Questões de Concurso Comentadas sobre português

Foram encontradas 197.663 questões

Q3891428 Português
Texto para a questão:


Posto no Bixiga, em SP, recebeu metanol desviado pelo PCC para adulterar combustível e já foi interditado ao menos 4 vezes


Produto tóxico que deveria ir para indústrias químicas em Mato Grosso foi desviado para o Auto Posto Bixiga; motorista relatou que, em 2022, seu Renault Clio apresentou falhas após abastecer no local, que oferecia promoções para pagamentos via PIX.


   O Auto Posto Bixiga Ltda., localizado na esquina da Rua Manoel Dutra com a Rua João Passalacqua, no bairro da Bela Vista, região central de São Paulo, foi identificado pela Justiça como destino de carregamentos de metanol desviado pelo grupo criminoso Primeiro Comando da Capital (PCC) para adulteração de combustíveis.

   O posto já foi notificado ao menos 30 vezes entre 2022 e 2024 e interditado em quatro oportunidades no mesmo período após fiscalizações da ANP apontarem gasolina e etanol fora das especificações. 

   Três interdições foram em 2022 e uma, em 2024. Em junho de 2022, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) apontou alto teor de metanol no etanol vendido no local.


Disponível em: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2025/09/04/posto-no-bixiga-em-sp-recebeu-metanol-desviado-pelo-pcc-para-adulterar-combustivel-e-ja-foi-interditado-aomenos-4-vezes.ghtml 

Leia o fragmento adaptado:



“O posto foi notificado ao menos 30 vezes entre 2022 e 2024 (...).”



A oração se encontra:

Alternativas
Q3891427 Português
Texto para a questão:


Posto no Bixiga, em SP, recebeu metanol desviado pelo PCC para adulterar combustível e já foi interditado ao menos 4 vezes


Produto tóxico que deveria ir para indústrias químicas em Mato Grosso foi desviado para o Auto Posto Bixiga; motorista relatou que, em 2022, seu Renault Clio apresentou falhas após abastecer no local, que oferecia promoções para pagamentos via PIX.


   O Auto Posto Bixiga Ltda., localizado na esquina da Rua Manoel Dutra com a Rua João Passalacqua, no bairro da Bela Vista, região central de São Paulo, foi identificado pela Justiça como destino de carregamentos de metanol desviado pelo grupo criminoso Primeiro Comando da Capital (PCC) para adulteração de combustíveis.

   O posto já foi notificado ao menos 30 vezes entre 2022 e 2024 e interditado em quatro oportunidades no mesmo período após fiscalizações da ANP apontarem gasolina e etanol fora das especificações. 

   Três interdições foram em 2022 e uma, em 2024. Em junho de 2022, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) apontou alto teor de metanol no etanol vendido no local.


Disponível em: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2025/09/04/posto-no-bixiga-em-sp-recebeu-metanol-desviado-pelo-pcc-para-adulterar-combustivel-e-ja-foi-interditado-aomenos-4-vezes.ghtml 

Dado o excerto adaptado:



“O Auto Posto Bixiga Ltda foi identificado pela Justiça.”



O termo em destaque é sintaticamente classificado como:

Alternativas
Q3891426 Português

Texto para a questão



Aprendendo


(Ramires Linhares)



   Sempre é tempo de aprender, até numa sexta-feira, com sol brilhando lá fora.


   O pensador alemão Johann Wolfgang von Goethe, falecido em 1832, teve boa parte de sua obra dedicada à educação e ao aprendizado. Deixou muitos escritos famosos sobre o tema, das coisas que ensinou e das coisas que aprendeu. Uma frase a ele atribuída traz consigo muita reflexão. Disse Goethe: “Em toda parte, só se aprende com quem se gosta”.


   Realmente, a gente aprende com quem gosta. Lembra dos tempos da escola? A gente sempre aprendia mais com a professora mais simpática, aquela que a gente mais gostava, não é?


   E assim, por toda a vida. A gente aprende primeiro com os pais, irmãos e familiares, porque são aqueles que a gente gosta. A gente aprende com os amigos que a gente gosta. A gente aprende lendo livros de autores que a gente gosta. Até na TV a gente aprende vendo programas com gente que se gosta.


   Mais importante que gostar de quem nos ensina é, no entanto, gostar de aprender. Sempre será aceito nos grupos, no meio, na sociedade, o indivíduo que está aberto ao aprendizado. Quem quer aprender sempre tem amigos, sempre consegue conversar, se enturmar, se divertir. Quem gosta de aprender e tem isso como objetivo constante, vive bem, vive melhor.


   Há diversas formas de aprender: ler, ouvir, praticar, observar. Tem gente que aprende com os próprios erros. Tem quem prefira aprender com os erros dos outros, o que é mais salutar. Já aquele que acha que já sabe tudo, e como temos visto desses por aí, esse não consegue aprender nada.


   Aristóteles, grande filósofo grego que viveu antes da era cristã, dizia que “é fazendo que se aprende a fazer aquilo que se deve aprender a fazer”. Complicado? Não. É só ler bem devagar, separar as palavras e juntar as ideias, que você aprende. Seja na frase do filósofo. Seja na vida.


   Afinal, para aprender é preciso ler a vida, e ler nas entrelinhas. Dizendo isso, lembro de mais uma citação e encerro com ela. Acho que foi Mario Quintana, poeta brasileiro, que escreveu um dia: O pior analfabeto é aquele que aprendeu a ler e não lê.



Disponível em: https://diariodosul.com.br/colunistas/ramires-linhares/aprendendo-37696

Leia com atenção o fragmento:

“(...) sempre consegue conversar, se enturmar, se divertir.”

