Questões de Concurso Comentadas sobre português

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Q4042292 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Os agentes ambientais que botam fogo na natureza

Caminhonetes com brigadistas avançam entre labaredas no Jalapão, mas não para conter o fogo: são eles que o provocam de forma controlada. Segundo o brigadista Deusimar Cardoso, trata-se de um fogo bom, manso e brando, que se apaga sozinho com o sereno da noite e permite que, pouco depois, se caminhe sobre as cinzas. A prática é conduzida pelo ICMBio e integra o Manejo Integrado do Fogo, uma política que busca prevenir grandes incêndios por meio de queimadas de baixa intensidade no início da estação seca.

Essas queimas reduzem o acúmulo de capim seco, altamente inflamável, e criam aceiros naturais. A área queimada permanece protegida por cerca de dois anos, enquanto a vegetação se regenera. Pequenos trechos são queimados de forma alternada, formando um mosaico que favorece espécies com diferentes necessidades em relação ao fogo. Desde que essa estratégia passou a ser adotada, em 2014, incêndios que antes alcançavam até cem mil hectares passaram a raramente ultrapassar três mil.

Nem sempre foi assim. Durante anos, os órgãos ambientais adotaram a política de fogo zero, o que gerou conflitos com comunidades quilombolas do Jalapão, como a do Rio Novo. Segundo o morador Manoel Ramos de Jesus, a proibição do fogo e do gado alterou profundamente o modo de vida local e levou ao acúmulo de capim seco. O resultado foi um grande incêndio em 2004, que destruiu áreas extensas e matou animais. Outros incêndios ocorreram nos anos seguintes, afetando comunidades e causando mortes e prejuízos.

A mudança de postura ocorreu após uma expedição de técnicos brasileiros à Austrália, em 2014, onde conheceram práticas semelhantes realizadas por comunidades aborígenes. A partir daí, o ICMBio passou a valorizar os saberes tradicionais e implementou o Manejo Integrado do Fogo no Jalapão. Hoje, as comunidades também são autorizadas, em pequena escala, a usar o fogo para renovar pastagens e abrir roças, e o gado criado solto ajuda a manter o capim baixo.

Com resultados positivos, a estratégia passou a ser adotada em outras regiões do Cerrado, Pantanal, Pampa e áreas campestres da Amazônia. Os órgãos ambientais passaram a diferenciar queimadas prescritas de incêndios acidentais, reconhecendo que nem todo fogo é destrutivo. A prática foi regulamentada em 2024 pela Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo, que reconhece o fogo como parte dos sistemas ecológicos e valoriza os conhecimentos tradicionais, embora proíba seu uso para substituir vegetação nativa.

Segundo o biólogo Marco Borges, o fogo sempre fez parte da dinâmica do Cerrado, causado por raios e também pela ação humana ao longo de milênios. Muitas espécies se adaptaram a ele: algumas árvores têm cascas resistentes, certas sementes só germinam após o fogo, e animais desenvolveram estratégias de fuga. Além disso, as queimas controladas emitem menos gases do que grandes incêndios, pois são menos intensas e mais espaçadas.

Para Borges, a nova política ajuda a construir uma cultura de convivência com o fogo. Ele próprio realiza queimas prescritas e afirma que, além de proteger o ambiente e as comunidades, observar o fogo controlado pode ser até terapêutico.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c1wle9w09evo.adaptado.
Segundo o brigadista Deusimar Cardoso, "trata-se" de um fogo bom, manso e brando, que "se apaga" sozinho com o sereno da noite.
As colocações pronominais destacadas na frase denominam-se, respectivamente,
Alternativas
Q4042291 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Os agentes ambientais que botam fogo na natureza

Caminhonetes com brigadistas avançam entre labaredas no Jalapão, mas não para conter o fogo: são eles que o provocam de forma controlada. Segundo o brigadista Deusimar Cardoso, trata-se de um fogo bom, manso e brando, que se apaga sozinho com o sereno da noite e permite que, pouco depois, se caminhe sobre as cinzas. A prática é conduzida pelo ICMBio e integra o Manejo Integrado do Fogo, uma política que busca prevenir grandes incêndios por meio de queimadas de baixa intensidade no início da estação seca.

Essas queimas reduzem o acúmulo de capim seco, altamente inflamável, e criam aceiros naturais. A área queimada permanece protegida por cerca de dois anos, enquanto a vegetação se regenera. Pequenos trechos são queimados de forma alternada, formando um mosaico que favorece espécies com diferentes necessidades em relação ao fogo. Desde que essa estratégia passou a ser adotada, em 2014, incêndios que antes alcançavam até cem mil hectares passaram a raramente ultrapassar três mil.

Nem sempre foi assim. Durante anos, os órgãos ambientais adotaram a política de fogo zero, o que gerou conflitos com comunidades quilombolas do Jalapão, como a do Rio Novo. Segundo o morador Manoel Ramos de Jesus, a proibição do fogo e do gado alterou profundamente o modo de vida local e levou ao acúmulo de capim seco. O resultado foi um grande incêndio em 2004, que destruiu áreas extensas e matou animais. Outros incêndios ocorreram nos anos seguintes, afetando comunidades e causando mortes e prejuízos.

A mudança de postura ocorreu após uma expedição de técnicos brasileiros à Austrália, em 2014, onde conheceram práticas semelhantes realizadas por comunidades aborígenes. A partir daí, o ICMBio passou a valorizar os saberes tradicionais e implementou o Manejo Integrado do Fogo no Jalapão. Hoje, as comunidades também são autorizadas, em pequena escala, a usar o fogo para renovar pastagens e abrir roças, e o gado criado solto ajuda a manter o capim baixo.

Com resultados positivos, a estratégia passou a ser adotada em outras regiões do Cerrado, Pantanal, Pampa e áreas campestres da Amazônia. Os órgãos ambientais passaram a diferenciar queimadas prescritas de incêndios acidentais, reconhecendo que nem todo fogo é destrutivo. A prática foi regulamentada em 2024 pela Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo, que reconhece o fogo como parte dos sistemas ecológicos e valoriza os conhecimentos tradicionais, embora proíba seu uso para substituir vegetação nativa.

Segundo o biólogo Marco Borges, o fogo sempre fez parte da dinâmica do Cerrado, causado por raios e também pela ação humana ao longo de milênios. Muitas espécies se adaptaram a ele: algumas árvores têm cascas resistentes, certas sementes só germinam após o fogo, e animais desenvolveram estratégias de fuga. Além disso, as queimas controladas emitem menos gases do que grandes incêndios, pois são menos intensas e mais espaçadas.

