Questões de Concurso Comentadas sobre português

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Q4034670 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão. 


A velha


A velha um dia despirocou. Era como se uma sirene ambulatorial gritasse corredor adentro. Não se debruçava mais sobre os muros, janelas e balcões a colher as memórias sórdidas dos vizinhos e familiares.


Emudeceu oca e aquele olhar de ave de rapina que saltava curioso sobre o mundo a abandonou.


Era um corpo todo abandonado, como se o brilho da carne viva tivesse ganho a opacidade de um porco decapitado, daqueles abatidos e expostos nos açougues, e num silêncio-pânico daquela madrugada, algo lhe foi extorquido.


Desde a aparição do vírus na narrativa cotidiana, a velha ficou alerta. Observava tudo amedrontada. Era máscara na cara, os dedos ensopados de álcool e uma solidão corrosiva que havia se alojado como sua parceira de quarto.


Desassistida engolia a vida em atropelo: o café, a cápsula de antipsicótico, a bolacha Maria, tudo ingerido a contragosto. A resistência se via nos resíduos constantes entre os dentes que a velha puxava com os dedos, agoniada na tentativa de limpar.


Vivendo em cárcere privado, a velha não se lavava mais, não falava ao telefone e desistira do mundo que lhe privara de existir.


Assistia apática ao noticiário que calculava constantemente um cadáver a mais no número de mortos.


O calendário a engolia, arrancando-lhe as gramas, as dobras, as memórias de cinquenta anos atrás que ela recebia contrariada, e a casa agora era assombrada pelos defuntos do pai, do avô e da mãe que morrera quando completara a idade agora da filha. Todos a indagavam, pediam explicações, e ela, confusa, balbuciava respostas inaudíveis.


Não havendo mais o presente para lhe invadir os dias, o passado adentrava sua morada espaçoso. Os pássaros esbravejavam irritados desde que a velha desfalecera. No pote de alpiste vazio gotejava um pingo barrento que escorria da telha, e a velha não dormia, perturbada pelo berrante som da vida exterior. 


Era estranha esta sensação de estar trancada sem ao menos passar as chaves na porta. Do que adiantava a liberdade das frestas entreabertas se a morte caçava os aposentados nas calçadas, parques e botecos? 


BRISOLARA, Maria Isabel Teixeira. A velha. In: UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA. Pandemia em contos. Florianópolis: UFSC, 2023. Disponível em: https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/244169/Pandemi a_em_contos-Ebook-2fev23.pdf?sequence=1&isAllowed=y . Acesso em: 21 nov. 2025.

No trecho "Desde a aparição do vírus na narrativa cotidiana, a velha ficou alerta", a escolha lexical contribui para a construção da atmosfera do texto. Considerando o campo semântico, o sentido contextual e a relação entre os vocábulos, assinale a alternativa que apresenta a análise correta da significação da palavra "narrativa" nesse contexto.
Alternativas
Q4034669 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão. 


A velha


A velha um dia despirocou. Era como se uma sirene ambulatorial gritasse corredor adentro. Não se debruçava mais sobre os muros, janelas e balcões a colher as memórias sórdidas dos vizinhos e familiares.


Emudeceu oca e aquele olhar de ave de rapina que saltava curioso sobre o mundo a abandonou.


Era um corpo todo abandonado, como se o brilho da carne viva tivesse ganho a opacidade de um porco decapitado, daqueles abatidos e expostos nos açougues, e num silêncio-pânico daquela madrugada, algo lhe foi extorquido.


Desde a aparição do vírus na narrativa cotidiana, a velha ficou alerta. Observava tudo amedrontada. Era máscara na cara, os dedos ensopados de álcool e uma solidão corrosiva que havia se alojado como sua parceira de quarto.


Desassistida engolia a vida em atropelo: o café, a cápsula de antipsicótico, a bolacha Maria, tudo ingerido a contragosto. A resistência se via nos resíduos constantes entre os dentes que a velha puxava com os dedos, agoniada na tentativa de limpar.


Vivendo em cárcere privado, a velha não se lavava mais, não falava ao telefone e desistira do mundo que lhe privara de existir.


Assistia apática ao noticiário que calculava constantemente um cadáver a mais no número de mortos.


O calendário a engolia, arrancando-lhe as gramas, as dobras, as memórias de cinquenta anos atrás que ela recebia contrariada, e a casa agora era assombrada pelos defuntos do pai, do avô e da mãe que morrera quando completara a idade agora da filha. Todos a indagavam, pediam explicações, e ela, confusa, balbuciava respostas inaudíveis.


Não havendo mais o presente para lhe invadir os dias, o passado adentrava sua morada espaçoso. Os pássaros esbravejavam irritados desde que a velha desfalecera. No pote de alpiste vazio gotejava um pingo barrento que escorria da telha, e a velha não dormia, perturbada pelo berrante som da vida exterior. 


Era estranha esta sensação de estar trancada sem ao menos passar as chaves na porta. Do que adiantava a liberdade das frestas entreabertas se a morte caçava os aposentados nas calçadas, parques e botecos? 


BRISOLARA, Maria Isabel Teixeira. A velha. In: UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA. Pandemia em contos. Florianópolis: UFSC, 2023. Disponível em: https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/244169/Pandemi a_em_contos-Ebook-2fev23.pdf?sequence=1&isAllowed=y . Acesso em: 21 nov. 2025.

Assinale a alternativa cuja palavra em destaque foi acentuada pela mesma regra que a palavra "resíduos" em "A resistência se via nos resíduos constantes entre os dentes que a velha puxava com os dedos, agoniada na tentativa de limpar".
Alternativas
Q4034668 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão. 


A velha


A velha um dia despirocou. Era como se uma sirene ambulatorial gritasse corredor adentro. Não se debruçava mais sobre os muros, janelas e balcões a colher as memórias sórdidas dos vizinhos e familiares.


Emudeceu oca e aquele olhar de ave de rapina que saltava curioso sobre o mundo a abandonou.


Era um corpo todo abandonado, como se o brilho da carne viva tivesse ganho a opacidade de um porco decapitado, daqueles abatidos e expostos nos açougues, e num silêncio-pânico daquela madrugada, algo lhe foi extorquido.


Desde a aparição do vírus na narrativa cotidiana, a velha ficou alerta. Observava tudo amedrontada. Era máscara na cara, os dedos ensopados de álcool e uma solidão corrosiva que havia se alojado como sua parceira de quarto.


Desassistida engolia a vida em atropelo: o café, a cápsula de antipsicótico, a bolacha Maria, tudo ingerido a contragosto. A resistência se via nos resíduos constantes entre os dentes que a velha puxava com os dedos, agoniada na tentativa de limpar.


Vivendo em cárcere privado, a velha não se lavava mais, não falava ao telefone e desistira do mundo que lhe privara de existir.


Assistia apática ao noticiário que calculava constantemente um cadáver a mais no número de mortos.


