Questões de Concurso Comentadas sobre português
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Texto para responder às questões de 1 a 9.
Contato de povos da Amazônia com idioma espanhol mudou concepção de cores
Muitos membros da sociedade indígena Tsimane, moradora da Amazônia boliviana, aprenderam o espanhol como segunda língua. Com isso, eles começaram a classificar as cores usando mais palavras, segundo revela uma pesquisa publicada em 31 de outubro na revista Psychological Science.
O estudo conduzido por pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos, sugere que aprender uma segunda língua pode influenciar nosso idioma materno, aprimorando as descrições que damos às cores que enxergamos na natureza. A população Tsimane que aprendeu espanhol, por exemplo, começou a distinguir cores que não são usadas nos diálogos dos membros monolíngues de sua comunidade.
Gibson destaca que os indígenas bilíngues começaram a usar seus próprios termos da língua Tsimane para começar a dividir o espaço de cores de maneira mais semelhante ao espanhol. Eles adotaram, por exemplo, palavras de seu idioma nativo para descrever azul e verde, em vez de usarem palavras hispânicas para essas duas cores. Além disso, os Tsimanes bilíngues se tornaram mais precisos na descrição do amarelo e vermelho. Os falantes monolíngues tendem a descrever essas cores englobando-as em muitos tons além do que um falante de espanhol ou inglês incluiria.
O “surgimento” do verde e azul
Há alguns anos, em um estudo com mais de 100 línguas, incluindo a língua Tsimane, Gibson e colegas perceberam que os falantes tendem a dividir a parte “quente” do espectro de cores em mais palavras do que as regiões “frias”, que incluem azul e verde. Na língua Tsimane, isso é um pouco diferente. São usadas apenas três palavras de cores, que correspondem a preto, branco e vermelho. Enquanto isso, somente dois termos (“shandyes” e “yushñus”) são aplicados de forma intercambiável para qualquer matiz que se enquadre em azul ou verde.
Como parte do novo estudo, os pesquisadores pediram que indígenas Tsimane realizassem duas tarefas: na primeira, eles mostraram aos participantes 84 fichas de diferentes cores, uma a uma, e perguntaram qual palavra eles usariam para descrever a cor; na segunda, os voluntários viram o conjunto completo de fichas e foram convidados a agrupá-las por palavras de cores. Os indivíduos bilíngues tiveram que fazer as tarefas duas vezes, sendo uma vez em Tsimane e outra em espanhol. Com isso, os pesquisadores descobriram que, ao realizarem a tarefa nesse outro idioma, os indígenas classificavam as fichas coloridas nas palavras de cores tradicionais da língua espanhola.
Já ao fazerem isso em sua língua nativa, os indígenas bilíngues foram muito mais precisos do que os monolíngues: de forma surpreendente, eles começaram a usar palavras separadas para azul e verde, mesmo que sua língua não faça essa distinção. O grupo começou a aplicar exclusivamente “yushñus” para descrever azul e “shandyes” para a cor verde. Embora os pesquisadores tenham observado que as distinções entre azul e verde apareceram apenas nos Tsimane que aprenderam espanhol, eles dizem que é possível que esse uso se espalhe na população monolíngue.
Outra possibilidade, essa mais provável, é que mais pessoas se tornem bilíngues à medida que têm mais contato com as aldeias de fala espanhola próximas.
Os pesquisadores agora esperam estudar se outros conceitos, como referências temporais, podem se espalhar do espanhol para os falantes de Tsimane que se tornam bilíngues. MalikMoraleda espera ver se os resultados poderão ser replicados em outras populações remotas, especificamente no caso dos Gujjar, uma comunidade nômade que vive nas montanhas do Himalaia.
Revista Galileu. (Adaptado).
(https://revistagalileu.globo.com/sociedade/noticia/2023/11/contato-de-povos-da-amazoniacom-idioma-espanhol-mudou-concepcao-de-cores.ghtml)
Assinale a alternativa que apresenta o excerto em que a palavra ‘se’ é empregada como conjunção integrante.
Texto para responder às questões de 1 a 9.
Contato de povos da Amazônia com idioma espanhol mudou concepção de cores
Muitos membros da sociedade indígena Tsimane, moradora da Amazônia boliviana, aprenderam o espanhol como segunda língua. Com isso, eles começaram a classificar as cores usando mais palavras, segundo revela uma pesquisa publicada em 31 de outubro na revista Psychological Science.
O estudo conduzido por pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos, sugere que aprender uma segunda língua pode influenciar nosso idioma materno, aprimorando as descrições que damos às cores que enxergamos na natureza. A população Tsimane que aprendeu espanhol, por exemplo, começou a distinguir cores que não são usadas nos diálogos dos membros monolíngues de sua comunidade.
Gibson destaca que os indígenas bilíngues começaram a usar seus próprios termos da língua Tsimane para começar a dividir o espaço de cores de maneira mais semelhante ao espanhol. Eles adotaram, por exemplo, palavras de seu idioma nativo para descrever azul e verde, em vez de usarem palavras hispânicas para essas duas cores. Além disso, os Tsimanes bilíngues se tornaram mais precisos na descrição do amarelo e vermelho. Os falantes monolíngues tendem a descrever essas cores englobando-as em muitos tons além do que um falante de espanhol ou inglês incluiria.
O “surgimento” do verde e azul
Há alguns anos, em um estudo com mais de 100 línguas, incluindo a língua Tsimane, Gibson e colegas perceberam que os falantes tendem a dividir a parte “quente” do espectro de cores em mais palavras do que as regiões “frias”, que incluem azul e verde. Na língua Tsimane, isso é um pouco diferente. São usadas apenas três palavras de cores, que correspondem a preto, branco e vermelho. Enquanto isso, somente dois termos (“shandyes” e “yushñus”) são aplicados de forma intercambiável para qualquer matiz que se enquadre em azul ou verde.
Como parte do novo estudo, os pesquisadores pediram que indígenas Tsimane realizassem duas tarefas: na primeira, eles mostraram aos participantes 84 fichas de diferentes cores, uma a uma, e perguntaram qual palavra eles usariam para descrever a cor; na segunda, os voluntários viram o conjunto completo de fichas e foram convidados a agrupá-las por palavras de cores. Os indivíduos bilíngues tiveram que fazer as tarefas duas vezes, sendo uma vez em Tsimane e outra em espanhol. Com isso, os pesquisadores descobriram que, ao realizarem a tarefa nesse outro idioma, os indígenas classificavam as fichas coloridas nas palavras de cores tradicionais da língua espanhola.
Já ao fazerem isso em sua língua nativa, os indígenas bilíngues foram muito mais precisos do que os monolíngues: de forma surpreendente, eles começaram a usar palavras separadas para azul e verde, mesmo que sua língua não faça essa distinção. O grupo começou a aplicar exclusivamente “yushñus” para descrever azul e “shandyes” para a cor verde. Embora os pesquisadores tenham observado que as distinções entre azul e verde apareceram apenas nos Tsimane que aprenderam espanhol, eles dizem que é possível que esse uso se espalhe na população monolíngue.
Outra possibilidade, essa mais provável, é que mais pessoas se tornem bilíngues à medida que têm mais contato com as aldeias de fala espanhola próximas.
Os pesquisadores agora esperam estudar se outros conceitos, como referências temporais, podem se espalhar do espanhol para os falantes de Tsimane que se tornam bilíngues. MalikMoraleda espera ver se os resultados poderão ser replicados em outras populações remotas, especificamente no caso dos Gujjar, uma comunidade nômade que vive nas montanhas do Himalaia.
Revista Galileu. (Adaptado).
(https://revistagalileu.globo.com/sociedade/noticia/2023/11/contato-de-povos-da-amazoniacom-idioma-espanhol-mudou-concepcao-de-cores.ghtml)
Considere o excerto: “Já ao fazerem isso em sua língua nativa, os indígenas bilíngues foram muito mais precisos do que os monolíngues (...) O grupo começou a aplicar exclusivamente “yushñus” para descrever azul e “shandyes” para a cor verde.” O emprego da expressão ‘o grupo’ é uma estratégia de coesão:
Texto para responder às questões de 1 a 9.