Para Borges, a nova política ajuda a construir uma cultura de convivência com o fogo. Ele próprio realiza queimas prescritas e afirma que, além de proteger o ambiente e as comunidades, observar o fogo controlado pode ser até terapêutico.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c1wle9w09evo.adaptado.
Essas queimas reduzem o acúmulo de capim "seco", altamente "inflamável", e criam aceiros "naturais".
Sintaticamente, os termos destacados na frase são, respectivamente,
Alternativas
Q4042045 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Os agentes ambientais que botam fogo na natureza

Caminhonetes com brigadistas avançam entre labaredas no Jalapão, mas não para conter o fogo: são eles que o provocam de forma controlada. Segundo o brigadista Deusimar Cardoso, trata-se de um fogo bom, manso e brando, que se apaga sozinho com o sereno da noite e permite que, pouco depois, se caminhe sobre as cinzas. A prática é conduzida pelo ICMBio e integra o Manejo Integrado do Fogo, uma política que busca prevenir grandes incêndios por meio de queimadas de baixa intensidade no início da estação seca.

Essas queimas reduzem o acúmulo de capim seco, altamente inflamável, e criam aceiros naturais. A área queimada permanece protegida por cerca de dois anos, enquanto a vegetação se regenera. Pequenos trechos são queimados de forma alternada, formando um mosaico que favorece espécies com diferentes necessidades em relação ao fogo. Desde que essa estratégia passou a ser adotada, em 2014, incêndios que antes alcançavam até cem mil hectares passaram a raramente ultrapassar três mil.

Nem sempre foi assim. Durante anos, os órgãos ambientais adotaram a política de fogo zero, o que gerou conflitos com comunidades quilombolas do Jalapão, como a do Rio Novo. Segundo o morador Manoel Ramos de Jesus, a proibição do fogo e do gado alterou profundamente o modo de vida local e levou ao acúmulo de capim seco. O resultado foi um grande incêndio em 2004, que destruiu áreas extensas e matou animais. Outros incêndios ocorreram nos anos seguintes, afetando comunidades e causando mortes e prejuízos.

A mudança de postura ocorreu após uma expedição de técnicos brasileiros à Austrália, em 2014, onde conheceram práticas semelhantes realizadas por comunidades aborígenes. A partir daí, o ICMBio passou a valorizar os saberes tradicionais e implementou o Manejo Integrado do Fogo no Jalapão. Hoje, as comunidades também são autorizadas, em pequena escala, a usar o fogo para renovar pastagens e abrir roças, e o gado criado solto ajuda a manter o capim baixo.

Com resultados positivos, a estratégia passou a ser adotada em outras regiões do Cerrado, Pantanal, Pampa e áreas campestres da Amazônia. Os órgãos ambientais passaram a diferenciar queimadas prescritas de incêndios acidentais, reconhecendo que nem todo fogo é destrutivo. A prática foi regulamentada em 2024 pela Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo, que reconhece o fogo como parte dos sistemas ecológicos e valoriza os conhecimentos tradicionais, embora proíba seu uso para substituir vegetação nativa.

Segundo o biólogo Marco Borges, o fogo sempre fez parte da dinâmica do Cerrado, causado por raios e também pela ação humana ao longo de milênios. Muitas espécies se adaptaram a ele: algumas árvores têm cascas resistentes, certas sementes só germinam após o fogo, e animais desenvolveram estratégias de fuga. Além disso, as queimas controladas emitem menos gases do que grandes incêndios, pois são menos intensas e mais espaçadas.

Para Borges, a nova política ajuda a construir uma cultura de convivência com o fogo. Ele próprio realiza queimas prescritas e afirma que, além de proteger o ambiente e as comunidades, observar o fogo controlado pode ser até terapêutico.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c1wle9w09evo.adaptado.
A mudança de postura ocorreu após uma expedição de técnicos brasileiros "à" Austrália, em 2014, onde conheceram práticas semelhantes realizadas por comunidades aborígenes.
Em relação ao sinal indicativo de crase, é correto afirmar que, nesta frase,
Alternativas
Q4042044 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Os agentes ambientais que botam fogo na natureza

Caminhonetes com brigadistas avançam entre labaredas no Jalapão, mas não para conter o fogo: são eles que o provocam de forma controlada. Segundo o brigadista Deusimar Cardoso, trata-se de um fogo bom, manso e brando, que se apaga sozinho com o sereno da noite e permite que, pouco depois, se caminhe sobre as cinzas. A prática é conduzida pelo ICMBio e integra o Manejo Integrado do Fogo, uma política que busca prevenir grandes incêndios por meio de queimadas de baixa intensidade no início da estação seca.

Essas queimas reduzem o acúmulo de capim seco, altamente inflamável, e criam aceiros naturais. A área queimada permanece protegida por cerca de dois anos, enquanto a vegetação se regenera. Pequenos trechos são queimados de forma alternada, formando um mosaico que favorece espécies com diferentes necessidades em relação ao fogo. Desde que essa estratégia passou a ser adotada, em 2014, incêndios que antes alcançavam até cem mil hectares passaram a raramente ultrapassar três mil.

Nem sempre foi assim. Durante anos, os órgãos ambientais adotaram a política de fogo zero, o que gerou conflitos com comunidades quilombolas do Jalapão, como a do Rio Novo. Segundo o morador Manoel Ramos de Jesus, a proibição do fogo e do gado alterou profundamente o modo de vida local e levou ao acúmulo de capim seco. O resultado foi um grande incêndio em 2004, que destruiu áreas extensas e matou animais. Outros incêndios ocorreram nos anos seguintes, afetando comunidades e causando mortes e prejuízos.

A mudança de postura ocorreu após uma expedição de técnicos brasileiros à Austrália, em 2014, onde conheceram práticas semelhantes realizadas por comunidades aborígenes. A partir daí, o ICMBio passou a valorizar os saberes tradicionais e implementou o Manejo Integrado do Fogo no Jalapão. Hoje, as comunidades também são autorizadas, em pequena escala, a usar o fogo para renovar pastagens e abrir roças, e o gado criado solto ajuda a manter o capim baixo.

Com resultados positivos, a estratégia passou a ser adotada em outras regiões do Cerrado, Pantanal, Pampa e áreas campestres da Amazônia. Os órgãos ambientais passaram a diferenciar queimadas prescritas de incêndios acidentais, reconhecendo que nem todo fogo é destrutivo. A prática foi regulamentada em 2024 pela Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo, que reconhece o fogo como parte dos sistemas ecológicos e valoriza os conhecimentos tradicionais, embora proíba seu uso para substituir vegetação nativa.

Segundo o biólogo Marco Borges, o fogo sempre fez parte da dinâmica do Cerrado, causado por raios e também pela ação humana ao longo de milênios. Muitas espécies se adaptaram a ele: algumas árvores têm cascas resistentes, certas sementes só germinam após o fogo, e animais desenvolveram estratégias de fuga. Além disso, as queimas controladas emitem menos gases do que grandes incêndios, pois são menos intensas e mais espaçadas.