O calendário a engolia, arrancando-lhe as gramas, as dobras, as memórias de cinquenta anos atrás que ela recebia contrariada, e a casa agora era assombrada pelos defuntos do pai, do avô e da mãe que morrera quando completara a idade agora da filha. Todos a indagavam, pediam explicações, e ela, confusa, balbuciava respostas inaudíveis.


Não havendo mais o presente para lhe invadir os dias, o passado adentrava sua morada espaçoso. Os pássaros esbravejavam irritados desde que a velha desfalecera. No pote de alpiste vazio gotejava um pingo barrento que escorria da telha, e a velha não dormia, perturbada pelo berrante som da vida exterior. 


Era estranha esta sensação de estar trancada sem ao menos passar as chaves na porta. Do que adiantava a liberdade das frestas entreabertas se a morte caçava os aposentados nas calçadas, parques e botecos? 


BRISOLARA, Maria Isabel Teixeira. A velha. In: UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA. Pandemia em contos. Florianópolis: UFSC, 2023. Disponível em: https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/244169/Pandemi a_em_contos-Ebook-2fev23.pdf?sequence=1&isAllowed=y . Acesso em: 21 nov. 2025.

Na frase "Era máscara na cara, os dedos ensopados de álcool e uma solidão corrosiva que havia se alojado como sua parceira de quarto", os termos "que" e "se" exercem funções morfossintáticas distintas. Com base na norma-padrão da gramática da Língua Portuguesa, assinale a alternativa que apresenta a classificação correta desses termos.
Alternativas
Q4034667 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão. 


A velha


A velha um dia despirocou. Era como se uma sirene ambulatorial gritasse corredor adentro. Não se debruçava mais sobre os muros, janelas e balcões a colher as memórias sórdidas dos vizinhos e familiares.


Emudeceu oca e aquele olhar de ave de rapina que saltava curioso sobre o mundo a abandonou.


Era um corpo todo abandonado, como se o brilho da carne viva tivesse ganho a opacidade de um porco decapitado, daqueles abatidos e expostos nos açougues, e num silêncio-pânico daquela madrugada, algo lhe foi extorquido.


Desde a aparição do vírus na narrativa cotidiana, a velha ficou alerta. Observava tudo amedrontada. Era máscara na cara, os dedos ensopados de álcool e uma solidão corrosiva que havia se alojado como sua parceira de quarto.


Desassistida engolia a vida em atropelo: o café, a cápsula de antipsicótico, a bolacha Maria, tudo ingerido a contragosto. A resistência se via nos resíduos constantes entre os dentes que a velha puxava com os dedos, agoniada na tentativa de limpar.


Vivendo em cárcere privado, a velha não se lavava mais, não falava ao telefone e desistira do mundo que lhe privara de existir.


Assistia apática ao noticiário que calculava constantemente um cadáver a mais no número de mortos.


O calendário a engolia, arrancando-lhe as gramas, as dobras, as memórias de cinquenta anos atrás que ela recebia contrariada, e a casa agora era assombrada pelos defuntos do pai, do avô e da mãe que morrera quando completara a idade agora da filha. Todos a indagavam, pediam explicações, e ela, confusa, balbuciava respostas inaudíveis.


Não havendo mais o presente para lhe invadir os dias, o passado adentrava sua morada espaçoso. Os pássaros esbravejavam irritados desde que a velha desfalecera. No pote de alpiste vazio gotejava um pingo barrento que escorria da telha, e a velha não dormia, perturbada pelo berrante som da vida exterior. 


Era estranha esta sensação de estar trancada sem ao menos passar as chaves na porta. Do que adiantava a liberdade das frestas entreabertas se a morte caçava os aposentados nas calçadas, parques e botecos? 


BRISOLARA, Maria Isabel Teixeira. A velha. In: UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA. Pandemia em contos. Florianópolis: UFSC, 2023. Disponível em: https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/244169/Pandemi a_em_contos-Ebook-2fev23.pdf?sequence=1&isAllowed=y . Acesso em: 21 nov. 2025.

A construção narrativa do texto "A velha" transcende a descrição de uma experiência individual e propõe uma crítica simbólica a transformações sociais profundas. Nesse contexto, assinale a alternativa que expressa a mensagem central da narrativa.
Alternativas
Q4034626 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão. 


A velha


A velha um dia despirocou. Era como se uma sirene ambulatorial gritasse corredor adentro. Não se debruçava mais sobre os muros, janelas e balcões a colher as memórias sórdidas dos vizinhos e familiares.


Emudeceu oca e aquele olhar de ave de rapina que saltava curioso sobre o mundo a abandonou.


Era um corpo todo abandonado, como se o brilho da carne viva tivesse ganho a opacidade de um porco decapitado, daqueles abatidos e expostos nos açougues, e num silêncio-pânico daquela madrugada, algo lhe foi extorquido.


Desde a aparição do vírus na narrativa cotidiana, a velha ficou alerta. Observava tudo amedrontada. Era máscara na cara, os dedos ensopados de álcool e uma solidão corrosiva que havia se alojado como sua parceira de quarto.


Desassistida engolia a vida em atropelo: o café, a cápsula de antipsicótico, a bolacha Maria, tudo ingerido a contragosto. A resistência se via nos resíduos constantes entre os dentes que a velha puxava com os dedos, agoniada na tentativa de limpar.


Vivendo em cárcere privado, a velha não se lavava mais, não falava ao telefone e desistira do mundo que lhe privara de existir.


Assistia apática ao noticiário que calculava constantemente um cadáver a mais no número de mortos.


O calendário a engolia, arrancando-lhe as gramas, as dobras, as memórias de cinquenta anos atrás que ela recebia contrariada, e a casa agora era assombrada pelos defuntos do pai, do avô e da mãe que morrera quando completara a idade agora da filha. Todos a indagavam, pediam explicações, e ela, confusa, balbuciava respostas inaudíveis.


Não havendo mais o presente para lhe invadir os dias, o passado adentrava sua morada espaçoso. Os pássaros esbravejavam irritados desde que a velha desfalecera. No pote de alpiste vazio gotejava um pingo barrento que escorria da telha, e a velha não dormia, perturbada pelo berrante som da vida exterior. 


Era estranha esta sensação de estar trancada sem ao menos passar as chaves na porta. Do que adiantava a liberdade das frestas entreabertas se a morte caçava os aposentados nas calçadas, parques e botecos? 


BRISOLARA, Maria Isabel Teixeira. A velha. In: UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA. Pandemia em contos. Florianópolis: UFSC, 2023. Disponível em: https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/244169/Pandemi a_em_contos-Ebook-2fev23.pdf?sequence=1&isAllowed=y . Acesso em: 21 nov. 2025.

A construção narrativa do texto "A velha" transcende a descrição de uma experiência individual e propõe uma crítica simbólica a transformações sociais profundas. Nesse contexto, assinale a alternativa que expressa a mensagem central da narrativa.
Alternativas
Q4034625 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão. 


