Questões de Concurso Comentadas sobre português

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Q3985490 Português
Ferdinand de Saussure definiu conceitos fundamentais para a delimitação da linguística enquanto ciência moderna e, entre eles, a separação entre língua, fala e linguagem tem lugar privilegiado. Como a linguística científica, na definição de Saussure, tem na língua seu objeto central, pois compreende que a língua é o elemento social, independente dos indivíduos e relativamente fixo, passível de se descrever enquanto sistema, a linguagem tende a emergir como conceito chave para compreender o próprio lugar deste objeto principal da ciência, então, em ascensão.
Por meio do corte entre língua e fala, Saussure insere uma nova perspectiva de observação científica na linguística e, por meio de sua teoria do valor linguístico, estabelece a possibilidade de compreender o funcionamento do sistema da língua. A linguagem em Saussure se torna, assim, um objeto de estudo multifacetado.

Vinicius Siqueira https://colunastortas.com.br/a-linguagem-ferdinand-de-saussure/
Segundo o texto, a relação entre língua, fala e linguagem está sintetizada em:
Alternativas
Q3985488 Português
Ferdinand de Saussure definiu conceitos fundamentais para a delimitação da linguística enquanto ciência moderna e, entre eles, a separação entre língua, fala e linguagem tem lugar privilegiado. Como a linguística científica, na definição de Saussure, tem na língua seu objeto central, pois compreende que a língua é o elemento social, independente dos indivíduos e relativamente fixo, passível de se descrever enquanto sistema, a linguagem tende a emergir como conceito chave para compreender o próprio lugar deste objeto principal da ciência, então, em ascensão.
Por meio do corte entre língua e fala, Saussure insere uma nova perspectiva de observação científica na linguística e, por meio de sua teoria do valor linguístico, estabelece a possibilidade de compreender o funcionamento do sistema da língua. A linguagem em Saussure se torna, assim, um objeto de estudo multifacetado.

Vinicius Siqueira https://colunastortas.com.br/a-linguagem-ferdinand-de-saussure/
Segundo o texto, a principal contribuição de Saussure para a linguística é a: 
Alternativas
Q3985416 Português

Texto 3


Língua


Esta língua é como um elástico

que espicharam pelo mundo.

No início era tensa,

de tão clássica.



Com o tempo, se foi amaciando,

foi-se tornando romântica,

incorporando os termos nativos

e amolecendo nas folhas de bananeira

as expressões mais sisudas.



Um elástico que já não se pode

mais trocar, de tão gasto;

nem se arrebenta mais, de tão forte.



Um elástico assim como é a vida

que nunca volta ao ponto de partida.



TELES, Gilberto Mendonça.

Disponível em: https://ciberduvidas.iscte

iul.pt/outros/antologia/lingua/2907.

Acesso em:16 set. 2025. 


No Texto 3, encontram-se trechos utilizados para caracterizar a língua portuguesa, em suas fases de mudança histórica.


Assinale a alternativa em que os dois trechos assumem essa caracterização e, ainda, marcam um valor de oposição entre si. 


Alternativas
Q3985415 Português

Texto 3


Língua


Esta língua é como um elástico

que espicharam pelo mundo.

No início era tensa,

de tão clássica.



Com o tempo, se foi amaciando,

foi-se tornando romântica,

incorporando os termos nativos

e amolecendo nas folhas de bananeira

as expressões mais sisudas.



Um elástico que já não se pode

mais trocar, de tão gasto;

nem se arrebenta mais, de tão forte.



Um elástico assim como é a vida

que nunca volta ao ponto de partida.



TELES, Gilberto Mendonça.

Disponível em: https://ciberduvidas.iscte

iul.pt/outros/antologia/lingua/2907.

Acesso em:16 set. 2025. 


O Texto 3 é um poema narrativo, com uma cronologia de eventos. No entanto, alguns de seus versos expressam tempo universal, indicando simultaneidade com todos os demais acontecimentos do poema.
Assinale a alternativa em que os pares de versos apresentam essa característica. 
Alternativas
Q3985414 Português
Texto 2

O carioquês e os paulistas


       Quem quer ser imediatamente identificado no Rio como paulistano fala em semáforo. Ou farol, como vulgarmente se diz em São Paulo. Lá, a designação que prevalece é sinal luminoso.

              E as diferenças estão longe de ficar nisso.

            Aqui, um simples encanador é convocado quando se trata de reparar vazamento ou infiltração; já no Rio, o profissional chamado é nada menos que um grandiloquente bombeiro. Os zeladores de edifício, como cá os denominamos, lá são os porteiros. No Rio não há manobristas de automóvel, pois no balneário os que exercem essas funções às portas dos restaurantes, teatros, hotéis e afins são chamados de manobreiros. Pivete é a tradução carioca dos nossos trombadinhas. Já os nossos guardadores lá são carinhosamente alcunhados de flanelinhas. E, com relação ao próprio estacionamento na rua junto à calçada, como se diz aqui, ou ao passeio, como se prefere no Rio, a manobra é feita da mesma maneira, mas lá se estaciona junto ao composto meio-fio, ao passo que aqui alinhamos o veículo a uma prosaica guia.


          E em caso de trombada, com danos à lataria? Em São Paulo, o jeito é procurar um funileiro, ao passo que no balneário o procurado deve ser um lanterneiro, ainda que um e outro nada tenham a ver com a fabricação de funis ou de lanternas.

        A paulistana carta de motorista no balneário vira carteira. Já a carteira de cigarros, lá vendida, aqui é um simples maço.

        Também é inútil procurar no Rio presunto para o lanche – ou para a merenda, como lá se chama. Deve-se pedir fiambre. Presunto fica restrito no balneário aos que partem desta para melhor, abandonados na rua indevidamente.


BRANCO, Frederico. Carioquês e paulistas. Jornal da Tarde, Rio de Janeiro, p.4, 8 jan.1992. Adaptado. 
No processo de variação, alguns pares de palavras são diferenciados principalmente por um processo morfológico de troca de sufixo.
Em que caso isso ocorre? 
Alternativas
Q3985413 Português
Texto 2

O carioquês e os paulistas


       Quem quer ser imediatamente identificado no Rio como paulistano fala em semáforo. Ou farol, como vulgarmente se diz em São Paulo. Lá, a designação que prevalece é sinal luminoso.

              E as diferenças estão longe de ficar nisso.

            Aqui, um simples encanador é convocado quando se trata de reparar vazamento ou infiltração; já no Rio, o profissional chamado é nada menos que um grandiloquente bombeiro. Os zeladores de edifício, como cá os denominamos, lá são os porteiros. No Rio não há manobristas de automóvel, pois no balneário os que exercem essas funções às portas dos restaurantes, teatros, hotéis e afins são chamados de manobreiros. Pivete é a tradução carioca dos nossos trombadinhas. Já os nossos guardadores lá são carinhosamente alcunhados de flanelinhas. E, com relação ao próprio estacionamento na rua junto à calçada, como se diz aqui, ou ao passeio, como se prefere no Rio, a manobra é feita da mesma maneira, mas lá se estaciona junto ao composto meio-fio, ao passo que aqui alinhamos o veículo a uma prosaica guia.