Para Borges, a nova política ajuda a construir uma cultura de convivência com o fogo. Ele próprio realiza queimas prescritas e afirma que, além de proteger o ambiente e as comunidades, observar o fogo controlado pode ser até terapêutico.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c1wle9w09evo.adaptado.
Segundo o brigadista Deusimar Cardoso, "trata-se" de um fogo bom, manso e brando, que "se apaga" sozinho com o sereno da noite.

As colocações pronominais destacadas na frase denominam-se, respectivamente,
Alternativas
Q4042043 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Os agentes ambientais que botam fogo na natureza

Caminhonetes com brigadistas avançam entre labaredas no Jalapão, mas não para conter o fogo: são eles que o provocam de forma controlada. Segundo o brigadista Deusimar Cardoso, trata-se de um fogo bom, manso e brando, que se apaga sozinho com o sereno da noite e permite que, pouco depois, se caminhe sobre as cinzas. A prática é conduzida pelo ICMBio e integra o Manejo Integrado do Fogo, uma política que busca prevenir grandes incêndios por meio de queimadas de baixa intensidade no início da estação seca.

Essas queimas reduzem o acúmulo de capim seco, altamente inflamável, e criam aceiros naturais. A área queimada permanece protegida por cerca de dois anos, enquanto a vegetação se regenera. Pequenos trechos são queimados de forma alternada, formando um mosaico que favorece espécies com diferentes necessidades em relação ao fogo. Desde que essa estratégia passou a ser adotada, em 2014, incêndios que antes alcançavam até cem mil hectares passaram a raramente ultrapassar três mil.

Nem sempre foi assim. Durante anos, os órgãos ambientais adotaram a política de fogo zero, o que gerou conflitos com comunidades quilombolas do Jalapão, como a do Rio Novo. Segundo o morador Manoel Ramos de Jesus, a proibição do fogo e do gado alterou profundamente o modo de vida local e levou ao acúmulo de capim seco. O resultado foi um grande incêndio em 2004, que destruiu áreas extensas e matou animais. Outros incêndios ocorreram nos anos seguintes, afetando comunidades e causando mortes e prejuízos.

A mudança de postura ocorreu após uma expedição de técnicos brasileiros à Austrália, em 2014, onde conheceram práticas semelhantes realizadas por comunidades aborígenes. A partir daí, o ICMBio passou a valorizar os saberes tradicionais e implementou o Manejo Integrado do Fogo no Jalapão. Hoje, as comunidades também são autorizadas, em pequena escala, a usar o fogo para renovar pastagens e abrir roças, e o gado criado solto ajuda a manter o capim baixo.

Com resultados positivos, a estratégia passou a ser adotada em outras regiões do Cerrado, Pantanal, Pampa e áreas campestres da Amazônia. Os órgãos ambientais passaram a diferenciar queimadas prescritas de incêndios acidentais, reconhecendo que nem todo fogo é destrutivo. A prática foi regulamentada em 2024 pela Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo, que reconhece o fogo como parte dos sistemas ecológicos e valoriza os conhecimentos tradicionais, embora proíba seu uso para substituir vegetação nativa.

Segundo o biólogo Marco Borges, o fogo sempre fez parte da dinâmica do Cerrado, causado por raios e também pela ação humana ao longo de milênios. Muitas espécies se adaptaram a ele: algumas árvores têm cascas resistentes, certas sementes só germinam após o fogo, e animais desenvolveram estratégias de fuga. Além disso, as queimas controladas emitem menos gases do que grandes incêndios, pois são menos intensas e mais espaçadas.

Para Borges, a nova política ajuda a construir uma cultura de convivência com o fogo. Ele próprio realiza queimas prescritas e afirma que, além de proteger o ambiente e as comunidades, observar o fogo controlado pode ser até terapêutico.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c1wle9w09evo.adaptado.
A compreensão do texto permite identificar a forma como o uso do fogo passa de prática condenada a estratégia ambientalmente controlada.
De acordo com o texto-base, analise as afirmações a seguir e assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4042042 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Os agentes ambientais que botam fogo na natureza

Caminhonetes com brigadistas avançam entre labaredas no Jalapão, mas não para conter o fogo: são eles que o provocam de forma controlada. Segundo o brigadista Deusimar Cardoso, trata-se de um fogo bom, manso e brando, que se apaga sozinho com o sereno da noite e permite que, pouco depois, se caminhe sobre as cinzas. A prática é conduzida pelo ICMBio e integra o Manejo Integrado do Fogo, uma política que busca prevenir grandes incêndios por meio de queimadas de baixa intensidade no início da estação seca.

Essas queimas reduzem o acúmulo de capim seco, altamente inflamável, e criam aceiros naturais. A área queimada permanece protegida por cerca de dois anos, enquanto a vegetação se regenera. Pequenos trechos são queimados de forma alternada, formando um mosaico que favorece espécies com diferentes necessidades em relação ao fogo. Desde que essa estratégia passou a ser adotada, em 2014, incêndios que antes alcançavam até cem mil hectares passaram a raramente ultrapassar três mil.

Nem sempre foi assim. Durante anos, os órgãos ambientais adotaram a política de fogo zero, o que gerou conflitos com comunidades quilombolas do Jalapão, como a do Rio Novo. Segundo o morador Manoel Ramos de Jesus, a proibição do fogo e do gado alterou profundamente o modo de vida local e levou ao acúmulo de capim seco. O resultado foi um grande incêndio em 2004, que destruiu áreas extensas e matou animais. Outros incêndios ocorreram nos anos seguintes, afetando comunidades e causando mortes e prejuízos.

A mudança de postura ocorreu após uma expedição de técnicos brasileiros à Austrália, em 2014, onde conheceram práticas semelhantes realizadas por comunidades aborígenes. A partir daí, o ICMBio passou a valorizar os saberes tradicionais e implementou o Manejo Integrado do Fogo no Jalapão. Hoje, as comunidades também são autorizadas, em pequena escala, a usar o fogo para renovar pastagens e abrir roças, e o gado criado solto ajuda a manter o capim baixo.

Com resultados positivos, a estratégia passou a ser adotada em outras regiões do Cerrado, Pantanal, Pampa e áreas campestres da Amazônia. Os órgãos ambientais passaram a diferenciar queimadas prescritas de incêndios acidentais, reconhecendo que nem todo fogo é destrutivo. A prática foi regulamentada em 2024 pela Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo, que reconhece o fogo como parte dos sistemas ecológicos e valoriza os conhecimentos tradicionais, embora proíba seu uso para substituir vegetação nativa.

