Questões de Concurso Comentadas sobre português

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Q4112670 Português
A luavezinha


Minha filha tem um adormecer difícil. Sempre imagina algo antes de dormir e me pede histórias. Certa noite, quis saber se o mundo inteiro dormia com ela. Disse-lhe que muitos fazem isso: procuram um sonho e o encontram no sono. A menina decidiu que queria ver a lua; as tradições antigas diziam que ela lamenta a perda da luz solar, e isso a encantou.

Deitada, pediu que eu soprasse um sonho para ela. Encostou a cabeça no meu peito e adormeceu. Sonhou que buscava a lua e que, ao alcançá-la, ambas se olhavam como quem se reconhece. Mas algo a assustou: a lua não tinha nome, apenas um brilho preso a um medo antigo. Ao ouvir o choro da menina, a lua também chorou, revelando que temia ser esquecida.

No sonho, choraram juntas, e uma pequena ave surgiu, feita de ecos da própria lua. A ave pediu que a menina cantasse para espantar o silêncio. A menina cantou, e a lua, aos poucos, recuperou sua luz. Era o canto mais lindo que alguém já ouvira em todo o universo. Então, libertou a ave que saíra dela mesma e que agora voava sobre a noite renovada.

Quando acordou, minha filha me contou que tinha visto a lua mais bonita do mundo. Disse que a canção que sonhara ainda ecoava dentro dela. Sorriu com a certeza simples das crianças: a de que algumas belezas só aparecem para quem as sonha primeiro.



COUTO, Mia. A luavezinha. Texto adaptado a partir de: COUTO, Mia. Contos do nascer da Terra. 1. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2014.
No trecho "Ao ouvir o choro da menina, a lua também chorou, revelando que temia ser esquecida.", o uso das duas vírgulas cumpre diferentes funções na organização do período. Assinale a alternativa que explica corretamente o valor sintático de cada uma delas.
Alternativas
Q4112667 Português
A luavezinha


Minha filha tem um adormecer difícil. Sempre imagina algo antes de dormir e me pede histórias. Certa noite, quis saber se o mundo inteiro dormia com ela. Disse-lhe que muitos fazem isso: procuram um sonho e o encontram no sono. A menina decidiu que queria ver a lua; as tradições antigas diziam que ela lamenta a perda da luz solar, e isso a encantou.

Deitada, pediu que eu soprasse um sonho para ela. Encostou a cabeça no meu peito e adormeceu. Sonhou que buscava a lua e que, ao alcançá-la, ambas se olhavam como quem se reconhece. Mas algo a assustou: a lua não tinha nome, apenas um brilho preso a um medo antigo. Ao ouvir o choro da menina, a lua também chorou, revelando que temia ser esquecida.

No sonho, choraram juntas, e uma pequena ave surgiu, feita de ecos da própria lua. A ave pediu que a menina cantasse para espantar o silêncio. A menina cantou, e a lua, aos poucos, recuperou sua luz. Era o canto mais lindo que alguém já ouvira em todo o universo. Então, libertou a ave que saíra dela mesma e que agora voava sobre a noite renovada.

Quando acordou, minha filha me contou que tinha visto a lua mais bonita do mundo. Disse que a canção que sonhara ainda ecoava dentro dela. Sorriu com a certeza simples das crianças: a de que algumas belezas só aparecem para quem as sonha primeiro.



COUTO, Mia. A luavezinha. Texto adaptado a partir de: COUTO, Mia. Contos do nascer da Terra. 1. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2014.
No trecho do texto "A luavezinha" − "Disse que a canção que sonhara ainda ecoava dentro dela" −, há duas orações subordinadas introduzidas pela conjunção "que". Com base na análise sintática e na relação entre as orações, assinale a alternativa que classifica corretamente cada uma delas.
Alternativas
Q4112608 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Relação conturbada



Embarco com muitas dúvidas. Não sei direito quem são essas pessoas que vou ver; sei seus nomes, de onde as conheço, e tenho uma imagem vaga de alguns deles, mas não sei como são nem como vou chegar até eles. Tudo que sei é que tenho oito horas e uma cadeira para pensar sobre isso.


