano que erra (e que ainda vai errar muito) pode se tornar porta de entrada para um encontro mais honesto consigo mesmo. Entre o desconforto e a aceitação, passa a existir um espaço e uma vontade para abraçar a si próprio, acolhendo-se como alguém que visualiza suas imperfeições e mesmo assim segue. 


    Somos complexos, somos múltiplos, somos tudo aquilo que ainda não descobrimos ser. E tal qual conhecer uma nova pessoa que acaba de entrar em nossa vida, acostumar-se com o reconhecer-se rotineiramente é tarefa individual imprescindível. Nem sempre gostaremos de algumas versões nossas de imediato, mas ainda bem que temos o espelho como suporte para penetrar a casca. Seja na dor ou na felicidade de ser quem se é, o urgente é conhecer quem nos habita. 



Autor: Pedro Guerra (adaptado). 


No segmento “Assumidamente humanos”, a palavra “assumidamente” é empregada para modificar o sentido do termo seguinte. Do ponto de vista morfossintático, trata-se de: 
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Q3782335 Português

Debaixo da casca


    Olhar-se no espelho pode ser uma aventura muito mais radical do que um passeio de montanha-russa. Digo isso com intenção, quando encaramos de verdade o nosso reflexo e percebemos muito além da superfície, muito além da casca. A infinidade de mundos paralelos e detalhes únicos que nos formam como indivíduos nem sempre é observada, e talvez seja por isso que preferimos permanecer no raso, onde dá pé. Mergulhar em seu próprio reflexo é um ato de coragem, mais ainda quando o mergulho vem acompanhado de questionamentos. Um deles: o que ainda mora em mim e já não deveria mais morar? 


    Abrigamos quase 40 trilhões de bactérias no corpo e cerca de 30 trilhões de células. Junto a isso, dezenas (ou centenas, quiçá milhares) de erros e deslizes e momentos que não nos orgulhamos. Aqui se esconde mais um motivo pelo qual o espelho só serve para avaliar a armadura na maioria das vezes: reconhecer-se como ser humano errante dói, principalmente quando sabemos que já passamos por cima de tal erro. Contudo, enterrar o que já aconteceu não ignora o fato de ter acontecido. 


    Assumidamente humanos, vez que outra espelhamos (!) no outro justamente o que nos falta ou o que nos apavora. É a tal da projeção que a psicologia tanto fala. São sentimentos, desejos ou falhas que nos competem, mas que acabam servindo melhor ao outro quando o nosso mecanismo de defesa é ativado. Afinal, é muito mais fácil sentir raiva do outro do que pena de si mesmo, não é? Esse autorreconhecimento para muito além da casca envolve tornar consciente a própria vulnerabilidade e um apanhado de responsabilidades que nem sempre gostaríamos de ter. 


    Ao admitirmos falhas e deslizes, nosso ego é abatido, mas essa é uma ferida que não precisa necessariamente ser apenas dor. Reconhecer-se como um humano que erra (e que ainda vai errar muito) pode se tornar porta de entrada para um encontro mais honesto consigo mesmo. Entre o desconforto e a aceitação, passa a existir um espaço e uma vontade para abraçar a si próprio, acolhendo-se como alguém que visualiza suas imperfeições e mesmo assim segue. 


    Somos complexos, somos múltiplos, somos tudo aquilo que ainda não descobrimos ser. E tal qual conhecer uma nova pessoa que acaba de entrar em nossa vida, acostumar-se com o reconhecer-se rotineiramente é tarefa individual imprescindível. Nem sempre gostaremos de algumas versões nossas de imediato, mas ainda bem que temos o espelho como suporte para penetrar a casca. Seja na dor ou na felicidade de ser quem se é, o urgente é conhecer quem nos habita. 



Autor: Pedro Guerra (adaptado). 


No trecho “detalhes únicos que nos formam como indivíduos”, a palavra “únicos” está corretamente flexionada porque concorda, em gênero e número, com: 
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Q3782334 Português

Debaixo da casca


    Olhar-se no espelho pode ser uma aventura muito mais radical do que um passeio de montanha-russa. Digo isso com intenção, quando encaramos de verdade o nosso reflexo e percebemos muito além da superfície, muito além da casca. A infinidade de mundos paralelos e detalhes únicos que nos formam como indivíduos nem sempre é observada, e talvez seja por isso que preferimos permanecer no raso, onde dá pé. Mergulhar em seu próprio reflexo é um ato de coragem, mais ainda quando o mergulho vem acompanhado de questionamentos. Um deles: o que ainda mora em mim e já não deveria mais morar? 


    Abrigamos quase 40 trilhões de bactérias no corpo e cerca de 30 trilhões de células. Junto a isso, dezenas (ou centenas, quiçá milhares) de erros e deslizes e momentos que não nos orgulhamos. Aqui se esconde mais um motivo pelo qual o espelho só serve para avaliar a armadura na maioria das vezes: reconhecer-se como ser humano errante dói, principalmente quando sabemos que já passamos por cima de tal erro. Contudo, enterrar o que já aconteceu não ignora o fato de ter acontecido. 