A velha


A velha um dia despirocou. Era como se uma sirene ambulatorial gritasse corredor adentro. Não se debruçava mais sobre os muros, janelas e balcões a colher as memórias sórdidas dos vizinhos e familiares.


Emudeceu oca e aquele olhar de ave de rapina que saltava curioso sobre o mundo a abandonou.


Era um corpo todo abandonado, como se o brilho da carne viva tivesse ganho a opacidade de um porco decapitado, daqueles abatidos e expostos nos açougues, e num silêncio-pânico daquela madrugada, algo lhe foi extorquido.


Desde a aparição do vírus na narrativa cotidiana, a velha ficou alerta. Observava tudo amedrontada. Era máscara na cara, os dedos ensopados de álcool e uma solidão corrosiva que havia se alojado como sua parceira de quarto.


Desassistida engolia a vida em atropelo: o café, a cápsula de antipsicótico, a bolacha Maria, tudo ingerido a contragosto. A resistência se via nos resíduos constantes entre os dentes que a velha puxava com os dedos, agoniada na tentativa de limpar.


Vivendo em cárcere privado, a velha não se lavava mais, não falava ao telefone e desistira do mundo que lhe privara de existir.


Assistia apática ao noticiário que calculava constantemente um cadáver a mais no número de mortos.


O calendário a engolia, arrancando-lhe as gramas, as dobras, as memórias de cinquenta anos atrás que ela recebia contrariada, e a casa agora era assombrada pelos defuntos do pai, do avô e da mãe que morrera quando completara a idade agora da filha. Todos a indagavam, pediam explicações, e ela, confusa, balbuciava respostas inaudíveis.


Não havendo mais o presente para lhe invadir os dias, o passado adentrava sua morada espaçoso. Os pássaros esbravejavam irritados desde que a velha desfalecera. No pote de alpiste vazio gotejava um pingo barrento que escorria da telha, e a velha não dormia, perturbada pelo berrante som da vida exterior. 


Era estranha esta sensação de estar trancada sem ao menos passar as chaves na porta. Do que adiantava a liberdade das frestas entreabertas se a morte caçava os aposentados nas calçadas, parques e botecos? 


BRISOLARA, Maria Isabel Teixeira. A velha. In: UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA. Pandemia em contos. Florianópolis: UFSC, 2023. Disponível em: https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/244169/Pandemi a_em_contos-Ebook-2fev23.pdf?sequence=1&isAllowed=y . Acesso em: 21 nov. 2025.

No trecho "Desde a aparição do vírus na narrativa cotidiana, a velha ficou alerta", a escolha lexical contribui para a construção da atmosfera do texto. Considerando o campo semântico, o sentido contextual e a relação entre os vocábulos, assinale a alternativa que apresenta a análise correta da significação da palavra "narrativa" nesse contexto.
Alternativas
Q4034624 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão. 


A velha


A velha um dia despirocou. Era como se uma sirene ambulatorial gritasse corredor adentro. Não se debruçava mais sobre os muros, janelas e balcões a colher as memórias sórdidas dos vizinhos e familiares.


Emudeceu oca e aquele olhar de ave de rapina que saltava curioso sobre o mundo a abandonou.


Era um corpo todo abandonado, como se o brilho da carne viva tivesse ganho a opacidade de um porco decapitado, daqueles abatidos e expostos nos açougues, e num silêncio-pânico daquela madrugada, algo lhe foi extorquido.


Desde a aparição do vírus na narrativa cotidiana, a velha ficou alerta. Observava tudo amedrontada. Era máscara na cara, os dedos ensopados de álcool e uma solidão corrosiva que havia se alojado como sua parceira de quarto.


Desassistida engolia a vida em atropelo: o café, a cápsula de antipsicótico, a bolacha Maria, tudo ingerido a contragosto. A resistência se via nos resíduos constantes entre os dentes que a velha puxava com os dedos, agoniada na tentativa de limpar.


Vivendo em cárcere privado, a velha não se lavava mais, não falava ao telefone e desistira do mundo que lhe privara de existir.


Assistia apática ao noticiário que calculava constantemente um cadáver a mais no número de mortos.


O calendário a engolia, arrancando-lhe as gramas, as dobras, as memórias de cinquenta anos atrás que ela recebia contrariada, e a casa agora era assombrada pelos defuntos do pai, do avô e da mãe que morrera quando completara a idade agora da filha. Todos a indagavam, pediam explicações, e ela, confusa, balbuciava respostas inaudíveis.


Não havendo mais o presente para lhe invadir os dias, o passado adentrava sua morada espaçoso. Os pássaros esbravejavam irritados desde que a velha desfalecera. No pote de alpiste vazio gotejava um pingo barrento que escorria da telha, e a velha não dormia, perturbada pelo berrante som da vida exterior. 


Era estranha esta sensação de estar trancada sem ao menos passar as chaves na porta. Do que adiantava a liberdade das frestas entreabertas se a morte caçava os aposentados nas calçadas, parques e botecos? 


BRISOLARA, Maria Isabel Teixeira. A velha. In: UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA. Pandemia em contos. Florianópolis: UFSC, 2023. Disponível em: https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/244169/Pandemi a_em_contos-Ebook-2fev23.pdf?sequence=1&isAllowed=y . Acesso em: 21 nov. 2025.

Assinale a alternativa cuja palavra em destaque foi acentuada pela mesma regra que a palavra "resíduos" em "A resistência se via nos resíduos constantes entre os dentes que a velha puxava com os dedos, agoniada na tentativa de limpar".
Alternativas
Q4034623 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão. 


A velha


A velha um dia despirocou. Era como se uma sirene ambulatorial gritasse corredor adentro. Não se debruçava mais sobre os muros, janelas e balcões a colher as memórias sórdidas dos vizinhos e familiares.


Emudeceu oca e aquele olhar de ave de rapina que saltava curioso sobre o mundo a abandonou.


Era um corpo todo abandonado, como se o brilho da carne viva tivesse ganho a opacidade de um porco decapitado, daqueles abatidos e expostos nos açougues, e num silêncio-pânico daquela madrugada, algo lhe foi extorquido.


Desde a aparição do vírus na narrativa cotidiana, a velha ficou alerta. Observava tudo amedrontada. Era máscara na cara, os dedos ensopados de álcool e uma solidão corrosiva que havia se alojado como sua parceira de quarto.


Desassistida engolia a vida em atropelo: o café, a cápsula de antipsicótico, a bolacha Maria, tudo ingerido a contragosto. A resistência se via nos resíduos constantes entre os dentes que a velha puxava com os dedos, agoniada na tentativa de limpar.


Vivendo em cárcere privado, a velha não se lavava mais, não falava ao telefone e desistira do mundo que lhe privara de existir.


Assistia apática ao noticiário que calculava constantemente um cadáver a mais no número de mortos.