Por oito horas o mundo se torna aquela poltrona. Você tenta se distrair, mas, no fim, é ela quem rouba sua atenção. Mesmo sentado, quase sem se mover, o corpo definha: a postura trava, o pescoço endurece, a espinha se desconcerta, os músculos enrijecem. De tempos em tempos você tenta esticar as pernas, preso num minúsculo cativeiro. Quem diria que ficar sentado cansa?


Desde que comecei a faculdade, tenho me habituado à fadiga da viagem, o estar aqui, ser de lá, pertencer a lugar algum. Três horas de ônibus já bastam para vilanizar a cadeira: vibração constante, nervos amortecidos, a memória chacoalhada. Perguntas se sentam e empedram: Devia voltar mais vezes? Devia ligar? Devia mudar?


Desta vez o ônibus é diferente; a viagem, mais longa; a cadeira, mais abusada. Estou indo para uma terra desconhecida ver gente que não vejo há uns seis, sete anos. Por pouco não falamos mais a mesma língua, mas ainda assim é família. Alguns caminhos são mais tortuosos que outros — e umas cadeiras, mais macias que outras. Mas não essa. Oito horas depois, me sinto carne moída. Não aguento mais ficar sentado.


Texto Adaptado



SALMAR, Ian. Relação conturbada. In: Portal de Livros Abertos da USP. São Paulo: Universidade de São Paulo, [s.d.]. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/1 512/1378/5380 . Acesso em: 16 nov. 2025. 

Sobre o uso das vírgulas no período "Você tenta se distrair, mas, no fim, é ela quem rouba sua atenção", é correto afirmar que:
Alternativas
Q4112306 Português
A luavezinha

Minha filha tem um adormecer difícil. Sempre imagina algo antes de dormir e me pede histórias. Certa noite, quis saber se o mundo inteiro dormia com ela. Disse-lhe que muitos fazem isso: procuram um sonho e o encontram no sono. A menina decidiu que queria ver a lua; as tradições antigas diziam que ela lamenta a perda da luz solar, e isso a encantou.

Deitada, pediu que eu soprasse um sonho para ela. Encostou a cabeça no meu peito e adormeceu. Sonhou que buscava a lua e que, ao alcançá-la, ambas se olhavam como quem se reconhece. Mas algo a assustou: a lua não tinha nome, apenas um brilho preso a um medo antigo. Ao ouvir o choro da menina, a lua também chorou, revelando que temia ser esquecida.

No sonho, choraram juntas, e uma pequena ave surgiu, feita de ecos da própria lua. A ave pediu que a menina cantasse para espantar o silêncio. A menina cantou, e a lua, aos poucos, recuperou sua luz. Era o canto mais lindo que alguém já ouvira em todo o universo. Então, libertou a ave que saíra dela mesma e que agora voava sobre a noite renovada.

Quando acordou, minha filha me contou que tinha visto a lua mais bonita do mundo. Disse que a canção que sonhara ainda ecoava dentro dela. Sorriu com a certeza simples das crianças: a de que algumas belezas só aparecem para quem as sonha primeiro.


COUTO, Mia. A luavezinha. Texto adaptado a partir de: COUTO, Mia. Contos do nascer da Terra. 1. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2014. 
No trecho "Quando acordou, minha filha me contou que tinha visto a lua mais bonita do mundo", o verbo "contar" é empregado com um uso típico da norma-padrão. Considerando a estrutura da oração, a transitividade verbal e a função sintática dos termos pode-se afirmar que esse verbo é:
Alternativas
Q4112303 Português
A luavezinha

Minha filha tem um adormecer difícil. Sempre imagina algo antes de dormir e me pede histórias. Certa noite, quis saber se o mundo inteiro dormia com ela. Disse-lhe que muitos fazem isso: procuram um sonho e o encontram no sono. A menina decidiu que queria ver a lua; as tradições antigas diziam que ela lamenta a perda da luz solar, e isso a encantou.

Deitada, pediu que eu soprasse um sonho para ela. Encostou a cabeça no meu peito e adormeceu. Sonhou que buscava a lua e que, ao alcançá-la, ambas se olhavam como quem se reconhece. Mas algo a assustou: a lua não tinha nome, apenas um brilho preso a um medo antigo. Ao ouvir o choro da menina, a lua também chorou, revelando que temia ser esquecida.