          E em caso de trombada, com danos à lataria? Em São Paulo, o jeito é procurar um funileiro, ao passo que no balneário o procurado deve ser um lanterneiro, ainda que um e outro nada tenham a ver com a fabricação de funis ou de lanternas.

        A paulistana carta de motorista no balneário vira carteira. Já a carteira de cigarros, lá vendida, aqui é um simples maço.

        Também é inútil procurar no Rio presunto para o lanche – ou para a merenda, como lá se chama. Deve-se pedir fiambre. Presunto fica restrito no balneário aos que partem desta para melhor, abandonados na rua indevidamente.


BRANCO, Frederico. Carioquês e paulistas. Jornal da Tarde, Rio de Janeiro, p.4, 8 jan.1992. Adaptado. 
O Texto 2 registra o fenômeno da variação linguística no português brasileiro. Essa variação se realiza no nível lexical e pelo fator regional porque 
Alternativas
Q3985412 Português
Texto 2

O carioquês e os paulistas


       Quem quer ser imediatamente identificado no Rio como paulistano fala em semáforo. Ou farol, como vulgarmente se diz em São Paulo. Lá, a designação que prevalece é sinal luminoso.

              E as diferenças estão longe de ficar nisso.

            Aqui, um simples encanador é convocado quando se trata de reparar vazamento ou infiltração; já no Rio, o profissional chamado é nada menos que um grandiloquente bombeiro. Os zeladores de edifício, como cá os denominamos, lá são os porteiros. No Rio não há manobristas de automóvel, pois no balneário os que exercem essas funções às portas dos restaurantes, teatros, hotéis e afins são chamados de manobreiros. Pivete é a tradução carioca dos nossos trombadinhas. Já os nossos guardadores lá são carinhosamente alcunhados de flanelinhas. E, com relação ao próprio estacionamento na rua junto à calçada, como se diz aqui, ou ao passeio, como se prefere no Rio, a manobra é feita da mesma maneira, mas lá se estaciona junto ao composto meio-fio, ao passo que aqui alinhamos o veículo a uma prosaica guia.


          E em caso de trombada, com danos à lataria? Em São Paulo, o jeito é procurar um funileiro, ao passo que no balneário o procurado deve ser um lanterneiro, ainda que um e outro nada tenham a ver com a fabricação de funis ou de lanternas.

        A paulistana carta de motorista no balneário vira carteira. Já a carteira de cigarros, lá vendida, aqui é um simples maço.

        Também é inútil procurar no Rio presunto para o lanche – ou para a merenda, como lá se chama. Deve-se pedir fiambre. Presunto fica restrito no balneário aos que partem desta para melhor, abandonados na rua indevidamente.


BRANCO, Frederico. Carioquês e paulistas. Jornal da Tarde, Rio de Janeiro, p.4, 8 jan.1992. Adaptado. 

O Texto 2 é uma crônica porque


Alternativas
Q3985411 Português
Você já parou para pensar no poder da língua portuguesa para a nossa comunicação? Nosso idioma é muito mais do que um conjunto de regras; ele carrega nossa história, nossas culturas e nossas formas de pensar o mundo. Nesta prova, você será convidado a ler textos que falam sobre variados aspectos do português e a refletir sobre como nossa língua se transforma, se adapta e nos conecta.


Texto 1


As palavras mais bonitas do português, segundo o criador do dicionário Aurélio

Em uma antiga entrevista, Aurélio Buarque de Holanda selecionou suas três favoritas dentre milhares de verbetes.


        “É um voo, uma coisa alada, de uma poesia imensa”. É assim que o lexicógrafo Aurélio Buarque de Holanda (1910-1989) descreveu a palavra “libélula”. Para o criador do dicionário que leva o seu nome, essa é uma das palavras mais bonitas da língua portuguesa.


        Holanda disse isso em uma entrevista de 1976, um ano após o lançamento do dicionário. O papo foi conduzido pelo jornalista Araken Távora para a TV Educação e, recentemente, foi resgatado em um post viral no Facebook. “A libélula é uma coisa tão grácil, tão cheia de poesia [...]”, comentou.


        Entre as suas favoritas, Aurélio também lembrou de “murucututu”, nome de uma espécie de coruja. “Cinco sílabas seguidas, todas terminadas em ‘u’. Me parece uma coisa maravilhosa”. Em seguida citou “alvorada” e a definiu como “uma clarinada de palavra”.


        Holanda, claro, destacou que a beleza das palavras é algo relativo. Mesmo aquelas consideradas sujas, como as que compõem o vocabulário escatológico, podem conter beleza. “Tudo é criação, tudo é uma prova da atividade humana. É uma prova desse trabalho da cabeça, daquilo que se diz da gíria com tanta graça: da cuca”, completa.


        Alagoano, Aurélio se formou em Direito, mas acabou sendo professor de Português e de Literatura. De 1961 até a sua morte, fez parte da Academia Brasileira de Letras.


        O dicionário que acabou sendo batizado com o seu nome foi lançado como Novo Dicionário da Língua Portuguesa. É um dos maiores fenômenos editoriais do Brasil, com 15 milhões de unidades vendidas. Em 2021, o escritor Cezar Motta publicou um livro sobre os (conturbados) bastidores da produção da obra.


       E, caso você esteja se perguntando graças ao sobrenome: sim, Aurélio e Chico Buarque de Holanda são parentes. Ele era primo de segundo grau do cantor.


RECH, Ramana. Disponível em: https://super.abril.com.br/cultura/as-palavras-mais-bonitas-do-portugues-segundo-o-criador do-dicionario-aurelio/. Acesso em: 15 set. 2025. Adaptado.


Glossário:
escatológico: relativo aos excrementos. 
Considerando o conteúdo temático e o veículo de publicação do Texto 1, qual é o seu contexto de circulação predominante?
Alternativas
Q3985410 Português
Você já parou para pensar no poder da língua portuguesa para a nossa comunicação? Nosso idioma é muito mais do que um conjunto de regras; ele carrega nossa história, nossas culturas e nossas formas de pensar o mundo. Nesta prova, você será convidado a ler textos que falam sobre variados aspectos do português e a refletir sobre como nossa língua se transforma, se adapta e nos conecta.


Texto 1


As palavras mais bonitas do português, segundo o criador do dicionário Aurélio

Em uma antiga entrevista, Aurélio Buarque de Holanda selecionou suas três favoritas dentre milhares de verbetes.


        “É um voo, uma coisa alada, de uma poesia imensa”. É assim que o lexicógrafo Aurélio Buarque de Holanda (1910-1989) descreveu a palavra “libélula”. Para o criador do dicionário que leva o seu nome, essa é uma das palavras mais bonitas da língua portuguesa.


        Holanda disse isso em uma entrevista de 1976, um ano após o lançamento do dicionário. O papo foi conduzido pelo jornalista Araken Távora para a TV Educação e, recentemente, foi resgatado em um post viral no Facebook. “A libélula é uma coisa tão grácil, tão cheia de poesia [...]”, comentou.