O calendário a engolia, arrancando-lhe as gramas, as dobras, as memórias de cinquenta anos atrás que ela recebia contrariada, e a casa agora era assombrada pelos defuntos do pai, do avô e da mãe que morrera quando completara a idade agora da filha. Todos a indagavam, pediam explicações, e ela, confusa, balbuciava respostas inaudíveis.


Não havendo mais o presente para lhe invadir os dias, o passado adentrava sua morada espaçoso. Os pássaros esbravejavam irritados desde que a velha desfalecera. No pote de alpiste vazio gotejava um pingo barrento que escorria da telha, e a velha não dormia, perturbada pelo berrante som da vida exterior. 


Era estranha esta sensação de estar trancada sem ao menos passar as chaves na porta. Do que adiantava a liberdade das frestas entreabertas se a morte caçava os aposentados nas calçadas, parques e botecos? 


BRISOLARA, Maria Isabel Teixeira. A velha. In: UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA. Pandemia em contos. Florianópolis: UFSC, 2023. Disponível em: https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/244169/Pandemi a_em_contos-Ebook-2fev23.pdf?sequence=1&isAllowed=y . Acesso em: 21 nov. 2025.

Na frase "Era máscara na cara, os dedos ensopados de álcool e uma solidão corrosiva que havia se alojado como sua parceira de quarto", os termos "que" e "se" exercem funções morfossintáticas distintas. Com base na norma-padrão da gramática da Língua Portuguesa, assinale a alternativa que apresenta a classificação correta desses termos.
Alternativas
Q4034621 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão. 


A velha


A velha um dia despirocou. Era como se uma sirene ambulatorial gritasse corredor adentro. Não se debruçava mais sobre os muros, janelas e balcões a colher as memórias sórdidas dos vizinhos e familiares.


Emudeceu oca e aquele olhar de ave de rapina que saltava curioso sobre o mundo a abandonou.


Era um corpo todo abandonado, como se o brilho da carne viva tivesse ganho a opacidade de um porco decapitado, daqueles abatidos e expostos nos açougues, e num silêncio-pânico daquela madrugada, algo lhe foi extorquido.


Desde a aparição do vírus na narrativa cotidiana, a velha ficou alerta. Observava tudo amedrontada. Era máscara na cara, os dedos ensopados de álcool e uma solidão corrosiva que havia se alojado como sua parceira de quarto.


Desassistida engolia a vida em atropelo: o café, a cápsula de antipsicótico, a bolacha Maria, tudo ingerido a contragosto. A resistência se via nos resíduos constantes entre os dentes que a velha puxava com os dedos, agoniada na tentativa de limpar.


Vivendo em cárcere privado, a velha não se lavava mais, não falava ao telefone e desistira do mundo que lhe privara de existir.


Assistia apática ao noticiário que calculava constantemente um cadáver a mais no número de mortos.


O calendário a engolia, arrancando-lhe as gramas, as dobras, as memórias de cinquenta anos atrás que ela recebia contrariada, e a casa agora era assombrada pelos defuntos do pai, do avô e da mãe que morrera quando completara a idade agora da filha. Todos a indagavam, pediam explicações, e ela, confusa, balbuciava respostas inaudíveis.


Não havendo mais o presente para lhe invadir os dias, o passado adentrava sua morada espaçoso. Os pássaros esbravejavam irritados desde que a velha desfalecera. No pote de alpiste vazio gotejava um pingo barrento que escorria da telha, e a velha não dormia, perturbada pelo berrante som da vida exterior. 


Era estranha esta sensação de estar trancada sem ao menos passar as chaves na porta. Do que adiantava a liberdade das frestas entreabertas se a morte caçava os aposentados nas calçadas, parques e botecos? 


BRISOLARA, Maria Isabel Teixeira. A velha. In: UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA. Pandemia em contos. Florianópolis: UFSC, 2023. Disponível em: https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/244169/Pandemi a_em_contos-Ebook-2fev23.pdf?sequence=1&isAllowed=y . Acesso em: 21 nov. 2025.

No trecho "Desassistida engolia a vida em atropelo: o café, a cápsula de antipsicótico, a bolacha Maria, tudo ingerido a contragosto", a pontuação desempenha papel essencial na construção do sentido e na organização sintática e estilística da frase. Assinale a alternativa que apresenta a análise correta quanto ao uso dos dois-pontos e das vírgulas.
Alternativas
Q4034620 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão. 


A velha


A velha um dia despirocou. Era como se uma sirene ambulatorial gritasse corredor adentro. Não se debruçava mais sobre os muros, janelas e balcões a colher as memórias sórdidas dos vizinhos e familiares.


Emudeceu oca e aquele olhar de ave de rapina que saltava curioso sobre o mundo a abandonou.


Era um corpo todo abandonado, como se o brilho da carne viva tivesse ganho a opacidade de um porco decapitado, daqueles abatidos e expostos nos açougues, e num silêncio-pânico daquela madrugada, algo lhe foi extorquido.


Desde a aparição do vírus na narrativa cotidiana, a velha ficou alerta. Observava tudo amedrontada. Era máscara na cara, os dedos ensopados de álcool e uma solidão corrosiva que havia se alojado como sua parceira de quarto.


Desassistida engolia a vida em atropelo: o café, a cápsula de antipsicótico, a bolacha Maria, tudo ingerido a contragosto. A resistência se via nos resíduos constantes entre os dentes que a velha puxava com os dedos, agoniada na tentativa de limpar.


Vivendo em cárcere privado, a velha não se lavava mais, não falava ao telefone e desistira do mundo que lhe privara de existir.


Assistia apática ao noticiário que calculava constantemente um cadáver a mais no número de mortos.


O calendário a engolia, arrancando-lhe as gramas, as dobras, as memórias de cinquenta anos atrás que ela recebia contrariada, e a casa agora era assombrada pelos defuntos do pai, do avô e da mãe que morrera quando completara a idade agora da filha. Todos a indagavam, pediam explicações, e ela, confusa, balbuciava respostas inaudíveis.


Não havendo mais o presente para lhe invadir os dias, o passado adentrava sua morada espaçoso. Os pássaros esbravejavam irritados desde que a velha desfalecera. No pote de alpiste vazio gotejava um pingo barrento que escorria da telha, e a velha não dormia, perturbada pelo berrante som da vida exterior. 


Era estranha esta sensação de estar trancada sem ao menos passar as chaves na porta. Do que adiantava a liberdade das frestas entreabertas se a morte caçava os aposentados nas calçadas, parques e botecos? 


BRISOLARA, Maria Isabel Teixeira. A velha. In: UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA. Pandemia em contos. Florianópolis: UFSC, 2023. Disponível em: https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/244169/Pandemi a_em_contos-Ebook-2fev23.pdf?sequence=1&isAllowed=y . Acesso em: 21 nov. 2025.

No trecho "A resistência se via nos resíduos constantes entre os dentes que a velha puxava com os dedos...", o emprego da forma verbal "se via" apresenta uma construção específica da regência do verbo "ver". Com base na norma culta e na classificação dos verbos quanto à predicação e ao uso pronominal, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4034619 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão. 