No sonho, choraram juntas, e uma pequena ave surgiu, feita de ecos da própria lua. A ave pediu que a menina cantasse para espantar o silêncio. A menina cantou, e a lua, aos poucos, recuperou sua luz. Era o canto mais lindo que alguém já ouvira em todo o universo. Então, libertou a ave que saíra dela mesma e que agora voava sobre a noite renovada.

Quando acordou, minha filha me contou que tinha visto a lua mais bonita do mundo. Disse que a canção que sonhara ainda ecoava dentro dela. Sorriu com a certeza simples das crianças: a de que algumas belezas só aparecem para quem as sonha primeiro.


COUTO, Mia. A luavezinha. Texto adaptado a partir de: COUTO, Mia. Contos do nascer da Terra. 1. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2014. 
No trecho "Sonhou que buscava a lua e que, ao alcançá-la, ambas se olhavam como quem se reconhece.", o vocábulo "lua" aparece precedido do artigo definido feminino "a". Apesar disso, não há uso do acento indicativo de crase antes desse termo. Com base nas regras de regência e crase da norma-padrão, assinale a alternativa que justifica corretamente a ausência do acento grave.
Alternativas
Q4112297 Português
A luavezinha

Minha filha tem um adormecer difícil. Sempre imagina algo antes de dormir e me pede histórias. Certa noite, quis saber se o mundo inteiro dormia com ela. Disse-lhe que muitos fazem isso: procuram um sonho e o encontram no sono. A menina decidiu que queria ver a lua; as tradições antigas diziam que ela lamenta a perda da luz solar, e isso a encantou.

Deitada, pediu que eu soprasse um sonho para ela. Encostou a cabeça no meu peito e adormeceu. Sonhou que buscava a lua e que, ao alcançá-la, ambas se olhavam como quem se reconhece. Mas algo a assustou: a lua não tinha nome, apenas um brilho preso a um medo antigo. Ao ouvir o choro da menina, a lua também chorou, revelando que temia ser esquecida.

No sonho, choraram juntas, e uma pequena ave surgiu, feita de ecos da própria lua. A ave pediu que a menina cantasse para espantar o silêncio. A menina cantou, e a lua, aos poucos, recuperou sua luz. Era o canto mais lindo que alguém já ouvira em todo o universo. Então, libertou a ave que saíra dela mesma e que agora voava sobre a noite renovada.

Quando acordou, minha filha me contou que tinha visto a lua mais bonita do mundo. Disse que a canção que sonhara ainda ecoava dentro dela. Sorriu com a certeza simples das crianças: a de que algumas belezas só aparecem para quem as sonha primeiro.


COUTO, Mia. A luavezinha. Texto adaptado a partir de: COUTO, Mia. Contos do nascer da Terra. 1. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2014. 
No trecho "Disse-lhe que muitos fazem isso: procuram um sonho e o encontram no sono.", avalie as afirmativas abaixo quanto ao uso do pronome "isso". Em seguida, assinale a alternativa correta, conforme os princípios da norma-padrão.
Alternativas
Q4112157 Português
Bisavó

Eu era recém-nascido, quando minha mãe me levou para casa, quem mais queria me ver era a minha bisavó, ela me pegou no colo e ficou me olhando por um longo tempo, depois ela foi para o seu quarto descansar, e aquele foi o único e último dia que nos vimos.


PEREIRA, Otávio Santos. Bisavó. In: Antologia de contos [recurso
eletrônico]. São Paulo: SME, 2019. Disponível em:
https://educacao.sme.prefeitura.sp.gov.br/wp-content/uploads/2019/12/
Livro_Antologia_Contos.pdf. Acesso em: 10 nov. 2025.
Com base nas regras de acentuação gráfica, assinale a alternativa que apresenta corretamente a classificação e a justificativa do acento nas palavras "bisavó" e "último". 
Alternativas
Q4112016 Português
Bisavó

Eu era recém-nascido, quando minha mãe me levou para casa, quem mais queria me ver era a minha bisavó, ela me pegou no colo e ficou me olhando por um longo tempo, depois ela foi para o seu quarto descansar, e aquele foi o único e último dia que nos vimos.