        Entre as suas favoritas, Aurélio também lembrou de “murucututu”, nome de uma espécie de coruja. “Cinco sílabas seguidas, todas terminadas em ‘u’. Me parece uma coisa maravilhosa”. Em seguida citou “alvorada” e a definiu como “uma clarinada de palavra”.


        Holanda, claro, destacou que a beleza das palavras é algo relativo. Mesmo aquelas consideradas sujas, como as que compõem o vocabulário escatológico, podem conter beleza. “Tudo é criação, tudo é uma prova da atividade humana. É uma prova desse trabalho da cabeça, daquilo que se diz da gíria com tanta graça: da cuca”, completa.


        Alagoano, Aurélio se formou em Direito, mas acabou sendo professor de Português e de Literatura. De 1961 até a sua morte, fez parte da Academia Brasileira de Letras.


        O dicionário que acabou sendo batizado com o seu nome foi lançado como Novo Dicionário da Língua Portuguesa. É um dos maiores fenômenos editoriais do Brasil, com 15 milhões de unidades vendidas. Em 2021, o escritor Cezar Motta publicou um livro sobre os (conturbados) bastidores da produção da obra.


       E, caso você esteja se perguntando graças ao sobrenome: sim, Aurélio e Chico Buarque de Holanda são parentes. Ele era primo de segundo grau do cantor.


RECH, Ramana. Disponível em: https://super.abril.com.br/cultura/as-palavras-mais-bonitas-do-portugues-segundo-o-criador do-dicionario-aurelio/. Acesso em: 15 set. 2025. Adaptado.


Glossário:
escatológico: relativo aos excrementos. 

A seguir, são transcritos alguns enunciados do Texto 1. Assinale aquele que expressa, de maneira inequívoca, uma opinião.



Alternativas
Q3985409 Português
Você já parou para pensar no poder da língua portuguesa para a nossa comunicação? Nosso idioma é muito mais do que um conjunto de regras; ele carrega nossa história, nossas culturas e nossas formas de pensar o mundo. Nesta prova, você será convidado a ler textos que falam sobre variados aspectos do português e a refletir sobre como nossa língua se transforma, se adapta e nos conecta.


Texto 1


As palavras mais bonitas do português, segundo o criador do dicionário Aurélio

Em uma antiga entrevista, Aurélio Buarque de Holanda selecionou suas três favoritas dentre milhares de verbetes.


        “É um voo, uma coisa alada, de uma poesia imensa”. É assim que o lexicógrafo Aurélio Buarque de Holanda (1910-1989) descreveu a palavra “libélula”. Para o criador do dicionário que leva o seu nome, essa é uma das palavras mais bonitas da língua portuguesa.


        Holanda disse isso em uma entrevista de 1976, um ano após o lançamento do dicionário. O papo foi conduzido pelo jornalista Araken Távora para a TV Educação e, recentemente, foi resgatado em um post viral no Facebook. “A libélula é uma coisa tão grácil, tão cheia de poesia [...]”, comentou.


        Entre as suas favoritas, Aurélio também lembrou de “murucututu”, nome de uma espécie de coruja. “Cinco sílabas seguidas, todas terminadas em ‘u’. Me parece uma coisa maravilhosa”. Em seguida citou “alvorada” e a definiu como “uma clarinada de palavra”.


        Holanda, claro, destacou que a beleza das palavras é algo relativo. Mesmo aquelas consideradas sujas, como as que compõem o vocabulário escatológico, podem conter beleza. “Tudo é criação, tudo é uma prova da atividade humana. É uma prova desse trabalho da cabeça, daquilo que se diz da gíria com tanta graça: da cuca”, completa.


        Alagoano, Aurélio se formou em Direito, mas acabou sendo professor de Português e de Literatura. De 1961 até a sua morte, fez parte da Academia Brasileira de Letras.


        O dicionário que acabou sendo batizado com o seu nome foi lançado como Novo Dicionário da Língua Portuguesa. É um dos maiores fenômenos editoriais do Brasil, com 15 milhões de unidades vendidas. Em 2021, o escritor Cezar Motta publicou um livro sobre os (conturbados) bastidores da produção da obra.


       E, caso você esteja se perguntando graças ao sobrenome: sim, Aurélio e Chico Buarque de Holanda são parentes. Ele era primo de segundo grau do cantor.


RECH, Ramana. Disponível em: https://super.abril.com.br/cultura/as-palavras-mais-bonitas-do-portugues-segundo-o-criador do-dicionario-aurelio/. Acesso em: 15 set. 2025. Adaptado.


Glossário:
escatológico: relativo aos excrementos. 
No quadro a seguir, qual alternativa registra CORRETAMENTE as finalidades principal e secundária do Texto 1?
Alternativas
Q3985408 Português
Você já parou para pensar no poder da língua portuguesa para a nossa comunicação? Nosso idioma é muito mais do que um conjunto de regras; ele carrega nossa história, nossas culturas e nossas formas de pensar o mundo. Nesta prova, você será convidado a ler textos que falam sobre variados aspectos do português e a refletir sobre como nossa língua se transforma, se adapta e nos conecta.


Texto 1


As palavras mais bonitas do português, segundo o criador do dicionário Aurélio

Em uma antiga entrevista, Aurélio Buarque de Holanda selecionou suas três favoritas dentre milhares de verbetes.


        “É um voo, uma coisa alada, de uma poesia imensa”. É assim que o lexicógrafo Aurélio Buarque de Holanda (1910-1989) descreveu a palavra “libélula”. Para o criador do dicionário que leva o seu nome, essa é uma das palavras mais bonitas da língua portuguesa.


        Holanda disse isso em uma entrevista de 1976, um ano após o lançamento do dicionário. O papo foi conduzido pelo jornalista Araken Távora para a TV Educação e, recentemente, foi resgatado em um post viral no Facebook. “A libélula é uma coisa tão grácil, tão cheia de poesia [...]”, comentou.


        Entre as suas favoritas, Aurélio também lembrou de “murucututu”, nome de uma espécie de coruja. “Cinco sílabas seguidas, todas terminadas em ‘u’. Me parece uma coisa maravilhosa”. Em seguida citou “alvorada” e a definiu como “uma clarinada de palavra”.


        Holanda, claro, destacou que a beleza das palavras é algo relativo. Mesmo aquelas consideradas sujas, como as que compõem o vocabulário escatológico, podem conter beleza. “Tudo é criação, tudo é uma prova da atividade humana. É uma prova desse trabalho da cabeça, daquilo que se diz da gíria com tanta graça: da cuca”, completa.


        Alagoano, Aurélio se formou em Direito, mas acabou sendo professor de Português e de Literatura. De 1961 até a sua morte, fez parte da Academia Brasileira de Letras.


        O dicionário que acabou sendo batizado com o seu nome foi lançado como Novo Dicionário da Língua Portuguesa. É um dos maiores fenômenos editoriais do Brasil, com 15 milhões de unidades vendidas. Em 2021, o escritor Cezar Motta publicou um livro sobre os (conturbados) bastidores da produção da obra.