Acerca da colocação pronominal presente no fragmento, assinale a alternativa correta de acordo com a norma padrão: 
Alternativas
Q3891425 Português

Texto para a questão



Aprendendo


(Ramires Linhares)



   Sempre é tempo de aprender, até numa sexta-feira, com sol brilhando lá fora.


   O pensador alemão Johann Wolfgang von Goethe, falecido em 1832, teve boa parte de sua obra dedicada à educação e ao aprendizado. Deixou muitos escritos famosos sobre o tema, das coisas que ensinou e das coisas que aprendeu. Uma frase a ele atribuída traz consigo muita reflexão. Disse Goethe: “Em toda parte, só se aprende com quem se gosta”.


   Realmente, a gente aprende com quem gosta. Lembra dos tempos da escola? A gente sempre aprendia mais com a professora mais simpática, aquela que a gente mais gostava, não é?


   E assim, por toda a vida. A gente aprende primeiro com os pais, irmãos e familiares, porque são aqueles que a gente gosta. A gente aprende com os amigos que a gente gosta. A gente aprende lendo livros de autores que a gente gosta. Até na TV a gente aprende vendo programas com gente que se gosta.


   Mais importante que gostar de quem nos ensina é, no entanto, gostar de aprender. Sempre será aceito nos grupos, no meio, na sociedade, o indivíduo que está aberto ao aprendizado. Quem quer aprender sempre tem amigos, sempre consegue conversar, se enturmar, se divertir. Quem gosta de aprender e tem isso como objetivo constante, vive bem, vive melhor.


   Há diversas formas de aprender: ler, ouvir, praticar, observar. Tem gente que aprende com os próprios erros. Tem quem prefira aprender com os erros dos outros, o que é mais salutar. Já aquele que acha que já sabe tudo, e como temos visto desses por aí, esse não consegue aprender nada.


   Aristóteles, grande filósofo grego que viveu antes da era cristã, dizia que “é fazendo que se aprende a fazer aquilo que se deve aprender a fazer”. Complicado? Não. É só ler bem devagar, separar as palavras e juntar as ideias, que você aprende. Seja na frase do filósofo. Seja na vida.


   Afinal, para aprender é preciso ler a vida, e ler nas entrelinhas. Dizendo isso, lembro de mais uma citação e encerro com ela. Acho que foi Mario Quintana, poeta brasileiro, que escreveu um dia: O pior analfabeto é aquele que aprendeu a ler e não lê.



Disponível em: https://diariodosul.com.br/colunistas/ramires-linhares/aprendendo-37696

Tomando-se a citação de Aristóteles presente no texto, assinale sua correta paráfrase:
Alternativas
Q3891424 Português

Texto para a questão



Aprendendo


(Ramires Linhares)



   Sempre é tempo de aprender, até numa sexta-feira, com sol brilhando lá fora.


   O pensador alemão Johann Wolfgang von Goethe, falecido em 1832, teve boa parte de sua obra dedicada à educação e ao aprendizado. Deixou muitos escritos famosos sobre o tema, das coisas que ensinou e das coisas que aprendeu. Uma frase a ele atribuída traz consigo muita reflexão. Disse Goethe: “Em toda parte, só se aprende com quem se gosta”.


   Realmente, a gente aprende com quem gosta. Lembra dos tempos da escola? A gente sempre aprendia mais com a professora mais simpática, aquela que a gente mais gostava, não é?


   E assim, por toda a vida. A gente aprende primeiro com os pais, irmãos e familiares, porque são aqueles que a gente gosta. A gente aprende com os amigos que a gente gosta. A gente aprende lendo livros de autores que a gente gosta. Até na TV a gente aprende vendo programas com gente que se gosta.


   Mais importante que gostar de quem nos ensina é, no entanto, gostar de aprender. Sempre será aceito nos grupos, no meio, na sociedade, o indivíduo que está aberto ao aprendizado. Quem quer aprender sempre tem amigos, sempre consegue conversar, se enturmar, se divertir. Quem gosta de aprender e tem isso como objetivo constante, vive bem, vive melhor.


   Há diversas formas de aprender: ler, ouvir, praticar, observar. Tem gente que aprende com os próprios erros. Tem quem prefira aprender com os erros dos outros, o que é mais salutar. Já aquele que acha que já sabe tudo, e como temos visto desses por aí, esse não consegue aprender nada.


   Aristóteles, grande filósofo grego que viveu antes da era cristã, dizia que “é fazendo que se aprende a fazer aquilo que se deve aprender a fazer”. Complicado? Não. É só ler bem devagar, separar as palavras e juntar as ideias, que você aprende. Seja na frase do filósofo. Seja na vida.


   Afinal, para aprender é preciso ler a vida, e ler nas entrelinhas. Dizendo isso, lembro de mais uma citação e encerro com ela. Acho que foi Mario Quintana, poeta brasileiro, que escreveu um dia: O pior analfabeto é aquele que aprendeu a ler e não lê.



Disponível em: https://diariodosul.com.br/colunistas/ramires-linhares/aprendendo-37696

Considere o seguinte fragmento:

diversas formas de aprender (...).”

Conjugando-se o verbo destacado para o pretérito mais-que-perfeito do modo indicativo, a correta transcrição da frase seria:
Alternativas
Q3891423 Português

Texto para a questão



Aprendendo


(Ramires Linhares)



   Sempre é tempo de aprender, até numa sexta-feira, com sol brilhando lá fora.


   O pensador alemão Johann Wolfgang von Goethe, falecido em 1832, teve boa parte de sua obra dedicada à educação e ao aprendizado. Deixou muitos escritos famosos sobre o tema, das coisas que ensinou e das coisas que aprendeu. Uma frase a ele atribuída traz consigo muita reflexão. Disse Goethe: “Em toda parte, só se aprende com quem se gosta”.