A velha


A velha um dia despirocou. Era como se uma sirene ambulatorial gritasse corredor adentro. Não se debruçava mais sobre os muros, janelas e balcões a colher as memórias sórdidas dos vizinhos e familiares.


Emudeceu oca e aquele olhar de ave de rapina que saltava curioso sobre o mundo a abandonou.


Era um corpo todo abandonado, como se o brilho da carne viva tivesse ganho a opacidade de um porco decapitado, daqueles abatidos e expostos nos açougues, e num silêncio-pânico daquela madrugada, algo lhe foi extorquido.


Desde a aparição do vírus na narrativa cotidiana, a velha ficou alerta. Observava tudo amedrontada. Era máscara na cara, os dedos ensopados de álcool e uma solidão corrosiva que havia se alojado como sua parceira de quarto.


Desassistida engolia a vida em atropelo: o café, a cápsula de antipsicótico, a bolacha Maria, tudo ingerido a contragosto. A resistência se via nos resíduos constantes entre os dentes que a velha puxava com os dedos, agoniada na tentativa de limpar.


Vivendo em cárcere privado, a velha não se lavava mais, não falava ao telefone e desistira do mundo que lhe privara de existir.


Assistia apática ao noticiário que calculava constantemente um cadáver a mais no número de mortos.


O calendário a engolia, arrancando-lhe as gramas, as dobras, as memórias de cinquenta anos atrás que ela recebia contrariada, e a casa agora era assombrada pelos defuntos do pai, do avô e da mãe que morrera quando completara a idade agora da filha. Todos a indagavam, pediam explicações, e ela, confusa, balbuciava respostas inaudíveis.


Não havendo mais o presente para lhe invadir os dias, o passado adentrava sua morada espaçoso. Os pássaros esbravejavam irritados desde que a velha desfalecera. No pote de alpiste vazio gotejava um pingo barrento que escorria da telha, e a velha não dormia, perturbada pelo berrante som da vida exterior. 


Era estranha esta sensação de estar trancada sem ao menos passar as chaves na porta. Do que adiantava a liberdade das frestas entreabertas se a morte caçava os aposentados nas calçadas, parques e botecos? 


BRISOLARA, Maria Isabel Teixeira. A velha. In: UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA. Pandemia em contos. Florianópolis: UFSC, 2023. Disponível em: https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/244169/Pandemi a_em_contos-Ebook-2fev23.pdf?sequence=1&isAllowed=y . Acesso em: 21 nov. 2025.

A construção simbólica da personagem no texto aponta para uma experiência de dissolução subjetiva que transcende os efeitos imediatos da pandemia. Com base nessa perspectiva, assinale a alternativa que apresenta uma interpretação coerente com os recursos metafóricos e o percurso narrativo da personagem.
Alternativas
Q4034618 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão. 


A velha


A velha um dia despirocou. Era como se uma sirene ambulatorial gritasse corredor adentro. Não se debruçava mais sobre os muros, janelas e balcões a colher as memórias sórdidas dos vizinhos e familiares.


Emudeceu oca e aquele olhar de ave de rapina que saltava curioso sobre o mundo a abandonou.


Era um corpo todo abandonado, como se o brilho da carne viva tivesse ganho a opacidade de um porco decapitado, daqueles abatidos e expostos nos açougues, e num silêncio-pânico daquela madrugada, algo lhe foi extorquido.


Desde a aparição do vírus na narrativa cotidiana, a velha ficou alerta. Observava tudo amedrontada. Era máscara na cara, os dedos ensopados de álcool e uma solidão corrosiva que havia se alojado como sua parceira de quarto.


Desassistida engolia a vida em atropelo: o café, a cápsula de antipsicótico, a bolacha Maria, tudo ingerido a contragosto. A resistência se via nos resíduos constantes entre os dentes que a velha puxava com os dedos, agoniada na tentativa de limpar.


Vivendo em cárcere privado, a velha não se lavava mais, não falava ao telefone e desistira do mundo que lhe privara de existir.


Assistia apática ao noticiário que calculava constantemente um cadáver a mais no número de mortos.


O calendário a engolia, arrancando-lhe as gramas, as dobras, as memórias de cinquenta anos atrás que ela recebia contrariada, e a casa agora era assombrada pelos defuntos do pai, do avô e da mãe que morrera quando completara a idade agora da filha. Todos a indagavam, pediam explicações, e ela, confusa, balbuciava respostas inaudíveis.


Não havendo mais o presente para lhe invadir os dias, o passado adentrava sua morada espaçoso. Os pássaros esbravejavam irritados desde que a velha desfalecera. No pote de alpiste vazio gotejava um pingo barrento que escorria da telha, e a velha não dormia, perturbada pelo berrante som da vida exterior. 


Era estranha esta sensação de estar trancada sem ao menos passar as chaves na porta. Do que adiantava a liberdade das frestas entreabertas se a morte caçava os aposentados nas calçadas, parques e botecos? 


BRISOLARA, Maria Isabel Teixeira. A velha. In: UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA. Pandemia em contos. Florianópolis: UFSC, 2023. Disponível em: https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/244169/Pandemi a_em_contos-Ebook-2fev23.pdf?sequence=1&isAllowed=y . Acesso em: 21 nov. 2025.

O texto apresenta uma progressão temática subjetiva e fragmentada, sustentada por recursos de coesão que dispensam conectores tradicionais e investem em repetições, elipses e encadeamentos semânticos não lineares. Com base nesse aspecto, assinale a alternativa que apresenta a análise correta sobre os mecanismos de coesão textual presentes na narrativa.
Alternativas
Q4034617 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão. 


A velha


A velha um dia despirocou. Era como se uma sirene ambulatorial gritasse corredor adentro. Não se debruçava mais sobre os muros, janelas e balcões a colher as memórias sórdidas dos vizinhos e familiares.


Emudeceu oca e aquele olhar de ave de rapina que saltava curioso sobre o mundo a abandonou.


Era um corpo todo abandonado, como se o brilho da carne viva tivesse ganho a opacidade de um porco decapitado, daqueles abatidos e expostos nos açougues, e num silêncio-pânico daquela madrugada, algo lhe foi extorquido.


Desde a aparição do vírus na narrativa cotidiana, a velha ficou alerta. Observava tudo amedrontada. Era máscara na cara, os dedos ensopados de álcool e uma solidão corrosiva que havia se alojado como sua parceira de quarto.


Desassistida engolia a vida em atropelo: o café, a cápsula de antipsicótico, a bolacha Maria, tudo ingerido a contragosto. A resistência se via nos resíduos constantes entre os dentes que a velha puxava com os dedos, agoniada na tentativa de limpar.


Vivendo em cárcere privado, a velha não se lavava mais, não falava ao telefone e desistira do mundo que lhe privara de existir.


Assistia apática ao noticiário que calculava constantemente um cadáver a mais no número de mortos.