       E, caso você esteja se perguntando graças ao sobrenome: sim, Aurélio e Chico Buarque de Holanda são parentes. Ele era primo de segundo grau do cantor.


RECH, Ramana. Disponível em: https://super.abril.com.br/cultura/as-palavras-mais-bonitas-do-portugues-segundo-o-criador do-dicionario-aurelio/. Acesso em: 15 set. 2025. Adaptado.


Glossário:
escatológico: relativo aos excrementos. 
A partir da leitura do Texto 1, assinale a alternativa CORRETA sobre as ideias que o compõem.
Alternativas
Q3985354 Português

Texto 2 



       Você sabia que a governança climática é um conceito fundamental para compreender nosso passado, presente e futuro? Ela nos desafia a estender nosso olhar, sobretudo, para as próximas gerações. O mergulho nesse tema nos ajuda a aterrissar na discussão e desvendar uma série de outros assuntos interligados como educação, democracia e cidadania climática.



        Para esclarecer essa “teia” tão importante quando pensamos em caminhos e soluções para privilegiar uma educação que promova a preservação do meio ambiente, o Lunetas convidou Paulo Moutinho, ecologista e cofundador do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM Amazônia), para uma conversa sobre governança climática. Moutinho é um dos poucos cientistas do Brasil que traz ativamente a pauta da participação da infância e juventude como peça-chave para alavancar a governança climática.




Lunetas – Por que a governança climática é fundamental para entendermos a cidadania climática, ambos conceitos ainda um pouco nebulosos até para ambientalistas?


Paulo Moutinho – Há uma fragmentação de informações e há também informações desencontradas sobre o debate histórico em volta da mudança do clima. Ao longo da história, acordos, decisões e arranjos de governança vêm sendo feitos com parte de informações científicas do processo. Isso é uma característica muito específica da Convenção do Clima da ONU, por exemplo. Você tem o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), grupo de cientistas que monitora as mudanças climáticas, suas implicações e riscos, e tem o pessoal tomando as decisões. Esse caminhar paralelo entre política e ciência é um dos grandes problemas, pois as informações e os resultados dessas decisões chegam na sociedade de uma maneira muito confusa. E, além de confusa, muito dinâmica também, porque é uma coisa que vai mudando rapidamente, e você não consegue acompanhar.



A governança climática nos provoca a pensar transparência e participação social nas decisões. Nesse sentido, você sempre traz a pauta da inclusão de crianças e adolescentes para o protagonismo decisório. Como essa inclusão pode se dar?


PM – Inclusão é fundamental, especialmente de crianças e adolescentes. Mas essa participação tem sido conseguida à força, porque, literalmente, não há nem o espaço tradicional, por exemplo, para povos indígenas ou para os movimentos ambientalistas. Então, aquilo que deveria ser inclusivo para preparar as próximas gerações para debater o problema de mudança do clima, a crise de biodiversidade, de direitos, por exemplo, não acontece. Se o assunto é muito complexo, ninguém (você, eu, as crianças, os jovens) vai conseguir contribuir a contento. Portanto, há o discurso “deixa com a gente, a gente entende e depois vamos achar a melhor opção”. Só que a realidade mostra que os líderes mundiais têm tomado as piores decisões até agora.




Em linhas gerais, afinal, o que significa cidadania climática na teoria e na prática? Como foram os caminhos e inquietações que te levaram a criar esse conceito?


PM – O que temos feito no IPAM é construir essa ideia de cidadania climática baseada na participação de grupos fundamentais, como crianças e adolescentes. Estamos há três décadas discutindo a questão climática e só temos insucessos no processo. Embora haja muita informação acumulada, temos uma crise enorme de oportunidades para acessar essas informações. A gente trabalha aumentando a quantidade de informações empilhadas em livros, mas sem mecanismos que permitam o acesso a essas informações de uma maneira inclusiva. E quem mais sofre com isso são as crianças e os jovens porque não há formatação para que eles tenham acesso. 



Disponível em: https://lunetas.com.br/paulo-moutinho/. Acesso em: 15 set. 2025. Excertos adaptados.

Levando em conta as ideias apresentadas e o propósito de sua produção, é CORRETO afirmar que o Texto 2 exerce uma função principalmente 
Alternativas
Q3985353 Português

Texto 2 



       Você sabia que a governança climática é um conceito fundamental para compreender nosso passado, presente e futuro? Ela nos desafia a estender nosso olhar, sobretudo, para as próximas gerações. O mergulho nesse tema nos ajuda a aterrissar na discussão e desvendar uma série de outros assuntos interligados como educação, democracia e cidadania climática.



        Para esclarecer essa “teia” tão importante quando pensamos em caminhos e soluções para privilegiar uma educação que promova a preservação do meio ambiente, o Lunetas convidou Paulo Moutinho, ecologista e cofundador do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM Amazônia), para uma conversa sobre governança climática. Moutinho é um dos poucos cientistas do Brasil que traz ativamente a pauta da participação da infância e juventude como peça-chave para alavancar a governança climática.




Lunetas – Por que a governança climática é fundamental para entendermos a cidadania climática, ambos conceitos ainda um pouco nebulosos até para ambientalistas?


Paulo Moutinho – Há uma fragmentação de informações e há também informações desencontradas sobre o debate histórico em volta da mudança do clima. Ao longo da história, acordos, decisões e arranjos de governança vêm sendo feitos com parte de informações científicas do processo. Isso é uma característica muito específica da Convenção do Clima da ONU, por exemplo. Você tem o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), grupo de cientistas que monitora as mudanças climáticas, suas implicações e riscos, e tem o pessoal tomando as decisões. Esse caminhar paralelo entre política e ciência é um dos grandes problemas, pois as informações e os resultados dessas decisões chegam na sociedade de uma maneira muito confusa. E, além de confusa, muito dinâmica também, porque é uma coisa que vai mudando rapidamente, e você não consegue acompanhar.



A governança climática nos provoca a pensar transparência e participação social nas decisões. Nesse sentido, você sempre traz a pauta da inclusão de crianças e adolescentes para o protagonismo decisório. Como essa inclusão pode se dar?


PM – Inclusão é fundamental, especialmente de crianças e adolescentes. Mas essa participação tem sido conseguida à força, porque, literalmente, não há nem o espaço tradicional, por exemplo, para povos indígenas ou para os movimentos ambientalistas. Então, aquilo que deveria ser inclusivo para preparar as próximas gerações para debater o problema de mudança do clima, a crise de biodiversidade, de direitos, por exemplo, não acontece. Se o assunto é muito complexo, ninguém (você, eu, as crianças, os jovens) vai conseguir contribuir a contento. Portanto, há o discurso “deixa com a gente, a gente entende e depois vamos achar a melhor opção”. Só que a realidade mostra que os líderes mundiais têm tomado as piores decisões até agora.




Em linhas gerais, afinal, o que significa cidadania climática na teoria e na prática? Como foram os caminhos e inquietações que te levaram a criar esse conceito?