Segundo o biólogo Marco Borges, o fogo sempre fez parte da dinâmica do Cerrado, causado por raios e também pela ação humana ao longo de milênios. Muitas espécies se adaptaram a ele: algumas árvores têm cascas resistentes, certas sementes só germinam após o fogo, e animais desenvolveram estratégias de fuga. Além disso, as queimas controladas emitem menos gases do que grandes incêndios, pois são menos intensas e mais espaçadas.

Para Borges, a nova política ajuda a construir uma cultura de convivência com o fogo. Ele próprio realiza queimas prescritas e afirma que, além de proteger o ambiente e as comunidades, observar o fogo controlado pode ser até terapêutico.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c1wle9w09evo.adaptado.
Essas queimas reduzem o acúmulo de capim "seco", altamente "inflamável", e criam aceiros "naturais".
Sintaticamente, os termos destacados na frase são, respectivamente,
Alternativas
Q4042041 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Os agentes ambientais que botam fogo na natureza

Caminhonetes com brigadistas avançam entre labaredas no Jalapão, mas não para conter o fogo: são eles que o provocam de forma controlada. Segundo o brigadista Deusimar Cardoso, trata-se de um fogo bom, manso e brando, que se apaga sozinho com o sereno da noite e permite que, pouco depois, se caminhe sobre as cinzas. A prática é conduzida pelo ICMBio e integra o Manejo Integrado do Fogo, uma política que busca prevenir grandes incêndios por meio de queimadas de baixa intensidade no início da estação seca.

Essas queimas reduzem o acúmulo de capim seco, altamente inflamável, e criam aceiros naturais. A área queimada permanece protegida por cerca de dois anos, enquanto a vegetação se regenera. Pequenos trechos são queimados de forma alternada, formando um mosaico que favorece espécies com diferentes necessidades em relação ao fogo. Desde que essa estratégia passou a ser adotada, em 2014, incêndios que antes alcançavam até cem mil hectares passaram a raramente ultrapassar três mil.

Nem sempre foi assim. Durante anos, os órgãos ambientais adotaram a política de fogo zero, o que gerou conflitos com comunidades quilombolas do Jalapão, como a do Rio Novo. Segundo o morador Manoel Ramos de Jesus, a proibição do fogo e do gado alterou profundamente o modo de vida local e levou ao acúmulo de capim seco. O resultado foi um grande incêndio em 2004, que destruiu áreas extensas e matou animais. Outros incêndios ocorreram nos anos seguintes, afetando comunidades e causando mortes e prejuízos.

A mudança de postura ocorreu após uma expedição de técnicos brasileiros à Austrália, em 2014, onde conheceram práticas semelhantes realizadas por comunidades aborígenes. A partir daí, o ICMBio passou a valorizar os saberes tradicionais e implementou o Manejo Integrado do Fogo no Jalapão. Hoje, as comunidades também são autorizadas, em pequena escala, a usar o fogo para renovar pastagens e abrir roças, e o gado criado solto ajuda a manter o capim baixo.

Com resultados positivos, a estratégia passou a ser adotada em outras regiões do Cerrado, Pantanal, Pampa e áreas campestres da Amazônia. Os órgãos ambientais passaram a diferenciar queimadas prescritas de incêndios acidentais, reconhecendo que nem todo fogo é destrutivo. A prática foi regulamentada em 2024 pela Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo, que reconhece o fogo como parte dos sistemas ecológicos e valoriza os conhecimentos tradicionais, embora proíba seu uso para substituir vegetação nativa.

Segundo o biólogo Marco Borges, o fogo sempre fez parte da dinâmica do Cerrado, causado por raios e também pela ação humana ao longo de milênios. Muitas espécies se adaptaram a ele: algumas árvores têm cascas resistentes, certas sementes só germinam após o fogo, e animais desenvolveram estratégias de fuga. Além disso, as queimas controladas emitem menos gases do que grandes incêndios, pois são menos intensas e mais espaçadas.

Para Borges, a nova política ajuda a construir uma cultura de convivência com o fogo. Ele próprio realiza queimas prescritas e afirma que, além de proteger o ambiente e as comunidades, observar o fogo controlado pode ser até terapêutico.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c1wle9w09evo.adaptado.
Incêndios que antes alcançavam até cem mil hectares passaram a raramente "ultrapassar" três mil hectares.
Sintaticamente, quanto à regência verbal, o verbo destacado é 
Alternativas
Q4038607 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Royal Cinema

Tinha 13 anos quando viu o rapaz magrelo subindo a ladeira tocando saxofone, enchendo-lhe o coração de algo novo. Durante os dias de festa, acompanhou a banda pelas ruas, guardando em segredo os pequenos presentes que dele recebia, temendo a vigilância da mãe. Aquele amor de adolescência cresceu entre poemas, flores e sorrisos tímidos.

Com o tempo, cada um seguiu seu caminho. Ela mudou de cidade, ele foi trabalhar longe. Mantiveram o vínculo por cartas até que, de repente, as mensagens pararam. Ele havia encontrado outro amor. A jovem tentou escrever mais algumas vezes, sem resposta. Decidiu seguir adiante e mergulhou na música, aprendendo violoncelo e transformando lembranças em canção, ainda guardando o sabor do primeiro beijo trocado dentro de um ônibus.

Os anos passaram, e ela se tornou uma musicista reconhecida. Após um concerto, caminhava despreocupada quando ouviu a melodia que ele costumava tocar para ela. Seguiu o som até uma igreja. Ao entrar, reconheceu imediatamente "Royal Cinema" ecoando pelas paredes do templo e percebeu que quem tocava o saxofone era o mesmo rapaz, agora marcado pelo tempo.

Aproximou-se em silêncio e, quando seus olhares finalmente se cruzaram, uma onda de memórias atingiu os dois. Ele abaixou os olhos, envergonhado; quando voltou a olhar, ela já não estava mais ali. Sem palavras para explicar o passado nem o presente, ele ajeitou a batina e retomou a celebração do casamento, enquanto ela saiu levando consigo aquela última melodia de um amor que não coube no tempo.

Texto Adaptado ARAÚJO, Jeanne. Royal Cinema. Disponível em: https://repositorio.ufrn.br/server/api/core/bitstreams/1d8f32b3-734e-401 a-85d8-69f95fa8be05/content . Acesso em: 21 nov. 2025. 
Com base nas normas da ortografia oficial da língua portuguesa e no funcionamento semântico dos homônimos, assinale a alternativa que explica corretamente o sentido da palavra "concerto" em "Após um concerto, caminhava despreocupada quando ouviu a melodia que ele costumava tocar para ela".
Alternativas
Q4038606 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Royal Cinema

Tinha 13 anos quando viu o rapaz magrelo subindo a ladeira tocando saxofone, enchendo-lhe o coração de algo novo. Durante os dias de festa, acompanhou a banda pelas ruas, guardando em segredo os pequenos presentes que dele recebia, temendo a vigilância da mãe. Aquele amor de adolescência cresceu entre poemas, flores e sorrisos tímidos.