O calendário a engolia, arrancando-lhe as gramas, as dobras, as memórias de cinquenta anos atrás que ela recebia contrariada, e a casa agora era assombrada pelos defuntos do pai, do avô e da mãe que morrera quando completara a idade agora da filha. Todos a indagavam, pediam explicações, e ela, confusa, balbuciava respostas inaudíveis.


Não havendo mais o presente para lhe invadir os dias, o passado adentrava sua morada espaçoso. Os pássaros esbravejavam irritados desde que a velha desfalecera. No pote de alpiste vazio gotejava um pingo barrento que escorria da telha, e a velha não dormia, perturbada pelo berrante som da vida exterior. 


Era estranha esta sensação de estar trancada sem ao menos passar as chaves na porta. Do que adiantava a liberdade das frestas entreabertas se a morte caçava os aposentados nas calçadas, parques e botecos? 


BRISOLARA, Maria Isabel Teixeira. A velha. In: UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA. Pandemia em contos. Florianópolis: UFSC, 2023. Disponível em: https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/244169/Pandemi a_em_contos-Ebook-2fev23.pdf?sequence=1&isAllowed=y . Acesso em: 21 nov. 2025.

No trecho "Vivendo em cárcere privado, a velha não se lavava mais, não falava ao telefone e desistira do mundo que lhe privara de existir", os pronomes "se" e "lhe" cumprem funções sintáticas distintas e estão corretamente colocados segundo a norma padrão, uma vez que: 
Alternativas
Q4034604 Português
Analise o emprego da linguagem nos textos a seguir:

Texto I
"Participei do evento organizado pela instituição cultural e constatei que a estrutura estava bem planejada, com uma programação variada e um ambiente seguro e acolhedor para todos os presentes."
Texto II
"Fui na festa e achei tudo legal! A música tava da pesada e nois se divertiu muito."
As variações linguísticas correspondem às diferenças que uma língua manifesta em função de fatores como a região, a cultura ou o contexto social em que é empregada.


Com base nisso, assinale a alternativa que indica corretamente o tipo de variação presente nos dois textos.
Alternativas
Q4034599 Português
Quando o tema é a escrita, muitos alunos demonstram desânimo e resistência, pensando: "Não gosto de escrever", o que compromete o processo de aprendizagem. Frequentemente, mostram pouco interesse em expor suas ideias ou compartilhá-las com o grupo, o que resulta em desunião entre os colegas. Como consequência, surgem diferentes comportamentos: enquanto alguns conseguem escrever, outros pegam o lápis, mas não produzem nada, e há ainda aqueles que acabam causando tumulto na aula.
Como estratégia para estimular a produção textual e contornar essa situação, o professor leva os alunos à biblioteca para trabalhar o gênero fábula. São estratégias que o professor deve propor aos alunos:

I.Permissão para que os alunos escolham livros aleatoriamente na biblioteca, sem orientação, para estimular a autonomia na leitura.

II.A produção coletiva da fábula deve ocorrer apenas depois que os alunos estiverem familiarizados com o gênero, seus elementos e estrutura.

III.A primeira produção deve ser elaborada pelo professor, sem necessidade de incorporar as sugestões dos alunos, de modo que estes tenham contato com uma versão adequada do texto e, a partir dela, possam desenvolver produções mais coerentes e coesas.

IV.A revisão do texto deve ser realizada individualmente, sem a participação dos colegas ou mediação do professor, de modo a possibilitar que cada aluno desenvolva sua própria escrita.


É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4034597 Português
Leia:
"Então voltou contra ele todo o ódio acumulado pelos seus aborrecimentos e cada esforço que fazia para o reduzir servia apenas para o aumentar, pois esse esforço inútil ia acrescentar-se aos outros motivos de desespero e contribuía ainda para maior afastamento. A sua própria docilidade lhe causava revolta. a mediocridade doméstica incitava-a a fantasias luxuosas; a ternura matrimonial, a desejos adúlteros. Preferiria que Charles lhe batesse, para poder com mais justiça detestá-lo, vingar-se dele. por vezes assustava-se com as atrozes conjecturas que lhe vinham à ideia; e era necessário continuar a sorrir, escutar as suas próprias repetições de que ele era feliz, fazer de conta que o era, dar a entender isso aos outros! Enojava-se, entretanto, daquela hipocrisia. Tinha tentações de fugir com Léon para qualquer parte, muito longe, tentar um destino novo; mas logo se lhe abria na alma um abismo de confusão, cheio de negrume. "ainda por cima, não me ama", pensava ela; "qual vai ser o meu futuro? que ajuda posso esperar, que consolação, que alívio?"
Os clássicos da literatura mundial fazem parte da tradição literária ocidental, portanto, são obras que sobreviveram ao tempo e possuem temáticas universais. Elas pertencem a variados estilos de época, além de apresentar elementos autorais.
O trecho acima pertence a um dos clássicos da literatura. Assinale a alternativa que indica corretamente a obra e seu autor.
Alternativas
Q4034595 Português
No Ensino Médio, os estudantes já possuem habilidades linguísticas desenvolvidas no Ensino Fundamental e podem participar de diversas práticas sociais que envolvem a linguagem. Essa etapa escolar aprofunda a análise crítica e reflexiva sobre a leitura, escuta e produção de textos verbais e multissemióticos, ampliando referências estéticas, éticas e políticas, além de possibilitar maior fruição, produção de conhecimento e participação social em cidadania, trabalho e estudos.
Destacam-se, nesse nível, a valorização da cultura digital, das culturas juvenis, dos novos letramentos e multiletramentos, dos processos colaborativos e das interações nas mídias e redes sociais.
Em relação ao Ensino Fundamental, a BNCC de Língua Portuguesa para o Ensino Médio estabelece a progressão das aprendizagens e habilidades considerando:

I.A complexidade das práticas de linguagens e dos fenômenos sociais que repercutem nos usos da linguagem (como a pós-verdade e o efeito bolha).

II.A consolidação do domínio de gêneros do discurso/gêneros textuais já contemplados anteriormente no ensino fundamental, sem a necessidade de ampliar o repertório de gêneros, pois todos já possuem um grau maior de análise, síntese e reflexão.

III.O aumento da complexidade dos textos lidos e produzidos em termos de temática, estruturação sintática, vocabulário, recursos estilísticos, orquestração de vozes e semioses.

IV.A atenção maior nas habilidades envolvidas na produção de textos multissemióticos mais analíticos, críticos, propositivos e criativos, abarcando sínteses mais complexas, produzidos em contextos que suponham apuração de fatos, curadoria, levantamentos e pesquisas e que possam ser vinculados de forma significativa aos contextos de estudo/construção de conhecimentos em diferentes áreas, a experiências estéticas e produções da cultura digital e à discussão e proposição de ações e projetos de relevância pessoal e para a comunidade.