    Assumidamente humanos, vez que outra espelhamos (!) no outro justamente o que nos falta ou o que nos apavora. É a tal da projeção que a psicologia tanto fala. São sentimentos, desejos ou falhas que nos competem, mas que acabam servindo melhor ao outro quando o nosso mecanismo de defesa é ativado. Afinal, é muito mais fácil sentir raiva do outro do que pena de si mesmo, não é? Esse autorreconhecimento para muito além da casca envolve tornar consciente a própria vulnerabilidade e um apanhado de responsabilidades que nem sempre gostaríamos de ter. 


    Ao admitirmos falhas e deslizes, nosso ego é abatido, mas essa é uma ferida que não precisa necessariamente ser apenas dor. Reconhecer-se como um humano que erra (e que ainda vai errar muito) pode se tornar porta de entrada para um encontro mais honesto consigo mesmo. Entre o desconforto e a aceitação, passa a existir um espaço e uma vontade para abraçar a si próprio, acolhendo-se como alguém que visualiza suas imperfeições e mesmo assim segue. 


    Somos complexos, somos múltiplos, somos tudo aquilo que ainda não descobrimos ser. E tal qual conhecer uma nova pessoa que acaba de entrar em nossa vida, acostumar-se com o reconhecer-se rotineiramente é tarefa individual imprescindível. Nem sempre gostaremos de algumas versões nossas de imediato, mas ainda bem que temos o espelho como suporte para penetrar a casca. Seja na dor ou na felicidade de ser quem se é, o urgente é conhecer quem nos habita. 



Autor: Pedro Guerra (adaptado). 


Na oração “Reconhecer-se como um humano que erra pode se tornar porta de entrada”, os termos “que erra” exercem a função sintática de: 
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Q3782333 Português

Debaixo da casca


    Olhar-se no espelho pode ser uma aventura muito mais radical do que um passeio de montanha-russa. Digo isso com intenção, quando encaramos de verdade o nosso reflexo e percebemos muito além da superfície, muito além da casca. A infinidade de mundos paralelos e detalhes únicos que nos formam como indivíduos nem sempre é observada, e talvez seja por isso que preferimos permanecer no raso, onde dá pé. Mergulhar em seu próprio reflexo é um ato de coragem, mais ainda quando o mergulho vem acompanhado de questionamentos. Um deles: o que ainda mora em mim e já não deveria mais morar? 


    Abrigamos quase 40 trilhões de bactérias no corpo e cerca de 30 trilhões de células. Junto a isso, dezenas (ou centenas, quiçá milhares) de erros e deslizes e momentos que não nos orgulhamos. Aqui se esconde mais um motivo pelo qual o espelho só serve para avaliar a armadura na maioria das vezes: reconhecer-se como ser humano errante dói, principalmente quando sabemos que já passamos por cima de tal erro. Contudo, enterrar o que já aconteceu não ignora o fato de ter acontecido. 


    Assumidamente humanos, vez que outra espelhamos (!) no outro justamente o que nos falta ou o que nos apavora. É a tal da projeção que a psicologia tanto fala. São sentimentos, desejos ou falhas que nos competem, mas que acabam servindo melhor ao outro quando o nosso mecanismo de defesa é ativado. Afinal, é muito mais fácil sentir raiva do outro do que pena de si mesmo, não é? Esse autorreconhecimento para muito além da casca envolve tornar consciente a própria vulnerabilidade e um apanhado de responsabilidades que nem sempre gostaríamos de ter. 


    Ao admitirmos falhas e deslizes, nosso ego é abatido, mas essa é uma ferida que não precisa necessariamente ser apenas dor. Reconhecer-se como um humano que erra (e que ainda vai errar muito) pode se tornar porta de entrada para um encontro mais honesto consigo mesmo. Entre o desconforto e a aceitação, passa a existir um espaço e uma vontade para abraçar a si próprio, acolhendo-se como alguém que visualiza suas imperfeições e mesmo assim segue. 


    Somos complexos, somos múltiplos, somos tudo aquilo que ainda não descobrimos ser. E tal qual conhecer uma nova pessoa que acaba de entrar em nossa vida, acostumar-se com o reconhecer-se rotineiramente é tarefa individual imprescindível. Nem sempre gostaremos de algumas versões nossas de imediato, mas ainda bem que temos o espelho como suporte para penetrar a casca. Seja na dor ou na felicidade de ser quem se é, o urgente é conhecer quem nos habita. 



Autor: Pedro Guerra (adaptado). 


No trecho “Mergulhar em seu próprio reflexo é um ato de coragem”, a palavra “seu” estabelece relação com um termo anterior do texto e classifica-se, gramaticalmente, como: 
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Q3782332 Português

Debaixo da casca


    Olhar-se no espelho pode ser uma aventura muito mais radical do que um passeio de montanha-russa. Digo isso com intenção, quando encaramos de verdade o nosso reflexo e percebemos muito além da superfície, muito além da casca. A infinidade de mundos paralelos e detalhes únicos que nos formam como indivíduos nem sempre é observada, e talvez seja por isso que preferimos permanecer no raso, onde dá pé. Mergulhar em seu próprio reflexo é um ato de coragem, mais ainda quando o mergulho vem acompanhado de questionamentos. Um deles: o que ainda mora em mim e já não deveria mais morar? 