Com o tempo, cada um seguiu seu caminho. Ela mudou de cidade, ele foi trabalhar longe. Mantiveram o vínculo por cartas até que, de repente, as mensagens pararam. Ele havia encontrado outro amor. A jovem tentou escrever mais algumas vezes, sem resposta. Decidiu seguir adiante e mergulhou na música, aprendendo violoncelo e transformando lembranças em canção, ainda guardando o sabor do primeiro beijo trocado dentro de um ônibus.

Os anos passaram, e ela se tornou uma musicista reconhecida. Após um concerto, caminhava despreocupada quando ouviu a melodia que ele costumava tocar para ela. Seguiu o som até uma igreja. Ao entrar, reconheceu imediatamente "Royal Cinema" ecoando pelas paredes do templo e percebeu que quem tocava o saxofone era o mesmo rapaz, agora marcado pelo tempo.

Aproximou-se em silêncio e, quando seus olhares finalmente se cruzaram, uma onda de memórias atingiu os dois. Ele abaixou os olhos, envergonhado; quando voltou a olhar, ela já não estava mais ali. Sem palavras para explicar o passado nem o presente, ele ajeitou a batina e retomou a celebração do casamento, enquanto ela saiu levando consigo aquela última melodia de um amor que não coube no tempo.

Texto Adaptado ARAÚJO, Jeanne. Royal Cinema. Disponível em: https://repositorio.ufrn.br/server/api/core/bitstreams/1d8f32b3-734e-401 a-85d8-69f95fa8be05/content . Acesso em: 21 nov. 2025. 
Com base na análise sintática do período "Após um concerto, caminhava despreocupada quando ouviu a melodia que ele costumava tocar para ela", assinale a alternativa que classifica corretamente os termos destacados e explica adequadamente sua função no enunciado.
Alternativas
Q4038605 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Royal Cinema

Tinha 13 anos quando viu o rapaz magrelo subindo a ladeira tocando saxofone, enchendo-lhe o coração de algo novo. Durante os dias de festa, acompanhou a banda pelas ruas, guardando em segredo os pequenos presentes que dele recebia, temendo a vigilância da mãe. Aquele amor de adolescência cresceu entre poemas, flores e sorrisos tímidos.

Com o tempo, cada um seguiu seu caminho. Ela mudou de cidade, ele foi trabalhar longe. Mantiveram o vínculo por cartas até que, de repente, as mensagens pararam. Ele havia encontrado outro amor. A jovem tentou escrever mais algumas vezes, sem resposta. Decidiu seguir adiante e mergulhou na música, aprendendo violoncelo e transformando lembranças em canção, ainda guardando o sabor do primeiro beijo trocado dentro de um ônibus.

Os anos passaram, e ela se tornou uma musicista reconhecida. Após um concerto, caminhava despreocupada quando ouviu a melodia que ele costumava tocar para ela. Seguiu o som até uma igreja. Ao entrar, reconheceu imediatamente "Royal Cinema" ecoando pelas paredes do templo e percebeu que quem tocava o saxofone era o mesmo rapaz, agora marcado pelo tempo.

Aproximou-se em silêncio e, quando seus olhares finalmente se cruzaram, uma onda de memórias atingiu os dois. Ele abaixou os olhos, envergonhado; quando voltou a olhar, ela já não estava mais ali. Sem palavras para explicar o passado nem o presente, ele ajeitou a batina e retomou a celebração do casamento, enquanto ela saiu levando consigo aquela última melodia de um amor que não coube no tempo.

Texto Adaptado ARAÚJO, Jeanne. Royal Cinema. Disponível em: https://repositorio.ufrn.br/server/api/core/bitstreams/1d8f32b3-734e-401 a-85d8-69f95fa8be05/content . Acesso em: 21 nov. 2025. 
Com base na norma-padrão da língua portuguesa, analise a função da vírgula empregada imediatamente após a expressão "Durante os dias de festa" no trecho "Durante os dias de festa, acompanhou a banda pelas ruas, guardando em segredo os pequenos presentes que dele recebia, temendo a vigilância da mãe" e assinale a alternativa correta quanto à sua justificativa gramatical.
Alternativas
Q4038604 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Royal Cinema

Tinha 13 anos quando viu o rapaz magrelo subindo a ladeira tocando saxofone, enchendo-lhe o coração de algo novo. Durante os dias de festa, acompanhou a banda pelas ruas, guardando em segredo os pequenos presentes que dele recebia, temendo a vigilância da mãe. Aquele amor de adolescência cresceu entre poemas, flores e sorrisos tímidos.

Com o tempo, cada um seguiu seu caminho. Ela mudou de cidade, ele foi trabalhar longe. Mantiveram o vínculo por cartas até que, de repente, as mensagens pararam. Ele havia encontrado outro amor. A jovem tentou escrever mais algumas vezes, sem resposta. Decidiu seguir adiante e mergulhou na música, aprendendo violoncelo e transformando lembranças em canção, ainda guardando o sabor do primeiro beijo trocado dentro de um ônibus.

Os anos passaram, e ela se tornou uma musicista reconhecida. Após um concerto, caminhava despreocupada quando ouviu a melodia que ele costumava tocar para ela. Seguiu o som até uma igreja. Ao entrar, reconheceu imediatamente "Royal Cinema" ecoando pelas paredes do templo e percebeu que quem tocava o saxofone era o mesmo rapaz, agora marcado pelo tempo.

Aproximou-se em silêncio e, quando seus olhares finalmente se cruzaram, uma onda de memórias atingiu os dois. Ele abaixou os olhos, envergonhado; quando voltou a olhar, ela já não estava mais ali. Sem palavras para explicar o passado nem o presente, ele ajeitou a batina e retomou a celebração do casamento, enquanto ela saiu levando consigo aquela última melodia de um amor que não coube no tempo.

Texto Adaptado ARAÚJO, Jeanne. Royal Cinema. Disponível em: https://repositorio.ufrn.br/server/api/core/bitstreams/1d8f32b3-734e-401 a-85d8-69f95fa8be05/content . Acesso em: 21 nov. 2025. 
Acerca da narrativa apresentada, assinale a alternativa que está em conformidade com os sentidos globais do texto e com as marcas de intencionalidade presentes na composição da história.
Alternativas
Q4038603 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Royal Cinema

Tinha 13 anos quando viu o rapaz magrelo subindo a ladeira tocando saxofone, enchendo-lhe o coração de algo novo. Durante os dias de festa, acompanhou a banda pelas ruas, guardando em segredo os pequenos presentes que dele recebia, temendo a vigilância da mãe. Aquele amor de adolescência cresceu entre poemas, flores e sorrisos tímidos.