É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4034593 Português
O Peso das Palavras: Como as Microagressões Abalam a Saúde Mental


Você já deve ter presenciado alguma dessas cenas: um dos seus amigos ou colegas de trabalho começa a fazer piadinhas com pessoas obesas, pretas ou mais baixas que a média da população. É possível que muitos deem risada, mas é provável que muitos sintam-se desconfortáveis ou com raiva, especialmente se forem ou tiverem um ente querido que é alvo de gozações.

Mas e se a chacota for dirigida a você, só por causa da sua etnia, padrão corporal, cor da pele, idade, identidade de gênero ou condição social? Esse tipo de ataque disfarçado, que muitas vezes vem camuflado em um comentário engraçado ou debochado, tem um nome: microagressão. E ela tem enorme impacto na saúde mental.

Não costumamos pensar muito sobre isso, mas a atitude dos outros tem grande influência em nossa saúde física e mental. E aqui vai uma lição importante para todos nós: todo mundo carrega em si algum tipo de preconceito; por isso, qualquer um de nós um dia pode dar uma escorregada e falar algo inapropriado.

Microagressões podem ser resultado de preconceitos conscientes, mas, em boa parte das vezes, eles são inconscientes. Basta pensarmos no racismo e no machismo estruturais que acabaram por moldar nossa visão de mundo ao ponto de por vezes falarmos algo sem sequer nos darmos conta de que estamos desvalorizando a experiência de uma pessoa preta ou de uma mulher. Desfazer isso é um trabalho necessário e que envolve um novo letramento, uma reeducação.

Dirigir para alguém algo preconceituoso ou discriminatório pode não trazer para essa pessoa um grande impacto, se a fala tiver sido casual e não se repetir. Mas se essas falas são constantes e repetitivas vão cobrar um preço na saúde física e mental daquela pessoa.

A exposição crônica a microagressões é fonte de estresse e pode levar à ansiedade, depressão, baixa autoestima, raiva, problemas para dormir e até ao uso de álcool e ideação suicida. A longo prazo, esse estresse gera grande impacto na saúde física: altos níveis de hormônio do estresse levam a um desgaste mais acelerado do corpo, aumentando os riscos de doenças do coração e enfraquecendo a saúde geral de quem é vítima de agressões.

Além disso, estar em um ambiente hostil exige vigilância permanente para se proteger da discriminação e do preconceito, ao ponto de muitas vezes a pessoa questionar a si mesma e o que ela faz, como mostraram alguns estudos.

Eis algumas dicas para quem costuma ser alvo de microagressões e para quem as comete, mesmo sem de dar conta disso:

1. Entenda: nem sempre quem comete uma microagressão é uma pessoa má

O erro pode ser uma oportunidade importante para repensar nossos preconceitos e, mais importante, para entender o poder que as palavras têm de ferir. Não por acaso as microagressões são comparadas à 'morte por mil cortes'.

2. Explique por que a fala do seu colega, amigo ou conhecido impactou você

Quase sempre, a pessoa que profere uma frase ou brincadeira discriminatória e preconceituosa não se dá conta de que ela pode ferir alguém. Trazer para a conversa como você recebeu isso pode ajudar aquela pessoa a reorientar a sua fala. Agora, se o agressor tinha realmente intenção de machucá-lo dificilmente mudará de opinião.

3. Quando você se sente perseguido e atacado no seu ambiente de trabalho

Procure o RH. Discriminação é crime.



Leia mais em: https://forbes.com.br/colunas/2025/10/arthur-guerra-o-peso-das-palavra s-como-as-microagressoes-abalam-a-saude-mental/
"Além disso, estar em um ambiente hostil exige vigilância permanente para se proteger da discriminação e do preconceito, ao ponto de muitas vezes a pessoa questionar a si mesma e o que ela faz, como mostraram alguns estudos."
Com base na fonologia e na fonética dos vocábulos extraídos do trecho, marque com (V) as afirmativas verdadeiras ou com (F) as falsas:

(__)O vocábulo 'exige' apresenta o mesmo número de fonemas dos vocábulos 'leite', 'língua' e 'queixa'.
(__)O vocábulo 'preconceito' apresenta encontro consonantal, dígrafo vocálico e encontro vocálico.
(__)Os vocábulos 'questionar' e 'que' apresentam dígrafos consonantais, diferentemente dos vocábulos 'equino' e 'aguar', que não apresentam esse tipo de dígrafo.
(__)O vocábulo 'ambiente' apresenta 8 letras e 6 fonemas, diferentemente do vocábulo 'coordenação' que apresenta 11 letras e 11 fonemas.


A sequência que preenche corretamente os itens acima, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q4034592 Português
O Peso das Palavras: Como as Microagressões Abalam a Saúde Mental


Você já deve ter presenciado alguma dessas cenas: um dos seus amigos ou colegas de trabalho começa a fazer piadinhas com pessoas obesas, pretas ou mais baixas que a média da população. É possível que muitos deem risada, mas é provável que muitos sintam-se desconfortáveis ou com raiva, especialmente se forem ou tiverem um ente querido que é alvo de gozações.

Mas e se a chacota for dirigida a você, só por causa da sua etnia, padrão corporal, cor da pele, idade, identidade de gênero ou condição social? Esse tipo de ataque disfarçado, que muitas vezes vem camuflado em um comentário engraçado ou debochado, tem um nome: microagressão. E ela tem enorme impacto na saúde mental.

Não costumamos pensar muito sobre isso, mas a atitude dos outros tem grande influência em nossa saúde física e mental. E aqui vai uma lição importante para todos nós: todo mundo carrega em si algum tipo de preconceito; por isso, qualquer um de nós um dia pode dar uma escorregada e falar algo inapropriado.

Microagressões podem ser resultado de preconceitos conscientes, mas, em boa parte das vezes, eles são inconscientes. Basta pensarmos no racismo e no machismo estruturais que acabaram por moldar nossa visão de mundo ao ponto de por vezes falarmos algo sem sequer nos darmos conta de que estamos desvalorizando a experiência de uma pessoa preta ou de uma mulher. Desfazer isso é um trabalho necessário e que envolve um novo letramento, uma reeducação.

Dirigir para alguém algo preconceituoso ou discriminatório pode não trazer para essa pessoa um grande impacto, se a fala tiver sido casual e não se repetir. Mas se essas falas são constantes e repetitivas vão cobrar um preço na saúde física e mental daquela pessoa.

A exposição crônica a microagressões é fonte de estresse e pode levar à ansiedade, depressão, baixa autoestima, raiva, problemas para dormir e até ao uso de álcool e ideação suicida. A longo prazo, esse estresse gera grande impacto na saúde física: altos níveis de hormônio do estresse levam a um desgaste mais acelerado do corpo, aumentando os riscos de doenças do coração e enfraquecendo a saúde geral de quem é vítima de agressões.

Além disso, estar em um ambiente hostil exige vigilância permanente para se proteger da discriminação e do preconceito, ao ponto de muitas vezes a pessoa questionar a si mesma e o que ela faz, como mostraram alguns estudos.