Contato de povos da Amazônia com idioma espanhol mudou concepção de cores
Muitos membros da sociedade indígena Tsimane, moradora da Amazônia boliviana, aprenderam o espanhol como segunda língua. Com isso, eles começaram a classificar as cores usando mais palavras, segundo revela uma pesquisa publicada em 31 de outubro na revista Psychological Science.
O estudo conduzido por pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos, sugere que aprender uma segunda língua pode influenciar nosso idioma materno, aprimorando as descrições que damos às cores que enxergamos na natureza. A população Tsimane que aprendeu espanhol, por exemplo, começou a distinguir cores que não são usadas nos diálogos dos membros monolíngues de sua comunidade.
Gibson destaca que os indígenas bilíngues começaram a usar seus próprios termos da língua Tsimane para começar a dividir o espaço de cores de maneira mais semelhante ao espanhol. Eles adotaram, por exemplo, palavras de seu idioma nativo para descrever azul e verde, em vez de usarem palavras hispânicas para essas duas cores. Além disso, os Tsimanes bilíngues se tornaram mais precisos na descrição do amarelo e vermelho. Os falantes monolíngues tendem a descrever essas cores englobando-as em muitos tons além do que um falante de espanhol ou inglês incluiria.
O “surgimento” do verde e azul
Há alguns anos, em um estudo com mais de 100 línguas, incluindo a língua Tsimane, Gibson e colegas perceberam que os falantes tendem a dividir a parte “quente” do espectro de cores em mais palavras do que as regiões “frias”, que incluem azul e verde. Na língua Tsimane, isso é um pouco diferente. São usadas apenas três palavras de cores, que correspondem a preto, branco e vermelho. Enquanto isso, somente dois termos (“shandyes” e “yushñus”) são aplicados de forma intercambiável para qualquer matiz que se enquadre em azul ou verde.
Como parte do novo estudo, os pesquisadores pediram que indígenas Tsimane realizassem duas tarefas: na primeira, eles mostraram aos participantes 84 fichas de diferentes cores, uma a uma, e perguntaram qual palavra eles usariam para descrever a cor; na segunda, os voluntários viram o conjunto completo de fichas e foram convidados a agrupá-las por palavras de cores. Os indivíduos bilíngues tiveram que fazer as tarefas duas vezes, sendo uma vez em Tsimane e outra em espanhol. Com isso, os pesquisadores descobriram que, ao realizarem a tarefa nesse outro idioma, os indígenas classificavam as fichas coloridas nas palavras de cores tradicionais da língua espanhola.
Já ao fazerem isso em sua língua nativa, os indígenas bilíngues foram muito mais precisos do que os monolíngues: de forma surpreendente, eles começaram a usar palavras separadas para azul e verde, mesmo que sua língua não faça essa distinção. O grupo começou a aplicar exclusivamente “yushñus” para descrever azul e “shandyes” para a cor verde. Embora os pesquisadores tenham observado que as distinções entre azul e verde apareceram apenas nos Tsimane que aprenderam espanhol, eles dizem que é possível que esse uso se espalhe na população monolíngue.
Outra possibilidade, essa mais provável, é que mais pessoas se tornem bilíngues à medida que têm mais contato com as aldeias de fala espanhola próximas.
Os pesquisadores agora esperam estudar se outros conceitos, como referências temporais, podem se espalhar do espanhol para os falantes de Tsimane que se tornam bilíngues. MalikMoraleda espera ver se os resultados poderão ser replicados em outras populações remotas, especificamente no caso dos Gujjar, uma comunidade nômade que vive nas montanhas do Himalaia.
Revista Galileu. (Adaptado).
(https://revistagalileu.globo.com/sociedade/noticia/2023/11/contato-de-povos-da-amazoniacom-idioma-espanhol-mudou-concepcao-de-cores.ghtml)
No excerto “Outra possibilidade, essa mais provável, é que mais pessoas se tornem bilíngues à medida que têm mais contato com as aldeias de fala espanhola próximas.”, a noção de proporcionalidade é veiculada por:
Texto para responder às questões de 1 a 9.
Contato de povos da Amazônia com idioma espanhol mudou concepção de cores
Muitos membros da sociedade indígena Tsimane, moradora da Amazônia boliviana, aprenderam o espanhol como segunda língua. Com isso, eles começaram a classificar as cores usando mais palavras, segundo revela uma pesquisa publicada em 31 de outubro na revista Psychological Science.
O estudo conduzido por pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos, sugere que aprender uma segunda língua pode influenciar nosso idioma materno, aprimorando as descrições que damos às cores que enxergamos na natureza. A população Tsimane que aprendeu espanhol, por exemplo, começou a distinguir cores que não são usadas nos diálogos dos membros monolíngues de sua comunidade.
Gibson destaca que os indígenas bilíngues começaram a usar seus próprios termos da língua Tsimane para começar a dividir o espaço de cores de maneira mais semelhante ao espanhol. Eles adotaram, por exemplo, palavras de seu idioma nativo para descrever azul e verde, em vez de usarem palavras hispânicas para essas duas cores. Além disso, os Tsimanes bilíngues se tornaram mais precisos na descrição do amarelo e vermelho. Os falantes monolíngues tendem a descrever essas cores englobando-as em muitos tons além do que um falante de espanhol ou inglês incluiria.
O “surgimento” do verde e azul
Há alguns anos, em um estudo com mais de 100 línguas, incluindo a língua Tsimane, Gibson e colegas perceberam que os falantes tendem a dividir a parte “quente” do espectro de cores em mais palavras do que as regiões “frias”, que incluem azul e verde. Na língua Tsimane, isso é um pouco diferente. São usadas apenas três palavras de cores, que correspondem a preto, branco e vermelho. Enquanto isso, somente dois termos (“shandyes” e “yushñus”) são aplicados de forma intercambiável para qualquer matiz que se enquadre em azul ou verde.
Como parte do novo estudo, os pesquisadores pediram que indígenas Tsimane realizassem duas tarefas: na primeira, eles mostraram aos participantes 84 fichas de diferentes cores, uma a uma, e perguntaram qual palavra eles usariam para descrever a cor; na segunda, os voluntários viram o conjunto completo de fichas e foram convidados a agrupá-las por palavras de cores. Os indivíduos bilíngues tiveram que fazer as tarefas duas vezes, sendo uma vez em Tsimane e outra em espanhol. Com isso, os pesquisadores descobriram que, ao realizarem a tarefa nesse outro idioma, os indígenas classificavam as fichas coloridas nas palavras de cores tradicionais da língua espanhola.
Já ao fazerem isso em sua língua nativa, os indígenas bilíngues foram muito mais precisos do que os monolíngues: de forma surpreendente, eles começaram a usar palavras separadas para azul e verde, mesmo que sua língua não faça essa distinção. O grupo começou a aplicar exclusivamente “yushñus” para descrever azul e “shandyes” para a cor verde. Embora os pesquisadores tenham observado que as distinções entre azul e verde apareceram apenas nos Tsimane que aprenderam espanhol, eles dizem que é possível que esse uso se espalhe na população monolíngue.
Outra possibilidade, essa mais provável, é que mais pessoas se tornem bilíngues à medida que têm mais contato com as aldeias de fala espanhola próximas.
Os pesquisadores agora esperam estudar se outros conceitos, como referências temporais, podem se espalhar do espanhol para os falantes de Tsimane que se tornam bilíngues. MalikMoraleda espera ver se os resultados poderão ser replicados em outras populações remotas, especificamente no caso dos Gujjar, uma comunidade nômade que vive nas montanhas do Himalaia.
Revista Galileu. (Adaptado).