Com o tempo, cada um seguiu seu caminho. Ela mudou de cidade, ele foi trabalhar longe. Mantiveram o vínculo por cartas até que, de repente, as mensagens pararam. Ele havia encontrado outro amor. A jovem tentou escrever mais algumas vezes, sem resposta. Decidiu seguir adiante e mergulhou na música, aprendendo violoncelo e transformando lembranças em canção, ainda guardando o sabor do primeiro beijo trocado dentro de um ônibus.

Os anos passaram, e ela se tornou uma musicista reconhecida. Após um concerto, caminhava despreocupada quando ouviu a melodia que ele costumava tocar para ela. Seguiu o som até uma igreja. Ao entrar, reconheceu imediatamente "Royal Cinema" ecoando pelas paredes do templo e percebeu que quem tocava o saxofone era o mesmo rapaz, agora marcado pelo tempo.

Aproximou-se em silêncio e, quando seus olhares finalmente se cruzaram, uma onda de memórias atingiu os dois. Ele abaixou os olhos, envergonhado; quando voltou a olhar, ela já não estava mais ali. Sem palavras para explicar o passado nem o presente, ele ajeitou a batina e retomou a celebração do casamento, enquanto ela saiu levando consigo aquela última melodia de um amor que não coube no tempo.

Texto Adaptado ARAÚJO, Jeanne. Royal Cinema. Disponível em: https://repositorio.ufrn.br/server/api/core/bitstreams/1d8f32b3-734e-401 a-85d8-69f95fa8be05/content . Acesso em: 21 nov. 2025. 
No trecho "...guardando em segredo os pequenos presentes que dele recebia, temendo a vigilância da mãe", observa-se o emprego da palavra "vigilância" com um valor conotativo. Com base no estudo da semântica e da significação contextual das palavras, assinale a alternativa que apresenta corretamente a análise do emprego desse vocábulo no texto.
Alternativas
Q4038577 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Royal Cinema

Tinha 13 anos quando viu o rapaz magrelo subindo a ladeira tocando saxofone, enchendo-lhe o coração de algo novo. Durante os dias de festa, acompanhou a banda pelas ruas, guardando em segredo os pequenos presentes que dele recebia, temendo a vigilância da mãe. Aquele amor de adolescência cresceu entre poemas, flores e sorrisos tímidos.
Com o tempo, cada um seguiu seu caminho. Ela mudou de cidade, ele foi trabalhar longe. Mantiveram o vínculo por cartas até que, de repente, as mensagens pararam. Ele havia encontrado outro amor. A jovem tentou escrever mais algumas vezes, sem resposta. Decidiu seguir adiante e mergulhou na música, aprendendo violoncelo e transformando lembranças em canção, ainda guardando o sabor do primeiro beijo trocado dentro de um ônibus.
Os anos passaram, e ela se tornou uma musicista reconhecida. Após um concerto, caminhava despreocupada quando ouviu a melodia que ele costumava tocar para ela. Seguiu o som até uma igreja. Ao entrar, reconheceu imediatamente "Royal Cinema" ecoando pelas paredes do templo e percebeu que quem tocava o saxofone era o mesmo rapaz, agora marcado pelo tempo.
Aproximou-se em silêncio e, quando seus olhares finalmente se cruzaram, uma onda de memórias atingiu os dois. Ele abaixou os olhos, envergonhado; quando voltou a olhar, ela já não estava mais ali. Sem palavras para explicar o passado nem o presente, ele ajeitou a batina e retomou a celebração do casamento, enquanto ela saiu levando consigo aquela última melodia de um amor que não coube no tempo.

Texto Adaptado ARAÚJO, Jeanne. Royal Cinema. Disponível em: https://repositorio.ufrn.br/server/api/core/bitstreams/1d8f32b3-734e-401 a-85d8-69f95fa8be05/content . Acesso em: 21 nov. 2025. 
Acerca da narrativa apresentada, assinale a alternativa que está em conformidade com os sentidos globais do texto e com as marcas de intencionalidade presentes na composição da história.
Alternativas
Q4038576 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Royal Cinema

Tinha 13 anos quando viu o rapaz magrelo subindo a ladeira tocando saxofone, enchendo-lhe o coração de algo novo. Durante os dias de festa, acompanhou a banda pelas ruas, guardando em segredo os pequenos presentes que dele recebia, temendo a vigilância da mãe. Aquele amor de adolescência cresceu entre poemas, flores e sorrisos tímidos.
Com o tempo, cada um seguiu seu caminho. Ela mudou de cidade, ele foi trabalhar longe. Mantiveram o vínculo por cartas até que, de repente, as mensagens pararam. Ele havia encontrado outro amor. A jovem tentou escrever mais algumas vezes, sem resposta. Decidiu seguir adiante e mergulhou na música, aprendendo violoncelo e transformando lembranças em canção, ainda guardando o sabor do primeiro beijo trocado dentro de um ônibus.
Os anos passaram, e ela se tornou uma musicista reconhecida. Após um concerto, caminhava despreocupada quando ouviu a melodia que ele costumava tocar para ela. Seguiu o som até uma igreja. Ao entrar, reconheceu imediatamente "Royal Cinema" ecoando pelas paredes do templo e percebeu que quem tocava o saxofone era o mesmo rapaz, agora marcado pelo tempo.
Aproximou-se em silêncio e, quando seus olhares finalmente se cruzaram, uma onda de memórias atingiu os dois. Ele abaixou os olhos, envergonhado; quando voltou a olhar, ela já não estava mais ali. Sem palavras para explicar o passado nem o presente, ele ajeitou a batina e retomou a celebração do casamento, enquanto ela saiu levando consigo aquela última melodia de um amor que não coube no tempo.