PEREIRA, Otávio Santos. Bisavó. In: Antologia de contos [recurso
eletrônico]. São Paulo: SME, 2019. Disponível em:
https://educacao.sme.prefeitura.sp.gov.br/wp-content/uploads/2019/12/
Livro_Antologia_Contos.pdf. Acesso em: 10 nov. 2025.
Com base no texto, assinale a alternativa que apresenta a interpretação adequada sobre a relação entre o narrador e sua bisavó: 
Alternativas
Q4112014 Português
Bisavó

Eu era recém-nascido, quando minha mãe me levou para casa, quem mais queria me ver era a minha bisavó, ela me pegou no colo e ficou me olhando por um longo tempo, depois ela foi para o seu quarto descansar, e aquele foi o único e último dia que nos vimos.


PEREIRA, Otávio Santos. Bisavó. In: Antologia de contos [recurso
eletrônico]. São Paulo: SME, 2019. Disponível em:
https://educacao.sme.prefeitura.sp.gov.br/wp-content/uploads/2019/12/
Livro_Antologia_Contos.pdf. Acesso em: 10 nov. 2025.
Considerando as regras atuais do uso do hífen, especialmente aquelas definidas pelo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, a grafia da palavra "recém-nascido", destacada no texto, está adequada ao padrão culto. Assinale a alternativa que justifica corretamente essa grafia. 
Alternativas
Q4112013 Português
Bisavó

Eu era recém-nascido, quando minha mãe me levou para casa, quem mais queria me ver era a minha bisavó, ela me pegou no colo e ficou me olhando por um longo tempo, depois ela foi para o seu quarto descansar, e aquele foi o único e último dia que nos vimos.


PEREIRA, Otávio Santos. Bisavó. In: Antologia de contos [recurso
eletrônico]. São Paulo: SME, 2019. Disponível em:
https://educacao.sme.prefeitura.sp.gov.br/wp-content/uploads/2019/12/
Livro_Antologia_Contos.pdf. Acesso em: 10 nov. 2025.
Com base na progressão dos fatos no texto, assinale a alternativa que apresenta a sequência mais coerente e completa das ações, considerando a ordem em que ocorreram e os sentidos sugeridos.
Alternativas
Q4112012 Português
Bisavó

Eu era recém-nascido, quando minha mãe me levou para casa, quem mais queria me ver era a minha bisavó, ela me pegou no colo e ficou me olhando por um longo tempo, depois ela foi para o seu quarto descansar, e aquele foi o único e último dia que nos vimos.


PEREIRA, Otávio Santos. Bisavó. In: Antologia de contos [recurso
eletrônico]. São Paulo: SME, 2019. Disponível em:
https://educacao.sme.prefeitura.sp.gov.br/wp-content/uploads/2019/12/
Livro_Antologia_Contos.pdf. Acesso em: 10 nov. 2025.

No trecho "ficou me olhando por um longo tempo", a escolha da expressão "longo tempo" contribui para a construção de qual sentido principal no texto. Nesse sentido, indique qual substituição mantém esse valor sem alterar o tom e a intenção do autor. 

Alternativas
Q4112011 Português
Bisavó

Eu era recém-nascido, quando minha mãe me levou para casa, quem mais queria me ver era a minha bisavó, ela me pegou no colo e ficou me olhando por um longo tempo, depois ela foi para o seu quarto descansar, e aquele foi o único e último dia que nos vimos.


PEREIRA, Otávio Santos. Bisavó. In: Antologia de contos [recurso
eletrônico]. São Paulo: SME, 2019. Disponível em:
https://educacao.sme.prefeitura.sp.gov.br/wp-content/uploads/2019/12/
Livro_Antologia_Contos.pdf. Acesso em: 10 nov. 2025.

Com base nas palavras do texto, analise as afirmativas a seguir:

I.Na palavra meu, há um ditongo decrescente, pois duas vogais estão na mesma sílaba, com a semivogal após a vogal.
II.A palavra quarto apresenta um dígrafo consonantal, pois as letras "qu" representam um único som.
III.Em descansar, ocorre um encontro consonantal separável, pois as consoantes "s" e "c" pertencem a sílabas diferentes.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4112010 Português
Tristeza nacional

Estava caminhando pela rua quando ouvi um homem gritar:

− Já é o quarto! Eles não vão fazer nada?!

Continuei a caminhar, vi um aglomerado de pessoas no bar da esquina.