PM – O que temos feito no IPAM é construir essa ideia de cidadania climática baseada na participação de grupos fundamentais, como crianças e adolescentes. Estamos há três décadas discutindo a questão climática e só temos insucessos no processo. Embora haja muita informação acumulada, temos uma crise enorme de oportunidades para acessar essas informações. A gente trabalha aumentando a quantidade de informações empilhadas em livros, mas sem mecanismos que permitam o acesso a essas informações de uma maneira inclusiva. E quem mais sofre com isso são as crianças e os jovens porque não há formatação para que eles tenham acesso. 



Disponível em: https://lunetas.com.br/paulo-moutinho/. Acesso em: 15 set. 2025. Excertos adaptados.

A seguir, são transcritos trechos do Texto 2, com alguns pares de palavras e/ou expressões grifadas. Assinale a alternativa em que o par grifado tem uma relação de sinonímia, isto é, de equivalência nesse texto. 
Alternativas
Q3985352 Português

Texto 2 



       Você sabia que a governança climática é um conceito fundamental para compreender nosso passado, presente e futuro? Ela nos desafia a estender nosso olhar, sobretudo, para as próximas gerações. O mergulho nesse tema nos ajuda a aterrissar na discussão e desvendar uma série de outros assuntos interligados como educação, democracia e cidadania climática.



        Para esclarecer essa “teia” tão importante quando pensamos em caminhos e soluções para privilegiar uma educação que promova a preservação do meio ambiente, o Lunetas convidou Paulo Moutinho, ecologista e cofundador do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM Amazônia), para uma conversa sobre governança climática. Moutinho é um dos poucos cientistas do Brasil que traz ativamente a pauta da participação da infância e juventude como peça-chave para alavancar a governança climática.




Lunetas – Por que a governança climática é fundamental para entendermos a cidadania climática, ambos conceitos ainda um pouco nebulosos até para ambientalistas?


Paulo Moutinho – Há uma fragmentação de informações e há também informações desencontradas sobre o debate histórico em volta da mudança do clima. Ao longo da história, acordos, decisões e arranjos de governança vêm sendo feitos com parte de informações científicas do processo. Isso é uma característica muito específica da Convenção do Clima da ONU, por exemplo. Você tem o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), grupo de cientistas que monitora as mudanças climáticas, suas implicações e riscos, e tem o pessoal tomando as decisões. Esse caminhar paralelo entre política e ciência é um dos grandes problemas, pois as informações e os resultados dessas decisões chegam na sociedade de uma maneira muito confusa. E, além de confusa, muito dinâmica também, porque é uma coisa que vai mudando rapidamente, e você não consegue acompanhar.



A governança climática nos provoca a pensar transparência e participação social nas decisões. Nesse sentido, você sempre traz a pauta da inclusão de crianças e adolescentes para o protagonismo decisório. Como essa inclusão pode se dar?


PM – Inclusão é fundamental, especialmente de crianças e adolescentes. Mas essa participação tem sido conseguida à força, porque, literalmente, não há nem o espaço tradicional, por exemplo, para povos indígenas ou para os movimentos ambientalistas. Então, aquilo que deveria ser inclusivo para preparar as próximas gerações para debater o problema de mudança do clima, a crise de biodiversidade, de direitos, por exemplo, não acontece. Se o assunto é muito complexo, ninguém (você, eu, as crianças, os jovens) vai conseguir contribuir a contento. Portanto, há o discurso “deixa com a gente, a gente entende e depois vamos achar a melhor opção”. Só que a realidade mostra que os líderes mundiais têm tomado as piores decisões até agora.




Em linhas gerais, afinal, o que significa cidadania climática na teoria e na prática? Como foram os caminhos e inquietações que te levaram a criar esse conceito?


PM – O que temos feito no IPAM é construir essa ideia de cidadania climática baseada na participação de grupos fundamentais, como crianças e adolescentes. Estamos há três décadas discutindo a questão climática e só temos insucessos no processo. Embora haja muita informação acumulada, temos uma crise enorme de oportunidades para acessar essas informações. A gente trabalha aumentando a quantidade de informações empilhadas em livros, mas sem mecanismos que permitam o acesso a essas informações de uma maneira inclusiva. E quem mais sofre com isso são as crianças e os jovens porque não há formatação para que eles tenham acesso. 



Disponível em: https://lunetas.com.br/paulo-moutinho/. Acesso em: 15 set. 2025. Excertos adaptados.

No início do Texto 2, é apresentado Paulo Moutinho, que será entrevistado pelo Portal Lunetas. Qual é o objetivo principal dessa apresentação? 
Alternativas
Q3985351 Português

Texto 2 



       Você sabia que a governança climática é um conceito fundamental para compreender nosso passado, presente e futuro? Ela nos desafia a estender nosso olhar, sobretudo, para as próximas gerações. O mergulho nesse tema nos ajuda a aterrissar na discussão e desvendar uma série de outros assuntos interligados como educação, democracia e cidadania climática.



        Para esclarecer essa “teia” tão importante quando pensamos em caminhos e soluções para privilegiar uma educação que promova a preservação do meio ambiente, o Lunetas convidou Paulo Moutinho, ecologista e cofundador do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM Amazônia), para uma conversa sobre governança climática. Moutinho é um dos poucos cientistas do Brasil que traz ativamente a pauta da participação da infância e juventude como peça-chave para alavancar a governança climática.




Lunetas – Por que a governança climática é fundamental para entendermos a cidadania climática, ambos conceitos ainda um pouco nebulosos até para ambientalistas?


Paulo Moutinho – Há uma fragmentação de informações e há também informações desencontradas sobre o debate histórico em volta da mudança do clima. Ao longo da história, acordos, decisões e arranjos de governança vêm sendo feitos com parte de informações científicas do processo. Isso é uma característica muito específica da Convenção do Clima da ONU, por exemplo. Você tem o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), grupo de cientistas que monitora as mudanças climáticas, suas implicações e riscos, e tem o pessoal tomando as decisões. Esse caminhar paralelo entre política e ciência é um dos grandes problemas, pois as informações e os resultados dessas decisões chegam na sociedade de uma maneira muito confusa. E, além de confusa, muito dinâmica também, porque é uma coisa que vai mudando rapidamente, e você não consegue acompanhar.



A governança climática nos provoca a pensar transparência e participação social nas decisões. Nesse sentido, você sempre traz a pauta da inclusão de crianças e adolescentes para o protagonismo decisório. Como essa inclusão pode se dar?


PM – Inclusão é fundamental, especialmente de crianças e adolescentes. Mas essa participação tem sido conseguida à força, porque, literalmente, não há nem o espaço tradicional, por exemplo, para povos indígenas ou para os movimentos ambientalistas. Então, aquilo que deveria ser inclusivo para preparar as próximas gerações para debater o problema de mudança do clima, a crise de biodiversidade, de direitos, por exemplo, não acontece. Se o assunto é muito complexo, ninguém (você, eu, as crianças, os jovens) vai conseguir contribuir a contento. Portanto, há o discurso “deixa com a gente, a gente entende e depois vamos achar a melhor opção”. Só que a realidade mostra que os líderes mundiais têm tomado as piores decisões até agora.