(https://revistagalileu.globo.com/sociedade/noticia/2023/11/contato-de-povos-da-amazoniacom-idioma-espanhol-mudou-concepcao-de-cores.ghtml)
De acordo com o texto, pode-se afirmar que pessoas bilíngues:
Uma carta ao algoritmo
Por Fabrício Carpinejar
01 Algoritmo, já que você vive registrando nossas ações, onde estamos, onde compramos,
02 em que lugar queremos passar as férias, já que conhece as nossas mentiras e os limites de
03 nossos cartões de crédito, nossos arroubos, nossas vontades, nossas tristezas, nossas playlists,
04 nossas canções melancólicas e eufóricas, já que oferece produtos que mal começamos a
05 pesquisar, já que ______ o dom profético de se antecipar aos nossos desejos, já que tolera as
06 nossas neuroses, já que perdoa a nossa ansiedade, já que cronometra o nosso tempo on-line,
07 já que repassa vídeos emocionais pela enésima vez, já que cria ataques de fofura com vídeos de
08 cachorros e gatos, já que traz depoimentos de resiliência quando estamos prestes .... desistir de
09 tentar, eu rogo que use todas as nossas informações a nosso favor, não mais exclusivamente
10 .... seu benefício, por um breve momento de generosidade.
11 Não sei se você ______ pai, ou mãe, ou irmão, alguma ligação afetiva ou consanguínea
12 com os números, mas pense um pouquinho em nós como parte de sua família.
13 Suspenda por um instante sua ambição de estatísticas e nos ajude em nossas realizações.
14 Afinal, está milionário, não precisa de mais nada, pode diminuir o ritmo frenético de seus
15 negócios e faturamento sem correr nenhum risco de empobrecer de repente. Ofereça-nos a
16 tecnologia para encontros afetivos mais rápidos. Não precisamos nos desgastar tanto se você
17 tudo vê, tudo sabe.
18 Portanto, eu peço:
19 — Não deixe nossos amigos continuarem sofrendo por relacionamentos opressivos,
20 sufocantes. De tanto que quebraram a cara no amor, são vitrais. Ponha-os em contato com
21 pessoas que prestam, que possam estabelecer conexões profundas de respeito e admiração.
22 Facilite a intimidade mais do que a atração. Não permita que eles percam a esperança na vida a
23 dois. Não ______ como aconselhá-los depois que se apaixonam pelo perfil errado. Eles não mais
24 nos escutam. Doemos, impotentes, testemunhando que anulam suas identidades para agradar
25 e corresponder .... expectativas insanas da química. Perderão o emprego, a realidade, a razão,
26 o equilíbrio, sustentando a fantasia de quem não os merece.
27 — Afaste de nossa existência virtual os narcisistas. Poupe-nos do trabalho de bloqueá-los
28 após servirmos de cobaias. Já estaremos exaustos e sequelados. Use seu filtro como nosso
29 escudo. Aproxime-nos daqueles que se preocupam com os outros, que ainda postam o pôr de
30 sol ou a lua cheia, que se emocionam com a nudez do mar ou do rio, que ficam na janela,
31 imóveis, olhando a chuva, que recolhem o lixo da rua que não foi jogado por eles, que entendem
32 o valor de uma xícara de café quente e de um cálice de vinho, que passam adiante uma frase de
33 Clarice Lispector ou de Caio Fernando Abreu, que defendem a importância de embrulhar
34 presentes, que esperam ansiosamente o feriado para visitar os pais no interior, que festejam
35 cada móvel que chega em sua casa, que guardam suas moedas num potinho, que organizam o
36 armário inteiro quando adquirem uma peça nova, que dormem agradecendo e acordam rezando
37 por um mundo melhor.
38 — Cuide de nossa saúde mental porque um dia podemos nos cansar de você.
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2024/01/uma-carta-aoalgoritmo-clr6p50dz003201475yj7tmnw.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Tendo em vista o fragmento adaptado “Perderão o emprego, a realidade, a razão, o equilíbrio”, analise as asserções a seguir:
I. O verbo “Perderão” é classificado como verbo transitivo indireto.
PORQUE
II. Tem complementos verbais que iniciam sem preposição.
A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta.
Uma carta ao algoritmo
Por Fabrício Carpinejar
01 Algoritmo, já que você vive registrando nossas ações, onde estamos, onde compramos,
02 em que lugar queremos passar as férias, já que conhece as nossas mentiras e os limites de
03 nossos cartões de crédito, nossos arroubos, nossas vontades, nossas tristezas, nossas playlists,
04 nossas canções melancólicas e eufóricas, já que oferece produtos que mal começamos a
05 pesquisar, já que ______ o dom profético de se antecipar aos nossos desejos, já que tolera as
06 nossas neuroses, já que perdoa a nossa ansiedade, já que cronometra o nosso tempo on-line,
07 já que repassa vídeos emocionais pela enésima vez, já que cria ataques de fofura com vídeos de
08 cachorros e gatos, já que traz depoimentos de resiliência quando estamos prestes .... desistir de
09 tentar, eu rogo que use todas as nossas informações a nosso favor, não mais exclusivamente
10 .... seu benefício, por um breve momento de generosidade.
11 Não sei se você ______ pai, ou mãe, ou irmão, alguma ligação afetiva ou consanguínea
12 com os números, mas pense um pouquinho em nós como parte de sua família.
13 Suspenda por um instante sua ambição de estatísticas e nos ajude em nossas realizações.
14 Afinal, está milionário, não precisa de mais nada, pode diminuir o ritmo frenético de seus
15 negócios e faturamento sem correr nenhum risco de empobrecer de repente. Ofereça-nos a
16 tecnologia para encontros afetivos mais rápidos. Não precisamos nos desgastar tanto se você
17 tudo vê, tudo sabe.
18 Portanto, eu peço:
19 — Não deixe nossos amigos continuarem sofrendo por relacionamentos opressivos,
20 sufocantes. De tanto que quebraram a cara no amor, são vitrais. Ponha-os em contato com
21 pessoas que prestam, que possam estabelecer conexões profundas de respeito e admiração.
22 Facilite a intimidade mais do que a atração. Não permita que eles percam a esperança na vida a
23 dois. Não ______ como aconselhá-los depois que se apaixonam pelo perfil errado. Eles não mais
24 nos escutam. Doemos, impotentes, testemunhando que anulam suas identidades para agradar
25 e corresponder .... expectativas insanas da química. Perderão o emprego, a realidade, a razão,
26 o equilíbrio, sustentando a fantasia de quem não os merece.
27 — Afaste de nossa existência virtual os narcisistas. Poupe-nos do trabalho de bloqueá-los
28 após servirmos de cobaias. Já estaremos exaustos e sequelados. Use seu filtro como nosso
29 escudo. Aproxime-nos daqueles que se preocupam com os outros, que ainda postam o pôr de
30 sol ou a lua cheia, que se emocionam com a nudez do mar ou do rio, que ficam na janela,
31 imóveis, olhando a chuva, que recolhem o lixo da rua que não foi jogado por eles, que entendem
32 o valor de uma xícara de café quente e de um cálice de vinho, que passam adiante uma frase de
33 Clarice Lispector ou de Caio Fernando Abreu, que defendem a importância de embrulhar
34 presentes, que esperam ansiosamente o feriado para visitar os pais no interior, que festejam
35 cada móvel que chega em sua casa, que guardam suas moedas num potinho, que organizam o
36 armário inteiro quando adquirem uma peça nova, que dormem agradecendo e acordam rezando
37 por um mundo melhor.
38 — Cuide de nossa saúde mental porque um dia podemos nos cansar de você.
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2024/01/uma-carta-aoalgoritmo-clr6p50dz003201475yj7tmnw.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa correta a respeito do trecho adaptado “Está milionário”.
Uma carta ao algoritmo
Por Fabrício Carpinejar
01 Algoritmo, já que você vive registrando nossas ações, onde estamos, onde compramos,
02 em que lugar queremos passar as férias, já que conhece as nossas mentiras e os limites de
03 nossos cartões de crédito, nossos arroubos, nossas vontades, nossas tristezas, nossas playlists,
04 nossas canções melancólicas e eufóricas, já que oferece produtos que mal começamos a
05 pesquisar, já que ______ o dom profético de se antecipar aos nossos desejos, já que tolera as
06 nossas neuroses, já que perdoa a nossa ansiedade, já que cronometra o nosso tempo on-line,
07 já que repassa vídeos emocionais pela enésima vez, já que cria ataques de fofura com vídeos de
08 cachorros e gatos, já que traz depoimentos de resiliência quando estamos prestes .... desistir de
09 tentar, eu rogo que use todas as nossas informações a nosso favor, não mais exclusivamente
10 .... seu benefício, por um breve momento de generosidade.