Texto Adaptado ARAÚJO, Jeanne. Royal Cinema. Disponível em: https://repositorio.ufrn.br/server/api/core/bitstreams/1d8f32b3-734e-401 a-85d8-69f95fa8be05/content . Acesso em: 21 nov. 2025. 
Com base na análise sintática do período "Após um concerto, caminhava despreocupada quando ouviu a melodia que ele costumava tocar para ela", assinale a alternativa que classifica corretamente os termos destacados e explica adequadamente sua função no enunciado. 
Alternativas
Q4038575 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Royal Cinema

Tinha 13 anos quando viu o rapaz magrelo subindo a ladeira tocando saxofone, enchendo-lhe o coração de algo novo. Durante os dias de festa, acompanhou a banda pelas ruas, guardando em segredo os pequenos presentes que dele recebia, temendo a vigilância da mãe. Aquele amor de adolescência cresceu entre poemas, flores e sorrisos tímidos.
Com o tempo, cada um seguiu seu caminho. Ela mudou de cidade, ele foi trabalhar longe. Mantiveram o vínculo por cartas até que, de repente, as mensagens pararam. Ele havia encontrado outro amor. A jovem tentou escrever mais algumas vezes, sem resposta. Decidiu seguir adiante e mergulhou na música, aprendendo violoncelo e transformando lembranças em canção, ainda guardando o sabor do primeiro beijo trocado dentro de um ônibus.
Os anos passaram, e ela se tornou uma musicista reconhecida. Após um concerto, caminhava despreocupada quando ouviu a melodia que ele costumava tocar para ela. Seguiu o som até uma igreja. Ao entrar, reconheceu imediatamente "Royal Cinema" ecoando pelas paredes do templo e percebeu que quem tocava o saxofone era o mesmo rapaz, agora marcado pelo tempo.
Aproximou-se em silêncio e, quando seus olhares finalmente se cruzaram, uma onda de memórias atingiu os dois. Ele abaixou os olhos, envergonhado; quando voltou a olhar, ela já não estava mais ali. Sem palavras para explicar o passado nem o presente, ele ajeitou a batina e retomou a celebração do casamento, enquanto ela saiu levando consigo aquela última melodia de um amor que não coube no tempo.

Texto Adaptado ARAÚJO, Jeanne. Royal Cinema. Disponível em: https://repositorio.ufrn.br/server/api/core/bitstreams/1d8f32b3-734e-401 a-85d8-69f95fa8be05/content . Acesso em: 21 nov. 2025. 
No trecho "...guardando em segredo os pequenos presentes que dele recebia, temendo a vigilância da mãe", observa-se o emprego da palavra "vigilância" com um valor conotativo. Com base no estudo da semântica e da significação contextual das palavras, assinale a alternativa que apresenta corretamente a análise do emprego desse vocábulo no texto.
Alternativas
Q4038574 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Royal Cinema

Tinha 13 anos quando viu o rapaz magrelo subindo a ladeira tocando saxofone, enchendo-lhe o coração de algo novo. Durante os dias de festa, acompanhou a banda pelas ruas, guardando em segredo os pequenos presentes que dele recebia, temendo a vigilância da mãe. Aquele amor de adolescência cresceu entre poemas, flores e sorrisos tímidos.
Com o tempo, cada um seguiu seu caminho. Ela mudou de cidade, ele foi trabalhar longe. Mantiveram o vínculo por cartas até que, de repente, as mensagens pararam. Ele havia encontrado outro amor. A jovem tentou escrever mais algumas vezes, sem resposta. Decidiu seguir adiante e mergulhou na música, aprendendo violoncelo e transformando lembranças em canção, ainda guardando o sabor do primeiro beijo trocado dentro de um ônibus.
Os anos passaram, e ela se tornou uma musicista reconhecida. Após um concerto, caminhava despreocupada quando ouviu a melodia que ele costumava tocar para ela. Seguiu o som até uma igreja. Ao entrar, reconheceu imediatamente "Royal Cinema" ecoando pelas paredes do templo e percebeu que quem tocava o saxofone era o mesmo rapaz, agora marcado pelo tempo.
Aproximou-se em silêncio e, quando seus olhares finalmente se cruzaram, uma onda de memórias atingiu os dois. Ele abaixou os olhos, envergonhado; quando voltou a olhar, ela já não estava mais ali. Sem palavras para explicar o passado nem o presente, ele ajeitou a batina e retomou a celebração do casamento, enquanto ela saiu levando consigo aquela última melodia de um amor que não coube no tempo.

Texto Adaptado ARAÚJO, Jeanne. Royal Cinema. Disponível em: https://repositorio.ufrn.br/server/api/core/bitstreams/1d8f32b3-734e-401 a-85d8-69f95fa8be05/content . Acesso em: 21 nov. 2025. 
Com base nas normas da ortografia oficial da língua portuguesa e no funcionamento semântico dos homônimos, assinale a alternativa que explica corretamente o sentido da palavra "concerto" em "Após um concerto, caminhava despreocupada quando ouviu a melodia que ele costumava tocar para ela".
Alternativas
Q4038573 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Royal Cinema

Tinha 13 anos quando viu o rapaz magrelo subindo a ladeira tocando saxofone, enchendo-lhe o coração de algo novo. Durante os dias de festa, acompanhou a banda pelas ruas, guardando em segredo os pequenos presentes que dele recebia, temendo a vigilância da mãe. Aquele amor de adolescência cresceu entre poemas, flores e sorrisos tímidos.
Com o tempo, cada um seguiu seu caminho. Ela mudou de cidade, ele foi trabalhar longe. Mantiveram o vínculo por cartas até que, de repente, as mensagens pararam. Ele havia encontrado outro amor. A jovem tentou escrever mais algumas vezes, sem resposta. Decidiu seguir adiante e mergulhou na música, aprendendo violoncelo e transformando lembranças em canção, ainda guardando o sabor do primeiro beijo trocado dentro de um ônibus.
Os anos passaram, e ela se tornou uma musicista reconhecida. Após um concerto, caminhava despreocupada quando ouviu a melodia que ele costumava tocar para ela. Seguiu o som até uma igreja. Ao entrar, reconheceu imediatamente "Royal Cinema" ecoando pelas paredes do templo e percebeu que quem tocava o saxofone era o mesmo rapaz, agora marcado pelo tempo.
Aproximou-se em silêncio e, quando seus olhares finalmente se cruzaram, uma onda de memórias atingiu os dois. Ele abaixou os olhos, envergonhado; quando voltou a olhar, ela já não estava mais ali. Sem palavras para explicar o passado nem o presente, ele ajeitou a batina e retomou a celebração do casamento, enquanto ela saiu levando consigo aquela última melodia de um amor que não coube no tempo.

Texto Adaptado ARAÚJO, Jeanne. Royal Cinema. Disponível em: https://repositorio.ufrn.br/server/api/core/bitstreams/1d8f32b3-734e-401 a-85d8-69f95fa8be05/content . Acesso em: 21 nov. 2025. 
Com base na norma-padrão da língua portuguesa, analise a função da vírgula empregada imediatamente após a expressão "Durante os dias de festa" no trecho "Durante os dias de festa, acompanhou a banda pelas ruas, guardando em segredo os pequenos presentes que dele recebia, temendo a vigilância da mãe" e assinale a alternativa correta quanto à sua justificativa gramatical.
Alternativas
Q4038547 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Royal Cinema

Tinha 13 anos quando viu o rapaz magrelo subindo a ladeira tocando saxofone, enchendo-lhe o coração de algo novo. Durante os dias de festa, acompanhou a banda pelas ruas, guardando em segredo os pequenos presentes que dele recebia, temendo a vigilância da mãe. Aquele amor de adolescência cresceu entre poemas, flores e sorrisos tímidos.