    Abrigamos quase 40 trilhões de bactérias no corpo e cerca de 30 trilhões de células. Junto a isso, dezenas (ou centenas, quiçá milhares) de erros e deslizes e momentos que não nos orgulhamos. Aqui se esconde mais um motivo pelo qual o espelho só serve para avaliar a armadura na maioria das vezes: reconhecer-se como ser humano errante dói, principalmente quando sabemos que já passamos por cima de tal erro. Contudo, enterrar o que já aconteceu não ignora o fato de ter acontecido. 


    Assumidamente humanos, vez que outra espelhamos (!) no outro justamente o que nos falta ou o que nos apavora. É a tal da projeção que a psicologia tanto fala. São sentimentos, desejos ou falhas que nos competem, mas que acabam servindo melhor ao outro quando o nosso mecanismo de defesa é ativado. Afinal, é muito mais fácil sentir raiva do outro do que pena de si mesmo, não é? Esse autorreconhecimento para muito além da casca envolve tornar consciente a própria vulnerabilidade e um apanhado de responsabilidades que nem sempre gostaríamos de ter. 


    Ao admitirmos falhas e deslizes, nosso ego é abatido, mas essa é uma ferida que não precisa necessariamente ser apenas dor. Reconhecer-se como um humano que erra (e que ainda vai errar muito) pode se tornar porta de entrada para um encontro mais honesto consigo mesmo. Entre o desconforto e a aceitação, passa a existir um espaço e uma vontade para abraçar a si próprio, acolhendo-se como alguém que visualiza suas imperfeições e mesmo assim segue. 


    Somos complexos, somos múltiplos, somos tudo aquilo que ainda não descobrimos ser. E tal qual conhecer uma nova pessoa que acaba de entrar em nossa vida, acostumar-se com o reconhecer-se rotineiramente é tarefa individual imprescindível. Nem sempre gostaremos de algumas versões nossas de imediato, mas ainda bem que temos o espelho como suporte para penetrar a casca. Seja na dor ou na felicidade de ser quem se é, o urgente é conhecer quem nos habita. 



Autor: Pedro Guerra (adaptado). 


No trecho “é muito mais fácil sentir raiva do outro do que pena de si mesmo”, a expressão “pena de si mesmo” pode ser compreendida, no contexto do texto, como: 
Alternativas
Q3782331 Português

Debaixo da casca


    Olhar-se no espelho pode ser uma aventura muito mais radical do que um passeio de montanha-russa. Digo isso com intenção, quando encaramos de verdade o nosso reflexo e percebemos muito além da superfície, muito além da casca. A infinidade de mundos paralelos e detalhes únicos que nos formam como indivíduos nem sempre é observada, e talvez seja por isso que preferimos permanecer no raso, onde dá pé. Mergulhar em seu próprio reflexo é um ato de coragem, mais ainda quando o mergulho vem acompanhado de questionamentos. Um deles: o que ainda mora em mim e já não deveria mais morar? 


    Abrigamos quase 40 trilhões de bactérias no corpo e cerca de 30 trilhões de células. Junto a isso, dezenas (ou centenas, quiçá milhares) de erros e deslizes e momentos que não nos orgulhamos. Aqui se esconde mais um motivo pelo qual o espelho só serve para avaliar a armadura na maioria das vezes: reconhecer-se como ser humano errante dói, principalmente quando sabemos que já passamos por cima de tal erro. Contudo, enterrar o que já aconteceu não ignora o fato de ter acontecido. 


    Assumidamente humanos, vez que outra espelhamos (!) no outro justamente o que nos falta ou o que nos apavora. É a tal da projeção que a psicologia tanto fala. São sentimentos, desejos ou falhas que nos competem, mas que acabam servindo melhor ao outro quando o nosso mecanismo de defesa é ativado. Afinal, é muito mais fácil sentir raiva do outro do que pena de si mesmo, não é? Esse autorreconhecimento para muito além da casca envolve tornar consciente a própria vulnerabilidade e um apanhado de responsabilidades que nem sempre gostaríamos de ter. 


    Ao admitirmos falhas e deslizes, nosso ego é abatido, mas essa é uma ferida que não precisa necessariamente ser apenas dor. Reconhecer-se como um humano que erra (e que ainda vai errar muito) pode se tornar porta de entrada para um encontro mais honesto consigo mesmo. Entre o desconforto e a aceitação, passa a existir um espaço e uma vontade para abraçar a si próprio, acolhendo-se como alguém que visualiza suas imperfeições e mesmo assim segue. 