   Realmente, a gente aprende com quem gosta. Lembra dos tempos da escola? A gente sempre aprendia mais com a professora mais simpática, aquela que a gente mais gostava, não é?


   E assim, por toda a vida. A gente aprende primeiro com os pais, irmãos e familiares, porque são aqueles que a gente gosta. A gente aprende com os amigos que a gente gosta. A gente aprende lendo livros de autores que a gente gosta. Até na TV a gente aprende vendo programas com gente que se gosta.


   Mais importante que gostar de quem nos ensina é, no entanto, gostar de aprender. Sempre será aceito nos grupos, no meio, na sociedade, o indivíduo que está aberto ao aprendizado. Quem quer aprender sempre tem amigos, sempre consegue conversar, se enturmar, se divertir. Quem gosta de aprender e tem isso como objetivo constante, vive bem, vive melhor.


   Há diversas formas de aprender: ler, ouvir, praticar, observar. Tem gente que aprende com os próprios erros. Tem quem prefira aprender com os erros dos outros, o que é mais salutar. Já aquele que acha que já sabe tudo, e como temos visto desses por aí, esse não consegue aprender nada.


   Aristóteles, grande filósofo grego que viveu antes da era cristã, dizia que “é fazendo que se aprende a fazer aquilo que se deve aprender a fazer”. Complicado? Não. É só ler bem devagar, separar as palavras e juntar as ideias, que você aprende. Seja na frase do filósofo. Seja na vida.


   Afinal, para aprender é preciso ler a vida, e ler nas entrelinhas. Dizendo isso, lembro de mais uma citação e encerro com ela. Acho que foi Mario Quintana, poeta brasileiro, que escreveu um dia: O pior analfabeto é aquele que aprendeu a ler e não lê.



Disponível em: https://diariodosul.com.br/colunistas/ramires-linhares/aprendendo-37696

 Dado o excerto:

“A gente aprende com os amigos que a gente gosta.”

A oração subordinada contida no excerto é classificada como:
Alternativas
Q3891422 Português

Texto para a questão



Aprendendo


(Ramires Linhares)



   Sempre é tempo de aprender, até numa sexta-feira, com sol brilhando lá fora.


   O pensador alemão Johann Wolfgang von Goethe, falecido em 1832, teve boa parte de sua obra dedicada à educação e ao aprendizado. Deixou muitos escritos famosos sobre o tema, das coisas que ensinou e das coisas que aprendeu. Uma frase a ele atribuída traz consigo muita reflexão. Disse Goethe: “Em toda parte, só se aprende com quem se gosta”.


   Realmente, a gente aprende com quem gosta. Lembra dos tempos da escola? A gente sempre aprendia mais com a professora mais simpática, aquela que a gente mais gostava, não é?


   E assim, por toda a vida. A gente aprende primeiro com os pais, irmãos e familiares, porque são aqueles que a gente gosta. A gente aprende com os amigos que a gente gosta. A gente aprende lendo livros de autores que a gente gosta. Até na TV a gente aprende vendo programas com gente que se gosta.


   Mais importante que gostar de quem nos ensina é, no entanto, gostar de aprender. Sempre será aceito nos grupos, no meio, na sociedade, o indivíduo que está aberto ao aprendizado. Quem quer aprender sempre tem amigos, sempre consegue conversar, se enturmar, se divertir. Quem gosta de aprender e tem isso como objetivo constante, vive bem, vive melhor.


   Há diversas formas de aprender: ler, ouvir, praticar, observar. Tem gente que aprende com os próprios erros. Tem quem prefira aprender com os erros dos outros, o que é mais salutar. Já aquele que acha que já sabe tudo, e como temos visto desses por aí, esse não consegue aprender nada.


   Aristóteles, grande filósofo grego que viveu antes da era cristã, dizia que “é fazendo que se aprende a fazer aquilo que se deve aprender a fazer”. Complicado? Não. É só ler bem devagar, separar as palavras e juntar as ideias, que você aprende. Seja na frase do filósofo. Seja na vida.


   Afinal, para aprender é preciso ler a vida, e ler nas entrelinhas. Dizendo isso, lembro de mais uma citação e encerro com ela. Acho que foi Mario Quintana, poeta brasileiro, que escreveu um dia: O pior analfabeto é aquele que aprendeu a ler e não lê.



Disponível em: https://diariodosul.com.br/colunistas/ramires-linhares/aprendendo-37696

De acordo com o texto:
Alternativas
Q3891371 Português
“O texto é uma máquina preguiçosa que(1) exige que(2) os leitores façam a sua parte.” (Umberto Eco)

Considere as afirmativas a seguir, preenchendo as lacunas com 1 ou 2, de acordo com a identificação das palavras destacadas no pensamento apresentado. Em seguida, assinale a alternativa com a sequência correta.

- ___ introduz uma oração objetiva direta.
- ___ introduz uma oração de valor adjetivo.
- ___ é uma palavra de natureza pronominal.
- ___ é uma palavra de natureza conjuntiva.
- ___ exerce a função de sujeito.
Alternativas
Q3891368 Português
Assinale a alternativa que se apresenta totalmente correta em relação à ocorrência ou não de crase. 
Alternativas
Q3891367 Português
“A biografia dos poetas é revelada pelas palavras, pelos poemas que escrevem.” (Myriam Fraga)

Assinale a alternativa cujos elementos preenchem corretamente as lacunas a seguir, na mesma ordem, em relação à palavra destacada no período. “Trata-se de uma palavra de natureza ______________ que introduz uma oração de valor _____________ com o sentido de ______________ e que pode ser substituída adequadamente por ‘_________’.” 
Alternativas
Q3891363 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Montanha


Rachel de Queiroz


    Há homens do mar e homens do rio, homens da terra plana e homens da montanha, tão diversos uns dos outros como se fossem de raças diferentes. Nativa da praia e da catinga, confesso que, por mim, tenho medo de montanha. Tão altas, tão brutas, com suas rampas de pedra inacessíveis, e até a beleza dos vales lá embaixo é rodeada pela traição dos despenhadeiros.