Com o tempo, cada um seguiu seu caminho. Ela mudou de cidade, ele foi trabalhar longe. Mantiveram o vínculo por cartas até que, de repente, as mensagens pararam. Ele havia encontrado outro amor. A jovem tentou escrever mais algumas vezes, sem resposta. Decidiu seguir adiante e mergulhou na música, aprendendo violoncelo e transformando lembranças em canção, ainda guardando o sabor do primeiro beijo trocado dentro de um ônibus.

Os anos passaram, e ela se tornou uma musicista reconhecida. Após um concerto, caminhava despreocupada quando ouviu a melodia que ele costumava tocar para ela. Seguiu o som até uma igreja. Ao entrar, reconheceu imediatamente "Royal Cinema" ecoando pelas paredes do templo e percebeu que quem tocava o saxofone era o mesmo rapaz, agora marcado pelo tempo.

Aproximou-se em silêncio e, quando seus olhares finalmente se cruzaram, uma onda de memórias atingiu os dois. Ele abaixou os olhos, envergonhado; quando voltou a olhar, ela já não estava mais ali. Sem palavras para explicar o passado nem o presente, ele ajeitou a batina e retomou a celebração do casamento, enquanto ela saiu levando consigo aquela última melodia de um amor que não coube no tempo.

Texto Adaptado

ARAÚJO, Jeanne. Royal Cinema.
Disponível em: https://repositorio.ufrn.br/server/api/core/bitstreams/1d8f32b3-734e-401 a-85d8-69f95fa8be05/content . Acesso em: 21 nov. 2025. 
Acerca da narrativa apresentada, assinale a alternativa que está em conformidade com os sentidos globais do texto e com as marcas de intencionalidade presentes na composição da história.
Alternativas
Q4038546 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Royal Cinema

Tinha 13 anos quando viu o rapaz magrelo subindo a ladeira tocando saxofone, enchendo-lhe o coração de algo novo. Durante os dias de festa, acompanhou a banda pelas ruas, guardando em segredo os pequenos presentes que dele recebia, temendo a vigilância da mãe. Aquele amor de adolescência cresceu entre poemas, flores e sorrisos tímidos.

Com o tempo, cada um seguiu seu caminho. Ela mudou de cidade, ele foi trabalhar longe. Mantiveram o vínculo por cartas até que, de repente, as mensagens pararam. Ele havia encontrado outro amor. A jovem tentou escrever mais algumas vezes, sem resposta. Decidiu seguir adiante e mergulhou na música, aprendendo violoncelo e transformando lembranças em canção, ainda guardando o sabor do primeiro beijo trocado dentro de um ônibus.

Os anos passaram, e ela se tornou uma musicista reconhecida. Após um concerto, caminhava despreocupada quando ouviu a melodia que ele costumava tocar para ela. Seguiu o som até uma igreja. Ao entrar, reconheceu imediatamente "Royal Cinema" ecoando pelas paredes do templo e percebeu que quem tocava o saxofone era o mesmo rapaz, agora marcado pelo tempo.

Aproximou-se em silêncio e, quando seus olhares finalmente se cruzaram, uma onda de memórias atingiu os dois. Ele abaixou os olhos, envergonhado; quando voltou a olhar, ela já não estava mais ali. Sem palavras para explicar o passado nem o presente, ele ajeitou a batina e retomou a celebração do casamento, enquanto ela saiu levando consigo aquela última melodia de um amor que não coube no tempo.

Texto Adaptado

ARAÚJO, Jeanne. Royal Cinema.
Disponível em: https://repositorio.ufrn.br/server/api/core/bitstreams/1d8f32b3-734e-401 a-85d8-69f95fa8be05/content . Acesso em: 21 nov. 2025. 
Com base nas normas da ortografia oficial da língua portuguesa e no funcionamento semântico dos homônimos, assinale a alternativa que explica corretamente o sentido da palavra "concerto" em "Após um concerto, caminhava despreocupada quando ouviu a melodia que ele costumava tocar para ela". 
Alternativas
Q4038545 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Royal Cinema

Tinha 13 anos quando viu o rapaz magrelo subindo a ladeira tocando saxofone, enchendo-lhe o coração de algo novo. Durante os dias de festa, acompanhou a banda pelas ruas, guardando em segredo os pequenos presentes que dele recebia, temendo a vigilância da mãe. Aquele amor de adolescência cresceu entre poemas, flores e sorrisos tímidos.

Com o tempo, cada um seguiu seu caminho. Ela mudou de cidade, ele foi trabalhar longe. Mantiveram o vínculo por cartas até que, de repente, as mensagens pararam. Ele havia encontrado outro amor. A jovem tentou escrever mais algumas vezes, sem resposta. Decidiu seguir adiante e mergulhou na música, aprendendo violoncelo e transformando lembranças em canção, ainda guardando o sabor do primeiro beijo trocado dentro de um ônibus.

Os anos passaram, e ela se tornou uma musicista reconhecida. Após um concerto, caminhava despreocupada quando ouviu a melodia que ele costumava tocar para ela. Seguiu o som até uma igreja. Ao entrar, reconheceu imediatamente "Royal Cinema" ecoando pelas paredes do templo e percebeu que quem tocava o saxofone era o mesmo rapaz, agora marcado pelo tempo.

Aproximou-se em silêncio e, quando seus olhares finalmente se cruzaram, uma onda de memórias atingiu os dois. Ele abaixou os olhos, envergonhado; quando voltou a olhar, ela já não estava mais ali. Sem palavras para explicar o passado nem o presente, ele ajeitou a batina e retomou a celebração do casamento, enquanto ela saiu levando consigo aquela última melodia de um amor que não coube no tempo.

Texto Adaptado

ARAÚJO, Jeanne. Royal Cinema.
Disponível em: https://repositorio.ufrn.br/server/api/core/bitstreams/1d8f32b3-734e-401 a-85d8-69f95fa8be05/content . Acesso em: 21 nov. 2025. 
No trecho "...guardando em segredo os pequenos presentes que dele recebia, temendo a vigilância da mãe", observa-se o emprego da palavra "vigilância" com um valor conotativo. Com base no estudo da semântica e da significação contextual das palavras, assinale a alternativa que apresenta corretamente a análise do emprego desse vocábulo no texto. 
Alternativas
Respostas
12701: B
12702: D
12703: D
12704: A
12705: B
12706: D
12707: D
12708: C
12709: B
12710: D
12711: B
12712: D
12713: C
12714: A
12715: A
12716: B
12717: D
12718: B
12719: C
12720: B