    Somos complexos, somos múltiplos, somos tudo aquilo que ainda não descobrimos ser. E tal qual conhecer uma nova pessoa que acaba de entrar em nossa vida, acostumar-se com o reconhecer-se rotineiramente é tarefa individual imprescindível. Nem sempre gostaremos de algumas versões nossas de imediato, mas ainda bem que temos o espelho como suporte para penetrar a casca. Seja na dor ou na felicidade de ser quem se é, o urgente é conhecer quem nos habita. 



Autor: Pedro Guerra (adaptado). 


Na passagem “Reconhecer-se como ser humano errante dói”, a palavra “errante” assume valor semântico específico. Assinale a alternativa que poderia substituí-la, no contexto, sem prejuízo relevante de sentido:
Alternativas
Q3782330 Português

Debaixo da casca


    Olhar-se no espelho pode ser uma aventura muito mais radical do que um passeio de montanha-russa. Digo isso com intenção, quando encaramos de verdade o nosso reflexo e percebemos muito além da superfície, muito além da casca. A infinidade de mundos paralelos e detalhes únicos que nos formam como indivíduos nem sempre é observada, e talvez seja por isso que preferimos permanecer no raso, onde dá pé. Mergulhar em seu próprio reflexo é um ato de coragem, mais ainda quando o mergulho vem acompanhado de questionamentos. Um deles: o que ainda mora em mim e já não deveria mais morar? 


    Abrigamos quase 40 trilhões de bactérias no corpo e cerca de 30 trilhões de células. Junto a isso, dezenas (ou centenas, quiçá milhares) de erros e deslizes e momentos que não nos orgulhamos. Aqui se esconde mais um motivo pelo qual o espelho só serve para avaliar a armadura na maioria das vezes: reconhecer-se como ser humano errante dói, principalmente quando sabemos que já passamos por cima de tal erro. Contudo, enterrar o que já aconteceu não ignora o fato de ter acontecido. 


    Assumidamente humanos, vez que outra espelhamos (!) no outro justamente o que nos falta ou o que nos apavora. É a tal da projeção que a psicologia tanto fala. São sentimentos, desejos ou falhas que nos competem, mas que acabam servindo melhor ao outro quando o nosso mecanismo de defesa é ativado. Afinal, é muito mais fácil sentir raiva do outro do que pena de si mesmo, não é? Esse autorreconhecimento para muito além da casca envolve tornar consciente a própria vulnerabilidade e um apanhado de responsabilidades que nem sempre gostaríamos de ter. 


    Ao admitirmos falhas e deslizes, nosso ego é abatido, mas essa é uma ferida que não precisa necessariamente ser apenas dor. Reconhecer-se como um humano que erra (e que ainda vai errar muito) pode se tornar porta de entrada para um encontro mais honesto consigo mesmo. Entre o desconforto e a aceitação, passa a existir um espaço e uma vontade para abraçar a si próprio, acolhendo-se como alguém que visualiza suas imperfeições e mesmo assim segue. 


    Somos complexos, somos múltiplos, somos tudo aquilo que ainda não descobrimos ser. E tal qual conhecer uma nova pessoa que acaba de entrar em nossa vida, acostumar-se com o reconhecer-se rotineiramente é tarefa individual imprescindível. Nem sempre gostaremos de algumas versões nossas de imediato, mas ainda bem que temos o espelho como suporte para penetrar a casca. Seja na dor ou na felicidade de ser quem se é, o urgente é conhecer quem nos habita. 



Autor: Pedro Guerra (adaptado). 


No trecho “preferimos permanecer no raso, onde dá pé”, a expressão “no raso, onde dá pé” é empregada em sentido figurado. No contexto do texto, essa expressão indica: 
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Q3782329 Português

Debaixo da casca


    Olhar-se no espelho pode ser uma aventura muito mais radical do que um passeio de montanha-russa. Digo isso com intenção, quando encaramos de verdade o nosso reflexo e percebemos muito além da superfície, muito além da casca. A infinidade de mundos paralelos e detalhes únicos que nos formam como indivíduos nem sempre é observada, e talvez seja por isso que preferimos permanecer no raso, onde dá pé. Mergulhar em seu próprio reflexo é um ato de coragem, mais ainda quando o mergulho vem acompanhado de questionamentos. Um deles: o que ainda mora em mim e já não deveria mais morar? 


    Abrigamos quase 40 trilhões de bactérias no corpo e cerca de 30 trilhões de células. Junto a isso, dezenas (ou centenas, quiçá milhares) de erros e deslizes e momentos que não nos orgulhamos. Aqui se esconde mais um motivo pelo qual o espelho só serve para avaliar a armadura na maioria das vezes: reconhecer-se como ser humano errante dói, principalmente quando sabemos que já passamos por cima de tal erro. Contudo, enterrar o que já aconteceu não ignora o fato de ter acontecido. 