    Não é a cidade, nem as fábricas, nem nenhuma das formas do progresso mecânico que mais me demonstram o atrevimento do homem; é a montanha. Está um homenzinho cá embaixo, na planície, munido apenas das suas duas pernas, e lá em cima vê torrear os monstros, ásperos e verdes, vê os precipícios temerosos, vê azular de encontro às nuvens os picos altíssimos. Pois se vai ele, abandonando a sua planura e a sua segurança, abrindo trilha no flanco do gigante, e escala as serras, e escolhe local de pouso e moradia, e desvenda os mistérios de entre os montes, e aceita como destino e meio de vida o eterno sobe e desce de ladeiras, e faz dos precipícios o seu cotidiano. E vive feliz, e atrai outros atrevidos para o seu lado – e quando se vê está constituído todo um povo de montanheses – fato, afinal, tão admirável quanto se de nossa espécie se constituísse de repente um povo de anfíbios...

    Vê-se, pois, que foi exagero euclidiano dizer que o sertanejo é que é antes de tudo um forte. Qual, o sertanejo é principalmente um sofredor. É o fatalista, que recebe como lhe caem por cima as pragas e as poucas bênçãos do destino; enquanto o montanhês é o agressivo, o domador da fera. O sertanejo foi se chegando aos poucos – cada dia, cada ano, caminhava mais uma légua, seguindo no rastro do boi; enquanto o candidato a montanhês teve necessariamente o seu momento de decisão, na hora em que se resolve a enfrentar o salto que o levará cá de baixo às altitudes da serra, e, através da trilha difícil que ele mesmo tem que construir, marcar o seu lugar numa riba de cordilheira, nele se empoleirar e de lá olhar o mundo como um vitorioso. 

    Isto não é um apólogo. Será quando muito um débil aviso de perigo. Durante anos e anos tivemos o domínio dos homens do planalto e não se deve confundir planalto com montanha; os do planalto só têm da montanha as vantagens, que é a altitude sem a aspereza de picos e morros. O planalto faz trabalhadores e aristocratas, não forja guerrilheiros. Depois subiram os do pampa, a planície por definição. Ficaram também muito tempo – tanto tempo que tem sido difícil desalojá-los, e para os contentar ainda foi preciso entregar-lhes um bom quinhão dos despojos. (...)


Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/9252/montanha. Acesso em: 28 de out. 2025.
Em relação ao seu tipo e gênero, o texto “Montanha” se enquadra como
Alternativas
Q3891362 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Montanha


Rachel de Queiroz


    Há homens do mar e homens do rio, homens da terra plana e homens da montanha, tão diversos uns dos outros como se fossem de raças diferentes. Nativa da praia e da catinga, confesso que, por mim, tenho medo de montanha. Tão altas, tão brutas, com suas rampas de pedra inacessíveis, e até a beleza dos vales lá embaixo é rodeada pela traição dos despenhadeiros.

    Não é a cidade, nem as fábricas, nem nenhuma das formas do progresso mecânico que mais me demonstram o atrevimento do homem; é a montanha. Está um homenzinho cá embaixo, na planície, munido apenas das suas duas pernas, e lá em cima vê torrear os monstros, ásperos e verdes, vê os precipícios temerosos, vê azular de encontro às nuvens os picos altíssimos. Pois se vai ele, abandonando a sua planura e a sua segurança, abrindo trilha no flanco do gigante, e escala as serras, e escolhe local de pouso e moradia, e desvenda os mistérios de entre os montes, e aceita como destino e meio de vida o eterno sobe e desce de ladeiras, e faz dos precipícios o seu cotidiano. E vive feliz, e atrai outros atrevidos para o seu lado – e quando se vê está constituído todo um povo de montanheses – fato, afinal, tão admirável quanto se de nossa espécie se constituísse de repente um povo de anfíbios...

    Vê-se, pois, que foi exagero euclidiano dizer que o sertanejo é que é antes de tudo um forte. Qual, o sertanejo é principalmente um sofredor. É o fatalista, que recebe como lhe caem por cima as pragas e as poucas bênçãos do destino; enquanto o montanhês é o agressivo, o domador da fera. O sertanejo foi se chegando aos poucos – cada dia, cada ano, caminhava mais uma légua, seguindo no rastro do boi; enquanto o candidato a montanhês teve necessariamente o seu momento de decisão, na hora em que se resolve a enfrentar o salto que o levará cá de baixo às altitudes da serra, e, através da trilha difícil que ele mesmo tem que construir, marcar o seu lugar numa riba de cordilheira, nele se empoleirar e de lá olhar o mundo como um vitorioso. 

    Isto não é um apólogo. Será quando muito um débil aviso de perigo. Durante anos e anos tivemos o domínio dos homens do planalto e não se deve confundir planalto com montanha; os do planalto só têm da montanha as vantagens, que é a altitude sem a aspereza de picos e morros. O planalto faz trabalhadores e aristocratas, não forja guerrilheiros. Depois subiram os do pampa, a planície por definição. Ficaram também muito tempo – tanto tempo que tem sido difícil desalojá-los, e para os contentar ainda foi preciso entregar-lhes um bom quinhão dos despojos. (...)


Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/9252/montanha. Acesso em: 28 de out. 2025.
Assinale a alternativa cuja afirmação condiz com o conteúdo apresentado no texto “Montanha”.
Alternativas
Q3891214 Português
Texto para responder à questão.