Em linhas gerais, afinal, o que significa cidadania climática na teoria e na prática? Como foram os caminhos e inquietações que te levaram a criar esse conceito?


PM – O que temos feito no IPAM é construir essa ideia de cidadania climática baseada na participação de grupos fundamentais, como crianças e adolescentes. Estamos há três décadas discutindo a questão climática e só temos insucessos no processo. Embora haja muita informação acumulada, temos uma crise enorme de oportunidades para acessar essas informações. A gente trabalha aumentando a quantidade de informações empilhadas em livros, mas sem mecanismos que permitam o acesso a essas informações de uma maneira inclusiva. E quem mais sofre com isso são as crianças e os jovens porque não há formatação para que eles tenham acesso. 



Disponível em: https://lunetas.com.br/paulo-moutinho/. Acesso em: 15 set. 2025. Excertos adaptados.

A partir da leitura do Texto 2, assinale a alternativa CORRETA a respeito das ideias e dos recursos que o compõem. 


Alternativas
Q3985167 Português

Tecnologia amplia papel das crianças como motores do conhecimento nas famílias

Por Jornal da USP


Estudo mostra como crianças nascidas após 2010 intensificaram a socialização do conhecimento com gerações anteriores, o que pode ser facilitado de acordo com a tecnologia, a escola e o tipo de interação entre pais e filhos


    Uma pesquisa feita na Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária (FEA) da USP investiga quais são os fatores que influenciam o processo de socialização reversa de famílias brasileiras. Tal socialização ocorre quando a criança cresce adquirindo mais conhecimento que seus pais, o que acaba por gerar neles o interesse em aprender com os filhos. O trabalho foi idealizado por Murilo Lima Araújo, com orientação do professor Andres Rodrigues Veloso, do Departamento de Administração.

     “[Para o desenvolvimento do trabalho] me baseei na teoria da socialização do consumidor e da socialização reversa, que é um fenômeno estudado desde os anos 1970. Então, discorri sobre essa socialização nas características cotidianas: no futebol, na alimentação, viagens, roupas, sustentabilidade e tecnologia”, declarou o pesquisador. De acordo com Araújo, nas últimas décadas, as crianças têm desempenhado um papel dentro do contexto familiar diferente do que acontecia nas gerações anteriores. Esse cenário ocorre em virtude das mudanças na sociedade atual, por exemplo, as políticas garantidoras de educação e a alteração do currículo escolar. Além disso, a acessibilidade à tecnologia, proteção contra trabalho infantil, proteção contra abusos físicos, diminuição da fertilidade da população e alteração de estilos parentais mais restritivos para mais abertos desempenham um papel importante na geração atual.

    Levando essas questões em consideração, o estudo focou a geração de indivíduos que nasceram a partir do ano de 2010, também denominada Geração Alfa, a qual possui um elevado potencial cognitivo (AV1), consequência de estarem sendo socializados em um ambiente com altos estímulos provocados pela revolução digital. “As gerações anteriores a essa [Alfa] tiveram menos oportunidade de estudo, nasceram no mundo analógico. E sabemos que isso impacta muito na comunicação das pessoas”, analisou.

     A metodologia utilizada para o desenvolvimento do projeto se deu em uma pesquisa qualitativa em duas etapas: foram coletados desenhos feitos por crianças de 7 a 11 anos em uma escola estadual, bem como a realização de entrevistas em profundidade com as famílias. Já a análise dos dados ocorreu por meio de triangulação de ambas as coletas. Dessa forma, os desenhos foram analisados, conforme a literatura pesquisada, e as entrevistas foram transcritas verbatim e codificadas por meio do software Atlas.ti.

    Dessa maneira, foi evidenciado que os fatores que facilitam a socialização reversa são: tecnologia, escola e estilo parental, isto é, a natureza da interação de pais e filhos. Com efeito, os resultados da pesquisa indicam que esse tipo de socialização é manifestado através do consumo de eletrônicos, consumo de roupas, atitudes pró-ambientais, atividade física, relações interpessoais e inteligência emocional.

     Segundo Costa, os achados de seu trabalho podem auxiliar na elaboração de ações educacionais para gerações mais velhas no intuito de diminuir as lacunas geracionais. “Como contribuição social, é interessante para gestores públicos pensar em estratégias de marketing político, para, de repente, utilizar a criança como socializadora no combate à obesidade”. Ademais, a sociedade, em geral, poderá refletir sobre a educação que está propiciando aos seus filhos e suas possíveis consequências positivas e negativas.


Adaptado de: https://jornal.usp.br/ciencias/cienciashumanas/tecnologia-amplia-papel-das-criancas-como-motores-doconhecimento-nas-familias/. Acesso em: 10 jun. 2025

Considerando o excerto a seguir, extraído do texto, analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta as corretas.


“[...] os achados de seu trabalho podem auxiliar na elaboração de ações educacionais para gerações mais velhas no intuito de diminuir as lacunas geracionais.”


I. A expressão “podem auxiliar” sugere possibilidade, não certeza, o que contribui para o tom precavido do texto.

II. A construção “para gerações mais velhas” indica que essas gerações são as responsáveis diretas pela elaboração das ações educacionais.

III. A forma “no intuito de diminuir” expressa finalidade, revelando o objetivo pretendido com as ações educacionais.

IV. A estrutura “na elaboração de ações educacionais” não admite interpretações diferentes quanto ao papel das gerações mais velhas.

Alternativas
Q3985164 Português

Tecnologia amplia papel das crianças como motores do conhecimento nas famílias

Por Jornal da USP


Estudo mostra como crianças nascidas após 2010 intensificaram a socialização do conhecimento com gerações anteriores, o que pode ser facilitado de acordo com a tecnologia, a escola e o tipo de interação entre pais e filhos


    Uma pesquisa feita na Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária (FEA) da USP investiga quais são os fatores que influenciam o processo de socialização reversa de famílias brasileiras. Tal socialização ocorre quando a criança cresce adquirindo mais conhecimento que seus pais, o que acaba por gerar neles o interesse em aprender com os filhos. O trabalho foi idealizado por Murilo Lima Araújo, com orientação do professor Andres Rodrigues Veloso, do Departamento de Administração.

     “[Para o desenvolvimento do trabalho] me baseei na teoria da socialização do consumidor e da socialização reversa, que é um fenômeno estudado desde os anos 1970. Então, discorri sobre essa socialização nas características cotidianas: no futebol, na alimentação, viagens, roupas, sustentabilidade e tecnologia”, declarou o pesquisador. De acordo com Araújo, nas últimas décadas, as crianças têm desempenhado um papel dentro do contexto familiar diferente do que acontecia nas gerações anteriores. Esse cenário ocorre em virtude das mudanças na sociedade atual, por exemplo, as políticas garantidoras de educação e a alteração do currículo escolar. Além disso, a acessibilidade à tecnologia, proteção contra trabalho infantil, proteção contra abusos físicos, diminuição da fertilidade da população e alteração de estilos parentais mais restritivos para mais abertos desempenham um papel importante na geração atual.