    Assumidamente humanos, vez que outra espelhamos (!) no outro justamente o que nos falta ou o que nos apavora. É a tal da projeção que a psicologia tanto fala. São sentimentos, desejos ou falhas que nos competem, mas que acabam servindo melhor ao outro quando o nosso mecanismo de defesa é ativado. Afinal, é muito mais fácil sentir raiva do outro do que pena de si mesmo, não é? Esse autorreconhecimento para muito além da casca envolve tornar consciente a própria vulnerabilidade e um apanhado de responsabilidades que nem sempre gostaríamos de ter. 


    Ao admitirmos falhas e deslizes, nosso ego é abatido, mas essa é uma ferida que não precisa necessariamente ser apenas dor. Reconhecer-se como um humano que erra (e que ainda vai errar muito) pode se tornar porta de entrada para um encontro mais honesto consigo mesmo. Entre o desconforto e a aceitação, passa a existir um espaço e uma vontade para abraçar a si próprio, acolhendo-se como alguém que visualiza suas imperfeições e mesmo assim segue. 


    Somos complexos, somos múltiplos, somos tudo aquilo que ainda não descobrimos ser. E tal qual conhecer uma nova pessoa que acaba de entrar em nossa vida, acostumar-se com o reconhecer-se rotineiramente é tarefa individual imprescindível. Nem sempre gostaremos de algumas versões nossas de imediato, mas ainda bem que temos o espelho como suporte para penetrar a casca. Seja na dor ou na felicidade de ser quem se é, o urgente é conhecer quem nos habita. 



Autor: Pedro Guerra (adaptado). 


No desenvolvimento do texto, o autor articula conceitos da psicologia, como a projeção, para aprofundar sua argumentação. A partir dessa articulação, infere-se que o texto defende a ideia de que o verdadeiro autoconhecimento: 
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Q3782328 Português

Debaixo da casca


    Olhar-se no espelho pode ser uma aventura muito mais radical do que um passeio de montanha-russa. Digo isso com intenção, quando encaramos de verdade o nosso reflexo e percebemos muito além da superfície, muito além da casca. A infinidade de mundos paralelos e detalhes únicos que nos formam como indivíduos nem sempre é observada, e talvez seja por isso que preferimos permanecer no raso, onde dá pé. Mergulhar em seu próprio reflexo é um ato de coragem, mais ainda quando o mergulho vem acompanhado de questionamentos. Um deles: o que ainda mora em mim e já não deveria mais morar? 


    Abrigamos quase 40 trilhões de bactérias no corpo e cerca de 30 trilhões de células. Junto a isso, dezenas (ou centenas, quiçá milhares) de erros e deslizes e momentos que não nos orgulhamos. Aqui se esconde mais um motivo pelo qual o espelho só serve para avaliar a armadura na maioria das vezes: reconhecer-se como ser humano errante dói, principalmente quando sabemos que já passamos por cima de tal erro. Contudo, enterrar o que já aconteceu não ignora o fato de ter acontecido. 


    Assumidamente humanos, vez que outra espelhamos (!) no outro justamente o que nos falta ou o que nos apavora. É a tal da projeção que a psicologia tanto fala. São sentimentos, desejos ou falhas que nos competem, mas que acabam servindo melhor ao outro quando o nosso mecanismo de defesa é ativado. Afinal, é muito mais fácil sentir raiva do outro do que pena de si mesmo, não é? Esse autorreconhecimento para muito além da casca envolve tornar consciente a própria vulnerabilidade e um apanhado de responsabilidades que nem sempre gostaríamos de ter. 


    Ao admitirmos falhas e deslizes, nosso ego é abatido, mas essa é uma ferida que não precisa necessariamente ser apenas dor. Reconhecer-se como um humano que erra (e que ainda vai errar muito) pode se tornar porta de entrada para um encontro mais honesto consigo mesmo. Entre o desconforto e a aceitação, passa a existir um espaço e uma vontade para abraçar a si próprio, acolhendo-se como alguém que visualiza suas imperfeições e mesmo assim segue. 


    Somos complexos, somos múltiplos, somos tudo aquilo que ainda não descobrimos ser. E tal qual conhecer uma nova pessoa que acaba de entrar em nossa vida, acostumar-se com o reconhecer-se rotineiramente é tarefa individual imprescindível. Nem sempre gostaremos de algumas versões nossas de imediato, mas ainda bem que temos o espelho como suporte para penetrar a casca. Seja na dor ou na felicidade de ser quem se é, o urgente é conhecer quem nos habita. 



Autor: Pedro Guerra (adaptado). 


Ao afirmar que “preferimos permanecer no raso, onde dá pé”, o autor sugere uma atitude humana recorrente diante do autoconhecimento. Essa atitude caracteriza-se principalmente por: 
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Q3782327 Português

Debaixo da casca


    Olhar-se no espelho pode ser uma aventura muito mais radical do que um passeio de montanha-russa. Digo isso com intenção, quando encaramos de verdade o nosso reflexo e percebemos muito além da superfície, muito além da casca. A infinidade de mundos paralelos e detalhes únicos que nos formam como indivíduos nem sempre é observada, e talvez seja por isso que preferimos permanecer no raso, onde dá pé. Mergulhar em seu próprio reflexo é um ato de coragem, mais ainda quando o mergulho vem acompanhado de questionamentos. Um deles: o que ainda mora em mim e já não deveria mais morar? 