O que é cidadania


   Cidadania é o direito de ter uma ideia e poder expressá-la. É poder votar em quem quiser sem constrangimento. É processar um médico que cometa um erro. É devolver um produto estragado e receber o dinheiro de volta. É o direito de ser negro sem ser discriminado, de praticar uma religião sem ser perseguido. Há detalhes que parecem insignificantes, mas revelam estágios de cidadania: respeitar o sinal vermelho no trânsito, não jogar papel na rua, não destruir telefones públicos. Por trás desse comportamento, está o respeito à coisa pública. O direito de ter direitos é uma conquista da humanidade. Da mesma forma a anestesia, as vacinas, o computador, a máquina de lavar, a pasta de dente, o transplante de coração. Foi uma conquista dura. Muita gente lutou e morreu para que tivéssemos o direito de votar. E outros batalharam para você votar aos dezesseis anos. Lutou-se pela ideia de que todos os homens merecem a liberdade e de que todos são iguais diante da lei.

   Pessoas deram a vida combatendo a concepção de que o rei tudo podia porque tinha poderes divinos e aos outros cabia obedecer. No século XVIII a rebeldia a essa situação detonou a Revolução Francesa, um marco na história da liberdade do homem. Desde então, os direitos foram se alargando, se aprimorando, e a escravidão foi abolida. Alguém consegue hoje imaginar um país defendendo a importância dos escravos para a economia? Mas esse argumento foi usado durante muito tempo no Brasil. Os donos de terra alegavam que, sem escravos, o país sofreria uma catástrofe. Eles se achavam no direito de bater e até matar os escravos que fugissem. Nessa época, o voto era um privilégio: só podia votar quem tivesse dinheiro. E para se candidatar a deputado só com muita riqueza e terras. As mulheres, relegadas a segundo plano, passaram a poder votar, símbolo máximo da cidadania.

   Até há pouco tempo, justificava-se abertamente o direito do marido de bater na mulher e até de matá-la. Em 1948 surgiu a Declaração Universal dos Direitos do Homem, aprovada pela Organização das Nações Unidas (ONU), ainda na emoção da vitória contra forças totalitárias lideradas pelo nazismo, na Europa. Com essa declaração solidificou-se a visão de que, além da liberdade de votar, de não ser perseguido por suas convicções, o homem tinha direito a uma vida digna. É o direito ao bem-estar.


(DIMENSTEIN, Gilberto. O Cidadão de Papel. 5. ed. São Paulo: Ática, 1994. Adaptado.)
Os vocábulos destacados a seguir poderiam ser substituídos de acordo com a respectiva sugestão apresentada, EXCETO: 
Alternativas
Q3891213 Português
Texto para responder à questão.


O que é cidadania


   Cidadania é o direito de ter uma ideia e poder expressá-la. É poder votar em quem quiser sem constrangimento. É processar um médico que cometa um erro. É devolver um produto estragado e receber o dinheiro de volta. É o direito de ser negro sem ser discriminado, de praticar uma religião sem ser perseguido. Há detalhes que parecem insignificantes, mas revelam estágios de cidadania: respeitar o sinal vermelho no trânsito, não jogar papel na rua, não destruir telefones públicos. Por trás desse comportamento, está o respeito à coisa pública. O direito de ter direitos é uma conquista da humanidade. Da mesma forma a anestesia, as vacinas, o computador, a máquina de lavar, a pasta de dente, o transplante de coração. Foi uma conquista dura. Muita gente lutou e morreu para que tivéssemos o direito de votar. E outros batalharam para você votar aos dezesseis anos. Lutou-se pela ideia de que todos os homens merecem a liberdade e de que todos são iguais diante da lei.

   Pessoas deram a vida combatendo a concepção de que o rei tudo podia porque tinha poderes divinos e aos outros cabia obedecer. No século XVIII a rebeldia a essa situação detonou a Revolução Francesa, um marco na história da liberdade do homem. Desde então, os direitos foram se alargando, se aprimorando, e a escravidão foi abolida. Alguém consegue hoje imaginar um país defendendo a importância dos escravos para a economia? Mas esse argumento foi usado durante muito tempo no Brasil. Os donos de terra alegavam que, sem escravos, o país sofreria uma catástrofe. Eles se achavam no direito de bater e até matar os escravos que fugissem. Nessa época, o voto era um privilégio: só podia votar quem tivesse dinheiro. E para se candidatar a deputado só com muita riqueza e terras. As mulheres, relegadas a segundo plano, passaram a poder votar, símbolo máximo da cidadania.

   Até há pouco tempo, justificava-se abertamente o direito do marido de bater na mulher e até de matá-la. Em 1948 surgiu a Declaração Universal dos Direitos do Homem, aprovada pela Organização das Nações Unidas (ONU), ainda na emoção da vitória contra forças totalitárias lideradas pelo nazismo, na Europa. Com essa declaração solidificou-se a visão de que, além da liberdade de votar, de não ser perseguido por suas convicções, o homem tinha direito a uma vida digna. É o direito ao bem-estar.


(DIMENSTEIN, Gilberto. O Cidadão de Papel. 5. ed. São Paulo: Ática, 1994. Adaptado.)
Assinale a opção que apresenta a forma adequada de reescrita, considerando o trecho original: “Em 1948 surgiu a Declaração Universal dos Direitos do Homem, aprovada pela Organização das Nações Unidas (ONU), ainda na emoção da vitória contra forças totalitárias lideradas pelo nazismo, na Europa.” (3º§).
Alternativas
Q3891212 Português
Texto para responder à questão.