− Foram 7!!

Fiquei apavorado, o que havia acontecido? Uma chacina?

Adentrei na multidão, fiquei paralisado, pessoas tomadas pela raiva e tristeza.

Foi dado o apito final, 7 x 1, realmente uma chacina em campo.


SANTOS, Ida Letícia Ferreira. Tristeza nacional. In: SÃO PAULO
(SP). Secretaria Municipal de Educação; Coordenadoria Pedagógica.
Antologia de contos do Ensino Fundamental. São Paulo:
SME/COPED, 2019. Disponível em:
https://educacao.sme.prefeitura.sp.gov.br/wp-content/uploads/2019/12/
Livro_Antologia_Contos.pdf . Acesso em: 16 nov. 2025.
Com base na ordem dos acontecimentos no texto, indique a alternativa que apresenta a sequência correta dos fatos vividos pelo narrador. 
Alternativas
Q4112009 Português
Tristeza nacional

Estava caminhando pela rua quando ouvi um homem gritar:

− Já é o quarto! Eles não vão fazer nada?!

Continuei a caminhar, vi um aglomerado de pessoas no bar da esquina.

− Foram 7!!

Fiquei apavorado, o que havia acontecido? Uma chacina?

Adentrei na multidão, fiquei paralisado, pessoas tomadas pela raiva e tristeza.

Foi dado o apito final, 7 x 1, realmente uma chacina em campo.


SANTOS, Ida Letícia Ferreira. Tristeza nacional. In: SÃO PAULO
(SP). Secretaria Municipal de Educação; Coordenadoria Pedagógica.
Antologia de contos do Ensino Fundamental. São Paulo:
SME/COPED, 2019. Disponível em:
https://educacao.sme.prefeitura.sp.gov.br/wp-content/uploads/2019/12/
Livro_Antologia_Contos.pdf . Acesso em: 16 nov. 2025.
A expressão "chacina em campo" empregada ao final do texto adquire um significado especial. Com base no contexto e no sentido figurado, é correto afirmar que essa expressão tem o efeito de: 
Alternativas
Q4112008 Português
Tristeza nacional

Estava caminhando pela rua quando ouvi um homem gritar:

− Já é o quarto! Eles não vão fazer nada?!

Continuei a caminhar, vi um aglomerado de pessoas no bar da esquina.

− Foram 7!!

Fiquei apavorado, o que havia acontecido? Uma chacina?

Adentrei na multidão, fiquei paralisado, pessoas tomadas pela raiva e tristeza.

Foi dado o apito final, 7 x 1, realmente uma chacina em campo.


SANTOS, Ida Letícia Ferreira. Tristeza nacional. In: SÃO PAULO
(SP). Secretaria Municipal de Educação; Coordenadoria Pedagógica.
Antologia de contos do Ensino Fundamental. São Paulo:
SME/COPED, 2019. Disponível em:
https://educacao.sme.prefeitura.sp.gov.br/wp-content/uploads/2019/12/
Livro_Antologia_Contos.pdf . Acesso em: 16 nov. 2025.
Com base no texto, assinale a alternativa que melhor explica como o autor criou a surpresa no final da história.
Alternativas
Q4112007 Português
Tristeza nacional

Estava caminhando pela rua quando ouvi um homem gritar:

− Já é o quarto! Eles não vão fazer nada?!

Continuei a caminhar, vi um aglomerado de pessoas no bar da esquina.

− Foram 7!!

Fiquei apavorado, o que havia acontecido? Uma chacina?

Adentrei na multidão, fiquei paralisado, pessoas tomadas pela raiva e tristeza.

Foi dado o apito final, 7 x 1, realmente uma chacina em campo.


SANTOS, Ida Letícia Ferreira. Tristeza nacional. In: SÃO PAULO
(SP). Secretaria Municipal de Educação; Coordenadoria Pedagógica.
Antologia de contos do Ensino Fundamental. São Paulo:
SME/COPED, 2019. Disponível em:
https://educacao.sme.prefeitura.sp.gov.br/wp-content/uploads/2019/12/
Livro_Antologia_Contos.pdf . Acesso em: 16 nov. 2025.
No trecho "Eles não vão fazer nada?!", a combinação dos sinais de pontuação no final da frase tem como principal efeito:
Alternativas
Q4111932 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Entrevista de emprego


Os ponteiros marcavam três e quinze. José Neto encarava a maçaneta à sua frente. Sentado numa poltrona estofada, balançava a perna; o suor lustrava-lhe a testa. Ajeitou-se na poltrona, sentindo o couro colar-lhe à pele. A sala parecia encolher enquanto sua ansiedade crescia.