    Abrigamos quase 40 trilhões de bactérias no corpo e cerca de 30 trilhões de células. Junto a isso, dezenas (ou centenas, quiçá milhares) de erros e deslizes e momentos que não nos orgulhamos. Aqui se esconde mais um motivo pelo qual o espelho só serve para avaliar a armadura na maioria das vezes: reconhecer-se como ser humano errante dói, principalmente quando sabemos que já passamos por cima de tal erro. Contudo, enterrar o que já aconteceu não ignora o fato de ter acontecido. 


    Assumidamente humanos, vez que outra espelhamos (!) no outro justamente o que nos falta ou o que nos apavora. É a tal da projeção que a psicologia tanto fala. São sentimentos, desejos ou falhas que nos competem, mas que acabam servindo melhor ao outro quando o nosso mecanismo de defesa é ativado. Afinal, é muito mais fácil sentir raiva do outro do que pena de si mesmo, não é? Esse autorreconhecimento para muito além da casca envolve tornar consciente a própria vulnerabilidade e um apanhado de responsabilidades que nem sempre gostaríamos de ter. 


    Ao admitirmos falhas e deslizes, nosso ego é abatido, mas essa é uma ferida que não precisa necessariamente ser apenas dor. Reconhecer-se como um humano que erra (e que ainda vai errar muito) pode se tornar porta de entrada para um encontro mais honesto consigo mesmo. Entre o desconforto e a aceitação, passa a existir um espaço e uma vontade para abraçar a si próprio, acolhendo-se como alguém que visualiza suas imperfeições e mesmo assim segue. 


    Somos complexos, somos múltiplos, somos tudo aquilo que ainda não descobrimos ser. E tal qual conhecer uma nova pessoa que acaba de entrar em nossa vida, acostumar-se com o reconhecer-se rotineiramente é tarefa individual imprescindível. Nem sempre gostaremos de algumas versões nossas de imediato, mas ainda bem que temos o espelho como suporte para penetrar a casca. Seja na dor ou na felicidade de ser quem se é, o urgente é conhecer quem nos habita. 



Autor: Pedro Guerra (adaptado). 


No texto, a metáfora da “casca” é recorrente e estrutura grande parte da reflexão proposta pelo autor. Considerando o contexto em que esse termo é empregado, a “casca” representa, sobretudo: 
Alternativas
Q3782211 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O futuro chegou!

Apesar da aparente solidão, ela vivia cercada de lembranças: objetos herdados, fotografias antigas e utensílios que atravessaram gerações, cada qual trazendo marcas do tempo. Sua casa refletia essa memória afetiva, onde até a colher de pau e a panela de pressão mostravam sinais de desgaste, tal como sua própria dona.

A modernidade chegara sem pedir licença. Ela trocou o coador de pano pela cafeteira, a máquina de escrever pelo computador, adotou internet, redes sociais e passou a resolver a vida bancária pelo aplicativo. Mas, apesar dessas mudanças, certos hábitos permaneceram intactos, como o vício de fumar e o desinteresse pela cultura fitness.

As marcas da idade também se impunham: o nariz adunco, os óculos agora necessários para longe e para perto, o corpo flácido e redistribuído, tudo lembrava que o tempo avançara sem concessões. Mesmo assim, ela percebia que algumas sabedorias tardias pouco serviam, pois não haveria novas paixões nem motivos para renunciar a prazeres em nome de dores futuras.

Ao preencher o formulário para obter o cartão de estacionamento de idosa, olhando o gato branco estirado no tapete, constatou com serenidade o que evitara admitir por tanto tempo: o futuro havia chegado.


Texto Adaptado

EFFENBERGER, Henriette. O futuro chegou!. In: RECHIA, Rosângela Beatriz (Org.). Concurso Literário Felippe D?Oliveira: conto, crônica e poesia − Premiados 2017 e 2018. Santa Maria: Imprensa Universitária/UFSM, 2018. Disponível em: https://www.santamaria.rs.gov.br/arquivos/baixar-arquivo/conteudo/D15 -1884.pdf . Acesso em: 21 nov. 2025.
Considerando os elementos linguístico-discursivos e a progressão temática do texto, é correto afirmar que a construção da personagem principal se dá por meio de:
Alternativas
Q3782208 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O futuro chegou!

Apesar da aparente solidão, ela vivia cercada de lembranças: objetos herdados, fotografias antigas e utensílios que atravessaram gerações, cada qual trazendo marcas do tempo. Sua casa refletia essa memória afetiva, onde até a colher de pau e a panela de pressão mostravam sinais de desgaste, tal como sua própria dona.

A modernidade chegara sem pedir licença. Ela trocou o coador de pano pela cafeteira, a máquina de escrever pelo computador, adotou internet, redes sociais e passou a resolver a vida bancária pelo aplicativo. Mas, apesar dessas mudanças, certos hábitos permaneceram intactos, como o vício de fumar e o desinteresse pela cultura fitness.