O que é cidadania


   Cidadania é o direito de ter uma ideia e poder expressá-la. É poder votar em quem quiser sem constrangimento. É processar um médico que cometa um erro. É devolver um produto estragado e receber o dinheiro de volta. É o direito de ser negro sem ser discriminado, de praticar uma religião sem ser perseguido. Há detalhes que parecem insignificantes, mas revelam estágios de cidadania: respeitar o sinal vermelho no trânsito, não jogar papel na rua, não destruir telefones públicos. Por trás desse comportamento, está o respeito à coisa pública. O direito de ter direitos é uma conquista da humanidade. Da mesma forma a anestesia, as vacinas, o computador, a máquina de lavar, a pasta de dente, o transplante de coração. Foi uma conquista dura. Muita gente lutou e morreu para que tivéssemos o direito de votar. E outros batalharam para você votar aos dezesseis anos. Lutou-se pela ideia de que todos os homens merecem a liberdade e de que todos são iguais diante da lei.

   Pessoas deram a vida combatendo a concepção de que o rei tudo podia porque tinha poderes divinos e aos outros cabia obedecer. No século XVIII a rebeldia a essa situação detonou a Revolução Francesa, um marco na história da liberdade do homem. Desde então, os direitos foram se alargando, se aprimorando, e a escravidão foi abolida. Alguém consegue hoje imaginar um país defendendo a importância dos escravos para a economia? Mas esse argumento foi usado durante muito tempo no Brasil. Os donos de terra alegavam que, sem escravos, o país sofreria uma catástrofe. Eles se achavam no direito de bater e até matar os escravos que fugissem. Nessa época, o voto era um privilégio: só podia votar quem tivesse dinheiro. E para se candidatar a deputado só com muita riqueza e terras. As mulheres, relegadas a segundo plano, passaram a poder votar, símbolo máximo da cidadania.

   Até há pouco tempo, justificava-se abertamente o direito do marido de bater na mulher e até de matá-la. Em 1948 surgiu a Declaração Universal dos Direitos do Homem, aprovada pela Organização das Nações Unidas (ONU), ainda na emoção da vitória contra forças totalitárias lideradas pelo nazismo, na Europa. Com essa declaração solidificou-se a visão de que, além da liberdade de votar, de não ser perseguido por suas convicções, o homem tinha direito a uma vida digna. É o direito ao bem-estar.


(DIMENSTEIN, Gilberto. O Cidadão de Papel. 5. ed. São Paulo: Ática, 1994. Adaptado.)
Dentre as opções a seguir, assinale aquela que exemplifica o mesmo tipo de texto apresentado em “O que é cidadania”.
Alternativas
Q3891211 Português
Texto para responder à questão.


O que é cidadania


   Cidadania é o direito de ter uma ideia e poder expressá-la. É poder votar em quem quiser sem constrangimento. É processar um médico que cometa um erro. É devolver um produto estragado e receber o dinheiro de volta. É o direito de ser negro sem ser discriminado, de praticar uma religião sem ser perseguido. Há detalhes que parecem insignificantes, mas revelam estágios de cidadania: respeitar o sinal vermelho no trânsito, não jogar papel na rua, não destruir telefones públicos. Por trás desse comportamento, está o respeito à coisa pública. O direito de ter direitos é uma conquista da humanidade. Da mesma forma a anestesia, as vacinas, o computador, a máquina de lavar, a pasta de dente, o transplante de coração. Foi uma conquista dura. Muita gente lutou e morreu para que tivéssemos o direito de votar. E outros batalharam para você votar aos dezesseis anos. Lutou-se pela ideia de que todos os homens merecem a liberdade e de que todos são iguais diante da lei.

   Pessoas deram a vida combatendo a concepção de que o rei tudo podia porque tinha poderes divinos e aos outros cabia obedecer. No século XVIII a rebeldia a essa situação detonou a Revolução Francesa, um marco na história da liberdade do homem. Desde então, os direitos foram se alargando, se aprimorando, e a escravidão foi abolida. Alguém consegue hoje imaginar um país defendendo a importância dos escravos para a economia? Mas esse argumento foi usado durante muito tempo no Brasil. Os donos de terra alegavam que, sem escravos, o país sofreria uma catástrofe. Eles se achavam no direito de bater e até matar os escravos que fugissem. Nessa época, o voto era um privilégio: só podia votar quem tivesse dinheiro. E para se candidatar a deputado só com muita riqueza e terras. As mulheres, relegadas a segundo plano, passaram a poder votar, símbolo máximo da cidadania.

   Até há pouco tempo, justificava-se abertamente o direito do marido de bater na mulher e até de matá-la. Em 1948 surgiu a Declaração Universal dos Direitos do Homem, aprovada pela Organização das Nações Unidas (ONU), ainda na emoção da vitória contra forças totalitárias lideradas pelo nazismo, na Europa. Com essa declaração solidificou-se a visão de que, além da liberdade de votar, de não ser perseguido por suas convicções, o homem tinha direito a uma vida digna. É o direito ao bem-estar.


(DIMENSTEIN, Gilberto. O Cidadão de Papel. 5. ed. São Paulo: Ática, 1994. Adaptado.)
A expressão destacada em “O direito de ter direitos é uma conquista da humanidade. Da mesma forma a anestesia, as vacinas, o computador, a máquina de lavar, a pasta de dente, o transplante de coração.” (1º§) expressa, no texto, uma ideia de:
Alternativas
Q3891210 Português
Texto para responder à questão.