Contornou o batente de madeira com o olhar e voltou à maçaneta imóvel. Deixou a pasta ao lado: dentro dela, o currículo que poderia decidir seus próximos meses e anos. Criava, por instantes, cenários de melhora de vida, mas a maçaneta seguia imóvel.

Mudou de posição várias vezes, tenso. Ajustou a camisa, ergueu o cinto e tentou respirar alguma confiança. Encarou novamente a maçaneta, certo de que abriria logo. Suspirou.

Então, a porta abriu. Dois homens saíram sorridentes, apertando mãos com a segurança de quem sabe o que diz. Um deles consultou o relógio, virou-se para o próximo candidato e disse: "Opa, João Neto? Então, aquele homem que acabou de sair nos agradou muito. Nada contra você... Boa sorte da próxima vez." Fechou a porta.

José Neto sentou-se de volta na poltrona, buscando conforto no estofamento de couro — desta vez, sem pressa de levantar.

Texto Adaptado

GONZAGA, Túlio. Entrevista de emprego. In: Portal de Livros Abertos da USP. São Paulo: Universidade de São Paulo, [s.d.]. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/1 512/1378/5380 . Acesso em: 16 nov. 2025.
O conto "Entrevista de emprego", de Túlio Gonzaga, apresenta uma estrutura marcada por progressão temporal e foco psicológico. Com base na classificação dos gêneros e tipos textuais segundo a tradição linguística e normativa, assinale a alternativa correta quanto à tipologia predominante e ao gênero textual do fragmento.
Alternativas
Q4111496 Português
Relação conturbada

Embarco com muitas dúvidas. Não sei direito quem são essas pessoas que vou ver; sei seus nomes, de onde as conheço, e tenho uma imagem vaga de alguns deles, mas não sei como são nem como vou chegar até eles. Tudo que sei é que tenho oito horas e uma cadeira para pensar sobre isso.

Por oito horas o mundo se torna aquela poltrona. Você tenta se distrair, mas, no fim, é ela quem rouba sua atenção. Mesmo sentado, quase sem se mover, o corpo definha: a postura trava, o pescoço endurece, a espinha se desconcerta, os músculos enrijecem. De tempos em tempos você tenta esticar as pernas, preso num minúsculo cativeiro. Quem diria que ficar sentado cansa?

Desde que comecei a faculdade, tenho me habituado à fadiga da viagem, o estar aqui, ser de lá, pertencer a lugar algum. Três horas de ônibus já bastam para vilanizar a cadeira: vibração constante, nervos amortecidos, a memória chacoalhada. Perguntas se sentam e empedram: Devia voltar mais vezes? Devia ligar? Devia mudar?

Desta vez o ônibus é diferente; a viagem, mais longa; a cadeira, mais abusada. Estou indo para uma terra desconhecida ver gente que não vejo há uns seis, sete anos. Por pouco não falamos mais a mesma língua, mas ainda assim é família. Alguns caminhos são mais tortuosos que outros — e umas cadeiras, mais macias que outras. Mas não essa. Oito horas depois, me sinto carne moída. Não aguento mais ficar sentado.

Texto Adaptado

SALMAR, Ian. Relação conturbada. In: Portal de Livros Abertos da USP. São Paulo: Universidade de São Paulo, [s.d.]. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/1 512/1378/5380 . Acesso em: 16 nov. 2025.
Leia o trecho extraído do texto "Relação conturbada", de Ian Salmar:
"Mesmo sentado, quase sem se mover, o corpo definha: a postura trava, o pescoço endurece, a espinha se desconcerta, os músculos enrijecem."
Com base na análise do fragmento acima e nos conceitos de linguagem denotativa e conotativa, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q4111495 Português
Relação conturbada

Embarco com muitas dúvidas. Não sei direito quem são essas pessoas que vou ver; sei seus nomes, de onde as conheço, e tenho uma imagem vaga de alguns deles, mas não sei como são nem como vou chegar até eles. Tudo que sei é que tenho oito horas e uma cadeira para pensar sobre isso.