11 Não sei se você ______ pai, ou mãe, ou irmão, alguma ligação afetiva ou consanguínea
12 com os números, mas pense um pouquinho em nós como parte de sua família.
13 Suspenda por um instante sua ambição de estatísticas e nos ajude em nossas realizações.
14 Afinal, está milionário, não precisa de mais nada, pode diminuir o ritmo frenético de seus
15 negócios e faturamento sem correr nenhum risco de empobrecer de repente. Ofereça-nos a
16 tecnologia para encontros afetivos mais rápidos. Não precisamos nos desgastar tanto se você
17 tudo vê, tudo sabe.
18 Portanto, eu peço:
19 — Não deixe nossos amigos continuarem sofrendo por relacionamentos opressivos,
20 sufocantes. De tanto que quebraram a cara no amor, são vitrais. Ponha-os em contato com
21 pessoas que prestam, que possam estabelecer conexões profundas de respeito e admiração.
22 Facilite a intimidade mais do que a atração. Não permita que eles percam a esperança na vida a
23 dois. Não ______ como aconselhá-los depois que se apaixonam pelo perfil errado. Eles não mais
24 nos escutam. Doemos, impotentes, testemunhando que anulam suas identidades para agradar
25 e corresponder .... expectativas insanas da química. Perderão o emprego, a realidade, a razão,
26 o equilíbrio, sustentando a fantasia de quem não os merece.
27 — Afaste de nossa existência virtual os narcisistas. Poupe-nos do trabalho de bloqueá-los
28 após servirmos de cobaias. Já estaremos exaustos e sequelados. Use seu filtro como nosso
29 escudo. Aproxime-nos daqueles que se preocupam com os outros, que ainda postam o pôr de
30 sol ou a lua cheia, que se emocionam com a nudez do mar ou do rio, que ficam na janela,
31 imóveis, olhando a chuva, que recolhem o lixo da rua que não foi jogado por eles, que entendem
32 o valor de uma xícara de café quente e de um cálice de vinho, que passam adiante uma frase de
33 Clarice Lispector ou de Caio Fernando Abreu, que defendem a importância de embrulhar
34 presentes, que esperam ansiosamente o feriado para visitar os pais no interior, que festejam
35 cada móvel que chega em sua casa, que guardam suas moedas num potinho, que organizam o
36 armário inteiro quando adquirem uma peça nova, que dormem agradecendo e acordam rezando
37 por um mundo melhor.
38 — Cuide de nossa saúde mental porque um dia podemos nos cansar de você.
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2024/01/uma-carta-aoalgoritmo-clr6p50dz003201475yj7tmnw.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa que apresenta a palavra que poderia substituir corretamente o vocábulo “rogo” (l. 09) sem causar alterações significativas ao trecho do texto em que ocorre.
Uma carta ao algoritmo
Por Fabrício Carpinejar
01 Algoritmo, já que você vive registrando nossas ações, onde estamos, onde compramos,
02 em que lugar queremos passar as férias, já que conhece as nossas mentiras e os limites de
03 nossos cartões de crédito, nossos arroubos, nossas vontades, nossas tristezas, nossas playlists,
04 nossas canções melancólicas e eufóricas, já que oferece produtos que mal começamos a
05 pesquisar, já que ______ o dom profético de se antecipar aos nossos desejos, já que tolera as
06 nossas neuroses, já que perdoa a nossa ansiedade, já que cronometra o nosso tempo on-line,
07 já que repassa vídeos emocionais pela enésima vez, já que cria ataques de fofura com vídeos de
08 cachorros e gatos, já que traz depoimentos de resiliência quando estamos prestes .... desistir de
09 tentar, eu rogo que use todas as nossas informações a nosso favor, não mais exclusivamente
10 .... seu benefício, por um breve momento de generosidade.
11 Não sei se você ______ pai, ou mãe, ou irmão, alguma ligação afetiva ou consanguínea
12 com os números, mas pense um pouquinho em nós como parte de sua família.
13 Suspenda por um instante sua ambição de estatísticas e nos ajude em nossas realizações.
14 Afinal, está milionário, não precisa de mais nada, pode diminuir o ritmo frenético de seus
15 negócios e faturamento sem correr nenhum risco de empobrecer de repente. Ofereça-nos a
16 tecnologia para encontros afetivos mais rápidos. Não precisamos nos desgastar tanto se você
17 tudo vê, tudo sabe.
18 Portanto, eu peço:
19 — Não deixe nossos amigos continuarem sofrendo por relacionamentos opressivos,
20 sufocantes. De tanto que quebraram a cara no amor, são vitrais. Ponha-os em contato com
21 pessoas que prestam, que possam estabelecer conexões profundas de respeito e admiração.
22 Facilite a intimidade mais do que a atração. Não permita que eles percam a esperança na vida a
23 dois. Não ______ como aconselhá-los depois que se apaixonam pelo perfil errado. Eles não mais
24 nos escutam. Doemos, impotentes, testemunhando que anulam suas identidades para agradar
25 e corresponder .... expectativas insanas da química. Perderão o emprego, a realidade, a razão,
26 o equilíbrio, sustentando a fantasia de quem não os merece.
27 — Afaste de nossa existência virtual os narcisistas. Poupe-nos do trabalho de bloqueá-los
28 após servirmos de cobaias. Já estaremos exaustos e sequelados. Use seu filtro como nosso
29 escudo. Aproxime-nos daqueles que se preocupam com os outros, que ainda postam o pôr de
30 sol ou a lua cheia, que se emocionam com a nudez do mar ou do rio, que ficam na janela,
31 imóveis, olhando a chuva, que recolhem o lixo da rua que não foi jogado por eles, que entendem
32 o valor de uma xícara de café quente e de um cálice de vinho, que passam adiante uma frase de
33 Clarice Lispector ou de Caio Fernando Abreu, que defendem a importância de embrulhar
34 presentes, que esperam ansiosamente o feriado para visitar os pais no interior, que festejam
35 cada móvel que chega em sua casa, que guardam suas moedas num potinho, que organizam o
36 armário inteiro quando adquirem uma peça nova, que dormem agradecendo e acordam rezando
37 por um mundo melhor.
38 — Cuide de nossa saúde mental porque um dia podemos nos cansar de você.
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2024/01/uma-carta-aoalgoritmo-clr6p50dz003201475yj7tmnw.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
No primeiro parágrafo, o autor utiliza repetidas vezes a locução conjuntiva “já que”. Tendo em vista o pedido realizado no final desse parágrafo, é correto afirmar que essa expressão:
Uma carta ao algoritmo
Por Fabrício Carpinejar
01 Algoritmo, já que você vive registrando nossas ações, onde estamos, onde compramos,
02 em que lugar queremos passar as férias, já que conhece as nossas mentiras e os limites de
03 nossos cartões de crédito, nossos arroubos, nossas vontades, nossas tristezas, nossas playlists,
04 nossas canções melancólicas e eufóricas, já que oferece produtos que mal começamos a
05 pesquisar, já que ______ o dom profético de se antecipar aos nossos desejos, já que tolera as
06 nossas neuroses, já que perdoa a nossa ansiedade, já que cronometra o nosso tempo on-line,
07 já que repassa vídeos emocionais pela enésima vez, já que cria ataques de fofura com vídeos de
08 cachorros e gatos, já que traz depoimentos de resiliência quando estamos prestes .... desistir de
09 tentar, eu rogo que use todas as nossas informações a nosso favor, não mais exclusivamente
10 .... seu benefício, por um breve momento de generosidade.
11 Não sei se você ______ pai, ou mãe, ou irmão, alguma ligação afetiva ou consanguínea
12 com os números, mas pense um pouquinho em nós como parte de sua família.
13 Suspenda por um instante sua ambição de estatísticas e nos ajude em nossas realizações.
14 Afinal, está milionário, não precisa de mais nada, pode diminuir o ritmo frenético de seus
15 negócios e faturamento sem correr nenhum risco de empobrecer de repente. Ofereça-nos a
16 tecnologia para encontros afetivos mais rápidos. Não precisamos nos desgastar tanto se você
17 tudo vê, tudo sabe.