As marcas da idade também se impunham: o nariz adunco, os óculos agora necessários para longe e para perto, o corpo flácido e redistribuído, tudo lembrava que o tempo avançara sem concessões. Mesmo assim, ela percebia que algumas sabedorias tardias pouco serviam, pois não haveria novas paixões nem motivos para renunciar a prazeres em nome de dores futuras.

Ao preencher o formulário para obter o cartão de estacionamento de idosa, olhando o gato branco estirado no tapete, constatou com serenidade o que evitara admitir por tanto tempo: o futuro havia chegado.


Texto Adaptado

EFFENBERGER, Henriette. O futuro chegou!. In: RECHIA, Rosângela Beatriz (Org.). Concurso Literário Felippe D?Oliveira: conto, crônica e poesia − Premiados 2017 e 2018. Santa Maria: Imprensa Universitária/UFSM, 2018. Disponível em: https://www.santamaria.rs.gov.br/arquivos/baixar-arquivo/conteudo/D15 -1884.pdf . Acesso em: 21 nov. 2025.
 A partir do excerto "...cada qual trazendo marcas do tempo...", no qual o texto utiliza linguagem figurada para descrever os objetos na casa da personagem, assinale a alternativa que apresenta a análise semântica mais compatível com os princípios da gramática normativa e da linguística textual.
Alternativas
Q3782176 Português
PL 5.893/2025: Mobilização dos servidores do MEC arranca Plano Especial de Cargos

O governo federal encaminhou ao Congresso Nacional nessa terça-feira, 18, o Projeto de Lei (PL) 5.893/2025, que cria o Plano Especial de Cargos e o Quadro Suplementar do Ministério da Educação (MEC). Essa conquista é resultado de uma luta coletiva, organizada principalmente pela Seção Sindical do Sindsep-DF no MEC, que realizou, por mais de 60 semanas consecutivas entre 2024 e 2025, atos, vigílias e manifestações em frente ao MEC, ao Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI) e à Secretaria de Relações do Trabalho (SRT/MGI).

Além dos atos semanais, a categoria mostrou sua força em diversas atividades organizadas junto a outros setores do funcionalismo, como servidores do MinC, de órgãos vinculados e do MJSP, todos em defesa da estruturação das carreiras. A categoria também participou de mobilizações gerais convocadas pelo Sindsep-DF. A luta por uma carreira justa e estruturada foi levada pela Seção Sindical do Sindsep-DF a várias mesas de negociação e articulações com a gestão do MEC e outras instâncias do governo federal, essenciais para garantir a formulação do plano.

A mobilização também chegou ao Legislativo. A Seção Sindical atuou em reuniões com deputados e senadores de diferentes partidos, defendendo a valorização dos servidores da educação. O apoio de uma deputada federal foi decisivo. Em 8 de julho deste ano, ela convocou uma audiência pública na Comissão de Administração e Serviço Público (CASP) para discutir a carreira do MEC. No encontro, representantes do Sindsep-DF, como o secretário-geral Oton Pereira Neves, reforçaram a urgência de estruturar a carreira para fortalecer o Estado e garantir políticas educacionais consistentes.

O PL será analisado pela Comissão Mista de Orçamento (CMO). A categoria deve continuar atenta agora ao calendário de tramitação da proposta no Congresso.

https://www.condsef.org.br/noticias/pl-5-893-2025-mobilizacao-dos-serv idores-mec-arranca-plano-especial-cargos fragmento- adaptado
"Além dos atos semanais, a categoria mostrou sua força em diversas atividades organizadas junto a outros setores do funcionalismo, como servidores do MinC, de órgãos vinculados e do MJSP, todos em defesa da estruturação das carreiras."
Com base na separação de sílabas, identifique a alternativa incorreta.
Alternativas
Q3782098 Português
PL 5.893/2025: Mobilização dos servidores do MEC arranca Plano Especial de Cargos

O governo federal encaminhou ao Congresso Nacional nessa terça-feira, 18, o Projeto de Lei (PL) 5.893/2025, que cria o Plano Especial de Cargos e o Quadro Suplementar do Ministério da Educação (MEC). Essa conquista é resultado de uma luta coletiva, organizada principalmente pela Seção Sindical do Sindsep-DF no MEC, que realizou, por mais de 60 semanas consecutivas entre 2024 e 2025, atos, vigílias e manifestações em frente ao MEC, ao Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI) e à Secretaria de Relações do Trabalho (SRT/MGI).

Além dos atos semanais, a categoria mostrou sua força em diversas atividades organizadas junto a outros setores do funcionalismo, como servidores do MinC, de órgãos vinculados e do MJSP, todos em defesa da estruturação das carreiras. A categoria também participou de mobilizações gerais convocadas pelo Sindsep-DF. A luta por uma carreira justa e estruturada foi levada pela Seção Sindical do Sindsep-DF a várias mesas de negociação e articulações com a gestão do MEC e outras instâncias do governo federal, essenciais para garantir a formulação do plano.