Por oito horas o mundo se torna aquela poltrona. Você tenta se distrair, mas, no fim, é ela quem rouba sua atenção. Mesmo sentado, quase sem se mover, o corpo definha: a postura trava, o pescoço endurece, a espinha se desconcerta, os músculos enrijecem. De tempos em tempos você tenta esticar as pernas, preso num minúsculo cativeiro. Quem diria que ficar sentado cansa?

Desde que comecei a faculdade, tenho me habituado à fadiga da viagem, o estar aqui, ser de lá, pertencer a lugar algum. Três horas de ônibus já bastam para vilanizar a cadeira: vibração constante, nervos amortecidos, a memória chacoalhada. Perguntas se sentam e empedram: Devia voltar mais vezes? Devia ligar? Devia mudar?

Desta vez o ônibus é diferente; a viagem, mais longa; a cadeira, mais abusada. Estou indo para uma terra desconhecida ver gente que não vejo há uns seis, sete anos. Por pouco não falamos mais a mesma língua, mas ainda assim é família. Alguns caminhos são mais tortuosos que outros — e umas cadeiras, mais macias que outras. Mas não essa. Oito horas depois, me sinto carne moída. Não aguento mais ficar sentado.

Texto Adaptado

SALMAR, Ian. Relação conturbada. In: Portal de Livros Abertos da USP. São Paulo: Universidade de São Paulo, [s.d.]. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/1 512/1378/5380 . Acesso em: 16 nov. 2025.
No trecho extraído do texto "Relação conturbada", o narrador afirma: 
"Desde que comecei a faculdade, tenho me habituado à fadiga da viagem, o estar aqui, ser de lá, pertencer a lugar algum."
Considerando as regras normativas da Língua Portuguesa, analise o uso do acento indicativo de crase em "à fadiga da viagem" é correto afirmar que:
Alternativas
Q4111491 Português
Relação conturbada

Embarco com muitas dúvidas. Não sei direito quem são essas pessoas que vou ver; sei seus nomes, de onde as conheço, e tenho uma imagem vaga de alguns deles, mas não sei como são nem como vou chegar até eles. Tudo que sei é que tenho oito horas e uma cadeira para pensar sobre isso.

Por oito horas o mundo se torna aquela poltrona. Você tenta se distrair, mas, no fim, é ela quem rouba sua atenção. Mesmo sentado, quase sem se mover, o corpo definha: a postura trava, o pescoço endurece, a espinha se desconcerta, os músculos enrijecem. De tempos em tempos você tenta esticar as pernas, preso num minúsculo cativeiro. Quem diria que ficar sentado cansa?

Desde que comecei a faculdade, tenho me habituado à fadiga da viagem, o estar aqui, ser de lá, pertencer a lugar algum. Três horas de ônibus já bastam para vilanizar a cadeira: vibração constante, nervos amortecidos, a memória chacoalhada. Perguntas se sentam e empedram: Devia voltar mais vezes? Devia ligar? Devia mudar?

Desta vez o ônibus é diferente; a viagem, mais longa; a cadeira, mais abusada. Estou indo para uma terra desconhecida ver gente que não vejo há uns seis, sete anos. Por pouco não falamos mais a mesma língua, mas ainda assim é família. Alguns caminhos são mais tortuosos que outros — e umas cadeiras, mais macias que outras. Mas não essa. Oito horas depois, me sinto carne moída. Não aguento mais ficar sentado.

Texto Adaptado

SALMAR, Ian. Relação conturbada. In: Portal de Livros Abertos da USP. São Paulo: Universidade de São Paulo, [s.d.]. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/1 512/1378/5380 . Acesso em: 16 nov. 2025.
No contexto da frase "Quem diria que ficar sentado cansa?", a palavra "que" desempenha qual função morfossintática e pertence a qual classe gramatical?
Alternativas
Respostas
13301: C
13302: C
13303: C
13304: C
13305: A
13306: D
13307: B
13308: C
13309: D
13310: D
13311: A
13312: C
13313: C
13314: B
13315: C
13316: A
13317: A
13318: D
13319: B
13320: C