18 Portanto, eu peço:
19 — Não deixe nossos amigos continuarem sofrendo por relacionamentos opressivos,
20 sufocantes. De tanto que quebraram a cara no amor, são vitrais. Ponha-os em contato com
21 pessoas que prestam, que possam estabelecer conexões profundas de respeito e admiração.
22 Facilite a intimidade mais do que a atração. Não permita que eles percam a esperança na vida a
23 dois. Não ______ como aconselhá-los depois que se apaixonam pelo perfil errado. Eles não mais
24 nos escutam. Doemos, impotentes, testemunhando que anulam suas identidades para agradar
25 e corresponder .... expectativas insanas da química. Perderão o emprego, a realidade, a razão,
26 o equilíbrio, sustentando a fantasia de quem não os merece.
27 — Afaste de nossa existência virtual os narcisistas. Poupe-nos do trabalho de bloqueá-los
28 após servirmos de cobaias. Já estaremos exaustos e sequelados. Use seu filtro como nosso
29 escudo. Aproxime-nos daqueles que se preocupam com os outros, que ainda postam o pôr de
30 sol ou a lua cheia, que se emocionam com a nudez do mar ou do rio, que ficam na janela,
31 imóveis, olhando a chuva, que recolhem o lixo da rua que não foi jogado por eles, que entendem
32 o valor de uma xícara de café quente e de um cálice de vinho, que passam adiante uma frase de
33 Clarice Lispector ou de Caio Fernando Abreu, que defendem a importância de embrulhar
34 presentes, que esperam ansiosamente o feriado para visitar os pais no interior, que festejam
35 cada móvel que chega em sua casa, que guardam suas moedas num potinho, que organizam o
36 armário inteiro quando adquirem uma peça nova, que dormem agradecendo e acordam rezando
37 por um mundo melhor.
38 — Cuide de nossa saúde mental porque um dia podemos nos cansar de você.
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2024/01/uma-carta-aoalgoritmo-clr6p50dz003201475yj7tmnw.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Diante do exposto no texto, analise as assertivas a seguir:
I. O autor personifica o termo “algoritmo”.
II. Na linha 16, ao utilizar o pronome “você”, o autor interage diretamente com o leitor.
III. O autor não se inclui nos pedidos ao algoritmo, referindo-se unicamente à sociedade no geral.
Quais estão corretas?
Uma carta ao algoritmo
Por Fabrício Carpinejar
01 Algoritmo, já que você vive registrando nossas ações, onde estamos, onde compramos,
02 em que lugar queremos passar as férias, já que conhece as nossas mentiras e os limites de
03 nossos cartões de crédito, nossos arroubos, nossas vontades, nossas tristezas, nossas playlists,
04 nossas canções melancólicas e eufóricas, já que oferece produtos que mal começamos a
05 pesquisar, já que ______ o dom profético de se antecipar aos nossos desejos, já que tolera as
06 nossas neuroses, já que perdoa a nossa ansiedade, já que cronometra o nosso tempo on-line,
07 já que repassa vídeos emocionais pela enésima vez, já que cria ataques de fofura com vídeos de
08 cachorros e gatos, já que traz depoimentos de resiliência quando estamos prestes .... desistir de
09 tentar, eu rogo que use todas as nossas informações a nosso favor, não mais exclusivamente
10 .... seu benefício, por um breve momento de generosidade.
11 Não sei se você ______ pai, ou mãe, ou irmão, alguma ligação afetiva ou consanguínea
12 com os números, mas pense um pouquinho em nós como parte de sua família.
13 Suspenda por um instante sua ambição de estatísticas e nos ajude em nossas realizações.
14 Afinal, está milionário, não precisa de mais nada, pode diminuir o ritmo frenético de seus
15 negócios e faturamento sem correr nenhum risco de empobrecer de repente. Ofereça-nos a
16 tecnologia para encontros afetivos mais rápidos. Não precisamos nos desgastar tanto se você
17 tudo vê, tudo sabe.
18 Portanto, eu peço:
19 — Não deixe nossos amigos continuarem sofrendo por relacionamentos opressivos,
20 sufocantes. De tanto que quebraram a cara no amor, são vitrais. Ponha-os em contato com
21 pessoas que prestam, que possam estabelecer conexões profundas de respeito e admiração.
22 Facilite a intimidade mais do que a atração. Não permita que eles percam a esperança na vida a
23 dois. Não ______ como aconselhá-los depois que se apaixonam pelo perfil errado. Eles não mais
24 nos escutam. Doemos, impotentes, testemunhando que anulam suas identidades para agradar
25 e corresponder .... expectativas insanas da química. Perderão o emprego, a realidade, a razão,
26 o equilíbrio, sustentando a fantasia de quem não os merece.
27 — Afaste de nossa existência virtual os narcisistas. Poupe-nos do trabalho de bloqueá-los
28 após servirmos de cobaias. Já estaremos exaustos e sequelados. Use seu filtro como nosso
29 escudo. Aproxime-nos daqueles que se preocupam com os outros, que ainda postam o pôr de
30 sol ou a lua cheia, que se emocionam com a nudez do mar ou do rio, que ficam na janela,
31 imóveis, olhando a chuva, que recolhem o lixo da rua que não foi jogado por eles, que entendem
32 o valor de uma xícara de café quente e de um cálice de vinho, que passam adiante uma frase de
33 Clarice Lispector ou de Caio Fernando Abreu, que defendem a importância de embrulhar
34 presentes, que esperam ansiosamente o feriado para visitar os pais no interior, que festejam
35 cada móvel que chega em sua casa, que guardam suas moedas num potinho, que organizam o
36 armário inteiro quando adquirem uma peça nova, que dormem agradecendo e acordam rezando
37 por um mundo melhor.
38 — Cuide de nossa saúde mental porque um dia podemos nos cansar de você.
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2024/01/uma-carta-aoalgoritmo-clr6p50dz003201475yj7tmnw.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando a correta concordância verbal, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas tracejadas das linhas 05, 11 e 23.
Uma carta ao algoritmo
Por Fabrício Carpinejar
01 Algoritmo, já que você vive registrando nossas ações, onde estamos, onde compramos,
02 em que lugar queremos passar as férias, já que conhece as nossas mentiras e os limites de
03 nossos cartões de crédito, nossos arroubos, nossas vontades, nossas tristezas, nossas playlists,
04 nossas canções melancólicas e eufóricas, já que oferece produtos que mal começamos a
05 pesquisar, já que ______ o dom profético de se antecipar aos nossos desejos, já que tolera as
06 nossas neuroses, já que perdoa a nossa ansiedade, já que cronometra o nosso tempo on-line,
07 já que repassa vídeos emocionais pela enésima vez, já que cria ataques de fofura com vídeos de
08 cachorros e gatos, já que traz depoimentos de resiliência quando estamos prestes .... desistir de
09 tentar, eu rogo que use todas as nossas informações a nosso favor, não mais exclusivamente
10 .... seu benefício, por um breve momento de generosidade.
11 Não sei se você ______ pai, ou mãe, ou irmão, alguma ligação afetiva ou consanguínea
12 com os números, mas pense um pouquinho em nós como parte de sua família.
13 Suspenda por um instante sua ambição de estatísticas e nos ajude em nossas realizações.
14 Afinal, está milionário, não precisa de mais nada, pode diminuir o ritmo frenético de seus
15 negócios e faturamento sem correr nenhum risco de empobrecer de repente. Ofereça-nos a
16 tecnologia para encontros afetivos mais rápidos. Não precisamos nos desgastar tanto se você
17 tudo vê, tudo sabe.
18 Portanto, eu peço:
19 — Não deixe nossos amigos continuarem sofrendo por relacionamentos opressivos,
20 sufocantes. De tanto que quebraram a cara no amor, são vitrais. Ponha-os em contato com
21 pessoas que prestam, que possam estabelecer conexões profundas de respeito e admiração.
22 Facilite a intimidade mais do que a atração. Não permita que eles percam a esperança na vida a
23 dois. Não ______ como aconselhá-los depois que se apaixonam pelo perfil errado. Eles não mais
24 nos escutam. Doemos, impotentes, testemunhando que anulam suas identidades para agradar
25 e corresponder .... expectativas insanas da química. Perderão o emprego, a realidade, a razão,
26 o equilíbrio, sustentando a fantasia de quem não os merece.