O que é cidadania


   Cidadania é o direito de ter uma ideia e poder expressá-la. É poder votar em quem quiser sem constrangimento. É processar um médico que cometa um erro. É devolver um produto estragado e receber o dinheiro de volta. É o direito de ser negro sem ser discriminado, de praticar uma religião sem ser perseguido. Há detalhes que parecem insignificantes, mas revelam estágios de cidadania: respeitar o sinal vermelho no trânsito, não jogar papel na rua, não destruir telefones públicos. Por trás desse comportamento, está o respeito à coisa pública. O direito de ter direitos é uma conquista da humanidade. Da mesma forma a anestesia, as vacinas, o computador, a máquina de lavar, a pasta de dente, o transplante de coração. Foi uma conquista dura. Muita gente lutou e morreu para que tivéssemos o direito de votar. E outros batalharam para você votar aos dezesseis anos. Lutou-se pela ideia de que todos os homens merecem a liberdade e de que todos são iguais diante da lei.

   Pessoas deram a vida combatendo a concepção de que o rei tudo podia porque tinha poderes divinos e aos outros cabia obedecer. No século XVIII a rebeldia a essa situação detonou a Revolução Francesa, um marco na história da liberdade do homem. Desde então, os direitos foram se alargando, se aprimorando, e a escravidão foi abolida. Alguém consegue hoje imaginar um país defendendo a importância dos escravos para a economia? Mas esse argumento foi usado durante muito tempo no Brasil. Os donos de terra alegavam que, sem escravos, o país sofreria uma catástrofe. Eles se achavam no direito de bater e até matar os escravos que fugissem. Nessa época, o voto era um privilégio: só podia votar quem tivesse dinheiro. E para se candidatar a deputado só com muita riqueza e terras. As mulheres, relegadas a segundo plano, passaram a poder votar, símbolo máximo da cidadania.

   Até há pouco tempo, justificava-se abertamente o direito do marido de bater na mulher e até de matá-la. Em 1948 surgiu a Declaração Universal dos Direitos do Homem, aprovada pela Organização das Nações Unidas (ONU), ainda na emoção da vitória contra forças totalitárias lideradas pelo nazismo, na Europa. Com essa declaração solidificou-se a visão de que, além da liberdade de votar, de não ser perseguido por suas convicções, o homem tinha direito a uma vida digna. É o direito ao bem-estar.


(DIMENSTEIN, Gilberto. O Cidadão de Papel. 5. ed. São Paulo: Ática, 1994. Adaptado.)
Dentre os fragmentos a seguir, assinale a opção que NÃO apresenta sentido subjetivo em sua expressão.
Alternativas
Q3891209 Português
Texto para responder à questão.


O que é cidadania


   Cidadania é o direito de ter uma ideia e poder expressá-la. É poder votar em quem quiser sem constrangimento. É processar um médico que cometa um erro. É devolver um produto estragado e receber o dinheiro de volta. É o direito de ser negro sem ser discriminado, de praticar uma religião sem ser perseguido. Há detalhes que parecem insignificantes, mas revelam estágios de cidadania: respeitar o sinal vermelho no trânsito, não jogar papel na rua, não destruir telefones públicos. Por trás desse comportamento, está o respeito à coisa pública. O direito de ter direitos é uma conquista da humanidade. Da mesma forma a anestesia, as vacinas, o computador, a máquina de lavar, a pasta de dente, o transplante de coração. Foi uma conquista dura. Muita gente lutou e morreu para que tivéssemos o direito de votar. E outros batalharam para você votar aos dezesseis anos. Lutou-se pela ideia de que todos os homens merecem a liberdade e de que todos são iguais diante da lei.

   Pessoas deram a vida combatendo a concepção de que o rei tudo podia porque tinha poderes divinos e aos outros cabia obedecer. No século XVIII a rebeldia a essa situação detonou a Revolução Francesa, um marco na história da liberdade do homem. Desde então, os direitos foram se alargando, se aprimorando, e a escravidão foi abolida. Alguém consegue hoje imaginar um país defendendo a importância dos escravos para a economia? Mas esse argumento foi usado durante muito tempo no Brasil. Os donos de terra alegavam que, sem escravos, o país sofreria uma catástrofe. Eles se achavam no direito de bater e até matar os escravos que fugissem. Nessa época, o voto era um privilégio: só podia votar quem tivesse dinheiro. E para se candidatar a deputado só com muita riqueza e terras. As mulheres, relegadas a segundo plano, passaram a poder votar, símbolo máximo da cidadania.

   Até há pouco tempo, justificava-se abertamente o direito do marido de bater na mulher e até de matá-la. Em 1948 surgiu a Declaração Universal dos Direitos do Homem, aprovada pela Organização das Nações Unidas (ONU), ainda na emoção da vitória contra forças totalitárias lideradas pelo nazismo, na Europa. Com essa declaração solidificou-se a visão de que, além da liberdade de votar, de não ser perseguido por suas convicções, o homem tinha direito a uma vida digna. É o direito ao bem-estar.


(DIMENSTEIN, Gilberto. O Cidadão de Papel. 5. ed. São Paulo: Ática, 1994. Adaptado.)
“Há detalhes que parecem insignificantes, mas revelam estágios de cidadania: respeitar o sinal vermelho no trânsito, não jogar papel na rua, não destruir telefones públicos.” (1º§). O trecho anterior apresenta o emprego de um verbo impessoal, de acordo com as normas gramaticais. Acerca desse emprego, pode-se afirmar que:

I. Os verbos impessoais não admitem sujeito, sendo flexionados na terceira pessoa do singular.
II. Havendo locução verbal, o verbo impessoal exige que o auxiliar seja flexionado na terceira pessoa do singular.
III. Um exemplo de emprego do verbo impessoal, de acordo com a norma padrão, pode ser visto em: “Fazem impressionantes vinte anos que não o vejo.”

Está correto o que se afirma em
Alternativas
Q3891208 Português
Texto para responder à questão.