A mobilização também chegou ao Legislativo. A Seção Sindical atuou em reuniões com deputados e senadores de diferentes partidos, defendendo a valorização dos servidores da educação. O apoio de uma deputada federal foi decisivo. Em 8 de julho deste ano, ela convocou uma audiência pública na Comissão de Administração e Serviço Público (CASP) para discutir a carreira do MEC. No encontro, representantes do Sindsep-DF, como o secretário-geral Oton Pereira Neves, reforçaram a urgência de estruturar a carreira para fortalecer o Estado e garantir políticas educacionais consistentes.

O PL será analisado pela Comissão Mista de Orçamento (CMO). A categoria deve continuar atenta agora ao calendário de tramitação da proposta no Congresso.

https://www.condsef.org.br/noticias/pl-5-893-2025-mobilizacao-dos-serv idores-mec-arranca-plano-especial-cargos fragmento- adaptado 
"A mobilização também chegou ao Legislativo. A Seção Sindical atuou em reuniões com deputados e senadores de diferentes partidos, defendendo a valorização dos servidores da educação. O apoio da deputada federal Erika Kokay (PT-DF) foi decisivo. Em 8 de julho deste ano, ela convocou uma audiência pública na Comissão de Administração e Serviço Público (CASP) para discutir a carreira do MEC. No encontro, representantes do Sindsep-DF, como o secretário-geral Oton Pereira Neves, reforçaram a urgência de estruturar a carreira para fortalecer o Estado e garantir políticas educacionais consistentes."
Identifique a alternativa em que todos os vocábulos extraídos no trecho são classificados como substantivos.
Alternativas
Q3782097 Português
PL 5.893/2025: Mobilização dos servidores do MEC arranca Plano Especial de Cargos

O governo federal encaminhou ao Congresso Nacional nessa terça-feira, 18, o Projeto de Lei (PL) 5.893/2025, que cria o Plano Especial de Cargos e o Quadro Suplementar do Ministério da Educação (MEC). Essa conquista é resultado de uma luta coletiva, organizada principalmente pela Seção Sindical do Sindsep-DF no MEC, que realizou, por mais de 60 semanas consecutivas entre 2024 e 2025, atos, vigílias e manifestações em frente ao MEC, ao Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI) e à Secretaria de Relações do Trabalho (SRT/MGI).

Além dos atos semanais, a categoria mostrou sua força em diversas atividades organizadas junto a outros setores do funcionalismo, como servidores do MinC, de órgãos vinculados e do MJSP, todos em defesa da estruturação das carreiras. A categoria também participou de mobilizações gerais convocadas pelo Sindsep-DF. A luta por uma carreira justa e estruturada foi levada pela Seção Sindical do Sindsep-DF a várias mesas de negociação e articulações com a gestão do MEC e outras instâncias do governo federal, essenciais para garantir a formulação do plano.

A mobilização também chegou ao Legislativo. A Seção Sindical atuou em reuniões com deputados e senadores de diferentes partidos, defendendo a valorização dos servidores da educação. O apoio de uma deputada federal foi decisivo. Em 8 de julho deste ano, ela convocou uma audiência pública na Comissão de Administração e Serviço Público (CASP) para discutir a carreira do MEC. No encontro, representantes do Sindsep-DF, como o secretário-geral Oton Pereira Neves, reforçaram a urgência de estruturar a carreira para fortalecer o Estado e garantir políticas educacionais consistentes.

O PL será analisado pela Comissão Mista de Orçamento (CMO). A categoria deve continuar atenta agora ao calendário de tramitação da proposta no Congresso.

https://www.condsef.org.br/noticias/pl-5-893-2025-mobilizacao-dos-serv idores-mec-arranca-plano-especial-cargos fragmento- adaptado 
"O governo federal encaminhou ao Congresso Nacional nessa terça-feira, 18, o Projeto de Lei (PL) 5.893/2025, que cria o Plano Especial de Cargos e o Quadro Suplementar do Ministério da Educação (MEC). Essa conquista é resultado de uma luta coletiva, organizada principalmente pela Seção Sindical do Sindsep-DF no MEC, que realizou, por mais de 60 semanas consecutivas entre 2024 e 2025, atos, vigílias e manifestações em frente ao MEC, ao Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI) e à Secretaria de Relações do Trabalho (SRT/MGI)."
Considerando as regras de acentuação gráfica da língua portuguesa, assinale a alternativa incorreta.
Alternativas
Q3782094 Português
"O zelo pelo patrimônio público não se resume ao cuidado com objetos, mas envolve postura preventiva, comunicação eficiente e conduta ética. Servidores que identificam falhas e permanecem em silêncio contribuem para o agravamento de danos futuros."
Com base no excerto, conclui-se que:
Alternativas
Respostas
16661: C
16662: E
16663: D
16664: C
16665: A
16666: B
16667: C
16668: B
16669: C
16670: A
16671: B
16672: C
16673: A
16674: B
16675: C
16676: C
16677: A
16678: D
16679: A
16680: B