27 — Afaste de nossa existência virtual os narcisistas. Poupe-nos do trabalho de bloqueá-los
28 após servirmos de cobaias. Já estaremos exaustos e sequelados. Use seu filtro como nosso
29 escudo. Aproxime-nos daqueles que se preocupam com os outros, que ainda postam o pôr de
30 sol ou a lua cheia, que se emocionam com a nudez do mar ou do rio, que ficam na janela,
31 imóveis, olhando a chuva, que recolhem o lixo da rua que não foi jogado por eles, que entendem
32 o valor de uma xícara de café quente e de um cálice de vinho, que passam adiante uma frase de
33 Clarice Lispector ou de Caio Fernando Abreu, que defendem a importância de embrulhar
34 presentes, que esperam ansiosamente o feriado para visitar os pais no interior, que festejam
35 cada móvel que chega em sua casa, que guardam suas moedas num potinho, que organizam o
36 armário inteiro quando adquirem uma peça nova, que dormem agradecendo e acordam rezando
37 por um mundo melhor.
38 — Cuide de nossa saúde mental porque um dia podemos nos cansar de você.
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2024/01/uma-carta-aoalgoritmo-clr6p50dz003201475yj7tmnw.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o emprego do acento indicativo de crase, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas pontilhadas das linhas 08, 10 e 25.
Leia atentamente o texto a seguir e responda às questões de 1 a 10.
Calor matou mais que deslizamentos de terra no Brasil, aponta estudo
Nos anos de 2010, o Brasil enfrentou de 3 a 11 ondas
de calor por ano, quase quatro vezes mais do que na década
de 1970, quando de zero a no máximotrês desses eventos
climáticos extremos foram registrados.
5 As consequências são fatais: de 2000 a 2018, em
torno de 48 mil brasileiros morreram por efeito de bruscos
aumentos de temperatura – número superior ao de mortes
por deslizamentos de terra.
Os dados inéditos foram compilados em estudo
10 publicado na quarta-feira (24/1) por 12 pesquisadores de
sete universidades e instituições brasileiras e portuguesas,
como a Universidade de Lisboa e a Fundação Oswaldo Cruz
(Fiocruz), no periódico científico Plos One.
"Os eventos de ondas de calor aumentaram em
15 frequência e intensidade", diz à BBC News Brasil o físico
Djacinto Monteiro dos Santos, que liderou o estudo, como
parte de sua pesquisa no Departamento de Meteorologia
da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Para definir o que são ondas de calor, usou-se um
20 padrão conhecido como Fator de Excesso de Calor (EHF, na
sigla em inglês), que leva em consideração a intensidade,
duração e frequência de aumentos na temperatura para
prever níveis considerados nocivos à saúde humana.
A pesquisa analisou dados das 14 áreas
25 metropolitanas mais populosas do Brasil, onde vivem 35%
da população nacional, um total de 74 milhões de
brasileiros.
Foram assim consideradas as seguintes cidades:
Manaus e Belém, no Norte; Fortaleza, Salvador e Recife, no
30 Nordeste; São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, no
Sudeste; Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre, no Sul; e as
regiões metropolitanas de Goiânia, Cuiabá e do Distrito
Federal, no Centro-Oeste.
Além de aumentarem em volume, as ondas de calor
35 também estão cada vez mais prolongadas.
Nas décadas de 1970 e 1980, esses eventos adversos
duravam de três a cinco dias. Entre os anos de 2000 e 2010,
entre quatro e seis dias.
(...)
(Filipe Vilicic. BBC NEWS BRASIL. https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2024/01/calor-matou-mais-que-deslizamentos-de-terra-no-brasil-aponta-estudo.shtml)
As consequências são fatais: de 2000 a 2018, em torno de 48 mil brasileiros morreram por efeito de bruscos aumentos de temperatura – número superior ao de mortes por deslizamentos de terra. (L.5-8)
Assinale a alternativa em que a alteração do segmento sublinhado no período acima tenha sido feita de acordo com a norma culta. Não leve em conta as alterações de sentido.
Leia atentamente o texto a seguir e responda às questões de 1 a 10.
Calor matou mais que deslizamentos de terra no Brasil, aponta estudo
Nos anos de 2010, o Brasil enfrentou de 3 a 11 ondas
de calor por ano, quase quatro vezes mais do que na década
de 1970, quando de zero a no máximotrês desses eventos
climáticos extremos foram registrados.
5 As consequências são fatais: de 2000 a 2018, em
torno de 48 mil brasileiros morreram por efeito de bruscos
aumentos de temperatura – número superior ao de mortes
por deslizamentos de terra.
Os dados inéditos foram compilados em estudo
10 publicado na quarta-feira (24/1) por 12 pesquisadores de
sete universidades e instituições brasileiras e portuguesas,
como a Universidade de Lisboa e a Fundação Oswaldo Cruz
(Fiocruz), no periódico científico Plos One.
"Os eventos de ondas de calor aumentaram em
15 frequência e intensidade", diz à BBC News Brasil o físico
Djacinto Monteiro dos Santos, que liderou o estudo, como
parte de sua pesquisa no Departamento de Meteorologia
da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Para definir o que são ondas de calor, usou-se um
20 padrão conhecido como Fator de Excesso de Calor (EHF, na
sigla em inglês), que leva em consideração a intensidade,
duração e frequência de aumentos na temperatura para
prever níveis considerados nocivos à saúde humana.
A pesquisa analisou dados das 14 áreas
25 metropolitanas mais populosas do Brasil, onde vivem 35%
da população nacional, um total de 74 milhões de
brasileiros.
Foram assim consideradas as seguintes cidades:
Manaus e Belém, no Norte; Fortaleza, Salvador e Recife, no
30 Nordeste; São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, no
Sudeste; Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre, no Sul; e as
regiões metropolitanas de Goiânia, Cuiabá e do Distrito
Federal, no Centro-Oeste.
Além de aumentarem em volume, as ondas de calor
35 também estão cada vez mais prolongadas.
Nas décadas de 1970 e 1980, esses eventos adversos
duravam de três a cinco dias. Entre os anos de 2000 e 2010,
entre quatro e seis dias.
(...)
(Filipe Vilicic. BBC NEWS BRASIL. https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2024/01/calor-matou-mais-que-deslizamentos-de-terra-no-brasil-aponta-estudo.shtml)
As consequências são fatais: de 2000 a 2018, em torno de 48 mil brasileiros morreram por efeito de bruscos aumentos de temperatura – número superior ao de mortes por deslizamentos de terra. (L.5-8)
O segmento sublinhado no período acima revela papel semântico de
Leia atentamente o texto a seguir e responda às questões de 1 a 10.
Calor matou mais que deslizamentos de terra no Brasil, aponta estudo
Nos anos de 2010, o Brasil enfrentou de 3 a 11 ondas
de calor por ano, quase quatro vezes mais do que na década
de 1970, quando de zero a no máximotrês desses eventos
climáticos extremos foram registrados.
5 As consequências são fatais: de 2000 a 2018, em
torno de 48 mil brasileiros morreram por efeito de bruscos
aumentos de temperatura – número superior ao de mortes
por deslizamentos de terra.
Os dados inéditos foram compilados em estudo
10 publicado na quarta-feira (24/1) por 12 pesquisadores de
sete universidades e instituições brasileiras e portuguesas,
como a Universidade de Lisboa e a Fundação Oswaldo Cruz
(Fiocruz), no periódico científico Plos One.
"Os eventos de ondas de calor aumentaram em
15 frequência e intensidade", diz à BBC News Brasil o físico
Djacinto Monteiro dos Santos, que liderou o estudo, como
parte de sua pesquisa no Departamento de Meteorologia
da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Para definir o que são ondas de calor, usou-se um
20 padrão conhecido como Fator de Excesso de Calor (EHF, na
sigla em inglês), que leva em consideração a intensidade,
duração e frequência de aumentos na temperatura para
prever níveis considerados nocivos à saúde humana.
A pesquisa analisou dados das 14 áreas
25 metropolitanas mais populosas do Brasil, onde vivem 35%
da população nacional, um total de 74 milhões de
brasileiros.