O que é cidadania


   Cidadania é o direito de ter uma ideia e poder expressá-la. É poder votar em quem quiser sem constrangimento. É processar um médico que cometa um erro. É devolver um produto estragado e receber o dinheiro de volta. É o direito de ser negro sem ser discriminado, de praticar uma religião sem ser perseguido. Há detalhes que parecem insignificantes, mas revelam estágios de cidadania: respeitar o sinal vermelho no trânsito, não jogar papel na rua, não destruir telefones públicos. Por trás desse comportamento, está o respeito à coisa pública. O direito de ter direitos é uma conquista da humanidade. Da mesma forma a anestesia, as vacinas, o computador, a máquina de lavar, a pasta de dente, o transplante de coração. Foi uma conquista dura. Muita gente lutou e morreu para que tivéssemos o direito de votar. E outros batalharam para você votar aos dezesseis anos. Lutou-se pela ideia de que todos os homens merecem a liberdade e de que todos são iguais diante da lei.

   Pessoas deram a vida combatendo a concepção de que o rei tudo podia porque tinha poderes divinos e aos outros cabia obedecer. No século XVIII a rebeldia a essa situação detonou a Revolução Francesa, um marco na história da liberdade do homem. Desde então, os direitos foram se alargando, se aprimorando, e a escravidão foi abolida. Alguém consegue hoje imaginar um país defendendo a importância dos escravos para a economia? Mas esse argumento foi usado durante muito tempo no Brasil. Os donos de terra alegavam que, sem escravos, o país sofreria uma catástrofe. Eles se achavam no direito de bater e até matar os escravos que fugissem. Nessa época, o voto era um privilégio: só podia votar quem tivesse dinheiro. E para se candidatar a deputado só com muita riqueza e terras. As mulheres, relegadas a segundo plano, passaram a poder votar, símbolo máximo da cidadania.

   Até há pouco tempo, justificava-se abertamente o direito do marido de bater na mulher e até de matá-la. Em 1948 surgiu a Declaração Universal dos Direitos do Homem, aprovada pela Organização das Nações Unidas (ONU), ainda na emoção da vitória contra forças totalitárias lideradas pelo nazismo, na Europa. Com essa declaração solidificou-se a visão de que, além da liberdade de votar, de não ser perseguido por suas convicções, o homem tinha direito a uma vida digna. É o direito ao bem-estar.


(DIMENSTEIN, Gilberto. O Cidadão de Papel. 5. ed. São Paulo: Ática, 1994. Adaptado.)
O emprego de figuras de linguagem muitas vezes funciona como estratégia persuasiva, contribuindo para que a argumentação seja construída. Um exemplo do expresso anteriormente pode ser identificado em: 
Alternativas
Q3891207 Português
Texto para responder à questão.


O que é cidadania


   Cidadania é o direito de ter uma ideia e poder expressá-la. É poder votar em quem quiser sem constrangimento. É processar um médico que cometa um erro. É devolver um produto estragado e receber o dinheiro de volta. É o direito de ser negro sem ser discriminado, de praticar uma religião sem ser perseguido. Há detalhes que parecem insignificantes, mas revelam estágios de cidadania: respeitar o sinal vermelho no trânsito, não jogar papel na rua, não destruir telefones públicos. Por trás desse comportamento, está o respeito à coisa pública. O direito de ter direitos é uma conquista da humanidade. Da mesma forma a anestesia, as vacinas, o computador, a máquina de lavar, a pasta de dente, o transplante de coração. Foi uma conquista dura. Muita gente lutou e morreu para que tivéssemos o direito de votar. E outros batalharam para você votar aos dezesseis anos. Lutou-se pela ideia de que todos os homens merecem a liberdade e de que todos são iguais diante da lei.

   Pessoas deram a vida combatendo a concepção de que o rei tudo podia porque tinha poderes divinos e aos outros cabia obedecer. No século XVIII a rebeldia a essa situação detonou a Revolução Francesa, um marco na história da liberdade do homem. Desde então, os direitos foram se alargando, se aprimorando, e a escravidão foi abolida. Alguém consegue hoje imaginar um país defendendo a importância dos escravos para a economia? Mas esse argumento foi usado durante muito tempo no Brasil. Os donos de terra alegavam que, sem escravos, o país sofreria uma catástrofe. Eles se achavam no direito de bater e até matar os escravos que fugissem. Nessa época, o voto era um privilégio: só podia votar quem tivesse dinheiro. E para se candidatar a deputado só com muita riqueza e terras. As mulheres, relegadas a segundo plano, passaram a poder votar, símbolo máximo da cidadania.

   Até há pouco tempo, justificava-se abertamente o direito do marido de bater na mulher e até de matá-la. Em 1948 surgiu a Declaração Universal dos Direitos do Homem, aprovada pela Organização das Nações Unidas (ONU), ainda na emoção da vitória contra forças totalitárias lideradas pelo nazismo, na Europa. Com essa declaração solidificou-se a visão de que, além da liberdade de votar, de não ser perseguido por suas convicções, o homem tinha direito a uma vida digna. É o direito ao bem-estar.


(DIMENSTEIN, Gilberto. O Cidadão de Papel. 5. ed. São Paulo: Ática, 1994. Adaptado.)
De acordo com o trecho: “É poder votar em quem quiser sem constrangimento. É processar um médico que cometa um erro. É devolver um produto estragado e receber o dinheiro de volta.” (1º§), pode-se afirmar que: 
Alternativas
Respostas
14741: B
14742: B
14743: A
14744: C
14745: B
14746: A
14747: B
14748: E
14749: D
14750: B
14751: E
14752: B
14753: A
14754: B
14755: C
14756: A
14757: D
14758: B
14759: C
14760: C