Eis algumas dicas para quem costuma ser alvo de microagressões e para quem as comete, mesmo sem de dar conta disso:

1. Entenda: nem sempre quem comete uma microagressão é uma pessoa má

O erro pode ser uma oportunidade importante para repensar nossos preconceitos e, mais importante, para entender o poder que as palavras têm de ferir. Não por acaso as microagressões são comparadas à 'morte por mil cortes'.

2. Explique por que a fala do seu colega, amigo ou conhecido impactou você

Quase sempre, a pessoa que profere uma frase ou brincadeira discriminatória e preconceituosa não se dá conta de que ela pode ferir alguém. Trazer para a conversa como você recebeu isso pode ajudar aquela pessoa a reorientar a sua fala. Agora, se o agressor tinha realmente intenção de machucá-lo dificilmente mudará de opinião.

3. Quando você se sente perseguido e atacado no seu ambiente de trabalho

Procure o RH. Discriminação é crime.



Leia mais em: https://forbes.com.br/colunas/2025/10/arthur-guerra-o-peso-das-palavra s-como-as-microagressoes-abalam-a-saude-mental/
"Não costumamos pensar muito sobre isso, mas a atitude dos outros tem grande influência em nossa saúde física e mental. E aqui vai uma lição importante para todos nós: todo mundo carrega em si algum tipo de preconceito; por isso, qualquer um de nós um dia pode dar uma escorregada e falar algo inapropriado."
Analise morfologicamente os vocábulos empregados no trecho e julgue as afirmativas a seguir:

I.A expressão 'todo', em 'todo mundo', é um pronome indefinido que exprime totalidade e modifica o substantivo 'mundo'.

II.O vocábulo 'algum' em 'algum tipo de preconceito', é um pronome indefinido, empregado em sentido partitivo, indicando quantidade imprecisa.

III.O vocábulo 'preconceito' é um substantivo formado por prefixação e o prefixo 'pre-' acrescenta ideia de atitude posterior ao radical 'conceito'.

IV.A forma verbal 'carrega' está no presente do indicativo, assim como o verbo 'vir' em 'Nós vimos de longe para participar da reunião', empregado e grafado corretamente.


É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4034591 Português
O Peso das Palavras: Como as Microagressões Abalam a Saúde Mental


Você já deve ter presenciado alguma dessas cenas: um dos seus amigos ou colegas de trabalho começa a fazer piadinhas com pessoas obesas, pretas ou mais baixas que a média da população. É possível que muitos deem risada, mas é provável que muitos sintam-se desconfortáveis ou com raiva, especialmente se forem ou tiverem um ente querido que é alvo de gozações.

Mas e se a chacota for dirigida a você, só por causa da sua etnia, padrão corporal, cor da pele, idade, identidade de gênero ou condição social? Esse tipo de ataque disfarçado, que muitas vezes vem camuflado em um comentário engraçado ou debochado, tem um nome: microagressão. E ela tem enorme impacto na saúde mental.

Não costumamos pensar muito sobre isso, mas a atitude dos outros tem grande influência em nossa saúde física e mental. E aqui vai uma lição importante para todos nós: todo mundo carrega em si algum tipo de preconceito; por isso, qualquer um de nós um dia pode dar uma escorregada e falar algo inapropriado.

Microagressões podem ser resultado de preconceitos conscientes, mas, em boa parte das vezes, eles são inconscientes. Basta pensarmos no racismo e no machismo estruturais que acabaram por moldar nossa visão de mundo ao ponto de por vezes falarmos algo sem sequer nos darmos conta de que estamos desvalorizando a experiência de uma pessoa preta ou de uma mulher. Desfazer isso é um trabalho necessário e que envolve um novo letramento, uma reeducação.

Dirigir para alguém algo preconceituoso ou discriminatório pode não trazer para essa pessoa um grande impacto, se a fala tiver sido casual e não se repetir. Mas se essas falas são constantes e repetitivas vão cobrar um preço na saúde física e mental daquela pessoa.

A exposição crônica a microagressões é fonte de estresse e pode levar à ansiedade, depressão, baixa autoestima, raiva, problemas para dormir e até ao uso de álcool e ideação suicida. A longo prazo, esse estresse gera grande impacto na saúde física: altos níveis de hormônio do estresse levam a um desgaste mais acelerado do corpo, aumentando os riscos de doenças do coração e enfraquecendo a saúde geral de quem é vítima de agressões.

Além disso, estar em um ambiente hostil exige vigilância permanente para se proteger da discriminação e do preconceito, ao ponto de muitas vezes a pessoa questionar a si mesma e o que ela faz, como mostraram alguns estudos.

Eis algumas dicas para quem costuma ser alvo de microagressões e para quem as comete, mesmo sem de dar conta disso:

1. Entenda: nem sempre quem comete uma microagressão é uma pessoa má

O erro pode ser uma oportunidade importante para repensar nossos preconceitos e, mais importante, para entender o poder que as palavras têm de ferir. Não por acaso as microagressões são comparadas à 'morte por mil cortes'.

2. Explique por que a fala do seu colega, amigo ou conhecido impactou você

Quase sempre, a pessoa que profere uma frase ou brincadeira discriminatória e preconceituosa não se dá conta de que ela pode ferir alguém. Trazer para a conversa como você recebeu isso pode ajudar aquela pessoa a reorientar a sua fala. Agora, se o agressor tinha realmente intenção de machucá-lo dificilmente mudará de opinião.

3. Quando você se sente perseguido e atacado no seu ambiente de trabalho

Procure o RH. Discriminação é crime.



Leia mais em: https://forbes.com.br/colunas/2025/10/arthur-guerra-o-peso-das-palavra s-como-as-microagressoes-abalam-a-saude-mental/
"O erro pode ser uma oportunidade importante para repensar nossos preconceitos e, mais importante, para entender o poder que as palavras têm de ferir. Não por acaso as microagressões são comparadas à 'morte por mil cortes'."
Com base nos significados que as palavras adquirem no contexto, julgue as afirmativas a seguir, marcando (V) para as verdadeiras ou (F) para as falsas:

(__)A expressão 'morte por mil cortes' é usada em sentido conotativo, para representar o sofrimento emocional acumulado por pequenas ofensas repetidas.

(__)Há uma metáfora que intensifica o impacto psicológico das microagressões, sugerindo que o dano é lento, mas profundo.

(__)O uso da expressão 'erro' tem valor irônico, pois o texto defende que não há possibilidade de aprendizado a partir de falas preconceituosas.

(__)O emprego de 'ferir' indica o impacto emocional ou psicológico, configurando um uso figurativo e semântico profundo. 



A sequência que preenche corretamente os itens acima, de cima para baixo, é:
Alternativas
Respostas
13161: A
13162: B
13163: A
13164: B
13165: D
13166: C
13167: B
13168: A
13169: C
13170: B
13171: C
13172: A
13173: B
13174: D
13175: A
13176: A
13177: B
13178: C
13179: D
13180: A