Foram assim consideradas as seguintes cidades:
Manaus e Belém, no Norte; Fortaleza, Salvador e Recife, no
30 Nordeste; São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, no
Sudeste; Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre, no Sul; e as
regiões metropolitanas de Goiânia, Cuiabá e do Distrito
Federal, no Centro-Oeste.
Além de aumentarem em volume, as ondas de calor
35 também estão cada vez mais prolongadas.
Nas décadas de 1970 e 1980, esses eventos adversos
duravam de três a cinco dias. Entre os anos de 2000 e 2010,
entre quatro e seis dias.
(...)
(Filipe Vilicic. BBC NEWS BRASIL. https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2024/01/calor-matou-mais-que-deslizamentos-de-terra-no-brasil-aponta-estudo.shtml)
Nos anos de 2010, o Brasil enfrentou de 3 a 11 ondas de calor por ano, quase quatro vezes mais do que na década de 1970, quando de zero a no máximo três desses eventos climáticos extremos foram registrados. (L.1-4)
No período acima há
Leia atentamente o texto a seguir e responda às questões de 1 a 10.
Calor matou mais que deslizamentos de terra no Brasil, aponta estudo
Nos anos de 2010, o Brasil enfrentou de 3 a 11 ondas
de calor por ano, quase quatro vezes mais do que na década
de 1970, quando de zero a no máximotrês desses eventos
climáticos extremos foram registrados.
5 As consequências são fatais: de 2000 a 2018, em
torno de 48 mil brasileiros morreram por efeito de bruscos
aumentos de temperatura – número superior ao de mortes
por deslizamentos de terra.
Os dados inéditos foram compilados em estudo
10 publicado na quarta-feira (24/1) por 12 pesquisadores de
sete universidades e instituições brasileiras e portuguesas,
como a Universidade de Lisboa e a Fundação Oswaldo Cruz
(Fiocruz), no periódico científico Plos One.
"Os eventos de ondas de calor aumentaram em
15 frequência e intensidade", diz à BBC News Brasil o físico
Djacinto Monteiro dos Santos, que liderou o estudo, como
parte de sua pesquisa no Departamento de Meteorologia
da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Para definir o que são ondas de calor, usou-se um
20 padrão conhecido como Fator de Excesso de Calor (EHF, na
sigla em inglês), que leva em consideração a intensidade,
duração e frequência de aumentos na temperatura para
prever níveis considerados nocivos à saúde humana.
A pesquisa analisou dados das 14 áreas
25 metropolitanas mais populosas do Brasil, onde vivem 35%
da população nacional, um total de 74 milhões de
brasileiros.
Foram assim consideradas as seguintes cidades:
Manaus e Belém, no Norte; Fortaleza, Salvador e Recife, no
30 Nordeste; São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, no
Sudeste; Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre, no Sul; e as
regiões metropolitanas de Goiânia, Cuiabá e do Distrito
Federal, no Centro-Oeste.
Além de aumentarem em volume, as ondas de calor
35 também estão cada vez mais prolongadas.
Nas décadas de 1970 e 1980, esses eventos adversos
duravam de três a cinco dias. Entre os anos de 2000 e 2010,
entre quatro e seis dias.
(...)
(Filipe Vilicic. BBC NEWS BRASIL. https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2024/01/calor-matou-mais-que-deslizamentos-de-terra-no-brasil-aponta-estudo.shtml)
Assinale a alternativa em que a palavra indicada não tenha sido formada por composição.
Leia atentamente o texto a seguir e responda às questões de 1 a 10.
Calor matou mais que deslizamentos de terra no Brasil, aponta estudo
Nos anos de 2010, o Brasil enfrentou de 3 a 11 ondas
de calor por ano, quase quatro vezes mais do que na década
de 1970, quando de zero a no máximotrês desses eventos
climáticos extremos foram registrados.
5 As consequências são fatais: de 2000 a 2018, em
torno de 48 mil brasileiros morreram por efeito de bruscos
aumentos de temperatura – número superior ao de mortes
por deslizamentos de terra.
Os dados inéditos foram compilados em estudo
10 publicado na quarta-feira (24/1) por 12 pesquisadores de
sete universidades e instituições brasileiras e portuguesas,
como a Universidade de Lisboa e a Fundação Oswaldo Cruz
(Fiocruz), no periódico científico Plos One.
"Os eventos de ondas de calor aumentaram em
15 frequência e intensidade", diz à BBC News Brasil o físico
Djacinto Monteiro dos Santos, que liderou o estudo, como
parte de sua pesquisa no Departamento de Meteorologia
da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Para definir o que são ondas de calor, usou-se um
20 padrão conhecido como Fator de Excesso de Calor (EHF, na
sigla em inglês), que leva em consideração a intensidade,
duração e frequência de aumentos na temperatura para
prever níveis considerados nocivos à saúde humana.
A pesquisa analisou dados das 14 áreas
25 metropolitanas mais populosas do Brasil, onde vivem 35%
da população nacional, um total de 74 milhões de
brasileiros.
Foram assim consideradas as seguintes cidades:
Manaus e Belém, no Norte; Fortaleza, Salvador e Recife, no
30 Nordeste; São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, no
Sudeste; Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre, no Sul; e as
regiões metropolitanas de Goiânia, Cuiabá e do Distrito
Federal, no Centro-Oeste.
Além de aumentarem em volume, as ondas de calor
35 também estão cada vez mais prolongadas.
Nas décadas de 1970 e 1980, esses eventos adversos
duravam de três a cinco dias. Entre os anos de 2000 e 2010,
entre quatro e seis dias.
(...)
(Filipe Vilicic. BBC NEWS BRASIL. https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2024/01/calor-matou-mais-que-deslizamentos-de-terra-no-brasil-aponta-estudo.shtml)
Para definir o que são ondas de calor, usou-se um padrão conhecido como Fator de Excesso de Calor (EHF, na sigla em inglês), que leva em consideração a intensidade, duração e frequência de aumentos na temperatura para prever níveis considerados nocivos à saúde humana. (L.19-23)
No período acima há
Leia atentamente o texto a seguir e responda às questões de 1 a 10.
Calor matou mais que deslizamentos de terra no Brasil, aponta estudo
Nos anos de 2010, o Brasil enfrentou de 3 a 11 ondas
de calor por ano, quase quatro vezes mais do que na década
de 1970, quando de zero a no máximotrês desses eventos
climáticos extremos foram registrados.
5 As consequências são fatais: de 2000 a 2018, em
torno de 48 mil brasileiros morreram por efeito de bruscos
aumentos de temperatura – número superior ao de mortes
por deslizamentos de terra.
Os dados inéditos foram compilados em estudo
10 publicado na quarta-feira (24/1) por 12 pesquisadores de
sete universidades e instituições brasileiras e portuguesas,
como a Universidade de Lisboa e a Fundação Oswaldo Cruz
(Fiocruz), no periódico científico Plos One.
"Os eventos de ondas de calor aumentaram em
15 frequência e intensidade", diz à BBC News Brasil o físico
Djacinto Monteiro dos Santos, que liderou o estudo, como
parte de sua pesquisa no Departamento de Meteorologia
da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Para definir o que são ondas de calor, usou-se um
20 padrão conhecido como Fator de Excesso de Calor (EHF, na
sigla em inglês), que leva em consideração a intensidade,
duração e frequência de aumentos na temperatura para
prever níveis considerados nocivos à saúde humana.
A pesquisa analisou dados das 14 áreas
25 metropolitanas mais populosas do Brasil, onde vivem 35%
da população nacional, um total de 74 milhões de
brasileiros.
Foram assim consideradas as seguintes cidades:
Manaus e Belém, no Norte; Fortaleza, Salvador e Recife, no
30 Nordeste; São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, no
Sudeste; Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre, no Sul; e as
regiões metropolitanas de Goiânia, Cuiabá e do Distrito
Federal, no Centro-Oeste.
Além de aumentarem em volume, as ondas de calor
35 também estão cada vez mais prolongadas.
Nas décadas de 1970 e 1980, esses eventos adversos
duravam de três a cinco dias. Entre os anos de 2000 e 2010,
entre quatro e seis dias.
(...)