    Levando essas questões em consideração, o estudo focou a geração de indivíduos que nasceram a partir do ano de 2010, também denominada Geração Alfa, a qual possui um elevado potencial cognitivo (AV1), consequência de estarem sendo socializados em um ambiente com altos estímulos provocados pela revolução digital. “As gerações anteriores a essa [Alfa] tiveram menos oportunidade de estudo, nasceram no mundo analógico. E sabemos que isso impacta muito na comunicação das pessoas”, analisou.

     A metodologia utilizada para o desenvolvimento do projeto se deu em uma pesquisa qualitativa em duas etapas: foram coletados desenhos feitos por crianças de 7 a 11 anos em uma escola estadual, bem como a realização de entrevistas em profundidade com as famílias. Já a análise dos dados ocorreu por meio de triangulação de ambas as coletas. Dessa forma, os desenhos foram analisados, conforme a literatura pesquisada, e as entrevistas foram transcritas verbatim e codificadas por meio do software Atlas.ti.

    Dessa maneira, foi evidenciado que os fatores que facilitam a socialização reversa são: tecnologia, escola e estilo parental, isto é, a natureza da interação de pais e filhos. Com efeito, os resultados da pesquisa indicam que esse tipo de socialização é manifestado através do consumo de eletrônicos, consumo de roupas, atitudes pró-ambientais, atividade física, relações interpessoais e inteligência emocional.

     Segundo Costa, os achados de seu trabalho podem auxiliar na elaboração de ações educacionais para gerações mais velhas no intuito de diminuir as lacunas geracionais. “Como contribuição social, é interessante para gestores públicos pensar em estratégias de marketing político, para, de repente, utilizar a criança como socializadora no combate à obesidade”. Ademais, a sociedade, em geral, poderá refletir sobre a educação que está propiciando aos seus filhos e suas possíveis consequências positivas e negativas.


Adaptado de: https://jornal.usp.br/ciencias/cienciashumanas/tecnologia-amplia-papel-das-criancas-como-motores-doconhecimento-nas-familias/. Acesso em: 10 jun. 2025

Tomando como referência fragmentos adaptados do texto de apoio, assinale a alternativa redigida em conformidade com as normas de concordância verbal e de regência. 
Alternativas
Q3985163 Português

Tecnologia amplia papel das crianças como motores do conhecimento nas famílias

Por Jornal da USP


Estudo mostra como crianças nascidas após 2010 intensificaram a socialização do conhecimento com gerações anteriores, o que pode ser facilitado de acordo com a tecnologia, a escola e o tipo de interação entre pais e filhos


    Uma pesquisa feita na Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária (FEA) da USP investiga quais são os fatores que influenciam o processo de socialização reversa de famílias brasileiras. Tal socialização ocorre quando a criança cresce adquirindo mais conhecimento que seus pais, o que acaba por gerar neles o interesse em aprender com os filhos. O trabalho foi idealizado por Murilo Lima Araújo, com orientação do professor Andres Rodrigues Veloso, do Departamento de Administração.

     “[Para o desenvolvimento do trabalho] me baseei na teoria da socialização do consumidor e da socialização reversa, que é um fenômeno estudado desde os anos 1970. Então, discorri sobre essa socialização nas características cotidianas: no futebol, na alimentação, viagens, roupas, sustentabilidade e tecnologia”, declarou o pesquisador. De acordo com Araújo, nas últimas décadas, as crianças têm desempenhado um papel dentro do contexto familiar diferente do que acontecia nas gerações anteriores. Esse cenário ocorre em virtude das mudanças na sociedade atual, por exemplo, as políticas garantidoras de educação e a alteração do currículo escolar. Além disso, a acessibilidade à tecnologia, proteção contra trabalho infantil, proteção contra abusos físicos, diminuição da fertilidade da população e alteração de estilos parentais mais restritivos para mais abertos desempenham um papel importante na geração atual.

    Levando essas questões em consideração, o estudo focou a geração de indivíduos que nasceram a partir do ano de 2010, também denominada Geração Alfa, a qual possui um elevado potencial cognitivo (AV1), consequência de estarem sendo socializados em um ambiente com altos estímulos provocados pela revolução digital. “As gerações anteriores a essa [Alfa] tiveram menos oportunidade de estudo, nasceram no mundo analógico. E sabemos que isso impacta muito na comunicação das pessoas”, analisou.

     A metodologia utilizada para o desenvolvimento do projeto se deu em uma pesquisa qualitativa em duas etapas: foram coletados desenhos feitos por crianças de 7 a 11 anos em uma escola estadual, bem como a realização de entrevistas em profundidade com as famílias. Já a análise dos dados ocorreu por meio de triangulação de ambas as coletas. Dessa forma, os desenhos foram analisados, conforme a literatura pesquisada, e as entrevistas foram transcritas verbatim e codificadas por meio do software Atlas.ti.

    Dessa maneira, foi evidenciado que os fatores que facilitam a socialização reversa são: tecnologia, escola e estilo parental, isto é, a natureza da interação de pais e filhos. Com efeito, os resultados da pesquisa indicam que esse tipo de socialização é manifestado através do consumo de eletrônicos, consumo de roupas, atitudes pró-ambientais, atividade física, relações interpessoais e inteligência emocional.

     Segundo Costa, os achados de seu trabalho podem auxiliar na elaboração de ações educacionais para gerações mais velhas no intuito de diminuir as lacunas geracionais. “Como contribuição social, é interessante para gestores públicos pensar em estratégias de marketing político, para, de repente, utilizar a criança como socializadora no combate à obesidade”. Ademais, a sociedade, em geral, poderá refletir sobre a educação que está propiciando aos seus filhos e suas possíveis consequências positivas e negativas.


Adaptado de: https://jornal.usp.br/ciencias/cienciashumanas/tecnologia-amplia-papel-das-criancas-como-motores-doconhecimento-nas-familias/. Acesso em: 10 jun. 2025

Assinale a alternativa que preserva o sentido original do excerto: “[...] a sociedade, em geral, poderá refletir sobre a educação que está propiciando aos seus filhos [...]”. 
Alternativas
Q3985162 Português

Tecnologia amplia papel das crianças como motores do conhecimento nas famílias

Por Jornal da USP


Estudo mostra como crianças nascidas após 2010 intensificaram a socialização do conhecimento com gerações anteriores, o que pode ser facilitado de acordo com a tecnologia, a escola e o tipo de interação entre pais e filhos


    Uma pesquisa feita na Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária (FEA) da USP investiga quais são os fatores que influenciam o processo de socialização reversa de famílias brasileiras. Tal socialização ocorre quando a criança cresce adquirindo mais conhecimento que seus pais, o que acaba por gerar neles o interesse em aprender com os filhos. O trabalho foi idealizado por Murilo Lima Araújo, com orientação do professor Andres Rodrigues Veloso, do Departamento de Administração.