(Filipe Vilicic. BBC NEWS BRASIL. https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2024/01/calor-matou-mais-que-deslizamentos-de-terra-no-brasil-aponta-estudo.shtml)
"Os eventos de ondas de calor aumentaram em frequência e intensidade", diz à BBC News Brasil o físico Djacinto Monteiro dos Santos, que liderou o estudo, como parte de sua pesquisa no Departamento de Meteorologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). (L.14-18)
O termo sublinhado no período acima desempenha função sintática de
Leia atentamente o texto a seguir e responda às questões de 1 a 10.
Calor matou mais que deslizamentos de terra no Brasil, aponta estudo
Nos anos de 2010, o Brasil enfrentou de 3 a 11 ondas
de calor por ano, quase quatro vezes mais do que na década
de 1970, quando de zero a no máximotrês desses eventos
climáticos extremos foram registrados.
5 As consequências são fatais: de 2000 a 2018, em
torno de 48 mil brasileiros morreram por efeito de bruscos
aumentos de temperatura – número superior ao de mortes
por deslizamentos de terra.
Os dados inéditos foram compilados em estudo
10 publicado na quarta-feira (24/1) por 12 pesquisadores de
sete universidades e instituições brasileiras e portuguesas,
como a Universidade de Lisboa e a Fundação Oswaldo Cruz
(Fiocruz), no periódico científico Plos One.
"Os eventos de ondas de calor aumentaram em
15 frequência e intensidade", diz à BBC News Brasil o físico
Djacinto Monteiro dos Santos, que liderou o estudo, como
parte de sua pesquisa no Departamento de Meteorologia
da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Para definir o que são ondas de calor, usou-se um
20 padrão conhecido como Fator de Excesso de Calor (EHF, na
sigla em inglês), que leva em consideração a intensidade,
duração e frequência de aumentos na temperatura para
prever níveis considerados nocivos à saúde humana.
A pesquisa analisou dados das 14 áreas
25 metropolitanas mais populosas do Brasil, onde vivem 35%
da população nacional, um total de 74 milhões de
brasileiros.
Foram assim consideradas as seguintes cidades:
Manaus e Belém, no Norte; Fortaleza, Salvador e Recife, no
30 Nordeste; São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, no
Sudeste; Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre, no Sul; e as
regiões metropolitanas de Goiânia, Cuiabá e do Distrito
Federal, no Centro-Oeste.
Além de aumentarem em volume, as ondas de calor
35 também estão cada vez mais prolongadas.
Nas décadas de 1970 e 1980, esses eventos adversos
duravam de três a cinco dias. Entre os anos de 2000 e 2010,
entre quatro e seis dias.
(...)
(Filipe Vilicic. BBC NEWS BRASIL. https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2024/01/calor-matou-mais-que-deslizamentos-de-terra-no-brasil-aponta-estudo.shtml)
Para definir o que são ondas de calor, usou-se um padrão conhecido como Fator de Excesso de Calor (EHF, na sigla em inglês), que leva em consideração a intensidade, duração e frequência de aumentos na temperatura para prever níveis considerados nocivos à saúde humana. (L.19-23)
A ocorrência do SE sublinhada no período acima se classifica como
Leia atentamente o texto a seguir e responda às questões de 1 a 10.
Calor matou mais que deslizamentos de terra no Brasil, aponta estudo
Nos anos de 2010, o Brasil enfrentou de 3 a 11 ondas
de calor por ano, quase quatro vezes mais do que na década
de 1970, quando de zero a no máximotrês desses eventos
climáticos extremos foram registrados.
5 As consequências são fatais: de 2000 a 2018, em
torno de 48 mil brasileiros morreram por efeito de bruscos
aumentos de temperatura – número superior ao de mortes
por deslizamentos de terra.
Os dados inéditos foram compilados em estudo
10 publicado na quarta-feira (24/1) por 12 pesquisadores de
sete universidades e instituições brasileiras e portuguesas,
como a Universidade de Lisboa e a Fundação Oswaldo Cruz
(Fiocruz), no periódico científico Plos One.
"Os eventos de ondas de calor aumentaram em
15 frequência e intensidade", diz à BBC News Brasil o físico
Djacinto Monteiro dos Santos, que liderou o estudo, como
parte de sua pesquisa no Departamento de Meteorologia
da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Para definir o que são ondas de calor, usou-se um
20 padrão conhecido como Fator de Excesso de Calor (EHF, na
sigla em inglês), que leva em consideração a intensidade,
duração e frequência de aumentos na temperatura para
prever níveis considerados nocivos à saúde humana.
A pesquisa analisou dados das 14 áreas
25 metropolitanas mais populosas do Brasil, onde vivem 35%
da população nacional, um total de 74 milhões de
brasileiros.
Foram assim consideradas as seguintes cidades:
Manaus e Belém, no Norte; Fortaleza, Salvador e Recife, no
30 Nordeste; São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, no
Sudeste; Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre, no Sul; e as
regiões metropolitanas de Goiânia, Cuiabá e do Distrito
Federal, no Centro-Oeste.
Além de aumentarem em volume, as ondas de calor
35 também estão cada vez mais prolongadas.
Nas décadas de 1970 e 1980, esses eventos adversos
duravam de três a cinco dias. Entre os anos de 2000 e 2010,
entre quatro e seis dias.
(...)
(Filipe Vilicic. BBC NEWS BRASIL. https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2024/01/calor-matou-mais-que-deslizamentos-de-terra-no-brasil-aponta-estudo.shtml)
O texto apresenta tipologia mormente
Leia atentamente o texto a seguir e responda às questões de 1 a 10.
Calor matou mais que deslizamentos de terra no Brasil, aponta estudo
Nos anos de 2010, o Brasil enfrentou de 3 a 11 ondas
de calor por ano, quase quatro vezes mais do que na década
de 1970, quando de zero a no máximotrês desses eventos
climáticos extremos foram registrados.
5 As consequências são fatais: de 2000 a 2018, em
torno de 48 mil brasileiros morreram por efeito de bruscos
aumentos de temperatura – número superior ao de mortes
por deslizamentos de terra.
Os dados inéditos foram compilados em estudo
10 publicado na quarta-feira (24/1) por 12 pesquisadores de
sete universidades e instituições brasileiras e portuguesas,
como a Universidade de Lisboa e a Fundação Oswaldo Cruz
(Fiocruz), no periódico científico Plos One.
"Os eventos de ondas de calor aumentaram em
15 frequência e intensidade", diz à BBC News Brasil o físico
Djacinto Monteiro dos Santos, que liderou o estudo, como
parte de sua pesquisa no Departamento de Meteorologia
da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Para definir o que são ondas de calor, usou-se um
20 padrão conhecido como Fator de Excesso de Calor (EHF, na
sigla em inglês), que leva em consideração a intensidade,
duração e frequência de aumentos na temperatura para
prever níveis considerados nocivos à saúde humana.
A pesquisa analisou dados das 14 áreas
25 metropolitanas mais populosas do Brasil, onde vivem 35%
da população nacional, um total de 74 milhões de
brasileiros.
Foram assim consideradas as seguintes cidades:
Manaus e Belém, no Norte; Fortaleza, Salvador e Recife, no
30 Nordeste; São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, no
Sudeste; Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre, no Sul; e as
regiões metropolitanas de Goiânia, Cuiabá e do Distrito
Federal, no Centro-Oeste.
Além de aumentarem em volume, as ondas de calor
35 também estão cada vez mais prolongadas.
Nas décadas de 1970 e 1980, esses eventos adversos
duravam de três a cinco dias. Entre os anos de 2000 e 2010,
entre quatro e seis dias.
(...)
(Filipe Vilicic. BBC NEWS BRASIL. https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2024/01/calor-matou-mais-que-deslizamentos-de-terra-no-brasil-aponta-estudo.shtml)
Em relação às ideias do texto e suas possíveis inferências, analise as afirmativas a seguir:
I. As ondas de calor vêm aumentando a sua duração ao longo dos anos.
II. Há uma parceria acadêmica entre Brasil e Portugal em relação aos estudos climáticos.
III. As mortes por deslizamentos de terra não são maiores porque são contabilizados como sendo de efeitos das tempestades em épocas de muito calor.
Assinale