     “[Para o desenvolvimento do trabalho] me baseei na teoria da socialização do consumidor e da socialização reversa, que é um fenômeno estudado desde os anos 1970. Então, discorri sobre essa socialização nas características cotidianas: no futebol, na alimentação, viagens, roupas, sustentabilidade e tecnologia”, declarou o pesquisador. De acordo com Araújo, nas últimas décadas, as crianças têm desempenhado um papel dentro do contexto familiar diferente do que acontecia nas gerações anteriores. Esse cenário ocorre em virtude das mudanças na sociedade atual, por exemplo, as políticas garantidoras de educação e a alteração do currículo escolar. Além disso, a acessibilidade à tecnologia, proteção contra trabalho infantil, proteção contra abusos físicos, diminuição da fertilidade da população e alteração de estilos parentais mais restritivos para mais abertos desempenham um papel importante na geração atual.

    Levando essas questões em consideração, o estudo focou a geração de indivíduos que nasceram a partir do ano de 2010, também denominada Geração Alfa, a qual possui um elevado potencial cognitivo (AV1), consequência de estarem sendo socializados em um ambiente com altos estímulos provocados pela revolução digital. “As gerações anteriores a essa [Alfa] tiveram menos oportunidade de estudo, nasceram no mundo analógico. E sabemos que isso impacta muito na comunicação das pessoas”, analisou.

     A metodologia utilizada para o desenvolvimento do projeto se deu em uma pesquisa qualitativa em duas etapas: foram coletados desenhos feitos por crianças de 7 a 11 anos em uma escola estadual, bem como a realização de entrevistas em profundidade com as famílias. Já a análise dos dados ocorreu por meio de triangulação de ambas as coletas. Dessa forma, os desenhos foram analisados, conforme a literatura pesquisada, e as entrevistas foram transcritas verbatim e codificadas por meio do software Atlas.ti.

    Dessa maneira, foi evidenciado que os fatores que facilitam a socialização reversa são: tecnologia, escola e estilo parental, isto é, a natureza da interação de pais e filhos. Com efeito, os resultados da pesquisa indicam que esse tipo de socialização é manifestado através do consumo de eletrônicos, consumo de roupas, atitudes pró-ambientais, atividade física, relações interpessoais e inteligência emocional.

     Segundo Costa, os achados de seu trabalho podem auxiliar na elaboração de ações educacionais para gerações mais velhas no intuito de diminuir as lacunas geracionais. “Como contribuição social, é interessante para gestores públicos pensar em estratégias de marketing político, para, de repente, utilizar a criança como socializadora no combate à obesidade”. Ademais, a sociedade, em geral, poderá refletir sobre a educação que está propiciando aos seus filhos e suas possíveis consequências positivas e negativas.


Adaptado de: https://jornal.usp.br/ciencias/cienciashumanas/tecnologia-amplia-papel-das-criancas-como-motores-doconhecimento-nas-familias/. Acesso em: 10 jun. 2025

Considerando trechos adaptados do texto, assinale a alternativa cujas formas verbais atuam em conjunto para expressar uma ação em andamento.
Alternativas
Q3985161 Português

Tecnologia amplia papel das crianças como motores do conhecimento nas famílias

Por Jornal da USP


Estudo mostra como crianças nascidas após 2010 intensificaram a socialização do conhecimento com gerações anteriores, o que pode ser facilitado de acordo com a tecnologia, a escola e o tipo de interação entre pais e filhos


    Uma pesquisa feita na Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária (FEA) da USP investiga quais são os fatores que influenciam o processo de socialização reversa de famílias brasileiras. Tal socialização ocorre quando a criança cresce adquirindo mais conhecimento que seus pais, o que acaba por gerar neles o interesse em aprender com os filhos. O trabalho foi idealizado por Murilo Lima Araújo, com orientação do professor Andres Rodrigues Veloso, do Departamento de Administração.

     “[Para o desenvolvimento do trabalho] me baseei na teoria da socialização do consumidor e da socialização reversa, que é um fenômeno estudado desde os anos 1970. Então, discorri sobre essa socialização nas características cotidianas: no futebol, na alimentação, viagens, roupas, sustentabilidade e tecnologia”, declarou o pesquisador. De acordo com Araújo, nas últimas décadas, as crianças têm desempenhado um papel dentro do contexto familiar diferente do que acontecia nas gerações anteriores. Esse cenário ocorre em virtude das mudanças na sociedade atual, por exemplo, as políticas garantidoras de educação e a alteração do currículo escolar. Além disso, a acessibilidade à tecnologia, proteção contra trabalho infantil, proteção contra abusos físicos, diminuição da fertilidade da população e alteração de estilos parentais mais restritivos para mais abertos desempenham um papel importante na geração atual.

    Levando essas questões em consideração, o estudo focou a geração de indivíduos que nasceram a partir do ano de 2010, também denominada Geração Alfa, a qual possui um elevado potencial cognitivo (AV1), consequência de estarem sendo socializados em um ambiente com altos estímulos provocados pela revolução digital. “As gerações anteriores a essa [Alfa] tiveram menos oportunidade de estudo, nasceram no mundo analógico. E sabemos que isso impacta muito na comunicação das pessoas”, analisou.

     A metodologia utilizada para o desenvolvimento do projeto se deu em uma pesquisa qualitativa em duas etapas: foram coletados desenhos feitos por crianças de 7 a 11 anos em uma escola estadual, bem como a realização de entrevistas em profundidade com as famílias. Já a análise dos dados ocorreu por meio de triangulação de ambas as coletas. Dessa forma, os desenhos foram analisados, conforme a literatura pesquisada, e as entrevistas foram transcritas verbatim e codificadas por meio do software Atlas.ti.

    Dessa maneira, foi evidenciado que os fatores que facilitam a socialização reversa são: tecnologia, escola e estilo parental, isto é, a natureza da interação de pais e filhos. Com efeito, os resultados da pesquisa indicam que esse tipo de socialização é manifestado através do consumo de eletrônicos, consumo de roupas, atitudes pró-ambientais, atividade física, relações interpessoais e inteligência emocional.

     Segundo Costa, os achados de seu trabalho podem auxiliar na elaboração de ações educacionais para gerações mais velhas no intuito de diminuir as lacunas geracionais. “Como contribuição social, é interessante para gestores públicos pensar em estratégias de marketing político, para, de repente, utilizar a criança como socializadora no combate à obesidade”. Ademais, a sociedade, em geral, poderá refletir sobre a educação que está propiciando aos seus filhos e suas possíveis consequências positivas e negativas.


Adaptado de: https://jornal.usp.br/ciencias/cienciashumanas/tecnologia-amplia-papel-das-criancas-como-motores-doconhecimento-nas-familias/. Acesso em: 10 jun. 2025

Em relação aos termos em destaque, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Respostas
13761: C
13762: C
13763: B
13764: E
13765: C
13766: E
13767: E
13768: D
13769: A
13770: E
13771: C
13772: B
13773: B
13774: E
13775: A
13776: B
13777: A
13778: C
13779: B
13780: E